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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Fim-de-semana | Dilemas: aproveitar ou arrumar

20.05.19 | Vera Dias Pinheiro

mudar de casa

 

É oficial. Vamos mudar de casa num curtíssimo espaço de tempo e, nesse curto espaço de tempo, em que vamos estar a passar pelo duro de empacotar uma casa, estou sem ajudas. Quer dizer, tenho a Sra. Rute e o seu marido que me ajudam com a roupa para passar a ferro.

 

E, embora pense muito, muito mesmo, no bom que aí vem, não consigo lidar com o caos que se instalou em nossa casa. De um lado, são as coisas para destralhar e, do outro, coisas já empacotadas para evitar todo um drama no dia em que a empresa de mudanças vier buscar tudo.

 

E, sim, já não é a primeira, nem a segunda vez, que me encontro neste processo. Mas, nessa altura, tinha apenas um filho, muito calmo por sinal. Agora tenho duas crianças cujo intuito é: desarrumar o mais possível. Portanto, vivo num pequeno estado de nervos, pois, de um lado, tenho o caos necessário e, do outro, o caos deles, que me deixa assim para o “virada do avesso” e pronta a ameaçar que, por este caminho, ficam sem brinquedos.

Uma mãe recorre sempre a todas as armas que tem ao seu alcance, para além de ser uma profissional do bluff, como todas sabemos… não é verdade?

Esta é a pior fase, porque efectivamente não vamos mudar "amanhã", contudo, é necessário não relaxar, aproveitando todos os tempos livres para arrumar/destrabalhar mais qualquer coisa - ao mesmo tempo, que se tenta levar a vida normal.

 

E os fins-de-semana agora são assim: um misto entre o aproveitar os dias e o não descuidar da nossa tarefa principal. Sendo que, fico assim um pouco assustada, fico mesmo nervosa nas vésperas da “acção”. Tão nervosa que, talvez, a minha indisposição de sábado se deva também um pouco a isso. Sem razão aparente, tive uma crise de indisposição após o almoço que dura até hoje.

Paralelamente, a inspiração não surge no meio do caos. Certo? E com tanta coisa que vai acontecer, não sinto que tenha algo que realmente importe para partilhar neste preciso momento.

 

Sabem o que me apetecia? Hibernar e, daqui a algumas semanas, acordar. Pronto! Ou então, poderia lançar o suspense típico dizendo-vos que tenho algo para vos contar, mas que não pode ser ainda. Porque, na verdade, sim, vai acontecer algo e sim, já vos poderia contar.

 

No entanto, ter à minha responsabilidade duas crianças curiosas, com emoções que estão a aprender a conhecer e a expressar, faz-me querer, em primeiro lugar, sentir que o meu ninho está seguro e que eles estão, o mais possível, confortáveis com o que aí vem.

 

E eu, sabendo que, as crianças se adaptam rapidamente e com bastante facilidade, sei que a parte difícil fica para mim. Serei eu a ter que gerir a parte emocional, serei eu a sofrer com os altos e baixos e muito mais que eles os dois juntos. Deve ser o tal peso da responsabilidade de ser mãe (e pai) e isso, no dia-a-dia, custa bem mais do que eu imaginaria ou sequer supunha.

E até achava ridículo quando ouvia a minha própria mãe falar dessas coisas. Achava tudo um exagero.

 

Entretanto, tenho pensado em algumas estratégias para facilitar todo este processo de mudança:

  • Comecei por comprar sacos de vácuo e comecei por arrumar casacos e roupas mais quentes;
  • Comecei a lavar cobertores e colchas e esses também já foram para os sacos;
  • E a estratégia é ir divisão a divisão, sendo que, mais a sério comecei pelo meu quarto;
  • Naturalmente que este processo vai, paralelamente, fazer com que muitas coisas fiquem de lado;
  • E a promessa é, mesmo sabendo que não serei uma minimalista no conceito verdadeiro e pleno da palavra, quero viver com o essencial e pensar duas vezes (ou mais) na necessidade de algo antes de comprar.

 

Ficam por aí? Prometo que emoção não vai faltar, pelo menos para mim, nos próximos meses! Entretanto, pode dar-se o caso, da ansiedade estar a dar cabo de mim e eu ter que desabafar… pronto, é isso!

 

Boa noite!

 

Quando o "ser mãe" dá mais trabalho que o nosso trabalho dito "oficial"... Como fazer?

16.05.19 | Vera Dias Pinheiro

Batizado Vicente e Laura (2 de 503).jpg

 

6H50: Eu acordo!

Esforço-me para acordar antes deles – às vezes, são eles que me acordam. Porém, por norma, prefiro arranjar-me, preparar pequenos-almoços e, por normal, acordam quando estou a arrumar a loiça da máquina. Não é o melhor despertador do mundo, contudo evito ter que os acordar eu.

 

8H10: Saímos de casa!

Eles ficam na escola e eu sigo para a minha vida. Numa vida que se desenrola num espaço de tempo muito curto, pois às 16h30 já estou a preparar-me para iniciar a recolha na escola e, a partir daí, entre cuidar deles e as tarefas de casa, já dou por mim a aterrar completamente no sofá inanimada!

 

Contudo, hoje foi daqueles dias em que o meu dia se desenrolou em pequenos intervalos. De manhã, tive a consulta de rotina da Laura, que entre os atrasos e a consulta propriamente dia, consumiram-se praticamente 3 horas.

Deixei a Laura na escola, voltei a casa, tinha uma máquina de roupa para estender, a da loiça para arrumar e, já agora não me esquecer de almoçar e… vejam só, a ousadia, trabalhar um bocado.

 

Às 16 horas já tinha que estar com o professor de Judo do Vicente e, entretanto, já tinha pedido na peixaria ao lado de casa para me separar algumas postas de salmão para irem descongelando até que eu passasse de regresso a casa.

E assim foi, no regresso, fui buscar o peixe e pagar, trouxe para casa, sentei-me mais uns instantes ao computador e às 17 horas já estava a apanhar a Laura e, a seguir, o irmão.

 

A partir daí, vocês sabem tão bem quanto eu como se desenrolam os finais de dia: preparar o jantar, dar banhos, controlar o denómino que habita na cozinha e que se apodera dela ao mínimo descuido da nossa parte, lavar os dentes, brincar um bocadinho e, por fim, ir para a cama.

Notem: Ir para a cama! O que não significa dormirem, sobretudo a Laura que é capaz de desarrumar o quarto inteiro antes de adormecer.

 

E, no meio de tudo isto, embora tenha sido um dia de pouca produtividade, a verdade é que eu não tive que explicar atrasos a nenhum superior, não tive que tirar o dia e vê-lo descontado no ordenado e não tive que pedir justificação para nenhuma falta.   

Ainda assim, a verdade é que para todos os efeitos, eu não fiz nada!  E, por vezes, sermos o patrão de nós próprios vira-se contra nós. Mas isto está totalmente errado! Quem acompanha os filhos, leva as consultas, se inteira das coisas importantes das suas vidas e que precisa estar presente nos vários eventos da escola, não pode estar sujeita a ter uma penalização ao final do mês. Esta tarefa é tão somente a mais importante de todas, trata-se ou não da função essencial dos pais: cuidar da saúde e do bem-estar dos filhos, assim como, educa-los!

Mas tudo isto é completamente deixado para segundo plano, na melhor das hipóteses ou, então, é completamente posto de lado porque não há tempo para tudo e é mais fácil quando se reage simplesmente às urgências.

 

Portanto, este trabalho não remunerado desempenhado diariamente por milhares de mães, 24 horas, não tem qualquer reconhecimento nem significado. O que, de certa forma, faz transparecer alguma culpa por sermos mães e por desempenharmos as nossas obrigações e deveres de mãe.

Todas nós sabemos que não deveria ser assim, mas continuamos sistematicamente a ficar tempo a mais no nosso trabalho “oficial”, a chegar mais cedo sempre que é preciso, a delegar as tarefas dos nossos filhos para terceiros, porque o sistema não está a favor das famílias e muito menos das mulheres!

 

A sociedade está dividida entre as mulheres que trabalham e as mulheres que optam por ficar em casa a acompanhar os filhos. Mas, digam-me, será possível mudar isto? Será possível ter um compromisso que não nos faça sentir que temos que prescindir sempre ou de uma coisa ou da outra?

Vou conhecendo muitas mulheres fantásticas, pelo caminho, com projecto fantásticas de empreendedorismo, fruto precisamente dessa vontade em gerir melhor o seu tempo conciliando ambas as coisas: a maternidade e o trabalho. E isso faz-me acreditar que, aos poucos, vamos abrindo mentalidades para que, se ninguém fizer por nós, nós teremos a coragem, a capacidade de trabalho e a força de vontade para sermos nós próprias a MUDANÇA!

 

Boa noite!

 

Beijem e abracem (muito) a vossa família!

15.05.19 | Vera Dias Pinheiro

dia internacional da família

 

Hoje é o Dia Internacional da Família e, logicamente, que vos direi que a minha família é a melhor de todas. Afinal, é a minha. Porém, é exactamente aí que eu acho que está o “segredo”, é ser a minha e eu dar-lhe valor, independentemente de todos os defeitos. É ela que escolho sempre em primeiro lugar, mesmo quando existem as adversidades, quando existem as discussões e, até mesmo, quando duvidamos de tudo e de todos, até de nós mesmos!

 

A minha família não é perfeita. Muitos vezes, falta-lhe a paciência, outras tantas vezes não nos ouvimos uns aos outros, às vezes somos egoístas e também esperamos, não raras vezes, que o vizinho do lado face sempre mais qualquer coisas.

 

Mas, em contrapartida, a minha família não é aborrecida. Ora vejamos: casei com o meu marido nem 24 horas antes do Vicente nascer – e não, não foi coincidência, planeamos tudo duas ou três semanas antes, porque achamos que se era para casar, então, teria que ser antes do miúdo nascer - mudamos de casa quatro vezes, de cidade e até de país. E dos quilómetros que já fizemos juntos, nem vale a pena estar aqui a enumerar agora.

 

Contudo, a minha família não é nada fácil de gerir. É bastante exigente até, no dia-a-dia, nos planos que faz para o futuro e dificilmente se aguenta muito tempo sem uma mudança radical. Se assim for, desconfiem…

 

No final, a minha família continua a ser o motivo maior das minhas maiores decisões, dos meus planos e até das minhas cedências e, olhando para trás, não tem corrido assim tão mal.

 

Posto isto, que raio de pessoa era se não desse valor a tudo o que temos vivido e construído até aqui? Porque é fácil olhar para o lado e achar que os outros estão melhores, que com os outros é mais fácil, etc… O desafio é dar valor à nossa família, agradecer tal e qual aquilo que temos se estar a exigir alguma coisa mais.

 

Agradecer por não termos desistido, por nunca se colocar verdadeiramente em causa o “nós”, porque temos objectivos comuns e para o futuro e por darmos valor aquilo que construímos e aos nossos filhos.

 

Agradecer porque somos privilegiados, porque andamos sempre juntos para todo o lado, porque podemos apoiar os planos uns dos outros, porque os nossos filhos têm sempre um dos pais presentes em todos os eventos da escola e fora dela.

 

Agradecer porque tomamos decisões em conjunto, porque conseguimos perceber o que é importante para todos e encaixar isso nos nossos planos, sem rivalidades e sem culpas.

 

Agradecer porque temos a bênção de ter não apenas um, mas dois filhos lindos e saudáveis, que me dão cabo da cabeça, é verdade, mas que são a minha melhor criação, são o legado que deixo no mundo e nisso também sou privilegiada.

 

Agradecer porque não é fácil manter uma família unida, porque viver em conjunto e partilhar e bem mais desafiante do que quando dependemos apenas de nós. Agradecer por nos termos levantado após cada queda, por não termos vergonha de perder desculpa e por darmos as mãos e o quadro que desenhamos ser em conjunto e não em separado!

 

Mas esta é a minha família, perfeita à nossa maneira, com as nossas decisões, tão óbvias para nós e, por vezes, descabidas para os outros. Todavia, esse é o desafio, que cada família descubra a sua mecânica. As famílias precisam de tempo de apoio para crescerem, pois embora possa começar por uma magia, no dia-a-dia, é preciso um pouco mais para a manter.

 

Cada família tem o seu valor, o seu segredo, a sua fórmula mágica. E, às vezes, é preciso errar (muito ou pouco) antes para depois encontrar o caminho certo, por vezes, com intervenientes diferentes ou, então, não…

A sorte mesmo é termos à nossa volta pessoas a quem podemos chamar de família!

 

Beijem e abracem (muito) a vossa família!

 

Invisalign: as minhas impressões após a primeira semana!

14.05.19 | Vera Dias Pinheiro

invisalign, Clínica do Marquês

 

Partilhei uma fotografia minha com a legenda “a primeira selfie com aparelho” sorridente e feliz - que não foi esta - coisa que nunca me tinha acontecido antes neste contexto.

Relembro que já usei aparelho fixo duas vezes, a primeira praticamente dois anos.

 

Mas tratando-se do Invisalign, logicamente, o motivo do sorriso deve-se ao facto de ser um aparelho que, à primeira vista, passa despreciado. Diria que é o número de attachments que terão que usar que irá determinar o quanto imperceptível será o vosso Invisaling.

No meu caso, não tão simples quanto isso, tenho vários!

 

Devo dizer, em primeiro lugar, que o meu objectivo nunca foi ter os dentes super direitos, tipo Barbie, porém tenho aspectos bem importantes, mais do que o lado estético até, para tratar. O grande problema é a mordida cruzada, com todo o impacto que isso tem nas articulações e nos maxilares que, quanto mais tarde for tratado, mais complexo se torna o tratamento. Depois, a minha boca não tem espaço suficiente para todos os dentes de uma pessoa adulta e cheguei inclusivamente a arrancar dois molares quando era mais nova.

Quando me disseram, da primeira vez que usei aparelho, que o protocolo iria envolver arrancar dentes, eu recusei-me. Se temos um determinado número de dentes, penso que seja porque precisamos de todos e que a função de um não anula a de outros. E com o avançar da idade, eu poderia vir a necessitar deles, pelo que já me bastava os que tinha arrancado em miúda.

E, por fim, quando desloquei o maxilar fiquei com a boca torta e notava isso nas fotografias e nos vídeos, chegava mesmo a mostrar ao meu marido e à minha mãe para ter a certeza que não eram coisas da minha cabeça. E não eram....

Por conseguinte, considero que já tinha reunido motivos mais do que suficiente para, mais cedo ou mais tarde, ter que tomar uma decisão e fazer um tratamento fosse ele qual fosse. 

 

Ainda bem que não esperei até ser demasiado tarde e ainda bem que tudo isto é possível tratar-se com o Invisalign. Para usar aparelho é preciso ter vontade, porque custa! Custa o processo todo, as idas regulares ao dentista e custa também a parte estética e viver durante um ou dois anos - no bom cenário - constrangidos por termos “ferrinhos” nos dentes.

É mesmo tratando-se do Invisalign, os primeiros dias custam. Sentimos dor nos dentes, aquele desconforto de quem ainda não se habitou a novidade na boca. As feridas até a nossa boca reconhecer aquele objecto como algo natural. E comer, que é todo um hábito social, acaba por ficar limitado, obrigando-nos a auto-impor alguma disciplina no uso correcto deste aparelho.

 

Por isso, e assim resumidamente, porque, afinal, passou apenas uma semana e eu ainda nem mudei de alinhadores, partilho com vocês os meus pontos positivos e negativos deste novo aparelho que estou agora a usar:

 

Positivo:

  • O facto de ser imperceptível ao olhar e a forma como isso contribui para a nossa auto-confiança e tranquilidade durante este processo, que leva sempre algum tempo e com o qual temos que estar comprometidas. 
  • É confortável, ou seja, ultrapassados os primeiros os primeiros dois dias, diria que já estamos habituados.
  • Consigo falar melhor do que achava que iria conseguir. Portanto, o efeito sopinha de massa vai desaparecendo à medida que nos vamos habituando.
  • É um processo mais rápido e mais personalizado porque é tudo estudado a priori e é possível mover os dentes isoladamente respeitando a condição e história da nossa boca
  • É motivador porque acompanhamos toda a evolução, sabendo exactamente o que vai acontecer a cada mudança de alinhadores e o final do tratamento graças às novas tecnologias e tenho tudo no meu perfil criado no site do Invisalign. Aliás, o processo só avança após termos essa visão global de como será o nosso tratamento e qual será o resultado.

Negativo:

  • Não temos liberdade para comer com os alinhadores postos, por isso torna-se mais limitador nesse sentido. Envolve todo o processo de "tirar e pôr" e de higiene após todas as refeições.
  • Nesta fase, em que os dentes ainda estão tortos, é mais difícil tirar e voltar a pôr os alinhadores e tudo isso envolve muita saliva.
  • A evolução depende 95% de nós próprias e da nossa disciplina (em respeitar o tempo de uso dos alinhadores, fazer as mudanças nas alturas certas).
  • O ritual social dos jantares, almoços e eventos especiais é o mais complicado, porque não depende de nós à velocidade com que acabamos de comer.
  • O preço é também um factor importante e limitador, ao mesmo tempo, pois o Invisalign é dispendioso. Porém, neste momento percebo o porquê e até justifico o valor - o que não justifique é que 98% dos seguros de saúde não comparticipem este tipo de tratamento.

 

O Invisalign é todo um mundo novo de tecnologia e avanço na medicina dentária. Diria que é o futuro e, talvez nessa altura, se torne mais acessível. Ainda assim, falo-vos com conhecimento no assunto, pois até chegar aqui, eu passei por várias consultas e consultórios médicos, e nunca me sentir tão segura como na Clínica do Marquês. Talvez porque nunca me senti obrigada a fazer este tratamento, porque nunca senti pressa da parte deles, muito pelo contrario, a pressa foi toda minha, fizeram tudo para garantir que a minha perda óssea não é agravada, que as gengivas não vão sofrer mais e que os meus dentes, com toda a sua história, vão ser respeitados e mantidos o mais saudáveis possível.

 

invisalign, Clínica do Marquês

Com a Dra. Rosiana Tavares

 

Portanto, permitam-me o minuto de publicidade à Clínica do Marquês, que é centrada no paciente e não apenas no objectivo. Talvez daí, as facilidades de pagamento, porque permite o acesso a este tipo de tratamento a mais pessoas. Sinto-me valorizada e ouvida. Na minha tentativa anterior, aquela que para mim, tinha sido a última, ouvi que não arriscariam este tipo de tratamento em mim e que, mesmo um aparelho tradicional, poderia colocar em risco os meus dentes, percebem como isso foi frustrante, especialmente após o trauma da extração do dente do siso e com a boca e o maxilar tortos? 

Estou mesmo contente! Contente por ter podido avançar com este tratamento e que, num ano e meio, mais coisa menos coisa, estaria livre de novo, mas sempre com acompanhamento para que este seja um ponto final no meu triste fado com os dentes e dentistas. 

 

Experiência com o aparelho Invisalign há por aí? Contem-me tudo!

 

Invisalign: as minhas impressões após a primeira semana!

14.05.19 | Vera Dias Pinheiro

invisalign, Clínica do Marquês

 

Partilhei uma fotografia minha com a legenda “a primeira selfie com aparelho” sorridente e feliz - que não foi esta - coisa que nunca me tinha acontecido antes neste contexto.

Relembro que já usei aparelho fixo duas vezes, a primeira praticamente dois anos.

 

Mas tratando-se do Invisalign, logicamente, o motivo do sorriso deve-se ao facto de ser um aparelho que, à primeira vista, passa despreciado. Diria que é o número de attachments que terão que usar que irá determinar o quanto imperceptível será o vosso Invisaling.

No meu caso, não tão simples quanto isso, tenho vários!

 

Devo dizer, em primeiro lugar, que o meu objectivo nunca foi ter os dentes super direitos, tipo Barbie, porém tenho aspectos bem importantes, mais do que o lado estético até, para tratar. O grande problema é a mordida cruzada, com todo o impacto que isso tem nas articulações e nos maxilares que, quanto mais tarde for tratado, mais complexo se torna o tratamento. Depois, a minha boca não tem espaço suficiente para todos os dentes de uma pessoa adulta e cheguei inclusivamente a arrancar dois molares quando era mais nova.

Quando me disseram, da primeira vez que usei aparelho, que o protocolo iria envolver arrancar dentes, eu recusei-me. Se temos um determinado número de dentes, penso que seja porque precisamos de todos e que a função de um não anula a de outros. E com o avançar da idade, eu poderia vir a necessitar deles, pelo que já me bastava os que tinha arrancado em miúda.

E, por fim, quando desloquei o maxilar fiquei com a boca torta e notava isso nas fotografias e nos vídeos, chegava mesmo a mostrar ao meu marido e à minha mãe para ter a certeza que não eram coisas da minha cabeça. E não eram....

Por conseguinte, considero que já tinha reunido motivos mais do que suficiente para, mais cedo ou mais tarde, ter que tomar uma decisão e fazer um tratamento fosse ele qual fosse. 

 

Ainda bem que não esperei até ser demasiado tarde e ainda bem que tudo isto é possível tratar-se com o Invisalign. Para usar aparelho é preciso ter vontade, porque custa! Custa o processo todo, as idas regulares ao dentista e custa também a parte estética e viver durante um ou dois anos - no bom cenário - constrangidos por termos “ferrinhos” nos dentes.

É mesmo tratando-se do Invisalign, os primeiros dias custam. Sentimos dor nos dentes, aquele desconforto de quem ainda não se habitou a novidade na boca. As feridas até a nossa boca reconhecer aquele objecto como algo natural. E comer, que é todo um hábito social, acaba por ficar limitado, obrigando-nos a auto-impor alguma disciplina no uso correcto deste aparelho.

 

Por isso, e assim resumidamente, porque, afinal, passou apenas uma semana e eu ainda nem mudei de alinhadores, partilho com vocês os meus pontos positivos e negativos deste novo aparelho que estou agora a usar:

 

Positivo:

  • O facto de ser imperceptível ao olhar e a forma como isso contribui para a nossa auto-confiança e tranquilidade durante este processo, que leva sempre algum tempo e com o qual temos que estar comprometidas. 
  • É confortável, ou seja, ultrapassados os primeiros os primeiros dois dias, diria que já estamos habituados.
  • Consigo falar melhor do que achava que iria conseguir. Portanto, o efeito sopinha de massa vai desaparecendo à medida que nos vamos habituando.
  • É um processo mais rápido e mais personalizado porque é tudo estudado a priori e é possível mover os dentes isoladamente respeitando a condição e história da nossa boca
  • É motivador porque acompanhamos toda a evolução, sabendo exactamente o que vai acontecer a cada mudança de alinhadores e o final do tratamento graças às novas tecnologias e tenho tudo no meu perfil criado no site do Invisalign. Aliás, o processo só avança após termos essa visão global de como será o nosso tratamento e qual será o resultado.

Negativo:

  • Não temos liberdade para comer com os alinhadores postos, por isso torna-se mais limitador nesse sentido. Envolve todo o processo de "tirar e pôr" e de higiene após todas as refeições.
  • Nesta fase, em que os dentes ainda estão tortos, é mais difícil tirar e voltar a pôr os alinhadores e tudo isso envolve muita saliva.
  • A evolução depende 95% de nós próprias e da nossa disciplina (em respeitar o tempo de uso dos alinhadores, fazer as mudanças nas alturas certas).
  • O ritual social dos jantares, almoços e eventos especiais é o mais complicado, porque não depende de nós à velocidade com que acabamos de comer.
  • O preço é também um factor importante e limitador, ao mesmo tempo, pois o Invisalign é dispendioso. Porém, neste momento percebo o porquê e até justifico o valor - o que não justifique é que 98% dos seguros de saúde não comparticipem este tipo de tratamento.

 

O Invisalign é todo um mundo novo de tecnologia e avanço na medicina dentária. Diria que é o futuro e, talvez nessa altura, se torne mais acessível. Ainda assim, falo-vos com conhecimento no assunto, pois até chegar aqui, eu passei por várias consultas e consultórios médicos, e nunca me sentir tão segura como na Clínica do Marquês. Talvez porque nunca me senti obrigada a fazer este tratamento, porque nunca senti pressa da parte deles, muito pelo contrario, a pressa foi toda minha, fizeram tudo para garantir que a minha perda óssea não é agravada, que as gengivas não vão sofrer mais e que os meus dentes, com toda a sua história, vão ser respeitados e mantidos o mais saudáveis possível.

 

invisalign, Clínica do Marquês

Com a Dra. Rosiana Tavares

 

Portanto, permitam-me o minuto de publicidade à Clínica do Marquês, que é centrada no paciente e não apenas no objectivo. Talvez daí, as facilidades de pagamento, porque permite o acesso a este tipo de tratamento a mais pessoas. Sinto-me valorizada e ouvida. Na minha tentativa anterior, aquela que para mim, tinha sido a última, ouvi que não arriscariam este tipo de tratamento em mim e que, mesmo um aparelho tradicional, poderia colocar em risco os meus dentes, percebem como isso foi frustrante, especialmente após o trauma da extração do dente do siso e com a boca e o maxilar tortos? 

Estou mesmo contente! Contente por ter podido avançar com este tratamento e que, num ano e meio, mais coisa menos coisa, estaria livre de novo, mas sempre com acompanhamento para que este seja um ponto final no meu triste fado com os dentes e dentistas. 

 

Experiência com o aparelho Invisalign há por aí? Contem-me tudo!

 

Escolher a família e ser por ela que mudamos!

13.05.19 | Vera Dias Pinheiro

importância da família

 

Escolher a família como factor principal nas nossas decisões é um argumento tão válido como qualquer outro. Embora haja quem defenda que, mesmo sendo o mais importante na nossa vida, não devemos deixar que seja soberana em decisões que afectam a nossa vida pessoal.

 

Contudo, à medida que o tempo vai passando e, acreditem, com muitas dificuldades pelo meio, muitos, muitos momentos baixos e muitos momentos em que a vontade foi de desistir, a família é o elemento que tem estado do meu lado, nos altos e nos baixos; a família e mais uma mão quase cheia de amigos que alargam a nossa (pequena) família a mais alguns elementos.

 

Foi pela família que a minha vida mudou no sentido literal e mais profundo da palavra. Se pensarmos bem, foi por ela que acabei por me despedir e abracei a vida instável e inconstante de uma trabalhadora independente. Lembro-me de ter dito ao meu marido que, entre os dois, haveria um que tinha tudo para ser bem-sucedido numa carreira profissional conforme aquilo que é o normal numa profissão.

Foi nessa tomada de decisão, sentados os dois, lado a lada, na cama, que a minha vida nunca mais voltou a entrar nesse ritmo chamado “normal” e expectável. Continuei a moldar-me às necessidades e à nossa realidade. Perguntam-me muitas vezes, “então é tu?“

Eu, como qualquer outra pessoa, tenho altos e baixos, sou, em parte, uma espécie de empreendedora, que criou algo do zero. Mas sabem? Às vezes sinto-me aquém desse empreendedorismo, sinto-me a meio gás e sempre à margem do que realmente conseguiria fazer. Há alturas melhores do que outras, há alturas em que sou mais proactiva (e que recebo os lucros por isso) e outras em que espero que as coisas me caiam do céu, porque, na minha vida real, não consigo fazer muito mais.

 

Escolher a família e tentar ser uma profissional nas horas vagas – fazendo dessas horas vagas se transformem num dia inteiro de trabalho – é uma luta diária. E, por vezes, somos obrigados a aceitar que não conseguimos levar tudo ao mesmo tempo, que eles precisam de mim e que os tempos que se vivem, são tão intensos para algo que desejamos muito, que simplesmente baixamos a guarda e colocamos um pouco nas mãos de Deus.

 

Quero acredito que faço o certo, porque o meu coração me diz que estou a fazer o certo, mas se sei como é que vai ser? Não faço a mínima ideia, é como caminhar de olhos vendados sem sabermos por onde vamos, devagar e muito cautelosa, para minimizar os acidentes, os percalços e as surpresas.

Escolher a família é um argumento como qualquer outro. Foi o meu, porque acredito na família unida, junta e que se entreajuda. Escolhi a família porque são eles que estão lá, quando nada dá certo, quando me apetece chorar e também quando é o momento de festejar.


E a família é também o marido, um casamento - que sim, pode acabar porque nada é para sempre – tal como não existem carreiras para a vida, tal como podemos ser surpreendidos por um problema de saúde… Mas é a família, no seu todo, que se tornou o meu apoio, nos dias de sol e nos dias cinzentos. E é por isso mesmo que os quero por perto, que procuro a união e que, faço muitas cedências pessoais e profissionais, sem nunca me ter arrependido, mesmo quando olho para o lado e penso “podia ser eu!”, “podia ser comigo”.

 

O desafio da realização pessoal é muito mais do que o curso, a profissão e as nossas opções pessoais. O desafio da realização pessoal é misturar e baralhar tudo isto na dose certa, naquela que nos transmite segurança, paz e nos enche de amor própria – aquele que apazigua as nossas lutas e revoltas internas, sabem?

 

Boa noite.

Viajar sem filhos... as despedidas que custam sempre mais

08.05.19 | Vera Dias Pinheiro

viajar sem filhos

 

Voltamos a Bruxelas e mais uma vez sem filhos! Admito que ainda não estou “calejada” para este exercício de viajar sem filhos, para as despedidas, sempre como se fosse a última vez que nos vão ver, a repetidas vezes que falam nas saudades e as lágrimas que saltam imediatamente dos olhos.

Desta vez saímos de madrugada, mas ainda assim o Vicente pediu que o acordasse para lhe dar um beijinho de despedido - só mais um apenas - e eu cumpri. Até porque coincidência ou não, ele acordou um pouco mais cedo para ir à casa de banho. Já a Laura não acordou, mas foi um festival para que adormecesse.

Tenho a sorte de os deixar com a pessoa em quem mais confio. Embora me custe que ultimamente ande tão sobrecarregado com os netos, mais é só mais um bocadinho, prometo! Os avisos são sempre vários, os recados que ficam na porta do frigorífico, contactos importantes, os ml dos medicamentos caso sejam preciso, os amigos mais amigos, são avisados. E claro, lembrar que na minha ausência, tem que comer legumes, a sopa, variar o pequeno-almoço e pedir que tenham muito cuidado na rua, a atravessar nas passadeiras e afins.

Aí credo! Relendo o que acabei de escrever pareço uma chata, não? Não o sou, delego de olhos fechados, mas fico sem a sentir aquela coisa do “coração que está fora do peito” e é como se, mesmo à distância, os quisesse proteger como se lá estivesse.

Ficaram as promessas das mensagens e das fotografias, já que as chamadas telefónicas dão sempre problema já que há sempre um que fala mais do que o outro, há alguém que quer falar primeiro. Enfim... acabo sempre por desligar um pouco irritada.

Quanto ao destino, desculpem se já é repetido! Nem pareço uma “blogger-influencer”, mas é o que tem ter ser. De qualquer forma, tinha a esperança que, a esta altura, vos pudesse mostrar um pouco da cidade sem chuva, para verem o bonita que é, mas não vamos ter muita fé... a previsão do tempo não é famosa - se bem que é aquela a que já estamos habituados.

Ainda vamos continuar por aqui uns dias e eu irei partilhando o que conseguir lá pelo Instagram.

 

Boa noite!