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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Um pouco de normalidade, sim, por favor!

11.11.16 | Vera Dias Pinheiro


Nos últimos quatro anos da minha vida, tenho sido mais hormonal do que qualquer outra coisa - primeira gravidez - pós-parto - hormonas - segunda gravidez - pós-parto - hormonas. Há algum tempo para cá penso inclusivamente como seria a Vera antes deste turbilhão que é a maternidade, as gravidezes, os pós partos, as HORMONAS e tudo mais. Já nem sei se existirá essa Vera, pois estes últimos anos têm sido de verdadeira recuperação: 
- recuperação física após o parto,
- recuperação dos efeitos secundários da gravidez.
- recuperação da vida própria, 
- recuperação do tempo para mim, 
- recuperação de alguma autonomia no dia-a-dia
- recuperação de um "eu" que se colocou para segundo plano para que o eu-mãe pudesse agir na sua plenitude como se quer.

As pessoas não aceitam quando digo que não quero ter mais filhos, respondendo imediatamente que "isso dizes tu agora". Mas não, eu não quero ter mais filhos. Eu adorei estar grávida, mas não quero voltar a estar, não tenho mais a predisposição para a recuperação (física) dos nove meses da gravidez - por mais egoísta que possa parecer - e, depois, este último parto foi TUDO DE BOM e é com esta lembrança que quero ficar; adoro o cheiro dos bebés - muito mesmo - e um filho nunca é uma coisa má. Mas, eu dou-me por muito feliz com este meu "casalinho" e na minha cabeça isso está resolvido. 

Aos (quase) oito meses de Laura, finalmente, começo a sentir que as coisas estão a voltar ao seu lugar e que, aos poucos, me liberto da bolha "bebé" que são os primeiros meses. O cabelo volta a crescer, o corpo fica mais parecido com o que era antes e a roupa assenta melhor, os estados de humor já não oscilam tanto, as rotinas continuam malucas, mas mais assentes e definidas.
Aos poucos, os papéis de cada um ficam mais claros.

Confesso que gosto muito da sensação de normalidade - da nossa nova normalidade, a de agora sermos quatro. A cereja no topo do bolo vai ser quando eu - FINALMENTE - conseguir dormir uma noite inteira!













Um cabelo que começa finalmente a crescer em todos os sentidos: no comprimento - não me adaptei a ter o cabelo tão curto - e as grandes peladas estão a dar origem às franjas e aos cabelinhos espetados. Aleluia!!!!

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