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Como organizar a despensa de casa: Lista de essenciais!

05.02.18 | Vera Dias Pinheiro

Depois de alguma reflexão, acho que posso atribuir o "fracasso" do meu planeamento semanal de refeições ao fim do segundo ou terceiro dia, não às refeições em si, mas antes à minha despensa. E agora que li as dicas que vocês vão ler mais abaixo, tenho a certeza que o que é preciso fazer é "construir" uma despensa versátil; que não me obrigue a duplicar a despesa semanal no supermercado, ou, então, que não me faça passar a semana com necessidade de lá ir buscar “só mais uma coisinha”.


Sendo assim e porque eu acho que o planeamento nos permite realmente poupar tempo, dinheiro e até assegurar alguma (mais) qualidade, conversei com a Mafalda Freitas - do Mafabulous Cook – e juntas chegamos à conclusão de que valeria a pena explorar mais este assunto, porém fazê-lo de uma forma prática e real.


E assim foi, a Mafalda esmiuçou a “nossa” despensa e criou uma lista (de sugestões) de supermercado que nos permita a tal programação das refeições e a tal variedade sem adicionar complexidade à nossa vida, rotinas e hábitos.


E aqui vai: 


 

Planeamento feito, vamos partir agora para a organização da despensa da nossa casa. Concordam?


Se vamos cozinhar em casa e organizar refeições diárias e para algumas pessoas é preciso recorrer a muita imaginação e até a alguma paciência. Tudo o que podermos fazer para nos facilitar a vida deve ser posto em prática para não termos mais uma “obrigação” nas nossas vidas. Neste sentido, ter uma boa despensa vai ajudar-nos a ter mais opções e até dar vida nova às sobras que temos no frigorífico sem ter de recorrer imediatamente a uma ida ao supermercado. Mafalda Freitas
como organizar a despensa
  • Vamos por categorias:

Especiarias: Quantas mais melhor. Um toque mágico destes “pozinhos” podem fazer a diferença entre um prato e outro e têm propriedades variadas que fazem bem à saúde. Saibam quais as que mais gostam. Estas, se bem conservadas têm uma longa duração, é um investimento a longo prazo. Eu recomendo: orégãos, coentros, paprica fumada, gengibre, curcuma, açafrão, caril, canela, piri-piri, tomilho, majericão, alho em pó, louro, cardamomo e funcho. Façam as vossas escolhas.


Enlatados: Não precisam ser dos maus, os que contêm muito sódio, corantes e conservantes. Existem no mercado boas marcas e que respeitam as regras da boa conservação. Se estamos a pensar em aliados estes são os melhores que podemos ter. Não nos vamos prender à ideia que vamos conseguir demolhar e deixar cozinhar durante uma hora e que se não o fizermos não estaremos a ser bons cuidadores das refeições familiares. Quem o quiser e conseguir fazer melhor, quem não abasteça-se de: feijão (vários tipos), grão-de-bico, ervilhas, espargos, milho, cogumelos, rebentos, alcaparras, azeitonas, pickles, beterraba, entre outros.


Tomate: Em polpa, em pedaços, inteiros, em pasta como acharem melhor. Dão um jeitão.


Secos: Arroz, massa, cuscus, noodles, aveia, sementes, frutos secos, fruta desidratada, farinhas (trigo, coco, espelta, amêndoa…) São aliados nas confeções rápidas, são consensuais e há muita variedade. Escolham sempre produtos de qualidade. E se foram intolerantes ao glúten fiquem com atenção aos rótulos.


Temperos: Azeite, vinagre, sal e pimenta preta são os básicos. A partir daí percam-se nas variantes que nunca são demais.


Líquidos: Leite de vaca, cabra, ovelha, bebidas vegetais têm prazos de validade alargados e é sempre bom ter por casa. Substituem as natas e fazem pequenos-almoços rápidos (batidos, smoothies, papas de aveia, entre outros).


E aqui estamos apenas falar de despensa. Fiquem tranquilas que haverá ainda um próximo artigo, no qual iremos falar dos frescos e de como rentabilizar a sua compra, conservação e preparação. Fiquem atentos! :)


Neste momento, já estamos em condições de relar "Como organizar a sua semana: De 30 a 120 minutos" e incluir algumas dicas agora descritas no nosso planeamento. O que acham?


Espero que estejam a gostar destes conteúdos e se tiverem outras sugestões para nos dar, teremos todo o gosto em vos responder. :)


Para quem ainda não conhece, a Mafalta Freitas tem um dom natural para a cozinha, é mais de dois e dá vida aos alimentos, sobretudo aqueles que sobram no frigorífico.


Encontram a Mafalda aqui: Facebook - Instagram - Blogue


Boa noite!


Ter bons amigos é um luxo, por isso são raros!

05.02.18 | Vera Dias Pinheiro

Se passou um fim-de-semana e não me encontraram muito presente pelo Instagram; se não partilhei posts no blogue e muito poucos no Facebook, então o fim-de-semana só pode ter sido bom. Significa que carreguei baterias junto da família e dos (bons) amigos, em que o telemóvel fica mais esquecido e em que tempo não chegou para escrever um texto do início ao fim ou sequer de alinhavar ideias. Se bem que, nesta profissão, estamos sempre a trabalhar. E este fim-de-semana estive a trabalhar em coisas que vocês terão oportunidade de ver daqui a alguns dias.


Invariavelmente, acabamos sempre a falar no mesmo: se o tempo em geral passa demasiado rápido, aos fins-de-semana passa num ápice. E neste foi assim pelos melhores motivos. Tive tempo para os amigos e para as minhas amigas, um tempo que parece ficar sempre para depois. Após a maternidade e durante o tempo que vivi em Bruxelas, naturalmente, fiz amizades com os amigos do meu marido, os tempos de lazer eram 99% passados em família, mas ainda assim, tive o meu grupo da turma de francês e uma amiga portuguesa e era com ela que maioritariamente, lá muito de vez em quando, saía ou para ir ao cinema ou para jantar.


Confesso que nessa fase, isso era suficiente, pois estava ainda muito presa ao Vicente e sentia-me bem assim. Por isso, se tivesse que ser eu a ficar em casa e ser o meu marido a sair, eu não me importava. E, de qualquer forma, era um tempo que, mesmo sozinha, com o Vicente a dormir, aproveitava como um tempo só meu. Tenho facilidade em distrair-me mesmo estando sozinha e talvez por isso, a maternidade em exclusivo e o facto de viver expatriada não me fizeram sentir demasiado sozinha ou isolada.


Uma vez em Lisboa, o ritmo de vida de todos nós, juntando as exigências diárias e as obrigações familiares, o tempo escassa. E aquilo que me custa verdadeiramente é essa passagem do tempo que rapidamente se torna muito tempo ausente fisicamente da vida das pessoas de quem gosto. É certo que as redes sociais e os chats são facilitadores, ajudando a manter a sensação de proximidade e de que estamos sempre a par das últimas.


Mas nem sempre é assim. Nem eu própria que tenho um blog, que tenho exposição pessoal, incluindo a minha família, sou o exemplo de que basta ler o blog para saber o que se passa comigo ou connosco.

Mas eu considero-me uma pessoa paciente, porque tudo tem o seu tempo e porque há momentos na nossa vida que nos levam por caminhos que nem nós próprios dominamos. E é nesta fase, em que a minha grande “viagem” terminou, que estou. Quero estar com as minhas amigas, quero sair com elas, quero inclusivamente viajar ou passar fins-de-semana fora também sem filhos. Quero sentir que sou capaz de ter uma conversa ou até de estar num registo mais descontraído e relaxado sem a preocupação latente dos filhos, dos horários e de todas as preocupações e stress inerente. Tenho saudades de ser quem sou quando estou com elas.


No entanto, da mesma forma que eu não acho que me tenha anulado ou que me deixei para segundo plano perante o meu marido e o meu filho nos primeiros anos da maternidade. Eu não acho que agora esteja a ser egoísta. Eu simplesmente respeitei os meus timings, de certa forma abdiquei de umas coisas em certas alturas, mas que vi a recuperar mais tarde e até com mais capacidade para usufruir delas.


E é este equilíbrio, que eu nunca perdi de vista, que me fez acreditar sempre que tirar uma licença sem vencimento para ser mãe e esposa a tempo inteiro, não iria determinar o tipo de mulher que eu sou ou colocar em causa o meu futuro. Nada disso! Pelo contrário, essa foi a oportunidade para a mudança de vida que eu tanto desejava. E especialmente, para me sentir mais feliz e realizada  a todos os níveis.


Acho que o segredo é não ter medo das nossas escolhas se soubermos quem somos e o que queremos para nós. Não é tão importante saber, logo no momento, como vamos lá chegar, às vezes, basta ter feeling, sensibilidade para ver precisamente para além do momento. Teorias e mais teorias que valem o que valem, no entanto, de uma coisa tenho a certeza: os verdadeiros amigos não cobram, não amuam e não nos viram as costas.

Tive momentos em que achei que estava a ficar sem amigos, que a vida me estava a levar para longe dos meus e que eu iria acabar por ficar sozinha. Mas não foi nada disso que aconteceu. A vida ajudou-me a filtrar esses amigos, a manter junto de mim quem realmente se importa e está para valer na minha vida e mais ainda, trouxe-me novos, pessoas especiais que, na verdade, pareço conhecer de outra vidas...


No fundo, a vida é boa e recompensadora para aqueles que aceitam a sua vida tal como ela é e que não têm medo de aceitar os desafios. Atenção que eu não disse fácil, eu disse recompensadora. Quem aceitar o desafio tem que se capacitar que estará a entrar numa viagem alucinante, tipo montanha russa. A única diferença é que vamos sempre subindo um nível (espiritual), mesmo com os momentos maus que atravessamos, e nunca o inverso.


Mas isto sou eu que digo agora, depois de ter estado dentro da montanha russa. O que acaba por ter reflexos na nossa própria casa, daí ser um tema cada vez mais recorrente por aqui. Faz realmente sentido, para mim, falar dela enquanto extensão de todo este processo interior que passei. Entendem?


À medida em que eu me vou sentido mais consistente, mais sólida e com tudo mais definido à minha volta, consigo perceber melhor o que a minha casa precisa ou que eu preciso que ela tenha para me sentir verdadeiramente em casa. E foi assim que esta tela veio parar a esta parede.


tela de cecoração de paredes

Foi comprada no site da Friday.pt, uma marca portuguesa recente. Na loja online encontram várias coisas, temas diferentes, incluindo para o quarto de crianças, que tenho a certeza que podem dar vida ou renovar qualquer canto das vossas casas. No meu caso, escolhi a sala que está como prioridade neste momento - ali a par com o escritório/quarto da desarrumação das crianças, duas coisas que ,em conjunto, não funcionam...


Mas fica a fica! Esta foi a primeira a chegar cá a casa e a experiência foi boa. Encomenda feita sem problemas e chegou em pouquíssimos dias. É só preciso ter atenção que a moldura não vem incluída, comprei posteriormente.


Boa semana.


4 Locais obrigatórias para este fim-de-semana

02.02.18 | Vera Dias Pinheiro

 

Hoje é sexta-feira? Então, é dia de partilhar as minhas sugestões para o fim-de-semana, certo? :)

 

Uma exposição:

 

"Escher" | A exposição dos mundos impossíveis

 

 

  • Quando? De segunda a domino, das 19h às 20h

 

  • Idades? Toda a família

 

  • Preço? 11 euros

 

Descrição: A exposição “Escher” traz mais mais de 200 obras do artista holandês com o mesmo nome, M.C. Escher (1898- 1972). A mostra chega pelas mãos da produtora Arthemisia. Além das duas centenas de obras, acrescem equipamentos didácticos de forma a tornar a exposição numa experiência mais completa. Ao longo da exposição os visitantes vão ter oportunidade de estimular a atenção, a imaginação e a intuição, através da arte matemática e dos mundos impossíveis criados pelo holandês.

 

Um museu:

 

Museu da Eletricidade

 

  • Onde? Av. Brasília, Lisboa

 

  • Preço? Gratuito

 

Descrição: O núcleo principal da exposição permanente é a própria Central, ou seja, todo o conjunto de equipamentos que faziam parte da instalação da antiga unidade de produção e que, felizmente, se encontram ainda hoje com uma integridade assinalável. A exposição procura transmitir aos visitantes uma noção clara do funcionamento desta antiga central termoeléctrica de Lisboa, desde a identificação dos seus diversos componentes até à explicação do seu funcionamento. O Museu é também valorizado com a apresentação de outros núcleos permanentes, abordando temas relacionados com a energia, incluindo uma área mais didáctica atraves de jogos e outras brincadeiras que as crianças adoram. Sem mencionar a sua localização privilegiada, claro.

 

Um teatro:

 

São Luiz Mais Novos | Antiprincesas

 

  • Onde? Teatro São Luiz, Lisboa

 

  • Idade? Entre os 3 e os 6 anos

 

  • Preço? 2 euros/família

 

Descrição: Estes espetáculos não são sobre princesas. A coleção Antiprincesas (Tinta da China/ EGEAC) conta-nos a história de quatro mulheres inspiradoras. A pintora mexicana Frida Kahlo, a compositora e cantora chilena Violeta Parra, a militar boliviana de origem indígena Juana Azurduy e a escritora brasileira Clarice Lispector. Estas mulheres não têm coroas, não vivem em castelos e não têm superpoderes, são mulheres comuns, heroínas na vida real que desafiaram os cânones e revolucionaram o mundo através da arte, literatura ou política. E no final não «viveram felizes para sempre», mas foram sempre autênticas. Foram mulheres lutadoras, independentes e apaixonadas pela vida. A evocação destas verdadeiras heroínas vem sublinhar a evidência que a vida não é um «conto de fadas», mas também que vale a pena enfrentar dificuldades e lutar por aquilo em que acreditamos.

 

  • De 5 a 11 de fevereiro: Antiprincesas # – Frida Kahlo (estreia)

 

Um jardim:

 

Os jardins da Fundação Calouste Gulbenkian.

 


locais obrigatórias para levar as crianças no fim-de-semana

 

Para mim, é dos espaço mais agradáveis para passear com (ou sem) crianças em Lisboa. Tem de tudo um pouco: os espaços verdes, os patos, a cafetaria, sem esquecer a parte cultural presente nos vários edifícios. E qualquer altura do ano é boa altura para um passeio e, claro, para tirar umas fotografias também. E estas remetem-nos para os dias quentes do verão passado! :)


E para este fim-de-semana são estas as minhas sugestões. Sendo que, nós vamos tentar ir visitar o Museu de Arte Popular.

 

Continuação de óptima sexta-feira.

As rotinas! Ai as rotinas!

01.02.18 | Vera Dias Pinheiro

Falar de rotinas parece ser uma coisa simples e fácil. E é sobretudo se atendermos à definição do termo que vem no dicionário de língua portuguesa:


Rotinas é um nome feminino no plural que significa: 1. caminho já sabido ou habitualmente trilhado; 2. hábito de fazer alguma coisa sempre da mesma maneira; 3. prática constante; 4. aversão às inovações.

Com efeito, estamos a falar de algo que, pela sua consistência e previsibilidade, deixa de causar qualquer estranheza. Cria-nos o hábito, a rotina e, ao fim de um certo tempo, já nem questionamos o porquê de ser assim ou assado.


Com as crianças passa-se exactamente o mesmo. Desde que nascem, há um conjunto de rotinas que vão fazendo parte do seu dia-a-dia e do seu crescimento e que, quer gostem ou não, têm que ser feitas! E muitas dessas rotinas são coisas essenciais ao dia-a-dia, pois dizem respeito à higiene, como lavar os dentes ou tomar banho; a necessidades básicas, como comer ou dormir; e outras prendem-se também com a sua saúde e segurança, como não saltar de sítio perigosos ou não brincar com objectos perigosos.


Bom, isto tudo misturado e baralhado, são coisas que ficam impregnadas nas crianças desde o dia zero. Com o seu crescimento vão-se acrescentando outras, mas a base é sempre a mesma: são rotinas do dia-a-dia, que não mudam e que se processam sempre, mais ou menos, da mesma forma e com a mesma sequência.


No entanto, na vida real, como se costuma dizer, há fases – gostamos tanto de justificar estas coisas da maternidade, dizendo sempre que são “fases”, não é verdade? – em que parece que se desaprende aquilo que se já se aprendeu, em que se deixa de gosta daquilo que já se aprendeu a gostar ou que se questiona aquilo que já foi assimilado como tendo que ser assim. E quando achamos que temos os nossos dias controlados, somos surpreendidos com birras e birras porque não se quer, porque não se gosta. E nós pensamos quando é que deixaste de gostar de lavar os dentes? Ou, pelo menos, porque é que ontem não te importavas e hoje, sabendo que os dentes se lavam sempre a seguir às refeições, estás a reclamar?


  • Quantas e quantas vezes, arranjamos mil maneiras dos bebés se habituarem ao banho, depois quando já está tudo certo, começam a tomar banho de pé e regredimos tudo, porque afinal não se gosta de lavar o cabelo ou de ter água nos olhos.
  • E o soro no nariz? E a sopa? E os legumes que se comem na sopa, mas que no prato já não se come? E a fruta quando deixa de ser passada? O vestir? O calçar?
  • E quando isto tudo fica finalmente oleado no dia-a-dia e acontece não quererem tirar a roupa, cerrar a boca para não lavar os dentes, recusar a vestir a bata da escola?!

Quantas e quantas vezes as rotinas, tão facilitadoras do dia-a-dia, não se tornam verdadeiras torturas para os pais, especialmente quando nós mais precisamos que elas resultem? Quantas vezes dou por mim, sentada, só a observar com a esperança de que findo o espetáculo, se retome a normalidade! Quem nunca? Para mim, é a única forma de me manter o mais serena possível.


Ainda assim, de todas as rotinas, as duas mais controversas são: lavar o cabelo/cabeça, por causa da água nos olhos e o lavar os dentes! Ui! Que guerras que são feitas. Ainda assim e como em tudo o que envolve a maternidade, há sempre uma certa bipolaridade, há dias santos e outros de fugir. Ok! Mas será difícil pedir um meio termo? Saiam todos a ganhar, não concordam?


rotinas lavar os dentes

Entretanto, aproveito para vos dar a conhecer uma nova marca de dentifricos e pastas de dentos. De referir que não se trata de um post patrocinado. No entanto, como eu própria ando sempre à procura de coisas novas e de marcas diferentes, recebemos em casa produtos da marca Glister para experimentar.


A Glister Kids é uma marca da conhecida Amway especifica para os cuidados de higiene oral a partir dos dois anos. A comprar, como todos os produtos da Amway, pode ser feita de duas formas: através de revendedores ou em amway.pt.


Fevereiro: Sem expectactivas, sem decepções!

01.02.18 | Vera Dias Pinheiro

"Não cries expectactivas para não vires a ter grandes decepções!"... Se tivesse que escolher um lema de vida, além da resiliência e do acreditar sempre em nós, este seria, sem dúvida, um deles. Afinal, se pensarmos um pouco mais a fundo nas situações que nos causam alguma tristeza, conseguimos perceber a razão para nos sentirmos assim tem a ver com alguma expectativa ou ilusão, ainda que inconscientes, criadas. Sem isso, não havia motivo para nos sentirmos tristes! E agora que o mês de fevereiro começa, este é realmente o lema para este mês. Um mês curtinho, mas é o mês do meu aniversário, o mês do amor... poucas celebrações (ou não) mas carregadas de significado e… da tal expectativa. E mesmo não sendo muito presa a datas, a verdade é que o raio da expectativa está lá. Portanto, quando eu digo que não ligo, que não espero nada ou que até nem gosto de surpresas. Isso acaba por não ser bem assim. Porque o que eu mais quero é sentir-me especial para aqueles que estão ao meu redor. Tudo o que eu mais quero é sentir que a forma dedicada com que penso nestas datas e com que me esforço para que o dia dos outros seja memorável, gostava que sentir esse retorno. É inconsciente, pois eu não faço nada para cobrar mais tarde. Mas é da natureza humana, sei lá. É da nossa necessidade de precisar de sentir que gostam de nós por mais independentes que sejamos.


No ano passado, pelo meu aniversário, tentei contrariar tudo isto e "fugi" quase sozinha (porque levei a minha amiga Sofia comigo) para ter um dia dedicado a mim no Dolce Campo Real. O motivo era a grande necessidade de olhar só para mim, depois de um ano de maternidade tão intenso e por ser um ano que ia exigir muito de mim em termos pessoais. Queria ser só eu por umas horas e fiz questão de registar o momento para não me esquecer de mim, para ter onde me agarrar quando os estados de humor e a tal tristeza se apodera de mim. Nesses momentos, lembro-me que aquilo que me move é o "só" ser feliz a cada dia com as ferramentas que tenho e da melhor forma que consigo. 


Tento não me agarrar demasiado aos outros, ao material, ao efémero e aprendi a olhar para dentro, a conhecer-me ao ponto de ser a minha melhor amiga e de saber cuidar de mim quando essa tal tristeza vem, quando os obstáculos são grandes e quando tudo o que tenho à minha volta parece querer ruir. É por isso que eu não acho que seja egoísmo termos o nosso espaço, termos o nosso tempo, termos a nossa individualidade mesmo em relação aos filhos e à família. Porque a verdade é que se soubermos estar só não temos medo de nada, não duvidamos de nada, porque o mais importante nós temos: nós!


Parece estranho? Não sei, talvez... Mas esta foi a forma que encontrei para me safar numa vida que foi levando sempre caminhos pouco lineares, que teve sempre escolhas do tudo ou nada, em que tive que aceitar o risco para ser feliz e confiar que essa felicidade (que é a minha) supera a outra vida, com segurança e redes de apoio.


Sou a filha mais nova e aquilo que sinto, muitas vezes, é que fui largada aos lobos sem estar preparada. A vida dos meus pais tinha mudando muito em cinco anos e nem eles estariam à espera de não poder garantir as mesmas coisas a uma filha e à outra. Portanto, quando a minha vida se orientava numa determinada forma de repente fui forçada a tomar as rédeas e assumir um controlo e responsabilidade que eu própria não sabia bem o que eram.


Acredito que isso tenha ditado esta forma de estar que hoje, prestes a fazer 35 anos, tenho. Talvez esteja aqui a explicação para aquilo que vocês apelidam de uma enorme coragem para arriscar. Se querem saber, devo ter tanto medo quando cada uma de vós, mas simplesmente aprendi a viver assim, retirei as culpas e algum sentimento de injustiça que tinha dentro do meu coração, para viver a vida que tinha à minha frente tal como ela era. E se isso faz de mim uma pessoa destímida, fico feliz, porque nesta vida não podemos dar nada como garantido.


Um bom dia neste primeiro dia do mês de fevereiro!


 

Fotografia || Lovetography


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