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As viagens dos Vs

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Dei Melamil à minha filha, Laura | A minha opinião

17.04.18 | Vera Dias Pinheiro

Aproveitando o embalo do post de ontem sobre as rotinas do adormecer e sobre a fase complicada que passamos, eu referi também que, durante um período, dei Melamil à Laura. Confesso que o fiz um pouco contrariada comigo mesma, porém foi uma solução de recurso. Estávamos a entrar num ciclo que não fazia bem a nenhum dos quatro. Era urgente parar e fazermos um reset, trazendo alguma harmonia a uma altura do dia tão importante para nós, enquanto família. Afinal, era o momento por excelência que estávamos todos juntos.


Eram horas para adormecer a Laura e já havia resistência tanto da minha parte, como da do meu marido, em ver quem é que ia adormecer a Laura naquela noite. Obviamente que ela sentia tudo isto, a pessoa que lá ficava só estava fisicamente e, à medida que, o tempo passava e ela sem adormecer, o stress e a impaciência - do nosso lado - ia aumentado.


Ao mesmo tempo que, de certa forma, sentia-me culpada por não estar a saber lidar com a situação e, acima de tudo, não queria transferir "uma culpa" para a Laura que ela não tinha e não tem. Acredito verdadeiramente que temos que ser nós, os pais, a criar hábitos e rotinas no dia a dia com os filhos. Tinha sido assim com o Vicente e com a Laura tinha de haver uma forma de o fazer também.


Portanto, foi um pouco neste estado de "desespero" que, depois de ter ouvido tantas amigas a falar do Melamil e a desmistificar um pouco o assunto, um dia eu decido que é o dia. É importante sabermos quando estamos a perder o controlo e quando é preciso fazer uma pausa. Somos pais, mas somos falíveis, no entanto, só queremos dar o nosso melhor. Com efeito, faz parte do processo assumir quando já não estamos a dar conta do recado. Nós recorremos ao Melamil, há quem recorra a terapias do sono, sei lá… A verdade é que nós tivemos a pausa que realmente estávamos a precisar. O Melamil resulta mesmo e tanto assim foi que a Laura reduziu de imediato o tempo que levava para adormecer.


No entanto, foi neste processo mais calmo que, por outro lado, consegui ter a cabeça fria e o discernimento para perceber o que a minha família precisava. Para perceber no que estávamos a falhar e como podíamos dar a volta. Foi um frasco apenas e, para mim, foi imperativo que, desde o primeiro dia, não se olhasse para o Melamil como um medicamento para adormecer, como uma espécie de bengala. Era uma oportunidade. Era a nossa forma de, em paz, começarmos a criar uma rotina com os dois, de poder mostrar à Laura que dormir é bom. No fundo, tentar criar um bom ambiente em torno daquele momento.


Nunca ponderei a hipótese de comprar um segundo, porque sabia que era a minha responsabilidade dar a volta à situação. Funcionou! Hoje em dia, com a cama nova, os dois estão a dormir no mesmo quarto, temos uma rotina, conseguimos não ter stress, choros e gritos e mesmo que a Laura leve mais tempo a adormecer que o irmão, temos que saber que cada um tem a sua personalidade e o seu próprio ritmo.

E com isto, não venho defender ou deixar de defender o Melamil em si, a mensagem subliminar é que cada pai e mãe deve ter consciência dos seus limites e perceber como em 99% das vezes é o seu próprio comportamento que desencadeia outros nos filhos. De certeza que quem estava a precisar de Melamil era eu e o meu marido e não a Laurinha, mas na inevitabilidade de nos pormos a dormir e deixá-los acordados a eles… 😊 Hoje em dia já dormimos todos muito mais, eu já consigo deitar-me antes da meia noite, como tanto precisava para o meu equilíbrio, o meu marido tem o tempo dele à noite para as suas coisas e temos tempo os dois para o casal.


E lá está, a nossa paz e tranquilidade, enquanto pais, também chega quando finalmente aceitamos que a nossa normalidade envolve confusão, imperfeições e, outros dias, o caos. Mas que se conseguirmos estar o mais equilibrados possível, os nossos filhos também vão estar e deixam de haver tempestades num copo de água.


Nota: Não comprem Melamil sem falar com o vosso pediatra, não encarem isso como uma desculpa para vocês ou como a solução para os vossos problemas. Vale? Mas não somos de ferro e, às vezes, precisamos de uma ajuda extra e isso também não tem mal nenhum.

Entretanto, e ainda aproposito desta questão do sono, conheci também outras alternativas mais inócuas e naturais, por assim dizer. A marca francesa PurEssentiel, à venda em farmácias tem um spray tranquilizante e calmamente que podemos colocar na cama e na almofada uns minutos antes dos miúdos irem dormir – e até mesmo na vossa cama. Como todos os produtos da marca, é composto à base de um conjunto de óleos essenciais que visam promover um maior relaxamento, favorecendo o processo de adormecer. Deixo-vos o link para darem uma vista de olhos se quiserem: https://fr.puressentiel.com/sommeil-detente-spray-aerien.


É a mesma marca do spray purificante de ar que mostrei na página de Facebook há uns tempos atrás. Recordam-se?