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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

O [importante] exercício da gratidão!

21.01.16 | Vera Dias Pinheiro

Porque é que nos é tão difícil partilhar de forma genuína a felicidade ou o sucesso do outro? Ou porque é que tendemos sempre a inverter a curva da nossa felicidade à medida que a do outro cresce? Ou ainda, porque é que não podemos simplesmente dizer a alguém que gostamos dela e como estamos felizes por ela?

Perguntas tão simples e, ao mesmo tempo, tão complexas de encontrar uma resposta. E sempre, mas sempre, que reflicto sobre isto, fico no vazio e sem perceber o porquê de não sermos mais sinceros e espontâneos com os que nos rodeiam. Seremos nós todos iguais e todos concorrentes uns dos outros? Seremos nós apenas pessoas de sucesso se estivermos sozinhos e se as pessoas que estão ao nosso lado não estiverem tão bem quanto nós?

Poderemos achar que a vida é uma competição, uma corrida em que temos que ser mais rápidos que os nossos adversários. Talvez isso até se aplique em situações muito, muito específicas. Mas, ainda assim, não existem duas pessoas iguais, não existem duas pessoas a pegar numa mesma ideia e dar-lhe vida de forma idêntica. 

Eu sou daquelas pessoas que acredita na partilha, que acha que vale a pena compartilhar com o outro as alegrias e as tristezas e sempre que seja necessário ajudar. Gosto de elogiar e de ser elogiada, gosto de sentir que gostam de mim e gosto de dizer o quanto gosto de alguém quando as pessoas menos esperam. Gosto de dizer obrigada quando alguém, com a mínima coisa, consegue tornar o meu dia diferente. Gosto de ser espontânea e não sentir que me estão a roubar alguma coisa, quando dou sem querer nada em troca. No entanto, as relações fazem-se de reciprocidade, reciprocidade essa que acaba, frequentemente, por vir de onde menos esperamos.

Têm sido estas algumas das minhas descobertas, que no início me deixavam tão inquieta e insegura, mas que agora me deixam tranquila, pois o que tem que ser será e o que for para nós será. Aprendi a fazer o meu caminho, sem certeza do dia seguinte, aprendi a construir a minha história que aqui tanto gosto de partilhar e quem sabe até contribuir para que o dia de alguém termine de uma forma diferente. Aprendi, no dia em que sai da minha zona de conforto, que não valia a pena esperar nada de ninguém, que tinha que ser eu a dar a volta e a tornar aquela experiência - a MINHA - inesquecível. 

As pessoas em quem podemos confiar são cada vez menos, as pessoas verdadeiramente genuínas são igualmente cada vez menos, mas ainda assim, a vida tem sido generosa comigo, pois pelo meio desta estrada cheia de curvas e contra-curvas, tenho-me cruzado com pessoas parecidas comigo, que me surpreendem quando menos espero e que fazem a diferença no meu dia, sem precisarem de fazer nada de especial. E depois, tenho-vos a vocês que estão desse lado e que gostam de nos acompanhar, tenho as pessoas que perdem cinco minutos do seu tempo para me escrever com uma palavra de carinho e, as vezes, só mesmo para desabafar. Por tudo isto, quando faço o balanço de tudo, continuo a chegar à mesma conclusão: eu sou uma pessoa feliz e grata por tudo aquilo que tenho aprendido e recebido da vida!


Bom Dia <3

P.s: Vou colocar o link para o vídeo da minha passagem pelo programa "A tarde é sua", da Tvi, mais logo!