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[O enxoval do bebé] Dúvidas existenciais

29.02.16 | Vera Dias Pinheiro
Existem várias etapas quando começamos a preparar o enxoval do bebé. Numa primeira fase, aquela em que ainda não sabemos qual é o sexo, começamos a andar pelas lojas de roupa de bebé e a descobrir todo o entusiasmo que é viver uma gravidez e aguardar a chegada de um filho, compramos poucas coisas, indiferenciadas, pois ainda não sabemos o que aí vem. Na fase seguinte, a da descoberta: "É UM MENINO!!!!!" ou então, "É UMA MENINA", começamos a sério a investir grande parte do nosso dinheirinho em roupinhas lindas e fofinhas e, claro, a imaginar como será o ser maravilhoso que as irá vestir daí a alguns meses. 

Na primeira gravidez, não tive grandes preocupações, no início apenas tive que me preocupar em lavar e separar por tamanhos todas as roupas que tinham sido do meu sobrinho. Na altura, apenas comprei a primeira roupinha de todas, aquela que iria vestir pela primeira vez. A questão dos tamanhos não era um problema, assim como as indecisões quanto ao tipo/quantidade de roupa que iria vestir, pois estávamos em pleno Inverno.

Mas agora, não só me vejo imersa em todo um mundo novo de roupas e de oferta, de tipos e de formas de se vestir uma menina, como tenho outros dois problemas: qual o tamanho e se vale a pela investir muito em roupa quente, dado que, embora esteja prevista para o início de Abril, daqui a três meses o tempo há-de estar mais agradável. 

Portanto vamos lá por partes. Primeiro, o tamanho! Mas que tamanho devo comprar? O de recém-nascido? O tamanho 0-1? O tamanho 1-3? Vou comprar roupa que irá vestir apenas até Junho, vou deixar roupa praticamente nova de lado e investir tudo outra vez em roupa de nova estação? - sim, deve ser mesmo assim. Mas confesso que ando um pouco perdida, pois lembro-me perfeitamente de ter comprado a primeira roupa do Vicente (tamanho 0) e de ter acordado da anestesia, olhar para para ele e perceber que o babygrow não apertava... (sim, uma mãe acabada de parir a sua cria também repara nestas coisas).

Para além disso, eu também acho que um bebé, tal como nós, se deve sentir confortável na suas primeiras roupinhas, o tamanho deve ser adequado ao aconchego que ele necessita quando se vê num mundo completamente novo e diferente daquele a que estava habituado na nossa barriga; e a qualidade deve ser tão delicada quanto possível dada a sensibilidade e imaturidade da pele do recém-nascido - deve ser o mais suave e com o mínimo de costuras possível.

Já percebi que os tamanhos variam muito de marca para marca e que, nos primeiros tempos, o bebé tem que vestir roupa mais quente, pois perde muito calor. Por isso - e porque Abril ainda é um mês fresquinho - tenho optado pelos interiores de manga cumprida - os primeiros abertos à frente, porque percebi, da primeira vez, que nos facilitam muito a vida - depois, alguns babygrows quentinhos, algures entre os tamanhos 0-1 e o 1-3; fofos; meias; botinhas; touquinhas e casaquinhos. 


E, depois, a quantidade? E se tenho roupa a menos e tenho que passar os dias a lavar roupa? Quantos babygrows precisamos: um para cada dia da semana, dois, mais? Roupas para as saídas de casa: vestidos, tapa fraldas, meias, casaquinhos? 

 



Ah.. e acham que vale a pena investir num casaco mais quente? Ou a mantinha por cima, no ovo, vai ser suficiente?

Na minha modesta opinião, há também toda uma certa complexidade que envolve este admirável mundo de preparação do enxoval do bebé... Não sei se vocês também se sentiram assim, mas eu tenho a sensação que tenho tudo de menos, mas para já vou lavar as roupinhas, arrumar e começar a separar o que irá para a maternidade e só de seguida vou ver se o que eventualmente terá em falta.


Bom e, no meio de tudo isto, as boas notícias são que o Sol voltou e por aqui já cheira a roupa acabada de lavar!




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