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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Incentivá-los a sair da zona de conforto e a explorarem coisas novas!

16.01.19 | Vera Dias Pinheiro

levar os filhos a sair da zona de conforto

 

  • Dar os primeiros passos;
  • Incentivar para que consigam comer sozinhos;
  • Ganhar autonomia para deixarem as fraldas;
  • Levá-los para a rua, saltar nas poças de água sem pudor em sujarem-se;
  • Tirar as rodinhas laterais da bicicleta para “ganharem” asas e sentirem o seu próprio equilíbrio;
  • Viajar com eles, expô-los a diferentes realidades e estímulos, incluindo os diferentes sons e sotaques;
  • Retirá-los do conforto do carro para saberem que existem outros meios de transporte;
  • Experimentar gastronomias diferentes para explorarem o seu próprio palato;
  • Entrar com eles em museus, levá-los a concertos, pô-los a ouvir os desenhos animados que adoram em línguas diferentes da sua.

 

Parte do nosso papel de pai e mãe passa, sem dúvida, por estimular cada vez mais os nossos filhos a coisas diferentes das que estão habituados. Passa por retirá-los da sua zona de conforto e chegarem um pouco mais alguém e, quando chegarem lá, aumentar um pouco o nível de dificuldade, e dar-lhes um novo desafio.

Parece tudo natural quando os temas são básicos como, por exemplo, comer, andar e todas as outras necessidades básicas que fazem parte do nosso dia-a-dia. Depois, há tudo o resto, estímulos completamente diferentes que, no entanto, contribuem para que ganhem à vontade perante o desconhecido, situações e pessoas.

Lembro-me, em miúda, de me sentir sempre nervosa com a exposições orais dos trabalhos escolares. Falar em público, para um público desconhecido – e mesmo com o conhecido - deixava-me desconfortável. Falar em voz alta para uma plateia fazia com que o meu coração batesse mais rápido.

 

Lembro-me bem do dia em que decidi contrariar isso e em que me obriguei a enfrentar os desafios. Estava na minha pós-graduação - em Gestão de Bancos e Seguradoras – e eu completamente a sentir-me um peixe fora de água. Para além de tudo, as matérias representavam um bicho de sete cabeças, contas com letras, letras com números, um sem fim de coisas que, na minha cabeça – formatada em humanidades - não faziam sentido algum.

 

Nesse ano, nos trabalhos de grupo, mesmo tendo zero confiança no que dizia e com um elevado grau de certeza da minha alta probabilidade de falhar, obrigava-me a falar. Talvez porque nada podia ser pior do que as dificuldades que eu sentia na maior parte das cadeiras.

A partir daí, e sabendo onde estava a minha fraqueza, a minha estratégia foi sempre aceitar os desafios, dizer que sim e até dar-me como voluntárias naquelas situações em que ninguém levanta a mão e em que todos se tentam esconder, uns atrás dos outros.

 

E a verdade é que me sinto muito melhor agora, que venci esse medo. Sinto-me melhor agora que tenho alcancei o a vontade e que, ao mesmo tempo, me faz sempre mais confiante. Foi, tal e qual, como retirar um peso de cima dos meus ombros.  

 

Todavia, penso que talvez não tivesse sido preciso esperar tantos anos e ter passado por tanta ansiedade na escola, com as apresentações orais, os exames orais, os teatros e “concertos” dos quais fazia parte nas várias festas da escola.

Não, não seria preciso esperar tanto tempo, como eu também acho que é assim que vamos descobrindo os chamados skills, aquelas habilidades que refinam o nosso perfil, enquanto pessoa e determinantes numa carreira profissional.

E os skills são tantos e tão diferentes, quanto a diversidade dos seres humanos. Não precisamos (e não somos) todos iguais!

Talvez por isso, eu, sempre que haja oportunidade, incentive o Vicente (e aos poucos a Laura) a saírem da sua zona de conforto, a porem-se à prova e, quanto mais cedo possível, aprendam a dar a volta ao friozinho na barriga, ao nervoso miudinho perante o desconhecido.

 

Esta semana, levei o Vicente a experimentar uma coisa diferente. Um convite que surgiu primeiro a mim e depois, como era preciso uma criança, estendeu-se ao Vicente. O objectivo é assinalar o Dia Mundial do Cancro, no próximo dia 4 de fevereiro. Estar por detrás das câmaras, seguir as indicações (várias) do pessoal criativo, as pessoas totalmente estranhas que, durante breves instantes, tinham que parecer os nossos melhores amigos.

Antes de se ouvir o “acção”, ficou nervoso, agarrou-se a mim, numa tentativa de ficar invisível. Ainda hesitei e trouxe-o comigo para um sítio mais tranquilo, conversamos e, de repente, um dos membros da equipa, aproximou-se também numa tentativa de criar empatia. Descobriram ser ambos do FCP, aquele “desbloqueio” que funciona sempre com os miúdos. Foi bom, ele relaxou, voltamos a entrar e correu tudo bem.

O que andei a planear para janeiro, o primeiro mês do ano!

15.01.19 | Vera Dias Pinheiro

Mês de janeiro

 

Janeiro é longo. Ouvia no outro dia que, este ano, acontece uma coisa rara, que é termos um janeiro com cinco sextas-feiras, cinco sábado e cinco domingos. Ufa!!! Como se não bastasse a loucura, a todos os níveis do mês de dezembro, um janeiro assim, mais parece uma travessia no deserto, para a qual nos esquecemos de ir prevenidos com água suficiente para nos hidratarmos.

 

Para mim, janeiro é sempre um mês de voltar a organizar trabalho. Refazer o CV, actualizar as apresentações e redefinir a estratégia. É um mês um pouco parado na minha área, por isso, há que aproveitar, então, para “limpar a secretária” e, claro, fechar a contabilidade. Confesso que ainda estou na fase de perceber esta coisas de ser trabalhadora independente, recibos verdes e tudo mais.

 

Portanto, esta parte das “resoluções” até está a correr bem! O que não anda a correr tão bem é a inspiração para escrever. Se calhar, apetece-me arrumar a casa primeiro para começar do início com temas diferentes e que me inspirem, pelo menos a mim, para que os escreva, naturalmente. Daí, talvez, notarem uma menor frequência dos posts. Também é verdade que, no final do ano, tive imenso trabalho, o que se reflectiu no blogue e nas redes sociais. De certa forma, é como se também vos quisesse dar um “descanso”.

 

Sei que a maioria de vós compreende que isto é parte importante do meu trabalho, que preciso de usar os meus canais para o conteúdo que eu faço com algumas marcas. Mas também vos digo, que me sabe mesmo bem estes momentos mais parados e tranquilos – contudo, que para este ano, que não sejam muitos estes momentos sem trabalho… acho que percebem, não é? 😊

 

A parte da vida activa, ou seja, das idas ao ginásio e do exercício físico, continua a correr bem. Aliás, é a rotina após deixar os miúdos na escola. E o lema continua a ser o mesmo: treinar sempre que posso, assim tenho margem para os dias mais complicados e em acabo por não conseguir ir – por exemplo, hoje foi um desses dias. Entre o acordarmos mais tarde e uma reunião da parte da manhã, a minha janela de oportunidade fechou-se!

 

E aqui chego ao ponto que está a correr menos bem, “o levantar cedo e cedo erguer”. Uma das coisas importantes que o meu médico me “receitou” foi a alteração dos meus horários, passando a deitar-me mais cedo e a acordar mais tarde. Mas o que acontece é que as minhas insónias voltaram nas últimas semanas. Alguma ansiedade e preocupação, ao mesmo tempo, naturais nesta altura do ano em particular. Claro que, no dia seguinte, é algo que se reflecte no dia seguinte. Para além disso, tanto o Vicente como a Laura andam também a acordar mais tarde.

 

Enfim… não vamos fazer disto um problema, até porque esta fase é, como disse acima, mais tranquila, e fico como mais tempo para fazer as coisas.

 

Em casa, com tanto “destralhe”, acho que acabei por encontrar algum equilíbrio e finalmente conseguir ter a casa organizada diariamente. Uma harmonia fundamental para mim, que trabalho em caso.

Há rotinas boas, como a ida ao mercado ao sábado de manhã, e conseguir ter as refeições mais ou menos organizadas para a semana seguinte sem grande necessidade de idas extra ao supermercado. Frutas, legumes, carne e peixe, fora as compras de mercearia. Isto é também uma coisa muito boa! No caminho, trago ainda flores frescas para casa.

 

Daqui a um mês faço 36 anos. Recentemente, acho que comecei realmente a olhar para mim com mais consciência da minha idade e do meu tempo. Sinto, cada vez mais, a necessidade de não “correr atrás”, de fazer as coisas no tempo que tenho, sem estar constantemente no meu limite. Entendem?

 

A idade tudo traz, sem dúvida! A idade traz também o reconhecimento de muitas das coisas que os nossos pais nos diziam e também de um regresso às origens. Não sei bem, contudo, que origens serão essas, pois não me estou a ver a regressar à minha terra natal, ainda bem, quero uma vida mais tranquila para mim e para os meus filhos, para que possam entreter-se com as coisas mais banais que a vida tem.

 

Boa noite!

Uma ode a “todas as coisas maravilhosas”

13.01.19 | Vera Dias Pinheiro

todas as coisas maravilhosas

 

Na sexta-feira, aconteceu-me uma coisa incrível e que, de certa forma, determinou o meu estado de espírito neste fim-de-semana e, talvez, para os próximos meses.

Não sou a pessoa que dá esmola, não sou a pessoa que liga aqueles que andam atrás de nós a pedir pelas ruas, nas portas dos supermercados e por aí fora. Já ajudei, mas também já me senti enganada e, por vezes, até roubada. Portanto, opto por demonstrar a minha solidariedade e forma como me importa com o outro, de mil e uma outras maneiras.

Porém, na sexta-feira, já após a hora de “recolha” dos miúdos na escola, tivemos que ir ao supermercado. E fui inesperadamente abordada por um senhor, como qualquer outro, a pedir comida. Por algum motivo, eu quis saber o porquê de estar ali e senti que o devia ajudar!

Estava com os miúdos, expliquei-lhes o que o senhor me tinha pedido e seguimos a nossa vida. A saída, voltei a ver o senhor, no mesmo lugar, separei, ali mesmo, algumas bolinhas de pão, que o Vicente faz questão de trazer, juntei um pacote de bolachas Maria e fomos entregar-lhe. Falei mais um pouco com ele e fomos para o carro.

Mas ele veio novamente ter connosco. Veio agradecer-me o pacote de bolachas Maria, porque iam dar-lhe muito jeito. Dali a umas horas, quando tudo já estiver fechado, ele costuma ir até uma das lojas abertas 24h, onde pede um café com leite quente. E, hoje (e talvez, próximos dias) poder molhar aquelas bolachas, era algo que ia deixá-lo mais aconchegado (e quente).

 

À noite, enquanto assistia à nova peça do Ivo canelas, “Todas As Coisas Maravilhosas” - um monólogo poderoso sobre a importância da vida em torno de uma lista com as coisas mais maravilhosas (da vida), aquelas que nos permitem sobreviver aos piores momentos das nossas vidas - uma das entradas daquela lista, era, imaginem, “comer bolachas molhadas em café com leite!”

 

As lágrimas caíram-me, não só por que a peça em si é já demasiado envolvente, como pelo episódio que tinha acontecido naquela tarde e que eu ainda não tinha esquecido.

Eu não acredito em coincidências, sabem?

 

Por um lado, fiquei mais tranquila em relação aquele senhor. Pois, fiquei com esperança que, naquela mesma noite, possa ter-se realmente sentido feliz e com esperança no amanhã.

E eu, que vivo momentos importantes e de mudança na minha vida, sosseguei, pois, a felicidade pode resumir-se a um número de coisas que podemos levar connosco para qualquer lado, que podemos partilhar com quem amamos, que podemos viver sem sair de casa. A felicidade e a esperança podem estar em coisas tão banais, como por exemplo:

 

  • A Senhora que trabalha na loja ao lado de casa, que, sempre que vê o Vicente e a Laura aproximarem-se, vem até à porta perguntar como eles estão.
  • As “laranjas da dona Alice”, a outra vizinha que, sempre que pode, traz um saquinho de tangerinas do seu quintal para a Laura.
  • A massagem que os cabeleireiros nos fazem enquanto nos lavam o cabelo.
  • O silêncio da nossa casa, a partir do momento em que temos um bebé. O silêncio é muito mais aconchegante… sei lá.
  • Podem ser tantas as coisas que, por tão banais que são, podemos nem ligar ao efeito que têm em nós.

 

Tivemos um fim‑de‑semana cheio, sem dúvida! Foram dois dias vividos para os amigos, os amigos de todos os dias, que já são parte da nossa casa; os amigos que vivem longe e cujos encontros são obrigatórios quando estamos próximos geograficamente; e os amigos dos nossos filhos, a quem abrimos a porta de nossa casa para que construam laços e percebam que os amigos, quando são se verdade, não estão dependentes de uma escola ou qualquer outro espaço físico para que a amizade se construa.

 

A vida é boa. Sabem? Mesmo quando nos trata menos bem, a vida é boa, pois é a única forma que ela encontra para nos obrigar a abrir os olhos e a dar valor às coisas mais importantes. A vida é boa, porque, com o tempo, vamos percebendo e fazendo as escolhas que preenchem “as coisas maravilhosas”. As coisas que dão sentido à vida; as coisas, às quais nos agarramos quando estamos menos bem; as coisas que nos dão suporte para enfrentar as mudanças. Sem esquecer, aquelas que nos fazem rir, que nos distraem, que nos ensinam ou que nos aguçam a curiosidade!

 

São todas “as coisas maravilhosas” que temos à nossa volta e na nossa vida, que nos permitem sobreviver ao caos, às mudanças, ao desespero e que contribuem para viver com mais intensidade as alegrias!

 

Obrigada aquele senhor que estava à porta do supermercado, pela “lição” que me deu e obrigada aos amigos que tiveram a ideia de ir ver a peça “Todas As Maravilhas”, em cena no Estudio Time Out, no Mercado da Ribeira.

 

Boa noite!

 

Podemos ou não (somos ou não) pessoas contraditórias?

10.01.19 | Vera Dias Pinheiro

pessoas contraditórias

Por vezes, quem está desse lado fica muito “obcecado” com as coisas que dizemos ou fazemos. Como se esperassem o primeiro passo em falso para, de imediato, emergirem os comentários de que “ah e tal… dizes uma coisa e depois fazes outra”; “ainda no outro dia disseste que não ias fazer isso e agora estás a fazer”; e por aí fora.

 

Mas antes de prosseguir, quero deixar aqui o primeiro disclaimer.

Não me estou a referir a nenhuma situação pessoal ou específica. Falo do geral, das coisas que todos nós vamos vendo na internet e nas redes sociais em particular.

 

E depois, penso eu, ser-se contraditório não tem que ter necessariamente uma conotação negativa. Pode, pelo contrário, ser sinónimo de seres humanos que evoluem, ao invés de estagnar. Ser contraditório pode ser ainda o sinónimo de se ter a humildade de “olhar para dentro” e, das duas, uma:

 

  1. Ou, primeiro, percebemos que, afinal, não tínhamos assim tanta razão e mudamos de rumo/opinião;
  2. Ou, segundo, temos a capacidade de experimentar coisas diferentes e/ou novas e descobrir outras coisas que gostamos mais ou com as quais nos identificamos mais.

 

Segundo disclaimer:

Excluem-se daqui todas aqueles que fazem aquilo a que eu chamo de "bluff cibernético". E que está na cara que não estão a ser sérios ou honestos.

 

Contudo, em coisas tão simples como as que vou falar abaixo, podemos ou não ser considerados “pessoas contraditórias”?

 

Exemplo 1:

Eu sempre disse que o Yoga não era modalidade que me despertasse a atenção. Dizia inclusivamente que era pouco físico, tão pouco que nem se transpirava e isso, para mim, era desperdiçar um dia de treino. O Pilates, pelo contrário, tornou-se um caso sério de amor e ainda o é, contudo, deixei de conseguir ir às aulas com regularidade. Aliás, actualmente, chega o dia e eu já nem penso nisso – se der, deu!

Contudo, há uma semana atrás, cheguei ao ginásio e encontrei precisamente a professora de Yoga. Conversamos um pouco – random talks – mas, no final, disse-me que ia dar uma modalidade diferente de Yoga e que ia ser a primeira aula. Eu fiquei curiosa, afinal, estou sempre disposta a experimentar coisas diferente e a desafiar-me. E fui e também fui à segunda aula, assim como, tentarei ir às seguintes.

E sabem porquê? Porque, no final, soube-me a pouco, mas senti-me completamente preenchida e feliz. E senti também o esforço físico, sobretudo de partes do meu corpo que eu nem sabia que conseguiam fazer força isoladamente, ao mesmo tempo, que exercito mais a minha meditação.

 

Exemplo 2:

Não quero ter mais filhos!

Tenha a certeza que muitas de vós, já me ouviram dizer “Eu não quero ter mais filhos!”. Ainda assim, e porque o Vicente quer um irmão – que já sabemos inclusivamente que se irá chamar Tomás – eu avisei cá em casa que “a loja” iria fechar a 31.12.2018. Mas é inegável o efeito que um bebé tem nas nossas vidas e, por isso, se avisei que a loja ia fechar, se calhar, era porque lá bem no fundo, haveria uma “restiazinha” de esperança em mim de que “um descuido” acontecesse.

 

Exemplo 3:

Não vou fazer compras nos saldos!

Isso mesmo! Eu não vou, pois não preciso de mais nada. E não quero voltar a encher as minhas gavetas e os meus armários de coisas acessórias, cujo efeito, será apenas o de me baralhar na hora de vestir. E viver sempre com a síndrome de “eu não tenho nada para vestir”.

Porém, se eu estiver num centro comercial ou passar por uma loja durante um passeio e, por mero acaso, avistar aquele casaco de inverno com o qual ando a sonhar há vários invernos atrás, aquele mesmo bom e de boa qualidade que vai durar uma vida, vou comprar. Aliás, eu tentei fazer isso e só não aconteceu de facto porque, infelizmente, não havia o meu tamanho! É que o casaco era mesmo O casaco e estava com um desconto tão bom!!!!

 

Exemplo 4:

Privilegio a alimentação equilibrada e saudável e o meu médico deixou bem claro que para eu andar bem, existem algumas regras que não devo esquecer. Contudo, eu não estou doente nem sou alérgica a nada, por isso, é bem possível que, caso se cruzem comigo numa pizzaria, e eu esteja com os meus filhos, que me vejam atenta aquela fatia que anseio (em silêncio) que sobre por estarem cheios. E essa pizza vai ter glúten e, muito provavelmente, lactose!

E o mesmo se passa no cinema, pois ainda que as pipocas sejam "só" milho, as pipocas do cinema têm outras mil coisas. Mas eu vou ter comigo um pacote médio de pipocas (porque o pequeno… é demasiado pequeno), metade doces e metade salgadas!

 

Exemplo 5:

A amamentação:

Tive uma grande desilusão por não ter conseguido amamentar o Vicente, tanto assim foi que, com o segundo filho, isso tinha que ser possível. E foi, durante praticamente um ano, com desmame natural. E ainda bem, pois eu senti alguma culpa, já na recta final, por estar já demasiado cansada e que aqueles meses já estavam óptimos, tanto para ela como para mim. Ainda assim, a decisão acabou por ser dela e não minha. UFA!!!

 

Conclusão…

 

Todos nós, se formos capazes de olhar bem para dentro de nós, percebemos que somos feitos de várias – muitas – contradições e que isso não tem que ser necessariamente mau. A vida, tal como nós, está em constante evolução. Apanhar “boleia” dessa corrente, é levar-nos mais à frente, aprender um pouco mais e descobrir um pouco mais de nós próprios. Afinal, é isso que importa, não é? Nós e não o outro! Quanto muito, que aprendamos a tirar lições com o outro, seja como exemplo do que fazer ou, pelo contrário, do que não fazer. Mas não criticar – o outro é o nosso espelho e, portanto, acabamos por nos estar a criticar a nós mesmos também.

 

Eu já acabei por fazer coisas que sempre disse que não iria fazer. Porém, olhando o presente, naquele momento, eram a decisão mais acertada e faziam todo o sentido. E se eu olhar para trás, não vejo absolutamente nada de que me arrependa. Tudo – mas mesmo tudo – contribuiu para a pessoa que sou hoje.

 

Os vossos filhos vibram com futebol? Esta é a festa de aniversário!!!

08.01.19 | Vera Dias Pinheiro

bolo de aniversário futebol clube do porto

 

O vicente fez 6 anos no dia 3 de janeiro e a verdade é que, a esta altura, só não vê quem não quer (EU) que o Vicente é viciado em futebol. E, posto isto, nem foi preciso dar muitas voltas à cabeça quanto ao “tema” para a sua festa de aniversário. Futebol e Futebol Clube do Porto são as duas grandes paixões e, aos seis anos, pode-se dizer que: já tem o equipamento oficial do seu clube, já foi ao estádio (não o do Dragão) assistir a um jogo do seu clube, teve um bolo de aniversário do seu clube e, por fim, teve a festa de aniversário no melhor sítio para quem é viciado em futebol!

 

Ufa! Até eu fico cansada! São os jogos, as repetições dos jogos, a Sport Tv, que lhe permite trocar as horas do Panda ou do Disney Junior pelas repetições dos jogos de futebol… de todos os clubes!

 

É mesmo um caso sério e, quando o pai está presente, só se fala de “bola”. A irmã já diz que não quer mais jogo na televisão, embora, sendo mais nova, tenha a tendência para imitar o irmão mais velho. Por isso, já diz que é do FCP e, quando o irmão veste o equipamento, lá tenho eu que ir desencantar um equipamento de Portugal, comprado há anos para um mundial ou europeu… sei lá eu! Vida de mãe de rapazes tem muito disto (e de outras coisas também).

 

De qualquer forma, é verdade que eu podia ter organizado uma qualquer outra festa de aniversário. Mas, para mim, os aniversários são mesmo datas especiais e faço tudo para que as pessoas à minha volta sintam o quanto são especiais. E, obviamente, os meus filhos vêm no topo dessa lista!

 

Queria que ele tivesse uma experiência única com os melhores amigos. Sim, aos seis anos, as festas já não se querem propriamente ao jeito e gosto dos pais. Aos seis anos, os amigos começam a assumir um papel importante na vida da criança e, aos seis anos, eles querem divertir-se à maneira deles. O lanche, as decorações, isso são detalhes que passam ao lado, com excepção do bolo de aniversário. Aí sim, existem honras de atenção especiais.

 

Por isso, desde o ano passado, que o investimento na festa em si foi canalizado para a tal experiência, que eles, sem dúvida, vão recordar mais tarde. E, este ano, coloquei a pergunta num grupo de mães e a resposta foi praticamente unânime em afirmar que o FOOTLAB é o local ideal para celebrar o aniversário de quem adora tudo o que tenha a ver com futebol.

 

footlab

 

O passo seguinte foi contactar para verificar a disponibilidade. E, de seguida, foi conferênciar com as mães mais próximas de mim para garantir que todos podiam ir naquele dia e hora. E, este ano, foi tudo tratado com mais antecedência do que o que costuma ser o normal. Um alívio!!!

 

Da parte do Footlab foram super simpáticos, desde o primeiro contacto telefónico e, no dia da festa, correu tudo super bem, com o sentimento de que as crianças estavam bem entregues e tudo estava igualmente bem organizado.

 

festa de aniversário futebol

 

 

O bolo continua a cargo da Entre Bolos, que se situa na Estrada de Benfica. Para mim, o melhor compromisso entre o preço, a qualidade, o profissionalismo e o design. Foi uma recomendação de uma amiga e que eu já passei a outras amigas também. De certa forma, sinto-me “descansada” com o assunto “bolo de aniversário”.

 

  • Para quem perguntou especificamente acerca do FOOTLAB, aqui ficam mais algumas informações:

Em termos de organização da festa, o FOOTLAB tem todo um circuito de actividades definidas, todas relacionadas com o futebol e com as principais técnicas para ser ter um bom desempenho em campo. O grupo é dividido em duas equipas para que todas possam desfrutar o melhor possível da experiência. “Em campo”, o entusiasmo deles é grande, porque é tudo a sério e o culminar dá-se quando entram em campo para o jogo final. Nessa altura, até os adultos que lá estavam, foram convidados a juntar-se e fazer parte do jogo.

Nós podemos ir acompanhado tudo, no piso de cima, com a segurança de que todos os convidados estão identificados e com uma pulseira.

 

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footlab

footlab

 

 

 

Tenho a certeza que todos adoram e isso é tudo o que me basta! A minha missão está cumprida.

Esta mãe arrumou as suas chuteiras e só volta a entrar em campo na próxima época. 😊

 

 

O meu ano está a começar hoje... e eu estou muito ocupada!

07.01.19 | Vera Dias Pinheiro

início de novo ano

 

 

Foi exactamente isso que eu senti hoje quando acordei. O meu ano está a começar hoje. Depois das férias, do natal, do fim de ano, do aniversário do Vicente e da festa de aniversário, eu pude, finalmente, sentar-me, arregaçar as mangas para fazer mais um ano acontecer.

 

E a pressão é sempre muito grande, mas é particularmente maior nesta altura do ano. Janeiro e fevereiro… aqueles meses de “ninguém”!

 

As festas e as comemorações são todas em nossa casa e dependem de mim. Depende (de mim) pensar, organizar e, no final, limpar! Isso mesmo, com todo o glamour que a vida de casa nos obriga… só que não!

 

Por esse mesmo motivo, quando tudo passa, eu dou por mim, regra geral, a ter o meu momento de breakdown. Sem motivo aparente e de uma forma aparentemente exagerada, eu descarrego tudo o que andei a acumular em prol da família e do bem-estar de todos. Nem sempre – o outro gosta de ouvir isto – mas é exactamente assim que as coisas se passam. E enquanto tudo está bem, ninguém perde um minuto do seu tempo para tentar perceber o outro.

 

Mas ainda assim, eu quero melhorar esta parte - ainda mais do que melhorei e trabalhei quando eu fui lentamente recuperando da privação prolongada de sono. Quando me senti de volta a mim, com controlo sobre as minhas emoções e atitudes. Mas quero ser ainda ser melhor, quero ainda mais ser capaz de não deixar que o “meio-ambiente” ainda me afecte ao ponto de eu explodir. Para além do exemplo que quero dar aos mesmo filhos, quero limitar ainda mais os motivos que me tiram do sério.

 

Invariavelmente, são momentos dos quais nos acabamos por arrepender.

 

E, por tudo isto, a ansiedade com o início do MEU ano seja cada vez maior. Desejo muito que a chegada desse dia, pois concentrar-me no meu mundo e sentir que eu estou a fazê-lo por mim, é motivador. Faz-me sentir bem e mitiga aquilo que eu fui dando, dando e dando aos outros.

 

E, embora eu não seja obrigada a dar, eu sou assim! Faz parte de quem sou e, todas a vezes, quando me apercebo, já é tarde. Já dei tudo…

 

E, parte deste trabalho interior, é aceitar isso, trabalhando para que o “eu” não se esgote, pelo menos, ao ponto de explodir. Há momentos em que não estamos conscientes dessas reacções – eu perdi a consciência quando deixei de conseguir dormir. Todavia, eu tenho e eu ago consciente do que estou a fazer e que, ao mesmo tempo, eu não quero fazer.

 

De fora, tudo é exagerado! Apenas eu conheço as minhas razões e aquilo que eu sinto, portanto, só de mim posso esperar a ajuda de que preciso. Mas com essa ajuda é preciso vir também o perdão (de mim mesma) e perda de qualquer culpa que possa sentir. Aquilo que sentimos é tão válido quanto o que a outra pessoa sente, não podemos retirar a importância de nós, desculpando-nos perante os outros e carregando uma culpa.

 

Aceita-te! Conhece-te! E trabalha-te a ti mesma!

 

Só assim posso chegar aonde quero, porque mim e não porque quero ser a pessoa boa, benevolente e que ter a capacidade sobre humana de estar acima de qualquer chatice ou aborrecimento. Se assim for, em que tipo de pessoa me tornarei eu com o tempo? Deixo de viver para sobreviver, deixo de sentir para que o outro não seja melindrado?

 

O meu ano começa hoje e, embora, o esforço seja diária, no inicio do ano o peso é maior, porque a ansiedade de como esse ano se desenrolará é igualmente maior. Será que as oportunidades vão continuar a surguir? Será que vai dar tudo certo? Será que…??? É uma incógnita!

Por isso, agora que o meu ano começou e que todos ficaram felizes com tudo o que aconteceu até aqui, eu preciso de espaço e de tempo para mim. Sem, mas, sem desculpa… Não é um pedido, é simplesmente uma afirmação.

 

Para quem sente este sufocar, de quando em quando, a dose optimismo tem que aumentar, assim como a crença de que tudo vai correr bem. Porque o medo, embora esteja sempre lá, também aumenta, tentando ganhar terreno sobre os nossos sentimentos e isso não pode acontecer!

 

E é aqui que a maior dificuldade, de quem trabalha em casa, reside. Na forma de impor o seu espaço e o seu tempo, sobretudo nos momentos em que todos estão em casa. É ainda difícil de se ser compreendido pelos outros e seria muito mais fácil se, de manhã, saísse para um dia normal de trabalho. Ao contrário, é preciso gerir os ânimos, as vontades, sem melindrar e com um esforço gigante para conseguir fazer tudo e para agradar a todos.

E eu não estou a reclamar, estou só muito feliz por finalmente o meu ano também ter começado, que é como quem diz, que (finalmente) todos foram "à sua vida" e eu vou poder organizar e gerir o meu tempo. 

 

O meu ano começou hoje e eu estou muito ocupada com isso!

 

"A minha experiência do retiro espiritual" | Testemunhos Reais #4

06.01.19 | Vera Dias Pinheiro

retiro espiritual

 

"O desejo de fazer um retiro começou quando finalizei o livro “Simplifica a tua vida”, de Rute Caldeira.  Para mim, o livro foi marcante e fez um clique para a mudança do meu “ser” e do meu pensamento, logo da minha forma de viver.

Fiz algumas pesquisas sobre retiros, mas ou as datas não coincidiam ou por outra qualquer razão, nunca se concretizou esse desejo. Foi porque não tinha de ser. Assim, em outubro deste ano, recebi um e-mail com novas datas do retiro e o tema do mesmo: de 21 a 23 de dezembro, com o tema Morte e Renascimento.

retiro espiritual

 

Pensei que este retiro era mesmo para mim… o ano de 2018 foi um ano de mudança, portanto, de fechar ciclos e abrir novos ciclos.

 

O retiro durou três dias e foram todos eles dias de aprendizagens, exercícios de respiração, meditação, mas acima de tudo, de estar comigo própria, sem preocupações laborais ou pessoais. Nesses dias pude Sentir, Apreciar e Agradecer.

 

Sábado à noite foi o momento mais alto do retiro: concerto de taças tibetanas com meditação. Foi uma sensação espetacular, vibrante, sendo para mim, o momento mais surpreendente.

 

Fizemos exercícios de fechar o ciclo e projetarmo-nos para o novo ano. Fizemos exercícios de auto consciencialização. Foram exercícios esgotantes emocionalmente, mas que ficamos com uma sensação de leveza e de gratidão.

retiro espiritual

 

No retiro foi pedido a cada um dizer duas palavras sobre a experiência. As minhas palavras foram perdão e amor. Perdão porque consegui perdoar, aceitar os desafios e os obstáculos. Amor porque é o amor a chave do sucesso e da evolução do nosso ser. Para além destas, gratidão também é uma palavra que resume o retiro e o fim-de-semana que passamos. E agradeço, mais uma vez, às 30 pessoas maravilhosas que conheci. Pela partilha, pelas histórias e pela coragem e força de cada um.

 

Este foi o primeiro retiro de muitos. Uma experiência a repetir!"

 

retiro espiritual

 

 

por Celine Joana Veloso.

 

 

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