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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

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A sorte destes dois por se terem um ao outro | Feliz Dia dos Irmãos

31.05.19 | Vera Dias Pinheiro

dia dos irmãos

 

Passou me completamente ao lado que hoje se assinala o Dia dos Irmãos. Isto de ter esgotado o plafond de dados de Internet no telemóvel é uma maravilha, porque até os dias se tornam maiores e conseguimos distrair a atenção do próprio objecto.

 

Hoje é Dia dos Irmãos e eu nunca me imaginaria mãe de apenas um filho. Talvez por ter uma irmã e crescer rodeada de irmãos. Contudo, nunca tinha observado (do lado de fora) como se desenvolver e se constrói essa relação. E é aquilo que tenho vindo a observar, na maioria das vezes sem sequer me manifestar, é como se eu não estive ali! E, talvez, o momento mais enternecedor dos últimos tempos, tenha sido quando a Laura pediu para chamar o Vicente para a cama porque não conseguia adormecer sem ele.

 

Ou, então, pelo facto de estarmos prestes a mudar de casa e eu perguntar ao Vicente se gostaria de ter um quarto só para ele e a resposta ter sido um não sem margem para dúvidas! Pediu, contudo, que tivessem verdadeiramente uma cama separada para cada um. E eu percebo, pois, a solução de emergência para conseguirmos adormecer os dois no mesmo quarto já não faz qualquer sentido.

 

É verdade que se chateiam e brigam muitas vezes, mas são muitas mais a vezes em que chamam um pelo outro, em que conversam e vê-se que têm a tal cumplicidade de irmãos.

Protegem-se um ao outro perante os pais ou alguém, atacam-se quando estão sozinhos, e, no final, os dois tem um coração mole e esquecem rapidamente os aborrecimentos. Portanto, como se pode ver, tudo normal. Não é verdade?

 

Quando as crises se instalam e a casa parece vir a baixo, eu opto por manter-me no meu canto. Apenas intervenho quando acho que, um ou outro, passa os limites, seja no que dizem - são crianças, mas com muita coisa a dizer - ou se batem – felizmente é coisa para ocorrer muito, mas muito esporadicamente.

 

Hoje em dia, embora desejasse ter uma diferente entre eles menor, os três anos representam aquela margem segura. Por um lado, o Vicente já tem maturidade suficiente e não era propriamente um bebé quando a irmã nasceu e, por outro, mantêm uma proximidade de idades que permite que se entendem com as mesmas brincadeiras e com os mesmos programas. É uma espécie de equilibro perfeito.

 

Sempre dei liberdade a ambos para criarem o seu espaço e para construírem a relação a dois. O desafio é que nenhum se sinta melindrado ou fragilizado na hora de ceder ou de pedir desculpa. O Vicente tende a achar que a culpa é sempre to-da dele e a Laura, com a sua esperteza de segunda filha, aproveita-se disso.

 

Todavia, no meio de todo o caos que é a maternidade, os desafios que o segundo filho traz, a desarrumação a que nos habituamos, o trabalho que não é simplesmente a dobrar, porque os dois parecem mil filhos juntos, quando eu olho para eles, sinto-me completa e feliz. Nesta fase em que sinto que abandonei os bebés, em que temos mais liberdade e eles mais capacidade de nos acompanhar, o meu deleite é observá-los e desejar do fundo do meu coração que saibam que têm a maior sorte do mundo logo ali ao seu lado.

 

Entre eles, espero que tenha a capacidade de zelar muito bem por este presente que lhes demos, um irmão, um amigo de todas as horas, que amamos e também odiamos muitas vezes, que diz as verdades, mas que tem a capacidade de esquecer tudo para dar a mão, ajudar, estar lá em todos os momentos.

Facilita-me o facto de ter uma irmã, penso eu, porque não me fazem confusão as várias implicâncias entre eles, entendo, reconheço-as e, como disse, escolho a via do dar espaço e tempo para resolvam as coisas entre eles.

 

Um fim do dia a ouvi-los a conversar, a observar a preocupação do irmão mais velho e os conselhos que dá quando a irmã se queixa que alguém lhe bateu na escola, ou mesmo quando eu me chateio com ela por ter feito alguma asneira e ele está lá para “colocar água na fervura”. As manhãs, em que os dois se enfiam na minha cama e me dão o mundo, os beijinhos que dão um ao outro, os abraços e logo de imediato, os empurrões, as queixinhas e o fim de um cenário matinal perfeito.

Que sorte que (estes dois) têm, que a saibam preservar pela vida fora!

 

Feliz Dia dos Irmãos.

Aquilo que eu entendo quando ouço falar na afirmação do "corpo real"

29.05.19 | Vera Dias Pinheiro

corpos reais e pós-parto

 

 

Já ninguém quer saber da perfeição, ou pelo menos eu assim o entendo. Já não precisamos andar a justificar que somos reais e que não somos perfeitas, nem a nossa família e nem a nossa vida. Não há assim tanta necessidade de afirmação do eu real, que se assume com todos as suas imperfeições, porque se é o normal, não deveria ser motivo de tanto alarido ou devia?

 

Ou, na realidade, continuamos todos à procura do corpo perfeito, da família perfeita, das férias perfeitas, da carreira perfeita… e por aí a fora? Todos queremos o melhor e todos desejamos alcançar os nossos sonhos e o nosso mundo ideal. Contudo, enquanto essa pressão vier de uma rede social ou de qualquer outro lado que não nós mesmos, podemos vir a sofrer de uma grande (de)pressão e frustração pela dificuldade que é conseguir lá chegar.

 

E se assim não fosse, porque haveríamos nós de justificar (ou pedir desculpa) sempre que postamos uma foto com fraca edição ou tirada “apenas” com o telemóvel? Será que alguém iria dar conta ou, sequer, importar-se com isso? Nesta altura, começamos a justificar a tal barriguinha que faz uma impercetível dobra, mas normal, quando estamos sentadas de biquíni nestes primeiros dias de praia.

 

Acho óptimo e desejável que se faça esta afirmação e aceitação de sermos como somos, das nossas formas, das nossas limitações e até daquilo em que somos diferentes em relação ao outro. Não temos o mesmo bio-tipo e, desculpem, estar a focar-me mais nas questões ligadas ao aspecto físico, mas é o tema sobre o qual as pessoas mais sentem necessidade de falar ou justificar.

 

No meu primeiro pós-parto senti toda essa pressão e sofreguidão por seguir os perfis do Instagram do fitness, das recéns mamãs, como eu, que já estavam recuperadas fisicamente a 200% e sem barriga alguma. Comia o mesmo que essas personas comiam, fazia os mesmos exercícios e ansiava pelo momento em que pudesse fazer um antes e depois.

 

Esquecia-me, todavia, de olhar para mim e de perceber quem eu era, qual a minha genética e a minha realidade. Era complemente falso dizer que, na altura, estava preocupada com o meu bem-estar, pois aquilo que eu desejava era, mesmo tendo sido mãe há pouco tempo, estar magra, sem barriga e sem qualquer sinal de flacidez.

 

Hoje em dia, se formos bem a ver, mantenho quase todos os hábitos: vou ao ginásio sempre que posso, procuro os tratamentos estéticos e as massagens que possam melhorar aquilo me incomoda mais, procuro fazer uma alimentação saudável e adaptada a mim – aqui foi o que fiz de diferente mesmo, o ter procurado um médico que olhasse para mim como a Vera e não como mais uma pessoa a quem vai “prescrever” a mesma dieta.

 

É certo que já estive mais magra do que agora, mas também já estive mais gorda. A diferença é ter aceite o meu corpo tal como ele é e trabalhar sobre isso e não com referência a fotografias que vejo passarem no meu feed. Entendi coisas, como por exemplo, meu corpo, mesmo magro, não veste um 34 sem se sentir apertado. Ou que manter a minha barriga lisa é uma tarefa difícil e árdua. Porém, percebi a coisa mais importante de todos, que o meu bem-estar deve ser a minha meta, mas, acima de tudo, a prioridade no meu dia-a-dia.

 

Já percebi que os pudins de chia e as panquecas de aveia nunca farão de mim uma pessoa fit, porque a aveia e a chia são duas das coisas que devo evitar comer, vejam só?!

Acima de tudo, assumi um estilo de vida que acaba por transversal a toda a família, seja na alimentação, seja no exercício físico.

É o estilo de vida de quem percebe que está a cuidar de si e do seu bem-estar, que mimamos o nosso corpo por vontade própria, sabendo o que é melhor para ele. É o estilo de vida que sabe que tanto o ginásio como as massagens são fundamentais para mim e, como tal, estão na minha agenda para não sejam esquecidos.

 

Vivemos expostos a tudo e a todos e esquecemo-nos, muitas vezes, de nos protegermos da influência negativa de que somos algo e que nem sequer nos percebemos.

Não há fórmulas perfeitas, embora aquilo que todos gostaríamos de encontrar fosse a resposta exacta para alcançar o mais parecido a essa tal perfeição. O equilíbrio que tenho hoje é o resultado de anos de procura de respostas, de tentativas-erro, não posso dizer que fiz uma só coisa e resultou-  poderia ter sido, mas comigo não foi o caso.

 

E, à medida que vejo os meus filhos crescerem, é essa a mensagem que lhes quero passar, de que o mais importante é saberem quem são, aceitarem-se e, a partir daí, tentarem ser os melhores. Acima de tudo, que não se culpem pelo que vêm no espelho, pela frustração, porque, afinal, somos todos iguais, passamos todos por altos e baixos, e aquilo que nunca vamos poder ver é a realidade tal como ela é, pois essa nunca passa para uma rede social por mais que se diga o contrário.

 

Boa noite!

Consultas de rotina dos filhos: cumprem ou vão deixando andar?

28.05.19 | Vera Dias Pinheiro

consultas de rotina dos nossos filhos, quando os levar ao médico

As crianças habituam-nos a ser rigorosos logo desde que nascem, seja com as consultas, as vacinas e outras coisas que sejam necessárias. Começam por ser todos os meses e depois, passam a ser anualmente - numa perspectiva de que tudo corre bem, como se espera que assim seja.

Mas, certamente, tu ou alguém que conheças, em adulto, não é assim tão respeitador das datas das suas próprias consultas. Ou melhor, as consultas são consequência de uma necessidade e não uma rotina! Verdade?

Atenção que eu própria sou um pouco assim. Vou pondo outras prioridades à frente ou simplesmente, acomodo-me no conforto do "está tudo bem!"

Todavia, com os filhos isso mudou! Eles são a prioridade e eu sou rigorosa com as suas consultas - graças a Deus são maioritariamente as de rotina - com o tempo entre elas e com a altura em que deverão começar a ser observados em diferentes especialidades. E agora que ambos estão mais crescidos, aproveito para fazê-lo em conjunto e facilitar a logística. Numa manhã ou numa tarde de mamã-Uber fica tudo despachado.

Sem esquecer que as consultas de rotina são importantes para se detectar qualquer tipo de problema a tempo de se contornar ou resolver. Não deixamos as coisas para a última nem ficamos limitados às opções mais radicais. E, para além disso, essa continuidade e consistências, dá-lhes a eles alguma segurança e naturalidade. O Vicente nomeadamente, já está mais do que habituado a ir ao dentista e saber tudo exactamente como se passa na consulta do início ao fim. E o facto de se sempre com os mesmos especialistas de saúde ajuda bastante.

É aos três anos que se recomenda que sejam feitas as primeiras visitas ao dentista e ao oftalmologista. O Vicente já superou o trauma da primeira ida dentista e a Laura teve hoje a sua estreia e correu super bem. No oftalmologista fez a segunda consulta e como está tudo bem, só voltará daqui a dois anos. A Laura, como principiante e ainda muito pequena, fez testes adaptados à sua idade.

4 dicas para que as idas ao médico com os filhos corram bem:

  • Snacks sempre à mão, pois comer acalma-os; 
  • Consultas em ambiente kids-friendly, porque terá logo um espaço para eles se entreterem e que funciona logo como um “quebra gelo”;
  • Falar com eles antes e explicar ou até mostrar de alguma forma, por exemplo, com livros ou bonecos, do que se tratam as consultas. E, não esquecer, que sendo consultas de rotina não existe pressão e as coisas fluem de forma mais natural; 
  • Não exigir demasiado. São crianças, perdem a concentração demasiado rápido e a paciência também. O stress e a nossa pressão são meio caminho andado para as coisas começarem a correr mal logo na sala de espera.
  • E, para terminar, digo que não nada mais compensador do encontrarmos profissionais de saúde que falam para as crianças sabendo que são crianças, que falam de forma a que elas entendam e que conduzem as consultas a pensar neles. Eu estou bastante satisfeita com os médicos que seguem os meus filhos, mas não os encontrei à primeira. O dentista, por exemplo, foi um grande erro!

Hoje, enquanto eu lhes pedia para falarem mais baixo na sala de espera, veio uma auxiliar ter comigo, dizendo para não me preocupar. As quintas-feiras são os dias de consultas pediátricas e toda a gente está habituada.

Depois de andarmos nestas voltas desde as 14h da tarde, chegar ali, já ao final da tarde e ouvir que “está tudo bem” vale ouro e é quase certo que tudo vai correr bem e correu. Os dois portaram-se super bem, o Vicente viu o seu primeiro dente a abanar a sério e está feliz da vida, pois estamos muito perto de ter uma visita da Fada dos Dentes. A Laura teve as suas estreias e para a criança que é portou-se muito bem.

Já eu, tive um dia inteiro praticamente de mamã-Uber. Na correria entre uma consulta e outra, chegar tarde, preparar o jantar e dar os banhos. Eles vão para a cama à sua hora, descansar do dia mais agitado e cansativo que tiverem, mas fora do quarto (e do mundo) deles, a agitação segue-se com tudo o que fica por fazer em dias como o de hoje.

Há por aí um certo estudo que diz que um dia de mãe é mais cansativo que um dia num outro trabalho qualquer, não é verdade? Hoje foi um daqueles dias em que eu mandava passear quem disser o contrário. E, se há coisa aprendi a fazer bem foi nos malabarismos para fazer acontecer tudo no curto espaço de tempo que tenho. E, digam-me lá, se não sentem o mesmo?

Eu estou KO, pronta para me enfiar na cama sem sequer pensar que ainda agora a semana começou, mas fiz “check” na lista toda do dia e isso é uma sensação bem boa!

 

Boa noite!

O desfralde chegou ao fim: O que aprendi e o que tenho para vos dizer

27.05.19 | Vera Dias Pinheiro

desfralde

 

Primeiro, soem os tambores e que se ouçam os gritos de alegria pelo dinheiro que se pouca, mas, sobretudo, porque acabaram as idas (a correr) ao supermercado cinco minutos antes de fechar por termos deixado escapar a última fralda.

E, depois, há todo um simbolismo em torno da fralda, pois uma das memórias que ficará para sempre são os primeiros anos destes “rabinhos” de fralda que enchem as roupas e lhes dá um andar característico. Acompanham igualmente uma das fases mais giras: quando começam a pôr-se de pé, a gatinhar e, por fim, a andar. Mas não me esquecerei igualmente das sestas de verão só de fralda.

Snif! Snif! Sinto uma grande nostalgia, é verdade! E acho que – oficialmente – posso dizer que deixei de ser mãe de bebés. Agora tenho dois “toddlers” cá em casa, vivemos uma fase diferente, igualmente apaixonante, mas sempre atenta aos milímetros a mais que eles crescem, às pernas e aos braços cada vez mais compridos e às feições a fugirem das fotografias que tenho espalhadas pela casa.

 

E, não sei como foi ou eventualmente estará a ser consigo, mas eu mal dei pela fase de bebé no segundo filho. Os mais novos aproximam-se sempre dos mais velhos, pouco uso dão aos brinquedos específicos para a sua idade e, claro, não esquecer que têm os melhores professores que lhes ensinam as palavras correctas, a maneira certa de fazer as coisas, as traquinices e tantas outras coisas que nos escapam a nós, pais.

 

Contudo, admito que a fase do desfralde possa assustar – e assusta tanto da primeira como da segunda vez, porque são crianças diferentes e, por isso, é altamente provável que as coisas não funcionem da mesma maneira. Pelo menos, comigo foi assim.

Ainda assim, e de toda a literatura que existe, artigos na Internet, dicas no Pinterest e partilhas de outras mães, se me pedirem um único conselho, eu direi:

Escute o seu filho! Esteja atenta aos sinais, pois isso é o mais importante. Não existem crianças iguais e nem uma só maneira de fazer as coisas.

 

Pela minha experiência, tanto de um como do outro, eu também vacilei. Cedi aos supostos timings em que se deve iniciar o desfralde e, tanto com como com o outro, eu tive que fazer recuos. As coisas não resultam em função apenas da idade ou da altura do ano, as coisas resultam quando os nossos filhos estão preparados para isso, quando nos dão sinais de que está na altura de avançar para a próxima etapa, seja ela o desfralde ou qualquer outra.

E eu não aprendi a lição logo da primeira vez. Com a Laura vacilei por ela ser demasiado despachada e “à frente”, por querer imitar o irmão em tudo, inclusivamente nas idas à casa de banho. E não resultou e, mais uma vez, o timing suposto não resultou connosco.

E foi quando me apercebi disso que abri os olhos e coloquei tudo nas mãos da Laura. E as coisas aconteceram quando assumiu que estava preparada. Na cabeça dela já lá estava tudo, mas tinha que ser ela a tomar a iniciativa e não “ser mandada”. Entendem?

 

Com o desfralde nocturno foi igual. Há já algum tempo que estava preparada, mas era preguiçosa, deixava-se ir, era mais confortável, à noite, ter a fralda e não se preocupar em ir à casa de banho.

Foi com os dias de calor e com a humidade da fralda de noite, que levaram ao aparecimento de alguma comichão e algumas borbulhinhas, que decidi conversar com ela. Todas as noites queixava-se porque lhe “doía o pipi”, aproveitei a oportunidade.

Foi fácil, ela é esperta, percebeu a mensagem e aceitou sem nunca mais pedir a fralda. Também nunca houve um descuido – mas poderá haver, atenção, é esta tudo bem – também nunca mais teve impressão nenhuma, e, aos poucos, está muito mais “dentro da rotina” do: fazer xixi antes de dormir, depois de acordar, etc…

Digamos que… já não refila a dizer que não quer… é mais por aí!

 

Portanto, se desse lado, está a preparar-se para esta fase - porque sim, há uma altura em que pensamos nisso e começamos a estar mais atentos aos nossos bebés - não leve as coisas como um regime em que o desfralde tem que ficar feito em x de tempo.

 

Na minha opinião, também não é preciso inventar muito e comprar todos os apetrechos para o momento, ensinar e facilitar o uso da sanita para mim é o essencial e ter paciência, não passar stress às crianças. Elas são capazes, vamos acreditar nelas e passar-lhes essa confiança de que vão ser capazes!

 

Boa sorte!

 

Porque motivo devem ir à Festa da Flor no Fórum Montijo...

23.05.19 | Vera Dias Pinheiro

festa da flor fórum montijo

 

Ando numa de estreias e de sair da minha zona de conforto. E, embora, goste muito das nossas rotinas e no nosso refúgio em Lisboa, que nos mantém afastados da confusão da cidade e do trânsito caótico a qualquer hora do dia, não recuso um convite para conhecer coisas novas.

 

E, portanto, não poderia recusar o convite para ir ao Fórum Montijo e conhecer um pouco mais da Festa da Flor ali assinalada numa parceria com a própria Câmara Municipal, por ser algo tão típica daquela cidade. Nunca tinha ido para aquela zona e nem tão pouco conhecia o centro comercial. Mas fui agradavelmente surpreendida com bons motivos para regressar de futuro e não apenas nesta comemoração, que já agora, refiro, termina no próximo dia 26 de maio, domingo.

festa da flor fórum montijo

 

Demorei cerca de 15-20 minutos nas deslocações de ida e regresso, estacionei sem problemas e sem custos – porque o estacionamento é gratuito – assim que entrei, directamente para a Praça Redonda, sou surpreendida com imensa luz natural e, de seguida, com um manto de cor composto por muitas flores de diversas cores e naturezas.

festa da flor fórum montijo

 

Sou suspeita, mas embora eu frequente alguns centros comerciais, pela necessidade e pela conveniência, não há muitos que me façam pensar na perspectiva de programa em família, salvo se o ambiente for fresco, se tiver luz, se for arejado, se não for confuso para a nossa orientação, que tenha espaço de lazer agradáveis para pais e filhos e, claro, com a cereja no topo do bolo que é ter um cartaz de actividades interessantes e culturais.

 

Hoje fui sozinha. E, se por um lado, tive tempo para constatar estas pequenas coisas que descrevo, por outro, tenho a certeza que, tanto o Vicente como a Laura, iriam ter gostado de experimentar os baloiços, que são de verdade e nos quais todos podem andar; ou brincar na cabine telefónica, que embora não faça chamadas de verdade, está bem conseguida e é talvez o ex-libris deste evento ou aquele que mais curiosidade chama aos visitantes, especialmente para as fotografias.

festa da flor fórum montijo

 

festa da flor fórum montijo

 

 

  • Veja as fotografias em galeria:

 

 

Mais há mais, há um carro antigo e um sofá, bem confortável por sinal e muitas actividades para além destes quatro cenários, que podem ver nas fotografias. Há um espectáculo com o Herman José, dia 24 às 21h30, e músicas da Disney para os mais pequenos, por exemplo.

 

O Fórum Montijo intitulou esta sua homenagem à Festa da Flor, celebrada no Montijo, de “A Flor e as Emoções”, sendo mais um ponto de atracção e de ligação com esta festa que é assinalada ao longo de todo o mês.

E, embora não tenha ido às compras, espertei as lojas. Todas elas com espaço, arrumadas e com bastante variedade de artigos. Fica uma visita marcada para breve para umas compras!

 

Posto isto, se gostam de flores (ou até não) e se são da região (ou até não), fica o convite feito! Depois da grande exposição dos Dinossauros, temos a Festa da Flor no Fórum Montijo. Uma agradável surpresa para quem (eu) se deslocou de propósito da outra margem para visitar e conhecer pela primeira vez.

 

festa da flor fórum montijo

 

Com o fim-de-semana à porta, façam o favor de colocar na agenda!

 

Boa noite.

 

Hoje: Tudo o que precisava era desta hora para cuidar de mim.

22.05.19 | Vera Dias Pinheiro

shu umura l´oreal

 

É fácil, muito fácil, ceder no nosso espaço quando o tempo fica apertado ou quando sentimos que temos demasiadas solicitações ao mesmo tempo. É fácil pensar que se torna mais simples fazer tudo o resto e adiar os nossos planos. Talvez por ser tão ténue essa linha é que eu me esforço – é mesmo um esforço algumas vezes – em cumprir com as idas ao ginásio. Um ritual sagrado logo após deixar o Vicente e a Laura na escola.

Pois, se não for naquele momento, é fácil meter-se qualquer outra coisa que acabe por eliminar esse item do meu dia!

 

E nós, mães, mulheres, como quiserem se auto-designar, merecemos cuidar de nós e tomos todo o direito de arranjar um momento na agenda para o fazer. E eu prefiro fazê-lo, mesmo que depois isso implique andar a correr para todo o lado – que é o que, na verdade acontece. Uma pessoa faz aparentemente tudo, porque não pára um minuto que seja o dia inteiro.

 

Há que odeie ginásio, mas goste de uma boa caminhada, há quem deteste exercício, optando pelas massagens e pelos tratamentos. E, chegada a esta altura do verão, temos que obviamente ter mais cuidados: a depilação em dia para vestir uma saia ou um vestido, largando de uma vez as calças, pois, se S. Pedro deixar, havemos de ter verão; também a manicura e a pedicure, para juntar ao outfit, o sapato aberto que ansiávamos por estrear; a nossa pele, que precisa de cuidados extras: de “extra” hidratação, de “extra” exfoliação e de “extra” limpeza. E, claro, o nosso cabelo, que, meninas, é preciso ter mesmo bastante atenção e bastante cuidado nesta altura do ano.

 

Como já partilhei, há sensivelmente um ano, que ando a tratar do meu cabelo com todos os cuidados possíveis, após um corte inapropriado e de um processo químico, que o danificou bastante, foi obrigada a “acordar para a vida”, desde conhecer e colocar em prática o cronograma capilar, aos “shots de tratamentos que fui fazendo em salão, em que podia, variando entre a reparação e a hidratação profunda e, por fim, começar a cortar, para que, finalmente, agora, veja resultados!

O meu cabelo está sensibilizado, porém é um bom cabelo e não está estragado. Ainda assim, os cuidados são para manter e não, não faço tudo de uma vez – até para não acabar com o orçamento do mês logo ali.

Portanto, se da última vez tinha feito a cor com a Joana (Jani_Haircolorist) e também cortado as pontas, ficou “na lista” a hidratação. E, hoje, no meio da loucura dos dias e da confusão da minha casa, que mexe sempre um pouco como meu estado de espírito e todo por causa da mudança, organizei o meu dia de forma a ter um momento para cuidar de mim.

 

Aproveitei o convite para visitar o cabeleireiro Unique, na rua D. Carlos I, a propósito do seu 13º aniversário, para experimentar o tratamento Shu Umura da L´Oreal. Em ambiente de festa, é certo, mas com todas as atenções em mim e no diagnóstico do meu cabelo, fui me recomendado que fizesse o champô de nutrição com hidratação e o Instant Replenisher, precisamente para as pontas. O objectivo de toda esta gama é apenas um: enaltecer a beleza natural do fio do nosso cabelo e, como tal, todos os produtos são conjugados de forma a dar ao nosso cabelo aquilo que ele necessita.

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Eu gostei bastante, especialmente porque é tudo muito rápido e os resultados são imediatos. Fiquei com o cabelo super leve, quase que nem o sentia quando me penteavam. Uma maravilha.

No final, sai de lá com o cabelo como eu mais gosto: com ondas naturais e sem produtos que “colem” o cabelo. Tudo natural, sofisticado e, ao mesmo tempo, discreto!

 

Valeu este mimo! O próximo passo é fazer a limpeza de pele e o microdermoabrazão, que eu adoro, para depois, dar um shot de vitaminas a este rosto que acusa a fadiga dos últimos tempos.

 

E, por aí, como é que andam esses mimos a vocês próprias? Contem-me tudo o que têm feito e também o que não têm feito, mas gostassem de fazer!

 

Boa noite!

Os três anos e as birras que não acalmam...

21.05.19 | Vera Dias Pinheiro

três anos e as birras não acabam

 

Para tudo correr bem, ao final da tarde, porque essa é a minha rotina mais exigente e aquela em que tenho mais trabalho, sou uma mãe de tipo “general” nas categorias de mães. Culpa também, talvez, por encarar como um momento importante do dia deles e importante para o seu equilíbrio. Assim, se cedo em algumas coisas, noutras nem tanto.

Por exemplo, brincam um bocadinho a seguir ao jantar, mas televisão apenas entre o banho e a hora de jantar, o que num dia bom, resume-se a uma meia hora. Sendo que, se fizerem muitas birras, lá se vai a televisão.

 

Por norma, vou buscá-los à escola entre as 17h e as 17h30. E, por mim, tomavam logo banho, porém percebi que para eles é importante terem um momento de brincadeira antes das rotinas. E eu aprendi a aceitar isso. A seguir, entre os banhos e o jantar, por volta das 19h30, tenho ali um momento para preparar tudo e organizar algumas coisas, nomeadamente, as roupas para o dia seguinte. Antes de irem para a cama, conseguimos brincar um bocadinho e é aí que, regra geral, aproveitamos tempo a quarto, já com o pai em casa.

 

Contudo, o momento de irem para a cama é entre as 20h30 e as 21h, a partir daí, dá asneira. E, poderia dar o caso, de ficaram com uma inveja brutal da minha pessoa, se a Laura fosse como o irmão e adormecessem os dois bem-comportados e em minutos. Ao invés, podem ter pena de mim, porque a Laura antes de dormir destrói o quarto todo.

 

Todos os dias, mas sobretudo durante a semana, em que dorme a sesta na escola, ela basicamente desarruma tudo o que tem à sua volta e se isso não for suficiente, é possível haverem gavetas vazias na manhã seguinte. Fico, muitas vezes, na dúvida, de como é que ela conseguiu dormir porque não há espaço na cama para uma criança com 95 cm se meter.

A minha defesa foi ter aprendido a respeitar esse momento dela, não intervenho no momento, mas aviso sempre que não deve remexer nas coisas. Simplesmente, ignoro os barulhos que se ouvem do quatro e que denunciam a desarrumação. E, no dia seguinte, finjo surpresa e arrumo, ao mesmo tempo que refilo e explico que não pode fazer aquilo.

 

A Laura é mais sofisticada nas birras e nos desafios. Não faz nada do que se lhe pede, ignora as chamadas de atenção e isso toca ali no botão de “irritação-mor” dos pais. Depois, quando reage, é naquelas crises de choro em que a única coisa a fazer é esperar que acabe.

Já vos disse que não me lembro da última vez tivemos uma refeição em família sem gritos ou choros? Já vos disse também que raramente consigo ter uma conversa à mesa com o meu marido? É já vos disse também que a única coisa que faz feliz a minha filha é desarrumar?  Ou tasgar papéis que, entretanto, vou encontrando espalhados pela casa? Já vos disse ainda que, às vezes - muitas vezes - só existe uma reacção positiva do lado deles quando um ou outro me veiem realmente chateada?

 

Tanto um como o outro já sabem que vou vão levar apenas uma caixa (razoavelmente grande) de brinquedos para a casa nova e que isso lhes vai dar a responsabilidade sobre as suas próprias coisas. Veremos como irão decorrer as negociações…

 

Boa noite!

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