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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Algumas dos itens da minha "to do list" por estes dias em Bruxelas

13.03.19 | Vera Dias Pinheiro

bruxelas

 

Percorrer ruas acima e ruas abaixo. Rever amigos, mais eu, já que o meu marido tem vindo cá com alguma regularidade. Perceber que temos aqui pessoas que realmente gostam de nós e sentirmo-nos em casa assim que viramos uma esquina ou entramos em algum lugar.

Mas a cidade está diferente, parece que evolui um pouco no sentido em que bruxelas não é a cidade mais modernizada no mundo em vários aspectos. É uma cidade plana que fazemos bem a pé sem termos, contudo, a noção real das distâncias que percorremos – só na hora do regresso. Sentar no Le Pain Quotidian para almoçar ou tomar um café no Exkit.

Falta-me ir à loja Hema, voltar à Avenue Louise e à Toison D’or onde passei tanto tempo, de um lado para o outro, com o Vicente sempre comigo, no carrinho, fizesse chuva ou fizesse sol. Não são férias, é voltar a casa e arrumar a casa, é materializar sonhos e deixar as portas abertas para recebermos aquilo que pedimos ao universo.

Não esperem fotografias turísticas porque estamos aqui com outros deveres e, nos entretantos, tentamos ao máximo desfrutar da cidade. No fundo, tentar revisitar aqueles dois anos que vivemos aqui, ver como está tudo, se mudou ou se, pelo contrário, está tudo igual.

Bruxelas não é uma cidade consensual para muitos, os belgas muito menos, mas a qualidade de vida é por volta de um 9,5 numa escala de 1 a 10 e os seus encantos, bom, é preciso tempo para se estar, para conhecer e para sair do obvio.

Embora o tempo não seja fenomenal, aliás, está imenso frio por estes dias, quando há sol tudo desperta e ganha uma outra vida que é absorvida a 200% e se a chuva aborrece, é graças a ela que a cidade é tão verde e florida nos outros meses.

O céu cinzento, ao fim de um tempo, deprime, mas se soubessem como o mau tempo não inibe estas pessoas, famílias e crianças de viveram a sua cidade… O transito é caótico, mas o hábito de andar de bicicleta está super difundido na cultura e nos hábitos de quem por aqui vive.

E, quanto à gastronomia, não me vou embora sem comer carbonnade e moules, estas no Chez Leon de preferência para que a experiência seja total. Contudo, asseguro-vos que, em poucos lugares, como tão boas saladas e comida bio como aqui, ainda que as baguetes, as tartines e os chocolates sejam uma tentação em cada esquina.

 

Lembrem-se que aqui é mais uma hora e hoje temos um jantar com amigos e, amanhã, espera-nos mais um dia.