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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Hoje: Tudo o que precisava era desta hora para cuidar de mim.

22.05.19 | Vera Dias Pinheiro

shu umura l´oreal

 

É fácil, muito fácil, ceder no nosso espaço quando o tempo fica apertado ou quando sentimos que temos demasiadas solicitações ao mesmo tempo. É fácil pensar que se torna mais simples fazer tudo o resto e adiar os nossos planos. Talvez por ser tão ténue essa linha é que eu me esforço – é mesmo um esforço algumas vezes – em cumprir com as idas ao ginásio. Um ritual sagrado logo após deixar o Vicente e a Laura na escola.

Pois, se não for naquele momento, é fácil meter-se qualquer outra coisa que acabe por eliminar esse item do meu dia!

 

E nós, mães, mulheres, como quiserem se auto-designar, merecemos cuidar de nós e tomos todo o direito de arranjar um momento na agenda para o fazer. E eu prefiro fazê-lo, mesmo que depois isso implique andar a correr para todo o lado – que é o que, na verdade acontece. Uma pessoa faz aparentemente tudo, porque não pára um minuto que seja o dia inteiro.

 

Há que odeie ginásio, mas goste de uma boa caminhada, há quem deteste exercício, optando pelas massagens e pelos tratamentos. E, chegada a esta altura do verão, temos que obviamente ter mais cuidados: a depilação em dia para vestir uma saia ou um vestido, largando de uma vez as calças, pois, se S. Pedro deixar, havemos de ter verão; também a manicura e a pedicure, para juntar ao outfit, o sapato aberto que ansiávamos por estrear; a nossa pele, que precisa de cuidados extras: de “extra” hidratação, de “extra” exfoliação e de “extra” limpeza. E, claro, o nosso cabelo, que, meninas, é preciso ter mesmo bastante atenção e bastante cuidado nesta altura do ano.

 

Como já partilhei, há sensivelmente um ano, que ando a tratar do meu cabelo com todos os cuidados possíveis, após um corte inapropriado e de um processo químico, que o danificou bastante, foi obrigada a “acordar para a vida”, desde conhecer e colocar em prática o cronograma capilar, aos “shots de tratamentos que fui fazendo em salão, em que podia, variando entre a reparação e a hidratação profunda e, por fim, começar a cortar, para que, finalmente, agora, veja resultados!

O meu cabelo está sensibilizado, porém é um bom cabelo e não está estragado. Ainda assim, os cuidados são para manter e não, não faço tudo de uma vez – até para não acabar com o orçamento do mês logo ali.

Portanto, se da última vez tinha feito a cor com a Joana (Jani_Haircolorist) e também cortado as pontas, ficou “na lista” a hidratação. E, hoje, no meio da loucura dos dias e da confusão da minha casa, que mexe sempre um pouco como meu estado de espírito e todo por causa da mudança, organizei o meu dia de forma a ter um momento para cuidar de mim.

 

Aproveitei o convite para visitar o cabeleireiro Unique, na rua D. Carlos I, a propósito do seu 13º aniversário, para experimentar o tratamento Shu Umura da L´Oreal. Em ambiente de festa, é certo, mas com todas as atenções em mim e no diagnóstico do meu cabelo, fui me recomendado que fizesse o champô de nutrição com hidratação e o Instant Replenisher, precisamente para as pontas. O objectivo de toda esta gama é apenas um: enaltecer a beleza natural do fio do nosso cabelo e, como tal, todos os produtos são conjugados de forma a dar ao nosso cabelo aquilo que ele necessita.

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Eu gostei bastante, especialmente porque é tudo muito rápido e os resultados são imediatos. Fiquei com o cabelo super leve, quase que nem o sentia quando me penteavam. Uma maravilha.

No final, sai de lá com o cabelo como eu mais gosto: com ondas naturais e sem produtos que “colem” o cabelo. Tudo natural, sofisticado e, ao mesmo tempo, discreto!

 

Valeu este mimo! O próximo passo é fazer a limpeza de pele e o microdermoabrazão, que eu adoro, para depois, dar um shot de vitaminas a este rosto que acusa a fadiga dos últimos tempos.

 

E, por aí, como é que andam esses mimos a vocês próprias? Contem-me tudo o que têm feito e também o que não têm feito, mas gostassem de fazer!

 

Boa noite!

Os três anos e as birras que não acalmam...

21.05.19 | Vera Dias Pinheiro

três anos e as birras não acabam

 

Para tudo correr bem, ao final da tarde, porque essa é a minha rotina mais exigente e aquela em que tenho mais trabalho, sou uma mãe de tipo “general” nas categorias de mães. Culpa também, talvez, por encarar como um momento importante do dia deles e importante para o seu equilíbrio. Assim, se cedo em algumas coisas, noutras nem tanto.

Por exemplo, brincam um bocadinho a seguir ao jantar, mas televisão apenas entre o banho e a hora de jantar, o que num dia bom, resume-se a uma meia hora. Sendo que, se fizerem muitas birras, lá se vai a televisão.

 

Por norma, vou buscá-los à escola entre as 17h e as 17h30. E, por mim, tomavam logo banho, porém percebi que para eles é importante terem um momento de brincadeira antes das rotinas. E eu aprendi a aceitar isso. A seguir, entre os banhos e o jantar, por volta das 19h30, tenho ali um momento para preparar tudo e organizar algumas coisas, nomeadamente, as roupas para o dia seguinte. Antes de irem para a cama, conseguimos brincar um bocadinho e é aí que, regra geral, aproveitamos tempo a quarto, já com o pai em casa.

 

Contudo, o momento de irem para a cama é entre as 20h30 e as 21h, a partir daí, dá asneira. E, poderia dar o caso, de ficaram com uma inveja brutal da minha pessoa, se a Laura fosse como o irmão e adormecessem os dois bem-comportados e em minutos. Ao invés, podem ter pena de mim, porque a Laura antes de dormir destrói o quarto todo.

 

Todos os dias, mas sobretudo durante a semana, em que dorme a sesta na escola, ela basicamente desarruma tudo o que tem à sua volta e se isso não for suficiente, é possível haverem gavetas vazias na manhã seguinte. Fico, muitas vezes, na dúvida, de como é que ela conseguiu dormir porque não há espaço na cama para uma criança com 95 cm se meter.

A minha defesa foi ter aprendido a respeitar esse momento dela, não intervenho no momento, mas aviso sempre que não deve remexer nas coisas. Simplesmente, ignoro os barulhos que se ouvem do quatro e que denunciam a desarrumação. E, no dia seguinte, finjo surpresa e arrumo, ao mesmo tempo que refilo e explico que não pode fazer aquilo.

 

A Laura é mais sofisticada nas birras e nos desafios. Não faz nada do que se lhe pede, ignora as chamadas de atenção e isso toca ali no botão de “irritação-mor” dos pais. Depois, quando reage, é naquelas crises de choro em que a única coisa a fazer é esperar que acabe.

Já vos disse que não me lembro da última vez tivemos uma refeição em família sem gritos ou choros? Já vos disse também que raramente consigo ter uma conversa à mesa com o meu marido? É já vos disse também que a única coisa que faz feliz a minha filha é desarrumar?  Ou tasgar papéis que, entretanto, vou encontrando espalhados pela casa? Já vos disse ainda que, às vezes - muitas vezes - só existe uma reacção positiva do lado deles quando um ou outro me veiem realmente chateada?

 

Tanto um como o outro já sabem que vou vão levar apenas uma caixa (razoavelmente grande) de brinquedos para a casa nova e que isso lhes vai dar a responsabilidade sobre as suas próprias coisas. Veremos como irão decorrer as negociações…

 

Boa noite!

Fim-de-semana | Dilemas: aproveitar ou arrumar

20.05.19 | Vera Dias Pinheiro

mudar de casa

 

É oficial. Vamos mudar de casa num curtíssimo espaço de tempo e, nesse curto espaço de tempo, em que vamos estar a passar pelo duro de empacotar uma casa, estou sem ajudas. Quer dizer, tenho a Sra. Rute e o seu marido que me ajudam com a roupa para passar a ferro.

 

E, embora pense muito, muito mesmo, no bom que aí vem, não consigo lidar com o caos que se instalou em nossa casa. De um lado, são as coisas para destralhar e, do outro, coisas já empacotadas para evitar todo um drama no dia em que a empresa de mudanças vier buscar tudo.

 

E, sim, já não é a primeira, nem a segunda vez, que me encontro neste processo. Mas, nessa altura, tinha apenas um filho, muito calmo por sinal. Agora tenho duas crianças cujo intuito é: desarrumar o mais possível. Portanto, vivo num pequeno estado de nervos, pois, de um lado, tenho o caos necessário e, do outro, o caos deles, que me deixa assim para o “virada do avesso” e pronta a ameaçar que, por este caminho, ficam sem brinquedos.

Uma mãe recorre sempre a todas as armas que tem ao seu alcance, para além de ser uma profissional do bluff, como todas sabemos… não é verdade?

Esta é a pior fase, porque efectivamente não vamos mudar "amanhã", contudo, é necessário não relaxar, aproveitando todos os tempos livres para arrumar/destrabalhar mais qualquer coisa - ao mesmo tempo, que se tenta levar a vida normal.

 

E os fins-de-semana agora são assim: um misto entre o aproveitar os dias e o não descuidar da nossa tarefa principal. Sendo que, fico assim um pouco assustada, fico mesmo nervosa nas vésperas da “acção”. Tão nervosa que, talvez, a minha indisposição de sábado se deva também um pouco a isso. Sem razão aparente, tive uma crise de indisposição após o almoço que dura até hoje.

Paralelamente, a inspiração não surge no meio do caos. Certo? E com tanta coisa que vai acontecer, não sinto que tenha algo que realmente importe para partilhar neste preciso momento.

 

Sabem o que me apetecia? Hibernar e, daqui a algumas semanas, acordar. Pronto! Ou então, poderia lançar o suspense típico dizendo-vos que tenho algo para vos contar, mas que não pode ser ainda. Porque, na verdade, sim, vai acontecer algo e sim, já vos poderia contar.

 

No entanto, ter à minha responsabilidade duas crianças curiosas, com emoções que estão a aprender a conhecer e a expressar, faz-me querer, em primeiro lugar, sentir que o meu ninho está seguro e que eles estão, o mais possível, confortáveis com o que aí vem.

 

E eu, sabendo que, as crianças se adaptam rapidamente e com bastante facilidade, sei que a parte difícil fica para mim. Serei eu a ter que gerir a parte emocional, serei eu a sofrer com os altos e baixos e muito mais que eles os dois juntos. Deve ser o tal peso da responsabilidade de ser mãe (e pai) e isso, no dia-a-dia, custa bem mais do que eu imaginaria ou sequer supunha.

E até achava ridículo quando ouvia a minha própria mãe falar dessas coisas. Achava tudo um exagero.

 

Entretanto, tenho pensado em algumas estratégias para facilitar todo este processo de mudança:

  • Comecei por comprar sacos de vácuo e comecei por arrumar casacos e roupas mais quentes;
  • Comecei a lavar cobertores e colchas e esses também já foram para os sacos;
  • E a estratégia é ir divisão a divisão, sendo que, mais a sério comecei pelo meu quarto;
  • Naturalmente que este processo vai, paralelamente, fazer com que muitas coisas fiquem de lado;
  • E a promessa é, mesmo sabendo que não serei uma minimalista no conceito verdadeiro e pleno da palavra, quero viver com o essencial e pensar duas vezes (ou mais) na necessidade de algo antes de comprar.

 

Ficam por aí? Prometo que emoção não vai faltar, pelo menos para mim, nos próximos meses! Entretanto, pode dar-se o caso, da ansiedade estar a dar cabo de mim e eu ter que desabafar… pronto, é isso!

 

Boa noite!

 

Quando o "ser mãe" dá mais trabalho que o nosso trabalho dito "oficial"... Como fazer?

16.05.19 | Vera Dias Pinheiro

Batizado Vicente e Laura (2 de 503).jpg

 

6H50: Eu acordo!

Esforço-me para acordar antes deles – às vezes, são eles que me acordam. Porém, por norma, prefiro arranjar-me, preparar pequenos-almoços e, por normal, acordam quando estou a arrumar a loiça da máquina. Não é o melhor despertador do mundo, contudo evito ter que os acordar eu.

 

8H10: Saímos de casa!

Eles ficam na escola e eu sigo para a minha vida. Numa vida que se desenrola num espaço de tempo muito curto, pois às 16h30 já estou a preparar-me para iniciar a recolha na escola e, a partir daí, entre cuidar deles e as tarefas de casa, já dou por mim a aterrar completamente no sofá inanimada!

 

Contudo, hoje foi daqueles dias em que o meu dia se desenrolou em pequenos intervalos. De manhã, tive a consulta de rotina da Laura, que entre os atrasos e a consulta propriamente dia, consumiram-se praticamente 3 horas.

Deixei a Laura na escola, voltei a casa, tinha uma máquina de roupa para estender, a da loiça para arrumar e, já agora não me esquecer de almoçar e… vejam só, a ousadia, trabalhar um bocado.

 

Às 16 horas já tinha que estar com o professor de Judo do Vicente e, entretanto, já tinha pedido na peixaria ao lado de casa para me separar algumas postas de salmão para irem descongelando até que eu passasse de regresso a casa.

E assim foi, no regresso, fui buscar o peixe e pagar, trouxe para casa, sentei-me mais uns instantes ao computador e às 17 horas já estava a apanhar a Laura e, a seguir, o irmão.

 

A partir daí, vocês sabem tão bem quanto eu como se desenrolam os finais de dia: preparar o jantar, dar banhos, controlar o denómino que habita na cozinha e que se apodera dela ao mínimo descuido da nossa parte, lavar os dentes, brincar um bocadinho e, por fim, ir para a cama.

Notem: Ir para a cama! O que não significa dormirem, sobretudo a Laura que é capaz de desarrumar o quarto inteiro antes de adormecer.

 

E, no meio de tudo isto, embora tenha sido um dia de pouca produtividade, a verdade é que eu não tive que explicar atrasos a nenhum superior, não tive que tirar o dia e vê-lo descontado no ordenado e não tive que pedir justificação para nenhuma falta.   

Ainda assim, a verdade é que para todos os efeitos, eu não fiz nada!  E, por vezes, sermos o patrão de nós próprios vira-se contra nós. Mas isto está totalmente errado! Quem acompanha os filhos, leva as consultas, se inteira das coisas importantes das suas vidas e que precisa estar presente nos vários eventos da escola, não pode estar sujeita a ter uma penalização ao final do mês. Esta tarefa é tão somente a mais importante de todas, trata-se ou não da função essencial dos pais: cuidar da saúde e do bem-estar dos filhos, assim como, educa-los!

Mas tudo isto é completamente deixado para segundo plano, na melhor das hipóteses ou, então, é completamente posto de lado porque não há tempo para tudo e é mais fácil quando se reage simplesmente às urgências.

 

Portanto, este trabalho não remunerado desempenhado diariamente por milhares de mães, 24 horas, não tem qualquer reconhecimento nem significado. O que, de certa forma, faz transparecer alguma culpa por sermos mães e por desempenharmos as nossas obrigações e deveres de mãe.

Todas nós sabemos que não deveria ser assim, mas continuamos sistematicamente a ficar tempo a mais no nosso trabalho “oficial”, a chegar mais cedo sempre que é preciso, a delegar as tarefas dos nossos filhos para terceiros, porque o sistema não está a favor das famílias e muito menos das mulheres!

 

A sociedade está dividida entre as mulheres que trabalham e as mulheres que optam por ficar em casa a acompanhar os filhos. Mas, digam-me, será possível mudar isto? Será possível ter um compromisso que não nos faça sentir que temos que prescindir sempre ou de uma coisa ou da outra?

Vou conhecendo muitas mulheres fantásticas, pelo caminho, com projecto fantásticas de empreendedorismo, fruto precisamente dessa vontade em gerir melhor o seu tempo conciliando ambas as coisas: a maternidade e o trabalho. E isso faz-me acreditar que, aos poucos, vamos abrindo mentalidades para que, se ninguém fizer por nós, nós teremos a coragem, a capacidade de trabalho e a força de vontade para sermos nós próprias a MUDANÇA!

 

Boa noite!

 

Beijem e abracem (muito) a vossa família!

15.05.19 | Vera Dias Pinheiro

dia internacional da família

 

Hoje é o Dia Internacional da Família e, logicamente, que vos direi que a minha família é a melhor de todas. Afinal, é a minha. Porém, é exactamente aí que eu acho que está o “segredo”, é ser a minha e eu dar-lhe valor, independentemente de todos os defeitos. É ela que escolho sempre em primeiro lugar, mesmo quando existem as adversidades, quando existem as discussões e, até mesmo, quando duvidamos de tudo e de todos, até de nós mesmos!

 

A minha família não é perfeita. Muitos vezes, falta-lhe a paciência, outras tantas vezes não nos ouvimos uns aos outros, às vezes somos egoístas e também esperamos, não raras vezes, que o vizinho do lado face sempre mais qualquer coisas.

 

Mas, em contrapartida, a minha família não é aborrecida. Ora vejamos: casei com o meu marido nem 24 horas antes do Vicente nascer – e não, não foi coincidência, planeamos tudo duas ou três semanas antes, porque achamos que se era para casar, então, teria que ser antes do miúdo nascer - mudamos de casa quatro vezes, de cidade e até de país. E dos quilómetros que já fizemos juntos, nem vale a pena estar aqui a enumerar agora.

 

Contudo, a minha família não é nada fácil de gerir. É bastante exigente até, no dia-a-dia, nos planos que faz para o futuro e dificilmente se aguenta muito tempo sem uma mudança radical. Se assim for, desconfiem…

 

No final, a minha família continua a ser o motivo maior das minhas maiores decisões, dos meus planos e até das minhas cedências e, olhando para trás, não tem corrido assim tão mal.

 

Posto isto, que raio de pessoa era se não desse valor a tudo o que temos vivido e construído até aqui? Porque é fácil olhar para o lado e achar que os outros estão melhores, que com os outros é mais fácil, etc… O desafio é dar valor à nossa família, agradecer tal e qual aquilo que temos se estar a exigir alguma coisa mais.

 

Agradecer por não termos desistido, por nunca se colocar verdadeiramente em causa o “nós”, porque temos objectivos comuns e para o futuro e por darmos valor aquilo que construímos e aos nossos filhos.

 

Agradecer porque somos privilegiados, porque andamos sempre juntos para todo o lado, porque podemos apoiar os planos uns dos outros, porque os nossos filhos têm sempre um dos pais presentes em todos os eventos da escola e fora dela.

 

Agradecer porque tomamos decisões em conjunto, porque conseguimos perceber o que é importante para todos e encaixar isso nos nossos planos, sem rivalidades e sem culpas.

 

Agradecer porque temos a bênção de ter não apenas um, mas dois filhos lindos e saudáveis, que me dão cabo da cabeça, é verdade, mas que são a minha melhor criação, são o legado que deixo no mundo e nisso também sou privilegiada.

 

Agradecer porque não é fácil manter uma família unida, porque viver em conjunto e partilhar e bem mais desafiante do que quando dependemos apenas de nós. Agradecer por nos termos levantado após cada queda, por não termos vergonha de perder desculpa e por darmos as mãos e o quadro que desenhamos ser em conjunto e não em separado!

 

Mas esta é a minha família, perfeita à nossa maneira, com as nossas decisões, tão óbvias para nós e, por vezes, descabidas para os outros. Todavia, esse é o desafio, que cada família descubra a sua mecânica. As famílias precisam de tempo de apoio para crescerem, pois embora possa começar por uma magia, no dia-a-dia, é preciso um pouco mais para a manter.

 

Cada família tem o seu valor, o seu segredo, a sua fórmula mágica. E, às vezes, é preciso errar (muito ou pouco) antes para depois encontrar o caminho certo, por vezes, com intervenientes diferentes ou, então, não…

A sorte mesmo é termos à nossa volta pessoas a quem podemos chamar de família!

 

Beijem e abracem (muito) a vossa família!

 

Invisalign: as minhas impressões após a primeira semana!

14.05.19 | Vera Dias Pinheiro

invisalign, Clínica do Marquês

 

Partilhei uma fotografia minha com a legenda “a primeira selfie com aparelho” sorridente e feliz - que não foi esta - coisa que nunca me tinha acontecido antes neste contexto.

Relembro que já usei aparelho fixo duas vezes, a primeira praticamente dois anos.

 

Mas tratando-se do Invisalign, logicamente, o motivo do sorriso deve-se ao facto de ser um aparelho que, à primeira vista, passa despreciado. Diria que é o número de attachments que terão que usar que irá determinar o quanto imperceptível será o vosso Invisaling.

No meu caso, não tão simples quanto isso, tenho vários!

 

Devo dizer, em primeiro lugar, que o meu objectivo nunca foi ter os dentes super direitos, tipo Barbie, porém tenho aspectos bem importantes, mais do que o lado estético até, para tratar. O grande problema é a mordida cruzada, com todo o impacto que isso tem nas articulações e nos maxilares que, quanto mais tarde for tratado, mais complexo se torna o tratamento. Depois, a minha boca não tem espaço suficiente para todos os dentes de uma pessoa adulta e cheguei inclusivamente a arrancar dois molares quando era mais nova.

Quando me disseram, da primeira vez que usei aparelho, que o protocolo iria envolver arrancar dentes, eu recusei-me. Se temos um determinado número de dentes, penso que seja porque precisamos de todos e que a função de um não anula a de outros. E com o avançar da idade, eu poderia vir a necessitar deles, pelo que já me bastava os que tinha arrancado em miúda.

E, por fim, quando desloquei o maxilar fiquei com a boca torta e notava isso nas fotografias e nos vídeos, chegava mesmo a mostrar ao meu marido e à minha mãe para ter a certeza que não eram coisas da minha cabeça. E não eram....

Por conseguinte, considero que já tinha reunido motivos mais do que suficiente para, mais cedo ou mais tarde, ter que tomar uma decisão e fazer um tratamento fosse ele qual fosse. 

 

Ainda bem que não esperei até ser demasiado tarde e ainda bem que tudo isto é possível tratar-se com o Invisalign. Para usar aparelho é preciso ter vontade, porque custa! Custa o processo todo, as idas regulares ao dentista e custa também a parte estética e viver durante um ou dois anos - no bom cenário - constrangidos por termos “ferrinhos” nos dentes.

É mesmo tratando-se do Invisalign, os primeiros dias custam. Sentimos dor nos dentes, aquele desconforto de quem ainda não se habitou a novidade na boca. As feridas até a nossa boca reconhecer aquele objecto como algo natural. E comer, que é todo um hábito social, acaba por ficar limitado, obrigando-nos a auto-impor alguma disciplina no uso correcto deste aparelho.

 

Por isso, e assim resumidamente, porque, afinal, passou apenas uma semana e eu ainda nem mudei de alinhadores, partilho com vocês os meus pontos positivos e negativos deste novo aparelho que estou agora a usar:

 

Positivo:

  • O facto de ser imperceptível ao olhar e a forma como isso contribui para a nossa auto-confiança e tranquilidade durante este processo, que leva sempre algum tempo e com o qual temos que estar comprometidas. 
  • É confortável, ou seja, ultrapassados os primeiros os primeiros dois dias, diria que já estamos habituados.
  • Consigo falar melhor do que achava que iria conseguir. Portanto, o efeito sopinha de massa vai desaparecendo à medida que nos vamos habituando.
  • É um processo mais rápido e mais personalizado porque é tudo estudado a priori e é possível mover os dentes isoladamente respeitando a condição e história da nossa boca
  • É motivador porque acompanhamos toda a evolução, sabendo exactamente o que vai acontecer a cada mudança de alinhadores e o final do tratamento graças às novas tecnologias e tenho tudo no meu perfil criado no site do Invisalign. Aliás, o processo só avança após termos essa visão global de como será o nosso tratamento e qual será o resultado.

Negativo:

  • Não temos liberdade para comer com os alinhadores postos, por isso torna-se mais limitador nesse sentido. Envolve todo o processo de "tirar e pôr" e de higiene após todas as refeições.
  • Nesta fase, em que os dentes ainda estão tortos, é mais difícil tirar e voltar a pôr os alinhadores e tudo isso envolve muita saliva.
  • A evolução depende 95% de nós próprias e da nossa disciplina (em respeitar o tempo de uso dos alinhadores, fazer as mudanças nas alturas certas).
  • O ritual social dos jantares, almoços e eventos especiais é o mais complicado, porque não depende de nós à velocidade com que acabamos de comer.
  • O preço é também um factor importante e limitador, ao mesmo tempo, pois o Invisalign é dispendioso. Porém, neste momento percebo o porquê e até justifico o valor - o que não justifique é que 98% dos seguros de saúde não comparticipem este tipo de tratamento.

 

O Invisalign é todo um mundo novo de tecnologia e avanço na medicina dentária. Diria que é o futuro e, talvez nessa altura, se torne mais acessível. Ainda assim, falo-vos com conhecimento no assunto, pois até chegar aqui, eu passei por várias consultas e consultórios médicos, e nunca me sentir tão segura como na Clínica do Marquês. Talvez porque nunca me senti obrigada a fazer este tratamento, porque nunca senti pressa da parte deles, muito pelo contrario, a pressa foi toda minha, fizeram tudo para garantir que a minha perda óssea não é agravada, que as gengivas não vão sofrer mais e que os meus dentes, com toda a sua história, vão ser respeitados e mantidos o mais saudáveis possível.

 

invisalign, Clínica do Marquês

Com a Dra. Rosiana Tavares

 

Portanto, permitam-me o minuto de publicidade à Clínica do Marquês, que é centrada no paciente e não apenas no objectivo. Talvez daí, as facilidades de pagamento, porque permite o acesso a este tipo de tratamento a mais pessoas. Sinto-me valorizada e ouvida. Na minha tentativa anterior, aquela que para mim, tinha sido a última, ouvi que não arriscariam este tipo de tratamento em mim e que, mesmo um aparelho tradicional, poderia colocar em risco os meus dentes, percebem como isso foi frustrante, especialmente após o trauma da extração do dente do siso e com a boca e o maxilar tortos? 

Estou mesmo contente! Contente por ter podido avançar com este tratamento e que, num ano e meio, mais coisa menos coisa, estaria livre de novo, mas sempre com acompanhamento para que este seja um ponto final no meu triste fado com os dentes e dentistas. 

 

Experiência com o aparelho Invisalign há por aí? Contem-me tudo!

 

Invisalign: as minhas impressões após a primeira semana!

14.05.19 | Vera Dias Pinheiro

invisalign, Clínica do Marquês

 

Partilhei uma fotografia minha com a legenda “a primeira selfie com aparelho” sorridente e feliz - que não foi esta - coisa que nunca me tinha acontecido antes neste contexto.

Relembro que já usei aparelho fixo duas vezes, a primeira praticamente dois anos.

 

Mas tratando-se do Invisalign, logicamente, o motivo do sorriso deve-se ao facto de ser um aparelho que, à primeira vista, passa despreciado. Diria que é o número de attachments que terão que usar que irá determinar o quanto imperceptível será o vosso Invisaling.

No meu caso, não tão simples quanto isso, tenho vários!

 

Devo dizer, em primeiro lugar, que o meu objectivo nunca foi ter os dentes super direitos, tipo Barbie, porém tenho aspectos bem importantes, mais do que o lado estético até, para tratar. O grande problema é a mordida cruzada, com todo o impacto que isso tem nas articulações e nos maxilares que, quanto mais tarde for tratado, mais complexo se torna o tratamento. Depois, a minha boca não tem espaço suficiente para todos os dentes de uma pessoa adulta e cheguei inclusivamente a arrancar dois molares quando era mais nova.

Quando me disseram, da primeira vez que usei aparelho, que o protocolo iria envolver arrancar dentes, eu recusei-me. Se temos um determinado número de dentes, penso que seja porque precisamos de todos e que a função de um não anula a de outros. E com o avançar da idade, eu poderia vir a necessitar deles, pelo que já me bastava os que tinha arrancado em miúda.

E, por fim, quando desloquei o maxilar fiquei com a boca torta e notava isso nas fotografias e nos vídeos, chegava mesmo a mostrar ao meu marido e à minha mãe para ter a certeza que não eram coisas da minha cabeça. E não eram....

Por conseguinte, considero que já tinha reunido motivos mais do que suficiente para, mais cedo ou mais tarde, ter que tomar uma decisão e fazer um tratamento fosse ele qual fosse. 

 

Ainda bem que não esperei até ser demasiado tarde e ainda bem que tudo isto é possível tratar-se com o Invisalign. Para usar aparelho é preciso ter vontade, porque custa! Custa o processo todo, as idas regulares ao dentista e custa também a parte estética e viver durante um ou dois anos - no bom cenário - constrangidos por termos “ferrinhos” nos dentes.

É mesmo tratando-se do Invisalign, os primeiros dias custam. Sentimos dor nos dentes, aquele desconforto de quem ainda não se habitou a novidade na boca. As feridas até a nossa boca reconhecer aquele objecto como algo natural. E comer, que é todo um hábito social, acaba por ficar limitado, obrigando-nos a auto-impor alguma disciplina no uso correcto deste aparelho.

 

Por isso, e assim resumidamente, porque, afinal, passou apenas uma semana e eu ainda nem mudei de alinhadores, partilho com vocês os meus pontos positivos e negativos deste novo aparelho que estou agora a usar:

 

Positivo:

  • O facto de ser imperceptível ao olhar e a forma como isso contribui para a nossa auto-confiança e tranquilidade durante este processo, que leva sempre algum tempo e com o qual temos que estar comprometidas. 
  • É confortável, ou seja, ultrapassados os primeiros os primeiros dois dias, diria que já estamos habituados.
  • Consigo falar melhor do que achava que iria conseguir. Portanto, o efeito sopinha de massa vai desaparecendo à medida que nos vamos habituando.
  • É um processo mais rápido e mais personalizado porque é tudo estudado a priori e é possível mover os dentes isoladamente respeitando a condição e história da nossa boca
  • É motivador porque acompanhamos toda a evolução, sabendo exactamente o que vai acontecer a cada mudança de alinhadores e o final do tratamento graças às novas tecnologias e tenho tudo no meu perfil criado no site do Invisalign. Aliás, o processo só avança após termos essa visão global de como será o nosso tratamento e qual será o resultado.

Negativo:

  • Não temos liberdade para comer com os alinhadores postos, por isso torna-se mais limitador nesse sentido. Envolve todo o processo de "tirar e pôr" e de higiene após todas as refeições.
  • Nesta fase, em que os dentes ainda estão tortos, é mais difícil tirar e voltar a pôr os alinhadores e tudo isso envolve muita saliva.
  • A evolução depende 95% de nós próprias e da nossa disciplina (em respeitar o tempo de uso dos alinhadores, fazer as mudanças nas alturas certas).
  • O ritual social dos jantares, almoços e eventos especiais é o mais complicado, porque não depende de nós à velocidade com que acabamos de comer.
  • O preço é também um factor importante e limitador, ao mesmo tempo, pois o Invisalign é dispendioso. Porém, neste momento percebo o porquê e até justifico o valor - o que não justifique é que 98% dos seguros de saúde não comparticipem este tipo de tratamento.

 

O Invisalign é todo um mundo novo de tecnologia e avanço na medicina dentária. Diria que é o futuro e, talvez nessa altura, se torne mais acessível. Ainda assim, falo-vos com conhecimento no assunto, pois até chegar aqui, eu passei por várias consultas e consultórios médicos, e nunca me sentir tão segura como na Clínica do Marquês. Talvez porque nunca me senti obrigada a fazer este tratamento, porque nunca senti pressa da parte deles, muito pelo contrario, a pressa foi toda minha, fizeram tudo para garantir que a minha perda óssea não é agravada, que as gengivas não vão sofrer mais e que os meus dentes, com toda a sua história, vão ser respeitados e mantidos o mais saudáveis possível.

 

invisalign, Clínica do Marquês

Com a Dra. Rosiana Tavares

 

Portanto, permitam-me o minuto de publicidade à Clínica do Marquês, que é centrada no paciente e não apenas no objectivo. Talvez daí, as facilidades de pagamento, porque permite o acesso a este tipo de tratamento a mais pessoas. Sinto-me valorizada e ouvida. Na minha tentativa anterior, aquela que para mim, tinha sido a última, ouvi que não arriscariam este tipo de tratamento em mim e que, mesmo um aparelho tradicional, poderia colocar em risco os meus dentes, percebem como isso foi frustrante, especialmente após o trauma da extração do dente do siso e com a boca e o maxilar tortos? 

Estou mesmo contente! Contente por ter podido avançar com este tratamento e que, num ano e meio, mais coisa menos coisa, estaria livre de novo, mas sempre com acompanhamento para que este seja um ponto final no meu triste fado com os dentes e dentistas. 

 

Experiência com o aparelho Invisalign há por aí? Contem-me tudo!

 

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