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As viagens dos Vs

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O Último Post De 2019: Das Resoluções Para As Limpezas A Fundo!

30.12.19 | Vera Dias Pinheiro

resoluções e arrumações para o ano novo

 

Já escrevi textos bonitos acerca do fim do ano, mas especialmente quando se tratava de falar do ano novo! Para além disso, sempre vivi esta altura de forma mais introspectiva ao mesmo tempo que não descurava das minhas mezinhas para a virada do ano. Na noite de amanhã não podia faltar a cuequinha nova, azul para dar sorte a tudo na vida em geral; escrever 12 resoluções, pois isso era uma espécie de exercício de reflexão e obrigava-me a pensar a sério sobre as coisas que desejo para mim; é obrigatório ter doze passas na mão e estar em cima de uma cadeira no momento das 12 baladas; e, mesmo que não aprecie passas ou sultanas, se preferirem, naquele momento, acreditem que são comidas com todo o meu fervor, o de pessoa que acredita no efeito psicológico destas coisas.

Afinal, não vá o ano correr mal porque não vestimos a cueca nova ou por não haver passas na mesa, antecipadamente separadas. O que seria?!

 

Contudo, este ano, e depois da toda a minha entrega de energia para que o Natal tivesse sabor a Natal, a passagem de ano era algo que eu passava literalmente ao lado. Não tenho nada preparado e nem sequer estou a pensar nisso. Não comprei nada de especial, nem tão pouco as passas. Não pensei em ementas e tudo aquilo que me tem absorvido o pensamento é uma necessidade absurda de querer arrumar! Aliás, foi assim que passei o dia de hoje e, para amanhã, ainda deixei algumas coisas, não ter falta do que fazer.

Entretanto, já se arrumaram as decorações de natal, só restando mesmo o “esqueleto” do nosso pinheiro natural que aguarda, já despido, que o venham buscar.

 

Para além disso, vale dizer que me causa alguma ansiedade tudo o que tenha a ver com “está pronta para 2020?”, ou “já traçou os seus objectivos para o próximo ano?”, ou, pelo contrário, se estamos a cumprir com tudo aquilo a que nos tínhamos proposto para este ano??!!!

 

Para ser muito sincera, perdi-me logo ali a meio de 2019, mais concretamente no mês de julho. E embora tenha continuado a dar rumo aos meus propósitos e ao que era esperado de mim, foi, na verdade, uma missão que desempenhei em modo piloto automático. Em modo, fazer “check” nas inúmeras tarefas e incumbências numa base diária. Tentei, a muito custo, não me deixar para trás, todavia, a habituação a uma nova vida, em todos os sentidos e a uma vida familiar exigente e sem ajudas requer também o seu tempo.

Vivi muito ao sabor das minhas emoções, escrevi muito sobre isso e só escrevi quando emocionalmente que era possível. Escrevi menos no blog e, ao mesmo tempo, desinteressei-me (muito) pelo “disquedisse” e pela vida alheia das redes sociais.

 

Entretanto, poderia enumerar aqui as várias coisas que esperava ter feito e que foram sendo sucessivamente adiadas. É que foram várias, é certo, e andei algum tempo a tratar-me mal à conta disso. Ainda assim, abri espaço para compreender mais acerca do amor próprio (e praticá-lo), acerca do mindfullness e da importância do momento presente, coloquei em prática técnicas que me permitissem aproveitar mais o presente e, consequentemente, que me deixassem menos ansiosa com o facto de o tempo passar tão rápido. Portanto, eu escolho dar ênfase a tudo aquilo que de positivo aconteceu e a tudo aquilo que chegou até mim, mesmo no meio do caos e sem que eu fizesse tivesse capacidade de fazer um esforço pro-activo de procura.

 

Após um início de ano meio atribulado, com alguns trabalhos a terem que ser recusados, acabei o ano com outros projectos inesperados e que me deram muito prazer, dois dos quais directamente daqui, Bélgica. Em termos de cuidados comigo, a meio do ano a coisa também descambou, depois da operação ao apêndice e com a mudança para Bruxelas, manter o meu ritmo foi de uma exigência gigante. Umas vezes, era só a cabeça que não queria, nas outras foi mesmo impossibilidade. Todavia, tinham-me proposto a iniciar o Pilates e, a verdade é que, mesmo no final do ano, aconteceu e é ali que eu me encontro comigo e que entro em conexão com o meu corpo. De todos os desportos que eu gosto, é no Pilates que me sinto em paz.

 

Hoje, enquanto arrumava a casa e pedia para que ninguém me incomodasse, senti que andava à procura de paz; senti que tentava minimizar o caos à dentro de mim, senti-me a apanhar os cacos deste ano e a tentar descobrir o que fazer com tudo aquilo em 2020.

 

Em momento algum, me revoltei fosse contra quem fosse e, acima de tudo, continuo a ter a minha fé e a minha capacidade de todos os dias, agradecer. Ainda assim, organizar e planear o próximo ano agora, neste momento, é algo que eu não sou capaz de fazer. Não há planos que consiga traçar e que possam ir mais longe do que aguentar este barco, mantendo o foco nos sítios certos.

 

A questão é que não dá para fechar este ano de forma simples. Mas um acontecimento muito mau acabou por determinar uma nova forma de viver para todos aqueles que estão à volta da minha mãe e que convivem diariamente com a sua doença e os efeitos esquizofrénicos dela mesma. Mas por ela, já se fizeram as pazes, já se pediram desculpas, já se tiveram desmonstrações de afecto e de carinho. (Re)Descobri a simplicidade da vida e o poder de um abraço ou de uma palavra de carinho no momento certo. E, acima de tudo, tenho (ainda) mais vontade de ser feliz no agora!

 

No entanto, não vou mentir, rezo muito para que não me falte saúde, a mim e aos meus. E se me for permitido pedir mais qualquer coisinha, que os meus filhos nunca tenham que passar por esta experiência de vida comigo. O resto, bom, o resto, nós damos um jeito, entre o que é essencial e aquilo que é meramente supérfluo, não há nada que me falta.

 

Este é talvez o último post deste ano, 2019. Para o ano, começamos logo em grande com o aniversário de 7 anos do meu querido Vicente, quanto ao resto… logo se vê!

 

E a vocês, aos mais antigos e aos mais recentes, aos fiéis e aos mais esporádicos, só posso agradecer por mais um ano que fechamos juntos. Que o próximo ano seja generoso com cada um de vocês, que vos traga saúde e o amor, o incondicional que tudo pode!

Feliz 2020!

Bruxelles En Route: Mercados De Natal | Bruxelas

26.12.19 | Vera Dias Pinheiro

plaisirs d' hiver natal bruxelas mercado de natal

 

 

Passar o natal em Bruxelas foi sinónimo de mais comunhão entre nós os quatro. E mesmo que tenha conseguido manter algumas tradições, nomeadamente as gastronómicas, foi igualmente importante assumir Bruxelas e deixarmo-nos ir no espírito de natal desta cidade e assim criar novas tradições/memórias. No fundo, mais do que chorar o facto de estar longe da família, optamos por nos agarrar a esta experiência fantástica, que o facto de sermos expatriados nos proporciona: absorver outras culturas e costumes.

plaisirs d' hiver natal bruxelas mercado de natal

 

E quanto mais viajo nesta altura do ano mais eu me apercebo de que há muitas pessoas/famílias que elegem precisamente esta epoca para viajar, acabando por passar o natal, por opção, longe de casa. Portanto, viajar, conviver com pessoas diferentes de nós e de diferentes nacionalidades, traz-nos esta abrangência de espírito e de visão, ao mesmo tempo que, passamos a relativizar as situações que, a partida, não eram as ideais para nós.

 

  • Portanto, o que fazer em Bruxelas no natal?

Como cidade pequena que é, a atmosfera acaba por estar mais concentrada e, consequentemente, mais fácil para os turistas passearem e sentirem o espírito do Plaisirs d’Hiver, este é o nome da organização por detrás de todos os eventos que decorrem nesta altura do ano em Bruxelas.

plaisirs d' hiver natal bruxelas sainte catherine

 

plaisirs d' hiver natal bruxelas sainte catherine

 

Plaisirs d’Hiver contempla os eventos, o mercado de natal, as atracções e ainda uma programação especial para as crianças, com horários, informações práticas, as localizações e o mapa/planta de tudo isto.

 

Para nós, aquilo que queríamos mesmo ver era, sem dúvida, o mercado de natal, sobretudo na zona de Sainte-Catherine, uma das minhas favoritas da cidade, diga-se – e as decorações que se estendiam dali até à Grand Place, onde está a grande árvore de natal e o presépio. Mas, para além disso, o espetáculo de luzes projectado nos momentos da Grand Place fizeram-nos estar lá à hora certa para não perder pitada - valendo, no final, toda a espera e o frio.

plaisirs d' hiver grand place espectáculo de luzes

Grand Place - Bruxelles

plaisirs d' hiver sainte catherine espectáculo de luzes

Place de Sainte-Catherine

Mas onde este espectáculo teve um impacto maior, na nossa opinião, foi, novamente no bairro de Sainte-Catherine, projectado na igreja com o mesmo nome. Talvez por estar concentrado em apenas um edifício, talvez por ser um bairro com uma energia muito particular e diferente dos bairros daquela zona da cidade, mais propensa a turistas e a mais movimento, talvez influenciado pela minha assumida preferência por este bairro. Não sei…

 

Aquilo que eu sei é que foi muito especial e até parece que estavamos destinados a assistir. Chegamos aquela praça a um minuto do espectáculo seguinte e, no final, ainda tive uns minutos na igreja, na qual nunca tinha entrado e que vale mesmo a pena ser visitada. É muito bonita no seu interior.

 

  • Mercado de Natal Bruxelas

São cinco semanas de animação, 250 “casinhas” que nos oferecem aquilo que há de mais antigo e tradicional, mas também de mais moderno. Visualmente tem as mesmas características que os mercados de natal desta zona da Europa, o cheiro do vinho quente, as luzes e todas as iguarias e artesanato.

 

É nesta altura do ano que o “centre-ville” se torna mais apelativo e interessante inclusivamente para nós, que não sendo turísticas, já não deambulamos muito por ali. Os negócios locais estão abertos mais horas, há mais atracções, há mais entretenimento e, claro, ao mesmo tempo, um convite para ficar a conhecer um pouco mais da história de Bruxelas que tem uma das mais bonitas praças centrais… e não sou eu apenas que o digo!

plaisirs d' hiver natal bruxelas grand place

 

plaisirs d' hiver natal bruxelas grand place

 

E, assim, deixo-vos aqui mais uma sugestão para juntar ao Mercado de Natal de Estrasbrugo.

 

Espero que tenham gostado de ficar a conhecer mais um pouco da nossa (nova) cidade.

 

Conseguimos! Sobrevivemos E Chegamos Ao Fim Do Primeiro Período De Aulas!

20.12.19 | Vera Dias Pinheiro

fim do primeiro período aulas natal

 

E assim, de repente, o nosso primeiro semestre em Bruxelas chega ao fim e o primeiro período de aulas também e, caramba, mesmo que tenha passado a correr, digo-vos que foram meses tão intensos, tão preenchidos e tão ricos emocionalmente para todos. E, só por isso, o balanço já seria bom, pois fomos (todos) postos à prova, miúdos incluindo. Mas, para além disso, crescemos todos um pouco mais, ficamos mais maduros, mais estruturados, mais seguros, mais vividos e, com isso, mais ricos.

Os nossos dias não foram simplesmente mais do mesmo, nada disso! Foram dias de desafios, de decepções, mas também de muitas conquistas pessoais acima de tudo. 

 

Lembro-me do nosso primeiro dia em Bruxelas; lembro-me do dia em que o Vicente e a Laura conheceram esta casa pela primeira vez; lembro-me do dia em que a minha mãe me ligou, acabada de sair do consultório médico, a dar-me a notícia que eu jamais imaginaria ouvir, especialmente da minha mãe; lembro-me do primeiro dia em que deixei a Laura na escola e o dia em que entreguei o Vicente sozinho numa escola com milhares de alunos. Tive que ver, um e o outro, choraram, cobrarem-me tudo aquilo, pedirem-me para não ser em francês, verbalizarem as saudades de Portugal, dos amigos e das escolas – que ainda sentem, pois falam muitas vezes naquelas pessoas - lembro-me do dia em que tive que recusar o primeiro trabalho por estar em Bruxelas e em que me deparei com a nuvem cinzenta em relação a esta mudança e a minha vida profissional; lembro-me quando comecei a sentir-me angustiada por me sentir engolida pela exigência familiar e sem tempo para mais nada.

 

Vivi dias intensos e de lutas interiores, de questionamento e de dúvidas sérias sobre as nossas decisões. Todavia, este estrangulamento era algo também muito imposto de fora. Imposto pela pressão de sentir que tinha que provar algo, por sentir que tinha que mostrar a realidade de uma determinada maneira; por sentir que deixaria de ser relevante no meu trabalho; por deixar de fazer parte de um grupo; por deixar de andar em massas, nos eventos e nos locais onde todas as outras pessoas andam. E enquanto foi assim houve dias muito difíceis e em que quase deixei de acreditar em mim e nas minhas convicções, mas depois, deu-se um clique e eu despertei.

 

Nesse momento, percebi que eu não sou uma pessoa de massas e, afinal, até estava feliz assim. Percebi que eu gosto de viver aqui e que eu tenho capacidade para continuar a fazer coisas e a crescer profissionalmente, apenas era necessário mudar o meu mindsete não o dos outros. Tive que parar de agir como se ainda vivesse em Lisboa, como se a minha vida ainda estivesse toda aí e, dessa forma, continuasse a ser regida pelos mesmos princípios.

 

Após esse o clique, começaram a surgir os primeiros contactos e os primeiros trabalhos aqui, deixei de me preocupar com o facto de estar (ou não estar) presente tão nas redes sociais e a ser livre de fazer as coisas de forma mais natural, espontânea e que realmente me dão prazer; deixei de me preocupar se seguia as tendências e tive mesmo que alterar a geografia dentro na minha cabeça.

 

Enquanto mãe… bom, enquanto mãe, deixem-me ver se consigo colocar o que quero exprimir nas palavras certas. Pois, no fundo, o que dizer desta experiência de ser mãe expatriada? De muitas vezes fingir a segurança que não tinha e de esconder as lágrimas que teimavam em querer sair juntamente com as deles? Ou do que me custou sentir os meus filhos totalmente perdidos e o que senti eu, mais tarde, quando comecei a ver a integração deles a começar a fluir e a ser cada vez mais rápida? É difícil exprimir estes sentimentos, sabem? E a sensação com que eu fico é a de, inevitavelmente, sentir-me uma pessoa mais velha e nem me refiro tanto à aparência, mas cá dentro, entendem?

 

E com isto, 2019 foi um ano de treta, para evitar escrever aqui uma palavra feia! Recebi muitas notícias más, vivi momentos que nunca imaginei viver e senti-me profundamente triste, desesperada e desamparada. Mas sabem? Isso não torna o balanço deste ano igualmente mau. O balanço é positivo! Consegui dar-me prioridade, travar ciclos viciosos que não eram bons, consegui chegar mais perto daqueles que sempre foram os meus sonhos, voltei para o lugar onde sinto-me realmente eu e longe estou eu de estar em equilíbrio. Dei-me espaço para ouvir os meus sentimentos, lidar com eles e transformá-los em algo que me permite viver para além dos problemas.

 

A logística é pesada, ainda existe muita incerteza, o nosso natal está a ser uma confusão, ter que lidar com uma doença horrorosa e explicar, pela primeira vez, aos meus filhos a morte de uma pessoa “das nossas”. Posto isto, é verdade que vos escrevo esgotada e a tentar arranjar forças e estado de espírito para preparada uma consoada e um natal sozinha, porque a família, às vezes, tem que gerir prioridades e dar apoio em diferentes lugares e nem sempre é possível fazê-lo juntos. Mas se chegamos até aqui e se me focar no "copo meio cheio", o balanço é positivo!

 

Os meus filhos estão complemente integrados, entendem e falam a língua deste seu novo país, têm amigos e são acarinhados por tantas pessoas. Eu fiz novas amizades – já vos disse que é bom fazer amigos em idade adulta? – deixei ir outras. Contudo, aquilo que é bom, mas realmente bom, é que quando eu preciso de carinho, de força e de apoio, eu recebo mesmo sem ter pedido. Há pessoas fantásticas desse lado, genuínas e boas. Há pessoas que se preocupam com o outro, que partilham, que falam e que abraçam mesmo que à distância.

 

Cheguei aqui, ao último dia de escola do primeiro período, quase na véspera da noite de consoada e a ver já o finalzinho de 2019 e eu estou de parabéns. É que estou mesmo e tenho que o dizer a mim mesma as vezes que forem precisas.

 

É ok dizer que não estamos bem, mostrar que a vida não é o que vem nos livros, o que idealizamos em miúdas, mas a vida não é perfeita para ninguém. Todos, repito to-dos, nós lidamos com problemas! O importante é sair deles de alguma forma e, por vezes, sair deles não é sinónimo de os ter resolvido, é simplesmente dar a volta e seguir em frente! Percebem? E, talvez, ter a capacidade de priorizar os problemas, separando aquilo que é e aquilo que não é um problema… 😊

 

Nós chegamos até aqui. Nós sobrevivemos ao final do primeiro período de escola, vamos brindar!!!!! <3

 

Faltam (apenas) 6 Dias Para O Natal! Dá Para Acreditar?

18.12.19 | Vera Dias Pinheiro

decoração de natal com pinheiro natural

Não, não dá! Enquanto setembro foi um mês demorado e pesado, os que se seguiram voaram num sopro! E nisso, passou-se um semestre desde que chegamos a Bruxelas. Foram mudanças de país, foi uma mudança de casa, foi uma mudança radical de rotinas, de língua, de hábitos, foram escolas novas com todos os desafios inerentes, foi (para mim) mais uma mudança pessoal e profissional. Pois, se eu achava que iria ser uma continuidade, a verdade é que não é e levei tempo a abraçar (novamente) a mudança com aquela sensação de recomeço e batalhar por tudo mais uma vez.

 

E, entretanto, apercebo-me que o natal é já na próxima semana e se as decorações em casa contarem como preparativos para a quadra natalícia, então, nem tudo está perdido. Ainda assim, desde que decidimos desprender-nos do lado material desta época do ano que vivemos mais alheados do stress, da correria e do tempo perdido nas filas das lojas e dos centros comerciais e da própria confusão – só me apanham na confusão do supermercado às compras para a consoada!

 

Para nós, esta altura do ano é para passear, para estar com os amigos e com a família, ainda que este ano seja típico e que eu ainda não tenha caído bem em mim que iremos passar o natal em Bruxelas. Sem dúvida, que uma das coisas das quais irei sentir mais falta é da presença da minha mãe e dos seus cozinhados.

 

Ainda assim, é preciso ser-se pragmático e encarar as fases da vida como elas são. No fundo, é fazer o máximo com o que vida nos vai proporcionando e, por isso, o mais importante é não resumir a nossa vida, o nosso estar, o fazer ou o dizer a uma altura do ano em particular. A paz que sinto por estar perto dos meus o máximo que posso ao longo de todo o ano e de dizer tudo aquilo que sinto, permite-me encarar com serenidade este natal diferente e, ainda assim, deixar que a magia aconteça pelas crianças, mas também por nós.

 

Decorar esta casa foi importante, porque fê-la um bocadinho mais nossa, uma casa da qual gostamos tanto e que sentimos que nos estava destinada. A maioria das decorações remonta há já alguns anos atrás, todavia todos os anos acrescenta-se algo novo com significado especial para nós. Das nossas viagens trazemos uma lembrança natalícia. Temos adereços, por exemplo, vindos de Trim, na Irlanda, de Verona, na Itália, de Bruxelas, de Helsínquia e de Estrasburgo e esperamos ter muitos mais.

decoração de natal com pinheiro natural

 

presepio de natal peruano pequeno

 

decoração de natal com pinheiro natural maison du monde

 

decoração de natal com pinheiro natural

 

Contudo, a grande novidade é o nosso pinheiro de natal. Inspirada pelas minhas recordações de infância dos natais passados em casa dos meus pais, muito marcadas pelos pinheiros naturais – só bem mais tarde é que os meus pais optaram por comprar um pinheiro artificial e acho que foi um pouco por nós que queríamos um daqueles pinheiros perfeitos, grandes e farfalhudos…

Deste modo, hoje um dia que me cruzei com uma empresa chamada Sapin de Noel Bruxelles que, para além das entregas em casa gratuitamente, um pinheiro comprado é sinónimo de dez plantados. Achei a ideia super gira, o pinheiro era daqueles de revista e o preço simpático. Dos dois modelos – Nordmann e o Épicéa – optei pelo segundo. Longe estava eu de me lembrar dos cuidados que tendo um pinheiro natural em casa, era preciso ter-se. Quer dizer, regar, basicamente!

pinheiro de natal natural sapin de noel bruxelles

decoração de natal com pinheiro natural

 

 

Pelo que percebi – só mais tarde do que o suposto - os melhores são os pinheiros Nordmann e o melhor é pedir sem base e metê-los num vaso ou suporte que permite meter água. Se assim não for, aviso já que assistem ao “despenar” dos ramos do pinheiro na totalidade mais cedo que o suposto e não é nada bonito!

 

E, pronto, enquanto ainda se decidem os últimos detalhes da ementa, pela casa já se respira natal. Falta apenas o cheiro das filhós, do bolo rainha e do bacalhau para completar. O resto, contamos com as novas tecnologias para fazer do longe perto e para manter os corações de todos o mais quentinho possível!  

 

Já agora, quem é que se lembra da nossa decoração no natal passado? Seguimos viagem, mas antes tínhamos deixado a nossa assim.

 

Festas Felizes!

Bruxelles En Route: Mercados De Natal | Estrasburgo

16.12.19 | Vera Dias Pinheiro

mercado-de-natal-estrasburgo-marche-de-noel-strasbourg

 

A nossa primeira paragem do nosso roteiro pelos mercados de natal foi em Estrasburgo, a capital da região da Alsácia, e há quem diga que é mesmo o berço desta tradição. Afinal, o primeiro mercado de natal nesta cidade data de 1570 e a cidade ainda não pertencia a França.

catedral-notre-dama-estrasburgo-alsasia-frança

 

o-que-visitar-em-estrasburgo-alsasia-franca

 

o-que-visitar-em-estrasburgo-alsasia-franca

 

E, nesta viagem, o principal objectivo era mesmo desfrutar da magia do natal, mas Estrasburgo é daquelas cidades que vale a pena em qualquer altura do ano. Foi a nossa terceira vez e continuo a gostar tanto de lá voltar. Já agora, sabiam que a Catedral (Notre Dame) de Estrasburgo já foi o ponto mais alto do mundo? Foi mesmo, entre 1625 e 1874. E a sua história é marcada pela alternância entre a posse alemã e francesa, por isso não se admirem se ouvirem por lá falar-se um pouco de alemão.

 

Estrasburgo é circundada por canais, do rio Reno, e uma das cidades mais encantadores que podem visitar. As ruas pitorescas, a arquitectura tão característica da região da Alsácia. É uma das cidades mais antigas, das mais valiosas e também por isso das mais cobiçadas. Circundada por canais, convida aos passeios pelas suas ruas estreitas, a visitar as lojas de comércio local ou a uma paragem para um chá num dos vários locais.

 

É importante referir igualmente que, desde 1992, Estrasburgo é a sede oficial do Parlamento Europeu, razão pela qual, uma vez por mês, todos os trabalhos são feitos a partir de lá.

 

Nesta altura do ano, não existem meias medidas, as casinhas do mercado de natal estendem-se por todo o centro da cidade, o cheiro a vinho quente, o Pain de Épices, a música nas ruas, as luzes e todas as decorações dão uma envolvência e atmosfera ainda mais especial a Estrasburgo.

 

mercado-de-natal-estrasburgo-marche-de-noel-strasbourg

--- Imagens Em Galeria ---

 

 

Diria que entramos em grande neste roteiro pelos mercados de natal, veremos o que nos guardam os próximos.

mercado-de-natal-estrasburgo-marche-de-noel-strasbourg

 

mercado-de-natal-estrasburgo-marche-de-noel-strasbourg

 

Informações práticas (aos interessados):

  • Viagem de Carro Bruxelas-Estrasburgo: +/- 4h30 (a alternativa é o comboio)
  • Custos: 13,60€ no total em portagens e, quanto ao combustível, o meu conselho é que aproveitem para atestar o depósito no Luxemburgo, onde os preços são mais baixos.
  • Onde ficar: para nós o mais prático e mais em conta são actualmente os Airbnb. Especialmente, em época-alta, é mesmo a única opção.
  • Onde comer: Fazer Reservas antecipadas! Nós tivemos alguma dificuldade, aliás no sábado foi impossível encontrar um sítio para jantar às 19h, imaginem? E com crianças pequenas torna-se muito chato.

Ainda assim, descobrimos alguns locais para “um bom brunch” bastante interessantes:

  1. Les Brunchs Sofitel
  2. Bistrot et Chocolat
  3. Au Fond du Jardin

Os meninos comiam alguma ainda em casa, contudo, para nós, esta refeição acabava por ser um pequeno-almoço/almoço.

Para almoço/jantar:

  1. La Corde à Linge
  2. Brasserie “Au Dauphin”
  3. PÛR Etc
  4. Les Muns | Les Tables du Munster

(Algumas) Iguarias Típicas: Tarte Flambée, Chucrute, Tartiflette e Spaetzle!

melhores-restaurantes-estrasburgo-brunch-tarte-famblée

 

Reset Emocional: A Descrição Dos Últimos Dias!

13.12.19 | Vera Dias Pinheiro

reset emocional-ansiedade-equilibrio-interior

 

É verdade que a doença da minha mãe me deixou muito abalada, pela seriedade com que é preciso encarar, pelo timing – soube precisamente duas semanas após nos termos instalado em Bruxelas – pela ligação afectiva e emocional que temos, eu com ela, mas também ela comigo. E a verdade é que os dias nunca mais foram os mesmos, nunca mais consegui desfrutar das coisas e dos momentos genuinamente, ou melhor, se era um bom dia para ela, então, era um bom dia para mim e vice-versa. Ser racional tem sido o meu trabalho diário, mas somos seres humanos feitos de emoções, não é verdade?

 

Contudo, as últimas três, agora quatro talvez, semanas foram de uma intensidade tal que só o facto do meu corpo estar dorido e pesado, reflecte esse peso gigante que temos carregado da angústia, do medo, da impotência e do sofrimento no sentido mais literal da palavra. E tanto assim foi que viajei sozinha de urgência para Portugal para estar junto dela. Tinha-se dado uma reviravolta na sua caminhada, o seu corpo começou a não aguentar mais e foi quando vi a morte diante dos meus olhos da forma mais fria e mais cruel que eu poderia imaginar. A minha mãe, os outros doentes, um piso completamente cheio e, nesse momento, não dá para sermos egoístas e pensarmos “porquê nós?!”, “porquê a minha mãe?!”.  

 

Aguentamos conformo podíamos, pois ninguém tem preparação para lidar com o que uma doença como o cancro nos impõe, mais cedo ou mais tarde. E eu sem saber o que verbalizar ou sequer responder às mensagens ou aos telefonemas, deixei-me ficar no meu canto para me permitir sentir tudo aquilo, aceitar e interiorizar todas aquelas emoções.

 

“Preocupamo-nos muito com o intelecto e menos com as emoções”, li numa entrevista, e não podia estar mais de acordo. Se me perguntam como estou, a reposta é simples: estou mal! Se me perguntam pelo estado de saúde da minha mãe, a resposta é tão simples, quanto dura: é um dia de cada vez! E basicamente é isto, numa oscilação constante entre os picos de esperança quando há um momento bom para, imediatamente a seguir, sentir que estamos a cair a pique num abismo.

E, afinal, como posso ter eu respostas para os outros se nem para mim mesma as consigo encontrar?!  Talvez isto explique, em parte, o aumento da ansiedade nas pessoas da nossa geração. Esta pressa em atender os outros sem dar espaço para que o individuo se sinta a si mesmo. 

 

Entretanto, o regresso a Bruxelas, passados cinco dias, foi igualmente em silêncio, mas não num vazio emocional, num processo de reset! Depois de ter vivido aqueles dias de forma tão intensa e de regressar sem certezas de nada, apenas com fé e esperança, a única forma de dar a volta e conseguir abraçar a minha família e a minha vida, é, sem dúvida, encher-me de amor!

 

E daqui saltei para um outro patamar, aquele em que dou por mim a olhar à minha volta e observar se eu mesma estou a emitir estas vibrações de amor no sentido mais acertado. Se as pessoas que estão à minha volta e próximas de mim são aquelas capazes de me preencher com esse amor, se eu mesma me sinto realizada ao ponto de conseguir entregar (e receber) amor de tudo o que faço, se as relações que estabeleço são equilibradas e de reciprocidade… é urgente rever tudo isto, mudar se for necessário, porque permitir-me sentir é a melhor forma de dar a volta a isto.

Aposto que já ouviram falar e leram artigos sobre as pessoas e as relações tóxicas, verdade? Mas já se permitiram analisar a vossa vida a este nível? Já pensaram nos momentos em que dispõem do vosso tempo e energia para algo do qual não retiram nada de nada? Já deram por vocês a sentir o tal vazio emocional?

 

E das relações interpessoais, passamos rapidamente para as redes sociais, pois consomem grande parte do nosso tempo diariamente. Com o passar do tempo, percebi que não sou o tipo de pessoa que tem curiosidade pela vida alheia, que se aborrece de ver sempre as mesmas coisas (e, por isso, vou deixando de fazer coisas em massa), que preciso mais do que ver cremes, roupas, no fundo COISAS sempre que abro o Instagram. Ou simplesmente, neste momento, em que preciso de me repor emocionalmente, não retiro sequer inspiração das redes sociais, com prejuízo para o meu trabalho.

 

Ainda assim, o permitir-me sentir, permitir-me aceitar e, se tudo isto que estou a viver, me levará para uma nova - e até inesperada - mudança, eu estarei de braços abertos para a receber, seja ela de que natureza for. O medo destes momentos cruciais continua, o que mudou é a forma como lido com ele.

 

Permitir-me o silêncio nestes dias tem sido terapêutico, pelo menos, a minha impulsividade que brotava sempre nos momentos de tensão está sossegada. Era importante esvaziar os estímulos para conseguir perceber exactamente de onde vem aquilo que eu realmente estou a procura e que me preenche não apenas hoje, mas nesta nova fase de mim!

 

E, no fundo, estes últimos dias é como se tivesse voltado atrás no tempo, aquele tempo em que vivíamos simplesmente para nós, sem pressas e sem pressões sociais e a conclusão a que chego é que é bom sentir esse liberdade de apenas "ser", ser mais inteiro e mais autêntico, esquecendo que vivemos todos em rede e numa ânsia de partilha.

 

Dezembro: Pai Natal ou Saint-Nicolas? || Décembre: Père Noël ou Saint-Nicolas?

04.12.19 | Vera Dias Pinheiro

*Scroll Down For French.

brunch com crianças hotel sheraton lisboa

 

Dezembro chegou e o entusiasmo com o reviver das tradições natalícias é grande, especialmente nos mais pequenos da casa. E a verdade é: o que seria do natal sem a sua magia envolvente?

Por esta altura, já começamos a pesquisas onde estão a decoração e as iluminações de natal mais bonita, assim como os mercados de natal - vantagens de ser vivermos um pouco mais a norte da Europa – e, inevitavelmente, que também já ouço falar na carta ao Pai Natal, chovem os pedidos que coisas que “precisam mesmo”, dizem eles.  E, este ano, acrescentam uma nova tradição, com ambos os filhos na escola torna-se inevitável adoptar-se algumas tradições da Bélgica e, sem dúvida, que a tradição do Saint-Nicolas é uma delas.

Na Bélgica, celebra-se a 6 de dezembro e, mal termina o Halloween, só se respira Saint-Nicolas, também ele é um velhinho de barbas brancas, mas, em vez de um trenó, chega com o seu burro e alguns ajudantes.

 

  • O que diz a tradição: 

Assim como na Holanda e outros países do norte da Europa, as crianças na Bélgica acreditam que Saint-Nicolas lhes traz presentes no dia 6 de Dezembro. As crianças deixam um sapato junto à janela, com algum desenho ou biscoitos e uma cenoura para o cavalo de Saint-Nicolas. A distribuição dosp resnetes nesse noite é feita com ajuda dos Zwartepiets. Então, na madrugada do dia 6, Sain-Nicolas chega no telhado com seu cavalo e os ajudantes, para deixar os presentes dentro e ao redor dos sapatos. Mas apenas para os obedientes, já que Sinterklaas tem um livro onde mantém todos os nomes das crianças e sabe se elas se comportaram ou não. As guloseimas tradicionais deixadas também pelo Saint-Nicolas incluem tangerinas, pães de gengibre, chocolate e “mokjes” (biscoitos feitos no formato de letras). As crianças geralmente conhecem diversas canções a seu respeito e, dependendo da região do país, os costumes e tradições sobre Sain-Nicolas podem variar. Diz, ainda, a tradição que o Saint-Nicolas chega de barco vindo de Espanha com o seu cavalo e os seus ajudantes.


Já familiarizados com esta tradição e fartos de perguntar quando é que podiam encontrar o Saint-Nicolas, preparei-lhes uma surpresa. E, portanto, aquilo que era para ser apenas um mero pequeno-almoço fora de casa, tornou-se no programa mais incrível do últimos tempos.

E onde fomos? Fomos conhecer um espaço chamado La Frabbrica Tour Et Taxis que, todos os domingos, proporciona um brunch a pensar nas necessidades das famílias quando desejam fazer uma refeição fora de casa. Como tal, um dos aspectos de maior relevância são os eventos, diversões e atracções a pensar nos mais pequenos que existem sempre - para mais informações acerca do programa, o melhor é seguirem as Redes Sociais, Facebook e Instagram.

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O espaço em si é bastante interessante, faz lembrar uma antiga fábrica, e o La Fabbrica tem um terraço e um espaço interior e o brunch é servido em dois turnos - o das 10 horas e o das 12 horas - em regime de buffet com bastante variedade e tudo feito no local. E não falta mesmo nada, desde a oferta para os mais adeptos de uma refeição mais ligeira ao género do pequeno-almoço, até a opções mais compostas para quem quer aproveitar para um pequeno-almoço mais reforçado, já a pensar no almoço.

 

 


Ainda assim e para além de tudo isto, diria que o melhor mesmo é o facto das crianças poderem estar à vontade enquanto os pais podem continuar a sua refeição, porém sempre com os filhos dentro do seu campo de visão. E é este tipo de oferta da qual eu sinto falta, que seja equilibrada para a diversão e entretenimentos das crianças, mas também agradável para os adultos.

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Tenho que referir igualmente que, o facto de ficar fora do centro da cidade, junto ao canal, também é bom. É uma zona mais calma e sem o stress e a confusão que, muitas vezes, outras zonas da cidade acabam por continuar a ter aos fins-de-semana.

 

Contudo, o domingo passado era especial. E porquê? Precisamente porque o Saint-Nicolas tinha passagem marcada pelo La Fabbrica. E, tal como eu esperava, foi a alegria quando o viram, a ele, ao burro e aos coelhinhos “de verdade” que estavam por lá. Os mais corajosos deram inclusivamente de comer ao burro, mas o que a maioria quis foi conversar com o Saint-Nicolas e perceber como é que eles estavam em matéria de avaliação de comportamento, já que isso é determinante para o presente que eles irão receber.

 

 


Depois do Saint-Nicolas, o Vicente e a Laura foram a correr para o insuflável e, para o meu espanto, eles adoraram! Acho que prometi qualquer coisa inclusivamente, no momento de negociar a saída deles, e agora estou a rezar para que não se lembrem!


Para quem está desse lado e me segue de Bruxelas ou dos arredores – e que já são algumas pessoas – deixo-vos com esta sugestão. Desta primeira vez, fomos apenas os três, mas brevemente repetimos com o pai também.

 

Nota: Ainda sobre esta tradição e o facto dos meninos poderem ficar baralhados, continuamos a manter a nossa tradição do Pai Natal que viajam pelo mundo inteiro na noite de 24 de dezembro e que esse sim, traz as prendes mais especiais. Em relação ao Saint-Nicolas, para nós, acaba por ser uma graça, não oferecemos presentes mas apenas pequenas lembranças para assinalar a sua passagem, pelo menos, enquanto estivermos por cá, será assim . Sem excesso materialistas, mas magia, muita magia nesta quadra! Para aqueles que têm uma família com dupla nacionalidade, penso que acabam por celebrar os dois igualmente, optando por confiar apenas num a responsabilidade de trazer os presentes "maiores".

 

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Dimanche dernier, nous avons découvert le brunch La Fabbrica Tour Et Taxis.

Tous les dimanches, il propose un brunch répondant aux besoins des familles. Les événements, les divertissements et les attractions pour les enfants sont l’un des aspects les plus pertinents. Pour plus d'informations sur le programme, il est préférable de suivre Facebook et Instagram.

L'espace en lui-même est assez intéressant et rappelle une ancienne usine. La Fabbrica dispose d'une terrasse et d'un espace intérieur et le brunch est servi à deux reprises - 10h et 12h - sous forme de buffet. Il est très complet avec beaucoup de variété et tout est fait sur place.

Au-delà de tout cela, je dirais qu'il est encore mieux que les enfants puissent être à l'aise pendant que les parents peuvent continuer à manger, mais toujours avec leurs enfants dans leur champ de vision. Et c’est ce type d’offre qui me manque qui est équilibré pour le divertissement et l’amusement des enfants mais aussi pour les adultes.

Je dois également mentionner que le fait d’être en dehors du centre-ville au bord du canal est également une bonne chose. C’est un quartier plus calme et sans le stress et la confusion que d’autres parties de la ville continuent d’avoir le week-end.

Cependant, dimanche dernier était spécial. Et pourquoi? Précisément parce que Saint-Nicolas avait un passage marque et ce fut une joie de le voir, avec l'âne et les "vrais" lapins qui étaient là. Les plus courageux ont même nourri l'âne, mais ce qui leur importait le plus, c'était de parler à Saint-Nicolas.

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Venez, venez, Saint Nicolas,
Venez, venez, Saint Nicolas,
Venez, venez, Saint Nicolas, et tra la la...

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Après Saint-Nicolas, Vincent et Laura se sont précipités vers le pneumatique et, à mon grand étonnement, ils ont adoré!

Nous nous sommes tellement amusés. Je le recommande!

 

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