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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

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Viajar com filhos: não é tudo óptimo (mas também não é suposto)!

04.12.18 | Vera Dias Pinheiro

viajar com filhos

 

Podia remeter-me ao silêncio e optar por partilhar apenas as coisas boas e bonitas das nossas viagens com filhos. Porém, para quê? Para ficarem a achar que vocês são a excepção? Que só os vossos filhos fazem birras, que só vocês perdem a paciência, também quando estão férias, etc?

 

Viajar com filhos não é fácil, não é de todo fácil. Há muitas birras, há muita implicância, motivado também pelo maior cansaço. Há sempre uma alteração nas rotinas e isso, numa criança, reflecte-se tão somente no seu comportamento. Para além disso, há todo o nosso desgaste físico com toda a logística que este processo envolve. É o carrinho, primeiro trazíamos dois, agora, e face ao peso do Vicente, optamos pelo patim com assento, mas que não é assim tão prático quanto parecia ser. Os trajectos que nem sempre ajudam, os muitos turistas que complicam ainda mais a circulação, etc, etc.

 

Para mim, pode ter tanto de bom como de cansativo e stressante. É preciso que os adultos estejam também com a sua melhor disposição e o seu melhor temperamento. Como costumo dizer, neste “jogo”, os únicos que conseguem mudar alguma coisa, antecipar ou ultrapassar, somos apenas nós! Por isso, há que respirar fundo, muito fundo... e valorizar o que é o melhor e o melhor é sempre a experiência.

 

Se calhar também ajuda saber, de antemão, que não é suposto correr sempre bem ou às mil maravilhas. Por isso, o meu truque é tentar valorizar o que realmente é para valorizar. Relaxar, deixá-los também um pouco à vontade e ceder em várias coisas. Nem sempre se consegue fazer uma viagem centrada apenas nas crianças, aliás, lembro-me de ser pequena e achar certos passeios com os meus pais uma valente seca. E só agora, dou valor a isso.

 

Portanto, só posso colocar-me do lado das minhas crianças e perceber que são pequeninos e que sentem o mesmo que eu sentia, seja no Gerês ou em Florença. E muitas vezes, nem eles estão virados para os passeios, com paciência para se portarem bem ou, nem sempre acham graças às coisas que nós escolhemos para eles.

 

Mas, para alojamento, a nossa opção continua a ser o Airbnb. É o que torna a experiência mais confortável a todos, pois temos espaço e temos tudo o que precisamos. De certa forma, descansamos mais. Ao final da tarde, regressamos, não há necessidade de esticar os dias até ao limite, eles brincam e fazem o que lhes apetece, nós descansamos e pelo menos conseguimos que descansem à noite sem alterar muito as horas. As refeições são práticas, precisamente para não termos trabalho, isto se optarmos por jantar em casa – que é realmente aquilo que optamos por fazer a grande maioria dos dias.

 

E, pronto, cá estamos. Eu melhor, eles cansados e a Laura sem dormir a sesta. Florença não é a melhor cidade para andar com carrinho de bebé e o trânsito italiano também não ajuda, seja de carro, bicicleta ou mota. Portanto, andamos com toda a atenção. Mas é uma cidade lindíssima, em dúvida!

 

catedral do duomo, florença, itália

viajar com filhos, roteiro florença

 

 

Boa noite!