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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Ser melhor a desenrascar-me e menos exigente em ser perfeita!

09.11.18 | Vera Dias Pinheiro

tempo dos filhos

 

 

Uma das melhores coisas que fiz por mim, foi saber quando estou a chegar ao limite e parar antes da queda! Vivi no meu limite, hummm, talvez um ano um ano e meio. Sei, no meu caso, o que foi chegar ao limite, e eu sei que não quero voltar a repetir a experiência. Mas como m? Se no dia a dia somos impelidos a fazer tudo! Se todos os dias há tarefas e outras que se acumulam se não forem feitas naquele preciso momento.

 

Bom, acho que aprendi a impor-me um basta! Selecionar tarefas e dentro delas as prioritárias. Aprendi a dizer não, não posso, não consigo, agradeço, mas ser-me-á impossível ou simplesmente não quero! Muito importante foi igualmente não me punir por achar que com esforço tudo era fazível. Seria, mas mais importante é o meu equilíbrio e eu sentir que, ao fim, do dia não são os meus filhos a levar com o meu mau feitio ou a minha frustração.

 

Esta semana foi um bom exemplo.

 

Iniciei a segunda-feira como normal, deixei os miúdos e fui para o ginásio, regressei e comecei o meu dia de trabalho. A verdade é que com algum cansaço acumulado dos últimos dias. E não fui lá grande coisa de produtiva. No dia seguinte, optei por alterar as prioridades, coloquei todo o trabalho que tinha em mãos à frente de tudo para conseguir atingir algum ritmo de produtividade com resultados efectivos. O cansaço físico dos filhos tem alturas que me deixa completamente de rastos. Escada acima, escada abaixo, sempre com uma lapa alojada numa das ancas. Os dias de chuva, e o “tira e põe” de cada um na sua escola, os banhos, o deitar, enfim… há alturas em que tenho que rentabilizar todo o tempo que tenho num outro sentido e foi preciso dar uma pausa no exercício.

 

E, no fundo, foi uma semana decisiva para quem, deste lado, está em contagem decrescente para as férias de natal. O nosso presente está comprado e os dias que faltam já são poucos. Mas ir e levar a pressão do trabalho e das coisas inacabadas quando o tempo nos foge completamente ao controlo, é demasiado stressante. Já não estou aí, agora obrigo-me a desfrutar e absorver a energias dos lugares. Sim, iremos novamente à aventura. Os quatro e vou ter que pensar na logística do Vicente, penso que já não existem carrinhos para o peso dele… verdade? Antes disso, ainda temos mais um período sem o pai. Já sei que irei bem perto do meu limite, porém quando vemos avistamos uma coisa muito boa, ganhamos forças extras.

 

Eu compreendo que não seja fácil ter uma rotina sempre perfeita, compreendo que é preciso dar descanso ao corpo, porque isso é tão fundamental quanto exercita-lo, compreendo que a sobrecarga familiar é grande, especialmente para nós, e compreendo a batalha que é tentar empreender, ao mesmo tempo, que temos que dar, não uma, mas sim, duas mãozinhas nos filhos e na casa. Todavia, o importante é perceber que esses momentos devem ser bem menos do que os restantes, em que estamos mais activas e enérgicas para fazer tudo. Para além disso, é preciso gostarmos muito de nós, porque assim não vamos cair no erro de nos culpar ou nos exigir que estejamos sempre em todas as frentes.

 

No fundo, a única coisa que quero é encontrar a paz dentro de mim, sem estar sempre com ansiedade ou sentir que tenho que desempenhar mil tarefas ao mesmo tempo. Mas para isso, vou tentando aprender a fechar os olhos e ser melhor a desenrascar-me e menos exigente em ser perfeita!

 

Boa noite!

Corrigir o rosto sem transformar | O meu antes e depois

07.11.18 | Vera Dias Pinheiro

aumento de lábios, dermatologia estética

 

Eu já sou do tempo, por assim dizer, do preconceito em torno da toxina botulínica e do ácido hialurónico. Dizia-se, talvez porque apenas são realmente visíveis os casos mais drásticos e radicais, que os efeitos deixam as pessoas completamente diferentes daquilo que eram e sem expressão. Tanto assim era que, eu desde que me lembro, que falo em corrigir os meus lábios, por serem demasiado finos e sem qualquer definição, queria muito ter um pouco mais de volume. Porém, sempre que falava nisso era olhada de lado, como se a alternativa fosse ficar com uma boca tipo Kylie Jenner (se não estão a ver bem quem é, carreguem no link), quando não era de todo esse o meu objectivo.

 

Contudo, e por ser uma área que me interessa e porque agora, em ambiente de trabalho, tenho acesso a muita informação e conhecimento do que é outro lado. Tenho a possibilidade de falar com as pessoas e posso tirar todas as minhas dúvidas. E foi assim que percebi que há um gap de informação qualitativa acerca de certos procedimentos estéticos e que talvez até afaste as pessoas apenas por medo. E podem estar a fechar a porta a uma alternativa segura para contornar certos problemas, sejam eles puramente estéticos ou algo mais concreto que interfira com a saúde.

 

Podemos estar a falar, por um lado, da marca de uma queimadura, uma depressão na pele, da marca de uma dentada de um cão, o excesso de transpiração que incomoda tantas pessoas, sem mencionar as marcas de acne. Como podemos estar a falar, por outro lado, de remodelação de lábios, de corrigir o sorriso “gengival” e até de atenuar alguns traços mais vincados no rosto. Enfim, a panóplia de coisas que a toxina botulínica e o ácido hialurónico podem ajudar a resolver é muito abrangente.

 

Mas eu quero insistir na estética, porque a tendência é achar tudo muito supérfluo. Não é um bem de primeira necessidade, isso não é, porém não é de todo supérfluo. A autoestima, a postura, a autoconfiança são factores determinantes na nossa vida e até decisivos em alguns momentos e estou a lembrar-me, por exemplo, das entrevistas de emprego. Uma jovem mulher ou um jovem homem que vá à sua primeira entrevista de emprego e que tenha passado por uma puberdade que tenha deixado bastantes marcas, certamente que irá muito mais confiante se essas marcas não existissem. Mesmo a nível profissional, a credibilidade pode ser outra. Da mesma forma, que me estou a lembrar do sorriso “gengival”, sei, por pessoas próximas, que é algo condicionante nas suas vidas. Sei que é algo que pode impedir muitas pessoas de sorrirem e de se expressarem com naturalidade, estando constantemente a contrariar um movimento no rosto.

 

No meu caso, eram os meus lábios. Não me sentia completamente à vontade a tirar fotografias ao rosto, ou de perfil ou num plano muito fechado. Se vivia bem com isso? Claro! Não deixei de fazer a minha vida e nem me neguei às câmaras, mas a vontade esteve sempre lá e à primeira oportunidade séria que tive, arrisquei.

 

Sim, tive receio do impacto a seguir, sim, não queria de todo que as pessoas, de repente, notassem algo de diferente em mim. Não era nada esse o meu intuito. Mas o impacto quando fiz a primeira vez foi de não querer largar o espelho, porque estava realmente feliz. Porém, não correu bem! Os resultados não foram os desejados e senti uma enorme frustração por tudo, quer pela expectativa, quer pelo investimento.

 

E aqui chegamos a um outro aspecto muito importante: o da escolha do profissional de saúde. Acima de tudo, temos que ter presente que estamos a falar do nosso rosto, das nossas expressões e da nossa identidade, portanto, é preciso que sintam o “click” com o médico que têm à vossa frente. Têm que sentir que fluem em sintonia. Ou seja, ele está lá para ir ao encontro daquilo que vocês desejam, porém, o bom senso do médico é importante para nos chamar à realidade e perceber o que é que em cada pessoa funciona, porque nunca é igual.

 

Bom, então, eu ganhei coragem para tentar só mais uma vez e se não resultasse, paciência. Colocava de parte o assunto. Por meio do meu trabalho, conheci a Dra. Ana Silva Guerra e, primeiro, falamos muito acerca das muitas cirurgias que faz de plástica reconstrutiva e, claro, falamos muito do cancro de mama. E só depois percebi que abrir a sua Clínica Estética, que tem o seu nome, foi como criar um escape, onde as coisas bonitas acontecem, mas, acima de tudo, o que impera é a sensibilidade para que as pessoas melhorem sem apagar, no entanto, o que já têm de bonito, incluindo certos traços.

 

Marquei a minha consulta de avaliação e, com grande confiança, dei a segunda oportunidade, agora com a Dra. Ana. Já percebi que, de facto, o meu lábio é um paciente difícil e que não vale pena ter medo que a mudança nunca vai ser drástica. Estamos a trabalhar para definir e dar um pouco de volume e mesmo assim com muita paciência por parte da Dra. E, desta vez, eu sou acompanhada em contínuo, vamos medindo os passos com cautela e tudo o venha a mudar vai acabar por ser já mais natural para os outros, porque é tudo gradual. 

 

E, no final, fico com a certeza que se tratam de substâncias que, passado algum tempo, são absorvidas pelo nosso organismo e acabam por desaparecer.

 

Mas sobre isto, falo, num próximo post, com uma entrevista que fiz à Dra. Ana Silva Guerra com o intuito de desmistificar um pouco mais estes temas, talvez com uma abordagem um pouco diferente daquele a que estamos mais habituados a ouvir.

 

E cá está o antes e depois (sendo que o "depois" são passado 15 dias, quando já se consegue avaliar o efeito real, sem qualquer inchaço):

 

 

 

“Daqui a pouco tem três anos e ainda usa fralda!” | Desfralde

06.11.18 | Vera Dias Pinheiro

desfralde

 

Como sabem e já contei aqui, eu estava convencidíssima de que o assunto desfralde com a Laura iria ser “canja”. Com a esperteza dela, a vontade em ser como o irmão e a própria incapacidade que ela mesma tem em ser ver com a sua idade, tudo isto, julgava eu, estava a jogar a nosso favor.

 

O tempo aqueceu, comprei as primeiras cuecas, fez uma festa e sem qualquer pressão fomos tentando. Cheguei a comprar o redutor e um bacio, não usou nem uma coisa nem outra. Para ser é a sério e vai directa à sanita. Mas as coisas não correram nada, nada bem e eu desisti de apressar as coisas. Ela lá daria os sinais e se há coisa que ela é, é bem esperta. Ela sabe exactamente o que é para fazer, só que… não tem vontade.

 

Entretanto, na escola, passado o drama e o horror do primeiro mês e meio, quando a ia buscar à tarde, já estava sem fralda, dormia a sesta sem fralda, tudo muito bem. Até que a própria educadora falou comigo e a Laura começou a ir já de cueca para a escola. Estava tudo a correr, vá, praticamente bem. Chegamos a ter uma saída de um dia inteiro e correu tudo muito bem.

 

Entretanto, diz-me a minha experiencia, que o tempo frio não funciona a favor, muito pelo contrario. Os meus invernos com o Vicente eram de entrar em desespero com xixis na cama várias vezes numa só noite e chegava a acontecer em várias camas diferentes… enfim, nem quero lembrar-me disso! Mas ia eu a contar que com o frio, há uns dias a Laura começou a ter uns descuidos e, como se apercebeu disso, e ficava incomodada, agora não quer cueca. E agora voltamos à fralda.

 

E agora, todas as manhãs chega de novo à escola de fralda e quando está em casa quer fralda…  E se as crianças parecem ter a lição bem estudada e, na cabeça dela, isto terá uma logica qualquer, na minha fica tudo confuso. Por um lado, não quero que ela se reprima nem que crie nenhum anticorpo com a cueca e se quer a fralda, mesmo após falarmos com ela, eu cedo. Mas por outro, ceder, não é voltar ao início?

 

O que eu sei é que, no meio de tudo isto, já me tinha esquecido desta fase do saquinho da roupa molhada todo o santo dia na mochila, dos descuidos, dos tapetes que fica com xixi, das vezes que temos que trocar de roupa, os lençóis. É roupa por todo lado, em todos os cantos há uma cueca, uma calça... Ainda esta manhã, estavam já despachados - e um descuido nocturno resolvido (pelo menos em parte) - e ouço o Vicente a chamar por mim… a Laura estava a fazer um grande xixi. Onde? No tapete, claro! Ela achou graça, eu fiquei possessa, mas querendo ser pacífica e dando um reforço positivo naquele momento.

 

“Daqui a pouco tem três anos e ainda usa fralda!”

 

Não estou a condicionar-me por isto, juro que não, porém, vivemos com estas doutrinas tão enraizadas que, por vezes, é algo que me passa pela cabeça. Mesmo sabendo que eu não posso (e nem quero) obrigá-la e que, com toda a certeza, ela sabe estar sem fralda e, com ainda mais certeza, só irá acontecer quando ela quiser.

 

E assim andamos! Quando pensamos que demos um passo realmente em frente, logo a seguir estamos a recuar dois ou três. Pelo menos é essa a sensação que fica a seguir e isso deixa-nos confusos e até com um certo sentimento de frustração à mistura.

 

Contudo, eu volto a repetir, enquanto os filhos parecem já trazer a lição estudada, os pais, por sua vez, andam, muitas vezes, baralhados e completamente à nora com o que é suposto ser o melhor a fazer.

Mini-férias a sós com filhos | O que aprendi e não quero esquecer

05.11.18 | Vera Dias Pinheiro

dolce campo real, torres vedras

 

 

No balanço destes quatro dias de “´férias” a três, posso dizer que, embora, o cansaço que senti esta manhã, foram dias muito bons. Permitiram-me recuperar realmente tempo de qualidade com os meus filhos, como há algum tempo não acontecia. Tempo em que estivemos apenas uns para os outros, em que fizemos programas e saímos da nossa rotina. Na verdade, eu só queria que eles sentissem o passar do tempo mais rápido e que o choro de fim do dia a chamar pelo pai acontecesse o menos vezes possível.

 

Mas sem querer, tivemos tempo exclusivo, eles só com a mãe e eu só com eles. Acredito que a minha viagem sozinha a Barcelona de dois dias tenha contribuído positivamente. Com o tempo de qualidade que tive somente para mim, poder-se-á dizer que estava, emocionalmente, de baterias carregadas. Sentia-me bem e, após, um mês de outubro muito sobrecarregado de trabalho, senti que tinha andado menos disponível para eles. Foi, no fundo, um encontro de boas oportunidades, as quais eu não deixei escapar!

 

Obviamente que nada disto coloca em causa o bom que é a vida a quatro, as férias em família e todo o tempo que passamos juntos. Aliás, nem o Vicente nem a Laura supõe-me que existem crianças que vivem com pais separados. Para eles, é assim! Contudo, é importa reforçar que é importante que a vida, de certa forma, continue, de cada vez que alguém tem que se ausentar. E que, para além disso, o tempo de qualidade que se passa individualmente com cada membro da família e sozinho é essencial e só traz benefícios.

 

E, à medida que a Laura e o Vicente crescem, vai sendo cada vez mais fácil fazer programas com eles e com cada vez menos limitações. E não seria por causa da viagem do pai que se iria “desperdiçar” um fim-de-semana de quatro dias.

 

Eu sempre conheci esta relação como vivida a distância. E embora não acho que seja o ideal para um casal ou família, tanto assim foi que decidimos estar juntos assim que o Vicente nasceu, mas o que quer dizer é que me habituei à ausência. Habituei-me a contar sempre comigo em primeiro lugar e habituei-me a desenrascar sozinha e depois com o Vicente. No fundo, nem a ausência do marido e nem o bebé eram sinal de limitação para a minha vida em geral.

 

Mas agora é realmente mais fácil, a todos os níveis e estou realmente contente por termos feito tantas coisas diferentes juntos e também por não ter sentido “desasada” sem o meu marido, optando por ficar na zona de conforto. Descobri que tenho duas companhias excepcionais, os meus filhos. Duas seres humanos que já têm muito assunto de conversa, que se interessam pelas coisas e que divertem comigo e entre eles. Sem dúvida que estes momentos são o melhor presente que podemos dar aos nossos filhos. O brilho no olhar quando percebem que somos deles por inteiro, não tem preço. E nós, só assim, conseguiremos ganhar a confiança deles, estreitar laços e colher os frutos no futuro, assim espero, pelo menos, de uma relação tão próxima vivida com os pais desde que nasceram.

 

dolce campo real, torres vedras

 

 

E devo dizer que estive bastante atenta ao Vicente, sobretudo, e que ele me ensinou muita coisa, até me corrigiu e fez observações muito acertadas. Já a Laura repete tudo o que ouve de toda a gente, incluindo as expressões que dizemos e que achamos passarem despercebidas...

 

No fundo, andamos sempre à volta do mesmo, do tempo! Tempo, tempo, tempo! Para nós, para os filhos, para tudo. Mas essencialmente, tempo para ouvir. Podemos não conseguir estar, mas desde que saibamos ouvir… acho que é fundamental.

 

Onde ir com miúdos | Aldeia Típica de José Franco, Mafra

04.11.18 | Vera Dias Pinheiro

aldeia típica de José Franco

 

Obrigada por me terem recordado que a Aldeia Típica de José Franco ficava perto do Hotel Dolce Campo Real, onde estavamos alojados, mais concretamente no Sobreiro, Mafra. E, assim, foi para lá que nos dirigimos após o check-out. E, embora não seja assim há tanto tempo que eu ouvi falar desta Aldeia Saloia, esteve sempre na minha "lista" numa eventual ida para aqueles lados. Contudo, se não for por um motivo de ir passar o fim-de-semana naquela região, não me desloco com tanta frequência para os lados do Oeste, como, por exemplo, Mafra ou mesmo a Ericeira, aqui tão perto e certamente com muitas coisas para descobrir.

 

Voltando à Aldeia Típica de José Franco, é uma aldeia recriada em miniatura, que faz um pouco lembrar o Portugal dos Pequeninos, pitoresca e com o nome de quem teve a vontade de criar um algo que eternizasse as suas próprias memórias de infância. Por isso, lá encontram os vários ofícios antigos, um oleiro "real" a trabalhar, a escola primária com aqueles baloiços que ainda remontam a minha infância.

 

aldeia típica de José Franco

 

 

Em início dos anos 60, José Franco deu asas a um sonho, de recriar uma aldeia de caráter etnográfico, onde as suas memórias de infância se cristalizassem, testemunho do modo de viver das gentes locais, em homenagem à sua terra. (http://www.cm-mafra.pt/pt/turismo/aldeia-museu-jose-franco)

 

De referir que José Franco era um ceramista, escultor e oleiro português e que faleceu em 2009. 

 

aldeia típica de José Franco

 

 

Apesar da logísta - a Laura quis ir no carrinho - das ruazinhas e escadas apertadas e do frio, deu para visitar quase tudo. Há uma parte com rampas e assim conseguimos evitar as escadas tanto quanto possível e não saí de lá sem provar o tão famoso pão com chouriço confeccionado mesmo ali. De referir igualmente que fiquei impressionada com a manutenção de todo o espaço, limpeza e, especialmente, pelo facto de não se pagar. Para além disso, é super tranquilo em termos de movimentação de visitantes. Tem um parque de estacionamento nas traseiras, para os visitantes, gratuito. 

 

  • Reportagem Fotográfica possível (carreguem nas imagens para ver a galeria):

 

 

 

Diria que é ideal para levar os miúdos e mostrar-lhes um pouco da nossa história e de como eram feitas as coisas antigamente. Eles aprendem aquilo que já não conheceram e muitos de nós revivemos memórias de infância. 

 

Valeu mesmo a pena esta curta paragem antes do regresso a casa!

 

 

É a primeira vez que fazemos uma escapadinha só a três!

02.11.18 | Vera Dias Pinheiro

dolce campo real, torres vedras

 

Esta foi a primeira vez que “me escapei” com os miúdos para fora de casa sem o pai. Achei que, desta vez, ficávamos todos a ganhar. É que, em vez de levar os miúdos para a escola, como outro dia qualquer, eu optei por prolongar o fim-de-semana, com ambiente de férias sem estar sobrecarregado com deveres e obrigações.

 

Mas para isso, o melhor mesmo é sair de casa. Já sabe que, se lá estivermos sentimos sempre o dever a chamar por nós. E mesmo que nunca tenha pegado nos miúdos para, sozinha, ir com eles para algum lado, desta vez, achei que era bom para eles e para mim. Uma “mininizinha” escapadinha a meio deste nosso fim-de-semana prolongado, em que eu não vou ter que cozinhar, arrumar, limpar e por aí a fora. Temos jantar marcado, cama feita de lavado (e que alguém irá fazer por nós) e um pequeno-almoço de campeões a nossa espera.

 

O Dolce Campo Real é o destino ideal, chegamos cá em pouco mais de meia hora, evitando o stress das viagens e permitir aproveitar ao máximo o tempo que temos. Não é primeira vez que estamos cá e continua a ter qualquer coisa de especial.

 

dolce campo real, torres vedras

 

 

Minimalistas na bagagem, ou pelo menos tentar, e zero preocupados se chove ou faz frio. Queremos simplesmente aproveitar o tempo, aproveitarmo-nos da companhia uns dos outros. Eles têm aquilo que merecem, atenção e brincadeira e eu alivi-o-nos a todas desta coisa de estar em casa e ter sempre o que fazer.

 

Uma situação win-win como se deseja que em praticamente tudo na vida e a maternidade não é excepção. Vamos dormir todos juntos, talvez adormecer todos juntos, eu irei claramente ser acordada por eles e eles vão fazer de mim tudo aquilo que quiserem! :) 

 

E, na verdade, aquilo que eu procuro é mantê-los entretidos o mais possível nas ausâncias mais prolongadas do pai. Assim, o tempo passa mais rápido, evitam-se as situações que lembram a ausência, sobretudo com o Vicente, um menino bastante sensível. Ontem dizia-me que que o que ele gostava mesmo era de ter todos juntos em casa e de férias...

 

dolce campo real, torres vedras

 

 

Adoramos mesmo este Hotel- E se um atractivo é, de facto, a piscina, hoje, neste dia mais cinzento e frio, parece-me acolhedor, tal como se quer.  Sem planear, acho que a conseguir agradar a todos, acho que estão felizes e fora da rotina. 

 

Amanhã gotava de passar por Mafra no regresso a casa. Se tiverem sugestões, deixem nos comentários, nós agradecemos!

 

Boa noite.

O nosso feriado: eles pediam tanto e, finalmente, o dia acabou por chegar!

01.11.18 | Vera Dias Pinheiro

férias com filhos

 

Este ano sinto que não grande importância a esta altura do ano – Halloween e Pão Por Deus, se bem que já conseguimos fazer uma fornada de broas da avó. Contudo, com tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo e eu determinada a ser dona do meu tempo – acreditem que não é algo assim tão óbvio quando possa parecer – e a definir prioridades.

 

Vivemos rodeado de solicitações, de pedidos e de convites, mas eu pergunto quantos desses “acontecimentos” resultam verdadeiramente num benefício para nós? À medida que os filhos crescem, a nossa percepção do tempo tornar-se assustadora e a verdade é que não temos grande tempo a perder. Aliás, precisamos e de ganhar tempo para as coisas que realmente importam.

 

Frequentemente, somos confrontados com noticias e estudos que nos confrontam com o impacto negativo desta falta de tempo, das consequências da falta de tempo para os filhos, do burnout, da importante da presença alargada do pai e da mãe assim que o bebé nasce, que trabalhamos demasiado horas e que passamos demasiadas horas no transito. Com tudo, os níveis de stress aumentam e a saúde física e, principalmente psíquica, degrada-se. E, para agravar, damos pouca importância às doenças do foro psíquico, às depressões e afins. Estas doenças existem! São reais! E são bem mais frequentes, quer em homens, quer em mulheres, do que imaginamos.

 

Todavia, e isto não é novidade para ninguém, creio eu, acabamos por colocar a responsabilidade no outro. No patrão que devia ser mais humano, no Governo que devia mudar as leis… E, à medida que nos vamos queixando do estado da sociedade, da degradação da qualidade e vida e da inércia dos políticos para certos assuntos, continuamos a acrescentar mais stress à nossa vida. E nada de concreto, para melhorar o que está mal, acontece.

 

Os meus filhos lembram-me todos os dias da importância das pequeninas coisas e é em pequeninas coisas que eu acho que está a solução deste “mal social”. É nas pequeninas coisas, sobre as quais temos efectivamente controlo que podemos agir, mudar e trazer algo de bom à nossa vida, às dos nossos filhos e à daqueles que nos rodeiam. Às vezes trata-se de fazer uma escolha diferente, em detrimento de outra, optando por escolher algo que nos deixa com uma melhor sensação. Escolher bem as pessoas de quem nos rodeamos, aqueles que sentem a mesma vibe que nós e que, por isso, nos entendem e naturalmente nos motivam e inspiram - isto é fundamental desde que “mudei de vida”. Ou cortar com um hábito ou, pelo contrário, criar um novo.

 

Na relação com os filhos é a mesma coisa. Eles não esperam grandes coisas da nossa parte e nós não podemos ficar ansiosos pela obrigação de ter um plano, especialmente em dias como o de hoje, em que estão connosco mais tempo. O importante é dar-lhe espaço para ter uma voz, para dar a sua opinião.

 

 

Durante quatro dias, seremos apenas três e não será como antes, porque vamos estar de fim-de-semana prolongado. Vão ser 24h intensivas, acordar e adormecer, mas para todos os efeitos, para eles, são férias e eles merecem sentir isso. E embora não tenha feito grandes planos, hoje, por exemplo, fez-lhes o dia terem ido almoçar pela primeira vez ao MacDonalds. Pediram o que quiserem, comeram o que quiseram, dei-lhes espaço para também decidirem o que queriam fazer e por onde queria andar.

 

Saímos bem cedo de casa, aproveitamos imenso até à hora de almoço, eu consegui fazer trocas de roupa para a Laura que, afinal, eram pequenas, ainda reforcei o stock de pijamas e dois pares de botas para o frio. É que assim, de repente, eu sinto que passei do verão directamente para o inverno. Vocês não?

 

No final da tarde, deixaram a sala de pernas para o ar porque estiveram a fazer recortes e colagens e entretidos com pinturas. E eu, chego ao fim, sem sentir que fui atropelada por um camião, como já senti outras vezes em que estive sozinha com eles.

 

diy com crianças

 

 

Amanhã será um novo dia e o plano vai ser o mesmo, não ter plano e andarmos entretidos à medida de cada um e na possibilidade de conjugar o gosto de todos. Mas sobre esta questão do equilibro de todos, eu conto-vos melhor amanhã! E que, afinal, eu há mesmo um plano que eu acho que vai agradar a todos.

 

Boa noite!

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