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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

E assim entramos no espírito do Campeonato do Mundo

20.06.18 | Vera Dias Pinheiro

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Nem só de futebol vive um país, é certo. Mas assistir a um jogo da Selecção Nacional é uma emoção, ouvir o Hino Nacional causa arrepios e, na minha opinião, este tipo de campeonatos (seja o Campeonato do Mundo ou o Europeu) acabam por ser bastante mais saudáveis do que assistir aos jogos do campeonato nacional. Afinal, estamos todos a torcer pelo mesmo, é uma forma de união e até de sentirmos orgulho naquilo que é nosso: a nossa pátria.

E, para mim, sempre foi um pretexto para juntar amigos, sempre que possível, para conviver, sofrer e festejar em conjunto. Uns dias antes, agilizam-se as agendas, escolhe-se o local, em casa de preferência, para estarmos confortáveis e completamente à vontade, e, no dia, não faltam petiscos para animar o momento.

E foi assim que entramos no espírito do Campeonato do Mundo e assistimos ao primeiro jogo - de muitos, esperamos – da nossa Selecção, com um convívio caseiro entre amigos. Em todo caso, tenho uma criança de cinco anos que já andava a vibrar com a febre do Mundial há dias, quando alguém se lembrou de lhe oferecer a caderneta e, desde então, que não ele não vê mais nada a frente. São os cromos, são os nomes de jogadores, são as equipas, são os golos… enfim, é um típico rapaz com a adoração pelo futebol já a correr-lhe no sangue, por influência do pai, claro. Mas, depois, tenho a Laura que, embora a sua tenra idade, faz a festa como gente crescida e quanto mais confusão mais ela adora.

E assim foi, numa correria para preparar tudo a tempo do jogo, lá fui eu ao supermercado comprar aqueles coisas que habitualmente não tenho em casa e que só dão vontade em momentos destes. Contudo, eu sou aquela pessoa que anda sempre à procura das opções “mais equilibradas” mesmo dentro dos snacks e dos aperitivos! E depois de equipada a rigor com as t-shirts, cachecol e a bola de futebol, uns acessórios para fazer barulho na hora que a Selecção marcar os golos e ainda uns cromos, com a esperança de que o Cristiano Ronaldo nos saísse a tempo do jogo – e não é que saiu mesmo?! – encontrei algumas coisas para acalmar os nervos.

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Existe toda uma secção “Campeonato do Mundo” no Jumbo que, para nos facilitar a vida, reúne tudo aquilo que precisamos: amendoins, desde os tradicionais aos mais requintados, para acompanhar os vários tipos de bebidas; encontrei também várias opções sem glúten e “não fritas” e trouxe um carregamento, naturalmente, e não fugi às banais batatas fritas, ao queijo e às tostas – na esperança de desviar as atenções dos snacks sem glúten e não fritos, não sei se perceberam.

 

O resultado do jogo já todos sabemos qual foi, os nervos foram muitos e o orgulho no melhor jogador do mundo ser português cresceu ainda mais. No dia seguinte, a confusão na cozinha era grande e a mesa da sala denunciava a festa e o convívio da noite anterior. E, na verdade, essa é grande “lição” que devemos tirar da vida: aproveitar todos os momentos que temos para fazer um brinde à amizade e celebrar as coisas boas da vida. Os miúdos foram dormir mais tarde que o suposto, mas foram felizes. Nós abrimos uma excepção para beber um copo de vinho e petiscar um ou outro aperitivo e, no final de contas, o importante é viver em equilíbrio e ter margem para continuar a aproveitar os pequenos prazeres da vida em boa companhia.

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*Este artigo é um conteúdo exclusivo para o Jumbo-Auchan.

Um acidente que pode acontecer a qualquer um

19.06.18 | Vera Dias Pinheiro

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Sabem aqueles dias em que pressentem que alguma coisa vai acontecer? Aqueles dias em que acordamos estranhos, em que não dormimos bem, em que o coração não está calmo, porém sem qualquer motivo aparente? Ontem foi um desses dias em que aquele acidente que achamos que só acontece aos outros, aconteceu a nós!

Felizmente, e embora a forma estranha como tinha acordado, eu mantive a minha rotina. Acordei cedo, despachei os miúdos, fui ao ginásio – e treinei a sério – à saída, encontrei uma amiga e, contrariamente ao que costumo fazer (pois ando sempre a correr), sentei-me com ela a conversar e ficamos ali mais de uma hora, sem dar conta do tempo passar. E regressava a casa mais feliz e mais leve. Estava descontraída.

O Vicente tinha ficado em casa, depois de duas noites a fazer febre. A Laura acordou da sesta e não estava bem-disposta. Foram ao parque com a avó e eu, finalmente, consegui o tempo que precisava para acabar um texto que me tinha comprometido a enviar ontem. Não estava concentrada, mas estava em silencio até que o telefone toca e eu só ouvi a minha filha aos gritos do outro lado. Tiro a toalha do banho do cabelo e calço a primeira coisa que encontro. Corro com a esperança que, afinal, não tivesse sido nada grave. Tarde de mais, havia sangue, gelo, a Laura aos gritos. Um acidente, daqueles que acontecem, tinham acontecido à minha filha, tinha-me acontecido a mim. Uma cena que parecia de um filme e não da vida real. Minha rica menina! O baloiço do parque onde ela brinca todos os dias tinha-se partido. Um acidente que podia acontecer a qualquer pessoa e que aconteceu a ela. Não havia forma de adivinhar ou sequer de evitar.

Acontece, dirão vocês, e eu irei concordar. Afinal, levante a mão quem não tem uma cicatriz de infância! Eu tenho, na cabeça, felizmente escondida. Contudo, o duro desta história toda é que, sendo mãe, eu não queria que a minha filha as tivesse. Não queria ver a minha menina assim, não queria ter esta aflição dentro de mim que só uma mãe sabe o que é! Caramba! E ela, que estava bem e que dormia, e eu que não consegui pregar olho, que dormi junto dela, deles para ter a certeza que estavam bem. Foi um azar. Acontece. São as dores do crescimento. Fazem parte vida e a grande maioria nem sequer lhes deixa memória.

Mas sabem, lá pela altura da minha adolescência, a minha mãe dizia-me uma coisa que, diga-se de passagem, me irritava bastante. Dizia que “uma mãe sofre mais do que um filho, mas que eu só ia entender isso quando fosse mãe!”. Ora… bem-dito e bem-feito! Cá estou eu, que não preguei olho a noite inteira, com a imagem do queixo aberto na minha cabeça e com vontade de não a largar mais.

Azares não acontecem só aos outros. Todos os cuidados são poucos, mas há uma percentagem que coisas que podem acontecer e que nós não controlamos. Vale referir aqui o bom serviço e a atenção que nos foram prestados, tanto à Laura quanto a mim, no serviço de urgência do Hospital dos Lusíadas. Um cirurgião atencioso e uma enfermeira muito querida. Felizmente que a sutura foi feita não com os tradicionais pontos, mas sim com uma cola, o que tornou toda aquela experiência muito menos traumática para ambas. Não teve dor e portou-se à altura da sua valentia. Ria-se e conversava e eu chorava, com a camisola cheia de sangue e um cabelo que secou sem ser penteado, enfiado num carrapito mal feito.

Lembrei-me do meu pai, quando um dia agarrou em mim, mesmo de pijama, e levou-me para o hospital porque tinha engolido uma espinha num almoço de domingo em casa. E talvez, por isso, tenha sonhado com ele esta noite. Daquela vez resolveu-se bebendo água com açúcar, mas a preocupação e o olhar eram os mesmos que eu, agora mãe, tinha e sentia.

A Laurinha agradece todo o carinho e a mãe fica de coração cheio por perceber que desse lado estão pessoas reais que sentem aquilo que eu sinto, que se importam e que tiram uns minutos do seu tempo para perguntar se está tudo bem, para desejar as melhoras, para partilhar algum acidente que já tiverem com os seus filhos e até para partilhar as histórias das suas próprias cicatrizes. Não me esqueço! <3 Obrigada!

Visitar: Moinho da Maré Mourisca em Setúbal

16.06.18 | Vera Dias Pinheiro

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O tempo não falta, nós é que ou não o sabemos aproveitar ou, então. temos dificuldade em definir as nossas prioridades. Às vezes, parece uma tarefa tão complicada o simples facto de pensarmos naquilo que é mais importante para nós e da maneira como queremos aproveitar os nossos dias/tempo.

Será que quero andar a correr de um lado para o outro?Será que quero dispensá-lo com pessoas que não lhe dão valor?Será que dou o meu tempo de forma gratuita em troca de coisas/momentos de nada valem ou que não trazem qualquer retorno para nós?

Eu não! Eu não quero nada disso. O meu tempo é meu, é dos meus filhos, é da minha família, é dos meus amigos (que são como família) e é do meu trabalho. Os fins-de-semana sabem a pouco e passam a correr. O tempo que podemos dispensar ao lazer e às coisas que gostamos é, infelizmente, muito inferior ao tempo que dispensamos com outro tipo de tarefas, por vezes nada divertidas! Portanto, a elação a tirar daqui parece-me óbvia: eu tenho que saber fazer as minhas escolhas e aprender a defender aquilo que é mais importante para mim e para os que estão à minha volta.

Dizia-vos, eu, que, aos fins de semana, deixei de impor o que quer que fosse a minha família, como forma de dar primazia ao tempo de qualidade. Desculpem-me, mas as minhas pessoas precisam mais de mim do que a minha presença é valorizada num evento. Os meus amigos precisam mais de mim do que a minha presença é reconhecida num evento social onde tudo é tão superficial. Desculpem, mas o próprio tempo está a ficar tão bom que não irei dispensar uma oportunidade que seja de nos pôr à estrada, passear, ir à praia, comer um bom peixe ou comer um gelado.

E, assim, hoje fomos até Setúbal. Passamos a Ponte 25 de Abril e deixamos automaticamente para trás o stress da semana e a confusão da própria cidade que se prolonga ao sábado e ao domingo.

Comemos bom peixe e choco frito do bom num dos restaurantes típicos da cidade. E, de seguida, fomos conhecer o Moinho da Maré Mourisca, situado na Reserva Natural do Estuário do Sado. Esta zona alberga uma enorme biodiversidade, nomeadamente de aves, devido à existência de densos montados de sobreiro, extensos caniçais, salinas, sapais, galerias ripícolas e áreas agrícolas, num mosaico paisagístico muito especial.

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No Moinho da Maré Mourisca além das actividades na zona envolvente do Moinho, como o observatório de aves ou os trilhos, encontram, no seu interior, um espaço de lazer (onde decorrem temporariamente workshops de várias áreas e exposições de fotografia, pintura, artesanato e de colecionismo), a Cafetaria do Moinho e a Loja.

 

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E, mais do que tudo isto, foi para nós o recuperar do tempo com os amigos, reforçando a amizade e lembrando-nos porque é que é tão importante (e tão bom) sabermos definir as prioridades do nosso tempo.

Se ainda não conhecem, aceitem a sugestão. Saiam da rotina, almocem (bem) em Setúbal e dão um passeio, a seguir, ao Moinho da Maré Mourisca. Respiram outro ar – puro - esquecem os problemas e o trabalho, porque tudo isso irá estar a vossa espera sem tirar nem por. Verdade? 😊

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Modelo das sandálias que a Laura está a usar e que eu recomendo: ver aqui.

Sabem qual é o verdadeiro luxo dos dias de hoje?

14.06.18 | Vera Dias Pinheiro

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Ontem dei por mim a reflectir sobre aquele que é o grande luxo dos dias de hoje. Talvez, porque, na terça-feira, tive mais uma consulta e porque ando determinada em colocar-me na ordem. Ou seja, acho que nunca estive tão preocupada com a minha saúde, ou melhor, nunca andei tão preocupada em ter saúde. E depois de tanto tempo a atribuir uma série de coisas à "fase do pós-parto", essa é uma desculpa que já não serve. É preciso encontrar as respostas e perceber o que realmente se passa.

 

Sei que já progredi imenso. Disso não existem dúvidas e o espelho não me deixa mentir. Porém, acima de tudo, eu sinto-me bem por dentro. Já não me sinto em conflito com o meu corpo, não no sentido estético, mas no sentido de não me sentir fisicamente bem. E algumas das coisas que já aconteceram foi ter “sarado” verdadeiramente a minha cicatriz de cesariana - graças à Soraia Coelho – ter deixado de andar inchada e sentir que aquilo que eu como não me causa nenhuma reacção adversa e, também, sentir-me muito mais equilibrada.

Mas… como chegar até aqui? Chegar até aqui quando nem tudo aquilo que nos afecta é detectado através de um exame ou de uma especialidade médica?

O caminho foi longo e não foi linear. Contudo, cheguei até aqui e descobri que o maior luxo dos dias de hoje é poder dormir as horas que precisamos, é deixar que o nosso corpo desligue e se restabeleça, é renovar a nossa energia com uma boa noite de sono. No fundo, dormir! Só isso!

 

Luxo não é ter muito dinheiro, um bom carro ou coisas caras. Luxo é termos saúde e podermos cuidar dela. Cheguei até aqui e percebi que bati no fundo de tudo com a privação de sono que vivi durante mais de um ano. Até hoje não houve um único medico ou especialista que, após conhecer um pouco do meu historial, não olhasse para mim e me dissesse: "Mas a Vera sabe os efeitos que o facto de não dormir tem, não sabe?", “Sabe que dormir é fundamental para o equilíbrio físico e mental do ser humano, não sabe?"

 

Saber, eu até sabia. Porém, não dormir não foi uma opção minha, embora tenha sido bastante doloroso, não vou mentir. Mas fazia parte, era (um mal) necessário, não é verdade? Tinha acabado de ser mãe pela segunda vez, tinha um filho que precisava de mim e outro que dependia de mim, que chamava por mim e que se alimentava muito durante a noite. E a verdade é que, como mães que nos tornamos, isso torna-se a nossa prioridade e encontramos forças onde nem sequer sabíamos que elas existiam. Não o fazemos porque sim, fazemos porque está no nosso instinto. fazemos porque é a nossa cria e todos os nossos sentidos se alteram. Estamos em constante estado de alerta e não voltamos a dormir como antes, isso é certo!

 

E por muito que fosse, para mim, mais confortável ter uma resposta objectiva – até para, de certa forma, me poder justificar perante os outros – o que de objectivo existe, é apenas porque algo emocional e sentimental não estava bem. E isso não se detecta numa análise, não vem num rastreio. Sente-se cá dentro, manifesta-se nas mais pequenas coisas, deixa-nos confusas e ansiosas por não conseguirmos definir ou adjectivar aquilo que temos.

 

Dormir é o luxo dos dias de hoje e sermos privados desse luxo, seja pela maternidade ou por qualquer outro motivo, é estar a assumir um risco demasiado elevado para a nossa saúde. É, por exemplo, querer emagrecer e não conseguir, é querer lembrar-se das coisas e sentir a cabeça vazia ou, então, demasiado pesada, é estar descompensada e procurar compensações no exterior, é gritar e sorrir ao mesmo tempo, é deixar de sentir paz e tranquilidade. Entre tantas outras coisas possíveis.

 

Por algum motivo, a privação do sono era usada como meio de tortura... e as mães, em particular, continuam em tortura, numa tortura que parece ser consentida por todos e desvalorizada, ao mesmo tempo. As mães assumem um papel na sua vida que não lhe deixa cinco minutos para si, porque a cabeça está sempre a organizar e a providenciar alguma coisa, mesmo se fisicamente está longe dos filhos. As mães são forçadas a ser super heroínas, quando, na verdade, são elas que deviam, tal como os seus bebés, ser pegadas ao colo, ser-lhes dado de comer, serem embaladas e deixadas descansar.

 

O grande luxo dos dias de hoje, é eu poder adormecer com os meus filhos, seja as 21 ou seja às 22 horas da noite e não me preocupar com o que ficou por fazer. Se a mesa não foi levantada, se ficou loiça por lavar ou se, no chão da cozinha, ficaram os bocadinhos de comida atirados para o chão pelos miúdos. O meu luxo é deixar o telemóvel de lado, não pensar nos e-mails que ficaram por responder ou no trabalho que ficou pendente e dormir! Esse é o grande luxo dos dias de hoje.

 

E como é que cheguei até aqui? Foi a minha necessidade de encontrar paz comigo mesma, de sentir que a forma como eu me sentia, estava a colocar em causa a mãe, a mulher, a amiga, o ser humano que eu sou. Fui eu, que não me resignei às faltas de respostas e às soluções da “moda”. Fui eu que, lá no fundo, nunca deixei de gostar de mim e, por isso, não desisti de trazer o melhor de mim e aquilo que eu sou verdadeiramente cá para fora. E pode mostrá-lo aqueles que me rodeiam. Foi ter a certeza de que "eu não sou assim" e, por isso, não vou desistir.

 

A gravidez é importante e todos os cuidados devem ser tomados. Certo! Contudo, esta mãe de dois filhos, diz a todos vocês, que estão desse lado, que é no pós-parto que mais atenção e cuidados devem ter com a mulher. O bebé está e estará sempre óptimo. Terá sempre uns braços extra prontos para o receber ao colo, um (ou mais) voluntários para dar banho ou para tomar conta. Enquanto isso, a mãe fica ali perdida entre o cuidar do bebé e o perceber o que acabou de acontecer. E é no dia-a-dia, que em pequenas coisas, se vai apercebendo do verdadeiro impacto daquele momento na sua vida a todos os níveis.

 

Tenho dito! 😊

Pela barriga conquista-se a família | Mini Chefs Miele

11.06.18 | Vera Dias Pinheiro

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Os fins-de-semana são cada vez mais nossos, no sentido em que a minha escolha tem sido a de não impor programas ou eventos e não parecer que são mais dois dias em que andamos a correr de um lado para o outro. Como pais, sabemos que não temos qualquer controlo sobre o temperamento deles e que, por mais boas intenções que tenhamos, aquele programa super fixe, pode ser um fiasco.

 

Não queremos isso e, portanto, tenho deixando que os fins-de-semana corram sem horários e mais ao sabor das nossas vontades no momento. Para além disso, ao sábado de manhã temos piscina e sei que ambos adoram aquele momento. Porém, há convites que, sem sabermos bem porquê, nos parecem irrecusáveis. Às vezes, basta que nos remetam para uma experiência diferente, algo que, embora seja um evento, se pode tornar um momento mais intimista e de família. Isso sim, é algo que eu valorizo cada vez mais. Neste momento, é esse o meu mood e é isso que eu sinto que a minha família precisa: união! 

Portanto, se eu tivesse que escolher a fotografia deste fim-de-semana, esta diz tudo aquilo que eu sinto, sem poses e descontraídos num workshop para mini chefs mas que rapidamente se tornou de família, no Miele Experience Center (MEC).

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E se este espaço, e marca, foram os anfitriões, as honras da casa, por assim dizer, foram feitas pela Marta, cara e coração do projecto Martilicious Food (Facebook e Instagram). Um projecto que eu estava longe de saber que será talvez daqueles com o qual eu mais me identifico e que mais vai de encontro às nossas opções alimentares.

 

 

E se dizem que é a cozinha, a divisão da casa onde a família passa mais tempo, nós não estivemos nada mal, nem nas iguarias que preparamos e nem na cozinha que nos acolheu. Suspirei por um frigorífico com todo aquele espaço e arrumação, um forno de tecnologia avançada que até permite cozer a vapor e uma placa de indução toda xpto… Mesmo quem não gosta de cozinhar, iria suspirar da mesma forma.

 

Bom, mas adiante, porque as minhas expectactivas foram completamente superadas. Eu achava que tinha potencial para ser giro, mas não sabia que a minha crew ia aderir entusiasticamente do início ao fim. Que bom foi ver o Vicente tão interessado, ao ponto de ter decorado alguns dos ingredientes. Que bom vê-los aos dois a participar sem ter sido preciso pedir e perceberem que estavam a comer algo que eles tinham feito com as próprias mãos. É esse o valor das coisas que eu quero que eles percebam, que conheçam a sensação (boa) quando criam algo e que em equipa é muito melhor que sozinhos.

 

E, no final, eu não podia estar mais “em casa” porque a Marta tem uma vertente de cozinha saudável, sem glúten, sem lactose e sem açúcares refinados. Não sendo fundamentalista e sendo eu a única com mais limitações, tento que os meus filhos tenham uma alimentação o mais cuidada possível e com cuidados a estes níveis. Saímos de lá com a certeza que vamos repetir todas as receitas:

 

Croissants de Maçã e Frutos Vermelhos

 

 

Muffins de Banana e Cacau

 

 

Vegetais Caramelizados

 

 

E não me canso de dizer que se há coisa boa em ser “blogger” não é as coisas que recebemos, mas sim as oportunidades que nos dá, não só a mim, como também à minha família. Sem falar nas pessoas que conhecemos, sejam de marcas, sejam de agências, sejam outras “bloggers” como eu. E, por falar nisso, nesta manhã de mini chef promovido pela Miele, estiveram connosco a família da Sara (Definitivamente são Dois) e a Ana com duas das suas três filhas (Cacomae).

Quando o fim-de-semana começa bem, só pode correr bem. O nosso fim-de-semana continuou com programas de família e a pensar muito neles e nas coisas que eles gostam. Soube bem ter este nosso tempo, soube muito bem!

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Boa semana! 

 


Para quem estiver interessado em mais informações sobre o que é o Miele Experience Center, o qual eu não conhecia, fica aqui uma breve explicação: "é um espaço moderno e interativo, com uma inovadora disposição dos produtos e ainda, novas áreas, como uma cozinha activa, área profissional e outlet. Através de experiências sensoriais, como workshops de cozinha e demonstrações de produto, a Miele tem como objetivo estar mais próxima tanto dos clientes como dos profissionais."DSC_5724-768x512.jpg Morada: Miele Experience Center, Avenida do Forte 5, Carnaxide. Aberto de segunda a sexta-feira das 9h00 às 19h00.

Então, como é que vai esse desfralde?

09.06.18 | Vera Dias Pinheiro

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Se calhar, respondo-vos com um "nim", com um "nem sim, nem sopas", com um "nem anda nem desanda". Porque a verdade é apenas uma: no desfralde, como em muitas outras coisas, quem dita quando e como é efectivamente a criança, portanto, cabe-me a mim o importante papel de orientar, sempre receptiva aos sinais que a própria Laura me dá. Com a certeza que não quero colocar pressão, que não vou impor métodos ou técnicas ou qualquer outro factor que possa ser de stress.

 

Com o desfralde do Vicente, tivemos uma primeira tentativa, também por volta desta altura do ano, depois tivemos que recuar - e eu andei cheia de peso na consciência - e à segunda tentativa foi de vez. Tenho a sensação que ele estava mais receptivo às "regras", que era mais fácil levá-lo de meia em meia hora à casa de banho. Porém, também é verdade que, por esta altura, o Vicente já tinha quase três meses a mais do que a Laura. E isso já toda a diferente nestas idades. Às vezes, basta uma semana para se notar uma diferença gigante entre uma criança e outra.

 

Admito que estava cheia de confiança com este desfralde, afinal, a Laura é super despachada e desenrascada, já se despia e pedia para fazer xixi e, afinal, tem o irmão, mais velho, como referência. Decidida e motivada pelos breves dias de mais calor que tivemos, fui comprar as cuequinhas que costumam ser motivo de grande alegria para as crianças, comprei o redutor e até comprei um bacio - porque ela tem uma boneca que tem um bacio e pensei que pudesse fazer a associação. E lá desenrascada ela é, vai buscar o banco, coloca o redutor, despe-se toda e senta-se lá toda contente e entusiasmada. às vezes faz, outras vezes, não. Quando está apenas de cueca, não funciona muito bem pedir-lhe que vá à casa de banho. Só funciona quando ela quer e quando ela assim o entende. E eu, o que faço? Eu limito-me a respeitar o tempo dela e a sua vontade. Quem é que quer comprar uma guerra com o desfralda ou com a comida ou com a hora de deitar? Nenhum pai e mãe quer isso. Aliás, nada de faz pela força ou pela imposição.

 

Portanto, respondendo à pergunta se comecei o desfralda com a laura? Pode dizer-se que estão reunidas as condições para que ela o faça quando assim o entender. Eu cá vou orientado, tento criar rotinas, como por exemplo, sentar-se na sanita assim que acorda e fazer o mesmo antes de dormir, não importa se faz ou não, até porque ela não tem muita paciência para estar ali a contar carneirinhos.

 

Ao segundo filhos relaxamos e encaramos tudo de forma muito mais natural, deixamos fluir e não entramos em competições para que o nosso filho seja o mais rápido. Eu só quero que seja feliz, seguro e confiante de si mesmo. Sem fragilidades e sem medos. Ao segundo filho, confirmamos que não importam os percentis, com que idade falam ou começam a andar. Importa-nos que seja uma criança alegre, sorridente e bem-disposta. É o seu estado de espírito e a sua genuína sinceridade e transparência que nos dizem se está tudo bem ou não.

 

Ámen! A esta paz de espirito e ao facto de conseguirmos realmente deixar que seja a crianças a dar-nos as respostas e a indicarmos o caminho a seguir.

 

Ainda assim, na altura compilei as minhas dicas, que acho ainda estão actuais: compreender os sinais e colocar em prática. Mas, claro que, todas as partilhas são bem-vindas, se calhar, no final, chegamos a um importante brainstorming sobre este tema!  

Brunch em casa com Vegalia | Duas receitas imperdíveis

08.06.18 | Vera Dias Pinheiro

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A minha refeição favorita do dia e aquela da qual eu desfruto com maior prazer é, sem dúvida, o pequeno-almoço. Depois, com o aparecimento da “tendência” Brunch, uma espécie de primeira refeição do dia reforçada, eu encontrei o meu lugar! E para isso não precisamos sair de casa, pois nós também conseguimos fazer delícias parecidas com as que comemos fora e foi precisamente por aí que agarrei o primeiro desafio Vegalia. Para quem ainda não conhece, é uma nova gama da Nobre apenas de produtos vegetarianos.

 

E, para mim, estas propostas são realmente desafios. É olhar para estes produtos e pensar como os posso transformar em algo em linha com a alimentação de base que temos. Aquilo que eu procuro fazer é incluí-los na nossa alimentação, que tento que seja a mais saudável e equilibrada possível. Lembram-se dos wraps com as salsichas também da marca Nobre? É precisamente por aí.

 

No entanto, esta gama é totalmente diferente. É vegetariana e tem o “selo” V-label da Associação Vegetariana Europeia (EVA) que garante que os produtos cumprem todos os requisitos. E, no fundo, esta inovação da Nobre não é mais do que uma resposta a uma procura cada vez maior por produtos alternativos. E eu incluo-me bem no target, pois embora coma de tudo, tento que a minha alimentação seja a mais equilibrada e variada possível.

 

E tal como no início das mudanças alimentares cá por casa, o truque para dar a provar à família novos sabores e alimentos continua a ser o mesmo. Ou seja, é transformá-los em algo saboroso e associado a uma refeição que nos dê prazer. Assim, quando olhei para os produtos Nobre Vegalia à primeira, pensei… hummm não sei será um pouco arrojado para as crianças. Mas não me deixei demover e ainda bem. Depois de provarem foi-me dado logo o recado para fazer mais.

 

Mas, afinal, o que é que eu andei a fazer? Portanto, os produtos Nobre Vegalia existem em três variedades: as fatias vegetarianas, como lhe chamam, com espargos, com legumes e com ervas mediterrâneas. Na sua composição, na base encontram a clara de ovo e, para além disso, são ricas em proteína, não contêm glúten, lactose e nem corantes artificiais.

 

Para este primeiro ensaio, se lhe quisermos assim chamar, eu usei as fatias vegetarianas com legumes e com espargos. E a ideia foi surpreender a família com um Brunch de domingo preparado com muito amor e carinho.

 

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Com as fatias vegetarianas com legumes, preparei uns scones que, modéstia à parte, ficaram maravilhosos. E com as fatias vegetarianas com espargos recriei algo que comemos muito de cada vez que vamos ao Brunch e que são as famosas tostas de abacate e que quem, como eu, não aprecia o fruto em si, devo dizer que não me saí nada mal também. Mas para não parecer que isto é só elogios de mim para mim, o melhor é deixar-vos as receitas e sugerir que experimentem também em vossas casas.

 

Scones de Legumes com Fatias Vegetarianas Nobre Vegalia com legumes

 

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Ingredientes:

  • 100 gr courgette ralada
  • 50 gr cenoura ralada
  • 1 c. de chá de sal
  • 200 gr. Farinha de Tapioca (era a que tinha em casa)
  • 1 c. de chá de fermento em pó
  • 100 ml de bebida vegetal de arroz
  • 3 c. de sopa de azeite
  • 1 ovo médio
  • Fatias Vegetarianas com Espargos Nobre Vegalia– quantidade a gosto.

 

Nota 1: em alternativa, podem usar 150 gr da farinha de trigo e 50 gr de farinha de trigo integral.

 

Nota 2: podem usar leite de vaca, naturalmente, se não tiverem qualquer tipo de intolerância à lactose.

 

Preparação:

 

Ligar o forno a 180 ºC. Entretanto, numa tigela, misturar a courgette e a cenoura raladas, o sal, a farinhas e o fermento em pó. De seguida, acrescentar o azeite, o leite e o ovo e mexer rapidamente, com uma colher de pau, para ligar todos os ingredientes – o melhor é usarem as mãos. Por fim, cortar as fatias Vegalia com espargos em pequenos pedaços, juntar à mistura e voltar a “amassar” tudo. No tabuleiro do forno, colocar uma folha de papel vegetal ou passam com um pouco de gordura (azeite ou óleo de coco) e vão distribuindo o preparado em pequenas bolinhas. E deixam ir ao forno por 20 minutos. Rende cerca de 10 scones (pequenos).

 

Tosta de Abacate com Fatias Vegetarianas Nobre Vegalia com espargos

 

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Ingredientes:

  • 1 abacate maduro
  • Pão fatiado, um ao vosso gosto (eu usei pão de centeio)
  • 2 ovos (para escalfar)
  • Fatias Vegetarianas com Espargos Nobre Vegalia a gosto (podem colocar uma ou mais em cada tosta).

Para a pasta de abacate:

  • Limão
  • Pimenta Preta
  • Tabasco

Nota: as quantidades são ao gosto de cada um. Eu, por exemplo, procuro que o sabor particular do abacate fique o mais disfarçado possível.

 

Preparação:

 

Bom, aqui não há grande ciência. Eu comecei por colocar os ovos a escalfar e, enquanto isso, preparei a pasta de abacate e, no final, foi só empratar. Primeiro a fatia de pão, depois a pasta de abacate, a fatia vegetariana de Vegalia com espargos e, por fim, o ovo (que claramente, deixei demasiado tempo, porque a gema passou do ponto). Mas o que interessa é o resultado e esse ficou bem saboroso.

 

 

Ficam estas duas sugestões que, por aqui, iremos de certeza repetir, até são rápidas, práticas e não sujam a cozinha! Para além disso, acho que consegui “honrar” com a missão da Nobre que é preservar sempre o (bom sabor) dos seus produtos. Experimentem e depois digam-me o que acharam. Combinado?  


Este artigo foi escrito em parceria com a Nobre.