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Felizes por nos termos cruzado com a Caminhos Cruzados

09.08.18 | Vera Dias Pinheiro

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Na quinta-feira passada, viajámos para norte, mais concretamente para as Beiras, região de Nelas. O convite partiu da Caminhos Cruzados, um projecto de Enoturismo situado na Quinta da Teixuga no Dão. Não era a nossa primeira viagem deste género, portanto achava eu que sabia exactamente ao que ia. 

 

No Instagram, após a nossa visita, escrevia assim: “felizes por nos termos cruzado com a Caminhos Cruzados, um exemplo de inovação, juventude e tradição combinados de forma irreverente”. E ainda hoje, passados alguns dias, continuo a achar que esta é a melhor forma de descrever este projecto que se iniciou em 2012 e que teve em 2017 um marco muito importante com a inauguração da nova Adega na Quinta da Teixuga. O edifício é um projecto arrojado que resulta da vontade em recriar o logótipo da marca que acabou por resultar muito bem nesta associação da tradição com o moderno. Existe uma identidade, mas existe também o conforto e a história, tendo este projeto sido justamente apelidado de "O novo Dão", pela combinação destas realidades.

 

A Caminhos Cruzados são toda uma experiência para quem os visita, uma experiência de Enoturismo evidentemente. O vinho (de seu nome Titular) foi também uma agradável surpresa e, por fim, quem diria que miúdos tão pequenos, com as idades do Vicente e da Laura, iam adorar este programa?

 

 

Ali tivemos a prova de que o vinho não é apenas um tema que interessa aos adultos, e que existem muitas formas de o dar a conhecer a todos os públicos, incluindo aos mais pequenos. Para mim, haverá sempre a parte da diversão que são as vindimas e que, em pequena, cheguei a fazer. Porém, e para além disso, o vinho é muito mais do que palato, é sensações e aromas… verdade?

Portanto, na chegada à Quinta da Teixuga, uma das primeiras coisas que fizemos foi conhecer todo o espaço, deste a parte do fabrico, à da conservação, ao produto final, sem esquecer a matéria prima naturalmente. Para nos acompanhar e explicar tudo, tivemos a Sofia Mesquita, uma das enólogas da Quinta, que foi incansável em tudo, especialmente na paciência para a impaciência das minhas crianças. Teve o jeito e a compreensão necessários para que tudo corresse bem (obrigada!!!). De seguida, a Sofia tinha preparado algumas actividades para nós e que, no fundo, são o reflexo de algumas das experiências que qualquer visitante da Quinta pode usufruir numa visita. E que agora, eu posso garantir que valem muito a pena.  

 

 

1ª Experiência:

“Prova cega” descobrir os aromas do vinho

Neste primeiro “jogo”, vamos chamar-lhe assim, o objectivo era identificar qual o aroma em causa numa vasta lista de nomes disponíveis, inspirado (literalmente) no Le Nez du Vin.  Os aromas encontram-se divididos em diferentes categorias: aromas de frutas, aromas florais, aromas de plantas, aromas animais e aromas torrados, permitindo ao "jogador" reconhecer um grande número de aromas diferentes dos seus  vinhos favoritos. E devo dizer que quem brilhou aqui foi o menino Vicente. Sim, senhora. Surpreendeu-nos a todos ao acertar, sem qualquer tipo de ajuda, em vários aromas, alguns supostamente pouco familiares para ele, como o mel, o ananás e o torrado.

 

Caminhos Cruzados, Enoturismo

Caminhos Cruzados, Enoturismo

Caminhos Cruzados, Enoturismo

 

2ª Experiência:

Fazer o nosso próprio vinho

Este foi o jogo do qual eu mais gostei. Envolvia provetas, pipetas, medidas e coisas do genéro. Deu para me sentir um pouco enóloga e passar para o lado de lá.  

No caso, era-nos dado a experimentar três castas de vinho diferentes (Alfrocheiro, Touriga e Jaen) as quais iríamos descrever. Posteriormente, o objectivo era misturar aquelas três castas, de acordo com a nossa preferência, com percentagens de cada uma definida por nós, que iriam resultar num Blend.

No final, o Blend mais apreciado por todos é engarrafado com a nossa assinatura e vem como recordação. Uma bela garrafa para uma ocasião especial.

 

E eu estava super Orgulhosa do meu vinho, porque foi o eleito!!!

 

 

3ª Experiência:

Pedipaper na vinha

Com várias pistas espalhadas em vários locais da vinha, o objectivo era ir descobrindo um pouco mais da história e outras curiosidades acerca da Caminhos Cruzados e do vinho. Além de nos permitir descobrir algumas particularidades dos vinhos e castas existentes na Quinta, ainda nos diverte ao ter de encontrar as caixas e acertar nas respostas certas, testando o nosso conhecimento de aspirantes a enólogos.. 

 

Caminhos Cruzados, Enoturismo

 

Como referi inicialmente, esta não foi a nossa primeira experiência do género. Mas foi, seguramente, uma experiência única pelo caráter forte deste projeto, pela beleza da Adega da Teixuga e seu projeto arquitetónico, mas também - e fundamentalmente - pelo carisma e pela identidade muito próprios e muito vincados de tudo o que ali se faz, o que se reflete na qualidade dos vinhos, em toda a sua diversidade.

 

O Dão é uma região vasta e rica neste capítulo, contudo a Adega da Teixuga  e a Caminhos Cruzados ocupam já um lugar muito importante nessa riqueza.  

 

Fica aqui a nossa experiência contada na primeira pessoa e a sugestão para uma ida às Beiras!