Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Um domingo sem carros em Lisboa

24.09.17 | Vera Dias Pinheiro

 

Foi um domingo, para nós, sem carro com a constatação do tempo que perdemos a deslocar-nos de um lado para o outro, fins-de-semana incluídos.

 

Ando talvez um pouco obsecada - embora esta seja uma palavra um pouco forte, mas adiante - com o estabelecer de prioridades e, sobretudo, que os fins-de-semana sejam bem aproveitados por nós, seja individualmente seja em famíla. Daí já vos ter dito que, durante esses dois dias, o telefone e as redes sociais ficam para depois. Outras das minhas decisões foi o de apenas aceitar compromissos/ eventos que realmente nos acrescentem alguma coisa, que sejam uma experiência magnífica para os miúdos ou então, que sejam trabalho remunerado.

 

E a última delas e também mais recente é a necessidade que andar menos de carro, ainda por cima morando nós relativamente perto das zonas por onde temos preferência em passear. Afinal, o Outono chegou e com ele voltam alguns dos programas que mais gostamos de fazer, tal como o Brunch, um passeio no centro da cidade ou junto do rio. Ou, então, que as viagens de carro sejam aproveitadas para visitar outras cidades do nosso país, descobrir outras paisagens ou visitar amigos.

 

E hoje, depois do dia de ontem que nos levou precisamente a visitar uma outra cidade, foi um dia sem carro. Fomos até a baixa, mais precisamente até a Praça do Comércio, onde estava a decorrer o último dia do The Pitch Market Lisboa e depois demos a voltinha do costume até ao Chiado, para para comer qualquer coisa no Topo, situado nos Terraços do Carmo. Felizmente, estava um dia relativamente calmo e muito pouco caótico (de pessoas).


No entanto, cheguei a triste conclusão de que 90% das pessoas que nos abordam fazem-no em inglês e que andar de transportes públicos não é de todo barato e fazendo bem as contas, pode até nem compensar. Especialmente se estivermos a falar do elétrico, no qual, cada viagem, fica a 2,90 euros por pessoa. E, por fim, é raro o local que não tenha tenho de espera para uma refeição ou que nos dia que devido à afluência naquele dia, determinado prato - ou até o brunch - já terminaram.


Lisboa é uma cidade fantástica, tem uma luz como muito poucas conseguem ter e praticamente durante todo o ano, porém só não quero sentir-me "empurrada" para uma mudança de vida por sentir que se tornou demasiado turista e impessoal.

 

Este foi o nosso domingo. E agora com os miúdos a dormir, chegou o momento de organizar a agenda para a nova semana que aí vem.

 

E por aí, como correu o fim-de-semana?

 

Boa noite :)

Santarém | É muito bom voltar às minhas origens

23.09.17 | Vera Dias Pinheiro

 

Para quem ainda não sabe, eu sou nascida e criada em Santarém, como se costuma dizer. Sai de lá quando entrei na Faculdade e, desde aí, que as idas passaram a ser apenas de passagem.

 

Na verdade, nunca pensei em regressar após o término do curso - licenciei-me em Comunicação Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, o famoso ISCSP. Porém, mantive idas mais ou menos regulares, um fim-de-semana aqui, outro fim-de-semana acolá. Gostava e gosto de sentir o abrandar do stress e do ritmo quando lá estou. Gosto da sensação de que a vida se vive mais devagar e há mais tempo para fazer mais coisas. Digo por comparação à vida de Lisboa. E gosto da minha cidade, a capital do Gótico, com tantas coisas bonitas para ver. No entanto, tenho pena que tenha ficado sempre um pouco aquém do tanto potencial que possui. Hoje, a cidade tem muito menos vivacidade, mesmo em termos de comércio quando comparado com a altura em que eu lá vivia, mesmo com todos os melhoramentos que tem sido feito, incluindo em termos de infraestruturas. Tive sempre a sensação que as pessoas fugiam de lá para vir para Lisboa. 

 

No entanto, quando o meu pai faleceu, há já alguns anos atrás, período em que tive toda uma série de coisas chatas associadas - como, por exemplo, a sua transladação de outro país e de um outro continente - fora toda a carga de sentimentos que só quem passa por isso, sabe, que fazer aquela auto-estrada se tornou um sacrifíco para mim. Era pesado e a minha energia ficava completamente em baixo. Com efeito, fui deixando de ir, ao mesmo tempo que ia convencendo a minha mãe a vir para Lisboa. E assim fomos fazendo a nossa vida e gerindo tudo aquilo que cada uma sentia da melhor forma que podíamos.

 

Admito que, na altura, possa ter tido pouca maturidade para o tanto que tive que enfrentar (eu, a minha irmã e a minha mãe). Sei que preferi "fugir" para sofrer menos. Não a tenho a pretenção que as pessoas à minha volta entendam isso, contudo também não quero ter que me explicar sobre algo que me é tão intímo e tão pessoal. Não quero ter que dizer que o meu afastamento foi a minha maneira de tentar me proteger. 

 

O Vicente e a Laura têm, no entanto, sido os responsáveis por uma mudança e insconscientemente têm sido eles a fazer com que, aos poucos, volte a ir a Santarém. Hoje, por exemplo, foi um desses dias. Fomos para tratar de assuntos, mas eu assim lá chego perco a vontade de me vir embora a correr. Sinto vontade para passar lá tempo, tempo com os meus filhos. Afinal, é ali que grande parte da história da família deles está. Incentivo sempre a que se dê um passeio pelo centro da cidade, pelas Portas do Sol ou simplesmente, ficar em casa da minha mãe a rever as fotografias das centenas de álbuns que ela tem guardados.

 

Hoje em dia sabe me muito melhor estar lá, custa- me menos fazer as viagens e já não lembro com tanta nítidez do dia em que tivemos que o escoltar para lhe dizer adeus. E sei que é graças aos meus filhos, porque gosto que eles tenham contacto com essa parte da minha vida que também é deles. É como se aquilo que me movesse fosse o meu desejo de lhes proporcionar todo o enquadramento da sua família, o desejo de lhe criar raízes, que eles percebam as nossas origens e que eles sejam capazes de criar toda essa história na cabeça deles, à maneira deles. A Laura ainda é muito pequena, mas o Vicente sabe quem é o avô, mesmo não o tendo conhecido. Falamos dele muitas vezes e isso tem sido uma boa terapia para mim. 

 

Nunca deixarão de ser viagens emotivas e cheias de significado. Aquilo que eu sou, as minhas raízes, estão ali. Por isso, é muito bom sentir que finalmente, levando o tempo que tenha que levar, eu vou conseguindo encontrar a minha paz interior. Vou conseguindo reconciliar-me com as minhas "pequenas" dores interiores. É sinal de amadurecimento, penso eu :)

 

Boa noite.


Outono de visual renovado e sem cabelos brancos

22.09.17 | Vera Dias Pinheiro

Não foi combinado, mas a chegada do Outono coincidiu com a minha ligeira mudança de visual. Por um lado, a necessidade de disfarçar os cabelos brancos que vão sendo cada vez mais e, por outro, alguma vontade em mudar o corte de cabelo, ainda que eu soubesse que não queria tirar-lhe cumprimento.


É nestes momentos que recorro sempre ao Matt, já vos falei dele - aliás, foi com ele que a Laura cortou pela primeira vez o cabelo. Gosto da forma como ele nos ouve em primeiro lugar, mesmo quando aquilo que dizemos não faz grande sentido. E, para além disso, gosto particularmente que - contrariamente a 99% dos cabeleireiros - ele seja bastante consciente nas mudanças que faz. Ou seja, se eu lhe digo que quero ser loira, ele dá-me o devido desconto entre o impulso da mudança e aquilo que realmente me fica bem. Um exemplo.


Na primeira vez, as raízes foram pintadas da forma tradicional e eu confesso que achei tudo muito cedo. Invariavelmente a nossa cor natural acaba sempre por ficar alterada e lá estamos nós a criar mais uma cor intermédia no cabelo que se junta as nuances. Enfim, aquilo que mais me incomodou foi sentir que perdia a tonalidade natural do meu cabelo. Portanto, hoje essa era uma das minhas "queixas", pois se não queria ter cabelos brancos, não queria igualmente pintar o cabelo. Um pouco contraditório, eu sei. Porém, o importante é que o Matt entendeu (e concordou comigo) e, por isso, usou um outro produto que, em vez de pintar, disfarça os brancos.


Muito sinceramente, nesta fase, acho que é o suficiente para mim e talvez para muitas de vós que estão com o mesmo dilema que eu: o que fazer com os primeiros cabelos brancos! Em que não queremos algo radical como pintar, mas também não nos sentimos bem com os cabelos brancos. No final, fiquei muito feliz com o resultado, senti-me mais eu, por assim dizer. Se quiserem que o Matt explique um pouco melhor esta técnica, eu posso pedir-lhe. Quem sabe não será uma boa alternativa também para vocês.


E assim, dei as boas vindas ao outono, que é simplemsente a minha estação do ano preferida. Não gosto de chuva, mas gosto daquele friozinho que já nos faz procurar um outro tipo de roupa e de calçado. Não gosto dos dias mais curtos e mais escuros, mas gosto do cheiro a castanhas (e de as comer também). Gosto das cores e tonalidades da estação e do barulho do pisar das folhas secas no chão.


Para mim, nesta altura dá-se sempre o início de um novo ciclo. Procuro ter mais cuidados  comigo, porque acho que depois do verão, o nosso corpo/organismo precisa de um boost de nutrientes, de hidratação entre outros cuidados. E se, na minha agenda, se começam a traçar novos planos e novos projectos, porque não fazê-lo com o visual renovado?


 

Que sejas muito bem-vindo, Outono.


Boa noite :)


 

Coisas que podem querer saber: 


O Salão do Matt fica no nº 5 da Rua Ivens, em Lisboa, e chama-se Lisbaeta


A túnica que tenho vestida, o casaco, ou lá o que seja, é da Primark.


Setembro: cuidar(-me) de dentro para fora | Como?

21.09.17 | Vera Dias Pinheiro

No último ano senti que o meu corpo e eu, mudámos. Os principais responsáveis, no meu caso, foram, sem dúvida, as noites mal dormidas, os horários trocados e a sobrecarga de tarefas. E nem sempre estamos atentas aos sinais do nosso corpo e, muitas vezes, desvalorizamos o impacto de tudo isto. Mas também houve mudanças hormonais, o que numa mulher é algo ao qual se deve dar bastante atenção.


Com efeito, eis que chega a um momento da nossa vida em que nos apercebemos da importância de realmente cuidarmos de nós e como é importante que o façamos, em primeiro lugar, de dentro para fora. Por exemplo, um creme por mais espectacular que seja, só terá os resultados a que se propõe se a nossa pele estiver preparada para o absorver, da mesma forma que os sinais de envelhecimento serão tanto mais retardados quanto maior for o conhecimento do nosso organismo, do nosso tipo de pele, do estilo de vida que temos, da própria genética e hábitos.


Confesso que ainda estou a aprender a lidar com tudo isto, é como se tudo tivesse acontecido de um dia para o outro, os cabelos brancos, as rugas, a forma com o meu corpo reage aos estímulos, a dificuldade em recuperar de uma noite mal dormida, do cansaço, etc, etc… É como se o meu inconsciente ignorasse tudo aquilo que se passou entretanto na minha vida.


Agora, tenho que correr um pouco atrás e percebo que tenho que ter ainda mais cuidados do que aqueles que já tenho. Com o Outono que aí vem, é, para mim, a fase ideal para começarmos um novo ciclo. A toma de suplementos alimentares pode ser algo muito benéfico para o equilíbrio do nosso organismo, ajudando neste processo de preparação para tirar o real partido dos cuidados que já temos diariamente para estabelecer o nosso bem-estar.


Depois de alguma procura, encontrei os suplementos Ever-Fit que, pelo conjunto de ingredientes específicos que a gama reúne, me deixarem bastante curiosa.


De um modo geral, Ever-Fit é uma gama de suplementos alimentares com vitaminas C e E que contribuem para a proteção das células contra as oxidações indesejáveis. Contém o complexo ACE PRO-VIT™, um complexo patenteado composto pelas vitaminas A, C e E que está presente nos quatro produtos da gama Ever-Fit (que podem consultar através deste link: Gama Ever-Fit.


Depois, em particular, cada um deles tem na sua composição um conjunto específico de ingredientes que vão ao encontro de diferentes tipos de preocupações de cada um de nós. No meu caso, por exemplo, despertaram-me a atenção os seguintes:


Ever-Fit Plus pela presença de Selénio, Magnésio e o Crómio, suplementos que eu já tomava individualmente.


Ever-Fit Skin Regen por ser especificamente formulado para a pele.


suplementos alimentares ever-fit
Com base em alguns posts que eu tenho partilhado nesta fase e um pouco ligado a tudo isto, vocês irão perceber melhor o porquê de toda esta preocupação mais acentuada com estas questões. Para já, esta foi uma das minhas primeiras “resoluções” para Setembro: cuidar de mim de dentro para fora.</p>
suplementos alimentares ever-fit
 

A gama Ever-Fit® são SUPLEMENTOS ALIMENTARES. Os suplementos alimentares não devem ser utilizados como substitutos de um regime alimentar variado e equilibrado nem de um estilo de vida saudável. O efeito benéfico é obtido com a toma diária de 1 cápsula no caso de Ever-Fit® Stress Regen e Ever-Fit® Skin Regen, 2 cápsulas no caso de Ever-Fit® Cardio Regen ou de 1 comprimido no caso de Ever-Fit® Plus. Não deve ser excedida a toma diária recomendada. Não é aconselhada a utilização em caso de alergia a um ou mais dos ingredientes. A toma não dispensa a consulta do seu médico ou farmacêutico. Manter fora da vista e do alcance das crianças. Para mais informações consultar a rotulagem e as instruções de utilização.


EVER-FIT® contém vitamina C e E que contribuem para a proteção das células contra as oxidações indesejáveis.


 

*Este texto foi escrito em parceria com a marca, porém a minha opinião é completamente independente e pessoal.


Vicente, o menino que ele é verdadeiramente

20.09.17 | Vera Dias Pinheiro

Falo tantas vezes das birras do Vicente, da sua teimosia, de como acorda demasiado cedo todos os dias, de como absorve todos os segundos dos nossos dias com perguntas e chamadas de atenção constantes e ainda sobre a forma como tudo o que fazemos dá a sensação de não ser o suficiente para ele. Porém, ainda não falei o suficiente das suas qualidades e da forma como tem lidado com o facto de ser o irmão mais velho e, sobretudo, a forma como reage à cada vez maior invasão da irmã em casa e na vida de todos nós.


O Vicente tem um bom fundo e isso percebe-se logo no primeiro contacto, embora seja tímido e que observa tudo muito bem antes de decidir se quer ou não fazer alguma coisa. É aquele tipo de menino que não é egoísta, ele até pode tentar, mas a reacção dele vai acabar por ser sempre a de partilhar. Às vezes, sinto que é até um pouco demais, pois deixa-se prejudicar só para não dizer não aos outros. Contudo, o princípio é bom, só precisa ser um pouco trabalhado. Por exemplo, ainda esta semana pediu para fazer um bolo para levar para a escola e assim fizemos. Quando chegou à escola e viu a reacção dos amigos, numa total excitação, não coube nele de tanta satisfação.


Com a irmã,  oVicente também é assim. E, se no início eu fazia pressão para que ele partilhasse os brinquedos, agora admito que mudei um pouco a minha atitude, pois também percebo que a Laura se aproveita e só quer porque o irmão tem. Porém, o Vicente não aguenta muito tempo a ver a irmã chorar por querer uma coisa e lá vem ele dizer-me, com toda a sua calma, que "não faz mal, mãe", "ela pode brincar, eu não me importo". 


Também é um menino muito meigo e doce e que ainda faz uma festa quando eu bato à porta da sua sala, ao fim da tarde, para o ir buscar. Dá muita atenção, mas também precisa e a parte mais dificil desta sua aprendizagem de ter uma irmã é esta. É aprender a gerir os seus sentimentos e deixar de se sentir melindrado quando a irmã está a precisar ou a captar toda a nossa atenção. Quando dou por ele, está com aquela carinha meia triste, meia envergonhada... a carinha de Vicente :)


Depois, por oposição à irmã, é muito respeitador das regras, mesmo quando desobedece. Desde bebé que reagiu muito bem às rotinas e, desde então que não dá trabalho algum para adormecer, comer ou o que seja. É da sua maneira de ser. A irmã é o oposto, é uma força da natureza, com um misto de teimosia e de determinação. E, por isso, o meu grande exercício, enquanto mãe de dois, é sentir que não sou demasiado exigente com o Vicente. Acho que, quando temos um filho mais certinho, a tendência é exigir ainda mais dele, ao passo que, quando temos outro que é o oposto, soltamos um pouco mais a corda, porque é assim, mais traquina, mais irreverente. E não deve ser assim!


O Vicente precisa, sem dúvida, de momentos em que possa pisar o risco, em que seja picado para lutar pelo que é seu, para que expresse a sua opinião. É algo que eu acho que com os amigos, por exemplo, ele não faz. Fica magoado e sentido quando alguém faz alguma coisa que ele não gosta, mas não se impõe e é incapaz de dizer quando não gosta de alguma coisa.


O Vicente é um bom menino, tem bom fundo, disso tenho eu a certeza absoluta. Sei que, enquanto irmão mais velho, tem feito o melhor que, com os seus quatro anos, consegue. Sei que adora a irmã e que é sempre a primeira pessoa por quem pergunta e já tem alguma dificuldade em fazer alguma coisa sem ter a irmã por perto. Também é certo que lhe passa rasteiras e a última novidade foi darmos com ele a fazer judo com a irmã... nem vos conto!


Sei que tem uma adoração por mim e pelo pai. E se antes a ligação mais forte que tinha comigo era inequívoca, actualmente já não é bem assim. Mas é do género de menino que me diz não já quer fazer cinco anos para que a mãe não fique velhota, é do género de reparar quando mudo a cor do verniz das unhas, quando coloco um baton diferente ou quando vou arranjar o cabelo. É um menino que elogia e que sabe quando estamos a precisar de um elogio. É um menino que não tem problemas em dizer o quanto gosta de alguém, em abraçar ou dar beijinhos.


O Vicente é o meu menino crescido, ainda que me seja um pouco díficil reconhecer que o meu bebé está a tornar-se, alias, já é, um rapazinho. O próprio corpo já tem outra constituição, as roupas assentam de maneira diferente, as conversas e o raciocínio que ele faz de tudo o que se passa à sua volta e a companhia que nos faz.


Daqui a meses faz cinco anos e já está cheio de ideias para a sua festa. É uma mão cheia de anos que parecem ter passado a voar. No entanto, ainda que nos seja difícil reconhecer isso - e até aceitar - a verdade é que as fases que se seguem são igualmente desafiantes e giras. Começam a tornam-se verdadeiros companheiros do dia-a-dia, os programas passam a ser outros, a nossa vida enquanto pais também se altera, entre tantas outras coisas. Ainda assim, está a crescer e, sem dar por isso, vai perdendo a imagem de bebé, que é, afinal, quando tudo isto começa, quando se dá o inicio de toda uma vida.


Tenho muito orgulho neste meu filho, sinto que está a formar-se um futuro adulto com valores e com uma boa índole, mesmo que nem sempre isso seja algo apreciado pela sociedade em que actualmente vivemos. É só preciso que aprenda a defender-se e a afirmar-se.


Para já, sabe que, cá em casa, não se diz "não consigo", mas sim "vou tentar!!!" :)


E ainda sobre este tema, deixo-vos a ligação para este post: O Vicente não pisa o risco


Boa noite.


Antes e Depois | Os tratamentos estéticos resultam!

19.09.17 | Vera Dias Pinheiro

 

Terminado o ciclo de tratamentos com o Venus Legacy, experiência que foram acompanhando aqui no blog e também no Instagram,  passei para o Freeze - segundo me explicaram, na clínica iCare, é o tratamento que habitualmente se deve fazer a seguir a outros tratamentos, pois, de alguma forma, vem finalizar tudo o que ali estamos a fazer.

Muito resumidamente e para quem não tem acompanhado o últimos posts acerca deste tema, o Venus Legacy trata a gordura localizada, a celulite e a flacidez. O Freeze, por sua vez, tem como principal foco a pele. Ou seja, vai actuar na flacidez e na prevenção do envelhecimento da pele, embora continue também a fazer um trabalho ao nível da gordura e da celulite. São, portanto, tratamentos que se complementam e que mantêm algumas semelhanças na técnica: ambos recorrem às altas temperaturas. A grande diferença  é que no Freeze já não existe a tal succção de que vos falava.

Assim que iniciei o Freeze ia embalada com as expectactivas criadas após tão bons resultados com o Venus, tanto assim foi que após as primeiras sessões fiquei um pouco insegura se devia ou não ter parado o Venus. Afinal, aquele já sabíamos que resultava tão bem. Eu não tive imediatamente a capacidade para perceber que estava a recomeçar tudo de novo e que, tal como da primeira vez, é preciso calma, paciência e perseverança para que os resultados apareçam. E não só, é preciso igualmente referir que os resultados, numa pessoa com as minhas carecterísticas, são mais difíceis de alcançar e serem visíveis à primeira vista, quando comparado com uma pessoa muito acima do seu peso e com uma barriga com muito mais volume.


Entretanto, com o mês de Agosto, embora não tenha deixado os tratamentos, nem o ginásio e em que me alimentei sem grandes excessos, andei mais despreocupada com o corpo. O facto de ter aderido à moda do fato de banho também ajudou a relaxar por completo, pois se havia mais ou menos gordura ou mais ou menos pele, eu nem liguei. No entanto, comecei a notar que a roupa assentava de maneira diferente e que a barriga parecia mais lisa. Mas não quis criar demasiadas expectativas.


Hoje, depois do tratamento, pedi à Ângela que me tirasse uma fotografia, disse-lhe que me sentia diferente (e confiante) para fazer um antes e depois. Sim, é preciso confiança para não desmoralizarmos se os resultados não corresponderem exactamente aquilo que imaginamos.


E só vos posso dizer que estou muito, muito feliz, porque mais uma vez, os resultados estão a aparecer, aos poucos, mas cada vez mais visíveis. E eu, obviamente, estou a sentir-me cada vez mais feliz com o meu corpo e a senti-lo cada vez mais meu.


Primeiro antes e depois (Julho de 2017):




Setembro de 2017:




Os tratamentos estéticos funcionam mesmo, hoje posso afirmar com toda a certeza. No entanto, para que isso aconteca, é tão ou mais importante, encontrarem boas clínicas com bons equipamentos, manuseados por técnicos aptos. Na clínica iCare, por exemplo e porque eu só consigo falar da realidade que conheço, todos os tratamentos são feitos por pessoas que estão ligadas a esta área há muitos anos, conhecem não apenas os tratamentos e os aparelhos, mas têm conhecimentos muito mais amplos e sabem muito do corpo. Depois, é preciso que vos seja feito o diagnóstico exacto e rigoroso daquilo que vocês precisam, não adianta fazer um tratamento "da moda" só porque ouvimos falar ou porque uma amiga faz. No vosso caso, fazendo uma avaliação corporal, que é gratuita, na clínica, são sempre vistas pela Dra. Paula Henriques, a responsável da mesma e que cuida da parte de nutrição, e por uma das suas técnicas.


E, por fim, é igualmente necessário ter a consciência que de é preciso investir algum dinheiro, porque não podemos estar à espera que resultados assim surjam com tratamentos "low cost". É compreensível todo o investimento que é feito e que nenhuma destas máquinas é propriamente baratinha. E é absolutamente imprescidível perceberem quando chegou o vosso momento para avançarem para um tratamento estético. Os resultados não surgem após as primeiras sessões, lamento, mas é verdade. Portanto, é preciso haver um compromisso muito mais amplo e sério convosco próprias e que passa por se alimentarem de forma equilibrada e saudável, por se mexerem e por beberem muita água!!!


Não existem milagres ou, pelo menos, por aqui, nada de milagroso aconteceu após cada uma das gravidezes a não ser os dois seres maravilhosos que trouxe ao mundo. O resto tem sido conquistado com muito suor - literalmente - e lágrimas - muitas vezes, também literalmente! :)


A todas vocês que me lêem, deixo um conselho: procurem a vossa melhor versão, pois não existe sensação melhor do que a de gostarmos de nós, do nosso corpo e da imagem que vemos reflectida no espelho. Mas lembrem-se, da mesma forma que vos incentivo a não darem como adquirido aquilo que não vos agrada, também não pretendam encontrar a perfeição. Aqui fala-se apenas da conquista pela melhor versão de cada uma de nós. Somos mães, mulheres, amigas, entre tantas outras coisas e ainda nos colocam sempre o "adjectivo" super antes de cada uma delas, portanto, vamos também ser super no que toca a cuidar de nós. Combinado? :)
Em caso de dúvida ou simplesmente de mera curiosidade, não hesitem em contactar a clínica iCare. Garanto-vos que não se vão arrepender.

 

 

Boa noite.

Coisas que deixamos de fazer "sem querer"

18.09.17 | Vera Dias Pinheiro

No sábado fui jantar fora com uma amiga. Práticas, como nós mulheres sabemos ser, decidimos de imediato qual o restaurante onde iríamos e reservámos logo mesa. Admito que não me lembro muito bem da última vez que saí para ir jantar fora com uma amiga, ao mesmo tempo que me recordei como sabem tão bem estes momentos: descontraídos, em que o assunto somos nós - mesmo que invariavelmente os filhos acabem por surgir como tema de conversa.

E a "culpa" não é de ninguém para além de mim mesma. Os filhos não me prendem e não é por ser noite que é minha opção ficar de vigia em casa. Contudo, existe uma enorme diferença entre combinar um almoço ou, pelo contrário, um jantar. Há uma nítida diferença na minha força anímica e na minha (própria) vontade em vencer a barreira do cansaço que se abate sobre mim ao final do dia. Especialmente, após sobrevivermos a mais um fim de dia com filhos. São poucas horas, ali por volta das 18h-19h e a hora a que depois vão dormir, aqui em casa, por volta das 21h, mas são o suficiente para ficarmos de rastos, porque é a hora em que tudo pode acontecer, incluindo a poderosa descarga de energia do dia (deles e o nosso). Eu costumo dizer que basta-me apanhar o cabelo, entre os banhos e tudo mais, para desistir da potencial ideia de sair.


Porém, a verdade é que soube-me mesmo bem arranjar, sair, conhecer um restaurante novo (e aproveito para vos deixar a sugestão para quem gostar de comida asiática, fomos ao restaurante SOi - Asian Street Food), conversar, beber uma sangria (simmmmmm, vejam lá a loucura) e, depois, rgressar, já com outro espírito. Claro que, no dia seguinte, acordar custa mais, mas também custa quando tenho uma noite má com um dos dois. Aliás, custa mais este segundo cenário, porque, embora as crianças não tenham culpa, a verdade é que já começamos o dia com um grande défice de paciência.


Para além disso, acho que as mães têm mais facilidade em "abdicar" de certas coisas, quando comparado, por exemplo, com os pais. Talvez por causa do controlo natural e instintivo que assumem e também porque facilmente encontramos outras formas de compensação. Se não der para jantar (porque houve uma birra ou porque está difícil para adormecer ou simplemsente porque estamos de rastos e achamos que não vai compensar) conseguimos encontrar a mesma satisfação num almoço ou num lanche. Mas não é a mesma coisa, o espírito não é o mesmo e é bom não perder a vontade em nos arranjarmos um pouco mais e sair à noite, como gente crescida que, afinal, somos! :)

Com essa minha amiga, constatamos que, para que ambas estivessem ali, tínha sido preciso fazer uma série de coisas a correr e outras tantas que deixamos preparadas e organizadas e que é precisamente por isso que é muito fácil ceder e simplesmente não ir. É mais facil tentar marcar um outro programa do que nos obrigarmos a resistir. E porquê ? Afinal, são tantas as vezes que enfrentamos dias inteiros sem termos dormido o suficiente ou com níveis de cansaço e de exigência tão elevados, que fazer um pouco mais (disso) para termos um momento de lazer para nós próprias não será assim algo tão complicado.

Às vezes, é precisamente isso que nos faz falta: arranjar escapes para sair da bolha em que vivemos diariamente, ganhando lufadas de ar fresco para termos mais paciência para os filhos e para as pessoas em geral. Nós bem que nos tentamos convencer que, para haver mais paciência, são eles que precisam portar-se melhor e serem mais obedientes, quando na verdade essa responsabilidade é apenas nossa.

Pronto, agora só é preciso não deixar passar muito tempo entre este jantar e o próximo para que nada disto que estive para aqui a escrever, seja esquecido :)


Boa noite!


Ou, em alternativa, fiquem em casa, mas assumam uma posição: :)


Desisto de ter a casa arrumada