Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

O privilégio de almoçar em casa | Receita Prática Vegetariana

28.02.19 | Vera Dias Pinheiro

salsichas vegetarianas

 

Chamo-lhe privilégio pois, para além do lado óbvio da poupança em termos financeiros, eu controlo aquilo que como e, acima de tudo, sei de onde vêm os ingredientes. E eu não sou nada aquela pessoa que se aborrece por fazer refeições sozinha – seja em casa ou fora – mas também não sou a pessoa que perde imenso tempo a cozinhar.

Somos uma família de quatro, sem ajudas externas, mas ainda assim com uma preocupação com aquilo que comemos e com a forma como confecionamos. O que me tornou, digamos assim, numa “mestre do improviso” e do reaproveitamento. Quando não existem sobras do jantar do dia anterior, o meu almoço é invariavelmente algo rápido e prático, que não me tome muito tempo para conseguir fazer render o meu dia o mais possível.

 

Neste sentido, os desafios da Nobre muito têm contribuído para pôr a minha imaginação a funcionar. Pois, com uma oferta de produtos e de alternativas proteicas para incluir nas refeições, acabam por ser, muitas vezes, um recurso no dia-a-dia. Contudo, não podemos (nem devemos) sentir-nos limitados pelo que temos à nossa frente. E se, há alguns meses atrás, as salsichas de peru da Nobre foram um ponto de partida para chegar até aos crepes (sem glúten) com espinafres, desta vez, com o novo lançamento das Especialidades Vegetarianas de Soja e Tofu, seria possível pensar em alguma coisa diferente?!

 

Talvez… 😊 E para começar, optei por experimentar fazer algo de diferente com as Especialidades Vegetarianas de Soja. Ora vejam:

 

Especialidades Vegetarianas Nobre Vegalia de Soja com cebola caramelizada e legumes

  • Legumes Assados no Forno

Confecção:

  • Cenoura
  • Alho Francês
  • Courgette
  • Abóbora
  • Brócolos

- Cortar os legumes em pedaços pequenos e dispor num pirex que possa ir a forno (pré-aquecido a 180 graus). Temperar a gosto (eu gosto de usar sal, pimenta, curcuma e mistura de ervas aromáticas), sem esquecer o azeite. Depois, o truque para o sabor é mesmo colocar as mãos na massa e envolver bem os legumes no tempero. Levar ao forno com o cuidado de, de 10 em 10 minutos, ir mexendo. Assim que estiverem assados ao vosso gosto, retiram e reservam. No meu caso, gosto que eles fiquem bem tostados.

legumes assados no forno

 

  • Especialidades Vegetarianas de Soja Caramelizadas:

Cortar 1 cebola roxa grande em tiras, não muito finas, para evitar queimar. Entretanto, numa frigideira antiaderente, colocam o azeite, de forma a cobrir todo o fundo, onde colocam toda a cebola ainda antes de começar a ficar muito quente. Em lume brando e com muita paciência, deixar a cebola cozinhar aos poucos, à medida que liberta a água e adquire uma consistência mais mole e tom acastanhado. No meu caso, eu não uso açúcar. Chamo-lhe caramelizada pois a cebola roxa é mais “doce” do que a normal e, desta forma, fica ainda mais doce. Por fim, juntam as especialidades vegetarianas e deixam “cozinhar” para ganhar o sabor da cebola.

Especialidades Vegetarianas de Soja

 

 

No final, é só empratar e desfrutar! Mais simples impossível e, modéstia a parte, fica bem gostoso! 😊

salsichas vegetarianas

 

Num esforço contínuo, que eu admiro, a Nobre tem feito um trabalho verdadeiro e preocupado com as diferentes necessidades de todos nós, inclusivamente com a oferta cada vez maior de alternativas à carne. Portanto, juntam-se à gama Nobre Vegalia as Especialidades Vegetarianas de Soja e Tofu, uma fonte alternativa de proteína, sem corantes e conservantes, sem glúten e sem lactose.

E, depois de as provar de diferentes maneiras, posso dizer que o sabor é bastante saboroso – posso dizer também que a minha mãe, que não aprecia as salsichas e que, nem tão pouco, é uma grande fã de carne, apreciou bastante esta novidade. E sei o quão difícil é criar um produto com estas características, cumprindo todos os requisitos e estando 100% apto para uma alimentação sem proteína animal, sem sacrificar o sabor! Portanto, deixo-vos a dica.

 

Bom Apetite! E fico a aguardar o vosso feedback a esta receita.

 

P.s: Queria ainda deixar uma nota de algo que, para mim, foi muito importante. As embalagens, em vidro, possuem um rótulo que se destaca na totalidade no momento em que abrem a embalagem. Desta forma, permite a sua reutilização de imediato para uma outra finalidade.  Sem passar pelo drama que é arrancar todos os vestígios de cola e papel. Muito bem! 😊

reciclar e reutilizar frascos de vidro

 

*Esta receita contou com o apoio da marca Nobre.

 

“Mãe, os peixes também dormem?” | Diário de um peixe #7

26.02.19 | Vera Dias Pinheiro

peixe de água salgada

 

Vicente: “Mãe, os peixes também dormem?”

Eu: “Sim.”

Vicente: “Mas dormem de olhos fechados como nós?”

Eu: “Não filho, dormem de olhos abertos.”

Vicente: “Então, se calhar dormem escondidos nas pedras para não verem a luz!”

Eu: “Sim, é verdade que alguns peixes fazem autênticas caminhas para dormir.”

 

Esta foi a pergunta que o Vicente me incumbiu de levar até à Tropical Marine Centre (TMC). Esta temática dos hábitos dos peixinhos é algo que intrigou o Vicente desde o primeiro momento em que adquirimos o nosso aquário. E a mim, foram muitas as dúvidas e as perguntas que surgiram desde que adquirimos o nosso aquário de água salgada. E foi precisamente a partir da pergunta do Vicente que comecei a minha conversa com o André Corga, um dos responsáveis da TMC.

andré corga, Tropical Marine Center

 

Os peixes são talvez dos mistérios do reino dos animais de estimação mais difíceis de decifrar. Por um lado, “sou do tempo” em que nós, enquanto crianças, pedíamos peixes aos nossos pais e queríamos ter um aquário em casa, por outro, era o animal mais difícil de manter, aquele que morria com mais rapidez.

Neste sentido, conseguir falar com a Tropical Marine Centre foi sinónimo de descobrir um mundo novo e de perceber que efectivamente a maioria de nós, que procura apenas ter um peixe de estimação, não percebe nada do assunto, nem tão pouco os mínimos para garantir a sobrevivência dos animais.

Disclamer:

A Tropical Marine Centre é um fornecedor, deste modo, junto deles é possível “beber informação” acerca da aquariofilia de água salgada e é, acima de tudo, um exemplo de práticas muito respeitadoras dos peixinhos. O mesmo acontece com as lojas especializadas que trabalham com a TMC (que podem encontrar no site da própria TMC), que são nos devemos dirigir, ou através de mensagens nas redes sociais ou site também.

 

Os peixinhos de água salgada, em particular, são uma parcela muito pequena dentro daquilo que é a aquariofilia e ainda mais complexo é perceber que o importante é ter a curiosidade para saber quem são os fornecedores que levam os peixes até às lojas, porque esse é um factor muito importante. Não só nos diz muito acerca da potencial longevidade do peixe, como ainda das normas de cuidado e segurança que são tidas a priori na captura dos animais no seu habitat.

Neste sentido, sabiam que existem duas formas de trazer os animais da sua origem, dos países tropicais?

  1. Importação local: Os peixes são preparados na origem e enviados para um fornecedor no país de destino, onde os animais são aclimatizados, quarentenados quando necessário e alimentados. Apenas quando estão em perfeitas condições são disponibilizados para que as lojas os possam comprar.
  2. Transhipping: um fornecedor sem instalações de manutenção de animais, recebe os pedidos, organiza grupos e passa os pedidos directamente à origem. Estes animais são imediatamente enviados para a a loja muitas vezes sem passar por uma aclimatação ou quarentena.E este foi, sem dúvida, o ponto da nossa conversa que mais captou o meu interesse e sobre o qual eu quis saber mais.

 

Sem dúvida que a TMC tem tido um importante papel na dinamização das melhores práticas para a captura destes peixes, assim como no seu transporte. E o reflexo desse trabalho acaba por ser a baixa taxa de mortalidade que regista. Mas como é que isso é possível?Por exemplo, com uma pessoa destacada para viajar pelo mundo, visitando todos os produtores com os quais a TMC trabalha - Não nos esqueçamos de que estamos a falar, muitas vezes, de países de terceiro mundo e de pessoas sem capacidade, quer financeiras quer de know-how que, mesmo querendo fazer o melhor, não são capazes sem ajuda.

É essa ajuda que a TMC presta, pois é a única forma de garantir que o produto final tem qualidade. Afinal, não haverá nada mais frustrante do que fazer todo um investimento num aquário, meter lá os peixinhos e eles morrerem daqui a pouco tempo. Certo?...

Realmente, são questões que nos deixam a pensar em todo o “mito” de que os peixes não duram nada!

 

Asseguro-vos que aquilo que tenho aprendido, ao longo desta experiência, é que, independentemente do animal de estimação, há uma responsabilidade da nossa parte em procurar a informação certa, em querer saber mais para conseguirmos ter os conhecimentos que assegurem o cuidado diário com os animais. Desta forma, o nosso papel é realmente procurar ajuda e informação especializada em vez de nos acomodarmos no lugar comum de que os peixes, e falando neste caso em particular, não duram muito!

É que, além de tudo, é realmente uma ideia desfasada e que se prende tão somente com a escassez da informação e porque a aquariofilia encontra-se ainda muito confinada no âmbito daqueles que praticam este hobby – um hobby que é também só por si muito recente.

No fundo, tudo se resume a tratarmos bem os nossos animais, vê-los crescer e participar nessa evolução. E os peixes são um animal de estimação como qualquer outro, no caso, o único animal de estimação possível de termos em casa.

 

E se, no geral, ainda há muito para aprender sobre este hobby, na aquariofilia de água salgada o desconhecimento é ainda maior. Na verdade, ao contrário do que pensamos, é bastante fácil de ter em casa, a manutenção é acessível e, se estivermos preocupados com uma questão de espaço, é perfeitamente possível ter um aquário de água salgada a partir dos 30 litros.

No fundo, com um pouco de investimento inicial e um pouco de trabalho – porém, não mais do que as rotinas normais para quem tem um animal de estimação - é possível ter um aquário de água salgada em casa.

A título de curiosidade, o André tem em sua casa um casal de peixes-palhaço com cerca de 18 anos.

 

E vemos a paixão genuína e verdadeira de quem trabalha por respeito e amor aos animais, quando são capazes de nos passar esse excitamento e essa vontade de termos também um peixe de água salgada. Mas o que gostaria de referir aqui é que, a relação com os peixes também existe e é natural, a preocupação surge e nunca olhei para o nosso aquário como mais uma peça de decoração da sala. Fico muito feliz por perceber que crescem, que andam desinibidos e que são bem tratados.

 

Toda a nova aventura com os peixinho de estimação:

Diário de um Peixe Ep.6 | A nossa melhor aquisição de 2018

Diário de um Peixe Ep.5 | Os erros de principiante

Diário de um Peixe Ep.4 | Os cuidados que exigem de nós

Diário de um Peixe Ep.3 | Os primeiros tempos e a habituação

Diário de um Peixe Ep.2 | O porquê de um peixe para animal de estimação

Diário de um Peixe Ep.1 | A chegada dos novos amigos

 

 

*Quero deixo um agradecimento especial à Tropical Marine Centre pelo apoio e por ter possibilitado a escrita deste artigo.

 

 

Mais uma semana: O que significa que é preciso tratar do frigorífico!

25.02.19 | Vera Dias Pinheiro

preparar as refeições da semana

 

É verdade, estamos perante mais uma semana e, por aqui, foi um fim-de-semana que passou a correr - e não, não fomos daqueles que andaram a "injectar-se" de vitamina D. Entre os compromissos do filho, com uma festa de aniversário, e a missão de destralhar uma arrecadação, com coisas guardadas faz para mais de cinco anos… quando vi as horas, já era o fim do dia de domingo.

Paciência! Como se costuma dizer, é a vida a acontecer e nem sempre podemos ficar parados a contemplar o tempo a passar!

 

Contudo, muito importante foi termos retomado as idas ao mercado ao fim-de-semana. São fundamentais para manter a nossa semana organizada e meio caminho andando para andar mais descansada. Embora não use uma ementa semanal, eu gosto de orientar a semana na minha cabeça e sou muito fã da pré-preparação das refeições – gosto mais de lhes chamar, os facilitadores -  porque me tornam mais eficiente e também evitam o desperdício de comida – algo que, confesso, mexer um pouco comigo!

 

Contudo, chegar aqui foi um processo até encontrar algo que realmente funcionasse comigo, que me libertasse da pressão de ir constantemente ao supermercado, de improvisar demasiado as refeições, de stressar porque o meu tempo era consumido na cozinha e nestas pequenas coisas do dia-a-dia. Testei várias coisas, entre elas a ementa semanal, contudo, tal como na escrita, para as coisas correrem bem, tem que ser de inspiração quase na hora. Por isso, saber que hoje o jantar é empadão e amanhã peixe no forno, já é motivo para me enervar. Para além do desperdício de comida, porque nem sempre controlamos bem as quantidades e refeições muito complexas acabam por não dar para reaproveitar de uma outra forma para rentabilizar.

E, neste processo de tentativa-erro (persistente), percebi que o que funciona comigo é ter uma ementa aberta, mas com algumas ajudas já pré-preparadas no frigorifico. E, neste aspecto, tenho-vos a dizer que a Isabel, autora do blogue, Cinco Quartos de Laranja, tem sido uma grande inspiração para mim. Ela é muito adepta desta forma de estar na cozinha.

Então, como é que eu me organizo:

preparar as refeições da semana

 

Aos sábados de manhã vou ao mercado e compro, semanalmente, uma boa quantidade de legumes e frutas e, quando existe necessidade, peixe e carne também.

  • Dos legumes:

- Uma parte é para a sopa da semana, a base é mais ou menos a mesma, depois há um ingrediente, chamemos-lhe o principal, que varia todas as semanas;

- A outra parte é preparada para ir directamente para o forno, que depois, será o acompanhamento base de todas as refeições. Gosto de usar alho francês, curgete, beringela, brócolo, abóbora e cenoura.

  • As frutas:

- Compro à semana, o meu marido também leva para o trabalho, incluo o abacate, que gosto de colocar nas saladas, os cogumelos, para uma refeição sem carne ou peixe e o gengibre para os chá e infusões.

  • Refeições Principais:

Basicamente eu faço tudo no forno, a gordura é quase sempre o azeite; uso muitas ervas aromáticas, especiarias, incluindo a curcuma e a pimenta preta.

Carne picada costuma haver praticamente todas as semanas, serve de parto principal, mas também de lanche. mas gosto de ter também a mozarela de búfala e atum em azeite, sobretudo para desenrascar os meus almoços quando é preciso.

À segunda-feira nunca se come carne, portanto costuma ser peixe assado no forno. E o peixe que sobra é aproveita para uma segunda refeição, do género do arroz de peixe;

À sexta-feira, por sua vez, costumamos comprar frango assado e, entretanto, o almoço de sábado é sempre peixe fresco grelhado que compro também no mercado.

As refeições de carne, tento que sejam progressivamente menos e ninguém se importa.

  • Os acompanhamentos:

Batata doce e Ínham para nós

Batata cozida, batata assada no forno, arroz, massa + legumes. E, se o arroz eu costumo fazer já a contar com mais do que uma refeição, a massa nem tanto.

Basicamente, eu funciono por rotinas e com algumas regras, mas com (muita) margem para improvisar, por exemplo, com um ingrediente novo ou com um tempero diferente. Enfim, não correspondo ao tipo de pessoa que segue uma receita à risca.

Ainda assim, a minha principal regra é aproveitar e reaproveitar tudo o que tenho no frigorifico durante aquela semana. Desta forma, chego ao sábado com ele vazio, para voltar a encher e assim sucessivamente. Mas, volto a frisar, isto é aquilo que resulta melhor comigo e que me torna mais eficiente na cozinha e na gestão familiar, incluindo a parte financeira, pois poupo muito mais assim.

Por fim, deixo-vos com o exemplo de uma semana de refeições cá em casa (imagens em galeria):

 

 

 

E, para ficarem com mais ideias, relembro o post feito em colaboração com a Mafalda Freitas - Mafabulous - Como fazer o aproveitamente de sobras e também, Como organizar a lista de compras no supermercado!.

 

Fica a faltar o vídeo com a forma como eu faço os legumes assados no forno que vocês me pediram! Fiquem a contar com isso para a próxima semana.

 

Boa semana!

Sobre: vivermos em passo de corrida e sem tempo para nós!

22.02.19 | Vera Dias Pinheiro

brunch

 

Numa altura em que se fala tanto de que as mulheres portuguesas “vivem em passo de corrida e sem tempo para elas”, é ainda mais importante dar valor aos momentos em que fazemos algo que contraria isso. E o que acontece, na tal correria do nosso dia-a-dia, é que nem nos apercebemos que há pequenas coisas que podem fazer a diferença na qualidade do nosso tempo.

 

Independentemente da vida e das rotinas, haverá certamente um espacinho de tempo que podemos canalizar para fazer algo que nos dê prazer. Por exemplo, aproveitar que temos tantos dias de sol e, por exemplo, na hora de almoço sair para apanhar um pouco de vitamina D. Bastam pouco minutos para se sentirem revigorados e, melhor ainda, se fizerem disso uma rotina.

 

No que toca ao meu tempo, eu também comecei a sentir necessidade de fazer mais alguma coisa por mim. O ginásio é uma rotina do dia-a-dia, mas também tirar um dia para almoçar com uma amiga, para conversar com uma pessoa diferente, no fundo, sair da minha bolha diária que entra, muitas vezes, em saturação pelo tempo que passo sozinha – e quando não estou sozinha, é sinal que estou com os meus filhos, o que, por sua vez, é sinónimo de mais tarefas. Pelo facto da minha liberdade de horários, claro que posso ajustar e, hoje, em vez de almoçar fiz um brunch com uma amiga que estava de férias. Regressei a casa e continuei o meu trabalho, sem pausas até à entrada do “modo mãe”.

 

Outras coisas das coisas que me tem dado muito prazer também, é, quando ao final da noite, e ainda tenho a cozinha por arrumar, roupas para organizar, coloco uns headphones e fico a ouvir Podcasts no telefone. Acabam por ser conversas interessantes, umas que me fazem rir, outras que me deixam a pensar e outras que me inspiram. O tempo passa mais rápido e até o que estou a fazer dá-me mais prazer, sim, mesmo quando se trata de tirar a gordura do fogão ou lavar as panelas que já não cabem na máquina de lavar a loiça, ou ainda, estender a roupa, porque entretanto a maquina de lavar roupa deu o sinal de terminar o programa – até dobrar meia e encontrar os pares certos se torna mais divertido!

 

Por fim, e talvez já venha trazer-vos nenhuma novidade, instalei a aplicação da Netflix no telefone. Sem conseguir parar tempo suficiente no sofá para ver uma série ou estar a par de tantos hits que tanta gente fala, posso dizer que já estou viciada na série Sex Education. Entretanto, aceito sugestões, mas nada que me deixe triste, que me crie ansiedade ou que me deixe a chorar. E até no ginásio, nos dias em que me apetece fazer um exercício cardiovascular mais longo, lá estou eu vidrada em mais um episódio e nem dou pelo tempo passar.

 

Estas foram as pequenas coisas que mudaram a qualidade do meu tempo e que, de certa forma, contribuíram para deixar as redes sociais, para fazer uma separação entre o trabalho – que está muito associado ao meu telefone – ou “fingir” que me entretenho com coisas que, na verdade, nada de diferente acrescentam à minha vida ou à minha inteligência.

E se as tarefas gritam por nós e não se fazem sozinhas, tudo o seu audível permite fazer-nos companhia. Daí ter aderido recentemente aos Podcasts – algo que não me tinha passado pela cabeça antes.

 

Fico com a esperança que a partir daqui o caminho seja o de conseguir a tal paragem para pegar num livro e retomar um ritmo de leitura que nunca mais voltou a ser o mesmo desde que fui mãe. Fico com a impressão que desaprendemos a aproveitar o nosso tempo, que vamos sucessivamente abdicando sempre um pouco mais do nosso tempo, e aquilo que começa por uma excepção, acaba rapidamente por se tornar a regra.

Não batemos o pé com força suficiente para zelar pelo nosso tempo, não “evoluímos” no sentido de sermos capazes de reinventar novas formas de criar tempo de qualidade e momentos que nos façam esquecer os problemas do dia-a-dia ou que realmente nos tragam prazer individualmente e não inseridos num grupo (família, amigos, colegas de trabalho, etc…).

 

O tempo realmente não estica e as responsabilidades acumulam-se, porém, da mesma forma que os casais têm que aprender a respeitar o tempo a dois após os filhos, o tempo individual (de cada um) é igualmente importante. Pode ser impressão, todavia tenho a sensação que vamos desaprendendo a estar sozinhos, a estar com os “nossos botões” e a estarmos entretidos com coisas que nos interessam a nós.

 

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana!

 

Onde ficar: The Prime Energize Hotel, Montegordo

20.02.19 | Vera Dias Pinheiro

the prime energize hotel montegordo, algarve

 

Com o dia de aniversário ao sábado e sem termos ainda feito qualquer escapadinha desde que o ano começou, a ocasião estava mesmo a pedir uma saída a quatro. O destino foi o Algarve, mais concretamente em Montegordo, e ficámos alojados numa completa estreia, no hotel The Prime Energize.

the prime energize hotel montegordo, algarve

  • O nosso quarto:

 

Para começar, a localização não podia ser melhor, a poucos metros da praia, da mata (protegida), perto de supermercado, das ruas mais agitadas, portanto, o carro fica estacionado, desde o check-in ao check-out, se a vossa vontade for aproveitar os dias usufruindo apenas daquela zona.

Para além disso, e o motivo pelo qual eu ia mais entusiasmada, o The Prime Energize é um hotel completamente normal, mas é ao mesmo tempo um hotel virado para o wellness, para o bem-estar físico e emocional. E é esta filosofia que lhe traz o factor diferenciador. Porque se forem “bichinhos” irrequietos” vão gostar, sem dúvida, de experienciar este lado.

 

Vocês sabem o quão eu sou adepta de um estilo de vida mais saudável, que pratico exercício físico regular e que procuro passar isso aos filhos. Contudo, só é possível se transformarmos isso realmente no nosso estilo de vida, se tiver a mesma importância que as outras coisas importantes que marcamos na agenda e às quais não falhamos. E, neste aspecto, sem dúvida, 2018 foi o ano da consistência. Foi o ano em que fui mais vezes ao ginásio, em que fui mais regular, no sentido em que não arranjei desculpas para não praticar exercício físico, estivesse de férias ou a passar um fim-de-semana fora.  Foi igualmente o ano em que a alimentação saudável passou a ser a regra de segunda a domingo e em que as escolhas saudáveis se reflectiram mais vezes nos nossos pedidos em restaurantes.

 

Portanto, nada mais fazia sentido para mim do que assinalar o meu aniversário de acordo com este estilo de vida que tenho/temos com o plus de o podermos fazer em família. Ou seja, poder treinar com o meu marido, que é uma coisa rara, e ter a companhia dos nossos filhos; pudemos fazer caminhadas com eles e ainda assim, garantimos que cada um tivesse o seu momento individualmente – quer dizer, as crianças não, mas tiveram direito ao iPad, a comer uma fatia de bolo e a provar as sobremesas.

 

E o nosso momento, o meu e o do meu marido, foram os 55 minutos da massagem de pedras quentes no Spa. Era a minha primeira vez com uma massagem do género e não sei se não terá entrado diretamente nas minhas preferências. Pois se, por norma, as pedras apenas se utilizam nas costas, naquele Spa, o protocolo é usá-las em todo o corpo e a sensação é a de relaxamento total.

 

Partilhei bastante sobre todas as nossas experiências no Instagram, mas há algo que é preciso deixar registado e reforçar: a simpatia de todo o staff e a forma como nos sentimos em casa. E eu, aquela pessoa que gosta de pessoas, aprecio, pois gosto de conversar e de perguntar tudo sobre tudo, basicamente. E o hotel em si é também acolhedor, preparado para o hóspede que quer apenas descansar, para aquele que quer exercitar-se e também para os atletas de alta competição que precisam das melhores condições para treinar e se alimentar, as quais são oferecidas pelo The Prime Energize.

 

E, por fim, o restaurante Fuel, onde fizemos todas as nossas refeições e em que tivemos oportunidade para experimentar praticamente de tudo, desde o buffet, aos pratos da carta, sem esquecer o pequeno-almoço, claro! Deixei para o fim aquele que é o “coração” do hotel, onde nos cruzamos com outras pessoas, comemos, bebemos e também relaxamos.

 

E o que mais me agradou? Ter podido fazer os meus pedidos sem “pedidos extra”, nomeadamente para trocar os acompanhamentos, retirar o molho ou ter necessidade de pedir um acompanhamento em separado. No fundo, não foi preciso tirar a graça do prato em si. Servido na dose certa, com a proteína, os hidratos e os legumes, que também são hidratos. E se há coisa que não podemos negar é a qualidade dos ingredientes e da própria confecção.   

 

Admito aqui a minha dificuldade em viajar e deixar os meus filhos de fora e não é pelo meu lado de mãe galinha ou por não conseguir aproveitar sem os ter comigo. O que acontece é que eu gosto mesmo da sua companhia. Gosto da forma como interagem, perguntam e nos divertem sempre nestas aventuras e, por isso, é importante que o local que nos receba, os receba bem a eles também, independentemente de ser ou não um hotel exclusivamente para crianças. Há situações incontornáveis e normais na vida de um casal com filhos e estes dias servem não para alimentar o stress que já trazemos, mas para proporcionar o contrário.

 

O Vicente ficou super orgulhoso de ter feito uma caminhada de 4km, que fizemos na companhia de um Personal Trainer que conversou connosco e nos entusiasmou, especialmente às crianças para se motivarem até ao fim. A Laura gosta de tudo, só não gostou de não poder molhar-se na piscina do Rooftop, contudo, as temperaturas, apesar de boas, não estavam assim tão boas. E eu e o meu marido somos unânimes: adoramos todo o conceito, ficamos felizes por nos mantermos activos – afinal, eu até vinha de uma semana sem oportunidade para treinar mais do que duas vezes, por termos comido bem, mas sem necessidade de nos sentirmos em privação ou dieta, recuperamos alguns anos da nossa juventude com a massagem de pedras quentes e recordamos um local – Montegordo – onde passamos as nossas últimas férias de verão que tão boas recordações nos deixou.

5598396866601034049_IMG_7113 (1).JPG

 

-8822582527364779507_IMG_7112.JPG

 

E eu, em particular, consegui regressar revitalizada, feliz e com uma sensação boa, mesmo no cansaço. Vai ser, sem dúvida, uma experiência repetir.

 

 

Termino, agradecendo ao The Prime Energize Hotel pelo convite que nos endereçou e por nos ter proporcionado momentos tão bons em família que pude partilhar também com vocês.

 

O que eu entendo (e aprendi) sobre as pessoas felizes!

19.02.19 | Vera Dias Pinheiro

praia de montegordo, algarve

 

Digam o que disseram, aquilo que aprendi foi que apenas podemos ser bons para os outros quando nos amamos a nós próprios em primeiro lugar. E pegando nisto e em algumas trocas de mensagens com seguidoras a propósito do meu post de ontem, eu hoje consigo ter a destreza mental para perceber que, na minha fase pior, eu era uma “shit” de pessoa. Sentia-me revoltada com tudo, com os outros, mas sobretudo comigo. Sentia-me a pior pessoa no mundo e tudo o que de mal de diziam, atingia-me que nem um raio!

Naquela altura, sim, o efeito era o desejado: eu ficava mal e reagia de acordo com os sentimentos negativos que tinha dentro de mim.

 

Portanto, houve momentos em que eu não soube estar à altura, hoje, olhando para trás, acho mesmo que não tive a capacidade de ser amiga, mulher, companheira... e só não digo mãe porque foram eles que me transformaram e que deram sentido à minha vida. De alguma forma, foram os meus filhos, cada uma à sua vez e com o seu papel, que contribuíram para que a minha vida ganhasse uma outra forma. Afinal, haviam pessoas a depender literalmente de mim, não dava para não estar presente, para não estar foçada ou ser 100% capaz de desempenhar o meu papel.

Os meus filhos foram o rastilho para que eu procurasse novamente os bons sentimentos dentro de mim, para me cuidasse de mim e gostasse de mim.

 

Foi assim que comecei a olhar mais para dentro, que comecei a apanhar os cacos e tentar montar alguma coisa com sentido e perceber o que era bom e o que precisava ser trabalhado. Se foi fácil?! Não! Foi duro! Chorei muito nos primeiros dois anos de vida do Vicente, ou seja, no período em que vivi em Bruxelas, que foi óptimo. Ainda assim, foi a minha maior provação pessoal… e essa também a tempo inteiro.

Na vida de expatriados, uma das coisas boas – e más – é que só podemos contar connosco para tudo. No caso, erámos três pessoas que dependiam inteiramente umas das outras, eu não podia cruzar os braços. É muito exigente, sobretudo porque não existem as ajudas, contudo, é aí que o caminho interior se abre, numa descoberta dura, todavia – e a seu tempo – cada vez mais recompensadora.

E, neste sentido, naturalmente que hoje estou muito mais próxima da pessoa que eu acredito ser. Descobrir que tenho um bom fundo, fiz as pazes com o espelho, aprendia a não me deixar ficar para trás, a não ter medo e assumir as minhas qualidades e a ter uma opinião. Contudo, sem tudo aquilo que ficou traz, estar hoje neste patamar teria sido impossível. Foi necessário todo aquele sofrimento para que as feridas fossem saradas e, consequentemente, fosse possível virar páginas na minha vida.

Todavia, quem é o “louco” que quer sofrer? Ninguém quer, certo? Temos todos muitos medos dessa fase de “escuridão”, contudo, a alternativa é como que passar ao lado da nossa própria vida, tocando as coisas ao de leve para não sofrer. Fugimos a olhar com grande profundidade para dentro de nós e, como tal, tentamos passar o menos tempo possível sozinhos.

 

Afinal, aquilo que queremos é estar bem, estar bem o máximo de tempo possível. Eu também quero, mas quero ainda mais estar nisto – a vida – a sério, sem abdicar dos meus sonhos, nutrindo quem sou para conseguir aproximar aqueles que estão ao meu redor.

 

Boa noite!

36 anos: A colecionar bons momentos e rodeada de muito amor e carinho.

18.02.19 | Vera Dias Pinheiro

hotel prime energize montegordo

 

Porquê continuar a deixar que as atitudes dos outros interferissem com a minha felicidade e o meu bem-estar?

 

Durante muito tempo, embora eu gostasse de fazer anos, encarava o dia 16 de fevereiro, o dia do meu aniversário, com alguma tristeza. Tristeza essa que eu mascarava como simplesmente um “eu não estou nem aí para o meu aniversário”. Tudo mentira, mas, no fundo, ficava frustrada porque esperava dos outros atitudes na proporção daquilo que eu me esforçava e dava de mim aos outros.

E isto não é mais do que uma grande estupidez! Primeiro, por saber que tudo o que eu fazia/faço pelos outros é de forma genuína e descomprometida de segundas intenções. E, segundo, por não termos o direito de exigir de ninguém o que quer que seja. Neste sentido, quem é que eu era para, no meu íntimo, ficar triste por alguém não se ter lembrado de me fazer uma surpresa, encomendar um bolo, ter um presente ou enviar uma mensagem à meia noite em ponto?!

Contudo, por grande estupidez minha e uma certa imaturidade, acredito, deixei que durante  anos e anos este dia fosse triste, por vezes, chegava até a chorar tal era o meu estado. Hoje sei que não temos esse direito, especialmente quando é certo que essa expectactiva nos deixa sempre aquém de conseguir apercebermo-nos do tanto que as pessoas gostam de nós e do quão importante para elas somos. Estamos confusos e com a vista turva, o que não nos deixa ver a beleza do gesto de alguém sem o comparar de imediato com a nossa “tabela premium de atitudes que esperamos dos outros”.

Felizmente, esta é uma fase totalmente ultrapassada para mim e eu sei perfeitamente quando é que se deu a minha epifania, foi neste dia, quando “fugi” para celebrar o meu aniversário sozinha, do jeito que eu me achava merecedora e isso aconteceu porque fui eu que fiz acontecer. Pensei sobre o que gostaria de fazer, o que podia fazer para me sentir feliz e bem comigo mesma, e organizei tudo. E não é importante se foi uma espécie de antevisão do dia, já que esse ficou reservado para ser passado junto da família. O que importa é que teve honras de uma verdadeira festa: tive direito a bolo e tudo; houve música, boa disposição, muitas risadas, produção a rigor, fotografias profissionais para assinalar o momento e a alegria sincera de quem estava genuinamente feliz.

Foi um manifesto! Foi o meu ponto final naquele sentimento de tristeza que, mesmo sendo involuntário, não podia continuar a condicionar a minha vida e a minha alegria, ano após ano, sempre que o dia 16 de fevereiro chegava.

 

E, a partir daí, o que aconteceu foi realmente o nascer de uma postura diferente. Ao invés da tristeza ou de delegar nos outros a responsabilidade de tornar o meu aniversário inesquecível, coitados, como se eles soubessem que carregavam essa responsabilidade, eu afirmei-me! Escolhi ser eu a determinar o meu dia, a escolher ser feliz e grata à vida pelas pessoas que tenho na minha vida que, mesmo na correria dos dias, ainda se lembram de parar para me desejar um aniversário feliz. Escolhi ser grata e muito feliz, porque grande parte dessas pessoas nem me conhece pessoalmente, privando comigo apenas virtualmente. Mesmo assim, essas pessoas – vocês – consideram-me importante o suficiente para me darem os parabéns!

E é tudo isto, junto e misturado, que me aquece o coração e que me faz sorrir. Eu tenho muita sorte, porque estou rodeada de muitas pessoas, uns mais próximos do que outros, mas eu nunca estou sozinha. Há sempre alguém a acompanhar, a torcer, a ter uma palavra amiga, a deixar uma mensage e a dar um conforto.

 

Sou muito feliz aos 36 anos porque a vida recompensou-me inteiramente dos sentimentos menos bons que tive à minha volta. Hoje estou aqui e estou feliz! Foi um dia óptimo, o tal dia 16 de fevereiro, foi quase um dia de verão, imagine-se só, em pleno mês de fevereiro. E, acima de tudo, o meu coração esteve humildemente receptor de todo o carinho e votos de feliz aniversário.   

 

Obrigada a cada um de vocês, em particular, e à vida, porque ela é boa tal como ela é. Acordemos e sacudamos os nossos sentidos para que estejam devidamente despertos para absorverem essa bondade. 

 

bolo de aniversário brigadeiro

O bolo de aniversário foi surpresa do staff do restaurante Fuel do Prime Energize Hotel, no qual ficamos hospedados durante o fim-de-semana. 

Muito obrigada!

 

Pág. 1/3