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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

A síndrome do ninho | últimos dias de 2018

30.12.18 | Vera Dias Pinheiro

síndrome de ninho

 

A minha casa e o meu sentimento de lar foi algo que marcou muito este ano. Senti que precisa dar alma a nossa casa e isso foi um processo longo até conseguir abrir o caminho para a sua identidade.

 

Desde que casei e que fui mãe que nunca cheguei propriamente a construir um lar. Todos os cenários eram provisórios. A minha casa era pequena demais, mudamos para a casa do meu marido, provisoriamente, daí a poucos meses mudaríamos para Bruxelas, em Bruxelas, a casa estava mobilidade, tínhamos algumas restrições e, seriam apenas dois anos. Compensava pela localização e tudo mais.

 

Nos adaptámo-nos sempre, mas sentia falta de ter as coisas funcionais para a nossa família, com o nosso toque pessoal, com a decoração pensada por nós, etc. Regressamos de Bruxelas e, mais uma vez, a casa era provisória. Adaptamos novamente até que à chegada da nova mudança.

 

E ela chegou para uma casa onde nos sentimos bem, que tem todas as comodidades para uma família de quatro e que tem a localização que nós gostamos. E, aos poucos, fomos construindo o nosso lar.

 

Todavia, quem tem filhos pequenos sabe a forma como eles dominam não só a nossa vida, como também a nossa casa! Especialmente no primeiro ano - talvez no segundo também um pouco. Mas o nosso quatro, não é só nosso, tem um berço, uma almofada de amamentação, fraldas espalhadas e todo o arsenal que é preciso para cuidar destes pequenos seres! A nossa casa de banho, enfim, muitas vezes fica completamente transformada para conseguirmos concretizar às rotinas dos bebés com toda a segurança. E um pouco por toda a casa, há como que um rasto com marca de “bebé”.

 

Portanto, houve como que um stand-by nos detalhes que, embora importantes, era difícil pensar neles ou sequer imaginar a nossa casa para além daquele cenário meio caótico, meio confuso.

 

Neste ano, com os dois mais crescidos e com uma série de emancipações a acontecer, voltei a sentir novamente que a casa e também um pouco minha. Que já era possível arrumar por completo tudo o que dissesse respeito a bebé e com isso, muita coisa que tínhamos cá em casa foi arrumada, outras foram dadas e inevitável há coisa que não sobreviveram para contar história.

 

Essa foi a primeira fase: destralhar; a seguir, foi organizar; destralhar novamente - e sempre que possível; para finamente chegar aos pormenores e à identidade. A verdade é que a grande diferença é que não fui fazer compras de impulso, não comprei mais coisas sem ter uma ideia especifica do que queria e do realmente fazia sentido.

 

E estes últimos dias tem sido assim, com uma vontade de me sentir ainda mais em casa, na nossa casa! A parede de molduras finalmente completa, a colcha da cama nova dos miúdos que já tinha sido comprada há séculos, pormenores coisas pequenas que faltavam para dar aquele jeito, como o prato só sabonete, uma moldura dos irmãos no quatro deles, o cesto aqui e ali para acomodar coisas que andavam sem lugar, cabides nas portas para deixar de ver mochilas e casacos de inverno espalhados, e depois, detalhes que trouxeram alma e que contribuem para que nos sintamos em casa.

 

Lembranças das nossas viagens, como telas que deram vida a mais molduras e que têm história para nós; uma máscara que trouxemos de Veneza, que procurei tanto para não comprar numa banca para turistas, como os milhares que existem.

 

Sem esquecer a mega aquisição dos saldos, um aspirador vertical que me vai ajudar a ter a casa aspirada muito mais vezes! E agora estou ansiosa pelo regresso às rotinas de todos, por ter tudo um pouco mais no lugar e usufruir deste espaço e aproveitar para canalizar boas energias para mim e para o meu trabalho e, claro, para a nossa harmonia familiar.

 

P.s: Senti que, passada a faixa-etária dos dois anos, é possível fazer um destralhe enorme nas coisas dos miúdos, roupas, acessórios, mas especialmente, dei por mim, a consegue retirar uma série de brinquedos e jogos. E sinto igualmente que, a partir de agora, já começa a ser possível ter esta parte muito mais uniformizada, porque, ambos, brincam com as mesmas coisas!

 

Boa noite.

Recapitulando 2018 | Foi um ano com menos lágrimas e mais sorrisos

29.12.18 | Vera Dias Pinheiro

resoluções para o novo ano

 

É altura de pensar a sério sobre as coisas, de fazer a tal retrospectiva e olhar para trás, considerando o ponto de partida e o ponto de chegada. Regra geral, até consigo ser muito boa e rápida nisto, acontece que este ano não está assim tão fácil como seria de esperar. Aconteceram muitas coisas, mas ao contrário dos últimos anos, que foram sofridos, que qualquer conquista, por mais mínima que fosse, era através de muito esforço e… chorei muito! Acho que me revoltava com as injustiças, acho que me refugiava aí – nesse conforto aparente e superficial - sem conseguir ainda dominar o poder que tenho em mim e na minha capacidade de agir, mudar e ultrapassar.

 

A grande aprendizagem foi realmente essa, deixar de culpar os outros e o mundo e perceber que tudo é mais fácil quando depende de nós e quando nos mentalizamos que temos de agir. Não temos o direito de mudar o outro e nem podemos fazer isso o espelho das nossas próprias acções. E fiquei tão mais leve e as coisas passaram a acontecer de uma forma mais positiva e plena para mim, em vários campos da minha vida.

 

Ainda assim, se me pedissem para descrever 2018 numa só palavra… seria impossível… 😊 Porém, diria que foi um ano de crescimento profissional, com uma evolução que, de certa forma, me trouxe alguma tranquilidade e segurança no dia-a-dia. E convenhamos, arriscar é óptimo, mas a vida adulta exige o mínimo de segurança para se viver. E sim, eu não fui a excepção e trabalhei muito para encontrar essa segurança. Contudo, não posso deixar de referir que, no meio da confusão do digital, percebi o meu lugar e aquilo que gosto realmente de fazer. E existe espaço para todos, portanto, assumi sem medo o meu jeito de fazer as coisas e, sem dúvida, que termos a nossa personalidade e a respeitarmos, dá-nos consistência enquanto profissionais e um certo respeito e consideração por quem nos aborda profissionalmente.

 

A nível familiar, foi um ano intenso, talvez tenha sentido novamente que tive que dar mais do que recebi, que tive que apoiar mais do que senti ser apoiada nas minhas coisas, em que tive que ter paciência e aprender a pensar antes de falar, em que tive que viver em prol do todo e do bem familiar. Ainda assim, esse dar não foi de todo sinónimo de cedências. Numa família, com planos de família, é preciso aprender a ter calma quando é preciso. Não sei se, havendo duas pessoas a puxar uma para cada lado, se, no final, as coisas resultariam da mesma forma. Mas eu não sou dona da razão e tenho muito a aprender nestas coisas das relações. Às vezes, achamos que estamos a fazer o certo e a dar aquilo que o outro mais precisa e, afinal, estamos só a fazer tudo errado…

 

 A Vera, essa cresceu e tornou-se uma mulher mais segura de si e com isso, mais segura da voz e da palavra que tem. Talvez sem medo também. Com a distância, apercebo-me dos efeitos negativos que o bullying tem e que, muitas vezes, nem nos apercebemos, só na revolta que sentimos contra nós mesmas. Tudo o que de bom havia em mim, especialmente na minha aparência, era um motivo de raiva e frustração. Queria esconder tudo isso, tudo aquilo que nos valoriza e que os outros podem apreciar em nós.

 

Talvez o ponto final nesta história, tenha sido quando decidi realmente ir em frente com a ideia de fazer o preenchimento de lábios, quando mudei algo em mim que viria a dar evidência e que, de alguma forma, iria chamar mais atenção para o meu rosto.

 

Chego ao final deste ano com força para novos voos, para aguentar novas mudanças, para experimentar coisas diferentes. Mas tenho a certeza que a condição para tudo isso é que o meu “eu” esteja em primeiro lugar e, jamais seja deixado para trás. De alguma forma, perdi a visão romântica da vida e a expectativa do outro, perdi o encanto, mas sem tristezas! A vida é mesmo assim, uma aprendizagem, acima de tudo, e nós, temos que aprender a viver consciente de nós, de quem somos, do que queremos para nós e até onde somos capazes de ir pelo outro, sem nos perdermos pelo caminho.

 

Tenho por tradição escrever as minhas resoluções de ano novo que, no fundo, é apenas uma forma de colocar no papel e visualizar as minhas prioridades, em que muitas delas se repetem todos os anos. Por outro lado, tenho a consciência de que tenho tudo para ser feliz, que não me falta a capacidade de cuidar de tudo isso e simplesmente continuar a gozar os meus dias com o privilégio de podermos continuar a fazer as coisas de que mais gostamos, como viajar, como ter tempo para os meus filhos, como ter este compromisso entre o profissional e o pessoal.

 

Ainda assim, entro no próximo ano já com uma certeza! 2019 foi apressado e já nos realizou um sonho - e não, não vêm aí mais bebés, acho sinceramente que estamos muito bem assim.Até lá, vamos dar o melhor de nós e vou ensinar os meus filhos a fazer igual, porque acima de tudo, devemos ter a consciência e a capacidade de agradecer o que a vida nos tem dado.

 

Desejo-vos a vós, um excelente 2019. Que consigam lutar pelos vossos sonhos e que consigam desfrutar da vida e sentir a felicidade nas mais pequenas coisas.

 

Por fim, obrigada por mais um ano em que estivemos juntos. Obrigada a quem já anda por aqui há algum tempo e a quem se juntou de novo. Obrigada por compreenderem que isto é também parte da minha profissão e aceitarem tão bem um pouco mais comercial como outro mais pessoal. Espero continuar a ter muitas "viagens" para partilhar com vocês, que continuem a ter motivos para vir até aqui e para se sentirem em casa. 

Eu, pelo menos, vou continuar a ter-vos por cá, pois a vossa presença e companhia já faz parte do meu dia-a-dia. 

 

Um grande beijinho.

Para pensar quando oferecerem um brinquedo a uma criança.

27.12.18 | Vera Dias Pinheiro

quando oferecerem um brinquedo a uma criança

 

Passei praticamente o dia todo em arrumações. Na verdade, já comecei ontem à noite. Não sei se vos acontece mas, de vez em quando, tenho assim umas vontades de dar uma volta à casa toda. E, por isso, hoje a minha vontade era continuar e terminar de organizar tudo.

 

Seria suposto ter saído hoje de tarde para trabalhar. Contudo, alteramos os planos e acabei por ficar em casa, e veio mesmo a calhar. São as facilidades de ter um trabalho possível de se fazer à distância e, assim, conjugar e adaptar de acordo com as necessidades.

 

Final de ano e início da primavera/verão são essencialmente as alturas do ano em que sinto mais esta necessidade. Se bem que, de há um tempo para cá, faço a ronda e o destralhe com bastante frequência. Nesta altura, sofremos um pouco o efeito pós-natal e pós prendas e, por mais que eu avise e explique que o Vicente e a Laura têm muita coisa, acabo por ter sempre mais não sei quantos brinquedos novos.

 

Passada a euforia da abertura dos presentes, deixo-os escolher um ou dois, no momento, que abrem realmente e os restantes são guardados. Afinal, “longe da vista, longe do coração” e assim não andam sempre a pedir para abrir “só mais um”. E, depois, em determinadas alturas, vai havendo sempre uma ou outra novidade para brincarem.  

 

Ainda assim, acho que, no próximo ano, além de ser ainda mais explícita relativamente à minha opinião acerca do excesso de brinquedos, vou ter que igualmente ser muito franca sobre aquilo que ninguém diz, mas que todos os pais pensam… ter brinquedos novos em casa é uma pressão enorme para os pais. É um autêntico stress que se gera em torno daqueles objectos que nos invadem a casa de um dia para o outro - e para os quais dificilmente conseguimos arranjar espaço – como pelos obstáculos que eles representam em si.

 

Ora vejamos:

 

  1. As pilhas. Grande parte dos brinquedos precisam de pilhas, certo? Certo! E raros são aqueles que vêm com pilhas, certo? Certo! Porquê?! Devia ser obrigatório, sobretudo porque as pilhas nem sempre são iguais e uma pessoa quase que precisa de ter um curso certificado para decifrar os A e as potências das pilhas que os diferentes brinquedos precisam. E, atenção, compramos literalmente uma guerra se há um brinquedo novo que precisa de pilhas e os pais não têm!

 

  1. As embalagens. E as habilidades técnicas que é preciso ter-se para conseguir libertar um brinquedo da sua respectiva caixa? Ora, traz as respectivas instruções para o seu funcionamento, mas, então, e o guia para libertar aquela coisa de tantos fios e plásticos e outros mecanismos, supostamente fáceis de manusear, todavia, dão uns nervos danados para decifrar. Já para não falar da força que é preciso, da raiva que dá – é só um brinquedo! – as ganas, os suores e tudo mais.

 

  1. O desperdício. Papel, papel, plásticos e tudo o mais o que acondiciona e que se acumula numa quantidade de lixo absurda?

 

  1. O sofrimento que passamos para montar um brinquedo. Volto a lembrar que estamos a falar de um brinquedo, portanto, porque é que para montar uma cama de um boneco eu tenho que sofrer mais do que para montar um móvel da Ikea? Hum? Coisas complicadas e a pressão das crianças que perguntam sem parar se “já está???”.

 

  1. Os efeitos sonoros. Sim, esse trauma com que qualquer pai ou mãe fica da infância dos seus filhos. Buzinas, bebés que choram, bebés que riem, campainhas, instrumentos musicais que só têm um nível de volume: o demasiado alto. E a capacidade incompreensível que as crianças têm de fazer uma mesma coisa vezes seguidas sem se cansarem, desde que acordam (muito cedo), até irem dormir. Até hoje não percebo o que se passou na cabeça de uns amigos nossos quando nos ofereceram a banda do Panda e os Caricas, que, aliás, penso nunca ter sido aberta (desculpem! Mas quer-se dizer, tambores, pífaros, triângulos e sinos… misericórdia!). 

 

  1. E vou terminar com as letras pequenas de páginas de instruções e guias que os nossos filhos nos obrigam a ler. Humm?! Bom, não é? Uma pessoa está a olhar para o sofá, para o café que estava a pensar em beber, para a fatia de bolo rei que tinha acabado de cortar e aquilo que é obrigada a fazer é sentar e concentrar a ler instruções de brinquedos…

 

No fundo, nós, os pais, é que ficamos com a "batata quente" em mãos. Ah e tal, o natal é da crianças... pois, pois! :)

 

Boa noite!

 

Como aproveitar as festas e não perder o controlo na balança!

26.12.18 | Vera Dias Pinheiro

consoada

 

Acho que o fundamental, é não arranjar desculpas para estender os excessos alimentares para além do essencial, noite de consoada, dia de natal e passagem de ano, porque invariavelmente já se come mais. E com o tempo, acho que temos vindo a aperceber disso e a fazer um esforço para controlar as quantidades de comida que se preparam e que a própria quantidades que se come.

 

Ainda assim, duvido que, a maioria das pessoas, não tenha acordado hoje com várias sobras na cozinha e no frigorífico, o que, em certa medida, contribui para que os pequenos pecados se prolonguem mais uns dias (e, quando nos apercebemos, já estamos na virada do ano).

 

Para além disso, apercebo-me que, com o passar dos anos, e por mais que tente ter uma vida activa e equilibrada, o metabolismo também se altera, infelizmente, não a nosso favor. Por isso, há que mudar o chip e ter alguns cuidados para não pisar o traço, passando os próximos meses a corres atrás do prejuízo). Deste modo, se o tema vos interessar e quiser saber quais as minhas dicas para tornar esta fase o mais equilibrada possível, é continuar a ler este post.

 

 

  1. Reservar os excessos alimentares apenas para os momentos em que não os conseguimos evitar, nomeadamente a noite de consoada, o dia de natal e a festa de ano novo.
  2. Não usar esses momentos como pretexto para comer menos bem e abusar logo desde que acordam até irem dormir. Uma refeição é bem diferente de um dia inteiro – nem tão pouco, dias seguidos;
  3. Mesmo que sejam dias a meio gás ou em modo férias, esforcem-se por manter as rotinas ou manter-se activos. Por exemplo, se já costumam ir ao ginásio, não deixem de ir nestes dias. Aliás, aproveitem para despachar logo pela manhã. Se, pelo contrário, não frequentam o ginásio, os dias estão bastante agradáveis para que saiam para a rua, façam caminhas e aproveitem para levar as crianças com vocês;
  4. As sobras são inevitáveis, como tal, tenham o hábito de dividir as mesmas por todos os convidados. E o que ficar em vossa casa, evitem que se arraste por muitos dias seguidas;
  5. Nãs próprias refeições, é totalmente aceitável que se façam pequenas adaptações às receitas tradicionais, para que se tornarem as mais equilibradas e saudáveis possíveis. Ou, simplesmente, acrescentar legumes ou saladas como acompanhamento;
  6. Beber infusão de gengibre logo pela manhã. Há quem beba a água com limão, mas comigo, o gengibre resulta como um poderoso anti-inflamatório que ajuda no tratamento do inchaço;
  7. Por fim, e não menos importante, bebam água!!! Não se esqueçam que a ingestão de água é a melhor forma de libertar as toxinas (e os excessos) do nosso organismo.

 

 

E assim vos desejo uma continuação de boas festividades!

 

Pedaços do nosso natal: a comida, as tradições e os presentes!

25.12.18 | Vera Dias Pinheiro

tradições de natal

 

Natal calmo, passado em família, a nossa e a noite é sempre passada em nossa casa. Não interessa o número, vão interessando, cada vez mais, as idades, porque, infelizmente, as pessoas não são imortais e sentimos isso na sua fragilidade. E como é já habitual nestas ocasiões, a comida é sempre demais e a fome é sempre de menos. Sobra muita comida que fará, nos próximos dias, parte do nosso menu - porque sou contra o desperdício!

Sinto que, à medida que as crianças crescem, maior vai sendo a animação. Mais são as perguntas e mais é a interação entre todos. Este ano, houve, sem dúvida, mais brincadeiras e mais jogos em família.

Mas o nosso Natal é sempre caseiro, muito confortável e pomos literalmente as mãos na massa. Fazemos cuscurões, arroz doce, bolo de bolacha, que não é assim tão típico, mas é a nossa tradição. É uma receita da minha sogra!

 

 

 

O prato principal foi o bacalhau com broa. Para mim é perfeito, pois adoro bacalhau, mas para os meninos é preciso ter sempre uma alternativa. Não foi o rolo de carne, mas sim carne de peru. Tem vinho, tem água, tem pão e tem queijo. Tem tudo o que é de bom, embora se coma demais. Assim como assim, fui ao ginásio no dia 24 de manhã, na esperança de ganhar créditos... pois claro.

 

Os presentes são trocados, entre os adultos, nessa noite, contudo já não esperamos pela meia-noite, pela idade avançada da bisa. E os meninos também não esperam pela meia-noite para ir dormir. Já ficam até mais tarde, é certo, porém, vão dormir bem mais cedo. Outra tradição que ficou foi, antes de dormir, há que certificar que o leite, as bolachas e a cenoura estão a postos para a magia que acontece assim que as crianças adormecem - a passagem do Pai Natal!

 

Ontem, antes de ir dormir, o Vicente perguntou se ia ter presentes. Notou-se a responsabilidade e o peso de ficar finalmente a saber se, afinal, se portou bem ou mal. Tranquilizei-o, pobre Vicente, estava já muito apreensivo.

A Laura estava mais preocupada se o Pai Natal ia beber o leite todo...... Laura sendo Laura... nada de novo!

 

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Hoje, comeu-se mais, há mais sobras, as conversas não variam muito e a atenção vai invariavelmente para as crianças. Mas, no final, estamos juntos mais um ano, construímos uma família e as crianças começam a ter a consciência das memórias que criamos e das tradições que temos. Penso que tudo isto é uma vitória,uma grande vitória. Já ultrapassámos fases difíceis, já tivemos os nossos problemas, temos os nossos desfeitos, mas temos a qualidade/virtude de acreditar, de lutar e de não desistir sem conversar. Pelo menos, quero acreditar que sim.

 

Como me disse uma querida amiga (?!) as pessoas precisam todas umas das outras, só é preciso que conversem.

 

A minha sorte não é o parecer ou o ter isto ou aquilo, a minha sorte é estar rodeada por uma família que não desiste assim facilmente, que faz planos e que tem o bem comum como uma das suas prioridades. Estamos lá no um futuro que nos inclui aos quatro e que só faz sentido ser vivido a quatro.

 

ramos de flores

O que não pode faltar na decoração da nossa mesa de natal são igualmente as flores frescas. Voltei a a fazer a minha encomenda online, foi a segunda vez que comprei flores através da Colvin. O que mais me cativa é a diferença e criativa dos ramos, muitos deles pensados de acordo com a altura do ano e, assim, o meu eleito foi este com características mais natalícias. Com flores de algodão naturais, rosas, cravos e um toque de cor avermelhada como manda a tradição. A entrega é feita em apenas 24h, o que contribui para a frescura das flores quando as recebemos e, depois, é só seguir todas as indicações para tê-las o maior tempo possível (e frescas, claro). 

 

A Colvin quis oferecer-vos um código de desconto (de 5%) para quem quiser experimentar o serviço e conhecer mais de perto este conceito de florista online. Portanto, sempre que visitarem o site e quiserem fazer alguma encomenda, não se esqueçam de utilizar o códígo VERAPINHEIRO válido para todas as colecções.

 

E, por aí, como foi o vosso natal?

Obrigada. Hoje é para vocês, e só vocês! Feliz Natal!

24.12.18 | Vera Dias Pinheiro

feliz natal

 

Venho hoje aqui para vos desejar exclusivamente um Feliz Natal e, em particular, a cada um vós que dispensa ou que já dispensou parte do seu tempo para me escrever. Foram minutos que tiraram do vosso tempo para deixar uma partilha, um desabafo, uma ajuda ou simplesmente uma mensagem de força e de incentivo.

 

A cada um de vocês que, sem me conhecer, se sente em casa por aqui, que se identifica com as coisas que escrevo, que diz que me compreende  - e que lê com naturalidade – um post comercial, porque sabe que essa é condição que me permite continuar a escrever tudo o resto, sem esquecer, quem me pede para continuar a escrever, a vocês: obrigada! Têm sido um pilar essencial para que eu possa estar a viver (finalmente) a minha realização profissional, fazendo aquilo que mais gosto, escrever!

 

A quem não consigo responder logo às mensagens quero igualmente pedir desculpa. Às vezes só quero ter o tempo que preciso para vos retribuir e responder da forma que merecem. Contudo, dessa forma, vou deixando também o tempo passar. Mas leio-vos com toda a minha atenção, já me emocionaram, já me trouxeram a “luz” quando os dias estavam mais cinzentos e já houve inevitavelmente pessoas que passaram a ser muito mais dos que leitoras anónimas. Embora não vos conheça pessoalmente, o vosso nome já tem uma identidade associada, já fazem parte destas viagens que abri ao mundo e tão feliz sou por ter tomado essa decisão.

 

Os últimos anos têm sido muito bons, cresci muito deste lado, nem sempre vos conto tudo, mas muitas vezes vocês adivinham o que se passa comigo, o que me incomoda e deixam uma palavra sem eu vos pedir. E é essa partilha espontânea, sem ser pedida, apenas porque o querem fazer e fazem, que me comove. Podem acreditar quando vos digo que, regra geral, eu devo ficar tão ou mais grata a vocês, quando comparada com o inverso.

 

E, para mim, o natal é tão somente isto: agradecer! Quero agradecer-vos por existirem desse lado e quero desejar-vos um natal muito feliz, com saúde, amor e alegria. O resto vem… <3

 

Feliz Natal!

 

Alice no País das Maravilhas, o musical obrigatório deste natal

21.12.18 | Vera Dias Pinheiro

alice no pais das maravilhos no gelo

 

Este é o terceiro ano em que marcamos presença no musical de natal na pista de gelo Alegro que tem lugar na grande tenda do Alegro Alfragide. E este ano, somos surpreendidos com a história da Alice no País das Maravilhas que conta, porém, com um guião adaptado com muita originalidade por Nuno Markl, Mafalda Santos e Francisco M. Palma.

 

Acho que já podemos considerar uma tradição, pois, para mim, a data tem que ter associada um momento especial, digo um espectáculo, uma peça de teatro ou um musical de natal, o que preferirem, e que junte pais e filhos. Esta época do ano é a mais especial de todas e a que mais magia tem à sua volta e, como tal, nada melhor do que aproveitar o mote para que todos vivam essa magia.

 

Por norma, estes espectáculos associam sempre uma mensagem importante e que é passada ao público quase sem se dar por isso e com muitas gargalhadas pelo meio. O musical Alice no País das Maravilhas no gelo, não é excepção, ainda que aquilo que mais nos impacta seja o ambiente “fantástico” em que se desenrola. O sentido de humor é já algo a que nos habituamos, para além de todo o espectáculo em si ser uma prova (mais do que superada) da qualidade dos actores e à qual o Centro Comercial Alegro já nos habituou.

 

Mais uma vez, a tenda encheu-se e os olhos da plateia ficam vidrados no palco. O à vontade dos actores naquelas condições faz parecer a arte de patinar a coisa mais simples do mundo. O espectáculo na pista de gelo Alegro desenrola-se com os personagens de Alice no País das Maravilhas que correm, dançam e se movimentam com a graciosidade própria de quem está a deslizar. Tudo flui e a facto de ser um musical ajuda.

 

Posso dizer que, no final, a minha curiosidade ficou bem aguçada para saber que espectáculo de natal no gelo virá a seguir…

 

 

 

Conto-vos tudo, com todos os detalhes e pormenores, por aqui, basta carregar neste link: https://bit.ly/2EIM1vp

 

Boa noite!

 

 

*Este conteúdo é um exclusivo para o Centro Comercial Alegro.

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