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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

A precisar de férias mas... para arrumar!

23.06.17 | Vera Dias Pinheiro

E aqueles dias em que não nos apetece escrever nada? Aqueles dias em que nos sentimos cansadas e mentalmente sem energia ou capacidade de raciocínio? Os dias em que fico a olhar para esta folha e penso aquilo que eu sinto vontade em partilhar não é tão inspirador como a mensagem que eu tento passar-vos. O que é que se faz?


Há dias em que colocamos muita coisa em perspectiva, em que analisamos as nossas escolhas e a nossa capacidade para saber lidar com as consequências. Às vezes, sinto que não tenho a maturidade suficiente e, outras, que dei um passo maior do que as minhas pernas. Sinto-me a rumar contra a maré, a construir um castelo de areia que anda, vai não vai, para ruir.


Neste momento, sinto-me um pouco desorganizada, tenho tudo demasiado disperso para conseguir colocar a cabeça em ordem. Sinto que precisava de umas duas semanas para colocar tudo em stand-by e arrumar, arrumar, arrumar! Arrumar os armários, as gavetas, a secretária, destralhar. Para limpar a casa... e a mente.


A história é sempre a mesma: a cabeça começa a ficar cheia e eu sinto necessidade de arrumar tudo o que está à minha volta. Procurar criar harmonia para que a cabeça encontre paz e serenidade. De tempos a tempos, o saco enche e, aos poucos e poucos, começa a não conseguir guardar tudo. É aqui que sinto que começo a falhar. Falho como mãe, pois vou perdendo a paciência mais facilmente, as minhas reacções são mais exageradas e até desproporcionais. E é quando me apercebo disso que começo a ficar preocupada.


Depois, há aquelas pessoas que nos fazem sentir insuficientes, que, por mais que façamos, sentimos que estamos sempre a falhar, que nos lembram aquilo que não fizemos - não importa todo o resto que foi feito - que fazem precisamente o inverso daquilo que seria o suposto. Se a minha psicóloga ouvisse isto, responder-me-ia que aquilo que está em questão não é a outra pessoa, mas como é que eu lido com isso. Mas por mais libertador que seja sabermos que nós podemos controlar a nossa vida, ao viver em sociedade isso acaba por ter um efeito mais negativo do que positivo.


As últimas semanas têm sido muito exigentes, muito trabalho - do qual dou graças a Deus por isso - mas a minha cabeça não pára. Para além de estar sempre a pensar em algo, são sempre coisas muito diferentes umas das outras; ao longe de um só dia, lá andamos nós de cabeça no ar a pensar no que precisamos fazer a seguir, o que ficou por fazer. E é assim dias e dias seguidos.  E  é aqui que eu sinto que as mulheres são mais sacrificadas do que os homens. A verdade é que, seja da nossa natureza, seja cultural, seja porque motivo for, se não fizermos um esforço para contrariar isso, passamos os dias a apagar fogos aqui e ali, a tentar corresponder aquilo que nos é exigido e corresponder àquelas que são as expectativas dos outros.


Mas, afinal, o que é que é expectável que seja o nosso papel? É que não dá para fazer mil e uma coisas diferentes, todas com o mesmo nível de perfeição e de competência... não dá porque não somos super mulheres, mesmo que saibamos sempre dar a volta a tudo o que nos é pedido. Somos seres humanos como os outros. às vezes, também já não nos apetece liderar mais, queres descansar, queremos que decidam por nós, se antecipem e que não se esqueçam que não, lá bem no fundo, estão os nossos sentimentos que não são à prova de bala.


Se calhar, hoje tento dormir as horas que preciso e isto passa-me.... e isto não passará de um mero desabafo como tantos outros, num dia em que olhei para esta folha em branco, em que pouco ou nada me fazia sentido.


Boa noite.


Gordura Localizada: Devemos ou não investir em cremes?

22.06.17 | Vera Dias Pinheiro

Na minha opinião, há coisas em que só vale mesmo a pena investir o nosso dinheiro se realmente se justificar. Por exemplo, os cremes de corpo de tratamento "anti", que se dizem redutores da gordura localizada ou adelgaçantes e por aí a fora. Só vale a pena comprar estas coisas, primeiro, se realmente forem usar tudo como deve ser e, segundo, se podem comprar cremes que realmente funcionam. Pois caso contrário, se for só para ter na casa de banho ou para dizer que usa um creme para a celulite, para a zona do ventre, etc... esqueçam, optem por guardar o vosso dinheiro para um outro tipo de investimento. É que convenhamos, no meio de todas as nossas responsabilidades e embora cuidar de nós não devesse ser considerado um luxo, a verdade é que é um bocadinho assim. Por isso, quando decidimos "é agora que vou cuidar de mim" então, que seja para ver resultados e para sentir que o nosso investimento está a valer a pena.


E, neste assunto, deixem-me que vos diga que eu já fui daquelas pessoas que achava que colocava o creme e... MILAGRE! Que fazia umas massagens e... MILAGRE! Que fazia uma dietazinha e... MILAGRE! Hoje em dia, felizmente já amadureci e sei que milagres (destes) não existem. Sendo assim, falo-vos um pouco mais de como cuido de mim e do meu corpo. Assim, sem ordem de relevância:


  1. Alimentação Equilibrada e Saudável e, sobretudo, nas quantidades certas;
  2. Beber muitos líquidos, não estava a funcionar só com a água e, por isso, agora bebo cerca de um litro de chá por dia;
  3. Exercício Físico pelos menos 4 vezes por semana (é a minha hora de almoço sagrada!);
  4. Tratamentos Estéticos;
  5. Cremes específicos a pensar nas zonas do corpo que mais me preocupam: ventre, flancos e maminhas.

E é sobre os cremes que uso religiosamente todos os dias de manhã e à noite que vos venho falar. São três e todos fazem parte da linha Bodyshock da marca espanhola Mesoestetic, uma linha modeladora, complementar ao tratamento profissional. Não é há muito tempo que uso, aliás só comecei a fazê-lo após a amamentação ter terminado, por razões óbvias.


gordura localizada
  1. Bodyshock Push-Up: creme reafirmante do busto e glúteos com efeito lifting e refirmante. É um potente anti-estrias, fonte de hidratação e de suavidade.
  2. Bodyshock Local Reducer: Combate a gordura localizada nas zonas mais rebeldes (cada uma terá as suas ;)). Este é daqueles que nos aquece a zona do corpo em que foi aplicado.
  3. Bodyshock Night Reducer: Combate a acumulação de gordura localizada e facilita a drenagem provocada pelo excesso de líquidos. Recomenda-se que este produto seja usado em conjunto com outro desta gama (por exemplo, o Local Reducer ou o Total Reducer).

Todos eles têm uma textura super suave e ligeira e são de fácil absorção. Não precisam de estar à espera que seca para se vestirem, quando acabam de massajar, vão-se aperceber que a pele já está seca. Para qualquer um deles, devem fazer uma massagens durante uns minutos, enquanto aplicam.


A Mesoestetic encontra-se à vende em locais específicos. Por isso, se tiverem interesse, digam-me a zona em que residem e eu tento saber quais os pontos de venda mais próximos de vós.


Boa noite!


Filhos: Como eles trazem o caos à nossa vida!

21.06.17 | Vera Dias Pinheiro

Se um filho já nos trocava as voltas, dois são capazes de virar a nossa vida do avesso - o meu respeito por quem se aventura pelo terceiro, quarto... Tanto está tudo bem como no momento a seguir já não está. São as febres "virais", as diarreias "virais", os ranhos e as tosses ora porque está frio ora porque está calor ora porque a temperatura mudou radicalmente de um dia para o outro, etc. Depois, aparecem os pesadelos nocturnos, os xixis involuntários na cama, a fome, a sede e, ultimamente, o calor! Muito calor!


A Laura certamente que apanhou uma dessas coisas "virais" que aparecem do nada, moem, chateiam e depois passam com a mesma rapidez com que chegaram. Há duas noites que ninguém dorme cá em casa, vamos hoje para a terceira noite e eu penso que mais uma igual às anteriores e eu não aguento... se bem que, no fundo, aguentamos sempre "só mais um bocadinho". Mas, tal como a Laura, eu própria senti que hoje andava aos tombos tanto era o sono. Mas, pronto, uma pessoa habitua-se. É isto a vida! Uma pessoa sabe que os primeiros anos são assim e,depois, crescem e aparecem outras coisas, outras preocupações, outros motivos que nos tiram o sono.


Mas, pronto, dentro do caos, estava tudo normal. Hoje fiquei em casa com ela, pois é normal que fique mais aborrecida, que queira mais mimo, que tenha sono, se bem que não dorme. Tem febre e, por isso, não come. Tudo dentro do normal, como disse. Chegou a hora de ir buscar o Vicente e lá fui eu, sempre com a mesma alegria de o ir buscar, embora sempre sem saber muito bem o que me vai calar na rifa naquele dia. Óbvio que hoje tinha que ser dia não! E, desta vez, o problema foi a exigência de querer comer os smarties que recebeu do aniversário do amigo. E agora, faço um parênteses:


 Porque é que se continuam a deixar saquinhos com coisas destes género nas festinhas de aniversário da escola? Porque?! Eu até posso entender o princípio da "oferta" em si, mas, pelo amor de Deus, todos os dias a tentar explicar a uma criança que não se comem coisas daqueles todos os dias, é desesperante!

Adiante! Tive, então, o direito à minha cena no carro no regresso a casa. Atravessamos a rua e ele a berrar, subimos as escadas e o mau feitio continuava. O que já não estava bom, ficou logo pior. Chego a casa, vou ver da Laura e ela está aparentemente na mesma: a tombar de sono, irrequieta, cansada, mas teimosa e sem vergar. Tudo dentro do normal, portanto. No entanto, olho melhor e apercebo-me que tem o lábio inchado, com duas fissuras... A miúda caiu (de sono) e ficou com a marca dos dois dentes de cima. Felizmente (para mim, não para quem ficou com ela), já não sangrava, estava só horrível. Entretanto, a febre dela volta. O Vicente berra. Ela chora, porque tem sono e não quer dormir. O Vicente esperneia, porque ou não ouve ou finge que não ouve o que lhe digo e continua a pedir insistentemente para comer os smartites!


Mães e pais, por favor, vamos acabar com isto. A sério que ninguém leva a mal e os miúdos nem vão reparar. Eles ligam muito mais ao convívio com os amigos, a ver o bolo de aniversario, a soprar as velas. Essas coisas. E se, no final, ninguém lhes oferecer um saquinhos com gomas, chupas-chupas, chocolates, o que seja... a sério, eles nem vão notar a diferença! Vão por mim!

Quanto à Laura, é isto: não se pode vacilar um instante, não se pode deixá-la sozinha, não se pode fazer mais nada quando se está com ela por perto. Ela é um perigo! Ninguém acredita em mim, mas depois quando vêm as marcas "de guerra" são forçados a acreditar que eu digo a verdade e nada mais que a verdade.


 

Fui turista por um dia na minha própria cidade

20.06.17 | Vera Dias Pinheiro

 

Não me lembro da última vez que fui verdadeiramente turista na minha cidade. Há quanto tempo não entrava num monumento, uma igreja ou visitava um miradouro. Mas hoje percorri as ruas históricas da cidade de máquina fotografia na mão com o mesmo espírito e o mesmo entusiasmo como se estivesse numa outra cidade que não a minha. Hoje foi o dia em que fui turista na minha própria cidade e o mote foi ter a conta de Instagram da marca Rockport por minha conta. Um desafio aliciante que, no final, acabou por me deixar a mim bastante surpreendida com a quantidade de coisas diferentes que fiz e vi em praticamente uma tarde.

 

Depois de uma manhã mais ou menos normal, a "diversão" chegou durante a tarde. Com um almoço a revisitar um local que gosto tanto, o Royal Café. Escolhi do menu a Salada Lolita que foi bastante refrescante em mais um dia quente deste mês de Junho.


Dali, apanhamos um Tuk-Tuk que acabou por se tornar numa agradável visita praticamente guiada pela zona de Alfama. Subimos pela Sé, percorremos as ruas estreitas até ao miradouro das Portas do Sol, subimos até à colina mais alta da cidade, o Miradouro da Nossa Senhora do Monte, tornamos a descer com uma última paragem no Mosteiro de S. Vicente de Fora. Recordei os primeiros anos da faculdade em que percorria a cidade de uma ponta à outra, tendo visitado muitos daqueles locais, desde a curiosidade pela Feira da Ladra até ao Castelo de S. Jorge.

 


 

Para mim foi um dia muito bom, espero que quem tenha acompanhado tudo directamente do Instastories da Rockport Portugal tenha achado o mesmo :) Nos pés levei calçado uns mocassins da marca, um modelo que lavável na máquina e que, embora sendo um sapato fechado, tive "zero" calor e "zero" dores nas pernas ao final do dia.

 

O Hugo foi a pessoa que nos conduziu pela cidade e que nos contou muitas curiosidades que eu própria desconhecia. Como gostei bastante, deixo-vos aqui o endereço do site: http://thetukexperience.com/tours/ onde podem consultar os vários tours e também reservar.

 

Adorava levar o Vicente para um passeio destes. Alguém já fez com crianças da idade do Vicente? Como correu?

 

Já sabem que durante 24h os Instastories do meu takeover vão estar disponíveis no Instagram da Rockport Portugal. Portanto, se ainda não foram ver, ide!!!! :)

 

Boa noite!

Minions: Eles estão de volta e ainda com mais surpresas

20.06.17 | Vera Dias Pinheiro

 

Eu tenho a sensação de que, por vezes, ainda vivo a inocência de achar que o Vicente é muito mais criança do que aquilo que ele, na realidade, é. E, por isso, ainda me deixo surpreender muito m-e-s-m-o com algumas reacções, comentário e gostos pessoais! De repente, o Vicente sabe tudo o que se passa no mundo dos desenhos animados e dos super-heróis e bastou mencionar a palavra Minions para ele me contar muito mais do que aquilo que eu própria sabia. (Já agora, quem se identificar com isto, por favor, deixe nos comentários porque nós somos mães que #estamosjuntas, não é verdade?)

 

Portanto, se tiverem filhos que deliram com os Minions, este post é para vocês partilharem aí em casa, para que a histeria seja geral e não apenas na minha. Pode ser? :)

 

No dia 29 de Junho, estreia nas salas de cinema portuguesas o filme Gru Maldisposto 3 que promete voltar a fascinar os mais pequenos. E eu que só agora cheguei ao mundo dos Minions, ainda estou em fase de reconhecimento, mas o Vicente já está em pulgas para ver o filme. E sempre que existe uma febre destas, o normal acontece: quer-se o boneco, o livro, a caderneta e delira-se com uma peça de roupa, seja uma t-shirt, uns calções, uns chinelos, um chapéu. Seja o que for, de preferência quer-se tudo! Os tamanhos, pelo que tive oportunidade de ver na loja do Centro Comercial Vasco da Gama, vão desde os mais piqueninos até aos mais crescidotes.

 

Neste campo, a conhecida marca de roupa C&A dá-nos uma ajuda preciosa e poupa-nos tempo na procura. Neste momento, todas as lojas foram "invadidas" por uma colecção infantil especial Minions. Há de tudo um pouco acreditem. Na sexta-feira passada e no sábado até houve mascotes e um photobooth que fez o delírio das crianças - a minha mais velha incluída!


Os tamanhos, pelo que tive oportunidade de ver na loja do Centro Comercial Vasco da Gama, vão desde os mais piqueninos até aos mais crescidotes. Para mim, é uma marca que veste relativamente grande, por isso, tenham atenção aos tamanhos.

 


minions

 

Boa tarde.

A primeira ida à praia: foi uma manhã perfeita!

19.06.17 | Vera Dias Pinheiro

Vou deixar o peso dos últimos acontecimentos um pouco de lado e trazer leveza, alegria e esperança às nossas vidas. Acredito que combatemos sentimentos como a dor, a tristeza e o sofrimento com mensagens de positivismo e de amor. Acredito ainda que os nossos filhos personificam na perfeição esse espírito, é nas crianças que está a pureza, a simplicidades e autenticidade que, ao crescermos, vamos perdendo.


Ontem tivemos uma manhã perfeita. Com o pai regressado a casa e os dias bons de calor, tinha ficado a promessa de irmos todos juntos à praia e assim fizemos. Quisemos sair o mais cedo possível, por todos os motivos: trânsito, o calor e a hora da sesta da Laura. Na véspera, deixei tudo pronto e na manhã seguinte eram 9h30 e nós já lá estávamos.


Contrariamente ao suposto, parecíamos uma família "normal" em que ir à praia é um programa que agrada a todos e em que toda a gente se diverte. E, embora o Vicente não tenha querido aproximar-se muito da água, pediu para o molhar com o balde, brincou à beira do mar, jogou à bola, fez castelos na areia... Estava visivelmente feliz, leve e solto. Estava ele e a irmã, naquela que foi a sua primeira ida oficial à praia. Estranhou a areia, mas apenas nos primeiro minutos de contacto. Depois, foi vê-la divertida a brincar e até tomou uma banhoca no mar - que não foi o suficiente para convencer o irmão a juntar-se a ela! Lá chegaremos com calma e paciência.


Foi uma manhã perfeita! Não foi a tralha toda que temos que levar de cada vez que vamos à praia, mesmo que por algumas horas; não foi o facto de ter que acordar cedo; nem tão pouco o cansativo que é, ou mesmo o facto de nem conseguirmos estar cinco minutos a apanhar sol. Não disto afectou a nossa manhã ou o nosso estado de espírito. Foi a nossa manhã perfeita, em que tudo estava tudo certo.


Não podemos ter a pretensão de achar que, com filhos, os programas sejam iguais, mesmo que por escassos minutos, ao eram antes dos filhos. Aqui, eu sou bastante pragmática! Se tenho vontade de fazer alguma coisa "como se não tivesse filhos", então, arranjo maneira de o fazer mesmo sem filhos. Desta forma, todos ficamos felizes: nós não ficamos frustrados e as crianças não ficam decepcionados e não precisam de estar constantemente a fazer birras para chamar a nossa atenção.


Não tenho dúvidas que a nossa manhã foi perfeita precisamente porque estávamos plenamente em espírito de família. Foram três horas de dedicação exclusiva aos quatro e isso tem efeitos imediatos nos comportamentos (de todos). E ainda tivemos o bónus: uma valente sesta a dobrar.


A nossa manhã foi perfeita à nossa maneira. E mesmo que implique todo o "trabalho logístico" (especialmente da mãe), eu não me importo! Este verão vai ser especial nas memórias que vamos escrever em família, isso é certo!


Nas idas à praia, os meus filhos já saiam com uma primeira dose de protector solar em todo o corpo, que depois vou religiosamente reforçando de duas em duas horas. Mas, para além disso, sou adepta das t-shirts de protecção contra os raios UV, sobretudo na idade da Laura.


A que a Laura tem vestida foi comprada na Zippy - encontram no site da marca a referência - e pertence a linha de praia para este ano que, para além da protecção UV (com factor de protecção 30), tem algo de inovador: funciona igualmente como repelente de mosquitos (outra das nossas grandes preocupações). 


Sobre esta linha de repelente de mosquitos convém acrescentar que:


  • É 100% natural;
  • É não tóxica;
  • É biocompatível;
  • É ecofriendly;
  • Tem um elevado grau de durabilidade e de eficácia, mesmo depois de 90 lavagens.

Estes produtos estão disponíveis em três linhas: Cherry, Dino e Salty e fazem parte das colecções cápsula para este ano. Sendo assim, o meu conselho é, caso andem à procura de roupa de praia com estas características, apressem-se antes que esgotem.


Ah! Encontram à venda em loja física e na loja online.


Boa tarde!


Incêndios: Uma tragédia sem memória em Portugal

18.06.17 | Vera Dias Pinheiro

O verão ainda não começou e o ano já está marcado como o pior de sempre no que diz respeito aos incêndios. Soube da tragédia de ontem/hoje quando acordei. Parecia quase irreal não fosse a subida constante do número de vítimas e as partilhas constante das imagens e das notícias chocantes. A manhã foi passando e o meu desconforto foi aumentando, mas ainda assim, preferi resistir a ligar a televisão e prender-me a toda esta tragédia.


Eu sou de Santarém, lembro-me bem dos Verões quentes marcados pelos incêndios, do barulho das sirenes dos bombeiros; do céu cinzento e das cinzas que caíam na nossa varanda. Lembro-me da preocupação e da inquietação das pessoas adultas. Lembro-me, mais tarde, de passar pelos locais afectados pelas chamas e de ver as paisagens inteiras devastadas pelas chamas. Havia um enorme respeito por esta altura do ano, os "antigos" diziam que as trovoadas secas/de verão eram as piores. Ninguém tinha autorização para se aproximar sequer das janelas. Cresci com respeito pelos trovões e pelas trovoadas e ainda hoje fico em casa e com tudo fechado.


Cresci em Santarém, com Verões muitos quentes. Lembro-me inclusivamente de dormir no chão da sala, porque era mosaico e junto à janela. Não havia Verão em que os incêndios dessem tréguas. Na aldeia da minha mãe cheguei mesmo a presenciar a luta das pessoas para apagar os fogos, os baldes de água, a união e a aflição de todos. O desespero.


Na escola sempre tive amigos bombeiros, rapazes, a maioria da minha idade, demasiado novos e já com heroísmos imensos dentro deles, ao qual consigo hoje dar realmente valor. Todos eles eram bombeiros voluntários. Ninguém estava a pagar àqueles rapazes para irem para o meio das chamas e para colocarem as suas vidas em risco para apagar um fogo, para salvar vidas. Hoje percebo o privilégio que tive por partilhado muitos anos da minha adolescência com verdadeiros heróis ao meu lado. E hoje que sou mãe, nem quero imaginar a aflição daquelas mães sempre que viam os seus filhos partirem sem terem a garantia do seu regresso.


Depois, penso em todas aquelas pessoas, as vítimas e os familiares delas. Penso em como a vida é efémera. Penso também em como, todos os dias, somos tão egoístas sem sabermos como isso nos está a retirar tempo para viver a vida no que ela tem de melhor. De um dia para o outro tudo muda e da forma mais inesperada. Muda quando regressamos de uma ida à praia, quando fazemos um simples passeio, uma corrida, uma viagem de carro... Muda e nós nada podemos fazer. Tudo acaba, sem tempo para uma última palavra, um último pedido de desculpas, um último encontro com aquela pessoa que não vimos há imenso tempo, sem termos feito aquelas brincadeiras que tínhamos prometido fazer... tudo acaba sem haver possibilidade para rigorosamente nada!


E agora pergunto-me se, perante tantas calamidades que vivemos no mundo, perante tantas vítimas inocentes... se perante o mundo em que hoje em dia vivemos, a escolha de sermos felizes perante cada novo dia que temos pela frente não será simplesmente essa a escolha certa? É que, se não for, não sei sinceramente o que será!


As minhas profundas condolências a todas as pessoas que perderam alguém que lhes é próximo nesta tragédia. Que haja força para trazer alento e esperança aos vossos dias.