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Consultas de rotina dos filhos: cumprem ou vão deixando andar?

28.05.19 | Vera Dias Pinheiro

consultas de rotina dos nossos filhos, quando os levar ao médico

As crianças habituam-nos a ser rigorosos logo desde que nascem, seja com as consultas, as vacinas e outras coisas que sejam necessárias. Começam por ser todos os meses e depois, passam a ser anualmente - numa perspectiva de que tudo corre bem, como se espera que assim seja.

Mas, certamente, tu ou alguém que conheças, em adulto, não é assim tão respeitador das datas das suas próprias consultas. Ou melhor, as consultas são consequência de uma necessidade e não uma rotina! Verdade?

Atenção que eu própria sou um pouco assim. Vou pondo outras prioridades à frente ou simplesmente, acomodo-me no conforto do "está tudo bem!"

Todavia, com os filhos isso mudou! Eles são a prioridade e eu sou rigorosa com as suas consultas - graças a Deus são maioritariamente as de rotina - com o tempo entre elas e com a altura em que deverão começar a ser observados em diferentes especialidades. E agora que ambos estão mais crescidos, aproveito para fazê-lo em conjunto e facilitar a logística. Numa manhã ou numa tarde de mamã-Uber fica tudo despachado.

Sem esquecer que as consultas de rotina são importantes para se detectar qualquer tipo de problema a tempo de se contornar ou resolver. Não deixamos as coisas para a última nem ficamos limitados às opções mais radicais. E, para além disso, essa continuidade e consistências, dá-lhes a eles alguma segurança e naturalidade. O Vicente nomeadamente, já está mais do que habituado a ir ao dentista e saber tudo exactamente como se passa na consulta do início ao fim. E o facto de se sempre com os mesmos especialistas de saúde ajuda bastante.

É aos três anos que se recomenda que sejam feitas as primeiras visitas ao dentista e ao oftalmologista. O Vicente já superou o trauma da primeira ida dentista e a Laura teve hoje a sua estreia e correu super bem. No oftalmologista fez a segunda consulta e como está tudo bem, só voltará daqui a dois anos. A Laura, como principiante e ainda muito pequena, fez testes adaptados à sua idade.

4 dicas para que as idas ao médico com os filhos corram bem:

  • Snacks sempre à mão, pois comer acalma-os; 
  • Consultas em ambiente kids-friendly, porque terá logo um espaço para eles se entreterem e que funciona logo como um “quebra gelo”;
  • Falar com eles antes e explicar ou até mostrar de alguma forma, por exemplo, com livros ou bonecos, do que se tratam as consultas. E, não esquecer, que sendo consultas de rotina não existe pressão e as coisas fluem de forma mais natural; 
  • Não exigir demasiado. São crianças, perdem a concentração demasiado rápido e a paciência também. O stress e a nossa pressão são meio caminho andado para as coisas começarem a correr mal logo na sala de espera.
  • E, para terminar, digo que não nada mais compensador do encontrarmos profissionais de saúde que falam para as crianças sabendo que são crianças, que falam de forma a que elas entendam e que conduzem as consultas a pensar neles. Eu estou bastante satisfeita com os médicos que seguem os meus filhos, mas não os encontrei à primeira. O dentista, por exemplo, foi um grande erro!

Hoje, enquanto eu lhes pedia para falarem mais baixo na sala de espera, veio uma auxiliar ter comigo, dizendo para não me preocupar. As quintas-feiras são os dias de consultas pediátricas e toda a gente está habituada.

Depois de andarmos nestas voltas desde as 14h da tarde, chegar ali, já ao final da tarde e ouvir que “está tudo bem” vale ouro e é quase certo que tudo vai correr bem e correu. Os dois portaram-se super bem, o Vicente viu o seu primeiro dente a abanar a sério e está feliz da vida, pois estamos muito perto de ter uma visita da Fada dos Dentes. A Laura teve as suas estreias e para a criança que é portou-se muito bem.

Já eu, tive um dia inteiro praticamente de mamã-Uber. Na correria entre uma consulta e outra, chegar tarde, preparar o jantar e dar os banhos. Eles vão para a cama à sua hora, descansar do dia mais agitado e cansativo que tiverem, mas fora do quarto (e do mundo) deles, a agitação segue-se com tudo o que fica por fazer em dias como o de hoje.

Há por aí um certo estudo que diz que um dia de mãe é mais cansativo que um dia num outro trabalho qualquer, não é verdade? Hoje foi um daqueles dias em que eu mandava passear quem disser o contrário. E, se há coisa aprendi a fazer bem foi nos malabarismos para fazer acontecer tudo no curto espaço de tempo que tenho. E, digam-me lá, se não sentem o mesmo?

Eu estou KO, pronta para me enfiar na cama sem sequer pensar que ainda agora a semana começou, mas fiz “check” na lista toda do dia e isso é uma sensação bem boa!

 

Boa noite!