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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

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Desfralde nocturno (últimas novidades)

13.07.16 | Vera Dias Pinheiro
dicas para tirar as fraldas + desfralde + crianças + como tirar a fralda durante o dia + como tirar a fralda durante a noite + momento certo para começar o desfralde

Como vos contei aqui, aproveitei um esquecimento de pôr fralda no Vicente uma noite - e de ter corrido tudo bem, sem incidentes - para avançar com o desfralde nocturno - e dizia eu, na altura, que já não iria voltar mais atrás. Pois bem, a verdade é que voltei, pois não consegui conciliar o esforço das primeiras noites da Laura e do cansaço inerente, com o facto de ter que acordar o Vicente, a meio da noite, para o pôr a fazer xixi. Conclusão, todas as manhãs acrescia o trabalho de passar o Vicente pelo chuveiro, de desfazer a cama e de voltar a fazê-la de lavado. Andava ainda mais exausta, até que desisti. Expliquei ao Vicente que tínhamos que voltar a pôr a fralda, ao qual ele me responde: "Porquê, mãe? Já não sou crescido?" Obviamente que, aquilo foi o suficiente para que na altura, hormonalmente sensível, me sentisse a pior mãe por estar a voltar atrás com aquilo que tínhamos combinado.
Ainda assim, as noites seguintes voltaram a ser passadas com fralda até que... há poucas semanas atrás, houve um dia em que ele diz ao pai que não quer fralda, porque é crescido! O pai ainda hesitou, mas eu disse-lhe que tínhamos que mostrar confiança nele e que se ele diz que não precisa é porque, então, não precisa mesmo! E assim foi, no dia seguinte, levanta-se todo orgulhoso de si mesmo e corre para nos dizer que não tinha feito xixi na cama. Desde esse dia que é ele quem decide se usa fralda ou não, mas já sabe que para não usar fralda tem que fazer xixi obrigatoriamente antes de ir dormir. E a verdade é que se houve descuidos, foi apenas um ou dois, não mais e nada de muito grave.
Moral da história: nós (os pais) complicamos muito as coisas, queremos ser nós a estabelecer as metas dos nossos filhos e a decidir quando é que eles estão preparados para uma mudança nas suas vidas, muitas vezes, com base na comparação com os filhos das nossas amigas e com o que supostamente é o esperado na sociedade. E a verdade é que, muitas vezes, a última pessoa para quem olhamos é para os nossos próprios filhos, porque cada criança é uma criança e ninguém melhor do que ela para nós mostrar quando é que chegou o (seu) momentos certo. E, sem dúvida, que se soubermos esperar e se soubermos estar atentos aos sinais, as coisas acabam por acontecer de uma forma tão mais fácil e tão mais natural para ambas as partes, sem mencionar que, a criança sente-se uma autêntica heroína por ter conseguido, por ela própria, dar um passo em frente no seu crescimento. Acredito que uma parte muito importante do nosso papel enquanto pai/mãe e enquanto educadores, é o de transmitir essa confiança e essa segurança neles próprios.
Actualmente, o Vicente recusa a fralda cada vez mais, nota-se perfeitamente que ele associa, na sua cabeça, a fralda a uma coisa dos "bebés", algo que ele deixou de ser e que fica furioso se, por acaso, eu lhe digo que ainda é o meu bebé. No fundo, acho que esta mudança foi uma mistura de ter a mana bebé e dele ter começado a fazer visitas à escola dos "crescidos", para onde irá em Setembro. Porém, de uma forma ou de outra, a verdade é apenas uma: ele está de PARABÉNS! :)))


Deixo aqui outros posts, com dicas importantes sobre o desfralde, que podem servir de ajuda a quem estiver a pensar lançar-se nesse desafio :

Os pais, depois do Parto | Psicóloga Tatiana Louro

13.07.16 | Vera Dias Pinheiro

 A chegada de um bebé, seja o primeiro ou o segundo filho, nem sempre é pacífica para todos os casais, mães e pais. Na verdade, é o início de uma viagem cheia de surpresas e com muitos desafios para ultrapassar. Se pensarmos, quando um bebé nasce, quase sempre acontece uma verdadeira reviravolta na dinâmica familiar e um turbilhão de emoções aparecem como se de uma verdadeira avalanche se tratasse. São todas aquelas pressões sociais (palpites) que, ainda que com muito boa intenção, sejam dadas, nos deixam angustiadas e preparam, muitas vezes, o terreno para que as nossas inseguranças se instalem. É o medo de não sabermos tomar bem conta do nosso bebé, de o deixar cair no banho, de ele não respirar convenientemente, do nosso corpo ter mudado... Enfim, são uma série de situações que nos perturbam e alteram o nosso humor.
A par - e depois da excitação inicial - das noites mal dormidas, das alterações nas rotinas, da menor disponibilidade emocional, do menor tempo para nós (muitas vezes nem dá para um banho), etc, etc, etc.. Assim, este cocktail emocional e a nova ordem de prioridades, traz consigo, não raras vezes, alterações negativas no casal e pode conduzir à insatisfação - ou frustração - por parte da figura masculina! Tal como nós, Eles também passam por uma série de novas adaptações e é crucial que exista mesmo uma boa comunicação, pois, se,após o parto as mulheres sofrem do chamado baby blues, os pais, por seu lado, podem sentir uma sensação de estranheza e dificuldade de adaptação às novas rotinas surgindo uma fundamental necessidade de ajuste. Na verdade, os papás também podem também sofrer de depressão pós parto, sabiam? Pois é, apesar de ser a mãe que efectivamente tem o parto físico em si, ao pai cabe a grande missão de ter que dar apoio a essa intensa experiência no seu reportório comportamental e emocional.  A depressão pós-parto, ao contrário do que se possa pensar, não é uma condição exclusivamente feminina, sendo os principais sintomas masculinos, os seguintes:
  • Alterações frequentes no humor;
  • Aumento da irritabilidade;
  • Sentimento de inadequação “eu não sirvo para isto… sou mau pai… sou mau marido”;
  • Alterações no padrão de sono;
  • Dificuldade prolongada em se vincular ao bebé;
  • Ansiedade antecipatória (ex. “já sei que não vouconseguir dormir”);
  • Alterações no apetite (entre outras).
Deste modo, as mulheres e mães deveriam aceitar a participação do seu companheiro sem sentir que estão a perder o seu lugar ou o controlo e Ele, deverá perceber que o seu papel de ajuda não é sinónimo de ser mais fraco ou até mesmo de ser menos pai. Progressivamente, ambos irão encontrar-se e descobrir o caminho para um trabalho em equipa, e em que todas as ajudas externas são sempre muito bem-vindas. Deixo-vos aqui algumas estratégias que podem ajudar o casal a "sobreviver" aos primeiros tempos no papel de mãe e pai:
  • Comunicarem, conversarem sobre os seus receios e angústias;
  • Dividirem tarefas (por exemplo, banhos,fraldas, horas para cada um descansar, etc...);
  • Terem estabelecido um plano financeiro de modo a reduzirem as fontes de stress e preocupação;
  • Aceitarem ajudas de familiares e amigos;
  • Reservarem tempo para cada um e para os dois;
  • Procurarem ajuda especializada se sentirem que não estão a conseguir!
  • E, acima de tudo, lembrem-se: não protelem, o tempo por si só não cura tudo!