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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

O que eu entendo (e aprendi) sobre as pessoas felizes!

19.02.19 | Vera Dias Pinheiro

praia de montegordo, algarve

 

Digam o que disseram, aquilo que aprendi foi que apenas podemos ser bons para os outros quando nos amamos a nós próprios em primeiro lugar. E pegando nisto e em algumas trocas de mensagens com seguidoras a propósito do meu post de ontem, eu hoje consigo ter a destreza mental para perceber que, na minha fase pior, eu era uma “shit” de pessoa. Sentia-me revoltada com tudo, com os outros, mas sobretudo comigo. Sentia-me a pior pessoa no mundo e tudo o que de mal de diziam, atingia-me que nem um raio!

Naquela altura, sim, o efeito era o desejado: eu ficava mal e reagia de acordo com os sentimentos negativos que tinha dentro de mim.

 

Portanto, houve momentos em que eu não soube estar à altura, hoje, olhando para trás, acho mesmo que não tive a capacidade de ser amiga, mulher, companheira... e só não digo mãe porque foram eles que me transformaram e que deram sentido à minha vida. De alguma forma, foram os meus filhos, cada uma à sua vez e com o seu papel, que contribuíram para que a minha vida ganhasse uma outra forma. Afinal, haviam pessoas a depender literalmente de mim, não dava para não estar presente, para não estar foçada ou ser 100% capaz de desempenhar o meu papel.

Os meus filhos foram o rastilho para que eu procurasse novamente os bons sentimentos dentro de mim, para me cuidasse de mim e gostasse de mim.

 

Foi assim que comecei a olhar mais para dentro, que comecei a apanhar os cacos e tentar montar alguma coisa com sentido e perceber o que era bom e o que precisava ser trabalhado. Se foi fácil?! Não! Foi duro! Chorei muito nos primeiros dois anos de vida do Vicente, ou seja, no período em que vivi em Bruxelas, que foi óptimo. Ainda assim, foi a minha maior provação pessoal… e essa também a tempo inteiro.

Na vida de expatriados, uma das coisas boas – e más – é que só podemos contar connosco para tudo. No caso, erámos três pessoas que dependiam inteiramente umas das outras, eu não podia cruzar os braços. É muito exigente, sobretudo porque não existem as ajudas, contudo, é aí que o caminho interior se abre, numa descoberta dura, todavia – e a seu tempo – cada vez mais recompensadora.

E, neste sentido, naturalmente que hoje estou muito mais próxima da pessoa que eu acredito ser. Descobrir que tenho um bom fundo, fiz as pazes com o espelho, aprendia a não me deixar ficar para trás, a não ter medo e assumir as minhas qualidades e a ter uma opinião. Contudo, sem tudo aquilo que ficou traz, estar hoje neste patamar teria sido impossível. Foi necessário todo aquele sofrimento para que as feridas fossem saradas e, consequentemente, fosse possível virar páginas na minha vida.

Todavia, quem é o “louco” que quer sofrer? Ninguém quer, certo? Temos todos muitos medos dessa fase de “escuridão”, contudo, a alternativa é como que passar ao lado da nossa própria vida, tocando as coisas ao de leve para não sofrer. Fugimos a olhar com grande profundidade para dentro de nós e, como tal, tentamos passar o menos tempo possível sozinhos.

 

Afinal, aquilo que queremos é estar bem, estar bem o máximo de tempo possível. Eu também quero, mas quero ainda mais estar nisto – a vida – a sério, sem abdicar dos meus sonhos, nutrindo quem sou para conseguir aproximar aqueles que estão ao meu redor.

 

Boa noite!

36 anos: A colecionar bons momentos e rodeada de muito amor e carinho.

18.02.19 | Vera Dias Pinheiro

hotel prime energize montegordo

 

Porquê continuar a deixar que as atitudes dos outros interferissem com a minha felicidade e o meu bem-estar?

 

Durante muito tempo, embora eu gostasse de fazer anos, encarava o dia 16 de fevereiro, o dia do meu aniversário, com alguma tristeza. Tristeza essa que eu mascarava como simplesmente um “eu não estou nem aí para o meu aniversário”. Tudo mentira, mas, no fundo, ficava frustrada porque esperava dos outros atitudes na proporção daquilo que eu me esforçava e dava de mim aos outros.

E isto não é mais do que uma grande estupidez! Primeiro, por saber que tudo o que eu fazia/faço pelos outros é de forma genuína e descomprometida de segundas intenções. E, segundo, por não termos o direito de exigir de ninguém o que quer que seja. Neste sentido, quem é que eu era para, no meu íntimo, ficar triste por alguém não se ter lembrado de me fazer uma surpresa, encomendar um bolo, ter um presente ou enviar uma mensagem à meia noite em ponto?!

Contudo, por grande estupidez minha e uma certa imaturidade, acredito, deixei que durante  anos e anos este dia fosse triste, por vezes, chegava até a chorar tal era o meu estado. Hoje sei que não temos esse direito, especialmente quando é certo que essa expectactiva nos deixa sempre aquém de conseguir apercebermo-nos do tanto que as pessoas gostam de nós e do quão importante para elas somos. Estamos confusos e com a vista turva, o que não nos deixa ver a beleza do gesto de alguém sem o comparar de imediato com a nossa “tabela premium de atitudes que esperamos dos outros”.

Felizmente, esta é uma fase totalmente ultrapassada para mim e eu sei perfeitamente quando é que se deu a minha epifania, foi neste dia, quando “fugi” para celebrar o meu aniversário sozinha, do jeito que eu me achava merecedora e isso aconteceu porque fui eu que fiz acontecer. Pensei sobre o que gostaria de fazer, o que podia fazer para me sentir feliz e bem comigo mesma, e organizei tudo. E não é importante se foi uma espécie de antevisão do dia, já que esse ficou reservado para ser passado junto da família. O que importa é que teve honras de uma verdadeira festa: tive direito a bolo e tudo; houve música, boa disposição, muitas risadas, produção a rigor, fotografias profissionais para assinalar o momento e a alegria sincera de quem estava genuinamente feliz.

Foi um manifesto! Foi o meu ponto final naquele sentimento de tristeza que, mesmo sendo involuntário, não podia continuar a condicionar a minha vida e a minha alegria, ano após ano, sempre que o dia 16 de fevereiro chegava.

 

E, a partir daí, o que aconteceu foi realmente o nascer de uma postura diferente. Ao invés da tristeza ou de delegar nos outros a responsabilidade de tornar o meu aniversário inesquecível, coitados, como se eles soubessem que carregavam essa responsabilidade, eu afirmei-me! Escolhi ser eu a determinar o meu dia, a escolher ser feliz e grata à vida pelas pessoas que tenho na minha vida que, mesmo na correria dos dias, ainda se lembram de parar para me desejar um aniversário feliz. Escolhi ser grata e muito feliz, porque grande parte dessas pessoas nem me conhece pessoalmente, privando comigo apenas virtualmente. Mesmo assim, essas pessoas – vocês – consideram-me importante o suficiente para me darem os parabéns!

E é tudo isto, junto e misturado, que me aquece o coração e que me faz sorrir. Eu tenho muita sorte, porque estou rodeada de muitas pessoas, uns mais próximos do que outros, mas eu nunca estou sozinha. Há sempre alguém a acompanhar, a torcer, a ter uma palavra amiga, a deixar uma mensage e a dar um conforto.

 

Sou muito feliz aos 36 anos porque a vida recompensou-me inteiramente dos sentimentos menos bons que tive à minha volta. Hoje estou aqui e estou feliz! Foi um dia óptimo, o tal dia 16 de fevereiro, foi quase um dia de verão, imagine-se só, em pleno mês de fevereiro. E, acima de tudo, o meu coração esteve humildemente receptor de todo o carinho e votos de feliz aniversário.   

 

Obrigada a cada um de vocês, em particular, e à vida, porque ela é boa tal como ela é. Acordemos e sacudamos os nossos sentidos para que estejam devidamente despertos para absorverem essa bondade. 

 

bolo de aniversário brigadeiro

O bolo de aniversário foi surpresa do staff do restaurante Fuel do Prime Energize Hotel, no qual ficamos hospedados durante o fim-de-semana. 

Muito obrigada!

 

Deixem que se fale do maior amor de todos: o amor-próprio!

14.02.19 | Vera Dias Pinheiro

dia dos namorados

 

Ainda é preciso falar de amor, ainda é preciso lembrar as pessoas o que é o amor e que fundamentalmente, se não se amarem a si mesmas… bom, dificilmente conseguirão amar outra pessoa ou retirar, desse sentimento, a plenitude das coisas boas que esse sentimento (vivido com os outros) nos traz.

Pensava eu que, numa altura em que fazemos um esforço tão grande por afirmação do amor-próprio, pelo quebrar de estereótipos e pela afirmação de quem somos, tal como somos, as tais pessoas reais, não seria urgente falar de amor para além do óbvio.

Mas é preciso lembrar hoje, no dia dos namorados e em todos os outros dias, que o amor é muito mais do que os presentes, as flores, as rosas vermelhas, os corações, as mensagens “pirosas”, como, aliás, se espera que sejam… o amor antes de estar no outro, deve estar em nós!

 

Todos os dias é possível ler, ver e ouvir notícias de casos trágicos, violentos e macabros de violência de alguém contra alguém. E se quisermos ser objectivos, desde o início de 2019, nove mulheres morreram vítimas de violência doméstica. É assustador, eu sei! E é ainda mais assustador quando nos apercebemos o quão desprotegidas estão estas mulheres (e homens, porque também os há vítimas de violência), ao ponto de só quando a fatalidade acontece é que se tomam as devidas medidas.

 

Menos dramáticos, ou pelo menos menos fatais, são os fenómenos que surgem nas redes socias, os tais anónimos, perfis falsos – a rede! – que se cria, assustadoramente desconhecidos e que faz uso de outro tipo de violência, a psicologia, gratuitamente, dada a quem nem sequer conhecem. E porquê? Pode ser pelo simples facto de não se gostar de uma determinada roupa, ou porque engordou, ou porque emagreceu, no fundo, nas redes sociais tudo se torna válido, não existindo um padrão, porque não existe um motivo que não seja – pelo menos para mim – a frustração que as pessoas sentem pessoal e profissionalmente. O vazio emocional que nem sequer chega a ser colmatado, muitas vezes, nas relações que têm e a incapacidade de dar amor a si mesmo.

 

Falar de amor é pegar em tudo isto – que não é tudo, mas que já é tanto – e tomar consciência que, no princípio de tudo, estamos nós! Que antes de cuidar de alguém, é precioso aprender a cuidar de nós. É igualmente urgente que quebrar de uma vez por todas o mito de que o amor próprio é supérfluo ou acessório, porque quanto mais as pessoas – como eu e tu – estivermos satisfeitas consigo mesmo, a todos os níveis, menor é a sua necessidade de espelhar a sua frustração no outro.

O amor-próprio pode não ser a chave para acabar com o mal no mundo, mas sabem? Tenho a certeza que nos tornaria a todos melhores pessoas, melhores chefes, melhores pais, melhores amigos, melhores maridos e melhores mulheres. Porque o amor é, e deve ser sempre, a base de tudo.

E sabem o que me custa? Custa-me ver que a maioria de nós já olha com desconfiança para o outro, já parte do pressuposto que agimos com mau íntimo, com maldade. E isso deixa-me triste, profundamente triste.

 

Tenho uma palavra pública aqui e nas restantes redes sociais, abro a minha vida – ou parte dela - a quem me quiser ler. Trata-se de um público que eu não controlo, que desconheço e cujo alcance é imprevisível. Estou sujeita ao retorno, seja ele qual for, mas o meu papel e aquilo que quero passar aqui é que não se esqueçam de vós – sejam homens ou mulheres.

O que vos quero dizer é que é, independentemente de os caminhos serem mais ou menos tortuosos, existe uma alternativa e que, no meio do caos, da falta de tempo, do stress, só existe uma coisa que podemos controlar: o amor que nos damos a nós mesmos nas mais pequenas coisas. E é aí que vamos dar tudo, porque o amor-próprio aumenta a nossa auto-estima, torna-nos mais confiantes e isso permite-nos agir e ter uma maior capacidade de reagir ao medo, as situações adversas e ao desconhecido. E contribui também para que nos saibamos defender (dos outros).

 

Sei que dou o melhor de mim à minha família, sei que sou o pilar para que, aparentemente, tudo o resto flua e progrida, mais do que eu própria. Já passei por situações que me deixaram numa posição mais “dependente”, mais frágil, mas isso não definiu o resto, porque foi nesses momentos que aprendi a olhar para dentro e perceber o que é que eu tinha dentro de mim que me podia fazer dar a volta e adaptar-me.

 

Não deixem que “matem” os vossos sonhos! Não tenham receio de gostar de vocês e, sim, de se sentirem bonitas, por dentro, mas também por fora!

 

Feliz Dia De São Valentim!  

 

O meu cabelo: como evitei um corte radical há um ano atrás!

12.02.19 | Vera Dias Pinheiro

cuidar do cabelo danificado

 

Algumas pessoas têm elogiado o meu cabelo – lá pelo Instagram e pelos Instastories – e eu, no que me diz respeito, aprendi imenso sobre o meu cabelo neste último ano. E porquê?

 

Porque tive um contratempo, há pouco mais de um ano, com um processo químico que não correu bem. O meu cabelo não estava preparado para tal, não fui bem aconselhada na altura e ingenuamente confiei. E digo ingenuamente pelo facto de, no que toca ao tema cabelo, eu já tenho a minha conta de erros. Nesta fase da minha vida, não quero mais correr riscos. Só desejo ter um cabelo saudável e bonito, ter um corte normalíssimo e, por fim, não ter obrigatoriedade nas idas ao cabeleireiro. Daí ter voltado a alterar o tom natural do meu cabelo com técnicas muito naturais e que não alterem a cor da raiz. Claro que os cabelos brancos vão sendo cada vez mais, mas, sabem? Eu não quero tornar-me demasiado obcecada com isso.

Cresci com a minha mãe a fazer aquelas colorações totais, o cabelo ficou-lhe branco muito cedo, eu tenho alguns, vou aceitando, limitando a disfarça-los. A única vez que pintei com cabelo esteticamente com esse intuito, fui super estranho. Não me senti nada eu!

coloração capilar

 

 

Mas voltando ao importante! Aquando aquela tragedia química, o meu cabelo ficou uma lastima e sem grande margem para fazer algo radical. Tinha feito um corte no cumprimento e como tal, tive que controlar o desespero e tentar dar a volta de outra forma. Foi então que conheci o cronograma capilar, entrei no grupo de Facebook e tentei perceber o mais possível do assunto.

 

Algumas fotografias daquele tempo e que, muito provavelmente, vocês nem se aperceberam do mau que estava_ percorram a galeria abaixo:

 

Basicamente, de acordo com o estado do vosso cabelo e o vosso objectivo, há um cronograma – com a utilização de três máscaras diferentes, numa determinada sequência e em determinados dias – que com o passar do tempo recupera o nosso cabelo! E assim foi, passei a lavar o cabelo em casa para ter tempo para cumprir religiosamente os 20 minutos que as máscaras deviam actuar, passei a lavar menos vezes, a secar menos. No fundo, passei a ser muito mais consciente na forma como devemos cuidar do nosso cabelo, inclusivamente pela forma como o levamos.

E com paciência e tempo, os resultados começaram a aparecer e, à medida que o cabelo ia crescendo, passei ao segundo passo: acertar o corte!

 

E o nosso cabelo, como em tudo resto, a nossa alimentação, a bossa pele, é uma coisa muito nossa, que precisa de cuidados específicos, mais do que usarmos o champô da nossa amiga ou o sérum de pontas que vimos na “net”. Afinal, quem não passou já pela experiencia de experimentar algo que é viral, com óptimo feedback e resultados e, connosco, simplesmente não funciona?

Não quer dizer que seja mau ou publicidade falsa. Regra geral, tem a ver com as nossas necessidades específicas. E ninguém melhor do que nós próprias para nos conhecer em profundidade e ao nosso corpo.

 

De qualquer forma, posso partilhar aquilo que funciona comigo, os cuidados gerais e específicos que tenho e também o investimento que fiz!

O primeiro passo é, sem dúvida, fazerem uma avaliação do fio do vosso cabelo e do couro cabeludo, para além da observação ao olhar, existem aparelhos que vão buscar informação essencial não visível ao olhar, mesmo ao olhar clínico de um profissional.

Eu já fiz duas, uma no cabeleireiro, o que me permitiu saber qual o tipo de cabelo e o tipo de produtos a usar. E a segunda vez, foi já recente, e com a marca JF Lazertigue – podem fazêr numa farmácia gratuitamente. Comprei o que já sabia, relativamente ao meu tipo de cabelo, mas tive informações importantes sobre o estado do meu couro cabeludo que desconhecia.

 

Vantagens Desta Avaliação Capilar:

Saber quais os produtos de cuidados gerais mais adequados, nomeadamente, tipo de champô e de condicionador. E também os cuidados específicos.

No meu caso:

Cabelo com raiz oleosa e pontas secas – cuidados gerais.

Irritação do couro cabeludo com escamação – cuidado específico.

Produtos recomendados (GALERIA):

 

Sobre a marca:

É uma marca francesa, no mercado desde 1963. São produtos de cuidados de cabelo personalizados botânicos e vegan que foram para além da minha expectativa. Fiquei a saber, por exemplo, que os champoos contêm menos água de forma a aumentar a concentração de ingredientes activos e optimizar a sua eficácia. E que basta uma pequena quantidade para obter óptimos resultados.

Este produtos encontram-se à venda em farmácias e são de facto muito bons. O meu cabelo correspondeu de imediato e, como eu já não usava produtos de supermercado no cabelo, esta marca vai passar a ser mais usual por cá. A sensação de frescura no couro cabeludo foi, sem ´duvida, o que mais me impressionou.

Falei-vos dela logo após a apresentação da mesma através do Instagram e, sim, tenho usado os produtos desde então. É notoria também a preocupação com os aromas e a sua combinação, que são muito agradáveis e que permanecem no cabelos após as lavagens.

 

Cuidados Complementares a cada lavagem:

Protecção de calor (antes de secar) e sérum de pontas.

protecção de calor para cabelos

 

Coisas importantes a reter:

  • O champo é indicado para a raiz do nosso cabelo e, por isso, deve ser utilizado da raiz até meio.
  • O champoo deve ser aplicado nas mãos, esfregamos um pouco, e só a seguir passamos para o cabelo.
  • O condicionador é específico para as pontas e, por isso, para ser usado correctamente é aplicado do meio até as pontas.
  • Existem três tipos de máscaras de tratamento: nutrição, hidratação e reparação. E não, não serve tudo para o mesmo!
  • Privilegiar a escolha de produtos sem parabenos, sulfatos e silicones. Portanto, achar que o cabelo para ficar bem lavado é preciso haver muita espuma, é um mito! Na verdade, devemos começar a habituar-nos precisamente ao contrário.
  • Fontes de calor devem ser usadas com moderação e com as temperaturas adequadas ao vosso cabelo.

 

Aqui, admito que não uso com moderação. Eu não gosto de cabelo com volume e o meu cabelo não é liso por natureza. Contudo, se eu não estava preparada para abdicar do secador e da prancha de alisar, tive que ser inteligente e investir algum dinheiro.

Comprei um secador novo, de uma marca muito conceituada e com óptimas referências de profissionais, da Parlux. Não comprei o topo de gama, não havia necessidade, e, de facto, a “qualidade” do cabelo é logo outra e mesmo nas crianças. O cabelo da Laura, sobretudo, fica muito mais macio e brilhante.

E, o segundo investimento, foi uma Steampod, sim essa coisa caríssima, que vale cada cêntimo.

E tudo o que eu já tinha ouvido sobre a Steampod, comprovei: é mais rápida, o cabelo fica mais brilhante, as pontas seladas, enfim… Não existe comparação sequer com o antes!

steampod

 

 

Informações Práticas:

Avaliação Capilar com a JF Lazertigue: consultar aqui (via Instastories) as datas e locais (alternativa, perguntarem na vossa farmácia de referência).

Grupo De Facebook do Cronograma Capilar: aderir aqui.

Site onde comprei a Steampod com o melhor preço de mercado possível: Lookfantastic

Loja onde comprei o secador: Pluricosmética

 

Com as informações certas e adequadas, a nossa postura muda. Somos pessoas mais confiantes, com maior capacidade crítica e evitamos que os erros aconteçam. Diria melhor, se os erros acontecerem, conseguimos dar-lhes a volta sem necessidade de medidas drásticas. Diz-se muito que “é só cabelo, depois cresce”, porém, na prática, não é exactamente assim.

 

Boa noite.

Como lidar com uma segunda-feira?

11.02.19 | Vera Dias Pinheiro

como lidar com uma segunda-feira

 

Começar uma nova semana é sempre significado de recomeço! Para mim, é uma espécie de “azerar” e de criar novas oportunidades para tentar melhorar algo que não tenha corrido tão bem, para fazer algo que (mais uma vez) não fizemos e continuar a reforçar aquilo que (já) sabemos que funciona como uma “espécie de chave do sucesso” da nossa semana.

Na prática é transformar a segunda-feira numa espécie de dia “perfeito”, um dia-tipo que de certa forma se reflicta nos restantes dias. Mesmo que os nossos dias sejam controlados por rotinas:

As horas a que nos levantamos, as tarefas que são necessárias, os filhos e as obrigações – hoje, por exemplo, era dia de reunião logo pela manhã de avaliação do Vicente – no meu trabalho, é um dia zero, de organização da agenda, de resposta a e-mails e de definir prioridades.

 

Uma parte importante deste dia, é a organização da gestão familiar: as refeições, as roupas para engomar, a separação da roupa para a semana, sem esquecer os kimonos, as roupas de ginástica, etc... Tento que isso não se arraste uma semana inteira, sobretudo, quando passo dois dias enfiada em casa a tentar dar conta do recado!

 

Se disser que não me aborreço, estaria a mentir! É normal que sinta falta de ter mais tempo para mim, é normal que tivesse vontade de delegar mais certas tarefas de casa. Mas sei que nunca estaremos 100% realizados e, sem dúvida, que a minha balança pende muito (mas muito mais) para o lado do positivo!

Regra geral, nunca consigo alinhar o primeiro artigo que tenho pensado para o blog, porque o tempo acaba por não chegar para tudo. Este dia – segunda-feira – já foi muito desmotivante para mim, já sofri bastante daquilo a que chamam de Monday blues, já odiei a minha, não me sentia feliz com nada em particular. Os dias sucediam-se até ao fim-de-semana seguinte.

Hoje em dia, estou bem longe dessa realidade. Sinto-me realizada, mesmo quando – como este fim-de-semana, chego à cama, no domingo à noite – sem ter parado um minuto e sem que tenha sido necessário sair de casa! Inevitavelmente, vivo muito para eles nestes dois dias em todos os sentidos – e nos outros também, ah ah ah, todavia tenho o “bónus” de ter umas horas por dia só para mim.

Portanto, uma boa segunda-feira é aquela em que eu consigo fazer tudo isto, contudo, um marco muito importante de corte com o fim-de-semana e de início de mais uma semana, é a minha hora de exercício físico. O facto de ter adoptado a rotina de ir logo após deixar a Laura e o Vicente na escola, contribui para esse corte aconteça também todos os outros dias. É que eu não vou para mais lado nenhum que não seja a nossa casa, a casa de todos. A nossa casa é o meu espaço, o meu escritório, todavia a fronteira, de tão ténue que é, é muitas vezes ultrapassada.

Tornei-me uma espécie de general de mim própria. Dou por mim, a esforçar-me por ignorar umas quantas coisas, pelo menos durante um certo período de tempo. O meu tempo, aquele que eu tenho para me dedicar a 200% às minhas coisas.  

Já ouvi o Vicente dizer que a mãe está sempre a trabalhar, o que no fundo, tem um fundo de razão, afinal, a mãe aproveita todos os bocadinhos para fazer mais alguma coisa…

 

Ainda assim, sou bastante grata pelos meus filhos terem saúde e estarmos a atravessar um inverno sem grandes baixas ou necessidade de faltar à escola. Tem sido importante para que os meus dias não tenha grandes quebras e mantenha um registo, dentro do possível, constante e com alguma produtividade!

 

Boa semana para todos!

 

Fim-de-semana: Mandar embora as coisas, deixar entrar os amigos!

10.02.19 | Vera Dias Pinheiro

destralhar

 

Fazer um resumo deste fim-de-semana - ou dos últimos – é ter que falar sobre o que de mais importante temos: a família e os amigos. Pois, se por um lado, tenho dedicado muito do meu tempo a cuidar da casa (num sentido bem mais lato do que apenas referir as tarefas normais), o retorno que daí tenho recebido vai muito para além “de ter uma casa limpa e organizada”. O sentimento de pertença e de identidade é cada vez maior. As tarefas acabam por ser partilhadas, o interesse de todos é maior e, com isso, aumenta a entreajuda, mas não só! A compreensão relativamente ao outro é igualmente maior. E, pelo meio, aumenta a minha clarividência sobre aquilo que, para mim/nós, é essencial e, pelo contrário, acessório.

 

E, embora, por vezes, chegue até a ficar com medo de mim mesma (quando começo a destralhar), a facilidade com que faço as minhas triagens – sem dúvidas – é gigante. E, este fim-de-semana, sem ter nada planeado nesse sentido, dei por mim a passar a pente fino a despensa, finalmente, os tupperwares sem tampa e velhos foram para o lixo, assim como aquela roupa já pequena da Laura e do Vicente que continuava no armário e, já agora, uma série de peluches que estavam no quarto somente a acumular pó e outras “cenas”.

Talvez, o facto de não termos ajudas nas lides da casa, contribua para simplificar tudo. Afinal, quando somos nós a fazer, as coisas mudam um pouco de figura… não é?! 😊

 

Somos influenciados a ter coisas das quais não precisamos assim tanto. Como se isso não suficiente, ainda temos a elevada capacidade para acumular! Ok! Mas depois, casamos ou juntamo-nos, depois, seguem-se os filhos… e é multiplicar as coisas por muito, muito mais! E volto a frisar, o mais difícil é arranjar uma casa maior – especialmente, na loucura imobiliária dos dias de hoje.

Todavia, uma coisa vos asseguro, sou mais feliz com menos! Tenho a certeza absoluta disso, hoje e daqui para a frente. E não, não se trata de uma moda.

 

Ainda assim, se a minha felicidade passa por ter menos coisas, a necessidade de me aproximar cada vez mais dos amigos-família é cada vez maior. E o sentimento de ninho estende-se a essas pessoas, pois, se gostamos de conhecer sítios novos e de sair, é na nossa casa que gostamos de passar tempo com os amigos. É no nosso ninho e numa mesa recheada de iguarias, mas ainda mais afectos, que partilhamos tudo e, às vezes, nada! Porque os amigos de verdade são assim. Basta estar, os momentos de silêncio não são constrangedores, a casa é um ambiente confortável para todos e acabamos por estar em família, numa grande família.

 

Se, do meu percurso de vida, tenho retirados coisas boas, o “back to the basics” é, sem dúvida, das mais importantes. Talvez porque, deixando de ter um trabalho seguro e, consequentemente, um rendimento fixo ao final do mês que, sendo mais ou menos, me fizesse projectar as coisas no futuro. Neste sentido, o dinheiro um valor muito mais utilitário e tudo o resto ganha outras dimensões, muito mais importantes para mim.

Sem nos darmos conta, acabamos por atribuir a tudo aquilo que é um meio na nossa vida, para termos outras coisas mais importantes para nós, torna-se o objectivo.

 

Trabalhamos cada vez mais para ter cada vez mais – sem que isso se reflicta necessariamente no aumento da nossa qualidade de vida. A maior disponibilidade financeira, levamos a sonhar mais alto: a nossa casa pode ser maior, o nosso carro mais espaçoso e, assim, entramos num ciclo vicioso, totalmente absorvente e desvirtuoso do princípio fundamental que nos trouxe aqui.

Mas sobre este assunto, acho que devo partilhar a minha experiência, destes últimos três anos a recibos verdes e como trabalhadora independente e como isso alterou a minha forma de estar na vida. Porque eu não sou diferente, tenho uma família, uma casa, responsabilidades, por isso, eu tive que mudar, tive que correr atrás… tive que me readaptar.

 

Vou fazer 36 anos dentro de dias – oh meu Deus! - e sinto que as peças do puzzle da minha vida finalmente se encaixam. Após os caminhos tortuosos, tudo está a fazer sentido. E foi preciso passar por tudo o que passei para hoje ser capaz de dar valor a algo tão simples como, por exemplo, a nossa casa, a minha família e os meus amigos. O estar simplesmente é tao bom: estar na casa a qual chamamos de lar e estar com os amigos que são os tais.

Por mais cansados que estejamos, por mais que pensemos que no fim-de-semana vamos estar sossegados, é mais forte do que nós e cedemos rapidamente à vontade em chamar os amigos para completaram os nossos dias. E nada com um bom serão de conversa!

 

Boa noite!

 

Zazah | Onde a partilha vai para além da comida!

07.02.19 | Vera Dias Pinheiro

restaurante Zazah

Os grandes convívios entre amigos acontecem, na maioria das vezes, em torno de uma mesa, com boa comida e um bom vinho. E ai de quem disser que nós, portugueses, não somos realmente bons nesta arte de bem conviver, porque somos e somos bons apreciadores de gastronomia também. 

E felizes devemos estar todos pelo facto de Lisboa ser actualmente um centro de atracção, não apenas para turistas, mas para pessoas com ideias e com vontade de fazer algo diferente, que veêm na nossa cidade o potencial para lançar o seu negócio. E foi assim que surgiu o restaurante ZAZAH, cuja nova carta fui conhecer e provar esta semana – finalmente! Pois, há já algum tempo que o nome ZAZAH circulava como um dos restaurantes a conhecer.

A primeira impressão foi óptima, senti-me, desde logo, envolvida pelo espaço, pelas cores, pela decoração, pela música, pelos elementos ligados à arte, numa mistura entre o estilo lisboeta e o carioca. Se, por um lado, nos sentimos em casa, pelo seu ambiente acolhedor e pelo calor humano, por outro, é como se nos transportasse para uma viagem por diferentes lugares, ou não fosse o grande mapa mundo pendurado na parede um motivo de curiosidade que nos põe de imediato a tentar identificar lugares mais longínquos.

 

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Depois de sentados, chega a carta e os olhos brilham, pratos pensados e confecionados pelo Chef brasileiro Moisés Franco. As suas origens, brasileiras e portuguesas, reflectem-se nos pratos, com esta nova carta mais inspirada nos descobrimentos e na expansão. Daí as muitas influências, nomeadamente das raízes portugueses com o peixe que vem directamente dos Açores.

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Experimentamos alguns clássicos da carta - os considerados "obrigatórios" - como os Croquetes de Alheira e o Tataki de Atum.

E continuamos a refeição provando, então, algumas das novidades: o Cone de Salmão, o Risotto de Açafrão e Legumes, a Picanha Maturada e os Cogumelos Furikake.

 

No final, ainda houve espaço para surpresas, a sobremesa foi servida com todo o ritual próprio. Por sugestão do Chef, provamos a Baba de Camelo caseira (bastante cremosa, com flôr de sal e amendoim). E não, eu não vou revelar, pois quero deixar-vos precisamente curiosos. É boa demais!

baba de camelo, restaurante Zazah

 

Na hora de ir embora, despedimo-nos de forma tão calorosa, o que certamente me fará voltar uma segunda vez rapidamente … “quando abrimos a porta de nossa casa para os nossos convidados saírem, para além da questão da educação, é um gesto que expressa a vontade do seu regresso", palavras ditas pelo próprio Chef Moisés Franco.

 

Voltarei, sem dúvida. O restaurante ZAZAH é um espaço cosmopolita, porque é o resultado de diferentes inspirações e personalidades, mas que, ainda assim, consegue manter o lado acolhedor, com um ambiente eclético, mais tranquilo à hora de almoço e mais trendy ao jantar, ao género bar-música-cocktails-petiscos. Conseguiu surpreender-me!

 

Deixo a dica de que aceitam reservas, nomeadamente através do site The Fork, portanto, terão sempre a garantia de que têm mesa, seja ao almoço ou ao jantar.

 

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