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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

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Birras de Supermercado? O meu filho é igual aos outros

10.05.17 | Vera Dias Pinheiro

Este post vai direitinho para os casais que não têm filhos e que acham que, quando chegar a vez deles, são ser pais diferentes de todos os outros, a quem certas coisas jamais vão acontecer. E vai também para todos aqueles que, tendo os filhos, acham que tudo controlam e que os seus filhos são diferentes dos outros e que são capazes de lançar olhares recriminatórios e críticas. E não é que eu me encaixe em alguma destas descrições, porém achava que dominaria determinadas variáveis que me iriam permitir safar-me a umas quantas "vergonhas" enquanto mãe.


Pois que, isso só acontece até ao dia! Até ao dia em que os nossos filhos se transformam e assumem toda uma personalidade que até nos custa a aceitar. Já revelei que a idade verdadeiramente terrível das crianças não são aos dois anos - como a literatura nós faz querer parecer - e que é aos quatro anos que nos apercebemos de que andamos este tempo todo a viver "com o inimigo" na nossa própria casa. Ao fim de quatro anos, o meu filho grita, para que todo o supermercado consiga ouvir, que eu sou feia e má e que lhe tinha batido. Assim, do nada, passamos da brincadeira, para a raiva e para o descontrolo total e absoluto. E eu o que é que eu fiz? Fiquei serena - juro - a tentar o diálogo quando sentia acalmar-se - em vão, diga-se.


Ontem, tive a brilhante ideia de pegar na caderneta cheia de pontos do Lidl, ir buscá-lo à escola e, juntos, passarmos por lá, já que precisávamos de outras coisas. Chegamos animados, à procura do porco da quinta por todos os expositores. Encontramos, passamos pelo pão, quis comer pão, passamos pelos croissants, quis croissant, quis bolachas. Houve uma altura que tive que explicar que não podia comer mais nada e o que se seguiu, não lembra a ninguém. Achei que, com tal comportamento, não devia trazer o porco para casa - raio do porco - e assim foi, a birra volta a atingir máximos históricos, logo ali junto à caixa, com todos os olhares postos em nós. Mantive a calma -JURO - enquanto via o meu filho em propósitos que eu não tolero, desvalorizei os olhares e não cedi.


Eu sou a mãe que vive as birras de supermercado! E sinto-me à vontade para falar sobre isto, porque o caso foi público e, a partir de ontem, serei a mãe "feia e má do Lidl". O que dizer? O que fazer? Nada! Ter paciência, porque a alternativa teria sido muito pouco pedagógica e o melhor é ignorar esses pensamentos que nos passam pela mente. E nunca dizer que os nossos filhos vão ser diferentes, porque os filhos são como tirar um carta a sorte do baralho, nunca sabemos o que virá aí.


Mas, no meio da escandaleira toda, sabem o que me tira realmente do sério?! Que o Vicente, quando está nestas situações, tenha o péssimo hábito de se deitar no chão e de ali ficar. Fico louca! E, pronto, é isto: mais um dia na vida de um toddler que se passou. Veremos o que nos calha na rifa hoje.


De resto, aprendi que o melhor é deixá-lo libertar o stress e fazer a descompressão do dia, da ausência da sesta, de ter sido um dia exigente com a aula de Judo. Dou-lhe um desconto, porque é o melhor!


As mães unidas, jamais serão vencidas, por isso, se o vosso filho também faz birras de supermercado, juntem-se a mim: #fimàsbirrasdesupermercado


Boa tarde.