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Diário de um Peixe #6 | A nossa melhor aquisição de 2018

20.12.18 | Vera Dias Pinheiro

peixe para animal de estimação

 

Embora, em miúda, tenha crescido sempre rodeada de animais de estimação, de variadas espécies, a verdade é que, quando deixei a casa dos meus pais, foi algo que simplesmente acabou. Talvez por viver sozinha e com a responsabilidade (toda) depositada em mim para cuidar de um animal, ou então o não querer preocupar-me com isso, ou simplesmente o querer fugir a ter mais trabalho.

 

Contudo, acho que só pensei a sério sobre isso quando percebi, pela pessoa que vive comigo, que ter um animal de estimação tinha deixado o campo da vontade para tornar-se um “não redondo” (e já sabemos quais os motivos!). A alternativa era um peixe, mas a ideia assustava-me pelo receio do seu curto período de vida em nossas casas. E, sinceramente, nunca imaginei tão pouco que viria a ter os famosos peixes-palhaço ou sequer um aquário que não a tradicional “bola redonda” – que, afinal, não é nada favorável ao bem estar dos nossos peixinhos.

 

aquário de água salgada

aquário de água salgada

E a verdade é que já lá vão praticamente seis meses desde que este aquário faz parte das nossas vidas e da decoração da nossa casa. Já muito escrevi sobre a nossa experiência com os peixes de estimação, o que se tornou particularmente interessante para mim por poder ter um contacto tão próximo com quem percebe tanto do assunto, nomeadamente a Tropical Marine Center e, claro, a loja especializada onde me dirijo sempre que é preciso alguma coisa, a Aquaplante.

 

Ao longo destes meses, percebi que os erros são fáceis de cometer e que são até naturais - no worries. Dar-lhes a volta e ter a preocupação de aprender como os minimizar de futuro, isso sim dita não só a longevidade dos nossos peixinhos como também o nosso perfil de “cuidador” daquele animal de estimação em particular. E, nesta altura do ano, tão propícia à oferta de presentes e, muitas vezes, querendo fugir ao material, coloca-se a hipótese de oferecer um animal de estimação.

 

A ideia é óptima. Sem dúvida, ter um animal de estimação traz muitos benefícios, a muitos níveis, para todos, especialmente para as crianças. Mas é uma responsabilidade, seja que animal for, desde o mais pequeno ao maior, do mais tradicional ao mais exótico. Criar as condições indicadas para o seu bem-estar, adoptar as rotinas e fazê-las com consistência, gostar-se realmente do animal ou da ideia de ter “mais alguém” de quem cuidar são algumas das premissas que devemos assegurar.

 

A ideia, ao trazer um animal para nossa casa, é proteger o animal e dar-lhe as melhores condições, permitindo que cresça e se desenvolva, mesmo que num ambiente artificial criado para ele. E tudo isto tem que acabar por se tornar natural para todos e deve estar entre as prioridades do dia-a-dia.

 

E olhem que eu aprendi bem a lição, pois, enquanto andava muito preocupada com os dias que ia passar fora de casa, houve pequenas rotinas do dia-a-dia que, um dia ou outro, foram passando. Todavia, foi a forma de aprender que um dia na vida de um peixe não é apenas alegrar a nossa casa e fazer-nos companhia com a sua presença divertida.

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Um peixe tem rotinas que, afinal, são tão simples e básicas de se fazer diariamente, como, por exemplo, alimentar e acertar o nível da água e limpar os filtros, depois, mudar a água do aquário uma vez por semana. E, se o básico estiver assegurado, não deverão existir preocupações de maior.

 

Em termos de encargos, tirando o inicial, apenas tive que ir à loja duas vezes, uma para comprar comida (e gastei cerca de 15 euros para várias cuvetes de comida, que ainda tenho no congelador) e, a segunda, para comprar o sal para as mudanças de água. Comprei uma embalagem média, cujo valor não chegou perto dos 20 euros, e ainda tenho ali para bastante tempo. Na conta da luz e da água não existiram alterações. A diferença está mesmo na quantidade de roupa que temos que lavar e não nos 10 litros de água que temos que colocar no aquário uma vez por semana.

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Os miúdos sabem que já não são os únicos da casa que precisam de cuidados. Ajudam com a alimentação e interessam-se pelas coisas. Acima de tudo, preocupam-se com outros seres vivos, questionam se está tudo bem quando um deles anda escondido durante mais tempo ou quando algum “Nemo” anda mais quieto do que o habitual.

 

Já não imaginamos a nossa vida sem eles e a sala pareceria demasiado vazia se, de repente, deixasse de ter ali o nosso aquário. Para além disso, vê-los crescer é do tipo: WOW! Há realmente alguma coisa a acontecer e de bom, para eles estarem tão bem!

 

A parte boa de ter peixes, devo dizer, é que, no meio das rotinas todas, eles não nos obrigam a levá-los à rua nestas noites mais frias de inverno. 😊

peixe para animal de estimação

 Para quem quiser acompanhar esta aventura desde o início, podem ler também:

A chegada dos novos amigos | Diário de um Peixe #1

Porquê um Peixe para animal de estimação | Diário de um Peixe #2

Os primeiros tempos e a habituação | Diário de um Peixe #3

Os cuidados que os peixes exigem de nós | Diário de um Peixe #4

Os (meus) erros de principiante | Diário de um Peixe #5

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Veneza, que bom que foi rever-te! Dicas importantes para quem vai.

18.12.18 | Vera Dias Pinheiro

veneza

 

Estive em Veneza duas vezes, na altura do meu Erasmus, o entusiasmo era muito, mas talvez proporcional à minha desilusão com a mesma… sim, é verdade! Mas agora percebo porquê, porque é uma cidade particular, com muito turismo e que o melhor truque é viajar quando essa afluência é menor.

 

Sempre que vou para uma cidade diferente, que viajo, não são os pontos turísticos que me entusiasmam, porque esses mal os conseguimos ver, mal nos conseguimos mexer – aconteceu-me o mesmo, por exemplo, com a Capela Sistina, no Vaticano, em Roma. No final, fico sempre com a mesma sensação de frustração.

 

Assim que chegamos a Veneza, fomos fazer check-in no nosso apartamento, um terceiro andar sem elevador, mas calma! Por aqui, o melhor é jogar pelo seguro e ainda que não tenha sido propositado, fomos alertados pela proprietária de que é intencional como forma de precaução por causa das inundações. A localização era perfeita, a cerca de dez minutos da estação dos comboios e a mesma paragem onde apanharíamos, dai a dias, o nosso barco directo para o aeroporto - o Alilaguna.

 

Foi a forma perfeita de evitar, desde logo, as varias (muitas) pontes que não se conseguem evitar em qualquer que seja o vosso trajecto. Como tal, se vão com criança pequenas, preparem-se com uma boa resistência de braços, para levantar várias vezes o carrinho e subir (várias vezes) muitas escadas. E, por isso, permitam-se a comer uma pasta ou pizza, porque garantidamente que queimam todas as calorias a seguir!

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Uma outra vantagem da nossa casa era a proximidade com uma praça muito simpática, com vários restaurantes, um supermercado, padaria onde gostávamos de tomar um cappuccino de manhã, antes de iniciar mais um passeio, e um bar, onde sabia sempre bem tomar um copo de vinho antes do regresso a casa.

 

Chegamos a uma quinta-feira, pela hora de almoço, e aproveitamos para fazer logo nessa tarde, a Piazza San Marco, para fugir de lá o mais possível durante o fim-de-semana, quando os próprios italianos se deslocam até lá em passeio. A altura do ano em que fomos ajudou, pois eram as semanas que antecediam a altura do natal e do ano novo e, de facto, haviam muito poucos turistas.

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veneza

piazza san marco veneza

 

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As ruas são mesmo apertadas, porque isso imaginem o que é circular por ali com milhares de turistas e acrescentem o carrinho e duas (ou mais) crianças.  É, sem dúvida, perder uma oportunidade de descobrir uma cidade especial, com a calma que a própria água transmite e a mística daquelas ruas, quase desertas, que parecem um autêntico labirinto. O facto de não haver carros é mais uma vantagem e tanto nos habituamos aquela tranquilidade que, passados quatro dias, quando avistamos um carro foi assim qualquer coisa estranha. 😊

 

Veneza é linda, sim! Mas precisa de atenção especial para não nos desiludirmos. Precisa de dicas para “não turistas” para que o encanto seja absorvido, como, finalmente foi.

 

Comer em Itália, regra geral, pode ser muito caro. É preciso ter alguma atenção, pois a “gorjeta” já vem incluída muitas vezes na vossa conta e, muitas vezes, as crianças também pagam. Por vezes, o valor pode ser o equivalente a mais um prato. Só para terem uma ideia. Mas come-se muito bem, claro, e com alguns truques, conseguimos poupar algum dinheiro em refeições. Dividir um “menu” pelas crianças, pode ser, por exemplo, uma opção.

  • Locais em Veneza que, para mim, fizeram a diferença:

- Ghetto dos Judeus;

 

 

- Apanhar a gôndola, junto ao mercado, para atravessar a margem. A viagem é super curta, mas a experiência é espectacular e o preço por pessoa são apenas 2€ (uma forma económica de terem a experiencia típica de Veneza);

 

- Fazer todo o percurso a seguir a termos atravessado a Ponte dell' Accademia. Conhecemos uma zona muito mais pitoresca, a zona “dos artistas” e com uma magia totalmente diferente da zona da Piazza San Marco;

 

ponte dell'accademia, veneza

 

 

- Conhecer a Libreria Acqua Alta. Embora seja considerada uma atracção turística e seja local de paragem para muitos turísticas, vale muito a pena conhecer e vale a pena ir lá mais do que uma vez, se for para conseguir absorver todo o seu encanto.

 

libreria acqua alta, veneza

 

O nosso último dia foi o mais especial de todos, talvez por ser aquele dia dedicado a tudo o "resto", que não o considerado "must see" da cidade. Percorremos muitas ruas, andamos sem pressa e descobrimos praças e recantos únicos. 

 

gôndola veneza

 

 

Foram quatro dias, que nos permitiram ver tudo com bastante calma, porém, três dias serão suficientes. Nós é que gostamos de andar com calma, não apressar os miúdos e sentir mesmo a vida e o espírito dos nossos destinos de férias.

 

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A rotina que mudou os meus dias e que me deixa mais feliz

17.12.18 | Vera Dias Pinheiro

visitar florença

 

 

Então, quer dizer que falta uma semana para o natal é isso? Assim, de repente, muito de repente, olho para o calendário e vejo o fim de mais um ano, logo ali. E, pensando bem, até acho que já partilhei isto por aqui… Mas é, de facto, assustador. E, todos os anos, é a mesma coisa, chegamos às vésperas destes dias tão especiais e vai passar tudo a correr.

 

Este fim-de-semana que passou foi preciso repor as energias, organizar a casa e, mais uma vez, libertar a casa – e a vida – de coisas que se acumulam. E com crianças é inevitável. Há coisas e mais coisas, mas descobrir que fazer esta “reciclagem” com regularidade, dá-me uma certa tranquilidade, faz-me bem. Sinceramente, sinto que abro espaço e dou lugar para coisas novas, e aqui num sentido mais abstrato e não no material. É como que desse o meu contributo para a vida e a energia fluir, em nossa casa, mas também na nossa vida.

 

E é exactamente isso que sinto agora que o fim se aproxima. Foi um ano que fluiu naturalmente. As coisas foram se sucedendo e foram-me levando para um caminho. Mais do que constituir metas, é aprender a deixar fluir. Comigo, pelo menos, resulta. Claro que tenho medo, há alturas, quando me deito, em que fico a matutar nas coisas. Porém, é nesses instantes que crio problemas.

 

Naqueles instantes, penso demasiado e dou demasiada importância aos obstáculos, às coisas negativas. E eu já fui assim. Durante imenso tempo, vivia com insónias terríveis e quando dormia não era tranquila e em paz e, naturalmente, que o peso se mantinha ao acordar. E isso foi algo que claramente mudou em mim. Concentro-me no que posso fazer para mudar, não no problema. E quando não depende de mim, deixo ir (para longe, de preferência).

 

Não há truques para sermos felizes, mas há escolhas que fazemos e eu escolho sorrir, mais do que chorar. Escolho lidar com os problemas apenas quando é inevitável… e quando é realmente um problema. Caso contrário, faço tudo para o manter longe. E, nestes últimos dias, descobri que existe uma rotina que contribui muito para o meu bem-estar e para a minha alegria diária.

 

O facto de ter adaptado a minha rotina de exercício físico para imediatamente a seguir a deixar os meus filhos na escola, faz com que tudo o resto (o que possa haver de menos bom) desapareça e o dia, quando saio do ginásio, é uma página completamente em branco, mas não só. A minha própria percepção do problema transforma-se, ou seja, relativiza. As coisas negativas perdem grande parte da sua importância.

 

Desde o momento em que eu entro no ginásio, e atá sair, tenho a oportunidade de mudar e determinar o meu dia. Posso sorrir para as pessoas com quem me cruzo, falar com elas – regra geral, sobre coisas que nada tem a ver com nada – e é essa a minha escolha. Para além das endorfinas que o o exercício me traz, recebo coisas boas do ambiente à minha volta. E não são raras as vezes em que saiu de lá uma pessoa completamente diferente da que entrou. E eu sou grata por isso. Sou grata por todos os instantes em que eu consigo parar para me centrar de novo nas minhas prioridades e naquilo que, para mim, é importante.

 

E eu preciso desse meu tempo, dessa paragem, desse foco. Porque vivemos num mundo onde gastamos tempo - ainda que o tempo seja inesgotável… fiquei com isto na cabeça após o espectáculo Alice no País das Maravilhas no gelo. E a verdade é essa: nós fazemos com o tempo aquilo que nos queremos e é essa escolha que determina a nossa ansiedade no dia-a-dia.

 

Bonito de se ouvir, mas difícil de se implementar depois. Eu sei.

 

É preciso disciplina e é preciso gostarmos mais de nós do que dos outros, porque as pessoas não estão preparadas para lidar com uma pessoa assim, não há muitas pessoas com a capacidade de sorrir mais para a vida - em vez a culpar por tudo e por nada - e por não conseguirem libertar-se, criticam e julgam o outro. E normal, é preciso saber aceitar que cada pessoa tem o seu ritmo e que, falando numa óptica optimista, todos chegarão lá.

 

Contudo, convém ter tolerância para compreender que existe quem não seja simplesmente capaz de mudar o seu chip nunca e, nesse caso, também é preciso aprender a deixar ir e continuarmos o nosso caminho.

 

O fim do ano é sempre assim, mais introspectivo do que “prático”, ainda que a azáfama seja sempre muita e os compromissos também.

 

Boa semana, sim? 😊

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"Ainda assim, há uma coisa que não se ganha, o tempo"

13.12.18 | Vera Dias Pinheiro

só o tempo não se ganha

 

Chegamos de férias na segunda-feira à noite. No dia seguinte, terça-feira, tivemos a visita do Pai Natal. Amanhã, sexta-feira, temos a primeira festa de natal da escola (do Vicente). No fim-de-semana, logo a seguir, eu ainda tenho alguns trabalhos e temos também alguns programas de natal que queremos fazem com os miúdos. Entre peças de teatro, queremos ver também as iluminações nas ruas da cidade. E, nesta azáfama, arranca, num ápice, mais uma semana. Com mais uma festa de Natal, desta vez da Laura, e um convívio de natal do judo do Vicente. Para ambos, é preciso contribuir com alguma coisa, doce ou salgada, e não me posso esquecer da lembrança do amigo secreto para a trocar entre os judocas.

 

Entretanto, apercebo-me que logo a seguir estamos no Natal. Como assim?!

 

Não tenho nada pensado e muito menos preparado. Valha-me a família pequena que se reúne cá em casa, pelo menos isso. Sendo assim, lembrei-me agora que há que ir ainda ao talho reservar o cabrito ou o peru, sei lá eu. A seguir, caímos de para-quedas no fim do ano.

 

Como assim?

 

E este ano, que havia vontade de fazer alguma coisa fora de casa, acho que vamos repetir o mesmo programa dos últimos anos. Trazer toda a gente e fazer a festa cá em casa – e eu não me importo nada, diga-se de passagem. Acho um exagero o temos que pagar por uma noite.

 

E, literalmente, sem grande tempo para respirar, arrancamos logo de seguida com o aniversário do Vicente, mais uma tarefa que está em stand-by. Todos os anos a mesma coisa, sempre a mesma aflição para lhe proporcionar a festa que deseja.

 

Irei conseguir, afinal, não será pior do que nos anos anteriores. É sempre assim, à pressa e em cima da hora! Pobre rapaz, mas o que vale é que acaba sempre por adorar as festas e ter os seus amiguinhos por perto na hora de soprar as velas. E, quando finalmente me sento e respiro, já metade de 2019 se passou. E já estamos a pensar no verão. Começo a não ter idade para aguentar este ritmo e viver nesta correria.

 

Confesso que tirar uma semana de férias nesta altura do ano é cirúrgico. Quebra-nos a rotina por completo, vamos para longe, com dias preenchidos de novidades e experiências diferentes. Absorvemos tudo, sem pensar em muito mais do que explorar! Sem darmos por isso, crescemos todos um pouco por dentro, acrescentamos um pouco de mundo aos nossos horizontes, conhecemos outras que pessoas e outras formas de estar. Estamos disponíveis a isso e há sempre alguém que faz parte dos nossos dias de turistas. Desta vez, foram duas francesas que “tinham fugido” do clima de tensão dos coletes amarelos em França.

 

Uma delas partilhava que não tinha muitos luxos, trabalha como enfermeira e poupavam o dinheiro para viajar. Para sair da rotina, para conhecer algo de novo, para estar com outras pessoas. Entramos num bar perto de casa para provar os típicos chichetti de Veneza. Começamos a falar italiano e acabamos numa animada conversa em francês. Os miúdos lá nos vão acompanhado como podem, respondem por instinto e olham para nós à espera de alguma ajuda ou orientação. 

 

E eu penso da mesma forma que aquela senhora francesa. Compensa-me juntar todos os “tostões” e sair daqui, ganhar mais do que tenho e despreocupar-me com as coisinhas do dia-a-dia que “não matam, mas moem”. Sabem?

 

Só com este “mundo” que vamos procurar nas nossas viagens é que conseguimos tornar-me fortes para sermos superiores a esses “problemazinhos” do dia-a-dia. Relaxamos para dar importância somente ao que é realmente importante.

 

Ainda assim, há uma coisa que não se ganha, o tempo. Esse foge-nos constantemente. Resta-me aproveitar o presento com tudo o que tenho, dar o meu melhor a cada dia.

 

Boa noite!

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Nós (ainda) acreditamos na magia do Pai Natal, eu também!

12.12.18 | Vera Dias Pinheiro

um dia magia, pai natal

 

Ontem tivemos um final de tarde bem diferente cá em casa. Recebemos uma visita muito especial, que nos aqueceu o coração. O Pai Natal tocou à nossa campainha e vinha especialmente para ver a Laura e o Vicente, e todos nos emocionámos.

 

um dia magia, pai natal

 

Vivemos com muito entusiasmo os dias que antecedem o Natal, com grande euforia e alimentando as tradições. A visita ao Pai Natal, para entregar a carta, claro, com todos os pedidos bem explicadinhos. Ver as luzes, o presépio. Reler a história do Natal. Decorar a casa e, todas as noites, ligar as luzes que piscam de várias maneiras e completam qualquer cenário natalício. São algumas das coisas com as quais preenchemos os nossos dias.

 

Os presentes, esses, ficam guardados para a manhã do dia 25 de dezembro, já que, na noite anterior, deixamos um copo com leite e um prato com bolachas para o Pai Natal, sem esquecer a cenoura para as renas. Tudo isto junto à janela maior da nossa sala, pois não temos chaminé. Mas ontem o Pai Natal esteve cá e não veio entregar presentes e nem entrou pela janela.

 

um dia magia, pai natal

 

Chegou da Lapónia uns dias antes para fazer uma visita aos meninos e meninas, relembrando a mensagem importante da magia do Natal. Da importância das nossas acções, da amizade entre os pais e filhos. E claro que não vale a pena enganar o Pai natal, porque ele vê tudo! Tudo mesmo!!!

 

Quando partilhei com o Vicente e com a Laura a visita importante que iríamos receber, foi uma excitação e um sentimento de responsabilidade, especialmente do lado do Vicente, que é mais crescido. Quando chegámos a casa da escola, preocupou-se em arrumar a sala, foi buscar os barretes de Pai Natal e ainda ensaiou uma canção para lhe cantar – e que nos emocionou a todos.

um dia magia, pai natal

um dia magia, pai natal

 

Com ele, partilhou segredos e foi bem claro nas coisas que quer, afinal, são apenas duas coisas. Esteve sempre junto ao Pai Natal, aceitou ir ao seu colo e conversou muito. Quem diria que em pequeno, o Vicente era daqueles que chorava e fugia deste velhote de barbas brancas.

 

Já a Laura estava muito intrigada com o facto do Pai natal ter chegado com o “saco vazio”. Como assim?! Outra coisa que também não foi fácil foi convencê-la de que os presentes só chegam para os meninos e meninas que se portam bem. A Laura repetiu várias vezes que se portava mal… Sem grandes espantos, não é? Contudo, e embora não tenha querido ir ao seu colo, contou-lhe uma história e, já que ele não trouxe os brinquedos, ela resolveu o assunto indo buscar os brinquedos escondidos no quarto da mãe para lhe mostrar.

 

um dia magia, pai natal

um dia magia, pai natal

um dia magia, pai natal

 

O Pai Natal é tão real e de barbas verdadeiras, com um jeito natural para as crianças e para nós, que não há como não entrar neste dia de magia. E porque não? Afinal, haverá melhor maneira de viver o espírito do natal?

Eu acho que não!

 

Como vos disse, é natural que não possamos fugir da sociedade de consumo e mais material em que vivemos. Ainda assim, é da nossa responsabilidade mostrar aos nossos filhos que existe muito mais para além das “coisas”. Não irão aprender isso sozinhos… E mais fácil será passar a mensagem se dermos o exemplo.

 

Este momento mágico é da responsabilidade de duas mães, a Mafalda e a Luciane, que criaram o projecto Um Dia de Magia por partilharem as mesmas preocupações de outras mães, como eu e vocês.

Assim, de que forma poderiam contribuir para alimentar a magia do Natal sem que isso estivesse associado a algo material ou de consumo?

 

Levando o Pai natal a casas das famílias, em vez das famílias irem para os Centros Comercias, o único lugar onde é possível fazê-lo. Assim, numa conversa próxima, inteiramente personalizada e dedicada às crianças de cada lar, a magia acontece. Os olhos pequeninos crescem e ganham um brilho diferente, olhos esses que acreditam genuinamente em tudo aquilo que está a acontecer.

 

O Vicente tem muita vontade de ir à Lapónia para conhecer a casa do Pai Natal, as renas e os duendes que o ajudam. Enquanto isso não acontece, conseguimos que o Pai Natal viesse até nós.

um dia magia, pai natal

 

 

 

 

Para mais informações, podem contactar Um dia de Magia através da página do facebook ou através do email (umdiademagia@gmail.com) ou, ainda, o telefone (967 57 13 60).

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Afinal, como é viajar com os filhos? ... Adaptando e relativizando!

11.12.18 | Vera Dias Pinheiro

 

viajar com os filhos

 

Já passei por diferentes fases, desde bebé, com todos os apetrechos que são necessários e horários que raramente se conjugam com o dos aviões. E, neste momento, estamos numa nova fase de crianças. O Vicente, com praticamente seis anos, viajou pela primeira vez sem carrinho, sem bengala para andar descansado da vida, tal como a sua irmã.

 

Como alternativa compramos o patim com assento, que, segundo ele, é bastante confortável. Contudo, não achei nada confortável para nós que levamos o carrinho – o então, é preciso tempo para lhe ganhar o jeito. Porém, o que eu senti é que me faltavam uns centímetros de braços para poder andar confortável a empurrar, em vez de andar de lado.

 

Gerir essa parte, com a oura parte do Vicente se habituar a andar e a caminhar junto de nós, enquanto a irmã, vai no carrinho, não foi fácil. Para ele era uma tremenda injustiça e chegou a fazer uma ou outra birra por causa disso. Depois, com os dias, lá se foi habituando e desfrutando.

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Em Veneza, sobretudo, devido às características da própria cidade, tiramos o patim de todo. Contudo, a Laura, pelo oposto, é bastante enérgica e, por isso, andou bastante a pé, correu e brincou durante os nossos passeios. Nesses momentos, aproveitávamos para deixar o Vicente descansar, ou, no limite, colocávamos a Laura às cavalitas e o Vicente no carrinho.

 

Naturalmente que adaptamos os nossos dias ao facto de levarmos crianças. Não ficamos até tarde na rua e como optamos pelo Airbnb, jantamos em casa. Dessa forma, conseguimos respeitar o descanso deles e também o nosso. Preferimos estar mais um ou dois dias, e não fazer viagens intensas e demasiados exaustivas. Para que tudo corra bem é preciso estarmos todos bem, adultos e crianças. O stress, o cansaço e a fome resultam na falta de paciência e aborrecimentos desnecessários. De férias, o objectivo é desfrutar e, por isso, eu escolho aborrecer-me apenas quanto é estritamente necessário.

 

Os roteiros dependem das cidades. Por exemplo, em Milão acabamos por visitar alguns museus para eles. E, desta vez, os passeios foram muito mais na rua, com roteiros curtos para cada um dos dias, cidades mais pequenas e despacharmos os locais mais turísticos nos dias de menos confusão – se é que os há – mas, por exemplo, durante a semana e pela manhã. Se houver possibilidades é a primeira coisa que fazemos. Evitar locais de grande confusão é também uma aposta nossa.

 

Tanto o Vicente como a Laura são rijos, aguentam-se bem às várias deslocações que fazemos, mas não queremos exigir deles mais do que a sua idade permite. Ao final da tarde, regressamos a casa, brincam com as suas coisas, durante o dia, paramos quando pedem e deitam-se, mais ou menos, à hora do costume.

 

Quando comecei a viajar com um bebé stressava bastante, queria voos com horários compatíveis com os horários do Vicente, não podíamos comprometer a rotina, sobretudo a hora de dormir, etc. Mas rapidamente percebi que o melhor é relaxar e fazer o melhor com o que temos. Lembro-me de um voo Roma-Bruxelas que atrasou horas e eu acabei por fazer praticamente toda a viagem de pé, junto aos comissários, a abanar o Vicente para que ele se aclamasse e adormecesse. Querendo fazê-lo (viajar com filhos), as dificuldades que existem e que já conhecemos, não podem ser um problema diariamente, fazem parte do bom que é poder descobrir todos estes locais junto a curiosidade das crianças.

pizza

 

O Vicente pergunta-nos tudo, a própria Laura acompanha o irmão… Portanto, o balanço é sempre positivo. Agora, se estivesse nos planos ir, por exemplo, a Nova Iorque em breve, acho que, nesta fase, não iria com eles. Esperaria mais um tempo, dada a dimensão da própria cidade.

 

No fundo, acho que devem adaptar a vossa viagem e os vossos roteiros à vossa família e aos vossos filhos e havendo opção, levem-nos! Com o tempo, vai-se tornando cada vez mais fácil e simples. Até nas bagagens vêm progressos! 😊

 

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Continuamos a eternizar momentos | As melhores sessões de Natal

10.12.18 | Vera Dias Pinheiro

sessão de natal

 

Estas viagens farão, sem dúvida, parte das memórias que estamos a construir em família, mas o mesmo acontece com as sessões de Natal, que já são uma tradição, com a Sofia da Lovetography.

 

Uma sessão fotográfica é sempre um ambiente estranho, pelo menos para mim, porque supostamente temos que criar “poses” e expressões para uma lente. É uma zona onde fico sempre um pouco desconfortável. E vou sempre com alguma resistência.

 

Contudo, o que sinto com a Sofia, não sinto com mais ninguém. Ela capta o melhor de mim mesmo quando eu estou no meu pior. Mesmo quando nem sequer me arranjei a pensar no momento, mesmo quando nem sequer me aparece sorrir. A Sofia já me apanhou em várias fases da minha vida e com diferentes estados emocionais.

 

A Sofia “obrigou-me” sempre a vencer a minha barreira e a deixar a lente dela entrar na minha casa e na minha vida. Primeiro, a gravidez da Laura, depois a Laura recém-nascida, todas as sessões de Natal e um aniversário (meu) que assinalou um momento importante (de mudança) na minha vida.

 

Primeiro estranha-se, pois a Sofia não nos conduz. E, afinal, como é que eu sei o que devo fazer ou para onde olhar?! Duvidei do resultado da nossa primeira sessão juntas. Não nos conhecíamos e ela não me dizia nada. Quando recebi o resultado final, da sessão de grávida na véspera de entrar na maternidade, emocionou-me e foi o último post antes da Laura nascer que escrevi.

 

Não me arranjei de forma especial, nem fiz uma grande produção. Até tinha a casa num pequeno caos e quase que estava a fazer-lhe um favor - o ridículo que isto é agora! Quando vi as primeiras fotografias, fiquei sem palavras. Eu estava ali, os meus sentimentos e as minhas emoções. Mais do que me ter preparado e arranjado para o momento, a Sofia fez melhor trabalho do que. Soube estar atenta e ler por entre as minhas linhas e expressões.

 

Quem fotógrafa assim tem um dom, só pode! Quem fotógrafa emoções e pessoas têm um coração enorme e uma sensibilidade acima da média, só pode.

 

Sei que sou uma cliente difícil. Deixo tudo para a última hora, não organizado as roupas, desenrasco-me no dia ou, quanto muito, na véspera. E ela continua lá, paciente, silenciosa. O resultado é sempre superior ao esperado. É quase surpreendente como é que conseguimos ficar tão bem.

 

sessão de natal

 

 

Se antes tinha estranhado o jeito da Sofia, hoje só me sinto à vontade quando é ela a fotografar-me. É como se eu não tivesse que ter trabalho nenhum, porque ela vai buscar o que é preciso. Com ela crio memórias, porque cada sessão teve um momento particular da minha vida, tem uma história e uma emoção associada.

 

Vera_Dias_Pinheiro___Mini_Sessao_de_Natal_(31_de_4

 

Vera_Dias_Pinheiro___Mini_Sessao_de_Natal_(24_de_4

 

Vera_Dias_Pinheiro___Mini_Sessao_de_Natal_(27_de_4

 

 

Tenho muita sorte por poder dizer que a Sofia é também minha amiga, aquelas amigas que ficam na tua vida e que não te cobram os dias seguidos de silêncio, que atendem e estão lá para ti como se tivéssemos estado juntas no dia anterior. Estas pessoas são uma dádiva na nossa vida.

 

E eu sou humildemente grata pelas pessoas chave que tenho na minha vida! Este são mais momentos que vão para o nosso mural, momentos felizes.

 

Obrigada Sofia. Tu és especial!

 

  • Informações sobre as sessões fotográficas da Lovetography aqui.

 

Vera_Dias_Pinheiro___Mini_Sessao_de_Natal_(18_de_4

 

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Vera_Dias_Pinheiro___Mini_Sessao_de_Natal_(6_de_44

 

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