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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

5 sugestões para fazer com os bebés (mesmo com chuva)

27.01.17 | Vera Dias Pinheiro
actividade para fazer com bebés + pinturas para bebés + música para bebés + plasticinas para bebés + pumpkin + actividades para fim-de-semana
Sem chuva prevista para o fim-de-semana e com temperaturas um pouco mais simpáticas, já temos bons motivos para sair de casa e aproveitar os dois dias que temos para nós e para a família. Já sabemos que, havendo filhos, os programas têm que ser feitos também a pensar neles. 

Para vos ajudar, deixo-vos aqui cinco sugestões para fazerem com os vossos bebés:

Sebastião Presta atenção! Trabalhar a atenção e a concentração das crianças  28 de Janeiro  | LisboaSebastião Presta atenção! Trabalhar a atenção e a concentração das crianças

28 de Janeiro | Lisboa

A psicóloga Ana Manta, autora do livro "Motivar os filhos para o estudo" fala-nos dos desafios das crianças de hoje em dia - e no workshop que vai realizar em Lisboa no dia 28 de Janeiro . “Eles não se concentram”; “Já nascem a mil à hora”; “As pilhas nunca acabam”; frases como estas fazem parte do dia a dia de muitas famílias. Na minha entraram há quatro anos com a chegada do nosso pequeno polegar. Mas afinal o que acontece com esta geração? O que acontece com estas crianças que nascem na era dos “Touch screen”?


Arte e os Bebés – oficina de arte e música para bébés – por Maria Matina  28 de Janeiro | LisboaArte e os Bebés – oficina de arte e música para bébés – por Maria Matina

28 de Janeiro | Lisboa

O studioteambox acolhe, no âmbito da sua exposição atual, o projeto ‘Arte e os Bebés’, que visa acolher os bebés e suas famílias em espaços que normalmente não têm essa abertura, fazendo com que o próprio bebé seja responsável por levar a família às exposições.


Espetáculo Sensorial Snoezelen  28 de Janeiro | LouresEspetáculo Sensorial Snoezelen

28 de Janeiro | Loures

No dia 28 de Janeiro, na Árvore dos Bebés haverá uma sessão de estimulação sensorial para bebés e crianças até aos 6 anos. Cada Espetáculo de Estimulação Sensorial Soezelen permitirá às crianças interagirem com os equipamentos e dar asas à sua imaginação e criatividade, promovendo a estimulação sensorial em geral e a relação, comunicação e expressão corporal em particular.


Ⅳ 

Workshop de Plasticinas Caseiras  28 de Janeiro | LisboWorkshop de Plasticinas Caseiras

28 de Janeiro | Lisboa

Este workshop vai permitir às crianças brincar e expressar-se artisticamente sem quaisquer preocupação com os materiais nocivos usados nas plasticinas de compra e poderá aprender a fazer a plasticina em casa :)


Pinturas Para Bebés e Crianças com Tintas de Fruta Caseiras e Comestíveis  28 de Janeiro | LisboaPinturas Para Bebés e Crianças com Tintas de Fruta Caseiras e Comestíveis

28 de Janeiro | Lisboa

A Sorrisos e Descobertas apresenta, dia 28 de Janeiro, a atividade de pinturas para bebés a partir dos 8 meses e sem limite de idade, com tintas de fruta caseiras e comestíveis. A fruta é um alimento divertido, colorido, cheiroso e ótimo para pintar!! Nesta atividade papás e filhotes podem conhecer umas tintas caseiras feitas a partir de frutas como a manga ou o morango, por exemplo. 


↠ Consultem todas as sugestões de actividades para este fim-de-semana um pouco por todo o país pesquisando na agenda PUMPKIN.



Informação powered by Pumpkin.pt











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A culpa foi dela.... toda dela!

26.01.17 | Vera Dias Pinheiro
Há dias em que a minha única vontade é a de ficar a olhar para ela, observando com calma cada pormenor, em especial a curva no nariz que os dois têm. É tão, mas tão perfeitinha! Observar com calma porque o tempo passa rápido e aproveitar que ainda assim o temos do nosso lado, com dias inteiros para nós.

Agora fica mais difícil resistir-lhe, pois está mais engraçada, ri-se muito, põe-se em pé e já diz algumas palavras. Mas há dias em que só os observo, com calma e em silêncio para que nada escape aos meus olhos de mãe. Observo e agradeço.

Uma mãe nunca é isenta de alguma parcialidade, mas é perfeitinha, tal como o seu irmão o é, e com tantas coisas semelhantes, sem bem que um pouco mais atrevida. Caramba! Ser mulher é das coisas mais fantásticas que existe. Gerar um filho dentre de nós? Conseguiremos nós ter realmente a noção do que isso é? Trazê-lo ao mundo e ser tomada de imediato por um instinto que julgávamos não ter, um instinto que nós torna verdadeiras leoas a proteger a sua cria?! É maravilhoso!

Ser mãe permite-nos regressar às nossas origens, à nossa natureza mais profunda e mais animal, muito guiada pelo instinto protector, com tudo o que isso implica de transformações na nossa vida e na nossa relação com tudo o que está  nossa volta.

Ser mulher é das coisas mais fantásticas que existe, mas ser mãe permite-nos conhecer o verdadeiro sentido da palavra amor, assim como nos apercebemos realmente do sentido de "é para a vida toda" . 

E quando se tem uma boneca destas todos os dias ao pé de nós, torna-se irresistível e, por isso, não consegui terminar o post com a minha MEGA dica desta semana. Desculpem-me!!!! Mas deviam ver quando ela começa a chamar mãe e a rir-se... Iriam concordar comigo e perceber como é impossível resistir-lhe! ?




Beijinhos e boa noite ❤

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A piscar o olho à Primavera #1

26.01.17 | Vera Dias Pinheiro
Hoje regressa a chuva e parece que veio para ficar, pelos menos nos próximos dias, mas antes que começam já com o "odeio chuva"; "não fui feita para este tempo!";  "verão, demoras muito?"; "quero o sol de volta"; "detesto o inverno". Antes de tudo isto, o melhor é fazermos juntos uma retrospectiva ao último ano e percebermos da sorte que temos e das condições de clima que temos, mesmo quando chove. Eu não sei se vocês têm noção, mas chove muito pouco em Portugal e, em contrapartida, temos sol em todas as estações do ano e o frio, bem... em relação ao frio, se bem me lembro, ainda pouco tempo antes do Natal, era... primavera. Posto isto, é verdade ou não que, no fundo, não temos assim tantas razões para nos queixarmos?

Contudo, se ainda assim, acordaram hoje mais deprimidos por causa da chuva, aproveito para vos lembrar que um mês de Inverno está praticamente arrumado e que, não sei se já se aperceberam, mas os dias já começam a anoitecer mais tarde, o que dá a sensação de dias maiores. E se isto não for ainda o suficiente para vos levantar o astral, acho que o melhor é tentar fazermos esquecer um pouco o tempo que faz lá fora, e permitir-vos sonhar com o tempo quente, com as roupas e com calçado mais leve. 

Por esta altura, já só se ouve falar das colecções de Primavera-Verão, por isso, já praticamente que o nosso foco está nas próximas estações, já começamos a ver tendências, a pensar em destralhar e arranjar espaço para uma peça ou outra das novas colecções e das novas tendências. E não vamos começar a dizer que "este ano não vou comprar nada!", porque isso não é verdade. O melhor que temos a fazer, é aprender a desfazer-nos daquilo que não usamos e que podemos doar; o que está velho e que deitamos fora; e o que realmente fica - e, pelo menos por aqui, eu tento que por cada peça nova que entra, uma mais antiga tem que sair! 

Posto isto, acho que já posso começar a desvendar um pouco daquela que será a nova colecção da marca de calçado Aerosoles. Aqui no blog, já vos falei dela, quando partilhei um look com vocês, toda contente porque já se podia usar botas - algo que descrevi como tendo sido o dia perfeito.
Confesso que eu era daquelas pessoas que passava pela loja e nem olhava para a montra, mas aos poucos fui-me deixando render, comecei a ver os catálogos com mais atenção e acabei por ficar totalmente convencida quando experimentei aquele par de botas e a vontade era de não as tirar n-u-n-c-a mais dos pés. 

aerosoles + o apartamento + primavera + verão + sapatos + nova colecção + ss17 + open day + press day

Esta apresentação decorreu num local chamado O Apartamento, no centro de Lisboa, e que é precisamente uma casa de verdade, com todas as divisões e decorada por pessoas e para pessoas. O seu objectivo é reunir ali vários tipos de eventos, pessoas, entidades, no fundo, dar a oportunidade à criação de boas sinergias. Parece ser um local bastante conhecido e fancy, mas para mim foi uma autêntica estreia. 

aerosoles + o apartamento + primavera + verão + sapatos + nova colecção + ss17 + open day + press day + decoração + sapaos ss17 + novas tendências

Esta nova colecção primavera/verão 2017 da Aerosoles tem como mote o lema "Fashion that feels good". Ou seja, o grande objectivo é aliar a funcionalidade ao conforto, sem esquecer o lado estético e trendy. Nesta colecção vão poder contar com diferentes tipos de sapatos para diferentes momentos na vida da mulher urbana, que é dinâmica e que anda de um lado para o outro. 

aerosoles + o apartamento + primavera + verão + sapatos + nova colecção + ss17 + open day + press day + decoração + sapaos ss17 + novas tendências + sandálias

aerosoles + o apartamento + primavera + verão + sapatos + nova colecção + ss17 + open day + press day + decoração + sapaos ss17 + novas tendências + sapatilhas

As sandálias e as sapatilhas de cores intemporais, de linhas muito clean e de materiais inovadores são uma das apostas fortes, precisamente para ir ao encontro da mulher que está sempre em movimento.

aerosoles + o apartamento + primavera + verão + sapatos + nova colecção + ss17 + open day + press day + decoração + sapaos ss17 + novas tendências + sapatos metálicos

Os metálicos são outra das grandes apostas das marca, a pensar numa versão mais arrojada da mulher urbana, em vários modelos para vários estilos e ocasiões e sempre aliado ao conforto.

aerosoles + o apartamento + primavera + verão + sapatos + nova colecção + ss17 + open day + press day + decoração + sapaos ss17 + novas tendências + slip on + sapatos monocromáticos

Temos muitos modelos monocromáticos e bastante minimalistas que se tornam bastante versáteis.

aerosoles + o apartamento + primavera + verão + sapatos + nova colecção + ss17 + open day + press day + decoração + sapaos ss17 + novas tendências + slip on + sandálias tacão alto + sandálias em pele

E, depois, alguns modelos como o destas sandálias, em pele e com um tacão mais grosso e que foram dos meus modelos preferidos.

Mas ainda há mais. Há, por exemplo, alguns brilhos e muito rosa, uma cor da qual vão ouvir falar muito a partir da próxima estação - se não gostarem, o melhor é irem habituando-se à ideia ?

E, pronto, para já é isto. 

Devo dizer-vos que ando bastante mais selectiva quanto aos meus hábitos de consumo e, se antes comprava mais, a verdade é que hoje em dia pouca é a roupa intemporal e de boa qualidade que tenho guardada. Por isso, agora cada vez mais prefiro seguir as máximas de "o menos é mais" e "apostar na qualidade e não na quantidade". E, pela minha experiência com a Aerosoles, ter um par de sapatos da marca para o outono/inverno e um outro para a primavera/verão é assegurar que vamos ter sempre uma opção confortável para usarmos no nosso dia-a-dia, como também numa ocasião mais formal. E só nós, mulheres, sabemos como é importante ter um bom par de sapatos que não nos magoe. 

E, depois disto tudo, a pergunta é: será que ainda continua a chover? ?

Boa tarde ❤


P.s: Mais logo há dica da semana e vai com a minha mais recente aquisição cá para casa, só para vos avisar!


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Afinal, como é que anda a minha recuperação pós-parto?

25.01.17 | Vera Dias Pinheiro

Tirei esta fotografia após o meu último treino de 2016 e, mesmo não sendo nada o meu género de publicações, quis publicar (no Instagram) para não me esquecer onde cheguei e o quanto evoluí nos últimos nove meses de recuperação pós-parto. Para mim, foi como mostrar a mim mesma que, dentro daquilo que é a minha condição, progredi muito. Sou demasiado crítica comigo mesma e tenho a consciência de que puxo demasiado por mim, achando sempre que estou aquém daquilo que podia fazer - um desafio para este ano, e para os próximos, é também aprender a dar um descanso a mim mesma e ir com mais calma nas coisas.

Dezembro tinha sido um mês complicado para conseguir treinar e, das três vezes que treino por semana e que assumi como obrigatórias, não estava a conseguir cumprir. E só quem está habituado a treinar com muita regularidade e que encontra no exercício o seu escape para muitas das coisas que lhe tiram o sono, entende esta necessidade de cumprir. Entre alguns dos motivos está o facto de que, com nove meses, já não é nada fácil manter a Laura sossegada enquanto treino e, para mim, aqueles trinta minutos são sagrados e são para dar o meu máximo. Por isso, levá-la representa um grande boicote a tudo isto e, a esta altura, já não tenho coragem para continuar a "abusar" da bondade para ficarem com ela.


A esta altura do campeonato, já não me considero em recuperação pós-parto, sinto que retomei exactamente o ponto onde tinha parado quando engravidei, e com os mesmos objectivos que tinha na altura e que foram interrompidos. Sinto que já recuperei a força (e até mais) e toda a resistência que tinha e, para mim, o exercício representa isso mesmo: um momento em que me desafio e em que, grande parte das vezes, me supero. E, no final, garanto-vos que não existe sensação de bem-estar maior. 

Ao contrário da primeira gravidez, nesta foi muito fácil recuperar e em nove meses consegui mais do em dois anos após o parto do Vicente. Também é verdade que nunca parei, mantive-me igualmente activa até ao dia do parto, fazendo os devidos ajustes à minha condição e sempre aconselhada por um profissional. E não tenho dúvidas em afirmar que uma gravidez activa faz toda a diferença, durante a mesma, na altura do parto e na recuperação que se segue. 

No entanto, o exercício físico significa muito mais do que fazer desporto, do que ir à procura do glúteo perfeito ou dos abdominais definidos, é um refúgio, onde consigo mesmo limpar a minha cabeça, é ali que me sinto bem. E aquilo que realmente me dá prazer e adrenalina é ver reflectido no espelho o resultado daquela dedicação, a transformação do corpo - claro que sentirmo-nos bem com a nossa imagem também é importante.

Daqui para a frente, espero ganhar mais força e mais resistência, quero conseguir saltar cada vez mais alto, agachar mais baixo, fazer elevações sem ajuda... no fundo, espero continuar a melhorar a minha condição física. O Sérgio Penajoia (The Studio) diz que os meus treinos têm duas vertentes, uma mais virada para o treino metabólico, onde sofro muito, por exemplo, com o protocolo Hiit e, uma outra vertente mais tradicional, digamos assim, virada para a hipertrofia. Bem....... mas isto é o que ele diz, é a teoria e escrito desta forma até pode parecer uma coisa muito simples. Porém, na prática, o que acontece é que eu saio de lá de rastos e a chamar-lhe muitos nomes e todos eles nada bonitos - garanto-vos que não estou a brincar!


Outros posts relacionados com a minha recuperação pós-parto:



P.s: Aproveito para esclarecer os mais curiosos de que, quando falo no The Studio, não estou a fazer publicidade - e que pago todos os meus treinos - mas não posso (nem vou) deixar de recomendar, pois nunca treinei como faço ali e, como tal, também nunca obtive tantos resultados. 

Boa noite ❤


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Se ela não comer como eu!

24.01.17 | Vera Dias Pinheiro
Só para vos dizer que estou a adorar esta fase da alimentação complementar da Laura, sobretudo porque, contrariamente ao que eu pensava e, por comparação, ao irmão, está a ser tudo muito mais tranquilo e muito mais "descomplicado". Para tal, acho que tem contribuído muito, mas muito mesmo o facto de, em casa, termos uma alimentação muito saudável, sobretudo, na forma como cozinhamos e que, por isso, muito se adequa à de um bebé. Por exemplo, eu não uso sal para cozinhar e logo aí tenho a tarefa facilitada. Actualmente e depois da Laura ter passado pela introdução faseada dos alimentos, deixou de haver separação na sopa que fazemos e também partilhamos com regularidade o arroz e as massas do irmão com ela. 

Os lanches são outras das coisas que faço, muitas vezes, a dobrar - neste caso, para ela e para mim. As papas de aveia ou de quinoa com fruta são das coisas que ela mais gosta. As frutas vão variando - ora ao natural, ora cozida ou assada - se bem que eu tenho tentado habituá-la ao abacate. Tenho a esperança que, ao contrário de mim e do irmão, ela venha a comer com mais facilidade. Também é verdade que antes eu não sabia escolher um abacate que estivesse no ponto e, desde que aprendi, nota-se perfeitamente a diferença e a Laura não tem recusado.

Hoje, por exemplo, o nosso lanche foi: farelo de aveia (cozido em água, em lume brando, com dois paus de canela e um pouco de água da cozedura da pêra), juntei-lhe abacate e a pêra cozida previamente. O resultado: ela comeu mais do que eu. 


No nosso Instagram (@veradpinheiro), se procurem pelo hastags #seelanaocomercomoeu vão encontrar algumas das minhas combinações de sopa e papas caseiras, passem por lá para tirarem ideias e/ou para deixarem as vossas. ?

Tenho pena que só comecei a juntar as "receitas" mais recentemente e não estão todas as que partilhei


Boa noite❤
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Testemunhos reais | "Mãe, porque é que eu sou gorda?"

23.01.17 | Vera Dias Pinheiro
A Francisca tem três anos e aquilo que vemos nela é uma menina muito feliz, sempre de sorriso no rosto e que dá vontade de abraçar. Alguns amigos da escola da Francisca viram nela uma menina gordinha e fizeram questão de lho dizer. O que se seguiu já vocês podem imaginar, especialmente numa sociedade que está cada vez mais centrada em determinados padrões de beleza - magros, musculados se possível - e isso é algo que se vê acontecer cada vez mais cedo - e para isso basta percorrermos alguns dos hastags mais badalados das fitgirls e constatar a idade de muitas delas.

Com três anos, é impossível esperar que uma criança saiba responder ou mesmo defender-se quando ouve chamarem-lhe "gorda" - ela própria não saberá muito bem o que isso quer dizer. Porém, a mesma idade não foi obstáculo a que se soubesse fazer este tipo de julgamentos baseados numa determinada aparência. Poderá ter sido uma brincadeira, não terá havido má intenção, mas para a Francisca foi algo que ficou lá retido na sua cabecinha e que só o tempo, a sua auto-estima e o trabalho dos pais podem fazer com que fique esquecido de vez.

Quando ouvi a história da Francisca, foi impossível não me lembrar de uma outra história: a da mãe que ao saber que a sua filha gozava com uma amiga da escola que não tinha cabelo - por causa de leucemia  - não foi de rodeios e resolveu fazer o mesmo à sua filha: rapou-lhe o cabelo.

Entre o certo ou o errado, existe muita coisa e não é por fazermos de forma diferente uns dos outros que fazemos mais certo ou mais errado. Aquilo que importa é não esquecermos que a educação dos nossos filhos depende sempre de nós e que não existem modelos perfeitos e que sejamos capazes de fazer dos nossos filhos pessoas que se sintam bem com a imagem que vêm reflectida no espelho, se se amam a eles próprios, antes dos outros, que tenham a segurança e a auto-confiança para não se deixarem abalar com comentários alheios.

Esta é a história da Francisca. Uma história que nos deve colocar a todos a reflectir.



"A Francisca tem 3anos. Nasceu com 3,670kg. Desde que nascemos que o peso nos define. Ou nasceumuito gordinha, ou ai credo que peso de rato. Quando um bebé nasce, ninguém quersaber se está saudável, mas sim: sexo, peso e tamanho. É isto que nos definedesde o primeiro segundo neste mundo.
No dia em que aminha filha chegou da escola e me perguntou porque é que ela era gorda, o meumundo caiu. Quis saber o porquê da pergunta (a resposta era óbvia, mas quis tera certeza que com uma idade tão tenra já sabiam que peso a mais era uma arma deataque): “um menino na escola chamou-me gorda!”. 
Tentei dar poucaimportância ao assunto, dizendo-lhe que não era gorda. Que de certeza que eramaior que o outro menino e ele achou que era gorda. Dei-lhe um abraço e disse:és a menina mais inteligente e com o sorriso mais feliz que eu conheço,portanto não te quero triste. A desilusão passou, mas de vez em quando aindalhe vem à memória. 
Nesse dia, após elaadormecer, eu chorei. E muito. A minha filha de 3 anos foi confrontada compadrões impostos pela sociedade, quando a única preocupação dela devia ser comque boneco brincar. 
O que quero aquialertar é: aquela criança não aprendeu o significado de gorda sozinha. Osnossos filhos são pequenos radares e captam tudo, mesmo quando achamos queestão na estratosfera. Os nossos filhos são inteligentes e sabem como usar aspalavras para magoar, pois é a maneira mais fácil que usam para lidar com afrustração, ou com as situações a que são expostos. 
Nenhum pai éperfeito, nem nenhum filho. Mas são nossos. E a educação que lhes damos hoje,vai ser a base do adulto que ele se vai tornar amanhã. Não lhes imponhampadrões, mostrem-lhes que as pessoas não são cores, géneros ou corpos. Mas quesão seres humanos com características únicas e, essencialmente, comsentimentos. E que, se esses sentimentos forem magoados, podem trazer gravesconsequências." 


Marta Lourenço, mãe da Francisca.


Boa noite ❤

Obrigada Marta por me teres deixado partilhar esta vossa história.


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Monday blues de quem tem filhos

23.01.17 | Vera Dias Pinheiro
O ideal seria termos filhos que já viessem ensinados; filhos que, por exemplo, adormecessem sozinhos, que chorassem pouco e, de preferência, baixinho. Ou, então, filhos que, por exemplo. não façam birras na hora de se vestirem - sobretudo, quando estamos atrasados para sair de casa - na hora de comer - e, melhor ainda, que o façam de boca fechada e sentados direitos na cadeira - e ainda na hora de tomar banho. Filhos que não tenham escuta selectiva e que respeitem os nossos pedidos; filhos que também ajudem à medida do que sua idade vai permitindo; filhos que não nos envergonham no supermercado, no restaurante ou na rua. Filhos bem educados que nunca se esqueçam de dizer obrigada, bom dia e boa tarde e, já agora, com licença.
Bom, bom era que os nossos filhos viessem logo com a lição toda estudada e que não nos deixassem com a cabeça feita em nada com os terrible two, three, four..... que não nos deixassem com sentimentos de culpa, porque nem sempre fazemos as coisas da forma como gostaríamos, mas também nem sempre é assim tão fácil e tão claro como seria de esperar e, bolas, falar com as crianças de forma a que elas nos ouçam não é nada simples.
 
Bom, bom, era termos filhos e famílias como aquelas que vemos na televisão, em que os momentos passados à mesa são sempre tranquilos e em que, na hora de sair de casa, não existem birras, gritos e pais desesperados com filhos que não se querem vestir, que não se querem calçar e que, no limite, não querem sair de casa. Pais que, depois de conseguirem sair de casa - a muito custo e já com os nervos em franja, porque a corrida contra o tempo é, muitas vezes, inimiga da atitudes mais pedagógicas - e passam o dia a remoer naquele sentimento de culpa e a desejar que o dia passe rápido para os irem buscar novamente à escola e tentar que o fim do dia compense o início.
Mas, na verdade, ser mãe e pai é um desafio constante e que se vai acentuando à medida que eles crescem e lá acabamos nós por dar razão a mais um cliché: "deixa-os crescer, aí é que vais ver o trabalho que os filhos dão!". Pronto, aceitemos a inevitabilidade das coisas e da evolução da nossa própria vida e dos vários papéis que desempenhamos - "filho és, pai serás..." 
Actualmente, o grande desafio do meu dia-a-dia é apenas um: "falar para o meu filho me ouvir, sem gritos, sem choros, sem levar as situações até ao limite e sem que eu ande sempre no limite da minha paciência".
E o bom, bom não é que existem os tais filhos ou famílias perfeitas, mas sim pais e filhos de carne e osso que se amam infinitamente e que se respeitem. Acredito que se, as crianças conseguirem sentir esse amor e esse respeito, é porque estaremos a fazer um bom papel, o melhor que sabemos e com todos os altos e baixos que vamos tendo ao longo do nosso caminho.
Esta é aquela reflexão "típica" que fazemos depois de um fim-de-semana intenso, sempre em negociações e depois de um início de semana sempre mais caótico com o regresso à rotina. Não sentem que o primeiro dia da semana é sempre mais difícil que todos os outros?
Boa tarde ❤
P.s: Mais logo, por volta das 21h30, partilho com vocês um testemunho real da mãe da Francisca, que tem três anos. Um testemunho que nos colocar a todos a reflectir mais um pouco sobre estas coisas da parentalidade.
Fico à vossa espera mais logo.
Um post que vão gostar de ler, porque pode ajudar a entender alguns dos comportamentos mais obstinados dos nossos filhos: 
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