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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Ser mãe aumenta a responsabilidade...

30.07.15 | Vera Dias Pinheiro
Ser mãe aumenta a nossa responsabilidade perante a forma como encaramos a nossa vida. Ser mãe é a prova de crescimento mais profundo que eu conheço. Ser mãe confere capacidades que desconhecíamos. Descobrimos talentos, desenvolvemos habilidades e, quando menos se espera, o impossível fica feito! Nem sempre esse impossível sai da forma como desejamos, aprendemos a fazer as coisas da forma que dá para fazer na altura e sempre de acordo com as urgências.
A maternidade pode ser um enorme desafio para as mais perfeccionista, uma tortura para as mais controladoras e uma grande dificuldade para as que prezam a sua liberdade. Mas a verdade é apenas uma - e é aquela que já estamos todos fartos de ouvir - o amor compensa TUDO! 
Quando temos filhos, o nosso corpo adopta um modo de estar - o "modo mãe" - que é o mesmo que dizer que nos habituamos a um trabalho eterno. Há sempre alguma coisa para fazer e mesmo que nos custe e que o cansaço seja grande, damos um jeito e, no final, aparece tudo feito. Assim, visto de fora, até pode parecer que não se faz nada de especial, no entanto, garanto-vos este período de mãe a tempo inteiro tem sido muito desgastante, eu tenho a perfeita noção de que trabalho mais horas do que quando tinha o meu emprego normal (e do que quando era dona e senhora do meu tempo).
E, depois, ser mãe é desenvolver também uma capacidade própria de nos sentirmos culpadas. Sentimo-nos culpadas quando achamos que não estamos a ter o comportamento que devíamos e que é esperado que uma mãe tenha sempre. Eu sinto-me culpada quando, uma ou outra vez, me sai um grito que não devia, quando me falta a paciência para me sentar a brincar com o Vicente (sobretudo nos dias em que há jantar para fazer, roupa para estender, coisas para arrumar, que não quero que fiquem para o fim de tudo, pois já sei que vou acabar por me deitar tarde e que não vou conseguir descansar) ou, como quando me faltam as forças para ir ao jardim ou ao parque, como ele me pede TODOS os dias a seguir à escola.
Contudo, também é verdade que, por esta altura do ano, já devíamos estar de férias, já devíamos ter quebrado a rotina e a monotonia do dia-a-dia, já devíamos ter carregado baterias - ao invés de estarmos saturados uns dos outros - mas, este ano, férias só no final do mês de Agosto (e acabam por ser praticamente as únicas férias que temos).
Mas ser mãe pode (e deve) ser poder assumir para si mesma e perante a sociedade que não é sinónimo de conseguir dar conta de tudo! Há sempre uma parte que vai sair prejudicada: os filhos, a casa, o marido, a nossa profissão ou nós próprias. Ou, então, acabam por ficar afectados um pouco de todos eles. Na minha opinião, se partíssemos deste princípio, talvez deixássemos de andar tão sobrecarregadas com a pressão de não falhar ou de não sermos sempre o exemplo que idealizamos dever ser!

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