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As viagens dos Vs

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Fim-de-semana | Dilemas: aproveitar ou arrumar

20.05.19 | Vera Dias Pinheiro

mudar de casa

 

É oficial. Vamos mudar de casa num curtíssimo espaço de tempo e, nesse curto espaço de tempo, em que vamos estar a passar pelo duro de empacotar uma casa, estou sem ajudas. Quer dizer, tenho a Sra. Rute e o seu marido que me ajudam com a roupa para passar a ferro.

 

E, embora pense muito, muito mesmo, no bom que aí vem, não consigo lidar com o caos que se instalou em nossa casa. De um lado, são as coisas para destralhar e, do outro, coisas já empacotadas para evitar todo um drama no dia em que a empresa de mudanças vier buscar tudo.

 

E, sim, já não é a primeira, nem a segunda vez, que me encontro neste processo. Mas, nessa altura, tinha apenas um filho, muito calmo por sinal. Agora tenho duas crianças cujo intuito é: desarrumar o mais possível. Portanto, vivo num pequeno estado de nervos, pois, de um lado, tenho o caos necessário e, do outro, o caos deles, que me deixa assim para o “virada do avesso” e pronta a ameaçar que, por este caminho, ficam sem brinquedos.

Uma mãe recorre sempre a todas as armas que tem ao seu alcance, para além de ser uma profissional do bluff, como todas sabemos… não é verdade?

Esta é a pior fase, porque efectivamente não vamos mudar "amanhã", contudo, é necessário não relaxar, aproveitando todos os tempos livres para arrumar/destrabalhar mais qualquer coisa - ao mesmo tempo, que se tenta levar a vida normal.

 

E os fins-de-semana agora são assim: um misto entre o aproveitar os dias e o não descuidar da nossa tarefa principal. Sendo que, fico assim um pouco assustada, fico mesmo nervosa nas vésperas da “acção”. Tão nervosa que, talvez, a minha indisposição de sábado se deva também um pouco a isso. Sem razão aparente, tive uma crise de indisposição após o almoço que dura até hoje.

Paralelamente, a inspiração não surge no meio do caos. Certo? E com tanta coisa que vai acontecer, não sinto que tenha algo que realmente importe para partilhar neste preciso momento.

 

Sabem o que me apetecia? Hibernar e, daqui a algumas semanas, acordar. Pronto! Ou então, poderia lançar o suspense típico dizendo-vos que tenho algo para vos contar, mas que não pode ser ainda. Porque, na verdade, sim, vai acontecer algo e sim, já vos poderia contar.

 

No entanto, ter à minha responsabilidade duas crianças curiosas, com emoções que estão a aprender a conhecer e a expressar, faz-me querer, em primeiro lugar, sentir que o meu ninho está seguro e que eles estão, o mais possível, confortáveis com o que aí vem.

 

E eu, sabendo que, as crianças se adaptam rapidamente e com bastante facilidade, sei que a parte difícil fica para mim. Serei eu a ter que gerir a parte emocional, serei eu a sofrer com os altos e baixos e muito mais que eles os dois juntos. Deve ser o tal peso da responsabilidade de ser mãe (e pai) e isso, no dia-a-dia, custa bem mais do que eu imaginaria ou sequer supunha.

E até achava ridículo quando ouvia a minha própria mãe falar dessas coisas. Achava tudo um exagero.

 

Entretanto, tenho pensado em algumas estratégias para facilitar todo este processo de mudança:

  • Comecei por comprar sacos de vácuo e comecei por arrumar casacos e roupas mais quentes;
  • Comecei a lavar cobertores e colchas e esses também já foram para os sacos;
  • E a estratégia é ir divisão a divisão, sendo que, mais a sério comecei pelo meu quarto;
  • Naturalmente que este processo vai, paralelamente, fazer com que muitas coisas fiquem de lado;
  • E a promessa é, mesmo sabendo que não serei uma minimalista no conceito verdadeiro e pleno da palavra, quero viver com o essencial e pensar duas vezes (ou mais) na necessidade de algo antes de comprar.

 

Ficam por aí? Prometo que emoção não vai faltar, pelo menos para mim, nos próximos meses! Entretanto, pode dar-se o caso, da ansiedade estar a dar cabo de mim e eu ter que desabafar… pronto, é isso!

 

Boa noite!