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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

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Calendário do Advento | 25 Dias de Gratidão

30.11.18 | Vera Dias Pinheiro

calendário do advento da gratidão

 

E assim, num piscar de olhos, fechemos hoje o mês de novembro para dar as boas vindas ao mês que encerra mais um ano. Dezembro, um mês envolto por alguma nostalgia, mas, no qual também colocamos muitas expectativas. Queremos desfrutar de cada momento, queremos não esquecer de nenhum detalhe, queremos tudo e, nessa correria do “tudo”, muitas vezes, acabamos por não desfrutar dos momentos na sua plenitude e, quando damos por nós, estamos a acordar no dia 1 de janeiro do ano seguinte.

 

Nesta contagem decrescente, os dias passam ainda mais rápido. Acaba por ser sempre assim quando estamos a viver momentos que desejamos muito ou que são muito especiais. Acredito que temos praticamente a mesma sensação quando ansiamos pela chegada das férias de verão. Contudo, dezembro não é só mais um momento de festividades, de motivos para jantar fora muitas vezes, para reunir amigos e família. Dezembro encerra um ano e isso coloca-nos sempre em perspectiva, faz-nos pensar, fazer balanços, ainda que o tempo seja dividido entre a correria das compras de natal, do supermercado e dos mil preparativos. E, no meio disto tudo, creio que nos vamos esquecendo daqueles minutos a mais que podemos ficar a conversar, que podemos simplesmente estar com o outro. No fundo, numa espécie de troca. Ele nutre-me a mim e eu nutro o outro. As relações estreitam-se, o tempo ganha outro sentido e nós percebemos que o mais importante está ali, naquele momento cheio de tudo e ao mesmo tempo de nada… de nada que seja material.

 

Depois, também estamos muito habituados a ouvir alguém a queixar-se. A sensação que me dá, é que, para nos queixarmos basta uma coisa mínima, contudo, para agradecer tem que acontecer algo de realmente grandioso, para aí à escola de ganhar o Euromilhões. Estou certa ou estou errada?

 

Olha-se para o tema “gratidão” como se de uma complexa equação matemática se tratasse, quando, na verdade, é completamente o oposto. Será que que conseguimos entender que quanto mais nos queixarmos, maior será o negativismo à nossa volta e que, quanto mais agradecermos, mais coisas positivas vemos à nossa volta e mais coisas boas atraímos?

 

Não temos que ser coitadinhos, nem temos que esconder as coisas pelas quais nos sentimos felizes e gratos. É óptimo e o universo retribui em dobro!

 

Portanto, para este natal tive uma ideia diferente para o calendário do advento. Desta forma, em vez de vos dar ideias para actividades ou se encher estes dias até ao natal com mais “coisas”, quero desafiar-vos para uma Calendário de 25 de Gratidão. Assim, numa espécie de desafio de nos por a todos a pensar em 25 motivos, desde os mais banais a outros mais complexos, pelos quais afinal, nos sentimos gratos.

 

O que acham? Embarcam comigo nesta aventura até ao dia de natal? 😊

 

Calendário do Advento - 25 Dias de Gratidão

 

Dia 1. Por que cheiro se sente grato?

Dia 2. Por que habilidade está grato?

Dia 3. Por que memória está grato?

Dia 4. Por que local está grato em ter visitado?

Dia 5. Por que parte do seu corpo está grato?

Dia 6. Por que sentimento está grato?

Dia 7. Por que livro está grato por ter lido?

Dia 8. Por que férias está grato por ter vivido?

Dia 9. Por quem está grato em ter na sua vida?

Dia 10. Qual o presente que recebeu pelo que se sente mais grato?

Dia 11. Qual o momento mais marcante e grato da sua infância?

Dia 12. Qual foi o momento de hoje pelo qual se sente grato?

Dia 13. Qual prato que comeu que mais se sentiu grato?

Dia 14. Qual a tradição pela qual se sente grato?

Dia 15. Qual o som pelo qual se sente grato?

Dia 16. Qual a pequenina coisa que faz diariamente que o deixa grato?

Dia 17. Qual a expressão que o deixa grato?

Dia 18. Por que estação do ano se sente grato?

Dia 19. Qual o momento do desapego que sentiu gratidão?

Dia 20. Qual o momento da sua vida e situação de saúde que sentiu mais gratidão?

Dia 21. Se pudesses escolher uma praia, qual seria a sua praia de eleição e que sente gratidão?

Dia 22.  Qual a escolha que fez na vida em que sentiu mais grata?

Dia 23. Qual o colega de trabalho em que sentiu mais grato por conhecer?

Dia 24. Em vésperas de natal, qual o momento em que sente grata ao Universo?

Dia 25. Lembre-se... deve ser grato à vida. Hoje celebramos o nascimento de Jesus.

 

Vamos acompanhar este calendário do advento juntos? Eu vou dar o exemplo e partilhar com vocês cada um deles.

 

Entretanto, não posso deixar de agradecer a uma seguidora, a Celine Joana Veloso, com quem vou trocando algumas mensagens. Numa delas, contou-me que vai fazer um retiro de três dias em vésperas de natal e eu senti-me grata por aquela partilha – eu própria quero muito ter essa experiência. Aliás, foi, a partir daí, que a própria Celine acabou por contribuir com algumas ideias para este Calendário do Advento. Obrigada!

 

 

Os créditos da fotografia vão todos para a - the one and only - Sofia da Lovetography.

 

Quanto menos pensares nisso melhor... Da teoria à prática.

28.11.18 | Vera Dias Pinheiro

quanto menos pensares nisso melhor

 

Esta é daquelas teorias que tem toda a razão de ser, porém, na prática, é difícil - para caraças - de aplicar. Quando quis engravidar a segunda vez e percebi que não estávamos a conseguir, porque alguma coisa não estava a funcionar em mim, passei pela experiência de ser controlada por hormonas e calendários. E sabem que mais? É impossível, para alguém que tem tudo programado, que descontraia e que é, quando menos esperar, que vai engravidar.

 

A seguir, quando os filhos nascem e passamos pelas (diferentes) fases, a de privação do sono, a das cólicas, a do choro, a das birras e, por aí, em diante, ouvimos de imediato que vamos ter saudades e que o tempo passa rápido demais. É verdade! Porém, sabem que mais? Não é por isso que deixa de custar, não é isso que alivia o nosso stress ou que retira o nosso cansaço. E acreditem que, do primeiro para o segundo, eu já esqueci as coisas menos boas, mas continuo a viver intensamente as diferentes fases com a Laura.

 

Aliás, perante as birras da Laura e calma do Vicente, até me custa acreditar que um dia foi ele que esteve naquele lugar. Que um dia, ele também me tirou o sono, teve crises de cólicas, berrava viagens de carro inteiras e também nas de avião. Compreendo (agora) perfeitamente quando se diz que, a grande maioria das mães, só fala nas coisas boas da maternidade. Afinal, são as coisas boas que permanecem, a nossa memória faz o seu processo selectivo (e bem).

 

Contudo, quando vem o segundo, terceiro… filhos a história repete-se. Sabemos que as noites sem dormir são uma fase, mas não é por isso que não custa ou que ajuda a passar as noites em claro. Um segundo filho é um totoloto e mostra-nos o quão vulnerável somos no nosso papel de mães e de pais. A experiência vai mudando de filho para filho, o que resulta com um não resulta com o outro e a forma como damos a volta também.     

 

A única coisa que não muda é a nossa capacidade de pais de aguentar e de continuar a tentar até acertar. Todos os dias acreditamos que vai ser melhor. Cada dia representa uma nova oportunidade e nós, que nos tornamos crentes, acreditamos que pode ser diferente. Acreditamos que naquela manhã não vão haver birras para vestir ou lavar os dentes. Acreditamos que, no final do dia, não vai ser preciso implorar para que tomem banho ou para que comam o jantar. Respiramos fundo, enquanto carregamos os casacos, as mochilas, os sacos das compras e o que mais houver para carregar. Contamos várias vezes até 20 ou 30 para aguentar sem explodir em determinadas alturas. Afinal, nós sabemos que é uma fase, como tantas outras, e que eles são apenas crianças. 

 

O que também não muda é o amor infinito por cada um como se fosse filho único. O que não muda é a vontade de lhes querer dar o mundo e de recomeçar sempre com amor, esquecendo tudo o resto. Ser mãe tornou-me resiliente e mais descentrada de mim mesma. O meu dia é gerido em função desse papel e do tempo que lhes dedico e da forma como a nossa família fez as suas escolhas.

 

Não espero que, quando for velhinha, retribuam ou que fique alguma espécie de dívida. São escolhas, que acreditamos beneficiá-los e contribuir para a atenção que lhe queremos dar. São as escolhas que cada família pode fazer, porque todas se esforçam diariamente por dar o seu melhor por os filhos mudam a nossa vida e obrigam-nos a crescer. Os filhos mudam-nos as prioridades e retiram-nos o medo de arriscar.

 

De certa forma é por eles e, através deles, que chegamos mais longe!

 

Ácido Hialurónico e Botox: amigos ou inimigos? | Entrevista Dra. Ana Silva Guerra

27.11.18 | Vera Dias Pinheiro

preenchimento de lábios com ácido hialurónico

 

  1. Ácido Hialurónico e Toxina Botulínica. O que são?

Dra. ASG: A toxina botulínica, mais conhecida por botox, é uma proteína purificada e altamente compatível connosco que, usada na dose certa, serve para relaxar (eu não gosto de dizer paralisar os músculos). Eu gosto de usar a toxina botulínica como um preventivo do envelhecimento e não tanto como um tratamento. Desta forma, vai evitar que as rugas se instalem de uma maneira tão intensa no rosto.

E não devemos ter receio, pois a dose é segura, o procedimento é bastante simples e os resultados são temporários. Aliás, nada do que fazemos na face deve ser permanente. O que eu recomendo, inclusivamente numa primeira vez, é usar uma dose reduzida para a pessoa se habituar, vermos como o organismo reage e depois então passar a dose plena, mas já sabendo com o que contamos.

Convém referir que a metabolização dessa proteína nos organismos pode acontecer de forma diferente nos indivíduos. Vai depender da toma de fármacos, do estilo de vida, da própria mímica da pessoa, etc. isso tudo vai fazer com que exista alguma variabilidade.

O ácido hialurónico é uma substância que já existe no nosso corpo. Existe na pele, nos tendões, no olho, nos nossos órgãos e sistemas, existe tanto no reino animal como vegetal, portanto não é nada de estranho ao nosso organismo. Contudo, vamos perdendo na pele o ácido hialurónico com a idade. Logo, injectar ácido hialurónico no nosso rosto só vai permitir atrasar de novo esse processo de envelhecimento, recuperando um pouco a hidratação e a luminosidade que vamos inevitavelmente perdendo.

dra Ana Silva Guerra, cirurgiã plástica

A minha ligação ao meu hospital de S. José acho que muda radicalmente a minha maneira de agir. Faz toda a diferença, pois uma coisa é ver pessoas doentes mesmo e depois tenho esta parte. E acho que consigo fazer um equilíbrio. Aliás, sou eu mesma que peço para algumas pacientes terem calma. Os resultados chegam com o tempo, não estamos a lidar com algo que seja demasiado grave para a nossa saúde, por isso, vamos com calma.

 

  1. É possível, através destas técnicas, melhorar sem transformar? Porque não devemos ter medo deste tipo de tratamentos?

Dra. ASG: Eu não sou nada a favor da transformação. Acho que melhorar sempre, prevenir sempre, recuperar uma ou outra zona do rosto que, entretanto, se perdeu à medida que o tempo foi passando, mas não transformar. Devemos manter a nossa identidade acima de tudo. E isso é totalmente possível.

 

  1. Quais são os principais mitos em torno destes tratamentos?

Dra. ASG: A toxina botulínica, se for usada com rigor e moderação, não nos vai dar um ar estranho na testa nem fazer a pálpebra cair. E preciso analisar o rosto e perceber qual o tratamento mais adequado a cada pessoa. Mas, por exemplo, sabe onde é que usamos muito a toxina botulínica? Nas pessoas que sofrem de hiperidrose, naquelas pessoas que transpiram muito das mais e dos pés, isso não e nada estético e perturba muito a qualidade de vida. E é mais do que seguro utilizar.

A mesma coisa para o ácido, a preocupação com o vou injectar, vou reagir, o meu corpo não vai aceitar, totalmente compatível com o nosso organismo. Não ter nenhum tipo de reacção adversa. E mais uma vez repito, não devemos usar nada permanente no rosto. Se fizermos desta forma, vamos estar sempre a fazer bem.

Uma das coisas que mais assusta as minhas pacientes, por exemplo, é o preenchimento de lábios. Têm sempre muito receio de que fique demasiado ou exagerado. Nós conseguimos controlar perfeitamente a dose que usamos. É importante esclarecer que uma coisa é certa, no dia seguinte, vão estar inchadas. É um dia diferente, mas, daí em diante, as coisas melhoram. São as inerências do processo. O que importa ter conta, peso, medida e bom senso.

 

preenchimento de lábios com ácido hialurónico

 

  1. Qual a duração média (4 meses, 6 meses, 1 ano…)? É obrigatório repetir? E a nossa pele retrocede completamente após os componentes serem absorvidos?

Dra. ASG: Toxina Botulínica

Nós fazemos a toxina e o nosso músculo, por um período - que serão os 4, 5 meses - vai ficar clamo. As nossas rugas de repente vão deixar de ter um estímulo. As rugas não vão progredir. Passado esse período, eu não digo que voltemos à estaca zero. Mas voltamos um passo atrás aquilo que estávamos quando fizemos a toxina a primeira vez. Agora, se voltamos a fazer daí a 4 , 6 meses ou um ano, o importante é que só iremos estar a beneficiar com isso. O efeito cumulativo da toxina, a sua repercussão na pele vai ser sempre positiva.

Mas é natural que à medida que vamos fazendo, aumentemos o espaçamento entre os tratamentos. Só vamos travar o músculo em zonas muito específicas.

Ácido Hialurónico

Quem faz vai perceber que a sua pele, passado um ano imaginemos, tem uma consistência completamente diferente de uma pele que nunca levou ácido hialurónico. Porquê? Porque o ácido hialurónico vai funcionar como um potente hidratante das nossas células. Vai ser um estímulo para a nossa produção de colagénio, de fibroblastos. E isto é de facto o que acontece. Logo, fazermos ácido hialurónico, a medida que se vai degradando, aquela pele já recebeu mais colagénio, a pele está mais firme, mais luminosa e mais hidratada.

 

  1. A partir de quando é recomendado começar a pensar neste tipo de tratamentos?

Dra. ASG: Nós podemos fazer este tipo de tratamento não só no âmbito estético. Nós podemos fazê-lo também no âmbito reconstrutivo e aqui nós podemos não olhar tanto para a idade. Imaginemos, por exemplo, uma cicatriz, uma mordidela de um cão (como aconteceu comigo), um traumatismo na face que deixou uma depressão, entre outros casos, numa pessoa com 18 anos ou mesmo mais nova, se for o ácido hialurónico, não me choca nada a sua utilização.

Agora no âmbito da estética sim, faz sentido, que seja a partir dos 18 dos 21 anos, talvez, em que, à partida, temos um pouco mais de maturidade. Podemos trazer os pais, perceber o que se está a passar. Imaginemos uma jovem com cicatrizes de acne, nós podemos ajudar com ácido hialurónico. Não é preciso chegar aos 30 anos para resolver isso. Aliás, as exigências sociais são agora muito mais recentes e começam muito mais cedo. Existe é um certo receio e, sobretudo, desconhecimento.

Agora, o importante a reter é que, na utilização do botox e do ácido hialurónico, a intenção é sempre prevenir e melhorar. É evitar degradação, não tanto causar algum tipo de transformação.

Mas o que é que acontece, é que quanto mais envelhecemos, maior será depois a dose necessária a injectar e daí ver-se muitos casos de rostos completamente alterados. E cabe aos profissionais saber dosear e ter igualmente a capacidade de dizer chega.  

 

  1. Uso da cânula versus agulha:

Dra. ASG: As duas têm lugar no rejuvenescimento facial. O que acontece é o seguinte: em zona profundas e em zonas mais sensíveis, nós trabalhamos muito bem com a cânula. E qual é a diferença? A cânula e romba não pica, podemos caminhar pelos nossos tecidos abaixo da pele, podemos espalhar o nosso produto com muito mais tranquilidade e sem dor. E sem tanto risco de hematomas.

A agulha nós usamos para as rugas mais finas, pois é muito mais prático. Assim como o contorno do lábio, nós podemos conciliar as duas.

 

  1. São tratamentos estéticos exclusivos (ou não) a uma determinada classe sócio-económica?

Dra. ASG: De todo. Existe forma de tornar estes tratamentos mais acessíveis e porquê? Sabemos que, muitas mulheres decidem e gastam, algum dinheiro em cremes que considerem que são úteis e são bons, mas que não passam de uma camada mais superficial da nossa pele. De facto, os cremes são úteis e é necessário hidratar a pele, contudo, acho que com uma gestão de recursos e de orçamento diferente. Ou seja, poupar um pouco nos cremes e juntar para realizar este tipo de tratamentos. Não tem que ser tudo de uma vez, mas não há que ter pressa. Não se trata de uma corrida contra o tempo. Mas vamos investindo na nossa pele de maneira diferente e com a garantia de que o resultado vai ser sempre bom.

 

equipa clínica dra. ana silva guerra

 

A quem interessar, a minha experiência com o preenchimento de lábios na Clínica Ana Silva Guerra para ler (ou reler) em: Corrigir o rosto sem o transformar | O meu antes e depois.

 

E, desta forma, espero ter contribuído para desmistificar um pouco o assunto. A minha experiência tem sido bastante positiva. Mas, tal como a Dra. Ana Silva Guerra referiu nesta entrevista, tudo com peso e medida e, acima de tudo, sem pressas. Contudo, são, sem dúvida, dois aliados na minha prevenção do envelhecimento.


Por fim, quero, obviamente, agradecer a disponibilidade da Dra. Ana - e de toda a equipa - em dispor do seu tempo para poder responder a estas questões.

 

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Contactos Clínica Ana Silva Guerra

Rua Oliveira Martins, nº 1C
1000-210 Lisboa
Tel.: +351 21 132 61 49
Telm.: +351 91 887 65 53
E-mail: geral@anasilvaguerra.com

Neste Natal, ofereçam experiências | O meu guia para compras!

26.11.18 | Vera Dias Pinheiro

presentes didácticos para crianças

 

Esta semana, o Vicente desenhou um tablet na escola. Numa folha em branco, desenhou aquilo que para ele é um tablet, como o do pai, e, ao longo dos dias, anda religiosamente com a folha para todo o lado. Naquele tablet tem visto de tudo, mas especialmente futebol. Chama a irmã para junto dele e, juntos, assistem a episódios espectaculares da Patrulha Pata Marinha. O telefone avariado que eles usam para brincar, é um smartphone com acesso ao Youtube e que lhes mostra tudo o que eles querem ver, incluindo a repetição dos golos do jogo do FCP.

 

Naturalmente que eu não quero que nada falte aos meus filhos e que eles, como já partilhei num outro post, são meninos de sorte (e que aprendam, ao longo da vida, a dar valor e a tirar o melhor partido disso). E chegados a esta altura do ano, seja pelos seus amigos, pelas actividades na escola, pela própria sociedade que está assim orientada, o apelo aos brinquedos é grande.

 

Aliás, eu lembro-me de ser criança e vibrar com os anúncios de natal. Adorava ver os brinquedos mais espectaculares do universo, as bonecas que faziam tudo e mais alguma coisa, e, claro, também tentava a minha sorte com os meus pais. Mas, embora eles tenham cedido muito poucas vezes, em brinquedos que daí a pouco tempo ficariam num canto, hoje vejo que as minhas brincadeiras, com as quais tinha que puxar pela imaginação, para recriar a casa da Barbie, o carro e as roupas fantásticas, abriu-me um horizonte infinito de possibilidades. Afinal, eu podia fazer o que eu quisesse, podia transformar quantas vezes me apetecesse.

 

E com tudo isto, dou por mim a pensar que, acima de tudo, o mais importante é que os pais percebam de que forma os brinquedos, que oferecem aos seus filhos, contribuem positivamente para o desenvolvimento das suas habilidades. Por exemplo, se têm um filho aventureiro, que gosta de actividades ao ar livre, se é mais científico e gosta de fazer experiências, se é mais criativo e engenhocas e gosta de fazer construções, se adora livros, se tem fascínio pelo mundo encantado das bonecas… Ninguém, melhor dos que nós, conhecerá os nossos filhos e saberá quais as coisas que melhor que adaptam.

 

Eu faço muito isso, e oriento os presentes junto da família mais próxima. O ter só por ter, não acrescenta nada de novo e o entusiasmo de abrir os presentes passa daí a muito pouco tempo.

 

Com dois filhos, um menino e uma menina, ainda com alguma proximidade nas idades, a verdade é que não existe uma separação entre o que é da Laura e o que é do Vicente. Há brinquedos e eles brincam com o que têm. Na escola da Laura, inclusivamente, já notaram isso. Notam que ela não tem uma preferência pelas casinha das bonecas e que se entusiasma com bolas e outros tipos de brincadeiras com os meninos.

 

Acho que este é o melhor caminho para a igualdade na sociedade e respeito do género.

 

E foi com este mind-set que eu fui ao Jumbo em Alfragide – sem crianças – e andei pelos corredores dos brinquedos para ver a oferta. A primeira coisa que me despertou a atenção foi a separação por secções precisamente de interesses. “Faz como os crescidos”, “Cria as tuas histórias”, “Tu consegues” e “Constrói o teu mundo”, são algumas das secções que encontram por lá. Para além disso, o Jumbo criou uma nova marca própria de brinquedos – ONE TWO FUN – cuja imagem é precisamente muito clean, muito homogénea, sendo o seu objectivo o de precisamente ir ao encontro dos interesses das crianças nas diferentes fases da sua vida.

 

Outra coisa boa que o Jumbo preparou para nós, pais, foi a APP Jumbo Kids, disponível para Android e IOS, que vos permite, na companhia dos vossos filhos, ver toda a oferta de uma forma interactiva e dinâmica, sem terem que os levar para a confusão do supermercado. As compras fazem online e, assim, também se poupam às horas passadas nas filas e na confusão para encontrar os brinquedos que querem.

app jumbo kids, compras online

 

A APP Jumbo Kids apresenta três funcionalidades distintas: catálogo interactivo; jogo; Photocall.

E, basicamente, funciona da seguinte forma:

  1. Descarregam a aplicação para o vosso smartphone;
  2. Para o Jogo - Atira Bolas de Neve - registam o nome da criança e a idade, pois é com base nisso que o “nível” de dificuldade será definido;
  3. Podem usar a APP de duas formas: em loja e em casa.

Em loja, tem uma experiência com a realidade aumentada e podem tirar fotografias inclusivamente muito engraçadas. É o Photocall.

 

Em casa, podem ver o catálogo de brinquedos do Jumbo numa experiência a 3 dimensões. Ou seja, nos brinquedos assinalados, colocam o telemóvel por cima e conseguem ver tudo o que ele faz. É muito giro e divertido. Acho que eles acabam por se divertir mais nesta parte do que propriamente nos pedidos a seguir.

Assistam ao vídeo:

 

 

 

 

No catálogo é possível fazer igualmente a lista de presentes a enviar "ao pai natal". São mais de 2 000 referências disponíveis para encomenda no jumbo.pt (esta é a página https://www.jumbo.pt/Frontoffice/brinquedos_e_videojogos).

  1. Por fim, há uma parte de contos de natal.

 

A aplicação é bastante intuitiva e user friendly. Achei uma ideia muito interessante e que junta pais e filhos nesta árdua tarefa que é escrever a carta ao pai natal.

 

E, pronto, estas são as dicas e as únicas sugestões de natal que vos irei dar. Um pouco num apelo ao consumo consciente e a contribuirmos para que os nossos filhos estimulem capacidades, descobram skills e que que superem. E, no final, que em família se passem bons momentos, pois o mais importante é mesmo isso.

 

 

 

E estas foram as minhas escolhas para a Laura e o Vicente. Para a Laura escolhi a Botique das Bonecas, da secção "Cria as tuas histórias" e, para o Vicente, este género de supermercado da secção "Faz como os crescidos". Ambos são brinquedos da marca One Two Fun. Mas, na verdade, aquilo que eu fiz foi pensar em actividades que promovam as brincadeiras em conjunto e em família. O meu objectivo é, a curto prazo, ter um espaço de brincadeiras multifacetado, com áreas e, no fundo, que seja a base para eles usaram a sua imaginação e criatividade.

 

Obrigada ao Jumbo por estes presentes. Foram escolhidos à nossa medida! 

 

*Este conteúdo é um exclusivo para Auchan.

Giveaway Epson Ecotank | Ter fotografias dos nossos filhos nunca foi tão fácil!

25.11.18 | Vera Dias Pinheiro

impressora sem tinteiros epson ecotank

 

Ter uma impressora em casa é daquelas coisas que acaba por dar sempre jeito. Podemos não usar com muita regularidade, mas, mais cedo ou mais tarde, damos por nós a sentir que algumas tarefas eram mais simplificadas tendo a nossa própria impressora.

 

Seja para imprimir os bilhetes de avião, documentos para assinar, os recibos verdes, convites de aniversário, decoração para festas, horários da escola e, claro, fotografias…

 

Contudo, quem nunca se viu enrascada com a sua impressora no momento em que precisava mesmo de um documento impresso, por falta de toner nos tinteiros?!  Pois é, é quase como a lei de Murphy. Para não falar da questão da reciclagem dos tinteiros vazios. E, para além disso, admito que o excesso de cabos e fios e o trabalho que dava montar tudo na hora, eram um pouco desmotivantes…

 

Portanto, desde há muito, muito tempo, que eu não tinha uma impressora em casa, mas sentia cada vez mais necessidade. Ter filhos pequenos, gostar de certos DIY e devido ao meu trabalho, dava-me jeito ter ali à mão uma impressora. Assim e sem qualquer compromisso andávamos atentos aos folhetos, às promoções e também às inovações que iam surgindo. E das duas uma, podíamos comprar uma impressora básica que dava para o gasto, mesmo com todos os aspectos negativos que mencionei acima ou, podíamos realmente fazer um investimento que valesse a pena e que facilitasse as nossas necessidades em vez de as complicar.

 

A Epson, essa marca que, para mim e acredito que para muitas de vós, é também uma referência de qualidade neste tipo de equipamentos, apresentou-me a sua nova gama de impressoras Ecotank. Basicamente são impressoras que funcionam com jatos de tinta e com uma tecnologia de impressão sem tinteiros. E o aspecto bastante positivo para nós, utilizadores, é a poupança e eficiência, pois o sistema de tanques de tinta equivale a certa de 94 tinteiros tradicionais. E, por conseguinte, torna-se também muito mais ecológica.

 

Quando a impressora chegou cá a casa, deixei ficar fechada ainda durante algum tempo, queria fazê-lo com a ajuda do meu marido. Receava alguma complexidade, mas sem motivo. As instruções e a própria impressora são bastante intuitivas e o abastecimento dos tanques é super simples. Os tubos encaixam na perfeição em cada tanque. Só temos que fazer corresponder cada tubo no respectivo tanque e deixar encher até ao limite máximo.

 

 

Obviamente que ainda não tenho feedback relativamente a este novo sistema Ecotank, mas a expressão do meu marido foi “isto é uma coisa espectacular”.

 

Outra coisa que é igualmente “espectacular” é o facto de funcionar através de wi-fi, logo não é necessário cabo de USB a ligar o vosso computador à impressora. Mas não fica por aqui, podem ainda imprimir directamente do vosso smartphone e/ou tablets – através do Airprint (no caso da Apple, mas também funciona com outros OS). E isso, claro, que já testamos com uma das mais fotografias da Laura e do Vicente, que adoramos.

 

impressora sem tinteiros epson ecotank

 

 

A qualidade da impressão é impecável, mas isso eu já esperava. Quando nos estávamos a preparar para fazer a instalação, apercebemo-nos de que o nosso computador não tinha entrada para CD/DVD, contudo bastou descarregar o driver de instalação da internet para contornar o problema.

 

impressora sem tinteiros epson ecotank

 

 

E depois desta explicação toda acerca deste equipamento, creio ter encontrado a melhor forma de terminar este post que é oferecendo uma igualzinha à minha a um de vós.

 

impressora sem tinteiros epson ecotank

 

 

O passatempo para se habilitarem a ganhar uma impressora Epson Ecotank modelo 2750 está a decorrer na minha página de Instagram e para lá que vos encaminho agora: PARTICIPAR NO PASSATEMPO.

 

Nota:

Na embalagem, para além da impressora, os manuais e o CD de instalação, vêm igualmente os tubos de tinta (equivalentes até três anos de utilização).

PVP no site da Epson de 364,89€.

 

 

Participem! Partilhem! E Boa Sorte!!!

 

Apressem-se a participar, pois ainda vai chegar a tempo para dar uma ajuda na preparação da quadra natalícia.

 

 

Ser a minha prioridade | Se nós não merecermos, mais ninguém merece!

22.11.18 | Vera Dias Pinheiro

spa hotel sheraton lisboa

Ontem passei a manhã no Sheraton Lisboa Hotel & Spa. Já lá tinha estado, em família, a almoçar (e que bom que foi, deveriam mesmo experimentar), mas desta vez fui com a missão de ter uma manhã para mim. Fui directa para o Spirito Spa, comecei pelo ginásio e terminei com uma massagem magnífica completa ao corpo.

 

E, no meio disto tudo, dei por mim a pensar várias coisas. Uma delas, foi logo que, este início de outono-inverno faz-se sempre acompanhar de alguma resistência em mantermos certas rotinas. Para já, e falando por mim, começo logo por beber menos água, depois sentimo-nos mais cansadas (ou deprimidas) e com mais preguiça para ir ao ginásio. E se, por um lado, as rotinas são boas, pois são elas que nos motivam diariamente a cumprir os nossos objectivos. Por outro, fazer todos os dias a mesma coisa, na mesma ordem, pode contribuir para nos aborrecer e desmotivar um pouco mais.

 

Depois, o meu pensamento foi para a vida que levamos o ano inteiro. Uma correria, criamos as rotinas precisamente para mantermos alguma organização, mas nem sempre desfrutamos dos momentos como deveríamos. E, para além disso, ficamos muito abalados com o efeito negativo que algumas coisas têm em nós, ficamos até frustrados, quando na verdade, o melhor caminho é aceitar que há coisas e pessoas que simplesmente não estão na nossa mão mudar.

 

Por exemplo, eu não posso mudar as viagens constantes do meu marido e nem os horários, também não o posso culpar, pois a verdade é que temos o melhor compromisso familiar que podíamos ter nesta fase. Também não controlo a decisão dos outros no que toca ao trabalho, nem sempre as coisas correm como esperamos, outras vezes ouvimos aquele não que nos custou a digerir. Da mesma forma, que tudo o que os meus filhos fazem faz parte da idade de cada um e ainda bem que o fazem. As birras fazem parte, as guerras entre irmãos também, alguma desobediência também, as energias inesgotáveis quando deveriam estar a acalmar, igualmente. Enfim… há uma série de coisas com as quais lido diariamente que eu não posso mudar.

 

A única coisa que está nas minhas mãos é alterar a forma como eu lido com tudo isso no meu dia-a-dia. A forma como me sinto interfere directamente na maneiro como me relaciono com os outros, com a forma como eu interpreto um e-mail ou um telefonema, como lido com as birras e com todo o trabalho que a casa de uma família, como qualquer outra, exige.

massagem de relaxamento spa hotel sheraton

E para isso, a solução (a única) passa por me nutrir! Nutrir! Nutrir! Nutrir! Alimentar o meu corpo com tudo o que ele precisa para estar equilibrado, para que eu me sinta segura de mim mesma, para me sinta com energia e que a saiba canalizar na direcção certa. Momentos menos bons, todos temos. Ainda há pouco tempo, dei por mim, uma semana sem ter ido ao ginásio, apenas porque não consegui vencer as minhas desculpas.

 

Mas como digo, o foco tem que estar na forma como damos a volta, como tornamos uma situação menos boa numa oportunidade, na forma como, já nos conhecendo bem, sabemos o que devemos fazer para mudar o chip antes que seja tarde demais. E contrariar a ideia de cuidar de nós e nos mimar é um luxo. Não pode ser!!!! Tem que ser algo que entra na gestão das nossas prioridades.

 

Para mim, por exemplo, faz mais sentido, nesta fase, investir nestes mimos do que propriamente em compras de roupa ou fazer muitas refeições fora de casa. Já houve alturas em que não foi assim.

 

E são os Hotéis que, muitas vezes, nos oferecem o tal full-treatment, com a qualidade que apreciamos e correspondendo exactamente às nossas necessidades. Talvez, pagando um pouco mais, porém com a certeza que o investimento tem um efeito mais duradouro em nós. O  Spirito Spa, tal como o restaurante Panorama, está aberto a todos, hóspedes e não hospedes. O Spa tem a grande vantagem de ter muitas janelas e assim não nos sentimos fechados, temos sempre uma vista para o ar livre, plantas. O efeito é realmente muito relaxante em todo o lado, inclusivamente no ginásio, que pode ser a parte de maior esforço por assim dizer.

 

 

E eu ia com pouco à vontade, admito. Fui com a ideia errada de que seria demasiado formal ou impessoal e que, a seguir a massagem, viria a correr para casa. Mas foi precisamente o oposto e arrependi-me por não ter levado tudo o que precisava para sair de lá completamente arranjada. Senti-me super bem no ginásio, fiz o meu treino completo, tomei um duche antes da massagem, que foi maravilhosa, e depois tive mesmo vontade de continuar ali, tomar o meu banho – aliás, consegui fazer praticamente tudo com os produtos que estão à nossa disposição. Só não estive na parte da sauna, jacuzzi, porque queria mesmo usar o ginásio.

 

E isto não foi um luxo, foi a forma de me preparar para mais estes dias a três, nesta fase tão absorvente do pai e que estamos um pouco mais por nossa conta. Em que me sinto cansada fisicamente, porque esta fase da Laura é complicada, ainda quer colo e precisa de ajuda para tudo, contudo já tem uns bons quilinhos. Os finais do dia são sempre intensos, fora quando não há uma noite com surpresas. Esta foi a maneira que eu encontrei de estar bem para o Vicente e a Laura – todavia, acima de tudo, para mim - que inevitavelmente ficam mais vulneráveis quando o pai não está.

 

Se calhar é apenas um efeito da idade, mas agora sinto que é nestas coisas que as minhas prioridades estão orientadas. Na forma como cuido de mim, de dentro para fora. Se me preocupam as rugas, procuro cuidar dessa parte mais a sério; se estou stressada e naquele limiar da ruptura, procuro um refúgio onde eu seja a prioridade; como vou ao ginásio por saber que contribui para me sentir bem a todos os níveis, etc… E quando tudo aquilo que eu já faço habitualmente não está a resultar, procuro algo de diferente!

 

No fundo, trata-se de cuidar de mim, como eu cuido diariamente dos outros. Nada de mais lógico, não é?... Deveria ser…

 

 

Informações úteis.

Nesta altura do ano, podem passar um dia no Spa do Hotel Sheraton, por um valor de 35 euros, tendo acesso a todas as facilidades (piscina, jacuzzi, sauna, ginásio, etc...). Se optarem por um tratamento de Spa, pagam apenas o valor do mesmo, que já inclui o acesso às facilidades. 

 

Não foram de pijama para a escola, mas o importante está lá!

20.11.18 | Vera Dias Pinheiro

Dia do Pijama

 

Não sou a mãe que enche os filhos de roupas da moda, que lhes dá os presentes topo de gama ou que vira o mundo do avesso para satisfazer os seus desejos. Mas sou a mãe que incentiva as actividades ao ar livre, que viaja menos para poder levar sempre os filhos, que quer que tenham as melhores festas de aniversário de sempre e por aí a fora. E sei que sou a mãe que os tem como prioridade, como tal, sei que os poupo as muitas coisas e que têm muitos benefícios por isso.

 

Contudo, não sou mais nem menos que outras mães. O tempo de qualidade é algo que se constrói e, na maioria das vezes, não é preciso muito tempo. Basta que seja bem aproveitado. Basta que o tempo que tenhamos para passar com eles seja vivido a full-time.

 

E os meus filhos têm, ao mesmo tempo, muita sorte. São crianças que recebem alguns presentes de marcas, são os primeiros a ver muitos espectáculos e a ter acesso as várias experiências. É uma sorte excepcional e foi muito por causa disso que, há três anos atrás, decidimos trocar os presentes de natal por viagens. E se fosse a pensar no que gastamos financeiramente, é bastante mais dispendioso financeiramente. Contudo, a balança pende mais para o outro lado, o lado das coisas que ganhamos e que dinheiro algum pode comprar.

 

O tal tempo de qualidade com os pais, a full-time, a noção do tanto que há para descobrir, conhecer outras coisas e aprender a valorizar algo que tem muito de imaterial. As memórias que guardamos, as recordações que ficam e as experiências que temos.

 

E, pelo meio disto, tudo a gratidão, esse sentimento tão poderoso que é capaz de nos fazer mudar de percepção do mundo. O valor das coisas é algo que, nas crianças, é muito relativo e quanto mais têm, mais querem e mais fácil acham que é o acesso às coisas. Às vezes, torna-se muito frustrante o papel de pai e mãe, porque parece ser tudo insuficiente – mas será que é assim por terem demasiado?!

 

Contudo, também é verdade que não queremos que os nossos filhos sejam privados de nada e que hoje em dia há acesso a muito mais coisas, seja pelo poder económico, seja pelo desenvolvimento da sociedade. E se assim é, até será normal que naturalmente acabem por ter mais coisas, verdade?

 

Portanto, eu acho que a única forma é explicando precisamente a diferença entre os meninos e para isso não são precisos dias específicos. Não precisamos de esperar que chegue o Dia Nacional do Pijama ou o Natal ou outra ocasião qualquer. Resulta, a meu ver, muito melhor, quando certas coisas se tornam um hábito. Para o meu filho é certamente difícil compreender que possam existir crianças que não tem um lar ou que nem sequer vivem com os seus pais. O meu filho já observa e intriga-se, por exemplo, se vê um menino numa cadeira de rodas ou com alguma necessidade especial. Pode haver vocabulário que, para ele, seja ainda difícil de entender, mas seguramente que já tem percepção da diferença. E é por isso que eu faço questão de fazer com ele - e com a Laura - a separação de brinquedos e de roupas e explicar para quem vai. E a verdade é que já nem preciso de dizer, o próprio Vicente já me lembra quando há coisas com as quais já não brincam.

 

Para mim a questão não está propriamente no ter ou não ter, a questão está na mensagem que passamos ás crianças e de que forma eles encaram tudo isso. Eu não sei o dia de amanhã, o que eu sei é que hoje somos nós que podemos dar brinquedos e roupas e tantas outras coisas a amigos que precisem ou a instituições. Por isso, nada me faz mais sentido do que simplesmente dar!

 

No fundo, desejo que esta altura seja vivida mais em torno de experiências e não tão centrada no consumo. Ou, então, que o consumo seja orientado nas experiências dos mais pequenos.

 

Por fim, que não nos esqueçamos nunca que aquilo que as crianças mais procuram é a nossa atenção. E hoje, por exemplo, em véspera de mais uma viagem do pai, pedi-lhe que fosse ele a ir buscar o Vicente e a Laura à escola. E sei que, embora tenham saído um pouco mais tarde do que o habitual, que valeu totalmente a pena terem visto o pai de surpresa a entrar na sala deles.

 

Bom… e tudo isto porque apercebi-me que na escola do Vicente e da Laura não se assinalou o Dia do Pijama!

 

Boa noite!

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