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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

O resumo da nossa Páscoa: quando a Primavera dá o ar da sua graça!

22.04.19 | Vera Dias Pinheiro

hello, robot. maat museum

 

Os miúdos pregaram-me a partida e juntaram-se para boicotar as idas à escola durante toda a semana que passou. O que para mim, sem organização previa do trabalho, torna-se muito ingrato, porque se há coisa que eu detesto é estar constantemente a dizer-lhe para esperarem um pouco porque eu tenho que terminar alguma coisa. Mas fez-se, com o mau tempo e a crise dos combustíveis, os passeios estavam limitados e acabamos por ficar pelo nosso bairro.

 

Ainda assim, o meu único desejo era não ter que ser eu a organizar todo o almoço do domingo de Páscoa e a ter todo o trabalho que isso envolve. Admito que a versão destes dias, em que regresso a casa sem ter mais nada com que me preocupar ou arrumar, agrada-me um pouco mais, do que a outra versão, aquela em que fico mais umas horas a arrumar e a limpar o que ficou da “festa”. Mas não, a minha sogra tratou de tudo e eu bem que agradeci.

 

E, acima de tudo, aquilo que para mim era o mais importante é ter a família reunida, como em todos os outros momentos importantes. Não temos uma família muito grande, pelo que faço tudo para manter a que temos o mais unida possível, mesmo com todas as diferenças que possam existir.

Agora, a tarefa mais difícil foi gerir duas crianças, dois irmãos, que se adoram, mas que convivem no limiar do conflito. Nunca sabemos bem quando é que a coisa vai explodir. A Laura. Com os seus três anos, não faz muito mais do que chorar e gritar para se defender. O Vicente, por sua vez, sai-se com determinadas reacções que me deixam possessa, do género rasteiras, empurrões e sustos. Portanto, estar com os dois em casa é sinónimo de lhes dar liberdade e deixá-los à vontade, verdade, mas sempre com supervisão e sempre a zelar por alguma ordem.

 

A parte boa é que brincam imenso um com o outro, entretém-se e são companheiro e amigos. A parte menos boa é o caos que duas crianças fazem e a dificuldade, muitas vezes, em, pelo menos, conseguir andar pela casa sem pisar um brinquedo qualquer, entre outras coisas.

Portanto, quando chegou a sábado, eles chegaram da piscina, almoçamos e mal terminámos, despachei toda a gente para rua. Estava bom tempo, eles estavam insuportáveis – desculpem-me a expressão – e eu cansada de andar de gatas a arrumar numa tarefa totalmente inglória ou a chamar a atenção por alguma coisa.

 

Para além disso, vivemos perto do rio! Como assim não sair de casa logo que o tempo abre?! Fomos finalmente visitar a exposição “Hello, Robot!”, que esteve no museu Maat precisamente até hoje.

 

Contudo, digo-vos uma coisa: ter filhos é maravilhosos e faz-nos sentir sempre acompanhados, como também nos tira o descanso e a tranquilidade em todos os momentos. Este tipo de programas em família são uma canseira e, por vezes, ingratos. Andamos nós a correr atrás deles, eu, em particular, acabo por nunca ver nada com atenção. E os estados de humor alteram-se em segundos!

 

Portanto, olhem, chegar a este dia, em que voltamos todos às rotinas, sabe-me muito bem. Voltamos às nossas rotinas, sem bem que comigo nunca existe aquele folgar a sério por estarem de férias, pois, na minha opinião, são a garantia de conseguir alguma tranquilidade para todos, mesmo que eles refilem todos os dias por não quererem tomar banho ou porque chegou a hora de jantar, cheguem eles a casa às 17h ou às 18h. O tempo que eles passam a brincar, para eles, é sempre pouco!

belém, lisboa

 

E agora acalmamos, certo? Sem mais festividades, aguardamos pela chegada do bom tempo e das férias de verão, certo? Quer dizer que posso aliviar a velocidade e dedicar-me um pouco mais a simplesmente “curtir” os dias sem mais coisas?

 

Eu gostava que sim, mas vocês irão perceber que não! Que não vai ser nada assim!

 

Boa semana!

 

A previsão de passar a Páscoa com apenas 45km de autonomia…

18.04.19 | Vera Dias Pinheiro

greve nos combústiveis na páscoa

Vivemos num país privilegiado pelo clima, pela gente, pela gastronomia, pela ausência de catástrofes naturais, com excepção dos fogos que nos atormentam todos os anos durante o verão, protegido (por enquanto) de atentados e em que, talvez, o nosso maior flagelo é a precaridade com que muitas das famílias vivem e o ordenado mínimo ser tão baixo.

Vivemos em paz, podemos dar-nos ao luxo de andar com o carro na reserva porque não existe falta de combustível, podemos fazer compras praticamente todos os dias porque não existem falhas no abastecimento de alimentos nos supermercados, sendo que a oferta e a diversidade dos produtos, é cada vez maior e ainda bem.

Vivemos tranquilamente a nossa vida, metade do mês mais felizes do que a outra metade em que contamos os dias para recebermos o vencimento. Mas vivemos felizes – ou pelo menos deveríamos – não há epidemias, nem doenças de maior e fazemos parte do conjunto de países desenvolvidos com grandes facilidades a vários níveis.

 

Talvez por isso se perca a facilmente a cabeça e se cai no exagero quando alguma necessidade básica fica ameaçada. Ficamos obcecados com a nossa própria necessidade e, sem nos apercebermos, fomos todos igualmente impulsionadores das consequências desta greve dos combustíveis.

 

Quando me apercebi do que estava a acontecer, estava no carro, a luz da reserva tinha acabado de acender e, lá pelas 17h quando me dirigia para casa, era impossível pôr combustível em qualquer das bombas perto da minha casa. Achei ridículo e desnecessário, achei mesmo. Tinha 80km de autonomia, ainda fui trabalhar na quarta-feira e, quando se ouviu que haveria reposição em algumas bombas de abastecimentos, lá fui eu - ingenuamente mais uma vez – nessa altura, já o caos estava instalado, havia carros vindos de todo o lado, havia carros com o porta bagagens cheio de garrafões com combustível.

Voltei para trás e estacionei o carro. Já não podia ir muito mais longe, mas hoje acordámos com a notícia de que a greve tinha terminado (para já, até final do ano). Foram três dias de greve e eu penso que se tivéssemos feito a nossa vida normal, se teria havido este caos, se teria havido a “seca” de combustíveis e até quem ficasse com as suas férias da Páscoa e o encontro com a sua família comprometido.

Contribuímos todos um pouco para esta histeria, causamos o pânico na cidade com o excesso de trânsito, o excesso de caos, o excesso de ânimos exaltados e o excesso de suposições sobre os cenários mais negros. Um cenário que já aconteceu uma vez e que voltou a repetir-se, portanto, é possível acontecer uma terceira e o de que forma nos iremos proteger ou defender?

 

Volto ao início deste texto, vivemos num país onde não fomos forçados a viver para antecipamos situações de caos, não vivemos a pensar que um dia podemos ficar sem água, sem combustível ou sem comida. Reagimos no imediato e lançamos o caos geral e acabamos por colocar em causa o possível funcionamento da sociedade, pensado que é melhor poupar para outros que precisem mais, neste caso, os autocarros, as ambulâncias, os bombeiros, etc…

Vi a minha vida resumida aos próximos dias a 45km de autonomia, comecei a pensar no que seria mais urgente e para que é que aqueles quilómetros seriam efectivamente necessários. Olhem, fui ao supermercado e trouxe mais garrafões de água, a bebida vegetal e tudo o que fosse mais pesado. Depois, pensei que vamos trocar de carro num futuro próximo e que quero optar por um híbrido, pensei que daqui não quero viver no limite e sentir que de um dia para o outro não temos nada.

 

Pensei que vivermos entre o trabalho do pai e a escola dos miúdos é uma grande vantagem na nossa vida e que nos traz alguma estabilidade, penso igualmente que, no geral, temos muita sorte, o que não nos permite ter a capacidade de agir racionalmente em situações extremas.

 

Feliz Páscoa para todos!

Ai vou eu, de novo, em busca do meu sorriso | O Invisalign

16.04.19 | Vera Dias Pinheiro

invisalign, Clínica do Marquês

 

 A história da minha vida gira em torno dos dentes – se calhar, deveria explorar um pouco mais sobre este assunto de uma outra perspectiva. Desde miúda que guardo na minha memória os episódios no consultório do meu dentista em Santarém. As dores de dentes e as infinitas vezes que me sentei na cadeira do dentista por causa delas, com aquela luz branca por cima de mim e a única coisa que via era a sua barba farfalhuda e aquele som (dos instrumentos) que ainda hoje me causa um grande desconforto mesmo que à distância.

Resumidamente: é mais desconfortável, para mim, ir ao dentista do que ao ginecologista. Deixa-me nervosa e deixa-me profundamente triste que, mesmo após todos estes episódios, chego a esta idade sem os dentes e o sorriso que façam jus a todo o dinheiro investido até hoje.

Para além dos dentes que nasceram fora do sítio, pela falta de espaço, e que tive que arrancar, foram os problemas normais e, mais tarde, a necessidade de usar aparelho.

 

Devia ter usado logo naquela altura, era miúda, mas os meus pais deram-me a escolher e eu escolhi não usar! Que miúda quer usar aquele aparelho - que não tem nada de estético - na fase da sua adolescência?

Mais adiante, cresci e apercebi-me de que talvez o uso do aparelho valesse mesmo a pena, passava a correr. Noutra idade, o tempo ganha uma outra perspectiva e temos toda uma outra facilidade em olhar para o que é realmente importante.  

E a verdade é que, mesmo odiando o aparelho, a primeira coisa que eu reparava em alguém eram os dentes e, por conseguinte, o sorriso.

 

Coloquei aparelho a primeira vez ainda antes de engravidar, por volta dos 28 anos. Continuava a não gostar, porém estava mentalizada e focada no objectivo. Contudo, um aparelho ortodôntico normal exige visitas periódicas ao dentista e com a mudança para Bruxelas, a partir de uma determinada altura, o aparelho já não estava a cumprir qualquer função e, a chegar à meta dos dois anos, bem, a minha pouca motivação tinha-se esgotado.

Assim, numa vinda a Lisboa para o verão, decidi tirar à minha responsabilidade. Estava quase a chegar aos dois anos e com a falta de perspectivas em concluir o processo, quis terminar.  Quem usa ou usou aparelho sabe que é preciso motivação e a motivação é a nossa evolução e saber que estamos a aproximar-nos de um fim.

E, embora até estivesse satisfeita com os resultados, é um facto que os dentes movimentam-se (muito) com o tempo, com os anos, com as gravidezes, fora as situações excepcionais, como por exemplo, a extração dos dentes do siso, a deslocação de um maxilar... enfim.

Ainda tive uma outra investida, anos mais tarde, e coloquei novamente o aparelho “tradicional”. Admito que, na altura, olhei mais ao preço e, de facto, passado pouco tempo, as coisas começaram a não correr bem. Tirei! Mas também é verdade que toda eu rejeitava aquele aparelho, odiava e já não estava a conseguir adaptar-me como da primeira vez.

O episódio “dente do siso” não vale a pena voltar a falar dele, certo?

 

Nessa altura, já tinha ido a quatro Clínicas Dentárias diferentes para ouvir falar sobre o Invisalign e expor o meu caso. Queria muito resolver este assunto, mas, ou era assim ou não era. Entretanto, os orçamentos caros, alguma incoerência nas informações dadas e a falta de confiança com que saia das consultas fizeram-me adiar. Isto e saber que antes de qualquer coisa, teria que me ver livre de quatro dentes do siso!

 

Entretanto, numa em conversa “de café” com uma amiga, desabafei e foi, então, que ela me disse para não desistir sem antes ir à Clínica do Marquês. Explicava-me que tinham preços óptimos, facilidades de pagamento, caso fosse necessário, e, claro, o mais importante são super profissionais e competentes.

E eu lá fui! E, nestas coisas, eu sou muito de emoções e a primeira impressão conta muita. E a Clínica do Marquês tem uma boa energia, as pessoas são bastante simpáticas e sorridentes (e todas com óptimo sorriso… o melhor cartão de visita) e, não fossem os meus próprios medos, garanto que ali ninguém se sente mal em ir ao dentista.

A Dra. Rosiana Tavares recebeu-me super bem e foi super cuidadosa, pois dentes cujas gengivas já foram mexidas, é preciso ter muito cuidado. Não me prometeu logo ali um milagre, mas transmitiu-me a confiança para dar uma nova oportunidade aos dentistas, por assim dizer. Aceitei fazer o estudo (para ver se era possível avançar com o tratamento), fiz a consulta de higiene oral, arranjei as três cáries que se encontraram e, hoje, – finalmente hoje - fui conhecer o meu tratamento e o resultado final.

Daqui a alguns dias já estarei a usar o meu Invisalign e estou tão entusiasmada e emocionada, ao mesmo tempo!

 

Relativamente ao preço, essa foi igualmente uma parte fundamental.  O Invisalign é um tratamento dispendioso – ou seja, é para se fazer uma vez na vida e não andar a brincar aos aparelhos a vida inteira. Ainda assim, a Clínica do Marquês foi a que me ofereceu o melhor orçamento, em termos de preço final, assim como, em termos de facilidades de pagamento.

Se acharem pertinente, posso ir falando mais sobre este assunto. Como devem imaginar, com tudo o que aconteceu há um ano atrás, quando extrai o segundo dente do siso, ninguém tem autorização para mexer na minha boca sem que eu faça todas as minhas perguntas ou me sinta devidamente esclarecida e confortável para avançar.

 

Boa noite!

 

Férias de Páscoa | Sugestões para salvar os pais

15.04.19 | Vera Dias Pinheiro

actividades férias

 

Passar 24h com os filhos em casa tem muito de bom, como ao mesmo tempo, sabemos que tem 99% de possibilidade de nos deixar uma pilha de nervos. As crianças precisam de estar entretidas o tempo todo e isso implica, por um lado, deixá-los mais à vontade em casa, o que implica ter a casa em caos permanente e, por outro, ter mil planos – e outros alternativos – para os levar para a rua.

No nosso caso, sair de casa nem é tanto por eles. Aliás, o Vicente se me pede para não ir à escola é porque que ficar em casa o dia todo a brincar com as coisas dele. Por conseguinte, a necessidade de sair à rua é mais minha, de respirar, aliviar a tensão, evitar mais duas ou três caixas de brinquedos despejada na sala. E eles, mesmo que teimem em querer ficar em casa, acabam sempre por gostar, divertir-se e gastar alguma da sua (muita) energia.

Ainda assim, o melhor são as coisas mais simples, aqueles escapes com programas com alguma liberdade para eles, que não os obriguem a estar sentados muito tempo e obvio que sejam o mais direccionados para eles possível.

Nada de meter um programa do vosso agrado pelo meio a achar que o importante é tirá-los de casa! Errado papás!

 

Neste sentido, partilho com vocês a minha própria lista de actividades/ programas que tenho em vista para os próximos dias para fazer com eles.

 

  • 7 Programas para fazerem com os vossos filhos:
  1. Exposição Cérebro – Fundação Calouste Gulbenkian
  2. Exposição “Hello, Robot” – MAAT Museum
  3. “Falas Estranhês?” – Teatro Dona Maria II (a partir do dia 11 de maio)
  4. Cinema: Link – Filme de Animação
  5. Cinema: Parque das Maravilhas - Filme de Animação
  6. Dino’s Live, Exposição de 6 Dinossauros Gigantes – Fórum Montijo
  7. Quinta Pedagógica - Olivais

 

Sem grandes planos para fazer mini férias ou escapadinhas até às férias de verão, vamos aproveitar para nos concentrar no que temos perto de nós. Para além disto, se o S. Pedro ajudar, temos planos para levar bicicletas, trotinetes e skates para a rua. Com a proximidade do rio Tejo, muitas vezes, nem são precisos planos.

O princípio que devemos ter em mente é: levar as crianças para a rua! Por muito cansados, ficamos sempre a ganhar, nem que seja porque nós próprios respiramos, distraímo-nos e não estamos tao concentrados na confusão e até as birras parecem que não escalam.

Cá por casa vivem dias assim mais para os tensos. Entre as birras da Laura – eu não me lembro do último jantar sem choros e gritos – as brigas entre o Vicente e a Laura – que escalam para uma intensidade absurda, mas que fazem parte – e o Vicente que nem sei bem que fase é esta que ele está a passar. Depois, dos últimos dois anos mais tranquilos, a verdade é que estamos a toda a velocidade a entrar numa fase desafiante e delicada.

 

Às vezes, estamos todos aos gritos sem sabermos muito bem porque é que aquilo tudo começou.

 

Boas férias da Páscoa!

 

 

10 coisas positivas que podemos fazer por nós

11.04.19 | Vera Dias Pinheiro

7 inspirações (2).png

 

Esta semana tem sido um verdadeiro desafio. Eu estava ansiosa pela chegada da segunda-feira, queria muito que toda a família voltasse às suas rotinas e eu às minhas. Dois dias depois, tinha a Laura com febre, duas noites sem dormir e o cansaço que se acumulava, eu invadi-me por uma certa frustração, por sentir que os últimos tempos têm-se resumido ao “pára-arranca” de tudo, sem conseguir mergulhar em nada de novo.  

Contudo, decidi que não ia baixar os braços cedendo a este estado de espírito mais negativo. Foi quando acordei das noites mais complicadas que decidi abraçar o dia, independentemente dos percalços. Mantive a minha agenda em dia, sem desmarcar nada, sem deixar que a casa ficasse o caos e a tomar medidas para precisamente mantê-la na ordem.

E, por isso, penso que chego ao dia de hoje sem sentir que a minha vida ficou em suspenso, como muitas outras vezes aconteceu. Fui tudo acontecendo, juntamente com todos os imprevistos. Talvez, esteja mesmo a conseguir encontrar uma estratégia pessoal para conciliar tudo isto com o facto de trabalhar em casa e de ser sempre o ponto central onde todos os dilemas familiares convergem.

Todos esperam uma solução ou uma resposta de mim, mesmo que inconscientemente. Aprendi a dizer não a algumas, mas grande parte tem que ser encaixada e para isso é importante a tal estratégia pessoal, que ainda tem muito para ser trabalhada.

 

Neste sentido, aproveito para partilhar com vocês 10 coisas positivas que podemos fazer por nós quando trabalhamos em casa (e não só). Ora vejam:

 

(in blog Alerta de Emprego)

  1. Dê uma rotina a si mesmo

Se é uma novidade para si trabalhar em casa, pode demorar algum tempo até se adaptar. Mas se definir deste o início os parâmetros para um dia produtivo, melhor ainda. Como tal, saiba como se adaptar ao seu novo escritório, chamemos-lhe assim. Certifique-se que está na secretária por um tempo determinado e aceite acordar cedo.

Planeie o seu dia de acordo com o que irá sentir se concluir um determinado conjunto de tarefas, e deixe que o sucesso gire à volta das tarefas e não do tempo.

 

  1. Levante-se, tome um banho e vista-se

Não trabalhe na cama. Pois as camas são para dormir, para descansar e têm o seu propósito. Acordar e ir diretamente para o “trabalho” porque pode fazê-lo, não significa que está em pleno.

Tome um banho e refresque-se, não se esqueça que é um humano, mesmo que não tenha que passar o dia ao lado de outras pessoas. Vista-se. Há sempre a tentação de ficar de pijama, e ao mesmo tempo fazer umas chamadas, isto porque pode. Mas não o faça. Use o que quiser, o que lhe for mais confortável, deste que não seja o pijama. Agora sim, pode começar a trabalhar.

 

  1. Foco: leia e não digite durante a sua refeição

Aperfeiçoe o foco e a capacidade de manipular diferentes ações. Se está a segurar algo, uma colher, um copo, ou uma peça de fruta, simplesmente não irá conseguir escrever no computador corretamente.

Não queira fazer tudo de uma vez. A ideia é ser o mais eficiente possível uma vez que trabalha a partir de casa. Veja blogs, artigos, notícias e leia-os antes de voltar ao trabalho.

 

  1. Prioridades: elabore uma lista de tarefas

Pensar “O que faço agora?” é o primeiro passo para o tédio. E o tédio destrói os nossos sonhos. Por isso, não seja um destruidor de sonhos.

Elabore listas como se tivessem sido criadas por um chefe terrível, estas são a chave para a Auto motivação. Esta será a sua lista e o resumo do seu dia. Dê algo a si mesmo para se entusiasmar. Dê prioridade a três tarefas importantes, e não tenha medo ter outra lista com tarefas que precisam de ser feitas, mas que não são urgentes.

Saiba quais são os seus objetivos e estabeleça um prazo realista a si mesmo.

 

  1. Seleccione uma música ambiente

O ambiente de trabalho é fundamental. Pode ser uma sala com muita luz. Desloque o seu “escritório” onde se sinta bem.

Por vezes trabalhar em silêncio é uma distração, como tal ponha música ambiente. Vivaldi está cientificamente comprovado que ajuda na concentração, pois a maioria da música clássica é o ideal para iniciar o seu dia de trabalho. Se o seu trabalho é escrever, não escolha músicas com letras, pois a tentação é cantar e acompanhar a música.

 

  1. Destrua tudo o que o distrai

Aqui está a diferença entre um bom dia e um mau dia. Coloque o telemóvel longe do seu alcance enquanto estiver a trabalhar, ou coloque-o em Modo de Voo. Uma notificação do WhatsApp, um tweet, um post do Instagram ou do Facebook, são uma distração. Deixe os sms´s para o momento da sua pausa e foque-se para que seja implacável.

Ou seja, se alguma coisa o fizer desviar o olhar do seu trabalho, tente encontrar uma forma de contornar e impedir que isso volte a acontecer.

 

  1. Trabalhe, trabalhe, trabalhe

Se está a correr por um dia sem paragens para beber ou descansar, a pessoa que corre por apenas 45 minutas por hora, irá mais longe. Por isso, seja uma tartaruga e descanse no caminho para a vitória.

Existem várias formas de o fazer. Por exemplo, faça sessões de 50 minutos, e pare de trabalhar por 10 minutos. Defina o alarme do telefone para o ajudar. Levante-se, mexa-se, beba água, respire. Tente não olhar para um ecrã, mas caso seja preciso, está é a oportunidade para verificar as suas mensagens.

Depois dos dez minutos, acerte o relógio e continue. Três ou quatro sessões de uma hora podem ser produtivas, mas se tiver vários períodos de descanso durante esse tempo, será ainda mais produtivo. Seja esperto e não implacável.

 

  1. Técnica do email inteligente

Todos os emails que envia estão a pedir outros e outros, e caso esteja a meio de uma tarefa, pode passar o dia inteiro agarrado ao email e não ter tempo para pausas. Ter o email aberto é uma provocação e uma tentação destrutiva, quando de facto não precisa de estar a consultar o email constantemente.

Como tal, adote esta técnica, para alcançar um maior sucesso. Consulte o seu email de meia em meia hora, este é o tempo suficiente para responder aos emails urgentes e ter uma ideia de outros trabalhos ou oportunidades.

Caso use o Whatsapp ou algo semelhante para comunicar com o resto da equipa, também não deixe que esta ferramenta se apodere a sua vida. Por isso, aplique igualmente a técnica do email.

 

  1. Agrupe as atividades semelhantes

Agrupe os skypes, as conferências e as reuniões presenciais. Prepare uma manhã ou uma tarde de cada semana para conversar, e deixe o resto tempo livre para o trabalho ilimitado e sem perturbações.

 

  1. Saia à rua

Não se esqueça de fazer exercício físico. Agora já não tem que ir de bicicleta para o trabalho, agora é responsável pelo seu próprio destino. Mas tome nota, ficar pálido e descuidado no escritório da sua casa, só o vai deixar mais cansado, e a longo prazo, doente.

Como tal, saia para a rua apanhe vitamina D, ande de bicicleta, leia num banco de jardim, apanhe ar fresco. Pelo menos um dia por semana saia de casa. Conviva e veja pessoas e inspire-se nas conversas. Seja bom consigo mesmo. Trabalhe de forma inteligente, aprenda e faça de tudo para criar hábitos.

 

De tudo o que leio sobre motivação pessoal, estas dicas fazem muito sentido para mim, talvez por perceber que muitas delas eu tenho vindo a adoptar com o tempo. Ainda assim, penso que há elementos que podemos retirar daqui para a vida em geral de todas as “multitasking and multi-fulltime jobs” mulheres.

 

E vocês? Têm uma estratégiapara o vosso dia-a-dia? Seguem um método? Têm as vossas próprias dicas? 

Partilhem tudo comigo! 

 

Sobrevivi ao dia em que tive a full-time em três empregos!

10.04.19 | Vera Dias Pinheiro

trabalhar em casa

 

Foi uma noite péssima, a voltarmos sempre aos 39 de febre, mais o sobressalto (meu) e todos os pedidos que foram feitos “pra´li” entre as 3 e as 5 da manhã, altura em que a Laura cedeu e voltou a pegar no sono. Estava sobressaltada por ela, porque quando as febres são muito elevadas, não fico descansada a ter a certeza que está a baixar. Mas também porque tinha o Vicente para levar à escola.

 

Contudo, fui literalmente poupada pelo pai que conseguiu levá-lo à escola. Não fiquei mais tempo na cama, nem dormiu mais, porém, a Laura fez uma valente sesta e nem precisou que eu me fosse deitar com ela.

E já agora, quem é que se lembrou de tornar a mulher num ser humano acumulador de funções em full-time? Aposto que devia ter alguma coisa contra nós, não é verdade?

Pois que, tive que aproveitar a aberta que o S. Pedro deu e lavar mais alguma roupa para pôr a secar. Arrumei, sempre com uma necessidade de estar a arrumar qualquer coisa e com uma grande dificuldade em manter aquela divisão por onde todos passam – o escritório – com alguma ordem.

Trato das refeições e das minhas próprias, quando estou sozinha e faço por me alimentar bem e as refeições da família, que gosto que sejam o mais variadas possível, dentro do mais simples e prático que existe. Todavia, senti que estava na altura de chamar por ajuda – afinal, não há melhor sentimento connosco próprios do que o de conseguirmos assumir abertamente até onde conseguimos ir, fazendo as coisas com eficiência e, a partir de quando, passamos o limite e deixamos que o caos se apodere de nós e de todas as nossas funções a full time.

 

Com a Páscoa à porta e sempre muita agitação cá em casa, há um momento em que a ordem que eu consigo manter não basta. Por isso, tenho sempre em recurso aquelas empresas de limpezas domésticas ao domicílio, que trazem tudo e que não nos chateiam com nada! O outro karma da minha vida doméstica é a roupa para passar a ferro. Ou bem que tenho a minha mãe por cá e dá-nos uma ajuda, ou, inevitavelmente, há um momento, em que o ir “pescar roupa à medida das necessidades e passar” se torna insustentável.

 

Sem dramas! O dinheiro é um bem utilitário na nossa vida e o melhor uso que podemos fazer dele é precisamente na aquisição de coisas/bens que contribuam para o nosso bem-estar e qualidade de vida (e de tempo). E, muito sinceramente, nesta fase da minha vida, os meus investimentos estão muito virados para a satisfação deste tipo de necessidade, especialmente para manter o caos o mais longe possível. Portanto, eu sei que, quando chegar a sexta-feira ao final do dia - aquele dia em que eu não cozinho e que encomendamos o “bendito” frango assado - a minha cabeça e o meu espírito vão ficar muito mais em paz por saber e sentir que estamos a entrar verdadeiramente de fim-de-semana sem “extras” e sem o peso das tarefas domésticas já a pesar sobre nós!

 

A contar os dias até lá!

Venham de lá os brunchs, os passeios e os programas com a família e os amigos – adios casa! adios tarefas domésticas!

 

Boa noite.

 

A (minha) liberdade, que devia ser um direito de todos os pais!

09.04.19 | Vera Dias Pinheiro

direito dos pais, filhos doentes

 

Se, quando estamos em casa, falamos da facilidade com que ficamos assoberbadas com o nosso trabalho, os recados dos outros para “quando tivermos tempo”, as tarefas de casa e todas as outras pequenas coisas que vão aparecendo diariamente, é também importante referir a rapidez com que vamos à escola buscar um dos nossos filhos, seja a que hora for, porque nos ligam inesperadamente a avisar que está com 39 de febre.

Se, no dia-a-dia, nos debatemos pela gestão de horários, pela rotina e organização do tempo que parece muito, mas que, no fundo, dá para meia dúzia de coisas, temos uma liberdade que faz com que, nos dias seguintes, se for necessário, fiquemos com eles em casa, só regressando à escola quando o “bicho” passar.

Eu chamo-lhe liberdade, mas a verdade é que deveria ser um direito de todos os pais. Um direito sem penalização no vencimento no final do mês e nem represálias por termos os filhos doentes.

 

É uma liberdade que protege igualmente as nossas crianças, e as dos outros, de adoecerem, de se banalizar a toma de medicamentos, de os expor aos vírus quando estão debilitados – ou de expor os filhos dos outros aos vírus dos nossos.

A liberdade de lhes poder dar o melhor medicamento do mundo – o do amor e do mimo, o da atenção e do carinho – dando-lhes o nosso tempo, o tempo mais bem investido que podemos ter. Nesta liberdade, a cura não se apressa, as horas não contam e os dias de assistência à família não têm limites.

 

Claro que há uma vida que fica em suspenso, claro que altera a rotina e, como tal, destabiliza um pouco aquela normalidade dos dias. Porém, gerimos apenas o nosso stress e a nossa preocupação, que, como pais, estamos sujeitos a estas doenças que não são graves, mas que precisam, à mesma, de cuidados.

Hoje foi assim, uma febre que apareceu do nada – e que do nada deverá desaparecer – fez com que passássemos todos (o Vicente incluído pois calhou ter a aula de judo cancelada) a tarde em casa, enrolados no sofá, entre mimos, beijinhos e pedidos especiais.

 

O Vicente teve uma dose de mimo de mãe extra e a Laura teve o melhor remédio de todos, a atenção e os cuidados da mãe. E eu? Eu agradeci silenciosamente, uma vez mais, a minha liberdade e a forma como isso se reflecte no meu papel de mãe.

Amanhã ainda não sei como será. Porém, e por uma questão de segurança, mantem-se a agenda em branco sem saídas ou combinações, se calhar também não irei ao ginásio, paciência, daremos o litro nos restantes dias, se calhar, vou voltar a ter a casa no caos, porém tenho a liberdade que devia ser um direito e, infelizmente, não o é!

Gerir uma família, os filhos, ser profissional, eficiente e mostrar aos outros que isso é possível, havendo a tal liberdade, ainda é um processo! A sociedade formatou-nos para dar prioridade a tudo o resto e gerir o essencial como der…

filhos doentes

 

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