Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Conviver Com Uma Doença Inflamatória Do Intestino | Testemunhos Reais #6

30.08.19 | Vera Dias Pinheiro

doença inflamatória do intestino

 

Depois de mais de um ano com coisas esquisitas a acontecer no meu corpo, finalmente soube o que tinha: Colite Ulcerosa, uma forma de Doença Inflamatória do Intestino. Confesso que não percebi exactamente o que me estava a acontecer nem as implicações que teria. Tinha 27 anos, uma vida profissional de vento em popa, uma vida pessoal preenchida e muitos muitos planos para o futuro. Levei a medicação para casa, comecei a tomar sem ter percebido que… era para a vida!

 

Ser diagnosticado com uma Doença Inflamatória do Intestino tem um sabor agridoce. Por um lado temos uma etiqueta para pôr no bicho e isso dá-nos uma sensação de alivio. Depois… o agreste é aceitar que é para a vida; que os tratamentos demoram meses até começar a ter os efeitos pretendidos e que nem sempre se acerta à primeira; que há marcas que poderão ser permanentes; que haverão momentos que podem ser tão incapacitantes que não conseguimos sair de casa ou temos que permanecer numa cama no hospital.

doença inflamatória do intestino

 

Eu diria que estes (quase) 12 anos de conviver com este tipo de doenças na primeira pessoa, têm sido uma montanha russa. Umas vezes em cima, outras vezes em baixo ; outras mais depressa, outras mais devagar. Mas sempre (sempre!) a andar! Com o tempo adaptamo-nos à viagem, encontramos o nosso espaço, aprendemos como nos manter em movimento mesmo com limitações que possam existir. E por vezes, é dar 1 passo atrás para poder dar 2 em frente.

 

Uma vez, ainda nos tempos de faculdade, um amigo disse-me: Tens que chegar a velha e ter que histórias que comecem por: “foda-se! Houve uma vez…!”. Certo é que, ao longo dos anos, tenho acumulado muitas histórias que começam por: “Foda-se! Houve uma vez…!” que se seguem de muitas gargalhadas cada vez que as conto. A rir tudo custa menos, e assim como assim, tristezas não pagam dívidas. Cheguei sempre onde quis, e fui onde sempre quis. Nem sempre no momento em que eu gostaria, é certo. Mas ainda assim, fui, vi e venço todos os dias!

 

Obviamente não estou sozinha na montanha russa. Há os amigos e a família, aqueles que me são próximos, que já se habituaram à ideia que quando combinamos jantares, sou eu que escolho o lugar para termos a certeza que tudo corre bem. Se querem cozinhar para mim, já sabem que é melhor partilhar antecipadamente o menu e que há coisas proibidas na confecção, como a pimenta.

 

Se foi fácil aceitar que tenho uma doença para a vida e que pode ter complicações associadas debilitantes? Não, não foi. Acho que não aceitei, e sinceramente, nem tenho que aceitá-la! Tenho sim (e foi o que fiz) adaptar-me. E dei-lhe um propósito: falar sem tabus, educar para este tipo de doenças e lutar para que outros como eu tenham melhores condições de vida em Portugal. Uma comunidade online, um blog, um livro, uma petição e sempre com a ajuda de outros companheiros de luta! Porque juntos somos mais fortes!

doença inflamatória do intestino

 

 

 

 

Kennedy uma vez disse “uma pessoa pode fazer a diferença e todos deveriamos tentar”. 1 em cada 500 pessoas em Portugal tem uma Doença Inflamatória do Intestino. Abram o vosso Facebook. Procurem essa pessoa que tem Crohn ou Colite e conversem com ela. Escutem sem colocar filtros! Mostrem empatia. É tudo o que essa pessoa quer!

doença inflamatória do intestino

 

Vera Gomes

Entrada Na Escola Primária: Que Mochila e Que Organização Em Casa Vai Precisar?

28.08.19 | Vera Dias Pinheiro

mochila escola primária kipling

 

Há alguns dias atrás lancei uma votação no Instastories – e, já agora, se ainda não me segue por lá, de que está à espera? vera_d_pinheiro é o meu perfil e está sempre actualizado com as nossas aventuras aqui por Bruxelas. E essa votação tinha a ver com a entrada na escola primária.

 

A primeira votação tinha a ver com a mochila, mais concretamente com a opção de mochila com ou sem rodinhas e a segunda, já relativamente, ao espaço em casa e com o facto de ter ou não uma secretária.

O feedback foi assim e completamente de acordo com aquela que é a minha opinião e também a de professores e especialistas ligados às crianças.

IMG_8422.PNG

 

IMG_8423.PNG

 

No meu caso, a minha principal preocupação prendia-se com a mochila. De um dia para o outro, o Vicente passará a usar um novo acessório ao qual não está habituado, sobretudo pelo peso e pela importância que terá na sua nova rotina diária. E a verdade é que talvez não haja assim tanta informação ou educação para os pais nesta fase. Sabemos que existem consequências ao nível de saúde nas crianças devido ao peso das mochilas, mas não sabemos como evitar ou, pelo menos, como contornar.

E tanto assim é que quando apareceram as mochilas com rodinhas estas pareciam vir salvar a vidas das crianças e do peso que carregam todos os dias nas suas mochilas, entre materiais escolares, livros e cadernos.

 

Porém, na prática não é bem assim e faz algum sentido a explicação: as mochilas de rodinhas levam a que as crianças acabem por fazer força apenas num braço, ao invés de distribuir o peso, como acontece com as mochilas de alças. No entanto, há que ter em atenção ao tipo de vida escolar que terá o nosso filho e importa pensar em detalhes como por exemplo:

  • Terá que subir escadas?
  • Vai andar muito a pé?
  • Faz as refeições todas na escola?
  • Anda diariamente com livros e cadernos casa-escola e vice-versa?
  • Anda de transportes públicos ou não?

São alguns elementos importantes que nos podem e devem ajudar a tomar uma decisão acerca do tipo de mochila escolar que devemos comprar para o nosso filho.

 

E do feedback que fui recebendo deu para perceber que a maioria das mães e pais opta pela mochila com rodinhas no primeiro e, eventualmente, segundo ano de escola, mas depois acaba por ser a própria criança a pedir para mudar ou os pais chegam a conclusão de que não é prática e, para além disso, uma mochila com rodinhas não é prática para usar às costas e é por natureza mais pesada que as mochilas de alças.

 

Mas se, pelo contrário, optarem pela mochila de alças é preciso igualmente ter atenção e perceber que não pode ser qualquer uma, pois terá que respeitar alguns princípios nomeadamente características das crianças como a sua altura.

E em forma de resumo do que estou aqui a dizer a imagem abaixo parece-me bastante elucidativa dos aspectos a ter em consideração no momento de decidir que mochila comprar.

mochila escola primária

 

Esta imagem foi partilhada pela Joana, mãede3gémeos, numa troca de mensagens sobre este tema.

 

Portanto, a minha escolha foi uma mochila de alças reforçadas e almofadadas, em dimensões que respeitassem a altura do Vicente e, segundo ele, bastante leve. A parte das alças que contorna o pescoço deles, em vez de “recortar” também me agradou.

 

mochila escola primária kipling

 

Relativamente à secretária, a grande maioria reforça a importância de ter uma secretária em casa como forma de criar hábitos de estudo, reforçar o lugar da escola e da aprendizagem na vida escolar. E eu concordo. Aliás, sempre tive secretária em casa e sempre fiz os trabalhos de casa e estudava naquele espaço. Por aqui, ainda não temos, mas já está escolhida, depois faço o update nesta matéria.  

 

E agora contem-me tudo, como estão a correr os preparativos da entrada no primeiro ano? Tudo apostos ou nem por isso?

 

 

Fim-De-Semana Em Cheio... Segunda-Feira De Trabalho Dobrado!

26.08.19 | Vera Dias Pinheiro

zwemvijver-boekenberg-deurne

Quando as segundas-feiras são tramadas é sinal de que o fim-de-semana foi bem aproveitado. É sinal de que estivemos pouco tempo em casa e, quando estivemos, foi o tempo exclusivo para as rotinas normais: banhos, refeições e pouco mais. E, de facto, com mais de 30 graus em Bruxelas, como acho que em Portugal e muitos outros países também, mas sobretudo por sabermos que é coisa rara por aqui e que nada nos garante que amanhã esteja a chover e temperaturas baixas, quisemos dar o nosso máximo em aproveitar o fim-de-semana fora de casa.

 

E foram dois dias completamente diferentes um do outro e com o mesmo objectivo: fugir do calor! No sábado tivemos um dia mais citadino e fizemos aquilo que 99% das pessoas que vivem em cidades sem o mar por perto fazem: estendemos a nossa manta na sombra de um dos vários parques que existem. E a única forma de nos refrescarmos e, sem vergonhas, pois vale tudo, até biquíni para bronzear. Já tinha vivido uma experiência semelhante em Trieste, durante o Erasmus, onde acontecia o mesmo, cada metro quadrado de relva e sol eram aproveitados para banhos de sol em dias mais quentes e solarengos.

 

E o que é preciso para um programa destes? Nada mais do que uma manta grande, snacks, água e algumas distracções para as crianças, como bolas de sabão, plasticinas e uma bola. Poderia dizer que eu levo um livro, mas é impossível ter mais do que cinco minutos concentrada e sem ter que estar de vigia no Vicente e na Laura. Sendo assim, nos poucos minutos que tenho, aproveito para fazer algo de que sinto igualmente falta: NÃO FAZER NADA! 😊

Parc du Cinquatenaire - Bruxelles

 

Foi bom, mas não é o mesmo sem ter água por perto... afinal se tenho o lado nórdico de gostar das regras e da organização, sou nascida e criado num país do sul da Europa, eu preciso de água e contacto com a natureza nestes dias de verão. Portanto, no domingo aventuramo-nos na descoberta das piscinas naturais da Bélgica. Optamos pela que nos mereceu melhor em termos de distância e recomendação de uma amiga. E foi bom! Esteva muita gente, porém como tudo é organizado não é aquele cheio que nos impossibilita de aproveitar. Com organização e regras todos se banham, todos apanham sol e todos aproveitam o dia de sol e calor. E eu gosto disso.

 

Mas vamos lá explicar como é que funcionam estas piscinas naturais que suscitaram alguma curiosidade quando partilhei no Instagram.

zwemvijver-boekenberg-deurne

zwemvijver-boekenberg-deurne

Nome: Biekenbergpark Zwemvijver

Localização: Deurne, Antuérpia (cerca de 42 km da cidade de Bruxelas)

Como funciona: existem duas piscinas naturais, uma para crianças e outra para adultos, com cerca de dois metros de altura e, portanto, só recomendo a quem souber nadar sem pé. Existe vigilância e se a afluência for muita, existem rotatividade nos banhos, que nesse caso, não são prolongados para além dos 15 minutos. Para entrar, só levamos mesmo a toalha e os chinelos e, meus amigos, toda a pessoa do sexo masculino tem que usar a “sunga”, justinha e em licra. Por aqui é mesmo assim! Não fomos preparados… ups! Mas compramos lá. Existem cacifos para deixar os objectos de valor, zona de duches e casas de banho.

Da parte de fora, têm relva, sombras de árvores e um parque infantil, pelo menos daquilo que nós exploramos.

zwemvijver-boekenberg-deurne

No final do dia, tínhamos cumprido com sucesso o objectivo de cansar duas crianças a entrar em estado hiperactivo com o facto de estarem há tanto tempo em casa de férias, eu de vestir o biquinho pela primeira vez e, assim, não dar este verão como “perdido” e de ter aquela sensação que temos a seguir a um dia de praia.

Foi um bom dia. Foi um bom fim-de-semana!

 

Mas com não há bela sem senão… a segunda-feira foi tramada! Muitas máquinas de roupa para fazer, outras de secar, roupa para dobrar, as compras da semana por fazer e a organização das refeições por tratar.

Ainda assim, nada disto é grave. É só um dia que tenho que correr atrás de prejuízo e para voltar a entrar na engrenagem. Não sei se acontece o mesmo com vocês, mas comigo, na vida em família com filhos e casa, sinto que para as coisas fluírem o melhor possível é preciso manter tudo engrenado e não deixar que nada se desvie muito para alem do caminho.

 

Ora este fim-de-semana deixamos que se desviasse muito, por isso, esta segunda-feira foi tramada, sobretudo porque não cansei os miúdos e isso paga-se caro - eheheheh

 

Boa semana!

 

O casal para além dos filhos, o tempo e a comunicação a dois! O que falha?

23.08.19 | Vera Dias Pinheiro

a comunicação entre o casal depois dos filhos

 

Talvez a maior dificuldade seja comunicar para além dos filhos, sem os filhos. Admiro imenso os casais que, de forma natural ou auto imposta, mantêm o tempo só a dois e que acabam naturalmente por nutrir o amor entre eles tal como ele era antes dos filhos.

Porque amor depois dos filhos é um amor diferente, deixa de ser a dois, deixa de haver a conversa franca e genuína – afinal, há coisas que não se dizem, ou pelo menos tenta-se, na frente dos filhos. Somos ingénuos quando nos estreamos na maternidade pela primeira vez, pois temos a visão romanceada da maternidade e do facto de ambos se tornarem pai e mãe, juntos, pela primeira vez.

 

Um bebé parece um ser indefeso… e é, mas não o sendo, ao mesmo tempo. O bebé entra nas nossas vidas, pessoal e conjugal, como uma avalanche e os mais distraídos podem acabar por ceder à pressão. Outros vão tentando contornar os obstáculos. E depois há aqueles, inteligentes, que simplesmente “tiram o trunfo da manga”: tiram tempo a dois para conversarem de um para um, para se ouvirem sem interferências e sem tempo cronometrado ou com pequeninas vozes de fundo e manipuladoras. Esses seres adoráveis que são os nossos filhos e que despertam em nós um amor incondicional têm este efeito natural e nós temos, por defeito de programação, ceder em prol dos filhos.

 

Admiro os casais que enfrentam e batem o pé, reclamando o tempo para si, o tempo a dois. Admiro porque tenho aprendido que esse tempo é essencial para que o casal continue a sentir-se enamorado, para que seja capazes de olhar um para o outro sem ser através do cansaço, das olheiras e do stress da maternidade. Porque, no dia-a-dia, descarregamos, por norma, naqueles que mais gostamos e que estão mais próximos de nós. Por norma, magoamos quem amamos sem querer e se houvesse esse tempo, haveria, na minha opinião mais compreensão e também mais paciência. Havendo esse tempo, teríamos, quem cabe, mais ferramentas para superar as adversidades do dia-a-dia e da vida em si mesma.

 

A nossa essência vem programada para criarmos laços e uma família, mas a ligação ao outro e a vivência, dia após dia, nos momentos menos bons, é difícil e o caminho é tortuoso. Os gestos mais simples, por vezes, tornam-se os mais difíceis de levar a cabo e o pedido de desculpas, bom, essa é uma capacidade que a maioria de nós perde quando se torna adulto ou será impressão minha?

Queremos ter alguém, mas queremos que seja fácil! Queremos filhos, mas queremos que seja fácil! Queremos uma família, mas queremos que seja fácil! Queremos uma carreira, mas queremos que seja fácil! Queremos realizar sonhos, mas queremos que seja fácil.

  • E quando não é?
  • E quando dá mais trabalho do que estávamos à espera?

…. Desistimos e partimos para outra? Ficamos e lutamos? E se for para desistir, será que sabemos quando é o momento certo?

 

Admiro não apenas os casais, mas as pessoas que se esforçam para passar esta barreira, seja ela do desistir ou do lutar. Admiro as pessoas que saem do superficial e que dão "o corpo às balas" para conversar, para se entender, sem medos nem receios de assumir fraquezas, defeitos ou medos… No fundo, somos todos iguais: somos todos seres humanos constituídos por medos, defeitos, medos e também qualidades. Aquilo que nos distingue uns aos outros é essa capacidade que ou se tem ou não se tem de ultrapassar a barreira.

 

Boa noite.

 

Invisalign: As Vossas Perguntas & As Minhas Respostas

21.08.19 | Vera Dias Pinheiro

invisalign, clínica dentária do marquês

 

Colocar novamente aparelho foi uma decisão muito ponderada. Depois de duas tentativas de corrigir o meu sorriso com a ajuda de aparelho, à terceira vez tem que correr bem! Ou seja, qualquer decisão que tomasse tinha que ser com com confiança de que irei ficar satisfeita com o resultado, mas, ao mesmo tempo, tem que ser um processo que me deixe tranquila e confiante do início ao fim. Usar um aparelho ortodôntico não é assim tão simples como possamos pensar, temos que estar determinados e temos que ser, acima de tudo, disciplinados. Tem que haver um compromisso pessoal e diria que, no caso do Invisalign, essa disciplina é fundamental para o sucesso do tratamento e também para a rapidez (ou não) do mesmo.

 

No meu caso, posso afirmar tanto da minha parte como do feedback da Dra. Rosiana Tavares, a médica que me acompanha nesta parte na Clínica Dentária do Marquês, que o meu tratamento está a correr muito bem. Tenho feito a minha parte, tentando ao máximo minimizar o tempo que estou sem o Invisalign, sobretudo nesta fase em que estou à distância e sem supervisão. Não que seja uma condição neste tipo de tratamento, mas é sempre bom ir vigiando. Eu, pelo menos, prefiro, pois garanto que está tudo a correr dentro do previsto.

 

Para quem não sabe, o nosso plano de tratamento fica completamente definido antes mesmo de recebermos os primeiros alinhadores e eu sei exactamente qual e como vai ser a evolução, semana após semana, até o final do tratamento. E, consoante cada caso, pode haver maior ou menor necessidade de ir a consultas de rotina. O que eu e Dra. Rosiana decidimos, pois sabíamos de antemão que haveria um momento em que eu estaria mais ausente, foi antecipar e programar tudo para as datas em que estou em Lisboa. E na mala de viagem já conto com espaço suficiente para trazer o meu carregamento de alinhadores, que são mudados semanalmente.

 

E embora cada situação seja diferente e, por conseguinte, também o diagnóstico seja variável de pessoa para pessoa, eu deixei uma caixa de perguntas para responder às vossas questões acerca do Invisalign no Instagram e que vou agora responder. Mas não se esqueçam: não dispensem o aconselhamento junto de um profissional, pois esta é apenas a minha experiência. E pela minha experiência, foram precisos vários diagnósticos de médicos e clínicas diferentes antes de tomar uma decisão.

 

O mais importante é que, tal como eu, confiem a 100% no vosso médico e no diagnóstico que é feito. Eu optei pela Clínica Dentária do Marquês por vários motivos, entre eles: o factor preço, a simpatia de todos na clínica, o à vontade, a empatia e o profissionalismo – escrito por ordem completamente aleatória.  

 

E passamos agora às Perguntas & Respostas:

 

  1. Só tira para comer? Dói?

Sim! O objectivo do Invisalign é passar o maior tempo possível com ele posto, contudo há rotinas do dia-a-dia para as quais temos que o retirar, nomeadamente: comer, pois não dá mesmo para comer com o aparelho; beber café e qualquer outra bebida que não seja água, por uma questão de higiene do mesmo, para evitar que fique amarelo; e higiene oral.

E esta é uma questão para a qual temos que ter bom senso, pois se antes podia ter um almoço de 4 horas, agora sou mais racional e sei que a refeição deixa de ser um pretexto tão social, como beber um café fora de casa. Adaptei-me e foi sendo progressivo. Hoje em dia é super fácil para mim, mais fácil do que foi no primeiro dia.

Muito importante é a questão da higiene oral a seguir às refeições, é importante lavar bem os dentes e passar a fita dentária. Para mim, é fundamental, seja em casa ou fora, passei a andar sempre com o kit na mala (ou pelo menos, a fita dentária… se a mala for muito pequena 😊 ).

 

Dói? Não dói e nem causa grande incómodo. É preciso, como em qualquer caso, habituação. No primeiro dia, ficamos com aquela sensação de ter uma coisa estranha dentro da boca que nos deixa a falar um pouco a sopinha de massa, ainda assim, são apenas os primeiros dias.

E de cada vez que colocam os novos alinhadores é normal sentir uma maior pressão tal e qual como se fosse fazer a manutenção do aparelho tradicional - e, aviso já, se passarem muito tempo sem o Invisalign, quando voltarem a colocar vão sentir igualmente essa pressão. Como o avançar do meu tratamento, noto que a cada alinhador novo a pressão acentua-se.

 

  1. É mais ou menos quanto tempo de tratamento?

Não existe um tempo fixo de tratamento e que seja idêntico para todos. No meu caso, estamos a falar de cerca de um ano e meio, mas conheço quem use mais tempo e também pessoas que resolvem a situação em apenas poucos meses. Lá está, só um diagnóstico pessoal vos dará um quadro mais objectivo e definido no que toca aos detalhes.

 

  1. Qual o preço mais ou menos? É coberto pela Multicare?

O preço é outra questão que é variável. Nas minhas pesquisas e para a minha situação, tive vários orçamentos diferentes. Tive orçamentos que rondavam os 5 000€, outros em que o valor era fixo, independentemente do tempo de tratamento e outros que me condicionavam a pagar (este tipo de valores) a priori e de uma única vez.

Naturalmente que escolhi a Clínica Dentária do Marquês por me ter apresentado o orçamento mais vantajoso e que, para além do valor mais simpático, oferece também facilidades de pagamento, o que acaba por democratizar o acesso a este tipo de tratamento ortodôntico que é sempre mais caro do que os tradicionais. E isso é algo que temos que ter em mente.

Quanto ao seguro de saúde, no meu caso, não tive cobertura pelo meu seguro, mas isso tem a ver com as condições da minha apólice. Sei que existem seguros de saúde especiais apenas para estomatologia e talvez apresentem outras vantagens e outro tipo de coberturas. É uma questão de se informarem junto da vossa seguradora e, eventualmente, no mercado para perceber que ofertas existem.

 

  1. Já vê resultados? É confortável?

É muito confortável e nós acabamos por nos habituar muito facilmente - afinal, passamos mais tempo com o Invisalign do que sem ele. Nunca senti qualquer tipo de desconforto anormal ou fora daquilo que eu estava à espera.

Quanto aos resultados, sim, vejo os dentes a sofrerem mutações. Ainda assim, eu sei que o meu tratamento é muito lento, no sentido em que os dentes estão a ser movidos um por um e não no todo. E nesta questão, a Dra. Rosiana foi, desde o início, muito cautelosa e advertiu-me precisamente para essa questão de gerir as expectactivas quanto à evolução. Mostrou-me o meu tratamento e explicou-me que os resultados, no meu caso, só iriam surgir mesmo mais no final. Portanto, estou tranquila e sei que as coisas estão a acontecer de forma certinha e de acordo com o esperado para cada fase de tratamento. E isso é o mais importante.

Decidi fazer este tratamento numa fase mais madura e menos apressada da minha vida. O meu objectivo é essencialmente não voltar nunca mais a ter que recorrer a um aparelho, ter uma boa saúde oral e sei que o resultado final vai ser muito melhor do que eu pudesse estar à espera. Portanto, é ter paciência e deixar as coisas irem acontecendo ao seu ritmo! 😊

 

  1. Não deixa os dentes amarelos?

Esta questão é importante. Os alinhadores são transparentes e, no meu caso, os dois primeiros foram usados durante 15 dias cada um – actualmente, uso um por semana. E no primeiro assumo que fui mais descuidada, afinal, era o primeiro e tinha viajado logo no dia seguinte precisamente para Bruxelas. Ora, passava praticamente todo o dia de um lado para o outro, fazia refeições fora de casa, parava várias vezes para tomar um chá ou café e, por isso, no final dos 15 dias os alinhadores estavam bem amarelos - ainda assim, eram apenas os alinhadores e não os dentes! Desde então e desde que entrei na rotina, tenho outro tipo de cuidados e nunca mais tal aconteceu.

Tal como a higiene oral, há que lavar o Insivalign - basta usar um pouco de pasta de dentes ou umas pastilhas para ajudar a retirar os resíduos, restos de saliva, etc. Ou seja, o Insivalign só por si não deixa os dentes amarelos, contudo, é preciso ter atenção a coisas banais como por exemplo a quantidade de café que bebemos e aos cuidados que temos com os alinhadores diariamente.

invisalign, clínica dentária do marquês

 

Se tiverem mais dúvidas ou questão, não hesitem em dizer e para quem tiver interesse em saber mais detalhes sobre a Clínica Dentária do Marquês, deixo aqui os contactos: site211 977 188 / 91 3458089.

 

E para quem não tem acompanhado a minha saga com os dentes, aqui ficam alguns posts que poderão gostar de ler:

 

Não obstante o amor que sinto pela minha família…

19.08.19 | Vera Dias Pinheiro

zwin natuur park knokke belgium


Não obstante o amor que sinto pela minha família, sinto a urgência do tempo para mim, do silêncio e até de estar sozinha. Têm sido dois longos meses com duas crianças em casa, sem actividades fora de casa, porque ainda era cedo devido à barreira da língua, com uma casa nova e toda uma mudança a meu cargo, as viagens do meu marido e o drama do cancro que teve a força de um tsunami nas nossas vidas.

 

De repente senti-me a cair num buraco escuro, deixando-me absorver pelos problemas inerentes a tudo. Quase que o lado bom me passava ao lado. Quase que o sentido das minhas escolhas foi colocado em causa. Quase que entrei numa espiral de revolta que, ainda que conveniente, no final, me conduz à encruzilhada da impotência face a esta doença que é o cancro.  

 

Na última semana, deixei que este sentimento de fúria se apoderasse de mim e eu tentando controlar, concluo que o resultado é ainda pior. Não foi fácil assistir à distância a coisas marcantes, como o momento em que se perde o cabelo ou que se sentem os primeiros efeitos reais da doença. O abraço não chega até lá, os beijos também não e o que são as palavras face a tudo isto? O tal pragmatismo que algumas pessoas tentam mostrar-me e me tentam ensinar, serve de muito pouco quando o assunto são emoções, sentimentos e uma mudança abrupta na forma como visualizávamos a nossa vida no futuro.

 

Depois, estes dois longos meses com crianças em casa, distraídos com as poucas actividades e programas que vamos fazendo, não fazem bem nem a eles nem a mim. Porque ou me dedico a eles a 100% e coloco em stand-by o meu trabalho e arrisco, muito provavelmente, começar tudo do zero; ou tento conciliar tudo e, enfim, tentar que cada umas das partes seja satisfeita. Escolhi a segunda opção com um grau de exigência acrescido para mim e para a minha capacidade mental de fazer tudo.

 

Por outro lado, vê-los felizes, progressivamente mais integrados na rotina da sua nova vida, familiarizados com a língua francesa, pelo menos para não ser completamente estranho para eles quando chegar o primeiro dia de aulas, traz-me serenidade e ajuda-me a acalmar o coração. Afinal, é esta a experiência que lhes queremos dar para a vida e, de alguma forma, ser um “bonús” para o futuro deles e para a pessoa adulta que eles serão no futuro.

 

E eu… continuo um ser em constante mudança e adaptação, por vezes, imatura para a fasquia das nossas escolhas e exigências da vida, mas crente que o nosso instinto é o nosso melhor conselheiro. Sei que a tranquilidade que ia ter é agora uma utopia e que vou viver em permanente sobressalto e inquietude. Vou querer estar em dois lados ao mesmo tempo e isso (ainda) é impossível.

 

Faço-me perguntas a mim mesma para as quais ainda não tenho respostas e, se calhar, nem vou ter para todas. Distraio a mente no ginásio, nessa rotina que, pelo menos, é saudável e acaba por fazer-me bem a vários níveis. Arrumo a casa, numa espécie de organização de fora para dentro e bem que a casa precisa nesta vivência a quatro praticamente em permanência.

 

Aliás, já perdi a conta das vezes que cozinho, que vou ao supermercado, que faço refeições e refeições entre as refeições, que desespero na hora de sair de casa, na hora de dar banho e quando sou surpreendida com as desarrumações de to-dos os brinquedos to-dos os dias em to-do o lado.

A minha cabeça começa a ficar cheia e depois lá consigo encontrar algum equilíbrio, quando para tudo para organizar tu-do!

 

Ando a rumar contra a minha maré, mas não há alternativa! E uma consequência que teve apenas uma dificuldade acrescida da qual ninguém estava à espera. Acho que não devo querer abraçar tudo de uma vez, acho que não me devo deixar ficar no medo de perder e pensar no que vou ganhar com o tempo e com muitas doses de paciência.

 

Contudo, não obstante o amor que sinto pela minha família, é preciso reconhecer e aceitar que preciso de tempo sozinha, que preciso cuidar das minhas emoções e do meu equilíbrio. Só assim, conseguirei ter todo este amor e esta capacidade de abraçar a minha família em todas as mudanças pelas quais temos passado e de cuidar dela desta forma tão dedicada e quase exclusiva. Não obstante o amor que sinto pela minha família e sem culpa!

zwin natuur park knokke belgium

 

Rotina de cabelo: Todos os Produtos que estou a usar no momento!

09.08.19 | Vera Dias Pinheiro

rotina de cuidados capilares

 

A saúde e os cuidados mais saudáveis que tento trazer para a minha vida abrangem todos os campos ou, pelo menos, eu tento que assim seja. Ao longo da minha adolescência tive tempo para fazer todas as maluqueiras ao meu cabelo, ter cuidados mínimos e, como é próprio daquela fase da vida, achar que está tudo bem e que não acontecerá nada de mal. Hoje estou noutra fase completamente oposta e, por isso, fico sempre muito aborrecida quando tenho algum azar no cabelo por vontade única e exclusivamente do cabeleiro.

Cometo o erro básico de achar que as pessoas quando têm uma determinada profissão são eles os experts do assunto e que têm conhecimentos para fazer o melhor, de acordo com cada pessoa e situação, não é o caso e o assunto cabeleireiros daria pano para mangas. Estou certa? Não serei caso único.

 

Actualmente, relativamente ao corte de cabelo, a única coisa que eu quero é um corte recto normal e tradicional, sem recurso a técnicas XPTO. Recuso! A cor, bom, eu já tenho alguns brancos que estão a determinar uma visita mais regular ao cabeleireiro. Mas, em Lisboa, confio plenamente na Joana – pode ver o trabalho dela no seu perfil de Instagram. Os meus brancos ainda aguentam bem o gloss nas raízes e no restante do cabelo gosto do tom mais claro e com técnicas que permitam ficar seis meses ou um ano sem lhe mexer.

 

Entretanto, estava eu em Santarém e sem alternativas e achei que não havia perigo em fazer um gloss por lá e imaginem vocês… correu mal! E hoje já começo a ter dúvidas se por ventura não terá sido pintado. Enfim! O cabelo fico todo de uma cor, um castanho mais escuro e, embora eu não adore, é só cabelo. No entanto, olhei para ele com mais atenção e parece-me queimado e não seria suposto, pois tinha dado (uns dias antes) um corte de 3 dedos e o cabelo estava óptimo. Enfim!

Ponto de situação: esperar mais algumas semanas para ver se a cor abre e recomeçar o cronograma capilar mais uma vez até poder voltar a mexer na cor.

 

Quando a hábitos diários, aqueles que eu controlo – ah ah ah – o fundamental para mim foi ter aprendido a conhecer o meu cabelo e as suas necessidades e, consequentemente, aprender a usar os produtos certos.

 

Neste sentido:

- Para as raízes: escolho shampoos para couro de cabelo sensível e para lavagens frequentes. Numa rotina normal, eu vou ao ginásio 4 a 5 vezes por semana e, sim, lavo o cabelo todos os dias se transpirar muito.

- Para as pontas: condicionadores e máscara mais hidrantes, nutritivas ou reconstrutiva. Normalmente, tenho estes 3 tipos de máscaras em casa e vou alternando.

Se tiverem dúvidas quanto ao tipo de produtos que devem escolher, lembrem-se que o shampoo se usa da raiz até ao meio e o condicionador e máscaras do meio para o fim. Portanto, é só uma questão de analisarem o estado do vosso cabelo.

 

Os meus produtos no momento:

SHAMPOO

Uso sempre dois diferentes. Um mais low cost e outro de uma marca mais profissional.

  1. Micelar da Nivea um produto de supermercado, de preço bastante em conta e me deixou muito satisfeita desde as primeiras utilizações. Foi uma oferta que acabou por entrar na minha lista de compras – ainda assim, é um shampoo que leva muito tempo a acabar a embalagem.
  2. Sensi Balance L’Oreal que veio substituir o Shampoo Marin Équilibrant, SVR.

 

CONDICIONADOR

Moisture Plus, Milk_Shake: é uma estreia, é a primeira que estou a usar um produto de cabelo desta marca. Contudo, e como esta gama em particular é indicada para cabelo secos, estou a usar apenas o condicionar. O que eu noto: cabelo realmente macio e nem sinto necessidade de fazer máscara, para além do cheirinho que deixa.

  • Sobre a marca:

Trata-se de marca profissional de salão que oferece uma variedade de cuidados capilares adaptados aos vários tipos de cabelos. Todos estes cuidados contêm os benefícios do leite e das frutas, nutrindo os cabelos intensamente, e revelando o seu brilho natural.

lavar cabelo todos os dias

lavar cabelo todos os dias

 

PROTECTORES TÉRMICOS DE CABELO:

  1. Revlon Profissional Uniq One é um produto icónico, as opiniões são praticamente unânimes sobre a qualidade do mesmo e serei eu a dizer o contrário. É, de facto, muito bom. Para além de cuidar, tratar, proteger e controlar, repara os fios ressecados e danificados.
  2. SJR Fondant Magic: uma estreia também, é uma marca inglesa, já comprei em Bruxelas, e o facto de ser à base de Keratina funciona também um pouco como tratamento, ideal para cabelos com coloração e danificados. Eu sinto como se tivesse acabado de fazer uma máscara. Contudo, não é o tipo de produto para usar todos os dias, pois sinto que o deixa mais pesado.
  3. KIEHL´S Damage Repairing & Rehydrating Leave-in Treatment: comprei em SOS no aeroporto e é excelente para recurso, pelo formato pequeno guardo para as viagens.

protectores de calor para cabelo

 

FINALIZANTES:

  1. Hair Groom&Style, Douglas: foi uma óptima surpresa da marca. Hidrata sem deixar as pontas de cabelo pesadas ou “gordurentas”, percebem?
  2. Keratin Smoothing Shine Hair Oil, HASK: é um óleo mais consistente que uso quando quero uma maior hidratação, ainda assim, confortável, deixando o cabelo solto.

serum de pontas para cabelo

 

Não menos importante que os produtos, é o tipo de aparelhos que usamos. Há uns meses atrás, fiz um investimento para comprar um secador de cabelo profissional, a marca foi sugestão vossa (PARLUX - informações aqui - e comprei na loja física da Pluricosmética), e estou a dar-me super bem. E o mesmo acontece com a Steampod (comprei aqui). Não tenho nenhum arrependimento nem com um nem com o outro. A Steampod vale cada cêntimo, o cabelo fica suave, brilhante e sem aparência queimada ou sequer cheiro de prancha. A única coisa que lamento é o facto de não ser pratica para levar nas viagens e, nessas alturas, ter que recorrer à tradicional., mas com um peso na consciência enorme por sentir que estou a estragar o cabelo.

secador de cabelo parlux pluricosmética

 

steampod l'oreal lookfantastic

 

Eu tento fazer a minha parte, agora só espero que as cabeleireiras façam igualmente o que lhes compete sem arruinar o cabelo mesmo nos pedidos mais simples.

 

Para quem não acompanhou a história do meu cabelo, deixo-vos o link para vos contextualizar:

O meu cabelo: Como evitei um corte radical

 

Pág. 1/2