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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

No fundo, queremos todos o mesmo: um amor e ser feliz!

14.02.18 | Vera Dias Pinheiro

O Dia dos Namorados, na minha opinião, não é mais do que o somatório de todos os outros dias do ano. Se temos andado bem, é tudo mais fácil e natural e vice-versa. O Dia dos Namorados pode ser ainda a oportunidade, o empurrão, o motivo ou a razão para dar uma nova oportunidade, para mudar ou tentar mais uma vez. Mas nunca será o dia exclusivo do amor. Esse sentimento que tanto nos permite mover vales e montanhas, como, ao mesmo tempo, tem tanto de frágil e delicado. O amor exige de nós um cuidado diário e constante. Um cuidado que nem é tanto nos gestos ou nas atitudes, nos presentes ou nas palavras, é no dia-a-dia, todos os dias da nossa vida e enquanto o amor durar, nas mínimas coisas. Aliás, diria que nas coisas mais insignificantes.


Se formos honestos connosco próprios (e com os outros), saberemos que não existem amores perfeitos e que o amor para a vida toda assumirá várias tonalidades e versões de si mesmo. Na sua base: o respeito, a compreensão, o diálogo e a capacidade de ouvir o outro… sempre! O amor não é um sentimento para os distraídos, é para aqueles que estão atentos e zelosos como se de um tesouro muito raro se tratasse (e é mesmo). Porque no final do dia e da vida, tudo se resume ao amor e à felicidade. Tudo se resume ao ombro amigo, à companhia, ao nosso amigo com o qual choramos, sorrimos, discutimos, beijamos, lutamos e geramos vidas perfeitas, os filhos. Claro que, na prática, nem tudo se resume a histórias bonitas, mas quero pensar que esta ainda é a regra.


Talvez o desafio maior que o amor enfrenta é precisamente quando os filhos aparecem na vida de um casal. Pode parecer estranho, mas é aqui que a história de amor, ao assumir novos personagens, enfrenta novos desafios. O tempo deixa de ser exclusivo, a atenção dispersa-se e, enquanto nos vamos nos adaptando, o tempo vai passando. Um tempo impiedoso e, quando menos esperamos, já se passaram muitos meses em que esse amor teve que esperar. Quando os filhos nascem, o desafio dos apaixonados é voltar a encontrar-se, sabendo que continua a existir um homem e uma mulher para além do pai e da mãe.


E eu, que continuo a ser uma mera aprendiz nestas coisas do amor, mas muito fiel aos meus princípios, sendo um deles a capacidade de olhar mais a frente dos problemas e de colocar na balança sempre mais prós do que contras, trouxe comigo aquele que considero o maior ensinamento que recebi dos meus pais. Foram raras as discussões que presenciei, foi com o meu pai que tive o exemplo de um homem cuidadoso para com a mulher e protector da sua família e foi com ambos que percebi que um dos maiores erros que podemos cometer é ir dormir chateados. Mas isso eu só vi a perceber mais tarde, pois durante muito tempo não entendia o porquê de tanto conversavam na cama aquelas horas.


E, no meio de tudo isto, acho importante dizer que não foram o casal perfeito e que a relação não durou para a vida toda. Porém arrisco em dizer que o amor e o respeito ficaram e permaneceram para além da separação física.


Aos meus pais agradeço o facto de ter aprendido o que são as tais famílias reais das quais tanto se fala. Aprendi o que são as famílias que tem como prioridade a própria família, que vivem em comunhão e como isso os torna focados no mais importante: o respeito como base do amor e a família pela qual se deve lutar sempre. Conheci um amor altruísta e amigo, um amor que conheci também com os meus avós paternos, pois nunca esquecerei a ternura um com o outro, a amizade, o facto de saberem que, no mundo, só precisam um do outro.


E com isto, termino dizendo que o importante não é encontrar o par perfeito, mas sim a metade que nos completa, nos respeita e que sabe viver connosco sem que tenhamos que mudar (muito). Alguém que ceita os nossos defeitos e aprecia as nossas qualidades. "Só" isto!


Feliz Dia de São Valentim!


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Flores "da época" da Saudade Flores


Como nos despedimos do Carnaval deste ano

14.02.18 | Vera Dias Pinheiro

 

Despedimo-nos do Carnaval deste ano com um querido regresso às minhas memórias de infância. Sem nada programado, mas com muita vontade de proporcionar um dia diferente ao Vicente e à Laura e, no meio das minhas pesquisas por "desfiles de carnaval 2018 no google", veio-me subitamente à cabeça os meus passeios pela Nazaré em criança.

 

Era praticamente uma tradição ir lá almoçar - os meus pais adoravam comer marisco (e eu nem por isso) - e, de seguida, assistir ao desfile do corso carnavalesco. Lembro-me das ruas cheias e, de muitas vezes, não conseguir ver praticamente nada. Tenho comigo fotografias antigas desses passeios, tenho inclusivamente uma fotografia dos meus avós, já velhinhos, abraçados na praia do Norte, junto às bancas onde os pescadores deixam o peixe a secar e que ainda hoje lá estão.

 

Graças aos vários comentários deixados na página de Facebook a este post, chegamos à Nazaré já com mesa reservada no restaurante, o que nos facilitou muito a vida, pois continua a ser um destino muito procurado nesta altura específica do ano. O eleito acabou por ser o restaurante Aleluia, mesmo junto à praia, com vista privilegiada, como imaginam e onde almoçamos um peixe excelente. No final deste post, vou deixar todas outras sugestões partilhadas para quem estiver a pensar dar um passeio naquela zona.

 


carnaval da nazaré

 

Entre todos os anos que separam a minha última ida ao carnaval da Nazaré, talvez tenha notado um pouco menos de gente (o que não foi necessariamente mau), tive pena de não ter dado um passeio e ter visto mais coisas. Contudo, não só estava muito frio, como continua a ser muito complicado sair de lá, no final do desfile, sem se estar um bom tempo nas filas.


Saímos cedo de casa e regressamos tarde. Tiramos a Laura da sua rotina e isso obrigou-nos a doses de paciência extra. Na pressa de sair de casa e na troca de tarefas entre os pais, o casaco da Laura acabou por ficar pendurado na porta do quarto dos miúdos, acabei por ter que comprar um “kit” numa das lojas típicas da zona para remediar. O Vicente, de inicio estava meio estranho, mas depressa se rendeu à festa e estivemos na primeira fila a atirar fitas e confettis. Resistimos estoicamente ao frio e ao vento, os olhos dos dois brilhavam e, no regresso a casa, o cansaço do Vicente fê-lo adormecer mal se sentou no carro, ao passo que o cansaço da Laura fê-la vir a viagem toda entre choro e gritos.

 

Mas o mais importantes nós conseguimos: sair de casa, vencer o comodismo ao não querer colocar tudo em casa apenas por um dia de festa, o tempo não estar a colaborar e pensarmos que é um dia de descanso a meio da semana do qual vamos abdicar. Como a minha mãe diz (e bem), tenho dentro de mim uma vontade e energia imensa para fazer coisas.

 

E é verdade, mas para isso também é preciso que as pessoas à minha volta alinhem. Toda a logística e até ser a âncora que consegue manter o equilíbrio nos momentos mais desafiantes nestas saídas em família, eu consigo dar conta sozinha. Penso, planeio, dou as ideias, etc... quase como se de uma verdadeira organizadora de eventos de família (da minha) se tratasse. Mas para isso, é preciso que as pessoas à minha volta se deixem (e queiram) contagiar, pois, se de repente, perante um cenário caótico, no carro, por exemplo, se sou eu a única colocar na balança mais prós do que contras, ao fim do dia esse entusiasmo também acaba.

 

Mas hoje, ao acordar, sinto que foi um bom dia para os meninos e, já agora, que o facto de ter alinhado na brincadeira e ter-me (mais ou menos) mascadora, contribui para a animação. Se isto faz de mim uma apreciadora nata do Carnaval? Nada disso, simplesmente gosto de viver estas datas, gosto de contribuir com estes momentos na educação, crescimentos e memórias dos meus filhos, especialmente porque sou muito feliz com as memórias que os meus pais me proporcionaram e, muito honestamente, acho que na sociedade em que nós vivemos, esta “pureza e simplicidade” deixou de ver. Mesmo que nos tenha trazido outras coisas muito boas.

 

Outras sugestões de restaurantes na Nazaré para tomar note:

 

 

  • Vicente

 

  • Taberna d'Aldeia

 

 

  • Sítios dos Petiscos

 

  • Maria do Mar.

 

E hoje, ja que a festa continua, ainda que por outros motivos, digam-me lá se são (ou não) fãs do Dia dos Namorados?

 

Boa tarde.