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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

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As minhas previsões para este mês de agosto. Sabem quais são?

01.08.18 | Vera Dias Pinheiro

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As previsões (dos astros, não as meteorológicas) são para um mês de agosto lento. Dizem (as previsões) que não vale a pena apressar projectos ou iniciar coisas novas, pois corro sérios riscos de ficar bastante frustrada pela ausência de resultados. Dizem ainda para aproveitar este período para reflectir no que foi feito ao longo do ano, fazer balanços e tirar as minhas conclusões. No fundo, querem-me dizer para pensar mais e agir menos.

Para mim, é basicamente a forma que o universo encontrou para me dizer para abrandar; para aproveitar as férias; para não levar tudo atrás de mim e deixar-me para segundo plano; e para não fazer das férias uma extensão do meu “escritório”. E, por outro lado, relaxar com os miúdos, permitindo-me (a mim) ter mais momentos de lazer.

Entre a maternidade e o início de uma carreira como freelancer, a trilhar caminhos nunca muito claros ou definidos, sinto que, em todos os momentos estou a trabalhar, que é esperado algo de mim e que, sem horários de trabalho, o outro lado da moeda é acabar por trabalhar mais horas. E eu tenho vindo a responder positivamente, sempre com a pressão em cima de mim de que, em vez de estar a descansar, deveria estar a adiantar qualquer coisa...

 

O universo diz-me agora para estar quieta e que, se for o caso, para aproveitar e tirar umas férias. E sabem? É mesmo o que vou fazer, mesmo que não tenha subsídio de férias para gozar, mesmo que não possa fechar realmente a “loja”, porém posso sempre fazer escolhas. Posso escolher entre o que é realmente importante e que não pode ser adiado e o que, pelo contrário, pode ser deixado para depois.

 

No final do ano de 2017 o universo deu-me uma grande lição e eu acho que estes sinais são a forma dele me reconfortar, dizendo que não há nada para fazer e para tirar umas férias. Não existe nada de urgente que não possa esperar.

 

Obrigada! Eu precisava mesmo deste mimo e precisava especialmente de paz de espírito e de tranquilidade para ser capaz de usufruir desta fase. 

 

É certo que podia insistir e escolher seguir em frente, desafiar o universo.... mas não. Eu vou aceitar aquilo que ele tem para me dar em cada fase da minha, quer o mais difícil, quer as recompensas. E porque não? Eu sei que somos privilegiados no tempo que vamos poder estar família, nos passeios que vamos fazer e os destinos que vamos descobrir, porquê não o aproveitar?! E nada disto significa que irei baixar os braços ou parar. Muito pelo contrário, irei preparar-me para recomeçar ainda com mais força e motivação. 

 

Entrego-me ao universo e acredito nele porque é graças a ele que a minha vida se transformou. Foi quando me resignei aos sinais e que aceitei que a minha vida iria ser feita com muitos desafios, aventuras e com muitas poucas certezas quanto ao dia de amanhã. Em contrapartida, contribui para que acreditasse mais em mim. Ajudou-me a descobrir que eu posso agir e que posso decidir sobre a minha própria vida. Desprendeu-me do mundo e tornou-me uma pessoa mais feliz.

 

E agora, vamos lá agosto! Está na hora de gozar as merecidas férias.