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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Pais&Filhos | Preparar a chegada do irmão(ã) #1

02.02.16 | Vera Dias Pinheiro
Fevereiro é sinónimo de abrandamento. É altura de parar e ver tudo o que há para fazer para preparar a chegada do novo bebé e, para além disso, de tentar prepararmo-nos a nós e ao Vicente para essa chegada.

Passar de dois para três é um verdadeiro teste à nossa maturidade e resistência, uma aprendizagem que nos faz crescer, enquanto pessoa individual e enquanto parte de um casal. A passagem de três para quatro, penso que será ainda mais exigente e não sei se essa exigência continua aumentar à medida que vamos tendo mais filhos ou, se pelo contrário, vai ficando mais fácil a adaptação. 

Hoje em dia, toda a nossa organização familiar está perfeitamente estruturada: os horários do Vicente são muito mais flexíveis e o tempo livre em família é feito a pensar nele. Nós estamos habituados a isso e para ele é perfeitamente normal que ele seja o centro de toda a nossa atenção. A chegada da irmã, ainda que no abstracto, pareça ser um motivo de grande alegria, quando se materializar e a bebé estiver connosco, será perfeitamente normal e aceitável que existam mudanças no seu comportamento: chamadas de atenção, reacções exageradas, ciúmes, momentos de tristeza e de incompreensão...

Por isso, sei que ao mesmo tempo que nós - pais - vamos estar a tentar (re)organizarmo-nos numa nova estrutura e com uma nova forma de funcionar, vamos estar igualmente absorvidos com os cuidados que um recém-nascido exige, e que são tantos, e, por fim, temos o Vicente que vem aqui por último, mas que é a peça fundamental e do qual não nos podemos esquecer. Como se consegue o equilíbrio destas três dimensões, todas elas tão exigentes?! 

Para já aquilo que temos feito, desde que sabemos que estou grávida, tem sido introduzir o assunto no nosso dia-a-dia de forma suave e sem imposições. O Vicente já foi connosco a uma ou outra consulta, já viu a mana na "televisão especial" - a ecografia - tem iniciativa para fazer festinhas na barriga e falar com ela e tem acompanhado as compras que temos feito para o enxoval da bebé. Temos ainda procurado, de uma forma lúdica, mostrar-lhe o que representa a chegada de um irmão/irmã, da mistura de sentimentos que existem e que são normais, mas que, no final, é muito melhor ter alguém com quem brincar e partilhar as nossas coisas, em vez de estar sozinho! 

Não existem muitos livros infantis de histórias para crianças específicos sobre este assunto, foi, por isso, que fiquei muito feliz quando me apresentaram a Tânia Margarido, uma mãe de quase de três filhos, que ao sentir a mesma necessidade quando ainda estava grávida do seu segundo filho, decidiu escrever uma história para os seus filhos. 
Foi algo que começou como um projecto pessoal, mas que rapidamente percebeu que a sua história poderia fazer sentido para muitos outros pais e crianças que estivessem a passar pela mesma situação. E ainda bem que assim foi! Aqui em casa ficamos fãs da história do "Menino e a Gaivota"

Livro O menino e a Gavoita + Chiado Editora + conto infantil + preparar a chegada do irmão + segundo filho + Tânia Margarido


Fiquem a conhecer um pouco da Tânia, uma mãe-mulher, que um dia também decidiu mudar de vida e... ser mais feliz! E quem melhor para falar dela própria, do que a mesma?

- Quem é a Tânia?
TM: Olá, o meu nomeé Tânia (Margarido) e sou casada com um holandês (e Griekspoor). Temos 2filhos, o Liam e o Noah, e agora estamos “grávidos” de uma menina.
Doutorei-me emGenética e Microbiologia pela Universidade de Cambridge e foi durante esta faseda minha vida que descobri, ou melhor, que reencontrei a minha paixão pela escritae pelas artes criativas. 
Em 2011, voltámos para Portugal e foi em 2013 que deium salto de coragem: cortei com preconceitos e decidi começar a seguir o MEU sonho.Fazer aquilo que gostamos não deve ser apenas um objectivo final, mas sim ocaminho a percorrer. É esse o exemplo que quero dar aos meus filhos, quepodemos ser o que quisermos se acreditarmos em nós e se trabalharmos muito paraisso.

- De que forma, aexperiência fora de Portugal pode ter contribuído para esta mudança?
TM: Os quase 7 anosfora de Portugal (Holanda e Inglaterra) foram decisivos para esta mudança deatitude. Comecei a escrever um conto para os meus filhos e a estudar design depadrões através de cursos online. A publicação do livro “O menino e a gaivota”foi o marco desta mudança e demarcou o início de uma nova fase na minha vida.

- Como surgiu avontade de escrever uma história para crianças?
TM: O vontade deescrever este livro surgiu após ter feito um curso online de escrita criativa(uma coisa rápida, mas que me deu coragem para começar a escrever). Eu queriacontar ao Liam que todas as manhãs havia uma gaivota no telhado do prédio dafrente. Passou a fazer parte da nossa rotina dizer olá à Luzinha quandoacordávamos (o nome escolhido por causa da música da Sara Tavares que tinha o super-poderde acalmar choros). 
Na altura em que eu estava grávida do Noah, começaram aaparecer duas gaivotas. O Liam ainda era pequeno para compreender a associação entreas 2 gaivotas e ele e o bebé que iria nascer. Foi aí que decidi contar-lhe soba forma de conto. Era uma situação tão especial e única que não queria que demaneira nenhuma caísse em esquecimento. Queria que, quando fossem crescidos, soubessem da bonita coincidência. Foi assim que nasceu este conto.
Para além disso, na altura queestava grávida do Noah, não tinha encontrado um livro sobre a temática do nascimentode um irmão que me tivesse cativado o suficiente. Naturalmente este livro émuito especial para mim, por ser baseado na nossa história. Decidi publicar “Omenino e a gaivota”, porque acredito que este conto pode eventualmente ser útila outras famílias na mesma situação.

- Há alguma mensagem que querias deixar?
TM: Espero com estemeu conto, criar um momento que facilite a abordagem deste tema entre toda afamília de uma forma leve, mas criativa. Como em todos os contos infantis, asilustrações são essenciais para cativar a atenção das crianças. As ilustraçõesdo João Rodrigues são a prova disso, deram vida às minhas palavras de uma formamágica e as crianças estão a deixar-se encantar!

A Tânia Margarido passou pelo programa "Agora Nós", RTP1, e esteve à conversa com (outra) Tânia, a Tânia Ribas de Oliveira que precisamente foi quem escreveu o prefácio para este livro, quando na altura ainda estava grávida do seu segundo filho - Podem ver a entrevista aqui
O livro foi editado pela Chiado Editora e tem uma página de facebook que vos convido todas a visitar.

Para a semana, continuamos com este tema e recebemos o primeiro testemunho de pais que aceitarem partilhar connosco a sua experiência com a chegada do segundo filho. E tenho a certeza que muitos de vocês vão reconhecer os protagonistas da nossa primeira história.

Mulher | O que está dentro da minha mala?

02.02.16 | Vera Dias Pinheiro
dentro da minha mala + os meus essencias de todos os dias na minha mala + moda + fashion + look

A mala de uma mulher - ou melhor, o seu conteúdo - pode ser um grande mistério para muitos - vulgo os homens, é claro! Muitos não entendem porque é que as malas das mulheres, por maiores que sejam, andam sempre com mil coisas lá dentro, e outros nem sequer se atrevem a meter a mão lá dentro à procura das chaves de casa. No entanto, por outro lado, TODOS nos pedem para guardar a carteira, os óculos ou a chave do carro.. 
Pois é, dizem não entender, mas dá muito jeito ter alguém ao seu lado que lhes permita a andarem levezinhos, levezinhos, não é?!

Bom, mas voltando ao mistério que envolve o interior das nossas malas, a verdade é que não há assim tanto mistério se pensarmos que existem alguns essenciais que têm que andar sempre connosco e já não estou a falar da carteira com os documentos, o porta moedas, as chaves de casa ou do telemóvel... No meu caso, estou a falar, por exemplo:

- Do creme de mãos - neste momento, estou a usar este da Corine de Farme que adoro;
- Do bálsamo de lábios - e quem é que resiste a estes da The Body Shop?
- Uma caneta - um importante auxiliar de memória neste momento;
- Um mini kit de unhas e este da Tweezerman é qualquer coisa de fantástico, especialmente o cortador de cutículas;
- Ficaram de fora da fotografia, as pastilhas de combate à azia e o meu kit de costura amoroso da Maria Modista e o boletim de grávida.

E como esta mala é pequena, não há espaço para a agenda - eu sou uma pessoa do papel, ainda não consegui render-me ao digital por completo - e para uma ou outra coisa que o Vicente resolve guardar na minha mala e que só mais tarde é que eu dou por isso.

E, por aí, quais são os essenciais que não vos podem faltar na mala: Lenços de papel? Desinfectante de mãos? Perfume? Protector solar? Uma mini bolsinha com kit de maquiagem?! Contem-me tudo!


Bom Dia!