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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Nós (ainda) acreditamos na magia do Pai Natal, eu também!

12.12.18 | Vera Dias Pinheiro

um dia magia, pai natal

 

Ontem tivemos um final de tarde bem diferente cá em casa. Recebemos uma visita muito especial, que nos aqueceu o coração. O Pai Natal tocou à nossa campainha e vinha especialmente para ver a Laura e o Vicente, e todos nos emocionámos.

 

um dia magia, pai natal

 

Vivemos com muito entusiasmo os dias que antecedem o Natal, com grande euforia e alimentando as tradições. A visita ao Pai Natal, para entregar a carta, claro, com todos os pedidos bem explicadinhos. Ver as luzes, o presépio. Reler a história do Natal. Decorar a casa e, todas as noites, ligar as luzes que piscam de várias maneiras e completam qualquer cenário natalício. São algumas das coisas com as quais preenchemos os nossos dias.

 

Os presentes, esses, ficam guardados para a manhã do dia 25 de dezembro, já que, na noite anterior, deixamos um copo com leite e um prato com bolachas para o Pai Natal, sem esquecer a cenoura para as renas. Tudo isto junto à janela maior da nossa sala, pois não temos chaminé. Mas ontem o Pai Natal esteve cá e não veio entregar presentes e nem entrou pela janela.

 

um dia magia, pai natal

 

Chegou da Lapónia uns dias antes para fazer uma visita aos meninos e meninas, relembrando a mensagem importante da magia do Natal. Da importância das nossas acções, da amizade entre os pais e filhos. E claro que não vale a pena enganar o Pai natal, porque ele vê tudo! Tudo mesmo!!!

 

Quando partilhei com o Vicente e com a Laura a visita importante que iríamos receber, foi uma excitação e um sentimento de responsabilidade, especialmente do lado do Vicente, que é mais crescido. Quando chegámos a casa da escola, preocupou-se em arrumar a sala, foi buscar os barretes de Pai Natal e ainda ensaiou uma canção para lhe cantar – e que nos emocionou a todos.

um dia magia, pai natal

um dia magia, pai natal

 

Com ele, partilhou segredos e foi bem claro nas coisas que quer, afinal, são apenas duas coisas. Esteve sempre junto ao Pai Natal, aceitou ir ao seu colo e conversou muito. Quem diria que em pequeno, o Vicente era daqueles que chorava e fugia deste velhote de barbas brancas.

 

Já a Laura estava muito intrigada com o facto do Pai natal ter chegado com o “saco vazio”. Como assim?! Outra coisa que também não foi fácil foi convencê-la de que os presentes só chegam para os meninos e meninas que se portam bem. A Laura repetiu várias vezes que se portava mal… Sem grandes espantos, não é? Contudo, e embora não tenha querido ir ao seu colo, contou-lhe uma história e, já que ele não trouxe os brinquedos, ela resolveu o assunto indo buscar os brinquedos escondidos no quarto da mãe para lhe mostrar.

 

um dia magia, pai natal

um dia magia, pai natal

um dia magia, pai natal

 

O Pai Natal é tão real e de barbas verdadeiras, com um jeito natural para as crianças e para nós, que não há como não entrar neste dia de magia. E porque não? Afinal, haverá melhor maneira de viver o espírito do natal?

Eu acho que não!

 

Como vos disse, é natural que não possamos fugir da sociedade de consumo e mais material em que vivemos. Ainda assim, é da nossa responsabilidade mostrar aos nossos filhos que existe muito mais para além das “coisas”. Não irão aprender isso sozinhos… E mais fácil será passar a mensagem se dermos o exemplo.

 

Este momento mágico é da responsabilidade de duas mães, a Mafalda e a Luciane, que criaram o projecto Um Dia de Magia por partilharem as mesmas preocupações de outras mães, como eu e vocês.

Assim, de que forma poderiam contribuir para alimentar a magia do Natal sem que isso estivesse associado a algo material ou de consumo?

 

Levando o Pai natal a casas das famílias, em vez das famílias irem para os Centros Comercias, o único lugar onde é possível fazê-lo. Assim, numa conversa próxima, inteiramente personalizada e dedicada às crianças de cada lar, a magia acontece. Os olhos pequeninos crescem e ganham um brilho diferente, olhos esses que acreditam genuinamente em tudo aquilo que está a acontecer.

 

O Vicente tem muita vontade de ir à Lapónia para conhecer a casa do Pai Natal, as renas e os duendes que o ajudam. Enquanto isso não acontece, conseguimos que o Pai Natal viesse até nós.

um dia magia, pai natal

 

 

 

 

Para mais informações, podem contactar Um dia de Magia através da página do facebook ou através do email (umdiademagia@gmail.com) ou, ainda, o telefone (967 57 13 60).

Afinal, como é viajar com os filhos? ... Adaptando e relativizando!

11.12.18 | Vera Dias Pinheiro

 

viajar com os filhos

 

Já passei por diferentes fases, desde bebé, com todos os apetrechos que são necessários e horários que raramente se conjugam com o dos aviões. E, neste momento, estamos numa nova fase de crianças. O Vicente, com praticamente seis anos, viajou pela primeira vez sem carrinho, sem bengala para andar descansado da vida, tal como a sua irmã.

 

Como alternativa compramos o patim com assento, que, segundo ele, é bastante confortável. Contudo, não achei nada confortável para nós que levamos o carrinho – o então, é preciso tempo para lhe ganhar o jeito. Porém, o que eu senti é que me faltavam uns centímetros de braços para poder andar confortável a empurrar, em vez de andar de lado.

 

Gerir essa parte, com a oura parte do Vicente se habituar a andar e a caminhar junto de nós, enquanto a irmã, vai no carrinho, não foi fácil. Para ele era uma tremenda injustiça e chegou a fazer uma ou outra birra por causa disso. Depois, com os dias, lá se foi habituando e desfrutando.

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Em Veneza, sobretudo, devido às características da própria cidade, tiramos o patim de todo. Contudo, a Laura, pelo oposto, é bastante enérgica e, por isso, andou bastante a pé, correu e brincou durante os nossos passeios. Nesses momentos, aproveitávamos para deixar o Vicente descansar, ou, no limite, colocávamos a Laura às cavalitas e o Vicente no carrinho.

 

Naturalmente que adaptamos os nossos dias ao facto de levarmos crianças. Não ficamos até tarde na rua e como optamos pelo Airbnb, jantamos em casa. Dessa forma, conseguimos respeitar o descanso deles e também o nosso. Preferimos estar mais um ou dois dias, e não fazer viagens intensas e demasiados exaustivas. Para que tudo corra bem é preciso estarmos todos bem, adultos e crianças. O stress, o cansaço e a fome resultam na falta de paciência e aborrecimentos desnecessários. De férias, o objectivo é desfrutar e, por isso, eu escolho aborrecer-me apenas quanto é estritamente necessário.

 

Os roteiros dependem das cidades. Por exemplo, em Milão acabamos por visitar alguns museus para eles. E, desta vez, os passeios foram muito mais na rua, com roteiros curtos para cada um dos dias, cidades mais pequenas e despacharmos os locais mais turísticos nos dias de menos confusão – se é que os há – mas, por exemplo, durante a semana e pela manhã. Se houver possibilidades é a primeira coisa que fazemos. Evitar locais de grande confusão é também uma aposta nossa.

 

Tanto o Vicente como a Laura são rijos, aguentam-se bem às várias deslocações que fazemos, mas não queremos exigir deles mais do que a sua idade permite. Ao final da tarde, regressamos a casa, brincam com as suas coisas, durante o dia, paramos quando pedem e deitam-se, mais ou menos, à hora do costume.

 

Quando comecei a viajar com um bebé stressava bastante, queria voos com horários compatíveis com os horários do Vicente, não podíamos comprometer a rotina, sobretudo a hora de dormir, etc. Mas rapidamente percebi que o melhor é relaxar e fazer o melhor com o que temos. Lembro-me de um voo Roma-Bruxelas que atrasou horas e eu acabei por fazer praticamente toda a viagem de pé, junto aos comissários, a abanar o Vicente para que ele se aclamasse e adormecesse. Querendo fazê-lo (viajar com filhos), as dificuldades que existem e que já conhecemos, não podem ser um problema diariamente, fazem parte do bom que é poder descobrir todos estes locais junto a curiosidade das crianças.

pizza

 

O Vicente pergunta-nos tudo, a própria Laura acompanha o irmão… Portanto, o balanço é sempre positivo. Agora, se estivesse nos planos ir, por exemplo, a Nova Iorque em breve, acho que, nesta fase, não iria com eles. Esperaria mais um tempo, dada a dimensão da própria cidade.

 

No fundo, acho que devem adaptar a vossa viagem e os vossos roteiros à vossa família e aos vossos filhos e havendo opção, levem-nos! Com o tempo, vai-se tornando cada vez mais fácil e simples. Até nas bagagens vêm progressos! 😊

 

Continuamos a eternizar momentos | As melhores sessões de Natal

10.12.18 | Vera Dias Pinheiro

sessão de natal

 

Estas viagens farão, sem dúvida, parte das memórias que estamos a construir em família, mas o mesmo acontece com as sessões de Natal, que já são uma tradição, com a Sofia da Lovetography.

 

Uma sessão fotográfica é sempre um ambiente estranho, pelo menos para mim, porque supostamente temos que criar “poses” e expressões para uma lente. É uma zona onde fico sempre um pouco desconfortável. E vou sempre com alguma resistência.

 

Contudo, o que sinto com a Sofia, não sinto com mais ninguém. Ela capta o melhor de mim mesmo quando eu estou no meu pior. Mesmo quando nem sequer me arranjei a pensar no momento, mesmo quando nem sequer me aparece sorrir. A Sofia já me apanhou em várias fases da minha vida e com diferentes estados emocionais.

 

A Sofia “obrigou-me” sempre a vencer a minha barreira e a deixar a lente dela entrar na minha casa e na minha vida. Primeiro, a gravidez da Laura, depois a Laura recém-nascida, todas as sessões de Natal e um aniversário (meu) que assinalou um momento importante (de mudança) na minha vida.

 

Primeiro estranha-se, pois a Sofia não nos conduz. E, afinal, como é que eu sei o que devo fazer ou para onde olhar?! Duvidei do resultado da nossa primeira sessão juntas. Não nos conhecíamos e ela não me dizia nada. Quando recebi o resultado final, da sessão de grávida na véspera de entrar na maternidade, emocionou-me e foi o último post antes da Laura nascer que escrevi.

 

Não me arranjei de forma especial, nem fiz uma grande produção. Até tinha a casa num pequeno caos e quase que estava a fazer-lhe um favor - o ridículo que isto é agora! Quando vi as primeiras fotografias, fiquei sem palavras. Eu estava ali, os meus sentimentos e as minhas emoções. Mais do que me ter preparado e arranjado para o momento, a Sofia fez melhor trabalho do que. Soube estar atenta e ler por entre as minhas linhas e expressões.

 

Quem fotógrafa assim tem um dom, só pode! Quem fotógrafa emoções e pessoas têm um coração enorme e uma sensibilidade acima da média, só pode.

 

Sei que sou uma cliente difícil. Deixo tudo para a última hora, não organizado as roupas, desenrasco-me no dia ou, quanto muito, na véspera. E ela continua lá, paciente, silenciosa. O resultado é sempre superior ao esperado. É quase surpreendente como é que conseguimos ficar tão bem.

 

sessão de natal

 

 

Se antes tinha estranhado o jeito da Sofia, hoje só me sinto à vontade quando é ela a fotografar-me. É como se eu não tivesse que ter trabalho nenhum, porque ela vai buscar o que é preciso. Com ela crio memórias, porque cada sessão teve um momento particular da minha vida, tem uma história e uma emoção associada.

 

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Tenho muita sorte por poder dizer que a Sofia é também minha amiga, aquelas amigas que ficam na tua vida e que não te cobram os dias seguidos de silêncio, que atendem e estão lá para ti como se tivéssemos estado juntas no dia anterior. Estas pessoas são uma dádiva na nossa vida.

 

E eu sou humildemente grata pelas pessoas chave que tenho na minha vida! Este são mais momentos que vão para o nosso mural, momentos felizes.

 

Obrigada Sofia. Tu és especial!

 

  • Informações sobre as sessões fotográficas da Lovetography aqui.

 

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Decorações de natal | Deixamos tudo pronto na nossa casa

08.12.18 | Vera Dias Pinheiro

decorações de natal ikea

 

De acordo com a tradição, hoje é, então, o dia em que se montam e iluminam as árvores de natal em nossas casas, assim como todas as outras decorações da época. Em casa dos meus pais sempre foi assim e, na altura, nem se sequer se via a loucura que é com o natal logo em novembro.

 

Mais tarde, isto é, quando fui mãe e os filhos começam a crescer, antecipei um pouco e passamos a fazer as decorações no dia um de dezembro, até para dar o arranque ao Calendário do Advento. Este ano, não fugimos muito à “nossa regra”, até porque optamos por deixar tudo feito antes da nossa viagem. É que, entretanto, até chegarmos ao natal, é um instante.

 

Ainda assim, o Vicente, este ano, já me pedia há algumas semanas para fazer a árvore de natal. E, talvez, até tenha a sua razão. Afinal, como uma seguidora partilhou “é algo que dá tanto trabalho para o pouco tempo que fica montada”.

 

O nosso natal fica mais predominante na sala e continuo a adorar ver as luzes da árvore com tudo o resto às escuras… E com decorações, a maioria das coisas já têm anos. Aliás, o que é “novo” são as lembranças que trazemos das nossas viagens e dos mercados de natal que visitamos.

 

Por exemplo, este conjunto de Pais Natal, que veio do mercado de natal de Verona, no ano passado, um enfeite que trouxemos da Irlanda e este, ainda não há foto, mas comprei um presépio peruano lindo, que se irá juntar a tudo o resto. Sem falar da nossa estrela que já tem quatro anos e que eu comprei em Bruxelas, pelo valor sentimental que tem, acho que não me irei desfazer dela tão cedo – e é inclusivamente guardada com mil cuidados. As cores predominantes acabam por ser o branco, o dourado e o encarnado. Para mim, natal tem que ter encarnado, embora eu goste de vários estilos de decoração, mas, para mim, para a minha casa, há sempre encarnado.

 

 

 

Temos também alguns enfeites personalizados, uns assinalam o primeiro natal da Laura e do Vicente e, agora, temos os nossos nomes nestes enfeites tão bonitos que foram uma oferta da Ana da Storin – aliás, devem visitar esta página, pois é uma excelente opção para as lembranças que queremos oferecer, nomeadamente na escola dos nossos filhos. O que também não pode faltar também são as botas, mesmo que não haja uma lareira em nossa casa. Contudo, no dia 24 de dezembro ficam todas à janela. renas e velas – para além das bolachas e do copo de leite.

 

enfeites de natal personalizados storin

 

 

Para mim – e, se calhar, também para vocês, o natal é sinónimo de ambiente acolhedor e quentinho, luzinhas brilhantes e intermitente. Mantas, manhãs longas pela casa de pijama, chá ou café com leite.

 

Mas este ano tivemos uma pequena (grande) surpresa e, mesmo antes da nossa vinda para Itália, a Ikea deu-nos uma ajuda a completar a nossa decoração que, basicamente, é a mesma desde que sou mãe, portanto, mais ou menos cinco anos. Foi aí que bateu a vontade de recuperar tradições, mas também criar as novas.

 

 

 

Adereços novos, apontamentos com personalidade, luzes e as cores que nos dizem, foram algumas da novidades que se juntarem às antigas, que muito provavelmente vão substituir outras e que tem sempre aquele estilo mais nórdico, portanto, são os apontamentos certo para aquela “pequena” mudança que eu já andava para fazer desde o ano passado.

 

As nossas tradições, essas, são feitas à nossa medida. Esta viagem, nomeadamente, nesta altura do ano, é uma delas, como os presentes que hajam são abertos na manhã de 25, pois os presentes são do Pai natal e não de uma pessoa em particular… enfim… gosto de alimentar a magia e envolver tudo num certo mundo imaginário.

 

tradições de natal

 

 

Não há melhor sentimento do que o de pertença a um lar, de nos sentirmos em casa e de nos revermos na casa na qual habitamos. E isso, não se resume a ter mais ou menos luxo. Tem a ver com cada família e cada pessoa. Com filhos as casas não são museus, são casas desarrumadas, com muita vida e, muitas vezes, pouca paciência para “arrumar essa vida” que mais parece um furacão em certos dias. Os filhos trouxeram-me isso… um lar! E, neste momento, a minha casa, depois de tantas mudanças, é o nosso lar. Gosto muito de tudo, mesmo das coisas que gostava de melhorar.

 

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decoraçõs de natal

 

 

E agora falem-me vocês das vossas tradições, sim?

 

Viajar em família: é preciso deixar o tempo fluir!

07.12.18 | Vera Dias Pinheiro

viajar com crianças em veneza

 

São precisos uns dias para olear a máquina “família” e para que a dinâmica entre todos flua para que o objectivo principal seja alcançado: desfrutar das férias, afinal, é disso que se trata. Contudo, é só nas férias – que infelizmente não são a maior parte dos nossos dias - que passamos 24h juntos, que temos que aceitar o outro com aquilo que gostamos e não gostamos em todo o tempo. Depois, há os gostos e os interesses, existem dois adultos e duas crianças que têm que convergir - sendo que os pais cedem mais aos filhos, mas os filhos também aprendem a ceder perante os pais.

E isto não é assim tão linear, porque cada um dá a sua sentença e tem a sua vontade, sobretudo os mais pequenos, com quem passar 24 h, é como andar numa montanha russo de atitudes, vontade e emoções. E isto só por si já nos dá bem que entender.

 

Contudo, nestas nossas férias anuais, palmilhamos as cidades de uma ponta à outra a pé. É assim que conseguimos desfrutar do ambiente, conhecer recantos menos turísticos e, afinal, o tempo estica porque cada segundo é aproveitado. E estas férias, em particular, não estão a ser excepção. Florença, Siena e agora Veneza são cidades que só pela sua arquitectura, monumentos e características peculiares nos enchem com passeios por ruas e ruelas.  

 

Portanto, andamos muito a pé, muito mesmo. E, se há momentos baixos nestas viagens e o desgaste físico pode ser grande, aquilo que recebo dos meus filhos e a equipa que faço com o meu marido, é talvez um dos pilares da nossa família e um dos ingredientes essenciais da nossa relação a dois - mesmo que as viagens sejam a quarto.

 

Já eles (Laura e Vicente), com as idades que têm, são, como dizem, autênticas esponjas. Absorvem tudo, especialmente para as línguas. A cada viagem que fazemos e, à medida que crescem, a familiaridade com línguas que não o português é cada vez maior. Por exemplo, pelo à vontade com que a Laura expressa/repete aquilo que lhe dizem, como, por exemplo, um Ciao Bella ou a naturalidade com que o Vicente responde com um grazie. Contudo, não posso deixar de falar da resistência e da resiliência com que os dois nos acompanham e até nos incentivam a ir sempre um pouco mais longe.

 

Por tudo isto e tantas outras pequeninas coisas, não tenho dúvidas em afirmar que este é o presente certo para eles e aquele que mais efeito tem nas suas vidas. O Vicente, por seu lado, diz que as férias são brutalíssimas e a Laura não hesitou em subir uma quantidade imensa de escadas pelo seu próprio pé para ver o que estava lá em cima.

 

Agora, claro que é dispendioso, muito, embora nós tenhamos os nossos truques para tentar economizar o mais possível – e, mesmo assim, vou passar os próximos 6 meses a viver de forma mais contida. Contudo, sabem que mais? Esta é mais uma experiência que ninguém nos tira, a nós e a eles. Temos as baterias carregadas para mais uns tempos, aprendemos a lidar com as dificuldades, a rir das peripécias e a festejar por cada etapa que alcançamos.

 

Neste momento estamos em Veneza e é por aqui que iremos passar os próximos dias até o nosso regresso a casa. Decidimos aumentar o grau de dificuldade desta viagem. E só para terem uma idade do espírito que por aqui se vive, a Laura pensa que esta a passar férias numa grande piscina, sem contudo puder ir molhar o pé e o Vicente está a viver uma autêntico episódio da Patrulha Pata Marítima. Já apanhamos autocarros que andam na água e subimos e descemos muitas escadas e pontes com um carrinho de bebé.

 

A cada sesta que não se faz aumenta a adrenalina e o cansaço, ao fim do dia estão elétricos, ao fim do dia nós estamos saturados, mas ainda assim, voltamos a acordar cheios de energia para um novo dia.

 

Boa noite!

 

Se eles ficam felizes, nós vamos! A magia do natal no Almada Forum

05.12.18 | Vera Dias Pinheiro

natal forum almada

 

Uma das coisas (muitos) boas desta altura do ano são as variadas iniciativas dirigidas às crianças e todas em torno de alguma magia e muita alegria. De ano para ano, vou percebendo que os meus filhos vibram com o natal e entusiasmam-se com tudo o que lhe diga respeito. Portanto, vamos explorando o que há, contudo, quando sabemos que eles gostam de alguma “tradição” em particular, nós, obviamente, repetimos, como é o caso do “Natal” no Almada Forum.

 

É, por conseguinte, o segundo ano que atravessamos a Ponte 25 de Abril para fazer uma visita ao Pai Natal, mas não só. Uma visita à música e muita diversão, que, na verdade, capta inteiramente aquilo que os pequenos mais gostam, senão vejamos.

 

actividades de natal gratuitas

 

Numa só manhã ou dia, podemos “despachar” logo a carta ao Pai Natal com entrega em mão directa ao senhor de barbas brancas, que até a mim me convence de tão pitoresco que é e de barbas verdadeiras. E como se não fosse já bom o suficiente, todos os meninos e meninas recebem ainda o livro do Gui, a mascote do centro comercial. Ou seja, o motivo para sorrir é já muito grande, afinal, ainda nem é natal e já estão a receber um presente directamente do Pai Natal.

Relembro apenas que o Pai Natal estará por lá até ao dia 24 de dezembro, dia em que inicia a sua viagem pelos quatro cantos do mundo na missão mais importante que existe, a de satisfazer pequenos desejos de grandes sonhadores.

 

Contudo, o programa não se fica por aqui. Todos os anos o espaço infantil ganha uma nova vida e este ano tudo se passa na Floresta Mágica, onde até uma viagem a 3 dimensões é possível fazer. E imaginem qual será a reacção de uma criança na sua primeira vez numa realidade aumentada… Adorou, claro!

 

actividades de natal gratuitas forum almada

 

Para as mais aventureiras, como a Laura, o carrossel encantado é uma aposta segura, tão segura que o difícil é convencer que tem que acabar. Mas… adiante! Por fim, se estiverem já estafadas, nada como um passeio de comboio conduzido pelos duendes do Pai Natal. Claro que, no lugar do condutor e com acesso à campainha, é tudo mais divertido!

  • Imagens em galeria (carreguem na seta para ver mais):

 

 

 

E para que a animação esteja completa, tem que haver música. É um requisito obrigatório. Por isso, aos domingos, até dia 16 de Dezembro, a Floresta Mágica transforma-se num palco de concertos infantis. Acontecem sempre às 11h30, também são gratuitos, e o próximo, no dia 9 de dezembro, com As Canções da Maria. Portanto, aconselho a anotarem já na vossa agenda. O Vicente e a Laura, pelo menos, adoram e sabem as músicas de cor (as da Maria, do Panda, do Avô Cantigas…). Adoram cantar e adoram dançar.

showcase aurea

 

A mim, resta-me juntar-me à festa e gozar com eles estres momentos, afinal, o natal diz-me muito mais por estas experiências do que propriamente pela correria às compras de natal. É com estas memórias que quero que eles fiquem, são estes os momentos que quero que valorizem. Os presentes, esses, são apenas um extra, não o essencial.

Não é fácil passar esta mensagem nos dias de hoje, na sociedade em que vivemos, contudo, é por isso, que é de valorizar iniciativas como esta e, acima de tudo, desfrutar, sem referir (novamente) que é tudo gratuito e feito a pensar nas crianças e nas famílias. Afinal, o que podemos nós pedir mais?

 

Entretanto, só uma nota final, as actividades da Floresta Encantada (o carrossel, o comboio e a experiência a 3D) irão manter-se até ao dia 6 de janeiro de 2019. Por isso, mesmo que não consigam ir nesta fase, podem sempre aproveitar o início do novo ano.

 

Vale? 😊

 

Viajar com filhos: não é tudo óptimo (mas também não é suposto)!

04.12.18 | Vera Dias Pinheiro

viajar com filhos

 

Podia remeter-me ao silêncio e optar por partilhar apenas as coisas boas e bonitas das nossas viagens com filhos. Porém, para quê? Para ficarem a achar que vocês são a excepção? Que só os vossos filhos fazem birras, que só vocês perdem a paciência, também quando estão férias, etc?

 

Viajar com filhos não é fácil, não é de todo fácil. Há muitas birras, há muita implicância, motivado também pelo maior cansaço. Há sempre uma alteração nas rotinas e isso, numa criança, reflecte-se tão somente no seu comportamento. Para além disso, há todo o nosso desgaste físico com toda a logística que este processo envolve. É o carrinho, primeiro trazíamos dois, agora, e face ao peso do Vicente, optamos pelo patim com assento, mas que não é assim tão prático quanto parecia ser. Os trajectos que nem sempre ajudam, os muitos turistas que complicam ainda mais a circulação, etc, etc.

 

Para mim, pode ter tanto de bom como de cansativo e stressante. É preciso que os adultos estejam também com a sua melhor disposição e o seu melhor temperamento. Como costumo dizer, neste “jogo”, os únicos que conseguem mudar alguma coisa, antecipar ou ultrapassar, somos apenas nós! Por isso, há que respirar fundo, muito fundo... e valorizar o que é o melhor e o melhor é sempre a experiência.

 

Se calhar também ajuda saber, de antemão, que não é suposto correr sempre bem ou às mil maravilhas. Por isso, o meu truque é tentar valorizar o que realmente é para valorizar. Relaxar, deixá-los também um pouco à vontade e ceder em várias coisas. Nem sempre se consegue fazer uma viagem centrada apenas nas crianças, aliás, lembro-me de ser pequena e achar certos passeios com os meus pais uma valente seca. E só agora, dou valor a isso.

 

Portanto, só posso colocar-me do lado das minhas crianças e perceber que são pequeninos e que sentem o mesmo que eu sentia, seja no Gerês ou em Florença. E muitas vezes, nem eles estão virados para os passeios, com paciência para se portarem bem ou, nem sempre acham graças às coisas que nós escolhemos para eles.

 

Mas, para alojamento, a nossa opção continua a ser o Airbnb. É o que torna a experiência mais confortável a todos, pois temos espaço e temos tudo o que precisamos. De certa forma, descansamos mais. Ao final da tarde, regressamos, não há necessidade de esticar os dias até ao limite, eles brincam e fazem o que lhes apetece, nós descansamos e pelo menos conseguimos que descansem à noite sem alterar muito as horas. As refeições são práticas, precisamente para não termos trabalho, isto se optarmos por jantar em casa – que é realmente aquilo que optamos por fazer a grande maioria dos dias.

 

E, pronto, cá estamos. Eu melhor, eles cansados e a Laura sem dormir a sesta. Florença não é a melhor cidade para andar com carrinho de bebé e o trânsito italiano também não ajuda, seja de carro, bicicleta ou mota. Portanto, andamos com toda a atenção. Mas é uma cidade lindíssima, em dúvida!

 

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Boa noite!

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