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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

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Férias de Páscoa | Sugestões para salvar os pais

15.04.19 | Vera Dias Pinheiro

actividades férias

 

Passar 24h com os filhos em casa tem muito de bom, como ao mesmo tempo, sabemos que tem 99% de possibilidade de nos deixar uma pilha de nervos. As crianças precisam de estar entretidas o tempo todo e isso implica, por um lado, deixá-los mais à vontade em casa, o que implica ter a casa em caos permanente e, por outro, ter mil planos – e outros alternativos – para os levar para a rua.

No nosso caso, sair de casa nem é tanto por eles. Aliás, o Vicente se me pede para não ir à escola é porque que ficar em casa o dia todo a brincar com as coisas dele. Por conseguinte, a necessidade de sair à rua é mais minha, de respirar, aliviar a tensão, evitar mais duas ou três caixas de brinquedos despejada na sala. E eles, mesmo que teimem em querer ficar em casa, acabam sempre por gostar, divertir-se e gastar alguma da sua (muita) energia.

Ainda assim, o melhor são as coisas mais simples, aqueles escapes com programas com alguma liberdade para eles, que não os obriguem a estar sentados muito tempo e obvio que sejam o mais direccionados para eles possível.

Nada de meter um programa do vosso agrado pelo meio a achar que o importante é tirá-los de casa! Errado papás!

 

Neste sentido, partilho com vocês a minha própria lista de actividades/ programas que tenho em vista para os próximos dias para fazer com eles.

 

  • 7 Programas para fazerem com os vossos filhos:
  1. Exposição Cérebro – Fundação Calouste Gulbenkian
  2. Exposição “Hello, Robot” – MAAT Museum
  3. “Falas Estranhês?” – Teatro Dona Maria II (a partir do dia 11 de maio)
  4. Cinema: Link – Filme de Animação
  5. Cinema: Parque das Maravilhas - Filme de Animação
  6. Dino’s Live, Exposição de 6 Dinossauros Gigantes – Fórum Montijo
  7. Quinta Pedagógica - Olivais

 

Sem grandes planos para fazer mini férias ou escapadinhas até às férias de verão, vamos aproveitar para nos concentrar no que temos perto de nós. Para além disto, se o S. Pedro ajudar, temos planos para levar bicicletas, trotinetes e skates para a rua. Com a proximidade do rio Tejo, muitas vezes, nem são precisos planos.

O princípio que devemos ter em mente é: levar as crianças para a rua! Por muito cansados, ficamos sempre a ganhar, nem que seja porque nós próprios respiramos, distraímo-nos e não estamos tao concentrados na confusão e até as birras parecem que não escalam.

Cá por casa vivem dias assim mais para os tensos. Entre as birras da Laura – eu não me lembro do último jantar sem choros e gritos – as brigas entre o Vicente e a Laura – que escalam para uma intensidade absurda, mas que fazem parte – e o Vicente que nem sei bem que fase é esta que ele está a passar. Depois, dos últimos dois anos mais tranquilos, a verdade é que estamos a toda a velocidade a entrar numa fase desafiante e delicada.

 

Às vezes, estamos todos aos gritos sem sabermos muito bem porque é que aquilo tudo começou.

 

Boas férias da Páscoa!

 

 

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10 coisas positivas que podemos fazer por nós

11.04.19 | Vera Dias Pinheiro

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Esta semana tem sido um verdadeiro desafio. Eu estava ansiosa pela chegada da segunda-feira, queria muito que toda a família voltasse às suas rotinas e eu às minhas. Dois dias depois, tinha a Laura com febre, duas noites sem dormir e o cansaço que se acumulava, eu invadi-me por uma certa frustração, por sentir que os últimos tempos têm-se resumido ao “pára-arranca” de tudo, sem conseguir mergulhar em nada de novo.  

Contudo, decidi que não ia baixar os braços cedendo a este estado de espírito mais negativo. Foi quando acordei das noites mais complicadas que decidi abraçar o dia, independentemente dos percalços. Mantive a minha agenda em dia, sem desmarcar nada, sem deixar que a casa ficasse o caos e a tomar medidas para precisamente mantê-la na ordem.

E, por isso, penso que chego ao dia de hoje sem sentir que a minha vida ficou em suspenso, como muitas outras vezes aconteceu. Fui tudo acontecendo, juntamente com todos os imprevistos. Talvez, esteja mesmo a conseguir encontrar uma estratégia pessoal para conciliar tudo isto com o facto de trabalhar em casa e de ser sempre o ponto central onde todos os dilemas familiares convergem.

Todos esperam uma solução ou uma resposta de mim, mesmo que inconscientemente. Aprendi a dizer não a algumas, mas grande parte tem que ser encaixada e para isso é importante a tal estratégia pessoal, que ainda tem muito para ser trabalhada.

 

Neste sentido, aproveito para partilhar com vocês 10 coisas positivas que podemos fazer por nós quando trabalhamos em casa (e não só). Ora vejam:

 

(in blog Alerta de Emprego)

  1. Dê uma rotina a si mesmo

Se é uma novidade para si trabalhar em casa, pode demorar algum tempo até se adaptar. Mas se definir deste o início os parâmetros para um dia produtivo, melhor ainda. Como tal, saiba como se adaptar ao seu novo escritório, chamemos-lhe assim. Certifique-se que está na secretária por um tempo determinado e aceite acordar cedo.

Planeie o seu dia de acordo com o que irá sentir se concluir um determinado conjunto de tarefas, e deixe que o sucesso gire à volta das tarefas e não do tempo.

 

  1. Levante-se, tome um banho e vista-se

Não trabalhe na cama. Pois as camas são para dormir, para descansar e têm o seu propósito. Acordar e ir diretamente para o “trabalho” porque pode fazê-lo, não significa que está em pleno.

Tome um banho e refresque-se, não se esqueça que é um humano, mesmo que não tenha que passar o dia ao lado de outras pessoas. Vista-se. Há sempre a tentação de ficar de pijama, e ao mesmo tempo fazer umas chamadas, isto porque pode. Mas não o faça. Use o que quiser, o que lhe for mais confortável, deste que não seja o pijama. Agora sim, pode começar a trabalhar.

 

  1. Foco: leia e não digite durante a sua refeição

Aperfeiçoe o foco e a capacidade de manipular diferentes ações. Se está a segurar algo, uma colher, um copo, ou uma peça de fruta, simplesmente não irá conseguir escrever no computador corretamente.

Não queira fazer tudo de uma vez. A ideia é ser o mais eficiente possível uma vez que trabalha a partir de casa. Veja blogs, artigos, notícias e leia-os antes de voltar ao trabalho.

 

  1. Prioridades: elabore uma lista de tarefas

Pensar “O que faço agora?” é o primeiro passo para o tédio. E o tédio destrói os nossos sonhos. Por isso, não seja um destruidor de sonhos.

Elabore listas como se tivessem sido criadas por um chefe terrível, estas são a chave para a Auto motivação. Esta será a sua lista e o resumo do seu dia. Dê algo a si mesmo para se entusiasmar. Dê prioridade a três tarefas importantes, e não tenha medo ter outra lista com tarefas que precisam de ser feitas, mas que não são urgentes.

Saiba quais são os seus objetivos e estabeleça um prazo realista a si mesmo.

 

  1. Seleccione uma música ambiente

O ambiente de trabalho é fundamental. Pode ser uma sala com muita luz. Desloque o seu “escritório” onde se sinta bem.

Por vezes trabalhar em silêncio é uma distração, como tal ponha música ambiente. Vivaldi está cientificamente comprovado que ajuda na concentração, pois a maioria da música clássica é o ideal para iniciar o seu dia de trabalho. Se o seu trabalho é escrever, não escolha músicas com letras, pois a tentação é cantar e acompanhar a música.

 

  1. Destrua tudo o que o distrai

Aqui está a diferença entre um bom dia e um mau dia. Coloque o telemóvel longe do seu alcance enquanto estiver a trabalhar, ou coloque-o em Modo de Voo. Uma notificação do WhatsApp, um tweet, um post do Instagram ou do Facebook, são uma distração. Deixe os sms´s para o momento da sua pausa e foque-se para que seja implacável.

Ou seja, se alguma coisa o fizer desviar o olhar do seu trabalho, tente encontrar uma forma de contornar e impedir que isso volte a acontecer.

 

  1. Trabalhe, trabalhe, trabalhe

Se está a correr por um dia sem paragens para beber ou descansar, a pessoa que corre por apenas 45 minutas por hora, irá mais longe. Por isso, seja uma tartaruga e descanse no caminho para a vitória.

Existem várias formas de o fazer. Por exemplo, faça sessões de 50 minutos, e pare de trabalhar por 10 minutos. Defina o alarme do telefone para o ajudar. Levante-se, mexa-se, beba água, respire. Tente não olhar para um ecrã, mas caso seja preciso, está é a oportunidade para verificar as suas mensagens.

Depois dos dez minutos, acerte o relógio e continue. Três ou quatro sessões de uma hora podem ser produtivas, mas se tiver vários períodos de descanso durante esse tempo, será ainda mais produtivo. Seja esperto e não implacável.

 

  1. Técnica do email inteligente

Todos os emails que envia estão a pedir outros e outros, e caso esteja a meio de uma tarefa, pode passar o dia inteiro agarrado ao email e não ter tempo para pausas. Ter o email aberto é uma provocação e uma tentação destrutiva, quando de facto não precisa de estar a consultar o email constantemente.

Como tal, adote esta técnica, para alcançar um maior sucesso. Consulte o seu email de meia em meia hora, este é o tempo suficiente para responder aos emails urgentes e ter uma ideia de outros trabalhos ou oportunidades.

Caso use o Whatsapp ou algo semelhante para comunicar com o resto da equipa, também não deixe que esta ferramenta se apodere a sua vida. Por isso, aplique igualmente a técnica do email.

 

  1. Agrupe as atividades semelhantes

Agrupe os skypes, as conferências e as reuniões presenciais. Prepare uma manhã ou uma tarde de cada semana para conversar, e deixe o resto tempo livre para o trabalho ilimitado e sem perturbações.

 

  1. Saia à rua

Não se esqueça de fazer exercício físico. Agora já não tem que ir de bicicleta para o trabalho, agora é responsável pelo seu próprio destino. Mas tome nota, ficar pálido e descuidado no escritório da sua casa, só o vai deixar mais cansado, e a longo prazo, doente.

Como tal, saia para a rua apanhe vitamina D, ande de bicicleta, leia num banco de jardim, apanhe ar fresco. Pelo menos um dia por semana saia de casa. Conviva e veja pessoas e inspire-se nas conversas. Seja bom consigo mesmo. Trabalhe de forma inteligente, aprenda e faça de tudo para criar hábitos.

 

De tudo o que leio sobre motivação pessoal, estas dicas fazem muito sentido para mim, talvez por perceber que muitas delas eu tenho vindo a adoptar com o tempo. Ainda assim, penso que há elementos que podemos retirar daqui para a vida em geral de todas as “multitasking and multi-fulltime jobs” mulheres.

 

E vocês? Têm uma estratégiapara o vosso dia-a-dia? Seguem um método? Têm as vossas próprias dicas? 

Partilhem tudo comigo! 

 

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Sobrevivi ao dia em que tive a full-time em três empregos!

10.04.19 | Vera Dias Pinheiro

trabalhar em casa

 

Foi uma noite péssima, a voltarmos sempre aos 39 de febre, mais o sobressalto (meu) e todos os pedidos que foram feitos “pra´li” entre as 3 e as 5 da manhã, altura em que a Laura cedeu e voltou a pegar no sono. Estava sobressaltada por ela, porque quando as febres são muito elevadas, não fico descansada a ter a certeza que está a baixar. Mas também porque tinha o Vicente para levar à escola.

 

Contudo, fui literalmente poupada pelo pai que conseguiu levá-lo à escola. Não fiquei mais tempo na cama, nem dormiu mais, porém, a Laura fez uma valente sesta e nem precisou que eu me fosse deitar com ela.

E já agora, quem é que se lembrou de tornar a mulher num ser humano acumulador de funções em full-time? Aposto que devia ter alguma coisa contra nós, não é verdade?

Pois que, tive que aproveitar a aberta que o S. Pedro deu e lavar mais alguma roupa para pôr a secar. Arrumei, sempre com uma necessidade de estar a arrumar qualquer coisa e com uma grande dificuldade em manter aquela divisão por onde todos passam – o escritório – com alguma ordem.

Trato das refeições e das minhas próprias, quando estou sozinha e faço por me alimentar bem e as refeições da família, que gosto que sejam o mais variadas possível, dentro do mais simples e prático que existe. Todavia, senti que estava na altura de chamar por ajuda – afinal, não há melhor sentimento connosco próprios do que o de conseguirmos assumir abertamente até onde conseguimos ir, fazendo as coisas com eficiência e, a partir de quando, passamos o limite e deixamos que o caos se apodere de nós e de todas as nossas funções a full time.

 

Com a Páscoa à porta e sempre muita agitação cá em casa, há um momento em que a ordem que eu consigo manter não basta. Por isso, tenho sempre em recurso aquelas empresas de limpezas domésticas ao domicílio, que trazem tudo e que não nos chateiam com nada! O outro karma da minha vida doméstica é a roupa para passar a ferro. Ou bem que tenho a minha mãe por cá e dá-nos uma ajuda, ou, inevitavelmente, há um momento, em que o ir “pescar roupa à medida das necessidades e passar” se torna insustentável.

 

Sem dramas! O dinheiro é um bem utilitário na nossa vida e o melhor uso que podemos fazer dele é precisamente na aquisição de coisas/bens que contribuam para o nosso bem-estar e qualidade de vida (e de tempo). E, muito sinceramente, nesta fase da minha vida, os meus investimentos estão muito virados para a satisfação deste tipo de necessidade, especialmente para manter o caos o mais longe possível. Portanto, eu sei que, quando chegar a sexta-feira ao final do dia - aquele dia em que eu não cozinho e que encomendamos o “bendito” frango assado - a minha cabeça e o meu espírito vão ficar muito mais em paz por saber e sentir que estamos a entrar verdadeiramente de fim-de-semana sem “extras” e sem o peso das tarefas domésticas já a pesar sobre nós!

 

A contar os dias até lá!

Venham de lá os brunchs, os passeios e os programas com a família e os amigos – adios casa! adios tarefas domésticas!

 

Boa noite.

 

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A (minha) liberdade, que devia ser um direito de todos os pais!

09.04.19 | Vera Dias Pinheiro

direito dos pais, filhos doentes

 

Se, quando estamos em casa, falamos da facilidade com que ficamos assoberbadas com o nosso trabalho, os recados dos outros para “quando tivermos tempo”, as tarefas de casa e todas as outras pequenas coisas que vão aparecendo diariamente, é também importante referir a rapidez com que vamos à escola buscar um dos nossos filhos, seja a que hora for, porque nos ligam inesperadamente a avisar que está com 39 de febre.

Se, no dia-a-dia, nos debatemos pela gestão de horários, pela rotina e organização do tempo que parece muito, mas que, no fundo, dá para meia dúzia de coisas, temos uma liberdade que faz com que, nos dias seguintes, se for necessário, fiquemos com eles em casa, só regressando à escola quando o “bicho” passar.

Eu chamo-lhe liberdade, mas a verdade é que deveria ser um direito de todos os pais. Um direito sem penalização no vencimento no final do mês e nem represálias por termos os filhos doentes.

 

É uma liberdade que protege igualmente as nossas crianças, e as dos outros, de adoecerem, de se banalizar a toma de medicamentos, de os expor aos vírus quando estão debilitados – ou de expor os filhos dos outros aos vírus dos nossos.

A liberdade de lhes poder dar o melhor medicamento do mundo – o do amor e do mimo, o da atenção e do carinho – dando-lhes o nosso tempo, o tempo mais bem investido que podemos ter. Nesta liberdade, a cura não se apressa, as horas não contam e os dias de assistência à família não têm limites.

 

Claro que há uma vida que fica em suspenso, claro que altera a rotina e, como tal, destabiliza um pouco aquela normalidade dos dias. Porém, gerimos apenas o nosso stress e a nossa preocupação, que, como pais, estamos sujeitos a estas doenças que não são graves, mas que precisam, à mesma, de cuidados.

Hoje foi assim, uma febre que apareceu do nada – e que do nada deverá desaparecer – fez com que passássemos todos (o Vicente incluído pois calhou ter a aula de judo cancelada) a tarde em casa, enrolados no sofá, entre mimos, beijinhos e pedidos especiais.

 

O Vicente teve uma dose de mimo de mãe extra e a Laura teve o melhor remédio de todos, a atenção e os cuidados da mãe. E eu? Eu agradeci silenciosamente, uma vez mais, a minha liberdade e a forma como isso se reflecte no meu papel de mãe.

Amanhã ainda não sei como será. Porém, e por uma questão de segurança, mantem-se a agenda em branco sem saídas ou combinações, se calhar também não irei ao ginásio, paciência, daremos o litro nos restantes dias, se calhar, vou voltar a ter a casa no caos, porém tenho a liberdade que devia ser um direito e, infelizmente, não o é!

Gerir uma família, os filhos, ser profissional, eficiente e mostrar aos outros que isso é possível, havendo a tal liberdade, ainda é um processo! A sociedade formatou-nos para dar prioridade a tudo o resto e gerir o essencial como der…

filhos doentes

 

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Responder às perguntas difíceis dos nossos filhos.

05.04.19 | Vera Dias Pinheiro

responder às perguntas difíceis dos filhos

 

Quando é que as pessoas morrem, mãe? É que eu não quero esquecer-me nunca de ti…”

Na minha cabeça formam-se as respostas, mas ao mesmo tempo sinto-me completa tonta porque nós os adultos complicamos as coisas porque racionalizamos demais. Falamos demais e perdemos a capacidade de falar directamente ao coração, perdemos no fundo a simplicidade.

Bastava eu dizer-lhe que nunca nos esquecemos das pessoas que gostamos, pois, o coração tem a memória do tamanho de um elefante.

No final, aposto que acabaríamos os dois a rir!

Pelo contrário, deixei-me ir pela emoção. Então, expliquei que não há uma idade para morrer e que, infelizmente, não se morre apenas quando ficamos muito velhinhos. Remediei o assunto, para não ficar demasiado pesado, explicado também o quão poderoso é o nosso coração e que sempre que o sentirmos apertado, podemos conversar com as pessoas de quem sentimos saudades mesmo quando elas não estão por perto.

Para além disso, pais e filhos, irmãos, avós e netos, têm uma ligação especial que não se vê mas está lá, como se estivéssemos sempre juntos!

Mas a verdade é que eu tenho 36 anos e também não quero esquercer-me da minha mãe ...portanto, eu percebo a sua angústia.

Para mim, as perguntas difíceis de uma criança não são aquelas que têm a ver com “como se fazem os bebés ou como é que eles nascem. Aqui, resumo tudo à anatomia, a sexualização é a nossa mente que assim está formatada. Mas isto, dará com certeza um outro post.

O difícil é lidar com estas emoções que começam a surgir, nesta idade, com a verbalização das mesmas. Com estes sentimentos que, nós adultos, sabemos que custam, já sabemos que as pessoas não são imortais, sabemos o que é a saudade, a tristeza e que cm o tempo fomos aprendendo a lidar com cada uma delas.

Agora, chegou a nossa vez de acompanhar os nossos filhos nessa descoberta, tal como os nossos pais fizeram connosco.

E esta parte custa, o de saber que não os podemos proteger de tudo. Percebemos que o cordão umbilical estiva um pouco e a isto, creio, chamamos de crescimento. Verdade?

Sinto que, nesta fase da minha vida, muita coisa está a acontecer. Os meus filhos estão a passar para uma nova etapa, o vicente vai começar a escola primária em setembro, a Laura a pré-escola e eu… eu olho-me no espelho e vejo uma mulher, com as devidas marcas da idade, vários cabelos brancos, algumas rugas.

É curioso como o meu padrão já não são as “miúdas” de 20 ou 30 anos. Parte da minha motivação, por exemplo quando vou ao ginásio, são aquelas senhoras mais velhas do que eu, impecáveis e que se cuidam e se exercitam diariamente. Eu já olho para a frente e penso, “quando chegar aquela idade, quero estar assim”.

Ainda assim, a aceitar o número da nossa idade a crescer e aproximar-se de um certo patamar, não é pacifico. Tenho amigas que vão entrar agora nos 40 e vejo reações diferentes, mas todas a que lá chegaram, só dizem maravilhas 😊

 

Boa noite.

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É um engano! A maternidade é muito mais do que "apenas" os filhos!

04.04.19 | Vera Dias Pinheiro

mãe a tempo inteiro

 

Claro que se me dessem a escolher, eu preferia mil vezes ter que lidar apenas e só com a maternidade. Com a parte mais leve, feliz, descontraída e suave. Claro que, antes de tudo isto, do ser mãe, eu pensava que ter filhos era apenas esse lado e que eu – ingenuamente – daria conta do recado porque, à minha maneira, teria tudo sob controlo.

 

Porém, atrevo-me a dizer que o nosso controlo se estende basicamente a tudo aquilo que são os cuidados básicos e essenciais do bebé/criança. Para além de tudo isso, a grande parte, tem a ver com um misto de tantas coisas e com um depender de tantas conjunturas e estados de espírito, que torna isto, de ser mãe, uma caminhada tudo menos suave e tranquila.

E como se tudo isso não fosse, por si só, suficiente, há ainda toda a nossa vida e responsabilidades de pessoa adulta que somos. Essa outra vida tão importante e essencial ao funcionamento do todo, que temos que conjugar e, assim, passamos a viver na luta constante por um equilíbrio entre os vários papéis que desempenhamos.

 

Calhou-me a mim que, quando a aventura da primeira gravidez, a vida me levasse a enveredar pelo que se classifica como a “mãe a tempo inteiro”. Eu fui aquela mulher-mãe que colocou uma licença sem vencimento na sua vida toda para se dedicar tão somente ao seu filho. Parece um sonho, não é? E foi, sou grata demais pelo tempo “extra” que passo com os meus filhos desde que eles nasceram.

Contudo, ninguém me avisou tudo o resto que vinha agregado à maravilha de ser mãe. Ninguém me avisou de outras responsabilidades e tarefas (sim, tarefas) que tornavam esgotantes os meus dias, todos os dias. Porque antes, eu saia do meu trabalho e, a mal ou bem, fechava-se uma porta, o dia tinha ficado feito e as tarefas concluídas.

 

Na minha casa, e durante o meu dia, o caos era constante assim como a minha luta e trabalho – porque é disso que se trata, trabalho e muito de físico. Quanto mais fazia, mais havia para fazer, algo que se era recuperado ou posto em dia quando as noites se prologavam ou os momentos de descanso do bebé, eram aproveitados para tudo menos para descansar.

E hoje em dia, que enveredei por uma carreira em regime de freelancer, em que trabalho a partir de casa e em liberdade de horário, sinto que, durante as minhas 24h, esse oásis para um trabalhador, acaba por ter um lado muito negro. E disso também ninguém nos avisa e quando nos apercebemos, levamos tempo até acertar o passo, até alcançarmos o ritmo de antes. Mas depois o que se sucede:

... a falta de tempo para certas coisas e com isso, uma ligeira incompreensão, porque afinal, eu estive sempre lá, em disponibilidade total. As responsabilidades eram tomadas sempre com a prioridade neles. E é estranho quando, nas primeiras vezes, não temos realmente tempo, quando chegamos a primeira vez mais tarde à escola, quando não terminamos um trabalho a tempo para a escola, quando nos baralhamos nos dias das actividades. Ficam surpresos - até eu não estou habituada.

 

Mas o resumo dos meus e dos nossos dias, independentemente da vida e carreira que tenhamos, é que, no final do dia, estamos na luta connosco própria para ter mais paciência, para controlar as situações de conflito, para não levantar a voz, para nos controlarmos e não virar costas. E, comigo, são as coisas básicas que eles sabem que têm que fazer e que se recusam que me deixa doida: lavar os dentes, tomar banho, comer.

Se perguntarmos quantas de nós consegue manter o sangue frio ao final do dia, acho é consensual que a maioria responde que não. E é legitimo sentir isso, é legitimo falhar, mesmo quando não queremos e sabemos que até poderíamos ter evitado. É legitimo, porque infelizmente a maternidade não é apenas ser mãe, maternidade tem responsabilidade e nós somos formatados para ter responsabilidade e ter sempre coisas chatas para resolver no dia a dia.

 

Mas, de uma forma ou de outra, saber pedir desculpa, quando sabemos que pisamos a linha, explicar-lhes que ser crescido implica muitas tarefas, as deles e as nossas, mas que o importante é que eles são sempre a prioridade da nossa vida e que os amamos sempre, mesmo quando a voz se altera e sobe de tom… porque é legítimo!

São dois filhos, mas podia ser apenas um ou podiam ser três ou quatro, acho que o sentimento está presente em todas nós de igual forma.

 

Boa noite.

 

 

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Mood Board: Spring Flowers Arrangements!

03.04.19 | Vera Dias Pinheiro

spring flowers arrangements

 

Gosto muito de flores, embora procure sempre as plantas que sejam sobreviventes, ou seja, que não precisem de um cuidado e manutenção elevado. Porque eu – não sei como é com vocês – passo meu dia-a-dia completamente controlada por horários, rotinas e afazeres, sem grande margem para improvisar, pois o tempo é contado ao milésimo de segundo para dar para tudo – porque tem que dar.

Portanto, tudo o resto, eu preciso que seja o mais leve, fácil e sem grande responsabilidade possível. E numa certa viragem para o chamado síndrome de ninho, ter uma casa clean, sem excesso de coisas, mas com vida e cheirosa, é essencial. A alma da casa está nos detalhes, para além das pessoas que nela habitam naturalmente.

Neste sentido, as plantas e as flores acabaram por se tornar um hábito que, para além das plantas que tenho o ano inteiro, me fez querer as flores da estação. Talvez porque isso acaba por criar o ambiente e as próprias cores e aromas nos remetem para a estação do ano na qual vivemos naquele momento. E isso é bom, diria que, por vezes, é quase suficiente numa casa.

E entre a florista do mercado ao qual vou aos sábados de manhã e, por vezes, as encomendas de ramos assim mais estilosos e caprichados que encomendo na florista online Colvin, a nossa casa acaba por ir reflectindo as cores e cheiros de cada estação.

E brindados com a chegada da primavera, há muitas flores que eu adoro e que vão definitivamente fazendo parte da decoração até á chegada do verão.

 

Assim, e à semelhança de outros posts que já escrevi sobre este tema, como por exemplo este, partilho com vocês inspiração para as jarras vazias que estão aí por casa.

 

Começemos pelas belas Tulipas:

| Imagens em Galeria |

 

Seguido das delicadas Flores de Cerejeira:

cherry blossom

 

cherry blossom

 

Sem esquecer as elegantes Peónias:

| Imagens em Galeria |

E, por fim, a Lavanda ou Alfazema:

alfazema

 

alfazema

Existem muitas outras e, no final, a combinação de cores e aromas é infinita, e leve, como se de uma brisa se tratasse. Enquanto vos deixo com estas inspirções, fiquem atentos, pois ainda esta semana vou ter novidades fresquinhas para vocês. 

Deixo-vos com uma pista: guardem uma jarra bem bonita!

spring flowers arrangements

Boa noite!

 

 

*Fotografias via Pinterest.

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