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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Um fim-de-semana de desconexão total!

10.05.17 | Vera Dias Pinheiro

Vou aproveitar para vos deixar já aqui o alerta! Não se admirem se, durante o próximo fim-de-semana, nós andarmos um pouco ausentes do blog e das redes sociais. Não se assustem e deixem-se ficar por aí. O que acontece é que eu aceitei o desafio de passar um fim-de-semana totalmente desconectada do ritmo frenético da cidade e da dependência - quase inconsciente - que temos das redes sociais e da partilha do nosso dia-a-dia. É claro que irei eu, o meu marido e os meus filhos. ÓBVIO! Passar um fim-de-semana sem saber nada nada da minha família, seria impensável :)


Não vos posso adiantar grande coisa, pois eu própria sei ainda muito pouco. Sei, no entanto, que vamos estar na zona de Seia, sei também que a ideia é vivermos um fim-de-semana considerado normal de uma família, ou seja, vamos cozinhar, vamos às compras, mas tudo isto no ritmo calmo e sereno do campo. Só não vamos ter tempo de plantar e colher os nossos próprios alimentos, mas algo de semelhante haveremos de fazer. Não vai haver televisão - não vai ser o problema maior - telemóveis, computadores e muito menos o voyeurismo das redes sociais. Nem tão pouco sei se haverá rede ou mesmo wi-fi. É muito provável que não haja, pois se é para haver uma desconexão, só mesmo assim.


E este convite, que parece caído do nada, tem a sua razão de ser. No próximo dia 17 de Maio, às 22h30 horas, no canal A&E, estreia a nova temporada da série Desconexão Total. Uma série que precisamente aborda estas questões dos efeitos nocivos das redes sociais, e na qual vamos poder acompanhar a história de três famílias que abandonam a cidade para viver no meio rural. E parece que a nossa família foi uma das escolhidas para viver uma experiência semelhante por cá.


Confesso-vos que estou um pouco em pulgas para que chegue o fim-de-semana, para sair do ritmo alucinante em que eu própria vivo. Vai saber tão bem esta pausa de realidade, pois eu própria vivo numa certa bipolaridade. Por um lado, adoro a cidade e a facilidade do acesso a tudo e mais alguma coisa, mas, por outro, eu cresci no campo, junto das flores, dos animais, e passei uma infância de brincadeiras na rua. Recordo-me tão bem de ir apanhar o ramo para a espiga, das papoilas, dos passeios de bicicleta pelas hortas e dos passeios de tractor com os meus avós.  E, quanto mais velha vou ficando, mais falta sinto de tudo isso. Sinto falta, sobretudo, de não conseguir proporcionar experiências dessas aos meus filhos. Sinto falta de ser livre e de viver com a sensação de que o tempo leva um pouco mais de tempo a passar... se é que me faço entender.


Portanto, sexta-feira, lá iremos nós para (mais) esta aventura.


Ficaram curiosos? Eu também estou, muito!!!! :)


Birras de Supermercado? O meu filho é igual aos outros

10.05.17 | Vera Dias Pinheiro

Este post vai direitinho para os casais que não têm filhos e que acham que, quando chegar a vez deles, são ser pais diferentes de todos os outros, a quem certas coisas jamais vão acontecer. E vai também para todos aqueles que, tendo os filhos, acham que tudo controlam e que os seus filhos são diferentes dos outros e que são capazes de lançar olhares recriminatórios e críticas. E não é que eu me encaixe em alguma destas descrições, porém achava que dominaria determinadas variáveis que me iriam permitir safar-me a umas quantas "vergonhas" enquanto mãe.


Pois que, isso só acontece até ao dia! Até ao dia em que os nossos filhos se transformam e assumem toda uma personalidade que até nos custa a aceitar. Já revelei que a idade verdadeiramente terrível das crianças não são aos dois anos - como a literatura nós faz querer parecer - e que é aos quatro anos que nos apercebemos de que andamos este tempo todo a viver "com o inimigo" na nossa própria casa. Ao fim de quatro anos, o meu filho grita, para que todo o supermercado consiga ouvir, que eu sou feia e má e que lhe tinha batido. Assim, do nada, passamos da brincadeira, para a raiva e para o descontrolo total e absoluto. E eu o que é que eu fiz? Fiquei serena - juro - a tentar o diálogo quando sentia acalmar-se - em vão, diga-se.


Ontem, tive a brilhante ideia de pegar na caderneta cheia de pontos do Lidl, ir buscá-lo à escola e, juntos, passarmos por lá, já que precisávamos de outras coisas. Chegamos animados, à procura do porco da quinta por todos os expositores. Encontramos, passamos pelo pão, quis comer pão, passamos pelos croissants, quis croissant, quis bolachas. Houve uma altura que tive que explicar que não podia comer mais nada e o que se seguiu, não lembra a ninguém. Achei que, com tal comportamento, não devia trazer o porco para casa - raio do porco - e assim foi, a birra volta a atingir máximos históricos, logo ali junto à caixa, com todos os olhares postos em nós. Mantive a calma -JURO - enquanto via o meu filho em propósitos que eu não tolero, desvalorizei os olhares e não cedi.


Eu sou a mãe que vive as birras de supermercado! E sinto-me à vontade para falar sobre isto, porque o caso foi público e, a partir de ontem, serei a mãe "feia e má do Lidl". O que dizer? O que fazer? Nada! Ter paciência, porque a alternativa teria sido muito pouco pedagógica e o melhor é ignorar esses pensamentos que nos passam pela mente. E nunca dizer que os nossos filhos vão ser diferentes, porque os filhos são como tirar um carta a sorte do baralho, nunca sabemos o que virá aí.


Mas, no meio da escandaleira toda, sabem o que me tira realmente do sério?! Que o Vicente, quando está nestas situações, tenha o péssimo hábito de se deitar no chão e de ali ficar. Fico louca! E, pronto, é isto: mais um dia na vida de um toddler que se passou. Veremos o que nos calha na rifa hoje.


De resto, aprendi que o melhor é deixá-lo libertar o stress e fazer a descompressão do dia, da ausência da sesta, de ter sido um dia exigente com a aula de Judo. Dou-lhe um desconto, porque é o melhor!


As mães unidas, jamais serão vencidas, por isso, se o vosso filho também faz birras de supermercado, juntem-se a mim: #fimàsbirrasdesupermercado


Boa tarde.