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As viagens dos Vs

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Invisalign: as minhas impressões após a primeira semana!

14.05.19 | Vera Dias Pinheiro

invisalign, Clínica do Marquês

 

Partilhei uma fotografia minha com a legenda “a primeira selfie com aparelho” sorridente e feliz - que não foi esta - coisa que nunca me tinha acontecido antes neste contexto.

Relembro que já usei aparelho fixo duas vezes, a primeira praticamente dois anos.

 

Mas tratando-se do Invisalign, logicamente, o motivo do sorriso deve-se ao facto de ser um aparelho que, à primeira vista, passa despreciado. Diria que é o número de attachments que terão que usar que irá determinar o quanto imperceptível será o vosso Invisaling.

No meu caso, não tão simples quanto isso, tenho vários!

 

Devo dizer, em primeiro lugar, que o meu objectivo nunca foi ter os dentes super direitos, tipo Barbie, porém tenho aspectos bem importantes, mais do que o lado estético até, para tratar. O grande problema é a mordida cruzada, com todo o impacto que isso tem nas articulações e nos maxilares que, quanto mais tarde for tratado, mais complexo se torna o tratamento. Depois, a minha boca não tem espaço suficiente para todos os dentes de uma pessoa adulta e cheguei inclusivamente a arrancar dois molares quando era mais nova.

Quando me disseram, da primeira vez que usei aparelho, que o protocolo iria envolver arrancar dentes, eu recusei-me. Se temos um determinado número de dentes, penso que seja porque precisamos de todos e que a função de um não anula a de outros. E com o avançar da idade, eu poderia vir a necessitar deles, pelo que já me bastava os que tinha arrancado em miúda.

E, por fim, quando desloquei o maxilar fiquei com a boca torta e notava isso nas fotografias e nos vídeos, chegava mesmo a mostrar ao meu marido e à minha mãe para ter a certeza que não eram coisas da minha cabeça. E não eram....

Por conseguinte, considero que já tinha reunido motivos mais do que suficiente para, mais cedo ou mais tarde, ter que tomar uma decisão e fazer um tratamento fosse ele qual fosse. 

 

Ainda bem que não esperei até ser demasiado tarde e ainda bem que tudo isto é possível tratar-se com o Invisalign. Para usar aparelho é preciso ter vontade, porque custa! Custa o processo todo, as idas regulares ao dentista e custa também a parte estética e viver durante um ou dois anos - no bom cenário - constrangidos por termos “ferrinhos” nos dentes.

É mesmo tratando-se do Invisalign, os primeiros dias custam. Sentimos dor nos dentes, aquele desconforto de quem ainda não se habitou a novidade na boca. As feridas até a nossa boca reconhecer aquele objecto como algo natural. E comer, que é todo um hábito social, acaba por ficar limitado, obrigando-nos a auto-impor alguma disciplina no uso correcto deste aparelho.

 

Por isso, e assim resumidamente, porque, afinal, passou apenas uma semana e eu ainda nem mudei de alinhadores, partilho com vocês os meus pontos positivos e negativos deste novo aparelho que estou agora a usar:

 

Positivo:

  • O facto de ser imperceptível ao olhar e a forma como isso contribui para a nossa auto-confiança e tranquilidade durante este processo, que leva sempre algum tempo e com o qual temos que estar comprometidas. 
  • É confortável, ou seja, ultrapassados os primeiros os primeiros dois dias, diria que já estamos habituados.
  • Consigo falar melhor do que achava que iria conseguir. Portanto, o efeito sopinha de massa vai desaparecendo à medida que nos vamos habituando.
  • É um processo mais rápido e mais personalizado porque é tudo estudado a priori e é possível mover os dentes isoladamente respeitando a condição e história da nossa boca
  • É motivador porque acompanhamos toda a evolução, sabendo exactamente o que vai acontecer a cada mudança de alinhadores e o final do tratamento graças às novas tecnologias e tenho tudo no meu perfil criado no site do Invisalign. Aliás, o processo só avança após termos essa visão global de como será o nosso tratamento e qual será o resultado.

Negativo:

  • Não temos liberdade para comer com os alinhadores postos, por isso torna-se mais limitador nesse sentido. Envolve todo o processo de "tirar e pôr" e de higiene após todas as refeições.
  • Nesta fase, em que os dentes ainda estão tortos, é mais difícil tirar e voltar a pôr os alinhadores e tudo isso envolve muita saliva.
  • A evolução depende 95% de nós próprias e da nossa disciplina (em respeitar o tempo de uso dos alinhadores, fazer as mudanças nas alturas certas).
  • O ritual social dos jantares, almoços e eventos especiais é o mais complicado, porque não depende de nós à velocidade com que acabamos de comer.
  • O preço é também um factor importante e limitador, ao mesmo tempo, pois o Invisalign é dispendioso. Porém, neste momento percebo o porquê e até justifico o valor - o que não justifique é que 98% dos seguros de saúde não comparticipem este tipo de tratamento.

 

O Invisalign é todo um mundo novo de tecnologia e avanço na medicina dentária. Diria que é o futuro e, talvez nessa altura, se torne mais acessível. Ainda assim, falo-vos com conhecimento no assunto, pois até chegar aqui, eu passei por várias consultas e consultórios médicos, e nunca me sentir tão segura como na Clínica do Marquês. Talvez porque nunca me senti obrigada a fazer este tratamento, porque nunca senti pressa da parte deles, muito pelo contrario, a pressa foi toda minha, fizeram tudo para garantir que a minha perda óssea não é agravada, que as gengivas não vão sofrer mais e que os meus dentes, com toda a sua história, vão ser respeitados e mantidos o mais saudáveis possível.

 

invisalign, Clínica do Marquês

Com a Dra. Rosiana Tavares

 

Portanto, permitam-me o minuto de publicidade à Clínica do Marquês, que é centrada no paciente e não apenas no objectivo. Talvez daí, as facilidades de pagamento, porque permite o acesso a este tipo de tratamento a mais pessoas. Sinto-me valorizada e ouvida. Na minha tentativa anterior, aquela que para mim, tinha sido a última, ouvi que não arriscariam este tipo de tratamento em mim e que, mesmo um aparelho tradicional, poderia colocar em risco os meus dentes, percebem como isso foi frustrante, especialmente após o trauma da extração do dente do siso e com a boca e o maxilar tortos? 

Estou mesmo contente! Contente por ter podido avançar com este tratamento e que, num ano e meio, mais coisa menos coisa, estaria livre de novo, mas sempre com acompanhamento para que este seja um ponto final no meu triste fado com os dentes e dentistas. 

 

Experiência com o aparelho Invisalign há por aí? Contem-me tudo!