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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

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Amamentação | 5 dicas para identificar que o médico é a favor

20.07.16 | Vera Dias Pinheiro
“A enfermeira no bloco de partos olhou para o meu mamilo e disse-me logo: nunca vai conseguir dar de mamar!”“O meu obstetra avisou-me logo que só 10% das mulheres amamentava, que me devia preparar para o pior…”“O meu pediatra é super a favor da amamentação, mas como o bebé perdeu 5% do peso achou melhor dar o leite artificial”
[E esta lista não se fica por aqui...]
mulher que amamenta + amamentação + enfermeira carmen ferreira + maternidade + identificar um profissional de saúde a favor da amamentação
Fotografia Lovetography
Quando uma mulher decide amamentar traz consigo um poder imenso que, muitas vezes, desconhece. E esse poder é baseado em informação dos seus direitos e percepção de que nem todos os profissionais de saúde [ainda!] estão sensibilizados para apoiar a mãe que amamenta.
Porém, este apoio é muito importante para quem está a amamentar pela primeira vez e que nunca viu um bebé recém-nascido, sendo ainda fundamental quer para  iniciar, quer para manter o aleitamento materno.E como o poder está do vosso lado, hoje deixo umas dicas para perceberem se devem levar TUDO o que é dito por um profissional de saúde literalmente a sério, pois existem sinais que devem procurar identificar nos profissionais de saúde que vos vão seguir, neste momento tão desafiante, e que vão ser decisivos para o sucesso da amamentação!

Um profissional pró-amamentação NUNCA:1. Sugere como primeira opção o leite artificial:


Procura alternativas, explora opções favoráveis à mãe e ao bebé que promovamefectivamente a amamentação.2. Refere que a mulher é incapaz de amamentar (de forma directa ou subtilmente):


Procura reforçar a motivação da mulher e busca informá-la acerca do processo daamamentação para torná-la mais activa neste processo.


3. Coloca sentimentos de culpa na mulher:


Não ouvirá de um profissional a favor da amamentação que a culpa é do seu mamilo ou da mãe ou do…. piriquito! Estabelece uma relação de confiança com a família e vai encontrar recursos (sem ser o leite artificial, não é?) que ajudem a mulher a ultrapassar as dificuldades.


4. Opta por introduzir chuchas, tetinas, mamilos de silicone ou leites artificiais:


Reforçando aos pais que a introdução destes utensílios só deverá ser feita após a amamentação estar bem estabelecida e se houver necessidade!


5.  Se prende a números:


Não ouvirá um profissional a favor da amamentação afirmar que o bebé só pode estar 15 minutos na mama! Ou que deve extrair o leite de uma mama para saber quanto volume tem! Ou ainda, que o bebé perdeu x,y,z de peso e, por isso, devem começar jááááá a dar suplemento!


Os números são uma referência, mas não podem ser levados de forma rígida no que diz respeito à amamentação… sabem porquê? Porque cada bebé É ÚNICO, cada mãe É ÚNICA! Os números podem ser tranquilizadores quando não se sabe muito sobre a amamentação, porque quem sabe confia no processo e sabe identificar sinais que não são mensuráveis.


May the force be with you Ladies!!!