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As viagens dos Vs

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Mulher | A gravidez e os palpites alheios!

05.11.15 | Vera Dias Pinheiro
 A gravidez - e, consequentemente, a maternidade - é um tema que gera um grande interesse nos outros. Mal se sabe que alguém próximo está à espera de bebé e começam logo os palpites, os conselhos e as dicas.  E eu, que sou uma pessoa bastante tranquila e que gosta de saborear um dia de cada vez, consciente de que cada caso é um caso e de que o factor surpresa que uma gravidez pode ter - quanto mais não seja pela expectativa de saber se é menino ou menina - é também o que alimenta um pouco desta magia, assumo que aquilo que mais me irrita são os palpites.
Neste universo onde todos somos diferentes uns dos outros, há que aceitar que algumas pessoas podem não estar interessadas em ouvir os vaticínios sobre o sexo do bebé que aí vem. Há pessoas para quem isso não é mesmo o mais importante de saber e que a antecipação e os comentários alheios levam mais a estados de ansiedade e de stress do que a outra coisa. Para além disso, estar sempre a perguntar se preferimos um menino ou uma menina, também não ajuda nada, muito menos quando - e se - respondemos que preferimos ter, por exemplo, um menino, os comentários seguintes são os de que uma menina é que será bom.
Depois também não vale a pena tentar avaliar o formato da barriga, porque a verdade é que não há nenhum factor científico que comprove que o formato da barriga é indicador do sexo do bebé. Nem tão pouco - aliás, NUNCA - avaliar se a grávida está bonita ou não - as grávidas estão sempre radiantes e maravilhosas e, já agora, devo dizer que todas as minhas amigas que foram mães de meninas foram grávidas bonitas!
Ah! e também não vale questionar as decisões do obstetras das nossas amigas, só porque o seu médico a deixa pintar o cabelo, fazer ginástica ou comer um determinado alimento. A grávida deve confiar a 100% no obstetra que a segue e aquilo que resulta com uma pessoa não significa que resulte da mesma maneira com outra. E também, dentro de uma mesma ciência, acabam por existir diferentes abordagens.
Uma grávida, quando e se quiser palpites, vai pedir, até porque é bom não esquecer que estão a falar com uma mulher cheia de hormonas em que, por vezes, basta muito pouco para se fazer uma tempestade. Quando lhe apetecer conversar sobre que carrinho comprar; se o bebé deve dormir no mesmo quarto do irmão ou não; o enxoval; etc... etc... etc... ela vai ser a primeira a ter a iniciativa para tal. Um bebé é uma notícia maravilhosa, é vida, é esperança, e todos os que estão à nossa volta acabam por ficar contagiados com a nossa felicidades, querendo participar e ajudar de alguma forma, sem reparar que, às vezes, só deixamos a outra pessoa mais confusa e baralhada!
Boa tarde!