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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

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15.05.17 | Vera Dias Pinheiro

Escrevo estas linhas no aconchego do calor de uma lareira e com um copo de vinho ao meu lado. Foi preciso fazer cerca de 300 quilómetros para voltar a sentir-me descansada e relaxada ou, pelo menos, em que o meu estado de espírito e o meu corpo estão predispostos a essa desconexão. Confesso-vos que há muito, muito tempo, que eu só conhecia o modo "too fast" em tudo, os fins-de-semana era insuficientes para quebrar a rotina e as escapadinhas - embora, muito boas e revigorantes - têm sido stressantes, quem tem filhos pequenos sabe perfeitamente do que estou a falar. Sem falar que a comodidade de fica num hotel, retira-nos (aos pais) alguma traquilidade e privacidade. Os dias terminam quando os filhos vão dormir, ou seja, deixa de haver invariavelmente um escape.


Ora foi preciso fazer cerca de 300 quilómetros para não ter dúvidas de que a minha alma precisamente igualmente de calma e de paz. Precisa esquecer os relógios, os telefones, os e-mails e as redes sociais. A minha alma precisa de se nutrir por ela mesma e não através de tudo aquilo que consumimos no exterior diariamente.  A minha alma precisa despuluir-se e reencontrar-se sob pena de entrar em colapso!


Levamos cerca de três horas a chegar ao Chão do Rio, um turismo rural, nosso destino para esta escapadinha de desconexão total, localizado na zona de Seia. Percorrer as montanhas trouxe-me as lemranças de menina. A casa da minha mãe está cehia de fotografias nossos na serra da estrela, em braga, no gerês... nunca me proporcionaram viagens de avião, mas os meus pais mostrraram-nos grande parte daquilo que de mais bonito existe no nosso país. recordo com saudades e sobretudo com trsiteza por achar que no dia-a-dia nos torna-mos demasiado perguiçosos que evitamos - ou arranjamos desculpas - para estas aventuras de fim-de-semana.


No chão do rio sentimo-nos em casa, numa bonita casa, com muito verde e ar puro à nossa volta e com tudo aquilo que precisamos para sobreviver longe da massificação e das grandes superficies. Criamos o nosso ambiente: retiramos algumas coisas da malas, destruibiuomos pelas divisões, olhamos à nossa volta e pedimos com toda a nossa força para que o S. Pedro nos deixe aproveitar tudo o que este turismo rural tão especial no oferece.


Depois, relaxamos e reparamos que não instintivamente não tínhamos voltado a pegar no telefone para mais nada, para além de avisar as repctivas mães que estávamos bem. Tivemos das poucas refeições verdadeiramente em família, a quatro, conversamos e brincamos - mais do que tivemos que chamar a atenção. Andavamos com falta de tempo de qualidade a quatro, os nossos filhos andavam com saudades e eu apercebi-me que está na hora de volta a pensar no casal para além dos filhos.


Desconectamos instintivamente e de forma muito fácil, afinal, cá dentro existe muito essa vontade porque nos snetimos em overdose, mas falta-nos o pertexto ideal.