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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Os aniversários são um teste de stress para as mães

02.01.18 | Vera Dias Pinheiro

Amanhã o Vicente faz cinco anos e é talvez o ano em que o entusiasmo dele está ao rubro. Neste momento está a contar as horas para que chegue o dia do seu aniversário e sabe exactamente quais os amigos que não podem faltar à sua festa, qual a festa que quer e tem um brilho nos olhos que me faz querer dar-lhe o mundo neste momento. E quando digo isto não me estou a referir ao lado material, pois tal como no natal, o aniversário é uma data especial pela experiência em si. A única parte material no meio disto tudo é mesmo o dinheiro para poder colocar tudo isto em marcha.


A altura do ano não é propriamente a melhor, dado que já venho mais cansada devido ao Natal e ao Ano Novo. São festividades que, quer queiramos quer não, acarretam algum stress, muita azáfama e alguma confusão. Mas independentemente disso, eu sempre consegui ter tudo organizado antes de tudo isso. Claro que havia sempre o stress da comida e de montar tudo e mais alguma coisa, mas estava tudo tratado e especialmente os convites entregues.


É que ser mãe a tempo inteiro é realmente espectacular, no entanto, a pressão que eu coloquei em cima de mim para nunca lhes falhar é enorme e quando sinto que não estou a cumprir, não consigo lidar bem com isso. Eu habituei-me a ser a mãe que assume as rédeas de tudo, que programa tudo e que garante que tudo fica o melhor possível, não importa como, mas tem sido assim.


Acontece que este ano eu não fui essa mãe e não estou habituada a isso. E hoje, véspera do seu aniversário, sinto uma frustração enorme por não ter, pelo menos, salvaguardo que não ia viver o stress de correr Lisboa inteira à procura do tema do Ninjago. E se não fosse este o tema, com outro iria ser a mesma coisa. Afinal, porque é que os nossos filhos querem sempre o mais difícil de encontrar?! O que esgota ou o que não existe?


Esgotou tudo ou, então, eu tive o azar de ter chegado imediatamente a seguir a alguém que levou o último balão, o último pacote de guardanapos, as velas, sei lá… Também não antecipei que hoje muitas lojas iriam estar fechadas por ter estado abertas no domingo, dia 31 de dezembro.


O Vicente faz anos amanhã e o que é certo é que a altura eu queria já ter entregue os convites há mais tempo (porque é mesmo isso que me está a deixar mais ansiosa, na verdade) queria ter encontrado o espaço que eu acho que ia exactamente ao encontro do que ele quer, queria não ter deixado os balões esgotarem... queria não estar enervada e queria, sobretudo, não me sentir desta forma. Racionalmente, não há motivo, mas mesmo assim eu não consigo deixar de sentir "isto" que sinto.


E sim, eu sei que ele se vai divertir e que, mesmo em cima da hora, há amigos que vão conseguir vir e que eu vou perceber que, afinal, o Vicente e os amigos vão adorar tudo. No final, vai tudo acabar bem, como sempre correu, mas podia ser sem estes sentimentos tão ingratos para nós que damos sempre o melhor que podemos. Só que esse melhor difere consoante a fase e o momento que estamos a viver. Certo?


Contudo, também há coisas boas a agradecer, porque a minha amiga Catarina (Detalhes by Cat) deve ter os aniversários já na agenda e já me pergunta apenas o que é que eu preciso da parte dela; também já tenho o bolo encomendado e hoje, quando tive aquele momento de mais ansiedade, houve alguém que fez acontecer o impossível para domingo. É por tudo isto, que eu sei que o resto vai correr bem e que o Vicente vai divertir-se e soprar as velas na companhia dos seus amigos.


Ainda se lembram da festa dos quatro anos?


Boa noite.


1 de Janeiro: começar o ano fora das redes sociais

02.01.18 | Vera Dias Pinheiro

 

Dia 1 de janeiro de 2018, todo um mundo de novas oportunidade e desafios pela frente. É hora de nos libertarmos da intensidade do mês de dezembro é um mês intenso que, na minha opinião, é o culminar daquilo que foi o nosso ano e encarar com leveza e de espírito aberto tudo o que há-de vir. Para mim, não há resolução melhor do que esta: "colocar as mãos à obra" em tudo na nossa vida. Não vale cruzar os braços, não vale desistir antes de tentarmos, no mínimo, 45 987 vezes e muito menos aceitar um não como resposta.

 

No entanto, para além das resoluções que, para mim, não são mais do que orientações para eu me manter focada nos meus objectivos e por isso, não há cá sentimentos de frustração caso alguma delas não seja alcançada. Quando assim é, a lição a tirar daí é simplesmente que temos que continuar com as "mãos à obra" no ano seguinte.

 

E às resoluções juntam-se as minhas "superstições". No fundo, hábitos que eu mantenho em todas as passagens de ano e que até já fui convertendo o marido, os filhos e os amigos. Por exemplo, passar a meia noite em cima da cadeira e comer as doze passas - não é do agrado de todos, mas... Este ano, enchemos ainda um conjunto de balões com papelinhos cheios de palavras de motivação que deixamos voar em liberdade pela janela. Também procuro ter uma peça de roupa para estrear no dia 1 de janeiro, dia em que procuro que seja passado da forma como eu espero que o resto do ano venha a ser vivido. Com harmonia, em famí­lia, ir para junto do mar, se possí­vel, ter menos smartphones, tablets e tudo mais que nos consome tempo precioso diariamente.

 

E ontem foi precisamente isso que aconteceu. Depois de muitos dias bastante atarefados e de tanta partilha nas redes sociais, senti uma enorme necessidade de estar só com os meus, de conversar mais, de brincar mais, de não me distrair ou estar de olhos fixos a fazer alguma no telemóvel ou no computador.

 

Afinal, o que eram estas 24 horas entre as tantas horas que 2018 nos vai trazer pela frente? Nada! Mas, ao mesmo tempo significaram muito para nós. E, em 2018, eu quero mesmo ter a capacidade para gerir o uso do telemóvel, especialmente quando quero estar com os meus filhos. Mas para isso tenho que melhorar a minha organização.


E assim, meios desligados do mundo, brindamos a chegada do novo ano da melhor forma possí­vel. No primeiro dia de janeiro demos passeio no Guincho, aproveitamos o tempo maravilhoso deste inverno tão ameno, os miúdos estiveram na rua, nós estivemos em famíia, a casa ficou mais leve, porque nas arrumações do pós-festa aproveitamos para retirar já algumas das decorações de natal e eu ainda cuidei de mim já quando todos dormiam. E, a partir de hoje, entramos novamente na rotina de mais um ano.

 

Bom Dia!

 

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Vicente e Laura vestidos com roupa da marca C&A e Kiabi - sim, estou mesmo muito fã destas duas marcas e muito satisfeita com a qualidade da roupa.