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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

As rotinas! Ai as rotinas!

01.02.18 | Vera Dias Pinheiro

Falar de rotinas parece ser uma coisa simples e fácil. E é sobretudo se atendermos à definição do termo que vem no dicionário de língua portuguesa:


Rotinas é um nome feminino no plural que significa: 1. caminho já sabido ou habitualmente trilhado; 2. hábito de fazer alguma coisa sempre da mesma maneira; 3. prática constante; 4. aversão às inovações.

Com efeito, estamos a falar de algo que, pela sua consistência e previsibilidade, deixa de causar qualquer estranheza. Cria-nos o hábito, a rotina e, ao fim de um certo tempo, já nem questionamos o porquê de ser assim ou assado.


Com as crianças passa-se exactamente o mesmo. Desde que nascem, há um conjunto de rotinas que vão fazendo parte do seu dia-a-dia e do seu crescimento e que, quer gostem ou não, têm que ser feitas! E muitas dessas rotinas são coisas essenciais ao dia-a-dia, pois dizem respeito à higiene, como lavar os dentes ou tomar banho; a necessidades básicas, como comer ou dormir; e outras prendem-se também com a sua saúde e segurança, como não saltar de sítio perigosos ou não brincar com objectos perigosos.


Bom, isto tudo misturado e baralhado, são coisas que ficam impregnadas nas crianças desde o dia zero. Com o seu crescimento vão-se acrescentando outras, mas a base é sempre a mesma: são rotinas do dia-a-dia, que não mudam e que se processam sempre, mais ou menos, da mesma forma e com a mesma sequência.


No entanto, na vida real, como se costuma dizer, há fases – gostamos tanto de justificar estas coisas da maternidade, dizendo sempre que são “fases”, não é verdade? – em que parece que se desaprende aquilo que se já se aprendeu, em que se deixa de gosta daquilo que já se aprendeu a gostar ou que se questiona aquilo que já foi assimilado como tendo que ser assim. E quando achamos que temos os nossos dias controlados, somos surpreendidos com birras e birras porque não se quer, porque não se gosta. E nós pensamos quando é que deixaste de gostar de lavar os dentes? Ou, pelo menos, porque é que ontem não te importavas e hoje, sabendo que os dentes se lavam sempre a seguir às refeições, estás a reclamar?


  • Quantas e quantas vezes, arranjamos mil maneiras dos bebés se habituarem ao banho, depois quando já está tudo certo, começam a tomar banho de pé e regredimos tudo, porque afinal não se gosta de lavar o cabelo ou de ter água nos olhos.
  • E o soro no nariz? E a sopa? E os legumes que se comem na sopa, mas que no prato já não se come? E a fruta quando deixa de ser passada? O vestir? O calçar?
  • E quando isto tudo fica finalmente oleado no dia-a-dia e acontece não quererem tirar a roupa, cerrar a boca para não lavar os dentes, recusar a vestir a bata da escola?!

Quantas e quantas vezes as rotinas, tão facilitadoras do dia-a-dia, não se tornam verdadeiras torturas para os pais, especialmente quando nós mais precisamos que elas resultem? Quantas vezes dou por mim, sentada, só a observar com a esperança de que findo o espetáculo, se retome a normalidade! Quem nunca? Para mim, é a única forma de me manter o mais serena possível.


Ainda assim, de todas as rotinas, as duas mais controversas são: lavar o cabelo/cabeça, por causa da água nos olhos e o lavar os dentes! Ui! Que guerras que são feitas. Ainda assim e como em tudo o que envolve a maternidade, há sempre uma certa bipolaridade, há dias santos e outros de fugir. Ok! Mas será difícil pedir um meio termo? Saiam todos a ganhar, não concordam?


rotinas lavar os dentes

Entretanto, aproveito para vos dar a conhecer uma nova marca de dentifricos e pastas de dentos. De referir que não se trata de um post patrocinado. No entanto, como eu própria ando sempre à procura de coisas novas e de marcas diferentes, recebemos em casa produtos da marca Glister para experimentar.


A Glister Kids é uma marca da conhecida Amway especifica para os cuidados de higiene oral a partir dos dois anos. A comprar, como todos os produtos da Amway, pode ser feita de duas formas: através de revendedores ou em amway.pt.


Fevereiro: Sem expectactivas, sem decepções!

01.02.18 | Vera Dias Pinheiro

"Não cries expectactivas para não vires a ter grandes decepções!"... Se tivesse que escolher um lema de vida, além da resiliência e do acreditar sempre em nós, este seria, sem dúvida, um deles. Afinal, se pensarmos um pouco mais a fundo nas situações que nos causam alguma tristeza, conseguimos perceber a razão para nos sentirmos assim tem a ver com alguma expectativa ou ilusão, ainda que inconscientes, criadas. Sem isso, não havia motivo para nos sentirmos tristes! E agora que o mês de fevereiro começa, este é realmente o lema para este mês. Um mês curtinho, mas é o mês do meu aniversário, o mês do amor... poucas celebrações (ou não) mas carregadas de significado e… da tal expectativa. E mesmo não sendo muito presa a datas, a verdade é que o raio da expectativa está lá. Portanto, quando eu digo que não ligo, que não espero nada ou que até nem gosto de surpresas. Isso acaba por não ser bem assim. Porque o que eu mais quero é sentir-me especial para aqueles que estão ao meu redor. Tudo o que eu mais quero é sentir que a forma dedicada com que penso nestas datas e com que me esforço para que o dia dos outros seja memorável, gostava que sentir esse retorno. É inconsciente, pois eu não faço nada para cobrar mais tarde. Mas é da natureza humana, sei lá. É da nossa necessidade de precisar de sentir que gostam de nós por mais independentes que sejamos.


No ano passado, pelo meu aniversário, tentei contrariar tudo isto e "fugi" quase sozinha (porque levei a minha amiga Sofia comigo) para ter um dia dedicado a mim no Dolce Campo Real. O motivo era a grande necessidade de olhar só para mim, depois de um ano de maternidade tão intenso e por ser um ano que ia exigir muito de mim em termos pessoais. Queria ser só eu por umas horas e fiz questão de registar o momento para não me esquecer de mim, para ter onde me agarrar quando os estados de humor e a tal tristeza se apodera de mim. Nesses momentos, lembro-me que aquilo que me move é o "só" ser feliz a cada dia com as ferramentas que tenho e da melhor forma que consigo. 


Tento não me agarrar demasiado aos outros, ao material, ao efémero e aprendi a olhar para dentro, a conhecer-me ao ponto de ser a minha melhor amiga e de saber cuidar de mim quando essa tal tristeza vem, quando os obstáculos são grandes e quando tudo o que tenho à minha volta parece querer ruir. É por isso que eu não acho que seja egoísmo termos o nosso espaço, termos o nosso tempo, termos a nossa individualidade mesmo em relação aos filhos e à família. Porque a verdade é que se soubermos estar só não temos medo de nada, não duvidamos de nada, porque o mais importante nós temos: nós!


Parece estranho? Não sei, talvez... Mas esta foi a forma que encontrei para me safar numa vida que foi levando sempre caminhos pouco lineares, que teve sempre escolhas do tudo ou nada, em que tive que aceitar o risco para ser feliz e confiar que essa felicidade (que é a minha) supera a outra vida, com segurança e redes de apoio.


Sou a filha mais nova e aquilo que sinto, muitas vezes, é que fui largada aos lobos sem estar preparada. A vida dos meus pais tinha mudando muito em cinco anos e nem eles estariam à espera de não poder garantir as mesmas coisas a uma filha e à outra. Portanto, quando a minha vida se orientava numa determinada forma de repente fui forçada a tomar as rédeas e assumir um controlo e responsabilidade que eu própria não sabia bem o que eram.


Acredito que isso tenha ditado esta forma de estar que hoje, prestes a fazer 35 anos, tenho. Talvez esteja aqui a explicação para aquilo que vocês apelidam de uma enorme coragem para arriscar. Se querem saber, devo ter tanto medo quando cada uma de vós, mas simplesmente aprendi a viver assim, retirei as culpas e algum sentimento de injustiça que tinha dentro do meu coração, para viver a vida que tinha à minha frente tal como ela era. E se isso faz de mim uma pessoa destímida, fico feliz, porque nesta vida não podemos dar nada como garantido.


Um bom dia neste primeiro dia do mês de fevereiro!


 

Fotografia || Lovetography