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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Afinal, o que é que lhes aconteceu?

22.08.17 | Vera Dias Pinheiro

Um dia sentaram-se no sofá, cada um no seu canto. Tinha passado algum tempo desde a última vez que o tinham feito. Invariavelmente, adormeciam assim que deitavam as crianças. Nesse momento, o silêncio foi constrangedor, não trocaram nem uma palavra, não deram as mãos, não trocaram um carinho... ficaram os dois em silêncio, com a televisão ligada, mas com o olhar perdido. Afinal, o que lhes tinha acontecido?


Tinham deixado de saber o que era estar apenas um com o outro. Tinham perdido a capacidade de diálogo, as marcas dos últimos anos estavam demasiado vincadas. Os filhos, a mudança de rotinas, a falta de tempo, o cansaço... Cada um tinha vivido a sua experiência em silêncio. Aos dias somaram-se as semanas, às semanas, os meses e aos meses, os anos... e agora, quando se reencontraram de novo, pareciam dois estranhos.


Ainda havia memória dos tempos em que andavam de mãos dadas, em que haviam as brincadeiras, em que os sorrisos eram fáceis e despretenciosos. Memória de um tempo que era só deles. Depois, vieram os filhos e absorvidos por toda a experiência, nem se aperceberam que o tempo deles estavam lentamente a desaparecer. Não se aperceberam das consequências e deixaram confundir o seu amor e o seu carinho com o amor pelos filhos e com os cuidados que eles precisam. A isso, juntaram-se todas as dificuldades (normais), as noites mal dormidas, as inúmeras vezes que é preciso mudar fraldas, os dias intermináveis e um tempo cada vez mais dedicado e consumidos pelos filhos. Primeiros os cuidados, depois, as brincadeiras e sempre todas as rotinas inerentes.


Nunca mais houve uma refeição a dois, uma ida ao cinema, entre as suas mãos tinham passado a estar outros pares de mãos mais pequeninas e na sua cama, outros pequenos visitantes. O tempo foi passando e nem se aperceberam que se estavam a tornar dois estranhos. O diálogo deixou de existir, porque também deixou de existir a paciência e a vontade. E o tempo livre que lhes restava, era passado a colocar em dia as suas próprias coisas. As trivialidades (normais) do dia-a-dia passaram a ser motivos para discutir e no lugar ocupado pelo outro, estava agora um enorme vazio.


Afinal, o que lhes tinha acontecido?


Substimaram os "perigos" da maternidade/paternidade e a passagem do tempo. Quando pararam para olhar para trás, tinham-se passado anos, anos de afastamento e estavam perante alguém completamente estranho. Os planos agora traçados eram sempre vagos, porque ambos sentiam o mesmo: o medo e a incerteza. No fundo, estavam ambos perdidos numa espécie de luta pela sobrevivência - sua e daquela relação.


Não existem fórmulas certas ou erradas e, infelizmente, não existem livros que nos ensinem a sobreviver a toda a densidade de uma vida adulta, de uma vida a dois e de uma vida em família. Importa que pelo caminho, não deixemos de saber quais as razões e os motivos que nos fizeram chegar até ali. Importa saber até quando vale a pena lutar e se valer a pena, então, não desistir. Importa saber que não existem contos de fada nem vidas perfeitas - eu, pelo menos, não conheço - e que as dificuldades fazem parte da evolução do próprio ser humano.


A família é um projecto para a vida, os filhos são os elementos que lhe conferam o seu corpo e a sua alma. Mas até lá chegar, o percurso não é isento de obstáculos. Muitas vezes, duvidamos de nós e da nossa capacidade, enquanto mãe/pai, mulher/homem, pessoa. Nesse todo, existem várias partes que precisam ser cuidadas individualmente: cada filho precisa de sentir que tem momentos de atenção só para si; cada elemento precisa sentir que tem momentos que pode dedicar apenas a si e a mulher e o homem precisam sentir que continuam a ser olhados dessa mesma foram e não apenas como mãe e pai.


Embora, não existam fórmulas certas, há alguns meses atrás, escrevia assim:


9 Motivos que levam os casais a discutir (após os filhos)


 

Bom dia!


    

Descobrir lugares: Parque Recreativo do alto da Serafina

21.08.17 | Vera Dias Pinheiro

 

Descobrimos, pela primeira vez, o Parque Recreativo do Alto da Serafina - talvez, reconhecam mais facilmente pelo nome de Parque dos Índios. Situado na verdejante floresta de Monsanto, em Lisboa, tem sido o nosso refúgio nestes dias quentes, graças à sombra dos pinheiros e à brisa fresquinha.

 

Para as crianças é o local ideal para praticamente todas as brincadeiras que se lembrem de fazer. Para além das tendas de índios, os escorregas, os baloiços, o labirinto, uma pista para todo o tipo de veículos conduzido por elas, tem ainda muito espaço para brincarem livremente. Desde os mais pequenos até aos mais crescidos, as várias áreas de brincadeiras estão distribuidas de forma distinta de acordo com as idades. O mais engraçado é o mini farol e o barco situado no meio de um lago.

 

Embora na zona do parque infantil não encontrem muitas sombras, na zona do jardim existem bastantes, assim como várias mesas propícias a um piquininque. Existe também um café e um restaurante, várias casas de banho e, inclusivamente, fraldário. E o estacionamente também não é problemático.

 

Todo o parque está super bem conservado e limpo, resta que todos nós, frequentadores do mesmo, façamos o nosso papel, por exemplo, recolhendo todo o lixo que façamos e não pisar os espaços verdes com aviso para tal.

 

Eu já tinha ouvido falar muito do Parque da Serafina, mas descobri que fazia confusão com o parque do Alvito, também em Monsanto. Para mim, a grande vantagem do Parque dos Índios é mesmo a sua mistura com a própria floresta o que o torna mais agradável para os passeios em família e muito mais fresco. Fez-me lembrar o Boi de La Cambre, um parque em Bruxelas, onde passamos momentos felizes.


Parque Recreativo do Alto da Serafina, uma parque que recomendamos :)

 

Boa noite.

Este fim-de-semana estive "5 minutos" com o meu marido

20.08.17 | Vera Dias Pinheiro

É mentira. Estivemos mais tempo juntos, passamos o fim-de-semana todo os quatro juntos. No entanto, a sensação real é a de que o tempo que efectivamente estive com ele, foi de apenas cinco minutos.


No sábado, decidimos ir à praia. Escolhemos a Praia do Pego, na Comporta, com o intuito de fugir um pouco da confusão e dos destinos mais óbvios de praia. Algo que teria resultado, não fossem as altas temperaturas a levar praticamente todos nós para o mesmo destino: praia. Não saímos muito cedo de casa, pois o objectivo era que dormissem no carro, depois de almoçarem. Resulta quase sempre, com excepção do dia de ontem. Achava que, com isso, até podíamos ficar até mais tarde na praia e, quem sabe, comer alguma coisa por lá antes de regressar. Afinal, ainda levamos cerca de 1h30 de viagem para cada lado.  


No entanto, não só não adormeceram, como foi ainda uma viagem cheia de exigências: o Vicente a fazer birras por tudo e por nada, a Laura a chorar. Como se não bastasse, tinham fome e sede. A certa altura, achei melhor ir para o banco de trás, ia entalada, mas pelo menos, não ficava mal-disposta. Chegamos à praia e esteve tudo bem, não fosse o temperamento sensível dos dois. O pai com o mais velho, que queria fazer uma coisa e a mãe, com a mais nova que queria outra coisa. À revelia dos dois, eu e o meu marido ainda jogamos cinco minutos às raquetas. O Vicente amuado porque era a vez dele - e não a minha - e a Laura a chorar como se tivesse sido abandonada, mesmo que estivesse colada a mim.  



Ficamos até não dar mais, o que foi muito mais cedo do que tínhamos planeado. É certo que adormeceram logo, mas assim que acordaram, o temperamento não estava muito diferente. Voltei a vir para o banco de trás, atender a um e a outro, fome, sede, dar festinhas, brincar.... e tudo o mais que se lembraram. 


Chegamos a casa e fizemos tudo no automático - os banhos, os jantares, as dormidas - e só percebemos o nosso estado de cansaço quando percebemos que tínhamos adormecido, o pai com o Vicente e eu no sofá da sala sem que ainda tivesse conseguido tomar banho.


Hoje o dia começou cedo, tal como começam todos os outros. Não tivemos forças para planear nova ida à praia. Fomos ao parque. Chegamos, e foi um para cada lado com o seu. O pai toma atenção a um, a mãe ao outro. Estamos mais cinco minutos os quatro juntos, antes que cada um volte a ir para cada lado. O Vicente quer andar de bicicleta, quer acelerar, mas na hora de travar chama pelo pai ou pela mãe. A Laura, enfim, é andar com o coração na boca. Na última vez abriu o lábio, hoje raspou os joelhos.


parque recrativo da serafina


Durante estes dois dias, exagero quando digo que não consegui estar mais do que cinco minutos com o meu marido. Porém, a sensação é precisamente essa. Não houve tempo para apanhar sol, para passear, dar as mãos ou até comentar o que tínhamos achado da praia ou do novo jardim a que tínhamos ido. Andamos em vigilância máxima, sempre a chamar a atenção de um filho e do outro e, às vezes, até chamamos à atenção de cada um de nós. Só vejo perigos  todo o lado e é impossível partilhar a atenção com mais alguma coisa.


Contudo, cá em casa somos os únicos a sentir-nos assim. Estes miúdos andam com pilhas, não param, falam alto, esqueço-me que a Laura tem apenas um ano e meio, porque ela própria nos faz esquecer disso. O tempo que passamos em casa, é passado com os turnos: o da manhã, o do almoço, o da sesta e o da noite. Não paramos. É incrivel, mas neste fim de semana os dias pareceram durar 48 horas.


Não foi um fim-de-semana diferente de muitos outros. E foi muito bom, pois tivemos tempo de qualidade com os nossos filhos, Mas colocando tudo em perspectiva e olhando de fora... piedade para todos os pais neste perído de férias mais longo. Nunca sentira tanto como agora a forma exacerbada como ter filhos nos absorve por completo e como, por vezes, até nos retira do "mundo".


São fases. Outras se seguirão, mais ou menos exigentes, não importa. São todas diferentes umas das outras. Mas esta é muito exigente fisicamente, o corre atrás, o pega ao colo, o dá banho, o adormece, o muda a fralda.... nunca se pára!


No meio de tudo isto, tenho cada vez mais a certeza que o tempo a dois é essencial: namorar, dar as mãos, olhar nos olhos, conversar... para que nada se perca pelo caminho da maternidade e paternidade.


Boa noite.


 


Cuida de ti o ano inteiro | Manter as rotinas saudáveis com filhos

18.08.17 | Vera Dias Pinheiro

Estabelecer rotinas a pensar só em nós é das tarefas mais difíceis que enfrentamos depois de sermos mães. Sobretudo quando eles estão de férias, em casa, e nós temos que "os deixar" para ir fazer alguma coisa. Acaba por haver sempre um sentimento de culpa, por mais pequenina que seja, por não estarmos com os nossos filhos. O insconciente solta aquela vozinha de insegurança dentro da nossa cabeça.


Ter vontade de ir à praia sem filhos, de ter um almoço fora de horas, sem crianças, de ir ao cinema... ou, simplesmente, porque não ter um dia "off duty" sem que isso nos deixe desconfortáveis. São sentimentos injustos para nós, pelo menos na minha opinião, pois não acho que se trate de estabelecer prioridades. Acho que o nosso equilibrio, enquanto mulheres e mães, vem de muitas fontes, uma delas é a forma como nos nutrimos e cuidamos de nós e, para isso, é preciso ter tempo, tempo a sós connosco próprias.


Eu não troco por nada o tempo que tenho para os meus filhos, as brincadeiras, as férias que passamos, as viagens, mas se puder juntar isso, uma percentagem de tempo em que me permito não pensar em mais nada, agradeço, porque me faz bem. Mas não sentir que estou a ser egoísta.


Quando embarquei na aventura de ser mãe a tempo inteiro, primeiro apercebi-me que a sociedade ainda não está preparada para esta tomada de decisões por parte de mulheres independentes e da nossa geração. De seguida, caí no extremo oposto, que foi sentir que por ter tomado essa decisão, era minha obrigação estar 24h sob 24h a cuidar do meu filho, não podia sequer ausentar-me para nada. Havia realmente um sentimento de culpa nessa altura. Com o passar do tempo, logicamente que começei a entrar em desiquilibrio. O cansaço e até alguma frustração pessoal começaram a apoderar-se de mim, as rotinas tinham-se tornado um sacrificio e a minha paciência para o Vicente e para as suas coisas normais de bebé era cada vez menor.


Aos poucos, tenho vindo a fazer um trabalho interior, o de aceitar delegar e especialmente de aceitar que não há problema algum nisso. Posso ir ao ginásio a horas normias, sem ter que ser de madrugada, posso ir almoçar com uma amiga, o que quer que seja que faça para mim de qualitativo e que não tem nada de superficial. E, mais recentemente, foi perceber que voltar ao mercado de trabalho ainda que num regime tão particular quanto o meu, retira-me disponibilidade e que isso também não tem mal algum.


Pela minha experiência, preciso viver em equilibrio, preciso sentir que nenhuma parte de mim está em esforço, porque só assim eu consigo chegar a todo o lado com o melhor de mim. Ora, o cuidar de mim é uma parte importante desse equilibrio e, se antes, chegava a esta altura do ano, em que todos estão de férias em casa, eu colocava tudo em suspenso. Neste momento, sou capaz de gerir as coisas com outra maturidade e, acima de tudo, sem culpas. Com efeito, nos dias em que é possível, mantenho as minhas rotinas normais. Continuo a ir ao ginásio e a fazer os meus tratamentos na clínica iCare. De formas diferentes, são os meus momentos de relaxamento.


Depois dos resultados fantásticos com o tratamento Venús Legacy, decidimos iniciar um outro tratamento que faria mais sentido nesta fase. Não só pelo novo estúmulo que estaríamos a dar ao corpo, como também aaquilo que agora importa tratar é muito mais a flacidez da pela e não propriamente a gordura localizada. Este novo tratamento chama-se Freeze e tem algumas semelhanças com o anterior, nomeadamente as altas temperaturas. Porém, deixou de haver a sucção, o que o torna mais silencioso. A sensação é mais de massagem e eu acabo por conseguir relaxar muito mais. O silêncio fez-me aperceber da música ambiente que é bem serena e calmante, o ambiente da própria sala, um pouco escura, ajuda-me a abstrair e até a não pensar em nada - caso a cabeça assim o permita. É o meu momento zen, que não se compara a nenhum outro (ginásio, cabeleireiro, manicura. depilação, etc...).


Fora isso, só posso dizer que é mais um tratamento com resultados que saltam logo à vista. Na primeira sessão, senti logo a pele mais rija - acho que posso dizer assim - e agora é manter os tratamentos e, no final, espero voltar a fazer um antes e depois tão motivador quanto o anterior. Desta vez, o protocolo é fazer duas vezes por semana.


rotinas saudáveis

Para mais informações, já sabem que deverão entrar em contacto com a clínica iCare e que podem marcar a vossa avaliação e conhecer o espaço sem qualquer compromisso ou custo. Que tal fazer a reentré agora em Setembro com o compromisso de nos mimarmos um pouco mais?


Boa noite.


Férias de verão | Quem manda são eles

17.08.17 | Vera Dias Pinheiro

 

Levamos um certo tempo a entender que um adulto tem a capacidade de se adaptar a um programa de crianças, mas que elas, por sua vez, não têm essa maturidade – como se compreende. Por isso, nos períodos em que os meus filhos passam mais tempo comigo, quem manda são eles. Crianças felizes, pais felizes e descansados (porque existem menos birras).

 

E o que as crianças esperam do tempo em que não estão na escola é bastante simples: brincar, brincar e brincar! E já que os pais também estão de férias, fazer tudo isso com eles é a cereja no topo do bolo, como se costuma dizer.

 

Acho que isto bastaria para descrever como estão a correr as nossas férias. Os ritmos e os programas são maioritariamente ditados pelo Vicente e pela Laura e, depois de uma semana inteira de praia, temos aproveitado estes dias para alguns programas por Lisboa.

 

Também é importante não esquecer que as crianças precisam de ir para a rua e que precisam libertar toda a sua energia fora de casa. Se uma hora basta para que a casa fique virada do avesso, imaginem um dia inteiro? Não, nada disso!

 

Depois de ter tido a oportunidade de fazer um passatempo em parceria com o Centro Comercial Dolce Vita Tejo, a propósito do Tejo Air Radical, fiquei com curiosidade e acabámos por decidir passar também por lá.

 


férias de verão

 

Os olhos do Vicente brilharam assim que viu as mesas de matraquilhos e de Hair Hockey. Foi difícil tirá-lo de lá, ainda que haja muitas outras diversões, umas mais radicais do que outras, portanto não é difícil que qualquer criança se divirta ali. Para os mais radicais, a Torre Multiactividades, com a escalda e o slide, por exemplo, é, sem dúvida, a opção certa. Para os mais pequeninos, há sempre a divertida piscina de bolas.

 


 

Para os pais, que precisam recuperar a energia no meio de tanta adrenalina, digo-vos que os puffs são bastante confortáveis e que também há café e águas dentro do recinto. Portanto, é ir e levar as crianças – as crianças com menos de 12 anos devem estar sempre acompanhadas por um adulto.

 


 

Durante a semana, o Tejo Air Radical está aberto entre as 13h e as 21h e sábados e domingos das 11h às 22h. No entanto, aconselho-vos a verem toda a informação aqui: http://dolcevitatejo.pt/pt/tejo/a-nao-perder/eventos/este-ver-o-vais-subir-as-nuvens-zona-radical-de-diversoes/


Deixo-vos apenas um conselho, se for possível, procurem as horas de menos calor e não se esqueçam de levar água para se hidratarem.

 

Boa noite :)

 


Carros 3: Voltar a sonhar com os filmes Disney

16.08.17 | Vera Dias Pinheiro

Aproveitámos o feriado para ir com o Vicente ao cinema assistir ao novo filme da Disney Pixar, Carros 3. E este começa a ser um novo programa que podemos fazer em família, apenas com o Vicente para já, pois sinto que ele já desfruta da experiência sem se assustar. O escuro deixou de lhe fazer confusão, as vozes a falar muito mais alto do que ele está habituado também não, só uma cena ou outra ou um barulho mais assustador é que ainda o fazem tremer um pouco. No entanto, asseguro-me que ele quer realmente ir.


Mas para mim, acaba por ser também uma nova experiência, não o cinema em si, obviamente, mas voltar a assistir aos filmes de animação. Acho que desde a minha infância/adolescência que deixei de ver. Porém, eu cresci com os grandes filmes da Disney, vi praticamente todos. E, para além de todo o efeito visual e cénico, a mensagem subliminar é sempre muito forte. Muitas vezes, são autênticas lições de vida e se, enquanto crianças, podemos não ter ainda a maturidade suficiente para apreender, em adultos, é impossível não nos envolvermos.


Confesso que não levava grandes expectactivas quanto ao Carros 3. Afinal, não tinha visto nenhum dos anteriores. No entanto, saí de lá completamente arrebatada pela história, pelos personagens e pela mensagem de inspiração e de superação. Nem sempre a felicidade está onde julgamos estar e nem sempre o mais óbvio e imediato é o que, verdadeiramente, nos trará maior realização. Insconscientemente, não nos permitimos olhar para mais nada e temos receio da mudança. Mas a vida é boa e faz-nos bem, basta para isso confiar na nossa voz interior e, sobretudo, não deixar que ninguém nos diga o que somos ou não capazes de fazer. E - sem revelar nenhum segredo - é fundamental sabermos rodear-nos das pessoas certas na vida e em cada momento.



Claro que não irei desvendar a história do filme, para que quem ainda não o viu não perca a oportunidade de ir ao cinema numa próxima oportunidade.


De resto, só me resta agradecer ao meu filho por me levar novamente a descobrir o mundo maravilhoso e inspirador dos filmes animados da Disney. Às vezes, é só mesmo isso que nos falta no dia-a-dia, acreditar num pouco de magia.



Boa noite.




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16.08.17 | Vera Dias Pinheiro
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