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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

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Self-Care: Como sobreviver à quarentena com alguma dignidade!

Dicas e ideias para cuidarem da vossa beleza durante a quarentena.

25.03.20 | Vera Dias Pinheiro

cuidados de beleza e de higiene que pode fazer em casa

 

Quando a quarente começou – a um número de dia qualquer atrás, eu não os conto – uma das coisas que me dei conta foi do tempo “extra” que acrescentei ao meu dia ao suspender as deslocações diárias. E é para esse bocadinho de tempo “extra” que as minha dicas e ideias se dirigem. Afinal, entramos de quarentena sem tempo para ter de pensar em colocar a manicure em dia, a depilação ou coloração dos cabelos brancos.

 

Porque embora nos queixemos de falta de jeito, foi a pressão da falta de tempo e a conveniência que nos levou a pagar por determinados serviços que podiam ser feitos em casa. Pelo menos, a minha opinião é “o saber não ocupa lugar” e não custa nada sermos minimamente auto-suficiente para o caso de enfrentarmos uma emergência – o que não imaginei foi que um dia iria levar a expressão emergência verdadeiramente à letra!

 

Portanto, se nunca pensaram em aventurar-se em certo tipo de rituais de beleza ou de auto-cuidado, este é o momento de arregaçar as mangas e aventurar-nos.  Os tempos são de reflexão e de paragem (obrigatória) e, se uma das queixas mais frequentes nas mulheres em geral é a falta de tempo para cuidar de si, eis a oportunidade para inverter o ciclo. É a momento ideal para estabelecer rotinas e rituais que antes, com a pressão, passávamos à frente.

 

Os passos do meu ritual quando quero cuidar um pouco mais de mim e com um pouco mais de tempo:

 

1. ESFOLIAÇÃO | Acrescento um esfoliante de corpo e de rosto ao banho. Um passo importante, pois vai contribuir para eliminar as células mortas. Para um efeito mais relaxante, optem por escolher um produto a base de óleos, com aromas e odores do vosso agrado.

Hoje em dia, encontram facilmente gamas inteiras de produtos para uma experiência semelhante à de um Spa. Existe para todos os gostos e carteiras.

 

2. HIDRATAÇÃO |Entre o champô e o condicionador, acrescentar uma máscara de hidratação de cabelo, não precisa de ser muito tempo. Aliás, as minhas máscaras de cabelo precisam apenas de 3-4 minutos para fazer o seu efeito e tenho três variedades: hidratação; nutrição e reconstrução. Cada uma com o seu objectivo específico. Para se informarem melhor, aconselho a pesquisarem acerta do Cronograma Capilar que faz milagres a qualquer tipo de cabelo, seja qual for o seu estado.

Podem ficar a saber como evitei um corte radical ao meu cabelo apenas com cuidados capilares feitos em casa aqui. E também sobre o meu cabelo actual neste post.

 

3. ROSTO MIMOS EXTRA I | Uma máscara de rosto faz milagres por nós, dependendo do vosso tipo de pele e necessidades, existem várias ofertas no mercado. As minhas favoritas são as: detox, hidratantes e de rejuvenescimento. Uma dica: durante o tempo de actuação das máscaras, podem fazer outras coisas; dobrar roupa, arrumar uma divisão da casa, etc… Não precisam ficar paradas e a stressar! 😊

 

4. ROSTO MIMOS EXTRA II | Após a máscara, proceder ao ritual sem passar nenhum passo: tónico, sérum, creme de olhos e de rosto.

Dica: Foreo Luna 2 é um aparelho elétrico de limpeza de rosto, um investimento já antigo e que compensa muito. Um melhor amigo na hora de lavar o rosto, garantindo uma limpeza em maior profundidade, assim como melhora o grão da pele, ficando com uma aparência mais fina e suave. A limpeza da pele em condições é essencial para terem uma pele bonita, cuidada e para que tudo o que coloquem a seguir seja devidamente absorvido e, consequentemente, surta os efeitos desejados. Não adianta ter os melhores cremes ou os mais caros se não valorizam este passo básico de cuidados com o rosto.

  • Conheçam um pouco mais da história da minha pele neste post.
  •  

luna foreo 2 cuidados de rosto limpeza de pele

 

Entretanto, em tempo de quarente é preciso aceder ao nível acima e acrescentar outros cuidados que temos habitualmente, mas a quem pagamos para nos fazerem, mas também esses podem ser feitos em casa:

 

1. PEDICURE | No meu caso, eu tenho um aparelho da Philips específico para pés, mas antes disso, tinha sempre uma lima de pés. Os calcanhares, sobretudo, precisam da nossa especial atenção e, para isso, convém não esquecer a hidratação. Eu implementei um hábito que é: antes de dormir, colocar creme também indicado para pés e, de seguida, calço umas meias - o calor ajuda na hidratação extra. Já experimentaram? Em Bruxelas, a água é bastante calcária e, como tal, a nossa pele, cabelos, etc., acaba por se ressentir com o tempo, nomeadamente ficamos com a pele bastante seca.

 

2. MANICURE | Bem sei que estávamos todas habituadas ao conforto do verniz gel para manter as unhas bonitas durante mais tempo, porém sempre nos acomodamos que tanto para fazer, como para retirar recorríamos a uma profissional, certo? Contudo, se agora montar todo um kit de verniz gel é casa seja mais difícil – embora não impossível – veja como – retirar a tempo de evitar o pior está ao alcance de todas nós – ver vídeo com explicação – e depois é só manter uma manicure básica e um verniz transparente se não quiserem correr grandes riscos ou perder muito tempo.

 

3. DEPILAÇÃO | neste momento tenho depilação definitiva, contudo sabemos que não significa zero pelos o que facilita muito essa parte. Se aparece algum pelo indesejada, neste momento, basta-me passar com a lâmina. Mas antes, fiz muitas vezes a depilação em casa com recurso a um aparelho de depilação elétrico. Quem for avesso à dor, tem a opção dos cremes depilatórios e da “clássica” gilette.

 

4. SOBRANCELHAS E BUÇO | Pelo amor de Deus, não deixem as coisas escalar, façam a manutenção do que têm com a pinça e nada de cera nestas zonas, ok? Tira um ou outro de cada vez é muito mais simples do que ter que resolver um problema acumulado de dias e dias.

 

5. COLORAÇÃO CAPILAR | Entenda-se pintar os cabelos brancos. Também é possível fazer em casa, mais fácil para quem pinta a raíz por completo e tem o cabelo de uma cor apenas. Como não é o meu caso, eu decidi falar com a minha cabeleireira em Portugal, pedir conselhos antes de fazer asneira e espero em breve trazer (boas novidades) a esse respeito.  

 

Lembrem-se que é tanto mais simples quanto forem cuidando todos (ou quase) os dias um pouco de vocês. Assim, o meu conselho é simples: manter tudo em dia e não deixar chegar ao caos, pois nesse momento nem vontade temos sequer para fazer nada, para além de ser muito mais difícil para nos, que não tempo formação e simplesmente nos desenrascamos em momentos de emergência e porque precisamos igualmente de mais tempo. Manter a regularidade e não precisam fazer tudo no mesmo dia.

 

 

Todavia, agora que passamos muito mais tempo em casa, de segunda a domingo, eu obrigo-me a mim (e aos outros a respeitar) a tirar parte de um, regra geral, o domingo, para fechar-me na casa de banho e cuidar de mim. Muitas vezes, tenho companhia ou visitas, mas imponho regras. 😊

Para mim, um banho “a valer”, cara lavada e roupa lavada fazem, sim, milagres!

 

Vamos ter dias bons e menos bons, completamente normal e devem aceitar ambos, pois faz tudo parte do processo. Porém, devemos ter atenção e fazer um esforço por alimentar bons hábitos e rotinas de cuidado connosco próprias. Só assim conseguirão ter força para ultrapassar os dias menos bons e dar valor aos bons.

 

Tenho a certeza que saíremos muito mais fortes de tudo isto, mais independentes e auto-suficientes e... mais donas do nosso tempo. Será? Eu gostava muito! 

 

A quarentena, o isolamento e a ansiedade social!

O desabafo após não sei quantos dias de quarentena.

23.03.20 | Vera Dias Pinheiro

quarentena-isolamento-ansiedade social-corona-vírus

 

Há muita coisa que vos quero falar e partilhar para além da corona vírus e da quarentena que vivemos. Mas subitamente sinto-me complemente esmagada e paralisada face às partilhas que se replicam por 10, 20, 100, 10 000 pessoas e por todos os canais de comunicação que temos ao nosso alcance e que, hoje em dia, são tantos, nomeadamente o telemóvel, as várias redes sociais, os vários grupos de whatsapp. Enfim… percebemos nestes momentos como a lista é extensa.

 

Pois se, no início, era fundamental para percebemos a seriedade do momento que o mundo inteiro atravessa, rapidamente tornou-se uma espiral de informações, umas a seguir às outras, de números, de recomendações, de pedidos de partilhas, de alternativas em versão digital para nos ocupar o tempo até ao ínfimo minuto, de eventos, também eles digitais, para fazer homenagens… tudo isto, à medida que os dias foram passando, tornou-se extenuante psicologicamente e emocionalmente.

E atenção, eu não sou contra nada disto. Porém, neste momento em que todos vivemos entre quatro paredes, eu sinto-me a afundar, sem ser capaz de reagir perante mim, a minha família e o mundo.

 

De tal maneira que, por exemplo, pensar em sair de casa, mesmo que por breves instantes, seja sozinha ou em família, causa-me muita ansiedade. E sem que que consiga controlar, na minha cabeça começo a recriar a forma de propagação do vírus, o tempo que permanece nas diferentes superfícies, nos cuidados que devemos ter, onde não podemos tocar, o que temos que desinfectar, os mil cuidados entre o sair o voltar a entrar em casa… É de tal forma que dou por mim imobilizada a olhar para o meu marido, quando chega do supermercado, pois eu bloqueio, não sei o que fazer com o saco das compras - medo de lhe pegar, medo que toque em algum lado, medo que os miúdos lhe toquem.  

 

Por outro lado, estávamos a caminhar progressivamente para um desligar das redes sociais e passar mais tempo offline. E, de repente, as notificações dispararam por todo o lado, estamos mais do que nunca ávidos de consumir informação e de nos conectarmos com o mundo. Se a isso juntarmos a pressão de coisas para fazermos no nosso dia-a-dia, porque estamos em casa e parece que contrariamente ao que se diz, estamos de férias, os grupos de pais, os alarmes da escola, o apelo para tornarmos estes dias incríveis com mil e uma coisa diferentes para entreter os miúdos e, ainda assim, conseguir ter roupa lavada, casa desinfectada - por causa do vírus, claro - e produzir, pois a economia precisa mais do que nunca de ser alimentada. Tudo isto em apenas 24 horas é impossível.

 

Preciso de respirar um pouco de normalidade sem me sentir culpada ou que as pessoas pensem que estou despreocupada com a situação. Mas a minha vida tal como era manteve-se, o estar em casa é algo normal para mim, mas agora parece que não é – e não é para muitos de vocês. Os nossos dias agora são muito semelhantes: os filhos, as tarefas domésticas, o trabalho e as horas a mais que os nossos dias têm por causa de tudo isso – ou melhor que não têm e, por isso, muitas vezes são 23h e ainda estamos a tratar de algo importante. Ouço as pessoas falarem da dificuldade em gerir o tempo, que dão por si a trabalhar até muito tarde. E é legítimo, pois é mesmo assim.

 

Desde 2013 que eu ando a ajustar-me a esse ritmo e mesmo assim ainda não tenho truques mágicos ou segredos para partilhar - a não ser a consciência de que é preciso ter rotinas, horários – nada rígido – mas saber em que parte do dia fazem o quê. Isso ajuda a manter a calma e a sermos mais produtivos. Os dias fluem, porém sem nunca se fazer tudo aquilo que queríamos.

 

Neste momento, todos nós já percebemos a seriedade da situação e sabemos que, nesta fase, tudo se resume ao isolamento de todos. E essa é, ao mesmo tempo, a melhor forma de homenagear e respeitar o trabalho dos médicos, enfermeiros, auxiliares, mas não só. Há inúmeras pessoas que não podem ficar em quarentena, por exemplo os funcionários do supermercado, dos bancos, dos correios, das farmácias, camionistas, etc. Essas pessoas arriscam todos os dias a sua vida e carregam o peso da responsabilidade de evitar que a curva de infectados pelo Covid-19 dispare ainda mais. O nosso papel agora é respeitar as ordens que nos dão sem excepção.

 

Mas se me permitem, a minha cabeça precisa de alguma normalidade. Eu preciso sentir-me normal se não ler as notícias a toda a hora. Sentir-me normal se partilhar coisas banais. Sentir-me normal se não estiver presente em todas as partilhas ou aceitar todos os desafios que recebo a toda a hora. Sentir-me normal para conseguir fazer o que me compete.

 

Vivemos tempos difíceis e fraturantes de quem éramos e do que seremos quando tudo isto passar. E eu acho que precisamos todos de tempo e espaço para encaixar tudo isso – repito, cumprindo o nosso papel, o de estar em casa o máximo de tempo possível. Algo que eu encaixei como uma ordem severa - porque na minha cabeça, quanto mais tempo eu estiver em casa, mais rápido volto a sair. Percebem a minha lógica? Tipo castigo da escola!

 

Mas se o mundo nos pede para mudar, não vamos inverter o caminho em 180 graus. Por isso, desculpem-me e compreendam se, no meio do caos, eu precisar de me afastar, se precisar de silêncio ou de estar sozinha, afinal, no meio do caos, há um luto ainda a precisar de ser feito.

 

A quarentena pelos olhos de uma mãe...

Como sobreviver/viver uma pandemia e uma quarentena com crianças?

20.03.20 | Vera Dias Pinheiro

quarentena pelos olhos de uma mãe

 

Tenho pensado muito na minha mãe, na segurança que ela me traria, nas suas palavras para mim, mas também para os meus filhos. O que sinto é que me falta aquele pilar, onde nós, mulheres, mães, pessoa adulta, podemos encontrarmos para ganhar forças nos momentos mais difíceis. Agora vou buscar as forças que preciso quando olho para a Laura e para o Vicente e sinto a responsabilidade de os proteger como nunca senti antes.

 

As precauções iniciais são agora uma certeza, que não sabemos quando terminarão. E, para mim, são as crianças que mais estão a sentir este isolamento em casa a que somos forçados. Por mais que se explique, existem limites face aquilo que elas compreendem e, por aqui, conversa-se bastante sobre as coisas, sempre tendo em conta as idades de cada um e focado naquilo que é essencial ao seu conhecimento.

 

Porém, de um dia para o outro deixaram de ir à escola, de estar com os amigos, de ter os programas de fim-de-semana, de fazer os passeios e até de ir ao supermercado e, por aqui, aconteceu precisamente no momento em que todas as mudanças pelas quais tínhamos vindo a passar estavam a ficar consolidadas. Um novo recomeço? Um desbravar novamente do desconhecido? Tudo outra vez, como assim?

 

Por outro lado, nós como pais estamos completamente sozinhos a lidar com a pandemia, com a quarentena e com a necessidade de dar aos nossos filhos todas as condições para que a vida deles seja o menos afectada possível. A escola e a educação depende de nós, as actividades e apetências, algo que é importante que continuem a desenvolver, lidar com as saudades que começam a sentir de uma série de coisas, a dificuldade que é mantê-los em casa e a energia a mais, também ela mais reprimida, que resvala muitas vezes para as birras, os gritos e os conflitos. Tudo isto ao nosso cargo e a resposta tem que ser sensata, equilibrada. Não se trata de uma semana intensa de férias, trata-se de uma nova realidade!

 

E, no meio de tudo isto, quando olho para eles, a única coisa que me vem à cabeça é: reinventa-te, Vera! Esquecer tudo o que está para trás e concentrar-me no que pode ser feito agora e com os recursos que temos.

Para quem não está habituada à vida de casa e a ter uma série de rotinas dentro de casa, o ambiente caótico vai criar dificuldades acrescidas! As rotinas levam tempo e aceitem esse tempo. Contudo, a única forma é tudo isto dar certo, é recriar em casa uma rotina que traga alguma normalidade à nossa vida, que nos dê segurança de saber o que fazemos e que “horas”.

 

  • Vou dar-vos o nosso exemplo:

7h20: O despertador toca!

Os miúdos já estão acordados e vestem-se sozinhos. Enquanto isso, eu despacho-me também. Como estava na minha rotina fazer exercício de manhã, mantenho. Eles tomam o pequeno-almoço e eu começo o meu treino.

9h00: As actividades escolares começam!

A escola do Vicente tem uma plataforma e-learning que tem funcionado muito bem. Permite alguma interactividade e manter uma relação de proximidade com os professores e colegas.

Entre as 10h15 e as 10h45: Pausa!

10h45 - 12h15/30: Finalizar as actividades escolares do dia!

 

Para mim, as horas da manhã são as mais importantes. É quando consigo captar mais atenção dos dois e ter um ambiente menos caótico – também - entre os dois. Contudo, face às idades, não é algo compatível com outra coisa em paralelo. Eles requerem a minha presença e atenção em full-time.

 

12h30 – 14h00: Pausa de Almoço!

14h00 – 14h30: Actividades da segunda língua (Francês) com o pai!

 

Alguns dos momentos dos nossos últimos dias partilhados no Instastories:

 

 

 

Outro aspecto que, para mim, é igualmente relevante é manter os mais possível as regras “basilares” das semanas normais de escola, nomeadamente: as regras da televisão, as horas do banho, das refeições e do deitar. A expressão “quarentena não são férias” deve ser mesmo levada em consideração por todos nós, incluindo as crianças.

 

No tempo que resta, é preciso reinventar muito! É particularmente importante variar actividades. Porém, não é mais do que dar-lhes acesso a mais materiais, papéis, livros, etc… É natural que se aborreçam com tudo e mais rapidamente.

Por outro lado, mantê-los envolvidos nas tarefas de casa, dar-lhes autonomia e responsabilidades é importante, porque é aí que vamos conseguir ter momentos para respirar e seguir com a nossa vida, o possível claro.

 

actividades para fazer em casa com crianças quarentenaIMG_4852.PNG

 

Exemplos de tarefas partilhadas cá em casa: pôr a mesa; fazer as camas; arrumar a loiça da máquina de lavar; arrumar os brinquedos; ajudar a pôr roupa a lavar; no fundo, vão ajudando em tudo o que podem, sobretudo no que toca às suas coisas.

E cresci nesse ambiente, embora a minha mãe tivesse ajudas em casa, desde sempre que me lembro de ajudarmos em várias coisas. No fundo, é contribuir para que percebam a importância e as vantagens de trabalhar em equipa e de partilhar tarefas.

 

E dar-lhes espaço, não se esqueçam! São seres humanos comos nós, com qualidades e defeitos, com necessidades especiais e particulares e que acumulam muita coisa por estes dias.

 

E pelo meio desta confusão, não esquecer as coisas boas que continuam a acontecer: a quaresma, para os católicos; o início da primavera, a Páscoa, o Dia Do Pai e da Mãe. E, por fim, abrir a mente e os braços às coisas boas que têm surgido por causa da pandemia: a disponibilização de concertos para crianças online, hora do conto ao vivo no Youtube ou aulas das actividades dos nossos filhos em vídeo são apenas alguns exemplos do que está ao nosso dispor gratuitamente.  

 

Caímos de pára-quedas numa pandemia... O que virá a seguir?

Como passamos da COVID-19, à pandemia e ao isolamento em casa?

19.03.20 | Vera Dias Pinheiro

pandemia corona vírus

 

O ano de 2019 foi difícil para muitas pessoas, eu incluída, e mesmo sabendo o que me 2020 me reservava – a partida anunciada da minha mãe – eu sentia que 2020 seria auspicioso. Por algum motivo, encaro-o (ainda) pleno de energias positivas vibrantes capazes de sarar feridas e de fazer as mudanças que tanto desejamos e aspiramos para a nossa vida. Aquilo que eu não sabia é que, para tal, teríamos que mergulhar nesta profunda crise - uma pandemia - que afecta todos os níveis da nossa vida desde a saúde, à financeira e até das nossas relações pessoas e familiares.

 

 Um vírus – que tem vindo a galopar desde o final do ano passado sem que nada nem ninguém fizesse prever a sua rapidez, amplitude, capacidade de propagação e incapacidade de resposta. Uma estripe da corona vírus, a covid-19, começou começado na China e agora arrasa completamente o mundo inteiro. E, literalmente de um dia para o outro, as pessoas foram encorajadas a ficar em casa, isoladas, pois evitar o contacto social é, para já, a única forma de travar a sua propagação.

 

Ora nós, seres humanos especialistas em fazer planos e programar a vida sempre uns meses, ou anos, mais para a frente, somos obrigados a parar no presente e a reagir. As escolas dos nossos filhos foram suspendidas, os atl’s e os avos não são opção dado que, perante a covid-19, as pessoas idosas são um grupo de risco. No trabalho, quando somos tão resistentes face aos avanços tecnológicos e ainda tão reticentes quanto ao trabalho remoto, esse passou a ser, em 90% dos casos, a única solução para que os negócios não colapsem. O acesso aos bens essenciais torna-se escasso e racionalizado e o medo de ficarmos sem comida – em pleno seculo XXI é real. Deixou de haver trânsito nas ruas, o comércio resume-se apenas aos serviços básicos e fundamentais à nossa existência, como correios, bancos, supermercados e farmácias. E, no dia -a -dia, somos forçados a dar relevância estritamente aquilo que é urgente – e mesmo assim, o urgente assumiu contornos ainda mais particulares.

 

Posto isto, o que temos nós agora? Famílias – espero, ainda assim, que seja a esmagadora maioria – como a minha e a sua, literalmente fechadas em casa. De repente, pais e filhos convivem como talvez nunca o fizeram na vida e marido e mulher confrontam-se a todos os instantes. Podia ser um mar de rosas se a situação lá fora não nos colocasse o nível de stress e de ansiedade em níveis elevados e a tensão do convívio a dar de si. Arrisco a dizer que, no final, só os fortes sobreviverão, mas, mais do que isso, numa altura em que se escreve a história que virá, daqui a alguns anos, num livro do ensino obrigatório, fala-se em guerra e em luta pela sobrevivência. E quando se luta pela sobrevivência, o que é que acontece? Pois é, contudo, a história que hoje estamos a viver vem ensinar-nos que a única forma de ultrapassarmos isto é dar as mãos uns aos outros, aqui não é (e nem pode ser) cada um por si.

 

Numa altura em que vivemos isolados e ainda assim, famílias que, dentro do mesmo tempo, se isolam devido ao perigo de contágio, as relações têm que ser fortes e emanar os seus valores mais puros e verdadeiros. Existem menos abraços, menos beijos, menos contacto, menos convívio. Nada é como antes e nem sequer alguma vez se tinha colocado este plano B (de existência) como hipótese na nossa primeira e principal existência. Verdade?

 

Da minha parte, eu só esperava poder, neste momento, estar a chorar a morte da minha mãe, a fazer o meu luto e sempre que cabeça ficasse demasiado cheia e o peito muito apertado, pegar em mim e sair, viajar e estar a contar os dias para as nossas férias de verão que, modéstia à parte, iam ser em bom – lei “parva” da compensação! Porém, a realidade é outra. Sinto o meu corpo, que entrou numa espiral de cansaço físico e psicológico, dormente. Mudar de país, o cancro, a adaptação às novas rotinas, a morte e agora estou isolada, dentro da minha casa com a minha família, a lidar com uma pandemia e que coloca a nossa vida sem qualquer horizonte.

 

Ainda assim, não estou preocupada com o facto de passar muito tempo em casa. Eu estou habituada, sinto-me bem e consigo ter organização mental e alguma abstração para “seguir com a vida” nestas condições. A parte financeira, enfim, na minha vida a instabilidade é um dado adquirido, todas estas sensações que são agora novidade e assustadoras para alguns de vós, eu debati-me quando me despedi e arrisquei tudo no incerto. O perder horizontes e viver o presente, bom, o facto de não ter certezas no amanhã, obrigou-me a ter uma garra no agora e que renasce todos os dias. E, se tal não bastasse, presenciei a partida da figura da materna, com momentos muito importantes e marcantes para mim – que ligo (e sinto) o mundo espiritual – transformaram ainda mais a pessoa que eu sou hoje. Perdi o medo de ficar doente ou de sofrer, por exemplo.

 

Contudo, não estou de boa nesta situação. Sou mãe e o meu instinto de protecção está no alerta máximo. E, para além disso, preocupa-me a forma como as pessoas, no geral, estão e irão lidar com TUDO isto, que vai muito para além de uma pandemia ou da covid-19. Queixavamo-nos muito e todos os dias de vivermos assoberbados de coisas e com falta de tempo e, neste momento, temos literalmente tudo para gerir ao mesmo tempo, sem separação e sem fuga. Os filhos não vão para a escola a seguir ao fim-de-semana, o trabalho vem para casa e, a seguir a uma discussão, a pessoa continua à nossa frente.

Mas a noção de tempo mudou! O tempo revelou-se para nós, deu-nos uma pancadinha nas costas para lembrar que era disto que nos queixávamos. E agora, o que vamos fazer com isso?

 

O meu conselho, modesto e humilde, é que vão com calma! A situação de base é já por si delicada e exigente, sem exemplos. Na minha opinião, é incorrer em mais pressão se, dentro da vossa casa, procurem ainda mais coisas para fazer ou se entreter. É tempo de parar e encarar as coisas de frente, os outros e a nós mesmos - essa parte é dura para caraças.

 A palavra aceitação vem agora ser colocada à prova, a nossa solidariedade, a empatia pelo próximo e o respeito. No fundo, é tudo ao mesmo tempo. Misturado e confuso. E vai ficar tudo bem, sim, desde que aceitemos esta fase por muito mau que tudo nos pareça agora.  

 

Como aplico o meu verniz gel em casa

Todos Os Produtos Para Verniz Gel Que Precisam E Onde Comprar

11.03.20 | Vera Dias Pinheiro

aplicar verniz gel em casa

 

Este foi um tema bastante falado nas minhas redes sociais no início da nossa mudança para Bruxelas. Ninguém acreditava no preço de uma “simples” manicure ou de um verniz gel por aqui e nem tão pouco das subtilezas que existem no preçário e que representam sempre um “mais” na conta final.

 

Há um preço para tudo – e quando digo tudo, é tudo mesmo – para fazer a manicure, para tirar o verniz gel e outro para depois colocar a seguir, para o tipo de “pintura” que queremos fazer, etc. E embora exista muita oferta, a minha experiência diz-me também que, na maioria das vezes, o mais barato sai caro.

 

No entanto, para mim, ter as unhas arranjadas é importante e isso passa pela manicure em si e também por usar verniz, que deixa as mãos logo muito mais elegantes. E no ritmo frenético e agitado que levo, com os banhos dos filhos e os afazeres domésticos, o verniz gel é, sem dúvida, a opção mais viável.

 

Portanto, a única opção que me restava era lançar-me eu própria a fazer a minha manicure e o meu verniz gel em casa. E esse é outro dos assuntos sobre o qual muitas perguntas me têm feito. Quais os vernizes que uso? Onde encontrei o forno? Onde compro os materiais? Se é difícil e se resulta mesmo? São essencialmente estas as dúvidas mais frequentes.

 

Ora, a primeira coisa que fiz foi informar-me com quem domina o assunto, a minha esteticista em Portugal, que foi inclusivamente quem mais me motivou para o fazer. Foi ela que me deu a lista de tudo o que iria precisar e que me explicou a sequência/ordem de utilização dos produtos. E o passo seguinte foi saber onde os encontrar, sobretudo as marcas que ela me tinha dado como referência de maior qualidade, e, de preferência, online.

 

E muito importante é assegurar que o fazemos em sites de confiança, com os produtos certificados e com todo o apoio e assistência ao cliente. A loja online Presença de Luxo é precisamente uma das opções que têm ao vosso dispor, onde encontram uma variedade de produtos especializados no âmbito dos cabelos, da estética e, então, da manicure/pedicure.

 

Para além disso, uma das coisas que me deixa, de imediato, mais tranquila quando faço uma compra online é encontrar os contactos directos logo na página principal do site e em grande destaque.

 

Então, e quais são os produtos necessários adquirir para começar a fazer a verniz gel em casa?

 

  • Produtos:
  1. Removedor
  2. Cleaner
  3. Primer
  4. Base
  5. Top Coat
  6. Verniz Gel (cores à vossa escolha)

 

Relativamente à marca, eu optei pelo Verniz Gel Andreia, por influência da minha esteticista, uma vez que é a marca que ela utiliza, contudo, tenho recebido igualmente bom feedback do Verniz Gel Inocos. Penso que é tudo uma questão de experimentar e talvez de cores disponíveis. Aquilo que eu tento é que a base, o verniz gel e o top coat sejam da mesma marca.    

 

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  • Utensílios:
  1. Lâmpada/Catalisador UV LED
  2. Lima
  3. Alicate
  4. Pau Laranjeira
  5. Algodão (e prata para remover o verniz gel)
  6. Lima polidora em cubo

 

O resultado final, esse, vai sempre melhorando à medida que vou fazendo. Na minha opinião, o jeito treina-se e é preciso ter paciência. Em contrapartida, não noto que perca demasiado tempo, pelo contrário, até acho todo o processo bastante rápido, o mais difícil é mesmo tirar o tempo para o fazer em casa, ao invés de ter uma desculpa para sair. E, acima de tudo, fica muito, mais muito mais em conta e o resultado final é bastante bom. Portanto, sim, é algo que vou continuar a fazer.

 

Para mim, o segredo está em usar camadas mais finas de verniz e limpar muito bem os cantos e as extremidades antes de colocar as unhas no catalisador – se o fizerem a seguir, é muito mais difícil. E ter uma boa lâmpada também ajuda, claro.

 

Todos estes itens de que vos falei podem encontrar nesta loja online que é uma presença de luxo dentro desta área. Como não sou uma expert no assunto, recomendo apenas com base na minha experiência e nos conselhos que recebo e que resultam comigo.

 

Agora que já sabem tudo acerta da minha manicure em casa, podem ver que é bastante simples e com um pouco de paciência e um investimento inicial baixo não existem desculpas para não andarmos com umas mãos bonitas e unhas arranjadas.

 

 

 

*Este texto foi escrito em parceria com a marca Presença de Luxo.

Dia do Pai | 7 Sugestões Para Oferecer Ao Pai Que Já Tem Tudo!

Ideias Personalizadas E Um Código de Desconto Para o Dia Do Pai

09.03.20 | Vera Dias Pinheiro

sugestões para ofeerecer no dia do pai

 

Está a aproximar-se o Dia do Paidia 19 de março - e, se os vossos filhos forem como o Vicente e a Laura, esse é já um dos assuntos mais falados por aqui, sobretudo, o que oferecer ao pai nesse dia. É engraçado ver como o Vicente dá tanto valor a estes dias comemorativos assim como os aniversários. É importante para ele ter um presente para oferecer, mas não pode ser uma coisa qualquer. Tem que se algo que a pessoa goste mesmo muito! Algo que seja especial e que faça com que nos lembremos dele – um querido este menino.

 

Assim, numa parceria com a Wanapix, um site de presentes e lembranças, seleccionei algumas sugestões para oferecerem no Dia do Pai. Na minha opinião, uma das grandes vantagens deste site, para além da oferta de artigos, é, sem dúvida, conseguirmos encontrar algo que possa ser especial nomeadamente para aquele pai que já tem tudo! Tal como eu, tenho a certeza que vão encontrar um presente de Dia Do Pai que seja especial e que faça a diferença para ele, tendo em conta que tudo o que encontram no site da Wanapix é personalizável.

 

  • 7 Ideias para oferecer no Dia do Pai | Wanapix:

 

Porta-Chaves “Elegant” Gravado

 

Eu personalizei com a frase “You are the best, Dad! Laura&Vicente”. É muito elegante e, na verdade, igual ao porta-chaves que o pai usa actualmente com a chaves de casa, por isso, foi uma aposta segura.

 

Sweatshirt Dia do Pai Personalizada

sugestões para o dia do pai sweatshirt personalizada

 

A qualidade do material é boa, muito macia e confortável. É algo que dá imenso jeito, que o pai acaba por usar num dia mais descontraído. Existem muitas opções diferentes e, como em tudo, vocês podem dar o vosso toque pessoal para que fique 100% ao gosto do pai.

 

Fotografias é algo que acaba sempre por resultar muito bem e que o pai gosta de ter a decorar o gabinete e, por isso, o Presente de Dia do Pai acaba sempre por envolver (também) fotografias, uma forma de manter sempre actualizado. Portanto, as próximas três ideias de presentes para o Dia do Pai vão envolver fotografias.

 

 

 

Tapete de rato rectangular personalizado

Existe igualmente em formato redondo e de coração. Eu prefiro assim e, no caso, personalizei para mim e adorei o resultado final.

 

Álbum de fotografias clássico com capa dura

Vivemos na era do digital, em que as fotografias, por mais que não queiramos, ficam presas dentro de um telemóvel e muitas vezes acabamos por perdê-las. Por isso, esta ideia do álbum é algo que já quero fazer/começar há muito tempo e o mote acabou por ser agora o Dia do Pai. Como referi, é um álbum de capa rija o que confere mais qualidade.

 

PrintTile - Decoração de Parede com Fotografias

Vocês é que escolhem a composição e as fotografias que querem que sejam impressas nestes blocos “rijos” que depois são colocados na parede sem necessidade de furos. Já vem com adesivos e basta colar. Eu optei por escolher algumas fotografias do baptizado, pois foi um dos momentos mais especiais que vivemos em família.   

 

2 Sugestões Extra para oferecer no Dia do Pai para as quais poderão usufruir igualmente de um desconto adicional utilizando o meu Código promocional VERADIAS:

Tela Fotográfica - Desconto 50%

Tapete de entradaDesconto 40%

 

Claro que o melhor presente não tem qualquer valor material, por isso, seja qual for a vossa escolha, não se esqueçam de juntar muitos beijinhos e abraços para tornar ainda mais valioso qualquer presente. 

 

Ainda assim, de todas estas ideias, qual a que tem mais a ver com o pai aí de casa?

 

 

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  • Marmitas e Copos ecológicos para criança.

 

copos ecologicos personalizados para crianças

 

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Adeus Fevereiro: Foste O Mês Do Caos, Ainda Assim Obrigada!

Transformar As Coisas Negativas Em Pontos Fortes.

02.03.20 | Vera Dias Pinheiro

fevereiro-amesterdão-viajar

 

Ufa! Chegamos ao fim do mês de fevereiro. Foi um mês curto, mas intenso. Foi um mês de muitas lágrimas, mas, ao mesmo tempo, de muito amor. Foi o mês em que quis desaparecer, mas em que surpreendentemente me dediquei mais ao trabalho e em que efectivamente pus a minha vida a andar para frente. Tudo o que tinha ficado na gaveta até então, fosse por causa da mudança em si, da adaptação dos miúdos, da reorganização das novas rotinas, da doença da minha mãe e do meu próprio estado de espírito (mais vezes em baixo do que em cima), aquilo que consegui foi apenas manter-me à tona para não perder o barco de vez.

 

Na verdade, ao longo destes sete meses, houve tempo para que muitos pensamentos me passassem pela cabeça. Pensamentos que nem sempre eram motivadores para mim, muitas vezes dei por mim a colocar tudo em perspectiva e chegar a colocar em causa, pela primeira vez, as minhas certezas e o meu instinto. Tinha tanta vontade de tantas coisas e, depois sentir-me a ir ao fundo completamente, com tudo o que estava a acontecer na minha vida pessoal, tornou bastante difícil encontrar um ponto de equilíbrio.

 

Mas a minha vozinha não me abandonou e eu estive sempre atenta. E, embora não conseguisse ser proactiva, acaba por aparecer sempre uma ou outra coisa para me relembrar que estava no caminho certo. Tudo isto era apenas uma fase, mas o caminho é o certo. Obrigada Universo!

 

Mas incomodava-me (muito) não conseguir tirar as coisas da gaveta, não conseguir tratar de coisas essenciais para poder progredir. E mais do que a falta de tempo, sentia uma desmotivação muito grande, talvez porque parte desse trabalho envolvia falar da minha pessoa, do meu trabalho e quando não estamos bem não somos bons para nós mesmos. Temos uma espécie de filtro que nos impede de olhar para os nossos pontos fortes e de escrever sobre as nossas qualidades. Quando não estamos bem, achamos que somos banais, que não brilhamos e que talvez o melhor seja parar com tudo. Enquanto isso, a lista das tarefas não diminuía, muito pelo contrário. Organizava o meu trabalho e, no final, cumpria muito pouco daquilo a que me proponha. Vivia com uma frustração pessoal que eu mesma, sozinha, tentava empurrar para longe para que não me afectasse ainda mais.  

 

E foi precisamente no mês de fevereiro, o mesmo em que me despedi de uma das pessoas mais importantes da minha vida, que tudo se transformou. Em algum momento, no meio deste sofrimento e desta tristeza, estar em frente ao computador as coisas aconteciam. Foi nestas últimas semanas que, finalmente, abri a gaveta e que tratei de tudo. Voltei a sentir-me conectada com o meu propósito, a olhar para as coisas com um sentido e tudo o resto fluiu.

 

Foi uma escolha minha passar este tempo mais sozinha, fugir dos encontros e desviar as conversas que fossem relacionadas com o que se passou. Numa cabeça muito desorganizada, voltar a colocar tudo em ordem, resulta melhor com menos intreferências possível, o menor número de opiniões e do inevitável “devias fazer assim”, "porque é que não fazer aquela maneira”, etc...

 

Aquilo que eu preciso de fazer – ou qualquer pessoa que viva momentos menos bons – é ouvir-me e ouvir o meu corpo, perceber o que ele quer e de que forma eu lhe posso dar. Eu não me conforme com as palavras de conforto banias, que sei serem sinceras, desculpem-me. Simplesmente cai no vazio, no meu vazio que é imenso. Quando um problema gigante nos cai em cima, não se dá a volta assim. É preciso mergulhar nele e sentir as coisas que sentimos, mesmo as mais feias. Lidar com tudo aquilo que temos, o bom e o menos bom. Aceitar que não somos perfeitos e dar-nos a mão, como se faríamos com alguém de quem gostamos.

 

E talvez tenha sido isso mesmo a acontecer. Neste mundo em que tenho estado, tenho aprendido a dar-me a mão, a compreender como é que as coisas agora funcionam cá dentro, a chorar quando posso, a gritar também, porém sem esquecer de sorrir e de olhar em frente. Eu sei que vai ficar tudo bem, todavia não posso saltar esta fase e nem quero.

 

Fevereiro revelou-se e trouxe-me o amargo e o doce. E, no final, aquilo que impera é sentir de novo a sensação de realização e de satisfação pessoal que tanta falta me faz. Todas as escolhas que fazemos têm o reverso da moeda e eu sei bem qual é o meu, mas também sei o que preciso para estar em equilibro e em paz comigo. Ainda assim, não nego que tive muito medo que, nesta fase, eu tivesse vontade de largar tudo, que olhasse para trás e colocasse em causa uma série de coisas. Mas ainda não foi desta, ainda aqui estou, firme e segura de que são as decisões (as mais corajosas e as mais difíceis) que me têm conduzido na direcção certa.

 

Pois, por entre as tristezas, ainda há amor, ainda há motivos para sorrir e ainda há um horizonte à minha frente. A vida acontece, transforma-se e eu sinto-me viva - e isso tem um valor incalculável!