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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

(Pelo menos) 5 motivos para visitarem o Lx Factory

23.10.17 | Vera Dias Pinheiro

Já só penso no Outono, tenho vontade de largar as roupas de verão, as quais já não sei mais como reinventar para continuar a usar diariamente. E a verdade é que (ainda bem que) esta semana que passou já deu para sentir o cheiro do Outono, de tal forma que eu já ia toda embalada no espírito não fossem as notícias de nova subida das temperaturas. Nada pior do que o sentimento criado de "falsas espectactivas" face alguma coisa, não concordam? No entanto, a parte boa é que deu para ter vontade (e comer) castanhas assadas, uma das melhores coisas que o Outono nos oferece.

 

Mas o que se faz num fim-de-semana em que queremos sair, mas em que não queremos pegar no carro, não queremos perder tempo a andar de um lado para o outro, a procurar estacionamento ou mesmo, a enfrentar os aglomerados de turistas? Fica-se pelo bairro e é impressionante como basta deixar o carro de lado para se sentir de imediato o tempo a esticar um pouco mais.

 

O pior dos fins-de-semana é que parece que temos sempre que fazer uma escolha: ou optamos por andar sempre fora de casa, aproveitando ao máximo tudo o que não fazemos durante a semana e com isso, esquecemos a casa. Na segunda-feira seja o que Deus quiser. Ou, então, optamos por ficar em casa, onde sabemos que não nos falta sempre o que fazer. Porém, passar um fim-de-semana assim nem parece que é fim-de-semana. Falta tempo para o meio termo, pois o tempo que se perde nos "entretantos" não nos permite conjugar tudo nestes dois dias. Pois que, este fim-de-semana, apetecia-me mesmo esse meio termo.

 

Vivemos numa zona calma e ainda protegida da cidade de Lisboa, pelo menos até chegarmos ao Lx Factory. Eu "ainda sou do tempo" em que ninguém se lembrava daquele espaço para passear e levar a família, em que eram poucos os espaços comerciais e que os mercados eram meia dúzia de bancas. Actualmente, temos dificuldade em passar nas ruas, os restaurantes estão cheios, existe um mercado biológico e as bancas de artesanato e artigos em segunda mão triplicaram, isto dito de forma generosa.

 

Ainda assim, continua a ser um refúgio pelo espírito, ainda que já não tanto pelas pessoas que por ali circulam - deixou de ser tão alternativo como era - e eu, se passar muito tempo sem lá ir, fico com saudades. Saudades essas que foram todas liquidadas neste domingo! :)


O que estou a usar:

 

Vestido e Casaco // Zara

 

Ténis // Vans

 

Mala // Cortefiel

 

Óculos de Sol // TIWI World

 

    • Mini Roteiro para passar um domingo no Lx Factory:



1.Brunch no The Terapist, um espaço cujo o lema é "A alimentação cura". Com efeito, já perceberam que ali comem alimentos que nutrem o corpo e que fogem de tudo o que é processado, açúcares e por aí a fora.


A mim, fez-me especialmente bem, pois não estava muito bem disposta e o meu organismo ia rejeitar tudo o que não fosse saudável.

 

2. Passeio no mercado de produtos biológicos e não só, encontram também outros produtos nacionais vindos directamente do produtor (até as 16h00):

 


mercado biológico

 

3. Não esquecer os artigos em segunda mão e todos os outros de artesanto, made in Portugal, expostos também pela rua.

 


mercado segunda mão

 

E ainda:

 

4. Beber um café e ler um livro na Livraria Ler devagar;

 

5. Subir até ao terraço do Rio Maravilha e desfrutar de uma vista lindíssima sobre o rio Tejo, a Ponte 25 de Abril e a outra margem do rio.

 

E agora que venha daí mais essa semana. Sendo que.... faltam praticamente dois meses para o Natal. Dá para acreditar nisso?

 

Boa tarde.

 


 

As primeiras impressões sobre o Desperdício Zero

20.10.17 | Vera Dias Pinheiro

Depois de ter assistido a uma das sessões do Cultura Alegro (de Outubro), no Centro Comercial Alegro Alfragide, sobre o Desperdício Zero, foi preciso tempo para digerir tanta informação nova para mim. Senti como se entrasse num mundo completamente novo, porque, a verdade, é que é uma filosofia de vida completamente diferente daquela a que eu estou habituada.


No início pode ser até ser desconcertante, pois somos confortados com uma série de factos sobre o mundo e o meio ambiente, em particular, que nos deixa a pensar muito seriamente sobre tudo aquilo que andamos a fazer. A Filipa Silva, a representante do projecto Maria Granel - a pessoa que está a dar estes workshops - é simplesmente fantástica, a empatia é imediata e, sobretudo, não tem uma postura nada fundamentalista, o que para mim é muito imporante. No grupo da passada quarta-feira, eu era muito provavelmente a pessoa mais fora deste universo e não senti nenhuma barreira, muito pelo contrário. Logo para começar e para vos tranquilizar também, o Desperdício Zero não existe. Ou seja, é um objectivo que traçamos para a nossa vida, sabendo que nunca lá chegaremos, porém é com isso que vamos, passo a passo, mudando pequenos hábitos e ir reduzindo todo o desperdício que produzimos.


E esses passos vão desde os mais pequenos, como por exemplo, passar a recusar todas as palinhas que nos oferecem juntamente com as bebidas ou passar andar com o nosso próprio copo, evitando os copos de plástico ou papel. Ou, então, ir muito mais além e passar a produzir os próprios detergentes, assim como os cosméticos. As opções são várias, aliás, há literatura muito boa e com exemplos práticos para aplicar no dia-a-dia sobre o tema. Na minha opinião, o que é importante é perceber em que medida, cada um de nós, consegue fazer essa mudança.


Vou dar-vos o meu exemplo. Utopicamente, eu produzir a menor quantidade de lixo possível, no entanto também sei que tenho as minhas limitações. Não me imagino (pelo menos para já) a fazer o meu próprio desodorizante, mas, por outro lado, já decidi substituir todas as escovas de dentes pelas que são feitas de bambu. E assim por diante. Não vou esmiuçar aqui todas as alternativas que descobri e que podem ser excelente forma de entrar nesta consciencialização de que é preciso pensar numa perspectiva mais ecológica e sustentável para não alongar o post. Contudo, já tenho programado um outro apenas dedicado a isso.


O que vos quero dizer é que vale mesmo a pena, havendo disponibilidade de tempo, inscreverem-se nestas sessões. Aliás, só têm mais uma oportunidade para o fazer, a próxima quarta-feira, dia 25 de Outubro, das 10h30 às 12h30, na Experience Box. 


Depois para quem quer entrar neste mundo, mas não sabe muito bem como, eis os meus conselhos:


1º Passo: 


Ganhar consciência de que é preciso mudar, mesmo que tudo o resto seja desconhecido ou pareça impossível de alcançar. As questões ambientais são mesmo importantes e, para além disso, a questão do plástico é mesmo bastante séria e preocupante. Da mesma forma que muitas pessoas deixaram de comer carne depois de terem assistido a certos documentários, acreditem que também os existe a falar sobre este assunto.


2º Passo:


A vontade de querer conhecer e de querer aprender mais. Fundamental para se passar depois à acção.


3º Passo:


Não entrar em pânico, porque, de repente, acham que a solução é "amanhã" deixar de produzir qualquer tipo de desperdício - já vimos que isso é impossível. :)


4º Passo: 


Não querer mudar tudo de uma vez, pois isso pode dar lugar a uma frustração e fazer-vos desistir por completo de tudo. A ideia aqui não é dar um passo muito grande, mas sim dividir em muitos passinhos pequeninos.


5º Passo:


Saberem esperar pelo vosso timing certo. Só assim vão conseguir ser consistentes na vossa mudança de atitude.


 

E eu só cheguei até aqui depois da manhã que passei com a Filipa, e todo o restante grupo, a falar sobre Desperdício Zero. Primeiro ganhei consciência de que quero ser uma pessoa melhor também neste campo e, sobretudo, é uma mensagem que quero passar aos meus filhos. E, agora, vamos aos pequenos passos.


Já agora, relembro-vos que estas sessões são gratuitas, mas é preciso fazerem a vossa inscrição. Deixo-vos o link: http://alegro.pt/blog/detalhe/cultura-alegro-desperdicio-zero


 

Boa noite.


  

Essenciais quarto das crianças: Bonito ou Prático?

20.10.17 | Vera Dias Pinheiro

As (minhas) três palavras de ordem dos últimos tempos têm sido: destralhar, organizar e arrumar. Na minha cabeça, um objectivo claro que, mesmo com dois filhos pequenos, não considero ser impossível. Afinal, só quero conseguir viver num caos organizado. E se, a passagem do primeiro para o segundo filho, fez toda a diferença nesta "confusão" que se instalou, o quarto das crianças é uma das divisões da nossa casa que teve que ser repensada. O foco principal é, sem dúvida, a sua funcionalidade, sem esquecer a decoração mais clean, que tanto gosto, com pequenos apontamentos de cor e que lhe confiram a sua personalidade própria.


Pois que, por uma grande coincidência, tive recentemente a oportunidade de conhecer, em primeira mão, todas as novidades do catálogo KASA, a marca de decoração do Continente, para esta estação. Admito que não tinha a ideia da quantidade de artigos, dos preços serem tão acessíveis, da própria qualidade e do design moderno. De salientar ainda que esta nova colecção - digo esta, pois é aquela que eu pude conhecer em pormenor - está muito orientada para a praticidade.


No dia do Open Day, esta quarta-feira, dia do lançamento oficial deste catálogo, havia todo um apartamento decorado e pensado a partir dos vários artigos para as várias divisões e tudo lindo! No entanto, o que eu vou destacar aqui são apenas "Os meus essenciais para a divisão quarto das crianças. O resto ficará para descobrirem com os vossos próprios olhos - e  vai valer muito a pena.


Para arrumação:


Dentro das gavetas, este tipo de cestos tornaram-se os meus melhores amigos. Conseguir manter gavetas organizadas e que me permitam ter uma visão ampla do que lá está, tem facilitado muito a minha vida na hora de vestir.


quarto de criança kasa

No chão, este tipo de caixas dá imenso jeito. Um dos meus objectivos é ter o menos possível espalhado pela casa, pelo que este baú, para além de muito bonito, contribui precisamente para optimizar o espaço e esconder alguma confusão.


Em cima dos móveis, mais caixinhas que dão cor, mas que permitem guardar os acessórios e os objectos mais pequenos. Com a Laura, já tenho necessidade de ter onde guardar os ganchos, elásticos e outras coisinhas mais, às quais, as meninas (e as mães de meninas) não resistem logo desde tenra idade. :)


quarto de criança kasa

Na hora de dormir... Este é o momento mais importante do nosso dia e a rotina com a qual sou mesmo muito exigente. Para facilitar a nossa tarefa, a roupa de cama, tanto para menino, como para menina, dá mesmo vontade de nos atirarmos para a cama. Eu escolhi esta, como os planetas, astronautas e foguetões.


decoração quarto de criança kasa

Não podemos esquecer as almofadas extra, usadas pelos pais, que tantas vezes adormecem na cama dos filhos. Quem nunca, não é verdade? :)


decoração quarto de criança kasa

Um outro elemento importante, é o candeeiro, pois ninguém se deita sem ouvir, pelo menos, uma história. Por aí também é assim? Uma luz forte o suficiente para conseguirmos ler, mas não tão forte que os desperte.


decoração quarto de criança kasa

Elementos decorativos (e inspiradores) não podem faltar. Apaixonei-me por esta placa :)


decoração quarto de criança kasa

E, para terminar os meus essenciais para o quarto das crianças, só faltam mesmo aqui os artigos mais específicos da estação (e da seguinte): sacos de água quente e mantas para os dias mais frios e chuvosos, em que não nos apetece sair de casa.


Na página de Facebook da KASA podem ver estes e todos os outros artigos que fazem parte do novo catálogo.


Fiquei mesmo supreendida por nunca me ter apercebido verdadeiramente do potencial desta marca que, e isto deve ser referido, é concebida por designers portugueses. O motivo, no entanto, talvez seja muito simples. De cada vez que me dirigo a um hipermercado, confesso, o meu mindset não está direccionado para este lado. Mas totalmente ERRADO!!! Se, para vocês, também está a ser uma supresa, experimentem só ver todo o catálogo.


Boa tarde.


 

*Fotografias pela lente e talento da Inês Costa Monteiro.


Os filhos mais do que especiais

19.10.17 | Vera Dias Pinheiro

Quem mais tem filhos que pressentem o vosso estado de espírito? Filhos que vos olham como se vos estivessem a ler a vossa alma e que, depois, não vos largam nem por um segundo se percebem que algo de errado se está a passar com vocês?


Cada filho é um filho e certamente que cada um terá a sua própria ligação especial com a mãe e/ou com o pai. No caso do Vicente, existe sempre existiu uma ligação muito forte e quase espiritual entre nós - vá lá, os mais cépticos não me gozem :) - mas há qualquer coisa naquele miúdo que faz com que ele saiba sempre quando estou mais em baixo ou quando estou a precisar de apoio emocional.


Se, no entanto, eu quiser procurar explicações mais objectivas, poderia apontar o facto de, até aos seus dois anos de idade, termos vivido ineterrumptamente os dois; ou, então, o facto de ser um menino e de se dizer que eles têm uma relação especial com as suas progenitoras; ou ainda, o facto de ser um menino muito meigo e dado ao contacto físico e ao "mimo". Poderia tentar encontrar outras mil justificações mais objectivas para o facto do Vicente, desde muito cedo, saber demonstrar um apoio emocional bem acima daquilo que seria o esperado para a idade dele.


Lembro-me perfeitamente, por exemplo, da véspera da sua festa de aniversário dos três anos, estava eu gravidíssima da Laura. Nesse ano, deixei tudo literalmente para a fazer no dia antes à noite, só não estava a contar que a minha Bimby falecesse. Logo quando começo a fazer o primeiro bolo apercebo-me que todo o liquido escorria por debaixo dela. Foi o pânico e tive um momento em que explodi com as hormonas e todo o stress. Estava a chover torrenvialmente, era tarde, mas eu resolvi tentar chegar à loja antes de fechar. A minha mãe tentou ficar com o Vicente, no entanto, ele chorava a dizer que vinha comigo. E assim foi, lá fomos os dois. O que é certo é que tendo a companhia dele por perto, fez com que eu me acalmasse e, no final, tudo acabou bem.


Mais recentemente, tive uma lesão muscular um pouco séria e tive que ir de urgência resolver o problema. Consegui hora com um massagista e o Vicente insistiu para vir comigo. Entretanto, já no regresso a casa, vira-se para mim e diz "mamã, tu não gostavas de ter vindo sozinha, pois não?" ... Claro que não, meu filho. Afinal, quem é que gosta de ir ao médico sozinho quando tem um dói-dói muito grande? Ninguém, não é verdade?


Nestes últimos dias, em que tenho andado menos bem, sem, no entanto, o demonstrar verdadeiramente perante os meus filhos, o Vicente tem sido uma presença constante junto de mim. Ele procura para me dar muitos beijinhos, diz-me inúmeras vezes o quanto gosta de mim e pergunta-me muitas vezes se pode brincar junto de mim para me fazer companhia.


Estes são apenas exemplos, existem tantos outros. Nem sempre eu me consigo aperceber da grandeza das suas atitudes, especialmente quando estou mesmo no momento da tensão. No entanto, a realidade é que o meu filho de apenas quatro anos tem a capacidade, que muitos adultos não têm, de apoiar o outro, de demonstrar o carinho e o afecto que sente, de dar de si para ajudar alguém. E isto é uma qualidade magnífica que o transofrma num ser humano muito especial e que sorte de quem se cruzar com ele e poder ser tocado pela sua "magia".


Quem tem filhos mais do que especiais? :)


Boa noite.


P.s: A Laura também uma filha mais do que especial e tem a sua própria magia também.


E , antes disso, já tinha escrito também: Vicente, o menino que ele verdadeiramente é

Até quando dura o vosso pós-parto?

18.10.17 | Vera Dias Pinheiro

Não devemos ter a pretensão de que sabemos tudo sobre a vida, sobre nós ou mesmo sobre o nosso corpo. Por isso, não devemos substimar o efeito que um pós-parto, ou mesmo de uma gravidez, tem numa mulher, independentemente de ser ou não a primeira vez. Da mesma forma que cada gravidez é única, também cada pós-parto é vivido de maneira diferente.


Somos socialmente forçadas a adoptar determinados comportamentos e a ter uma determinada postura perante estas situações e não percebemos a violência com todo este processo pode ter na mulher e a forma como isso a transforma e a poderá levar a ter atitudes diferentes do esperado - muitas vezes, nem ela própria se revê nela mesma. 


Durante o pós parto do Vicente e com a mudança de país, eu própria me coloquei na posição de quem se esqueceu da fase que estava a atravessar. Dediquei-me a toda aquela mudança que estava a acontecer nas nossas vidas. A verdade é que coloquei de lado o luto do parto que tinha tido, assim como, a minha frustração por não estar a conseguir amamentar.


Só mais tarde, quando já estava grávida uma segunda vez e na primeira sessão do curso de preparação para o segundo filho, quando a Enfermeira Luísa me pergunta como tinha sido a minha primeira experiência, começei imediatamente a chorar. Ou seja, eu não tinha sarado as minhas feridas, simplesmente as anestesiei durante cerca de três anos.


Talvez por esse motivo, durante a gravidez da Laura tenha entrado numa espécie de bolha onde praticamente havia apenas espaço para mim. Foram dias, semanas, meses de preparação para me proteger a mim, ao meu corpo e à Laura. Foi como se esta segunda gravidez, de certa forma, viesse cicatrizar as minhas feridas, numa espécie de redenção. Mas foi um processo solitário, muito comigo mesma, em conexão com o meu corpo e com muita instrospecção.


E, de facto, o parto foi maravilhoso e, para além disso, consegui amamentar durante praticamente um ano. No entanto, o meu pós-parto não terminou ali, o meu pós-parto durou cerca de dezoito meses. E não estou a falar da parte visível, ou seja, da recuperação física do nosso corpo. Falo de algo muito mais profundo, muito mais íntimo, algo que é a nossa essência e que tem impacto da forma como nos relacionamos com os outros, incluíndo o nosso núcleo familiar mais chegado. Falo da nossa disposição para coisas tão simples como ter vontade em ir jantar fora, desfrutar de um copo de vinho, ir ao cinema ou até mesmo da proximidade com o nosso companheiro.


Acho que estava demasiado concentrada no bebé e em todo este processo, acabando por entrar noutra bolha após o parto e por lá fiquei. Nas várias consultas que tinha com a fisioterapeuta Soraia Coelho, com quem partilhei algumas das minhas inquietações, pelo menos aquelas das quais eu me apercebia, cheguei a questionar se teria algum problema mais profundo. De certa forma, eu apercebia-me desse meu desligamento e não o compreendia e isso também me perturbava.


Serenamente, a Soraia acalmava-me e pedia-me que tivesse paciência comigo, para não esquecer a privação do sono e nem tudo o resto. Os casos aos quais eu me referia - e que ela está habituada a tratar - tem todo um outro contexto por trás. E, invariavelmente, terminava sempre as consultas dizendo: "Tenta dormir mais!", "Permite-te descansar!" Tinha que me nutrir para que o meu corpo, aos poucos, fosse ganhando a vida de antes.


E a verdade é que, so agora isso aconteceu. Foi o fechar de um ciclo, mas foram precisos dezoito meses. E sim, dezoito meses é muito tempo, mas é o tempo que que cada uma de nós tem que aceitar que precisa, sem pressão, sem julgamento, com muita compreensão e muito amor à sua volta.

Ter um filho é muito mais do que o parto em si. Muitas vezes, são sequelas silenciosas que ficam internamente e só mais tarde nos apercebemos que existem. Com efeito, nada disto pode ser levado de ânimo leve ou julgado com base em esteriótipos sociais. É preciso dar espaço, dar conforto e atenção à mulher que está no pós-parto. É preciso esperar que ela se reencontre. Para mim, foram precisos dezoito meses, certamente cada uma de vocês terá o seu próprio timing.


É importante que a mulher saia deste ciclo com ele completamente terminado, com uma força que vem de si mesma e não pela pressão causada pela sociedade, pelo marido, pela família... pressão que vem de todos os lados. Se assim não for, haverá sempre momentos de colisão e de completo desespero.


Quanto tempo dura, afinal, um pós-parto?


Ninguém sabe, nem a própria mulher. Dura o tempo que tiver que durar. Posto isto, vamos ser mais tolerantes com elas, é importante que cada mulher passe por esta fase até se reencontrar por completo. Só assim, amando-se a ela própria em primeiro lugar, é que ela será capaz de retribuir aos outros todo o amor que eles esperam dela.


 

Boa noite.


 

A dependência dos jovens do mundo digital

18.10.17 | Vera Dias Pinheiro

Sabiam que sensivelmente mais de 80% dos jovens portugueses se encontram dependentes do mundo digital?  Na verdade os nossos jovens (e muitos adultos!) estão quase ligados minuto a minuto e ainda que não existam muitos estudos no que se refere à dependência, por exemplo, dos jogos por parte das crianças, sabe-se já que os sintomas apresentados quando falamos de dependência são em muito semelhantes aos apresentados na dependência das drogas e do alcool.  Verdade!


De facto, e explicado de uma forma muito simplista, jogar frequentemente faz com que os nossos jovens sintam um "prazer" imediato e voltem a jogar para reduzir a ansiedade gerada pela impossibilidade de jogar no momento, o que em termos cerebrais ativa o mecanismo da recompensa, que é o mesmo circuito ativo nas dependências que conhecemos. Assim, instala-se uma bola de neve que se auto-alimenta: quanto mais se joga, mais prazer imediato se tem e, quanto mais prazer maior a ansiedade perante a ausência de jogar - o circuito fica assim se quiserem "montado".


Claro que, normalmente, as nossas crianças e os nossos adolescentes não aceitam que o "vício" do jogo se esteja a tornar um problema, até porque como em qualquer outra dependência o mecanismo de defesa entra em acção  -  a negação: "eu não,..., eu não preciso de ajuda","eu páro quando eu quiser".


Por estas razões e por vivermos numa era cada vez mais digital, todos os agentes educativos - todos sem exceção - devemos estar atentos a possíveis sinais de dependência nos nossos filhotes ou nos nossos conhecidos, como por exemplo:


  • Parece existir um uso abusivo da internet?
  • Parece aumentar a irritabilidade perante a impossibilidade de estar on-line?
  • Aumentou\agravou o isolamento social?
  • Costumam existir mentiras acerca do tempo dispendido nas plataformas digitais?

Especificamente no caso dos jogos eletrónicos, devemos prestar atenção a:


  • o jogo ocupa cada vez mais lugar na vida daquela criança/jovem;
  • a criança ou adolescente está mais agressivo e irritado na imposibilidade de jogar;
  • a criança ou adolescente sente-se alivido por poder jogar e faz tudo para não perder o jogo;
  • ocorreu uma diminuição significativa nas suas atividades sociais.

Esta temática é, de facto, extremamente importante se pensarmos que as consequências para a vida dos nossos jovens são múltiplas, como por exemplo:


  • difiuldades em adormecer à noite ou sono agitado;
  • alterações no padrão alimentar;
  • baixa auto-estima;
  • dificuldades no relacionamento com os pares;
  • maior probabilidade de problemas comportamentais e do aparecimento de perturbações do humor;
  • maior probabilidade de um comprometimento negativo nos desempenhos escolares.
  • Dificuldade em lidar com a frustração.

Convém não nos esquecermos que a dependência dos jogos pode acontecer independente da idade cronológica, o que significa que pode ocorrer em qualquer idade desde as crianças, aos adolescentes/jovens até aos adultos e , em caso de dúvida, se deve procurar um profissional especalizado pois a solução não passa por retirar drasticamente o computador ou o acesso ao mundo digital,  mas sim por incentivar o jovem a praticar gradualmente atividades alternativas e prazerosas, fazendo um uso equilibrado destas.


Tudo com peso, conta  e medida vale a pena, pois não podemos também descurar que os jogos e a internet proporcionam o acesso a conteúdos e a aprendizagens muito importantes. Para que tudo corra pelo melhor partilhamos ainda algumas dicas:


  • Esteja atenta;
  • Controle quanto tempo passa na internet e quanto desse tempo é a jogar;
  • Perceba que tipo de jogos, joga;
  • Avalie como lida com a impossibilidade de jogar;
  • Perceba que ocorreu alguma mudança significativa no seu padrão alimentar, de sono, social e pessoal.

É inegável o poder do mundo digital na sociedade em geral e, muito em particular, nos segmentos mais jovens da população e começam cada vez mais cedo a mostrar interesse e propensão para tal. Com efeito, o papel dos pais passa por uma actuação consciente de que não podemos retirar os jovens desse mundo, porém, é preciso controlar e garantir algum equilíbrio, sem esquecar de enfatizar tudo o resto que faz parte da nossa dimensão humana.


Boa tarde.


Propriedades de Johnson's Baby Cuidado Completo

17.10.17 | Vera Dias Pinheiro

Johnson's Baby desafiou-me a testar as propriedades do produto Johnson's Baby Cuidado Completo.


Como sabem, cá por casa, é esta a marca que o Vicente e a Laura têm usado ultimamente, por isso, fiquei, de imediato, muito curiosa por desvendar os resultados dessa experiência. No entanto, achei que sozinha não tinha graça nenhuma e resolvi pedir ajuda ao Vicente. Na verdade, foi praticamente ele a fazer tudo sozinho, eu só dei mesmo uma ajudinha de nada :)


E agora, sou eu que vos desafio a assistirem o vídeo até ao fim. Afinal, terá o produto Johnson's Baby Cuidado Completo passado no nosso teste? E o Vicente como se terá portado ele? Hummmmm..... :)


Espero que gostem.


 

E, por fim, não se esqueçam que é muito importante para mim deixarem o vosso "like" no vídeo, caso tenham gostado obviamente, assim como subscreverem o canal de Youtube e activarem as notificações. Posso contar com vocês?


Posts que poderão gostar de (re)ler: O (nosso) momento do banho


 

Boa noite :)