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Pele | Os cuidados de rosto que me faltavam para este outono

09.10.18 | Vera Dias Pinheiro

cuidados de rosto com Filorga

 

Há pouco tempo falei-vos dos novos produtos de cuidado de rosto que faziam parte da minha rotina, com os quais continuo a estar muito satisfeita. Porém, sabem igualmente que a cosmética é mesmo uma área que me fascina, não tanto pela prática, mas pelo conhecimento (e desmistificar alguns mitos) em torno do que é possível fazermos pelo nosso envelhecimento saudável.

 

E, de facto, há um mundo por descobrir, há muita oferta, desde as mais naturais, hás mais químicas, mas acima de tudo, é possível ter uma pele bem cuidada desde que conhecemos bem o nosso estado de pele e saibamos escolher bem os produtos que usamos. Através do meu próprio caso pessoal, percebi que catalogar a minha pele por tipo é bastante limitativo e que há momentos da nossa vida que nos alteram por completo – culpa das hormonas!!! A minha primeira gravidez foi o início de todo este processo de mudança e de também de conhecimento e estudo desta área.

 

Foi em Bruxelas que comecei a usar os produtos da marca Filorga (e que passei muito tempo a conversar com as conselheiras nas Parafarmácias também), foi lá que conheci, igualmente, a marca Martiderm, por exemplo, e, assim, comecei a deixar de comprar produtos de perfumaria ou de supermercado para os cuidados de rosto. Foi uma importante mudança, porém, na altura, o foco ainda não estava no essencial: a limpeza! Só uma boa limpeza e preparação da pele permitirão que estes cremes fantásticos para os quais juntava dinheiro para comprar, teriam os resultados fantásticos que estavam comprovador em vários estudos e que faziam os meus olhos brilhar.

 

Mas, sem problema! Acabei por chegar até lá e ainda a tempo. Os 35 anos – caso não tenham começado mais cedo – são a altura fulcral para travar o envelhecimento da pele. E digo isto porque ainda tudo é possível, porque não precisam de nada drástico. Se bem que, eu aproveito para deixar claro que quando falo deste tema, o meu desejo não é envelhecer sem marcas. Contudo, confesso-vos, que é uma área na qual eu invisto o que posso para me manter bonita, para me olhar no espelho e sentir-me bem com a minha pele, sem precisar de todo o embelezamento da maquilhagem. É só isso! Prevenir, cuidar e retardar as rugas!

 

E para conhecermos a nossa pele não precisamos de começar por comprar os produtos, são muitas as marcas que fazem o aconselhamento gratuito em farmácias um pouco por todo o país. Uma conselheira, expert na marca em causa, naturalmente, mas, acima de tudo, apta a analisar a pele, a ajudar-vos a encontrar um caminho. Ela dar-vos-á um leque de opções e de informações que vos permitirão depois tomar as vossas decisões.

 

E aproveito, já agora, para esclarecer que:

  1. Não precisam ter todos os produtos de uma só marca;
  2. Devem variar os produtos e as marcas, porque a própria pele também se cansa;
  3. E com a certa informação, sabem quais os produtos certos em cada momento. E isso, faz com que acabem por investir de forma racional. Podem combinar produtos de marcas mais dispendiosas com outros de marcas mais acessíveis. Podem usar apenas uma determinada marca num momento específico da vossa pele, etc...
  4. O importante aqui é saber como fazer tudo isto e realmente encontrar os resultados que esperamos.

 

Portanto, fazer um aconselhamento com uma marca como a Filorga não significa que terão que sair da Farmácia com uma série de produtos adquiridos naquele momento. Nada disso, nem precisam de comprar nada, mas ficam com o mais importante: a informação para depois fazerem as vossas escolhas.

 

Eu, sempre que posso, estou presente nestas acções. Há sempre alguma coisa mais que fico a saber, para além de acabar por poder experimentar os produtos certos para mim. E foi assim que, ontem, estive na Farmácia Silveira Rosário, em Cascais, com a Filorga.

 

Satisfeita com a minha rotina actual, o meu objectivo era, por um lado, conhecer as novidades, os produtos da linha de maquilhagem FLASH-NUDE, e, por outro, encontrar uma solução para os olhos e para a noite que se mantinham as mesmas de há algum tempo.

 

A minha zona dos olhos é bastante delicada. Tenho a pele bastante fina o que faz com que facilmente aparecem vincos, que são agravados com a minha tendência para a desidratação – e atenção, a desidratação é um dos principais motivos para o envelhecimento da pele. Tenham atenção, porque não basta apenas ingerir mais água, sobretudo quando se trata de uma característica da nossa pele. E, depois, durante a noite, que é um período de regeneração da pele, gosto sempre de ter um cuidado mais específico.

 

Nestes dias de aconselhamento, todos os produtos da marca estão sempre com 20% de desconto. No caso, quem quiser, pode usar o código de desconto Filorga&Rosario e poderá usufruir deste desconto até ao dia 15 de outubro nesta farmácia. É de aproveitar, acreditem!

 

E, assim, aproveito para vos deixar na galeria os produtos que trouxe comigo ontem após a visita à Farmácia Silveira Rosário, em Cascais, e do aconselhamento com a Filorga:

 

 

1. C - RECOVER

É um tratamento intensivo que vou fazer agora após o verão. São três âmpolas, cada uma deve ser usada durante sete dias consecutivos e deve ser conservado no frigorífico. É um composto de vitamina C pura a 8%, que ilumina a tez, exerce uma ação anti-manchas e combate as rugas e rídulas. A vitamina C é um poderoso antioxidante, que promove a produção de colagénio e confere radiância à pele.

 

2. TIME - FILLER EYES 

Um "queridinho" da marca, já muito recomendado, porém eu ainda não tinha experimentado. Está indicado para hidratar a área do contorno de olhos, preencher as rugas e clarear as olheiras. E eu estou super curiosa para ver os resultados.

 

3. SLEEP AND PEEL creme de noite.

Foi a escolha para conjugar com o serum que faço actualmente da mesma marca e que é super completo. Assim, optei por um cuidado complementar, que farei duas vezes por semana. Trata-se de activador da renovação celular, contra o envelhecimento cutâneo precoce. Tem um efeito peeling progressivo e seguro, daí não ser de recomendado para uso diário. A pele fica mais macia, flexível, luminosa, lisa e o grão de pele é afinado.

 

4. FLASH-NUDE Powder, um pó invisível de dupla acção, imediata e duradoura, para subliminar e aperfeiçoar a pele. 

Para que uso? Embora não use base, continuo a usar correctores de olheiras e preciso mesmo de usar um pó translúcido precisamente para fixar e evitar que o corrector ficar "craquelado". E o que mais me impressionou foi o seu acabamento completamente imperceptível na pele. 

 

Obs: A vantagens destes produtos, seja para que finalidade for, é que possuem sempre componentes de tratamento que estão a cuidar da pele e a contribuir para uma pele bonita dia após dia. E, neste caso, estou a referir-me mais concretamente ao produtos da linha de maquilhagem.

 

Entretanto, estou a aguardar um lista com as próximas datas deste aconselhamento e locais. Fiquem atentas! 

 

Boa noite!

Como projecto na semana a energia que quero para os meus dias?

08.10.18 | Vera Dias Pinheiro

como organizar a semana

 

Passo grande parte do meu tempo aqui, a incentivar-vos de que devem começar a semana da forma como desejam que ela corra. Ou seja, que imprimam ao primeiro dia da semana, a segunda-feira, a energia que querem que seja predominante no balanço da semana.

 

No meu caso, tento não falhar uma segunda-feira no ginásio. Porque é algo que é importante para mim e que faz a diferença nos meus dias. Aliás, há muito de deixou de ser sinónimo de algo meramente físico. Por isso, é essa a rotina que eu preciso ao longo da semana. Preciso de sentir os efeitos de treinar no corpo e no estado de espírito - quem treina sabe do que estou a falar. Esse hábito ajuda-me a ter equilíbrio, ajuda-me a driblar o stress, a contornar as tristezas e a ser saudável de forma geral.

 

E, nesta fase de regresso às aulas, tem sido o corte essencial entre o stress da adaptação à escola. Esqueço imediatamente da forma como comecei o meu dia e preparada para tudo. Por isso, tem sido fundamental fazê-lo logo a seguir a deixá-los na escola.

 

 

Contudo, a necessidade de me sentir bem comigo mesma, de ter serenidade e plenitude na forma como encaro os meus dias e as diversas situações, faz com que, algumas vezes – ainda assim poucas, mas “cirúrgicas” – eu altere essa rotina, embora com o meu objectivo final.

 

Por exemplo, hoje senti necessidade de começar o meu dia em silêncio – e, por começar o dia, entenda-se, após despachar os filhos e deixa-los na escola. Hoje não fui a correr para o ginásio, mesmo sabendo que me iria sentir bem a seguir, e voltei para casa. Tomei o pequeno-almoço, como mereço, num silêncio que valorizo tanto com calma para ter tudo, à minha volta, organizado.

 

Não sei se vos acontece, mas quando eu não estou com os meus filhos, passei a ser uma pessoa que privilegia os momentos de silêncio, que tira partido do não falar, especialmente quando já sei que vem aí alguma conversa que pode gerar discussão. Aprecio muito mais a serenidade, o não ter que negociar, o não ter que perder a paciência, o não ter que levantar a voz e o não ter que repetir a mesma coisa uma milena de vezes. Já me bastam quando estou “ao serviço”.

 

Às vezes não sei se serei eu que virei maluquinha, mas “ouvir” o silêncio é um luxo nos dias de hoje. É apaziguador, sem darmos conta estamos a reflectir e a ponderar quais as conversas que valem a pena, se há motivo suficiente para nos aborrecermos e, no limite, acredito que estamos a ganhar qualidade de vida e anos de vida… 😊

 

Hoje voltei para casa, não fiz exercício físico, mas comecei a semana precisamente da forma como eu desejo que os restantes dias corram: em tranquilidade! Sobretudo, porque o pai vai de viagem e vamos ser apenas os três sem ajudas. E quando lá chegar, já amanhã, quero (e preciso) da energia para não faltar ao ginásio, porque isso vai ajudar-me a chegar ao fim do dia feliz comigo e, consequentemente, com os meus filhos.

 

Quero encher-me de amor e de serenidade para os adormecer, sem coisas negativas a assombrar-me a cabeça com aquele momento do dia. Preciso que eles estejam serenos para não acusarem a ausência do pai. Não há pior, para mim, do que saberem que o pai não está e chamarem por ele, chorarem por ele, só porque eu não estou a fazer o que eles querem. É desesperante aquele… “eu quero o pai” … “mas o pai…”

 

Temos sopa, temos comida feita e quando acabar, desenrascamo-nos. Se comeram o jantar, perfeito para eles e se não comeram, meus ricos filhos, vão ter que esperar pela hora do pequeno almoço do dia seguinte. Não vale a pena pedirem leite antes de dormir.

 

Agora têm dias em que se lembram de não jantar – estão cheios - e achar que a seguir é bar aberto à disposição e que o pequeno-almoço pode ser servido de madrugada…

 

Vou colocar o despertador mais alto, para não andar a correr de manhã e vou ser rigorosa em deixar tudo pronto de véspera. Se possível, com a roupa já negociada para evitar os dramas matinais.

 

Cheira-me a outono... e isso deixa-me igualmente feliz. E se tudo o que estive para aqui a dizer falhar, fica tudo bem na mesma, só custa um bocadinho mais.

 

Boa semana!

 

Até quando vão adormecer os vossos filhos?

07.10.18 | Vera Dias Pinheiro

adormecer os filhos

 

 

É, e não é, um assunto polémico. Na minha opinião, é demasiado pessoal e íntimo a cada família. Tem a ver com tantas particularidades de cada um, que, na minha opinião, julgar um pai ou uma mãe por tomar determinadas decisões, é totalmente injusto. Especialmente, sendo o sono um assunto tão importante e basilar para o equilíbrio de todos nós.

 

Por aqui, já tivemos diferentes fases, desde a mais privilegiada (e desejado) por todos, até aos momentos de privação do sono e, agora, parece que estamos reféns dos nossos filhos, a partir de, certa hora do dia. Por fase privilegiada entenda-se que tive um filho que bastava colocar na cama, aconchegar e que adormecia por ele. E foi sempre assim: adormecia cedo e havia tempo para tudo, para os pais, para as coisas do pais e era um importante equilíbrio de todos.

 

Depois, chegou a Laura e com a amamentação nocturna e a carência de sono, rendemo-nos ao co-sleeping como única alternativa para que se descansasse o mais possível durante a noite. Foi um ano de privação do sono, algo que eu não desejo a ninguém!!! Foi uma fase muito boa da maternidade, mas bati no fundo com a incapacidade de dar a volta a tantas noites seguidas (e acumuladas) sem dormir decentemente. Neste processo, o Vicente também mostrou a sua carência (de pai e mãe) e passou a exigir companhia para adormecer.

 

Assim, durante este período, pai e mãe adormeciam, cada um, com um filho, até ao dia seguinte. Não era sistema, especialmente com o fim da amamentação, com o quarto partilhado e a necessidade de se encontrar uma rotina de família que permitisse o tal equílibro.

 

A nova solução foi mudar a cama, permitindo adormecer os dois no mesmo quarto, do jeito que cada um queria e, na esperança, que se habituassem um ao outro. Uma parte estava resolvida. Contudo, continuou, e continua, a faltar uma outra muito importante: a do equilíbrio dos pais. É natural que ceda e adormeça os meus filhos, mas quando isso significa que, todos os dias, o pai ou mãe terminam os seus dias invariavelmente às 20h30, começa a faltar alguma coisa.

 

O Vicente adormece super-rápido, mas a Laura pode levar horas e, nessas horas, vamos perdendo a resistência e quando damos por nós, só acordamos com o despertador do dia seguinte. Para trás, ficaram coisas por fazer, seja da casa, seja da nossa vida, seja até do importante tempo para que o casal converse sobre as coisas do dia-a-dia. E os dias passam-se e vamos remoendo cada vez mais neste assunto e até deixando que uma certa contrariedade se instale.

 

Aguardei pacientemente pela entrada da Laura na escola. Queria ver como é que ela se adaptava à sesta, sem ninguém por perto ou em exclusivo para ela. É também uma das coisas mais complicadas e aquela que ela refere não gostar. O "mimir na escola” não é fixe. Porém, lá se vai habituando a adormecer sem a presença de alguém mesmo ali ao lado, pode acontecer que haja outro menino ou menina a chorar e ela tem que conseguir adormecer sozinha.

 

De certa forma, espero conseguir apanhar a onda e fazer com que, à noite, as coisas, a seu tempo, se vão alterando e que deixemos de sentir que vivemos numa espécie de prisão -é que, ao mesmo tempo, é injusto para eles. Mas, desde sempre, que foi importante haver esta separação, no sentido, em que seria possível desligar a ficha da maternidade a partir do momento em que deitássemos os filhos. Que fosse possível ligar outro chip e aproveitar o que resta daquele dia.

 

Não está a acontecer e isso foi algo que fragilizou a nossa família. De alguma forma interfere com o nosso bem-estar. Damos o nosso melhor, mas… percebem?

 

Com a entrada na escola e com, de alguma forma, uma maior maturidade por parte da Laura, quero, aos poucos, ir aproveitando a oportunidade para que percebem que está tudo bem e que não precisam dormir todas as noites com a mãe. Contudo, acho que é um momento tão importante que não consigo tê-los a chorar. Por isso, vai ser um processo lento, mas consistente, espero eu. Sem retrocessos e com muitos progressos. Fazer este “desmame” não é fácil, fazê-los compreender que não estão a ser abandonados também, até porque, quando aparecem na cama a meio da noite, são acolhidos sempre!

 

Entro e saio do quarto, levam mais tempo a adormecer os dois, sento-me na ponta da cama. E repito vezes sem conta este processo. Faço-me de forte, perco a paciência, respiro fundo, peço-lhes compreensão e tranquilizo-os de que continuam a ser os maiores amores da minha vida.

 

Todavia, se tiverem dicas, partilhem! Estariam a contribuir muito para o bem-estar desta família neste momento, que nos deixa a todos já reticentes e, pior, a ver quem é se escapa ao exilio naquela noite!

 

Obrigada!

 

 

O que fica do verão neste regresso às rotinas?

06.10.18 | Vera Dias Pinheiro

férias montegordo

 

O início de setembro e ainda outubro é sinónimo de recomeço, já todos sabemos disso. É igualmente sinónimo de algum entusiasmo com o regresso às rotinas, especialmente as escolares, se é que me entendem. Porém, existe igualmente uma certa nostalgia com o fim das férias grandes e com o aproximar dos dias mais curtos e mais frios do outono e inverno.

 

O verão é a altura do ano mais apetecível para os encontros, entre amigos e família, é quando nos importamos menos com as horas, é quando mais facilmente arranjamos pretextos para um convívio inesperado. E como bom português, esses convívios fazem-se, na maioria das vezes, em torno de uma mesa. Durante as férias de verão, é verdade, que aproveitamos muito mais para fazê-lo fora de casa e de preferência, numa agradável esplanada. No entanto, sei, por experiência própria que, com filhos pequenos, torna-se muito mais confortável fazê-lo em casa, mesmo com todo o trabalho que inevitavelmente isso implica. Porém, é dessa forma que os adultos conseguem ter mais momentos de conversas entre adultos sem serem interrompidos tantas vezes. As crianças estão num ambiente a partida seguro e brincadeiras não faltaram.

 

Já sabem que havendo necessidade de “oferecer” uma casa, eu sou das primeiras a disponibilizar a minha para esses encontros. O ideal era ter uma varanda – aquela que eu ando sempre a falar/sonhar por aqui – e juntar todos ao ar livre. Com alguns truques, mas especialmente sendo pratica, consigo dar conta do recado sem ter muito trabalho. A mesa poe-se num instante, os petiscos são a forma mais simples e agradável de compor a mesa e de acompanhar um copo de vinho, na cozinha é preciso algum sentido de organização e como se costuma dizer “ir fazendo e arrumando logo a seguir”. Isso e ter “bons amigos” não só em redor da mesa, mas também na cozinha que permitam limpar de forma eficaz e rápida o que se vai sujando.

 

E, não sendo eu pessoa de limpezas a fundo e demoradas, procuro os aliados que possibilitem essa organização e limpeza diárias sem comprometer a eficácia naturalmente. No topo das minhas preferências está o Removedor de Gordura Power, da UHU, que, como o nome indica, remove a gordura indesejada e que facilmente se acumula. Para além disso, deixa sempre aquele aspecto brilhante, limpo e perfumado do qual eu tanto gosto.

 

uhu removedor de gordura

 

 

E, tanto assim é que foi connosco de férias para a nossa “casa-hotel”, porque lá sim, havia uma varanda com uma mesa e muitas das nossas refeições foram feitas ali, ao ar livre e em conjunto com os amigos que estavam connosco de férias.

 

férias montegordo

 

férias montegordo

 

 

 

Se tiverem aliados que facilitem as vossas rotinas em casa, deixem nos comentários! É sempre bom ter uma “cábula” SOS à mão!

 

Alguns dos melhores momentos dos tantos que nos preenchem e enchem a nossa casa de amigos e família:

 

 

 

 Boa noite!

 

 

*Este post foi escrito com o apoio da marca UHU.

Experimentei o produto, gostei e, por aqui, só falamos das coisas que testamos e gostamos.

Preciso(amos) de mudar o chip! Renovar os dias, a casa e o armário!!!

04.10.18 | Vera Dias Pinheiro

outono e renovação

 

Vamos lá por partes…. Porque eu gostava de conseguir explicar-vos a forma como eu me relaciono com a passagem do tempo. A meu ver, um pouco ansiosa demais. Talvez haja um nome para esta síndrome, mas é como se sofresse já com antecipação com a passagem do tempo com o revés de achar que não tenho tempo para tudo o que preciso fazer.

 

Para além disso e sempre que existem decisões para tomar – sejam elas mais complexas ou mais banais, como por exemplo, decidir cortar o cabelo – eu sou aquele género de pessoa que não fica a aguardar pacientemente. Tenho que resolver de imediato, de preferência para ontem. Mesmo que a pressa se vira tantas vezes contra nós. Para estar bem, tinha que resolver logo todos os problemas, como se isso significasse chegar a um ponto de tranquilidade da minha vida. No fundo, ter uma vida banalíssima sem problemas e dificuldades que, de vez em quando, pairam em cima de nós e que nos tiram o sono.

 

Posto isto, tanto fico ansiosa pelo tempo que passa rápido demais, como pelo tempo que demora a passar quando é preciso resolver algo. Difícil isto, não é?!

 

 

Depois, permitam-me que seja franca com vocês. As escolhas que, aos olhos dos outros, parecem ser perfeitas, são, no fundo, escolhas. Escolhas que fazemos em detrimento de outras coisas.

 

A escolha de ser mãe presente e de trabalhar em casa, fazendo os meus horários, permitindo aos nossos filhos ter sempre proximidade com um dos progenitores e que a vida deles seja pautada pela presença constante da família, faz com que, no dia-a-dia, eu assuma outras tarefas menos glamourosas. Em casa, eu sou igualmente muito mais presente e, sim, refiro-me exactamente a coisas como a limpeza e a organização da casa, o cuidar da roupa (a parte que eu detesto, admito!), fazer de mim o ponto central a que todos recorrem para saber (e assegurar) os eventos das escolas, os dias das actividades, que as manhãs e os finais do dia sejam minhas.  

 

Se bem que eu rezo muito para que o pai chegue sempre a horas de pelo menos estar connosco para jantar e deitar para que a minha já falta de paciência não prejudique um momento do dia em que se requer mais calma e… muita paciência.

 

 

Também é certo que aterramos sem para-quedas na terrível fase dos dois, a caminho dos três anos, a juntar a uma fase ainda delicada de adaptação à creche da Laura. E já percebi que a minha filha é aquele tipo de criança que nos vai moer o juízo para conseguir sempre aquilo que quer. Ela recorrer a todas as armas que tem ao seu alcance para nos vencer pelo cansaço, nem que seja. As dores aqui e ali, o facto de não poder andar, aquela conversa matinal de que não gosta da escola, ou que não vai comer ou que só vai um pouco ou, então, que a mãe não a vai buscar!!! Over and over!!!!

 

 

E se a isto juntarmos a esperteza que ela tem para já apanhar certas conversas e saídas, próprias de quem começou a frequentar a escola e a conviver diariamente com outras crianças… temos uma menina ainda mais fresca do que já era e com a personalidade ainda mais vincado do que já tinha… Sem contar com as explosões pós-escola resultado do cansaço.

 

Sinto-me mal - nem sei bem porquê - em vos dizer que luto para não voltar para a cama depois de os deixar na escola. Tenho dias em que só tomo banho depois dele dormirem e em que passo o dia com a roupa de ginásio.

 

Imaginem, o que é que eu farei um dia inteiro em casa para não ter tempo para tomar banho, ou para não ter o jantar pronto a horas ou a cozinha arrumada.

 

No fundo, acho que luto para conseguir fazer alguma coisa por mim. Sei lá, há dias em que o que quero mesmo é deitar-me cedo; tento ir ao ginásio como rotina; quero ler, quero informar-me e pesquisar coisas novas sobre os temas com os quais trabalho; procuro ter horários (para os outros e para mim); tento, no fundo, contrariar o tal burnout seja profissional, seja social.

 

Quero não me preocupar tanto e quero não ser tão ansiosa. Não sei para onde irei, mas sei que comecei a viver quando sai da minha zona de conforto. Quando deixei uma vida segura e tive que me fazer a vida com contornos que eu, ainda hoje, não domino a cem por cento.

 

Com tudo isso, andei a braços com algumas dificuldades em termos de saúde, talvez tenha reprimido demais o meu baby blues e talvez, por isso, quando estou mais cansada luto para me manter activa mas não entrar na espiral que se vira contra mim.

 

Se acham que é fácil a vida dos outros, não se iludam. Todos temos as nossas pedras no caminho, não é mais fácil para ninguém. É uma luta interna para nos mantermos no foco. No caminho que escolhemos e que sabemos ser o melhor.

 

Quando fico sem escrever alguns dias é precisamente por tudo isto, por toda esta bola de neve ou ciclos (altos e baixos). Depois, há um grande entrega no que escrever. A maioria das vezes são o reflexo do que sinto, dos momentos e há momentos que nos sugam toa a energia.

 

Outras vezes, apetece-me apenas estar fora dos “holofotes”. Quero apenas a vida banalíssima e permitindo somente a entrega das tarefas que todos nós temos que fazer (vá.... uns mais do que outros eheheh). A meu favor tenho o facto de me sentir muito bem na minha casa. É, sem dúvida, aquilo que me dá alento, que me faz ficar na boa entre o fazer as camas, as máquinas de roupa para fazer (e estender), o responder a e-mails, ainda com a roupa do ginásio, trabalhar com o relógio sempre por perto e o correr para ir buscar os filhos à escola e voltar a fazer tudo em loop.

 

A minha casa é o meu porto seguro. Habituei-me à desarrumação, que não consigo dominar tanto quanto queria nesta fase; ao “vai-se fazendo”, dando preferência ao balanço em equilíbrio em vez de um sacrifico.

 

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Agora, por favor, que venha daí o outono. Muito a sério, já não aguento este calor. Preciso(amos) de mudar o chip, renovar os nossos dias, a nossa casa e o nosso armário!!!

 

Afinal, eu acho que está tudo interligado, e vocês?

 

Bom Dia!

Famílias em burnout e as resoluções de Outono

01.10.18 | Vera Dias Pinheiro

famílias em burnout

 

 

Uma em cada três pessoas sofre de burnout no trabalho, de acordo com um estudo recente que ouvi um destes dias na rádio. Fiquei a pensar naquilo, talvez porque seja um assunto ao qual seja mais sensível. Mas fiquei a pensar, para aquelas pessoas que passam a maior parte do dia em clima de tensão consigo mesmas, o que as espera verdadeiramente fora do trabalho?

 

Pensei igualmente na sociedade que se está a criar. Pensei nas pessoas que sofrem sozinhas, porque paralelamente assistimos ao fenómeno da Internet e das Redes Sociais. Hoje em dia, conseguimos estar muito próximos de pessoas que nem sequer conhecemos pessoalmente, sentimos proximidade com desconhecidos com os quais até temos vontade de desabafar. E, por outro lado, as próprias relações próximas que temos acabam por ser mediadas pela Internet, pela actualização das Redes Sociais ou pelas mensagens trocadas em chats.

 

O pensamento seguinte foi: e se aquela pessoa – uma em cada três – que sofre de burnout não tiver ninguém? Se chegar a casa e estiver no vazio? Ou se, porventura, vive um relacionamento igualmente tóxico, uma relação igualmente agastada pela pressão do dia a dia ou mesmo de fachada?

 

É preciso que socialmente haja um amparo significativo, um escape grande para que estas pessoas deem a volta. É preciso que, ao fim do dia, tenham tempo para estar com os filhos, para fazer uma refeição em família, que desfrutem de um momento para si, que tenham um hobby, que leiam um livro, que convivam pessoalmente com outras pessoas, que haja proximidade com essas pessoas e que, no fundo, possam sentir que a vida não se resume a um ecrã ou a um trabalho que lhes dá cabo do psicológico diariamente.

 

Idealmente, diria que todos nós deveríamos ter acesso a terapia, que a psicologia não deveria ser um luxo ou exclusivo apenas para alguns. Numa sociedade que se moderniza constantemente, como estaremos a cuidar do lado afectivo e psicológico das pessoas? De que forma podemos dar a volta e não nos acomodar, que a vida não tem de ser tão pesada e que não devemos sentir-nos mal por fazer algo de que gostamos?

 

Não precisamos de provar a mais ninguém que não a nós próprios e se, nos meus tempos de estudante e quando se falava em trabalho, parecia bem termos ambições elevadas, querermos fazer carreira e ser importantes em alguma coisa. No fundo, era da aprovação dos outros, dos nossos pais em particular, que se tratava.

 

Quando me despedi e já falei tantas vezes sobre isto por aqui, senti pressão em provar que ia ser alguém, que ia fazer carreira em outra coisa ou que simplesmente que seria uma blogger com mega sucesso ou que tivesse uma proposta de trabalho mega. E, mais importante do que tudo, que esse sucesso fosse medido aos olhos dos outros.

 

Entretanto, passaram-se quase dois anos desde que tomei a decisão mais revolucionária da minha vida, aquela atitude que uma pessoa só pondera quando já "tem outro pássaro na mão" e não tive a tal proposta de trabalho e nem fui ainda nomeada para os blogues do ano. Porém, sou imensamente feliz e sinto-me muito realizada com as oportunidades que tenho tido - mesmo quando os pagamentos atrasam e as contas não podem esperar.

 

Sou feliz por não precisar de andar a correr, por não ter que me sujeitar ao trânsito caótico da cidade, por não ter que deixar os meus filhos no prolongamento da escola – e se, eu ou o pai não pudermos, têm a sorte de ter uma avó sempre a 200% disponível. Sou feliz por ter alcançado um patamar da minha vida em que não me reconheço nos outros, em que não preciso que acham que sou isto ou aquilo. Sou feliz por ter as oportunidades que tenho, por ter conseguido equilibrar a minha vida fintando a vida que a sociedade nos impõe. E sou ainda mais feliz por poder mostrar isso aos meus filhos diariamente, porque a atenção, o carinho e o acompanhamento não se compram e nem vêm da Internet. As relações humanas ainda são pessoais, ainda se fazem do contacto, da conversa, do tempo para estar.

 

O desiquilíbrio psicológico e tantas outras doenças “da moda” que afectam pessoas cada vez mais jovens e que surgem em pessoas aparentemente normais e com tudo para serem felizes, não vem de outro lado que não o vazio humano das relações e do isolamento. Queremos convencer-nos que seremos felizes a ser modernizados, a ter uma página de Instagram com muitos seguidores e com a validação dessas pessoas, 99% deles meros desconhecidos.

 

Não sei o dia de amanhã e não sei como será a sociedade do futuro, aquela em que os meus filhos viverão enquanto adultos. Todavia quero acreditar que viveremos um retomar das origens, que encontrarão alguém com quem partilhar a sua vida, que terão um trabalho digno e que respeitarão e serão respeitadores do outro.

 

Quero acreditar que podemos viver na sociedade sem nos tornarmos aliens sociais e o smartphone não controle o nosso tempo. Que tenhamos a coragem de lhe dar a importância que tem: a de um acessório!

 

Começou um novo mês, o primeiro dia deste mês foi a uma segunda-feira, que isso seja um sinal de nova energia e de novos planos nas nossas vidas. Analisar o dia-a-dia, rever as prioridades que temos e o que podemos fazer mais pela nossa própria felicidade.

 

E a olhar para este momento do meu domingo de manhã, o mais preciso eu para ser realmente feliz? Porquê andar atrás de outras coisas (que nem sei exactamente quais), quando tenho tudo aqui diante de mim?

 

pessoas em burnout

 

Boa noite!

 

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