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As viagens dos Vs

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Mo(m)nday Hacks: Acabar com as manchas de humidade em menos de nada!

19.11.18 | Vera Dias Pinheiro

acabar com as manchas de humidade e de bolor

 

Estamos em “época alta” da humidade e, por conseguinte, da propagação do bolor nas nossas casas. Admito que, até ter vivido numa casa cujo segundo piso ficava abaixo do nível da terra, para mim, humidade e bolor eram duas coisas com as quais eu não me preocupava.

 

Contudo, durante dois anos moramos numa casa linda em Bruxelas, de dois pisos e traça antiga, como tantas outras que por ali se encontram, só nós é que não estamos habituados a isso. O prédio era também muito antigo e, no nosso caso em particular, o piso dos quartos ficava abaixo do solo, uma espécie de cave com acesso para o pátio. Tudo espectacular, não fosse Bruxelas uma cidade conhecida pelo frio e pelas chuvas em abundância, ou seja, humidade em abundância!

 

Mas estava tudo aparentemente bem até a nossa chegada após as férias de verão, quando abrimos os armários e nos deparamos com roupa verde e os pares de sapatos que lá estavam verdes também. Foi, então, que tive o primeiro contacto a sério com o bolor, portanto eu nem sabia muito bem o que fazer e, na verdade, era a última coisa que me apetecia como presente de boas-vindas!

 

Todavia, mais do que a limpeza, preocupou-me os efeitos na nossa saúde. O bolor, como sabem, é uma bactéria que pode causar problemas respiratórios, nomeadamente crises de asma, alergias respiratórias, etc. E eu tinha em casa um bebé ainda de meses e um marido com problemas de asma.

 

Portanto, a primeira coisa a fazer foi a limpeza e aprendi, na altura algumas mezinhas que podem ajudar a contornar a situação logo no imediato se tiverem as coisas necessárias em casa. E ainda me recordo do limão, pela sua acidez, do bicabornato de sódio misturado com água, do vinagre branco e a água com sal para as roupas com bolor.

 

O passo seguinte, foi encontrar produtos que facilitassem a remoção das manchas caso elas fossem reaparecendo. Mas atenção, nada de usar a mesma água e o mesmo pano, pois isso é meio caminho andado para estar a espalhar a bactéria para outros locais. Descobri que existiam vários produtos e descobri igualmente que nem todos eles tinham a eficácia que garantiam ter. Por isso, quando se trata de coisas mais específicas, eu opto por comprar a marca que eu sei que vai funcionar. E, neste campo de uso doméstico, tenho ficado muito bem impressionada com a UHU. Claramente que, para mim, já deixou de ser uma marca de “colas” e fitas adesivas.  

 

Gosto muito do anti-gorduras e, cá em casa, tenho o Removedor de Bolores e Fungos. O facto de ser uma combinação entre spray e espuma faz com que limpe muito bem as zonas mais difíceis – dá muito jeito, por exemplo, para limpar as juntas dos azulejos. Mas, regra geral, é um descanso, pois, sendo uma espuma, basta deixar actuar, passar o pano a seguir e já está.

 

uhu Removedor de Bolores e Fungos

 

E, com mais ou menos humidade, mais ou menos bolor, eu passei a andar sempre prevenida e este tipo de produto faz efectivamente parte do meu kit de limpeza da casa. Acho que nem eu, nem o meu marido ultrapassamos aquele episódio, pois foi mesmo muito aborrecido (já para não falar da conta da lavandaria!).

 

E, para finalizar o tema, outra coisa que passou a haver por casa são os desumidificadores. Nada de industrial, uso uns pequeninos e especialmente na casa-de-banho acho que ajuda bastante.

 

Se tiverem outras dicas, partilhem, especialmente no que toca à prevenção!

 

Poderão gostar igualmente de ler: Mo(m)nday Hacks: Como tornar o uso do telemóvel mais seguro!

 

Adenda: A sorte de ter leitoras atentas e com conhecimentos técnicos sobre vários temas permite-me aprender sempre alguma coisa nova, mas também rectificar imperfeições. Neste caso, fui alertada por uma Bióloga de que bolores são fungos filamentosos e não bactérias como escrevi. Para uma melhor explicação, podem ler neste site.

 

*Este conteúdo contou com o apoio da marca UHU.

Fins-de-semana assim também são bons. Que venha a segunda-feira!

18.11.18 | Vera Dias Pinheiro

organizar a semana

 

Os fins-de-semana têm uma parte que corresponde à necessidade de tempo para organizar a semana seguinte. Descansa-me saber que, pelo menos, na segunda-feira, tenho o dia organizado e que posso dedicar-me logo às minhas coisas. Isto porque tem sido, cada vez mais difícil, encontrar tempo para mim durante os fins-de-semana. A forma como os filhos me absorvem e as necessidades constantes da casa e programas que tentamos fazer, não dá para que eles se esqueçam de mim por uns instantes e o tempo que sobra – o pouco tempo - tenho aproveitado para conseguir descansar. Diria mesmo: desligar!

Quanto mais trabalho no online, maior é necessidade que eu sinto de ter momentos de offline.

Contudo, se eu não fosse uma pessoa "caseira" até podia dizer que fins-de-semana assim são um frete. Mas não é verdade, tirando a parte do cansaço que sinto no domingo à noite, a verdade é que compensa quando, à segunda-feira, regresso a casa já com os filhos na escola e com o primeiro dia de exercício feito. Ter à minha espera alguma organização, ter as máquinas de roupa feitas e a roupa passada, comida pré-preparada para os primeiros dias, frutas e os essenciais dá-me uma sensação de alívio. É a minha recompensa, diria.

Quando regresso, tomo o meu banho, o meu pequeno-almoço e tenho o dia pela frente para me focar no meu trabalho, organizar a minha semana e isso diz como sobre como ela irá correr. 

Neste momento, estou sem ajudas em casa. Depois de algumas tentativas em que dava por mim a ter que refazer o trabalho que pagava parta ficar feito. Nesta fase estou a ver como consigo dar conta do recado. Procuro ser mais desenrascada e, acima de tudo, manter a ordem. Porém, a roupa é o que gosto mesmo, mas já percebi que o melhor é não procrastinar e ser certinha a cada máquina de roupa. Enfim… No que toca às refeições, o forno é o meu melhor amigo e a Bimby trata da sopa.

No meio de tudo isto, tento – e acho que como em tudo na minha vida – tento que as coisas de que gosto menos não me definam. Ou seja, este papel de dona de casa não me defina, mas precisa de ser feito, certo? Por isso, tento balançar com alguns mimos que tenho em relação a mim. Ao fim-de-semana não descuro de fazer as minhas máscaras, rosto e cabelo, daquelas que precisam de mais tempo. Faço esfoliação, hidratação. Tudo aquilo a que tenho direito e mesmo que seja para substituir um “pijama por outro”, mesmo que não saia de casa e que a seguir esteja a passar ao ferro -daí a fotografia que escolhi para capa deste post. O foco tem que estar na parte boa, no positivo e nas coisas boas que daí vamos colher. Acho que é esta perspectiva que me tem ajudado desde o início da minha vida e foi assim que fui trilhando os meus caminhos.

Por outro lado, sei que o próximo fim-de-semana vai ser o oposto. Vamos ter programas em ambos os dias, tal como foi o anterior. Portanto, a vida faz-se de equilíbrios, mais do que tentar encontrar a situação perfeita ou ideal.

Para além disso, não sei se vocês sabem, contudo, Mercúrio está novamente retrógrado, de ontem até ao dia 6 de dezembro. Estes períodos são conhecidos por ser um pouco complicados, coisas que não avançam, falhas, avarias, faltas de comunicação, atrasos… Não é um período em que se sintam que estamos propriamente a progredir ou andar para a frente. Assim sendo, o melhor mesmo é termos paciência e não iniciar nada em grande ou de novo. Não que estas coisas dos planetas sejam determinantes na nossa vida, porém eu acredito que, de alguma forma, influenciam.

 

P.s. Afinal, não avançamos com as decorações de natal. O Vicente pediu-me para fazer a árvora, mas depois "cai" em mim e percebi que ainda vamos a meio de novembro. Eu sou do tempo em que só se fazia a árvore no dia 8 de dezembro, mas talvez façamos antes de irmos de férias.

 

Boa noite.

 

 

Quais os ingredientes para “O Melhor Natal De Sempre”?

16.11.18 | Vera Dias Pinheiro

decoração de natal, lojas deborla

 

O natal é magia, imaginação, doçura, companhia, mantas, lareiras acesas, filmes que se repetem ano após ano, mas que nós nem nos importamos e, acima de tudo, uma casa sempre cheia! Com o passar do tempo – e sinal de que a condição de vida tem vindo a melhorar -  o natal foi-se tornando cada vez mais ligado aos presentes. Entretanto, os catálogos que nos chegam a casa, cheios de brinquedos, remetem as crianças para uma necessidade irreal, a imagem do Pai natal é que ele vai chegar carregado de presentes para eles.

 

Contudo, o natal, para mim, começa a ser vivido no momento em que montamos e decoramos a árvore de natal, em que pensamos em formas diferentes e divertidas de fazer a tão esperada contagem decrescente até à noite mais especial do ano. É na escolha da ementa, nos detalhes da decoração, nas idas às compras, é no cheiro das castanhas assadas na rua, nas músicas que estão por todo o lado, é no calor humano que se sente, mesmo que seja na correria da compra dos presentes, que se vive o verdadeiro espírito do natal. E, às vezes, estamos tão absorvidos com a lista de tarefas e de compras que nem nos apercebemos de todos estes detalhes à nossa volta.

 

Talvez seja por isso que gosto tanto de viajar nesta altura do ano. A descontração das férias cria a oportunidade perfeita para se apreciar melhor esta quadra.

 

Gosto de comprar decoração natalícia, gosto de ver os spots publicitários que passam na televisão - mas aqueles à antiga, sabem? envoltos de magia e de ilusão. Gosto de tudo isso! E é um pouco nesta onda que passei a viver nesta quadra, desde que fui mãe, que as minhas sugestões mesmo por aqui e os meus interesses são influenciados.

 

Gosto de saber quais as lojas que têm as melhores decorações (e a preços simpáticos), gosto de saber onde é que posso encontrar o Pai natal com as barbas mais farfalhudas e de preferências reais, onde é que estão as melhores animações de rua, as luzes mais brilhantes e por aí a fora.

 

E, foi neste sentido, que descobri um vídeo maravilhoso que faz parte da campanha “O melhor natal de sempre” das lojas DeBorla, que são, aliás, uma referência e de paragem obrigatória para quem quer fazer compras de decoração. Neste vídeo, reconheci a tal magia que vos falava, especialmente no que toca às crianças.

 

 

O filme retrata a história de uma criança que tem a receita perfeita para o “O Melhor natal de Sempre”, que contempla os ingredientes mais especiais e a magia que esta época representa para os mais pequenos. O filme é uma viagem até às nossas origens onde disfrutamos o tempo com aqueles que nos são mais próximos e convida a que a imaginação nos leve para lugares mágicos.

 

Mas este ano, as iniciativas não se ficam por aqui. Há toda uma agenda cheia de eventos e iniciativas que prometem contribuir para “o melhor natal de sempre”. Em algumas lojas, mas também outdoor – pessoas do Porto e Matosinhos estejam atentas – e depois, em algumas lojas podem contar com Showcookings, workshops, sessões fotográficas e muito mais. Estejam atentos, pois o programas é para toda a família e, assim, o melhor mesmo é deixar-vos a agenda para que possam consultar calmamente o programa completo, com datas, locais e horários.

 

AGENDA DO MELHOR NATAL DE SEMPRE 2018, lojas DeBorla

 

E, por falar em natal, por cá, a nossa árvore de natal será montada este fim-de-semana. E por aí? Já há árvore de natal?

 

 

 

*Este post contou com o apoio das lojas DeBorla.

Viva o S. Martinho! Viva a primeira Maria Castanha da Laura!

15.11.18 | Vera Dias Pinheiro

maria castanha

Com dois filhos, entre os dois anos e meio e cinco, quase seis, anos, sinto-me a entrar numa fase muito boa de ser mãe. Por um lado, têm uma maior autonomia, o que nos permite a todos, enquanto família, fazer mais programas e usufruir ainda mais deles. E por outro, são parte activa nas escolhas e nas vontades. E, nesta altura do ano, parece que tudo acontece, depois do Halloween e do Pão por Deus, fomos requisitados para a celebração do S. Martinho.

 

E não é que eu me importe, pois adoro castanhas (e vocês?). Só tenho mesmo pena que, em casa, as castanhas assadas não fiquem exactamente como as que compramos fora, mas tudo bem. Ah! E castanhas só assadas, cozidas não!

 

Claro que depois, há todo um trabalho de casa, no sentido de mostrar que os pais não funcionam por pedidos e já está. Acho uma óptima ideia celebrar estes momentos e adoro que eles se interessem. Contudo, vamos todos, em conjunto, fazer acontecer. Cada um na sua medida e como sabe. Para mim, o mais importante é a vontade em fazer e percebermos que fazem o melhor que sabem e nem pensar em ir a correr atrás para corrigir!

 

Naturalmente que, com praticamente seis anos, existe toda uma esperteza nas respostas e na forma como tenta levar a água ao seu moinho. Assim sendo, no S. Martinho, se há castanhas, também pode haver um bolo ou, quem sabe, até um chocolate ou outro. Se os crescidos bebem vinho, as crianças podem beber sumo, não é? Afinal, não se trata de um dia como os outros.  

 

lenda de são martinho e castanhas assadas

lenda de são martinho e castanhas assadas

 

E se o S. Martinho foi capaz de trazer o verão ao outono, com a sua generosidade ao ajudar um mendigo, segundo reza a lenda, uma mãe também é capaz de mostrar a sua generosidade ao trazer um jarro de sumo para a mesa nos dias de festa. E a minha preferência acaba por recair nas marcas que me lembro dos tempos de criança, como se me oferecessem uma maior confiança pelo tempo que se mantêm no mercado.

 

Em casa dos meus pais, havia muito o hábito de fazer sumos a partir dos concentrados ou até das saquetas em pó. Muito mais do que, por exemplo, comprar refrigerantes. Como tal, desde que voltamos a experimentar os novos Sunquick, numa versão melhorada com menos 30% de açúcar e com três variedade de sabores (….), que vamos mantendo. Para além disso, o facto de ser muito fácil de preparar e de até nem ser preciso mexer com uma colher, pois dilui-se de forma instantânea, contribui para a partilha dos preparativos para estes dias.

 

sunquick

sumos sunquick

 

 

Acabamos por estar todos juntos, por falar muito mais uns com os outros e, sem qualquer esforço da nossa parte, mostramos que as coisas não aparecem prontas por magia. Exigem sempre esforço e dedicação da nossa parte, nem que seja um simples lanche para celebrar o S. Martinho. E isto é algo que sinto ser preciso trabalhar junto deles diariamente, insistir nesta partilha, no facto de certas tarefas serem feitas todos os dias, são rotinas e, no fundo, quanto mais nos ajudarmos uns os outros, mais tempo teremos para as brincadeiras em família.

Óbvio que com a Laura ainda não estamos nesta fase, já com o Vicente sim, claramente, nota-se outra maturidade. E é tão bom menino e também muito generoso e disponível para ajudar o próximo que, sem dúvida, mereceu o seu copo de sumo no dia de S. Martinho.

Vocês já perceberam que eu sou muito ligada a estas coisas, todavia, eu recordo com alegria estes momentos na minha infância. A cozinha com as compras acabadas de fazer, todos queríamos ajudar para mais rapidamente chegarmos à parte boa: comer!!!

E esta altura do ano, para mim, é mais quentinha nos convívios, assim como as castanhas!

 

 

*Este conteúdo teve o apoio da marca Sunquick.

Mudar a perspectiva só depende de nós!

14.11.18 | Vera Dias Pinheiro

mudar a perspectiva só depende de nós, c&a

 

Estamos a um mês e meio do final do ano. Uma altura em que eu dou por mim, desde que me conheço por pessoa adulta com responsabilidades, a fazer balancos. A rever o bom e o menos bom e se, até há bem pouco tempo, a minha vida era previsível. Hoje em dia, os desafios são diários e constantes. A insegurança do trabalho de freelancer é algo a que tenho que me habituar, mas que, de alguma forma, também tento aprender como contornar e ter algumas certezas.

 

O instinto tem sido o meu melhor guia, o meu feeling, aquilo que a minha sensibilidade me aconselha. Não me perguntem porquê, nem como. E quando me pedem conselhos ou quando me perguntam como eu consegui chegar até aqui, bom, eu não tinha realmente um plano B, não tinha uma rede de apoio, que não fosse o apoio incondicional do meu marido, que mesmo não entendo nada desta sensibilidade, acreditou em mim. Mas a verdade é que nunca mais foi tão difícil como quando eu tive que tomar a decisão de me despedir.

 

Neste momento, a minha vida está completamente noutra página, a outra vida já saiu completamente do meu raio de visão ou lembrança, até porque o caminho faz-se em frente. E, a verdade é que este é talvez o primeiro ano em que estou menos ansiosa relativamente a 2019. Acho que alcancei uma certa maturidade, que me era precisa e também estou muito mais segura de mim mesma.

 

Contudo, falta um mês e meio para acabar o ano e continua a haver uma certa ansiedade dentro de mim. Há dias em que me sinto realmente incapaz de lidar com tudo, em que me atrapalho toda nas minhas rotinas e me sinto em pleno plano de emergência. Como prioridade estão o Vicente e a Laura, mas depois tudo o resto… marco e desmarco coisas, complico onde não existe motivo, enfim…

 

Na semana passada não fui dois dias ao ginásio, precisava realmente de produzir conteúdo, precisava de todo o tempo e concentração. Mas e a seguir? Porque raio, continuei sem ir até hoje? Este “bicho” é tramado, porque enquanto estamos certinhas, tudo corre bem, todavia, se alguma coisa interfere com a nossa rotina, porque raio é tão difícil retomar novamente?

 

Naturalmente que agora, tudo isto já se está a virar, por assim dizer, contra mim. Porque já começo a remoer e criticar-me. Afinal, eu já sei de antemão como é que se desenrolam estas fases. E isso acresce a ansiedade que tenho e na forma, tensa, como lido com tudo o resto. Depois, há um momento em que batemos literalmente no fundo, no meu caso, reflecte-se na casa. E, nesse momento, acordamos! Ou pelo menos devemos, porque a mudança só está em nós, a capacidade de mudar de perspectiva está cá dentro. E o importante é, quando estamos a atravessar uma fase assim, focar-nos na forma como nos levantamos (e não tanto na queda).

 

Talvez seja apenas a altura do ano, o efeito da mudança de hora, talvez seja apenas uma TPM ou o cansaço acumulado e a antevisão das nossas férias que estão quase aí. Talvez, amanhã quando acordar e retomar a vida normal, eu já nem me lembro que tinha um nó no meu peito e o coração acelerado. Talvez seja apenas o reflexo do instinto humano de querer apressar o que não é para ser apressado. Talvez seja o ascendente e a lua a terem efeitos no meu signo. Ou, talvez, seja apenas a falta de um chocolate de leite com avelãs ou amêndoas tostadas… Talvez! O importante é não adiar mais e contrariar este ciclo!

 

Os (meus) erros de principiante | Diário de um Peixe #5

13.11.18 | Vera Dias Pinheiro

os erros que podemos cometer com os peixes de estimação

 

Seria incorrecto da minha parte se vos dissesse que para ter este aquário bonito em casa bastam três coisas essenciais: não esquecer de dar comida, ver o nível da água salgada todos os dias e fazer as trocas parciais de água salgada uma vez por semana. Aliás, na teoria é realmente apenas isto. Sem qualquer dificuldade até para a pessoa mais amadora, como eu, e que só quer ter um aquário pelo lado divertido.

 

Estou há sensivelmente quatro meses com os peixes em casa e, se aquilo que mais me perturbava eram as ausências com as férias, foi ainda antes disso que se deu a minha primeira preocupação a sério. Na véspera de irmos para fora, encontro o camarão falecido no aquário e tive ali ainda algum tempo até perceber que era real. Fiquei imediatamente inquieta, com medo de falhar. Mas, ao mesmo tempo, não estava a conseguir entender como era possível, uma vez que eu picava os itens todos, conforme a listinha que me tinham deixado. Afinal, onde estava o erro?

 

O erro é, de certa forma, olharmos para um aquário e não o encarar com a devida complexidade. Não perceber que estamos perante um ecossistema e que tudo, mesmo tudo, está ali dentro por um motivo. Até o camarão tinha uma função muito particular, os corais, as luzes, etc… Ou seja, entender que não é só para ser bonito, mas que existe um sentido e que quanto mais informados estivermos, melhor para todos.

 

Falando com os especialistas no assunto, percebi que o camarão estava bem, mas a água não. É essencial fazer as mudas de água “como manda a lei”, porque um pequeno deslize pode ser fatal – como foi! Alguns problemas com a água fizeram com que ficasse demasiado tóxica e o camarão, que na muda de casca fica mais sensível, não aguentou.

 

E, por isso, o meu conselho mantém-se: desloquem-se sempre a uma loja especializada. Estas lojas não se destinam apenas a aficionados e a vantagem é que vão estar sempre a falar com alguém que percebe tudo sobre o assunto e que será capaz de responder a todas as dúvidas até as mais insignificantes. Cabe-nos a nós saber onde nos queremos posicionar. No meu caso, eu não quero aumentar a complexidade do meu aquário. O meu objectivo é manter-me exactamente tal e qual como estou agora. Todavia, quero (e preciso, sem dúvida), mais informação, preciso de saber mais e de ser o melhor possível para este ecossistema.  

 

No meu caso, dirigi-me à loja especializada Aquaplante, em Benfica, e percebi de imediato que se tivesse lá ido mais cedo comprar comida, mais cedo teria descomplexado tudo. Porque resume-se apenas a isso: precisamos de comida ou de sal ou de outra coisa qualquer e é naqueles instantes que podemos antecipar ou resolver um problema.

 

A sensação de impotência e total desconhecimento perante alguma coisa, sobretudo, um ser vivo, não me deixa nada confortável. Não me senti nada bem com a morte do camarão e tive quase a desistir porque não queria lidar com mais nenhuma perda.

O sentimento de responsabilidade também existe aqui, é real e, se dúvidas houvessem, eu já perdi as minhas!

 

Portanto, em resumo:

O truque:

  • Ser consistente e metódico nas rotinas. Fazer as coisas certas no timing certo.

No meu caso: bastou-me não lavar o filtro na primeira semana para ter comprometido a eficiente limpeza do mesmo nas trocas parciais de água.

  • Não perder o entusiasmo quando algo não correr bem.

No meu caso: quis desistir nas primeiras dificuldades. Eu própria comecei a criar obstáculos.

  • Falar com quem tem mais experiência que nós, mesmo quando se trata apenas de um

No meu caso: já sei que tenho uma porta aberta naquela loja para me esclarecerem caso necessite de alguma coisa. Também sei que vão sempre indicar-me o melhor porque, no meu caso, eu não tenho qualquer referência. Eu espero que me seja dada a melhor informação e o melhor conselho.

  • Não se acomodarem: não ter preguiça e fazer mesmo tudo certinho, especialmente, após os primeiros dias.

No meu caso: talvez tenha havido um dia ou outro que tenha apenas dado comida, em vez de repor também a água salgada. Desvalorizei - assumo por completo - a questão das luzes. Aliás, não posso dizer que foi desvalorizar, foi desconhecer o tal impacto de “tudo no todo” e que existe uma função subjacente a cada tipo de luz e ao número de horas que estão ligadas.

 

peixe para animal de estimação

peixe para animal de estimação

Mas que este post não sirva para enfatizar erros, mas sim aprendizagens e valorizar que eu, amadora assumida no aquarofilismo, me atirei de cabeça para um aquário de água salgada, tenho a minha crew de peixinhos em franco crescimento e felizes no meio aquático onde estão. Ainda assim, falar desta experiência sem mencionar os aspectos menos positivos não era ser sincera.

 

E para quem quiser acompanhar esta aventura desde o início, podem ler também:

A chegada dos novos amigos | Diário de um Peixe #1

Porquê um Peixe para animal de estimação | Diário de um Peixe #2

Os primeiros tempos e a habituação | Diário de um Peixe #3

Os cuidados que os peixes exigem de nós | Diário de um Peixe #4

 

Reviver os almoços de família aos domingos com vista para Lisboa

12.11.18 | Vera Dias Pinheiro

almoço de domingo sheraton

O verão de S. Martinho trocou-nos as voltas ou não andasse o S. Pedro empenhado em nos alertar para o verdadeiro estado do nosso planeta. O fim-de-semana foi passado debaixo de chuva forte e nada convidativo a passeios. À partida, o cenário perfeito para ficar em casa, mas fechar duas crianças em casa, no pleno fulgor da sua tenra idade, pode não ser a melhor receita para desfrutar destes dias.

 

Assim, ainda bem que tinha reservado o domingo para conhecer o conceito dos Almoços de Domingo do restaurante Panorama no último andar do Hotel Sheraton Lisboa. E, convenhamos, o conforto de um hotel como o Sheraton torna qualquer saída, por pior que esteja o tempo, numa experiência que vale a pena.

restaurante Panorama, Hotel Sheraton

restaurante Panorama, Hotel Sheraton

Os Almoços de Domingo foram pensados para as famílias, por isso, não tenham receio em levar as vossas crianças independentemente da idade. O conceito é, no fundo, permitir às famílias desfrutar de um brunch sem terem que se levantar dos seus lugares. Existe um menu para os adultos e outro pensado para os mais pequenos. Assim, tranquilamente, iniciam a vossa degustação com as entradas, passando aos pratos principais (um de carne e outro de peixe), finalizando com as sobremesas e café, chá, o que mais seja do vosso agrado. Além de tudo isto, o atendimento é altamente personalizado em cada mesa, o que torna a experiência única e com um serviço de altíssima qualidade.

 

No caso, os pratos do dia foram: Polvo à Lagareiro e Feijoada.

  • Fotografias em galeria:

 

Para as crianças, está pensado que um dos pratos principais possa ser confecionado por elas. Estou a falar da pizza, que, devo dizer, foi um grande sucesso com o Vicente, que acabou por preparar a dele e a da irmã, que não se quis meter nessas coisas…. A paciência do pizzaiolo César e a sua simpatia contribuem para que seja realmente uma coisa engraçada e divertida. A cozinha é aberta para a sala de refeições, o que permite uma maior interacção com os pais.

restaurante Panorama, Hotel Sheraton

Para além disso, podem contar a presença de uma animadora que entretém os vossos filhos com jogos de mesa, plasticinas e pinturas. Que, juntamente, com uma mesa de apoio, bem acessível aos mais pequenos, com sobremesas do seu agrado, o sucesso está garantido.

 

Na verdade, tudo isto nos permite desfrutar convenientemente de uma refeição em família. Com tempo para beber uma taça de vinho e contemplar a vista do restaurante-bar, Panorama, do topo do Sheraton, que, mesmo num dia cinzento e cheio de nuvens como o de ontem, tem um efeito relaxante. É, sem dúvida, uma vista privilegiada sobre a cidade de Lisboa.

 

Tenho falado com amigos e, a verdade é que é cada vez mais difícil encontrar locais onde se possa desfrutar de uma refeição em família de forma confortável, mas em que as crianças se sintam “integradas” e bem-recebidas. E que o preço que pagamos reflita a qualidade dos pratos, o espaço, o serviço e também o descanso de podermos reservar uma mesa e simplesmente estar. É difícil manter as crianças entretidas durante muito tempo no mesmo espaço, contudo ali conseguimos estar cerca de três horas, abrigados da chuva, desfrutar de um brunch e ter qualidade de tempo em família. Sendo que a família é recebida como um todo, crianças incluídas! 😊

welcome drink

Não sendo uma cliente muito assídua deste tipo de ofertas, refiro-me ao conceito hotel, começo a achar que poderá ser, sem dúvida, o escape perfeito para quem vive na cidade, actualmente muito massificada e onde começa a ser difícil encontrar um sítio para sair assim, em família (e amigos). Acho que é uma oferta que, neste momento, vem ao encontro das necessidades de pessoas como eu e vocês. Que acabam por preferir um pouco mais de qualidade, mesmo que fazendo menos vezes, e sentir que estão a pagar por algo de que realmente estão a usufruir em pleno.

 

Caso tenham ficado interessados, poderão consultar toda a informação sobre os Almoços de Domingo no restaurante Panorama do Hotel Sheraton, aqui.