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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Ultrapassar a ansiedade no meio da multidão!

29.06.18 | Vera Dias Pinheiro

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Sofro de vertigens e mesmo assim desafiei os meus medos ao andar em todas as diversões, mesmo as mais arrojadas, na Isla Mágica, em Sevilha. Era o início do namoro, não ia dar parte fraca! Brincadeira, pois a verdade é que eu me esforço por não me deixar vencer pelos meus medos. Eu vou com medo mesmo! Com o coração a saltar pela boca, mas a repetir constantemente para mim mesma que está tudo bem, que aquilo que eu estou a sentir não é real! E, no fim, acabo por sobreviver ao estado de medo e de ansiedade.

Porém, recentemente, apercebi-me que, para além das vertigens e do desconforto quando sinto quando "o chão" por baixo dos meus pés não é seguro, dou por mim a tentar evitar grandes multidões. No último Nos Alive, estava numa excitação por ir assistir ao vivo ao concerto dos The Weekend, quando, no local e a poucos minutos de começar, o inesperado acontece. Quando, de repente, me apercebo que estou cercada de pessoas, que não tenho um milímetro para me mexer ou mesmo para respirar, as batidas do meu coração aceleram incontroladamente. Em segundos, obrigo o meu marido a sair dali comigo. Mais tarde, quando viajamos em família para Milão, senti o mesmo quando visitamos a Catedral e quando, inconscientemente, dava por mim a evitar ao máximo os transportes públicos.

Haverá uma explicação para tudo isto, mas eu confesso que não me dei conta quando comecei a ficar assim. Posso dizer que, regra geral, sou aquela pessoa que sai de casa com tudo mais ou menos planeado e programado, sei, na maioria das vezes, aquilo que me espera e tenho sempre um plano B caso seja necessário.

E hoje, que vamos ao Rock in Rio, estou num misto de sensações. No primeiro fim-de-semana do festival acompanhei pelas redes sociais e pela comunicação social a aderência e a "mancha" de pessoas já me fazia alguma confusão. Neste tipo de eventos sei que o espírito está para além do concerto em si, porque é impossível estar num sítio que nos permita ter uma boa visibilidade. Ou isso, ou apostamos tudo na linha da frente e somos engolidos pela multidão.

Num festival é suposto andarmos por ali, viver o espírito, ouvir a música das bandas que, à partida, gostamos, conviver, descontrair e dançar. Não é preciso colocarmo-nos no limiar de ter um ataque de pânico, nem ir ao extremo de não sair de casa. Acho que o segredo, é reconhecer como o nosso corpo reage neste tipo de situações e encontrar a melhor forma de lidar com isso. Ter por perto pessoas com quem nos sentimos à vontade, que nos conhecem bem e estão na mesma onda que nós.

Não chego ao ponto de ter que tomar medicação para a ansiedade. No entanto, fisicamente fica desconfortável sentir aquele aperto todo no peito e a respiração a faltar. Não há necessidade de me expor a isso, podendo contornar.

Entretanto, não se preocupem, pois eu prometo tirar a fotografia obrigatória de quem vai ao Rock in Rio, isto é, com a Roda Gigante em plano de fundo. Prometo esmerar-me na roupa que irei vestir, já que, houve em dia tudo se tornou  num momento para ver e ser visto - e nunca se sabe quem vamos encontrar e onde vamos aparecer - e, por fim, obviamente que lá pelo meu Instastories vão poder ver uma ou outra coisa. E tudo isto, independentemente da previsão do tempo ser de chuva!!!! Grrrrrr!

Mais alguém pelo Rock in Rio hoje? 

Como o Pilates transformou a minha vida!

28.06.18 | Vera Dias Pinheiro

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O ser humano está em constante evolução e o segredo, para mim, tem sido aceitar essa evolução, não me deixando estagnar. Mesmo quando sinto que estou confortável ou que encontrei o meu equilíbrio - porque esse estado só é "perfeito" durante um tempo – não me fechei as portas a encontrar algo mais ou de diferente.

E tem sido assim a minha vida desde me deixei entregar ao curso da própria vida, em que libertei as amarras (mais comuns) da vida adulta, que é, por exemplo, o trabalho. O elemento que nos segura durante anos, que nos leva a uma certa estagnação, mesmo quando se adora aquilo que se faz, porque esse elemento é aquele que nos dá a segurança indispensável às responsabilidades dessa mesma vida adulta.

O lado confortável faz com que nos deixemos ficar pelas mesmas rotinas e pelos mesmos hábitos, os mesmos locais que frequentamos, as mesmas pessoas com quem estamos e por aí a fora. O desconhecido é sempre causador de algum desconforto, inconscientemente tenho uma certa resistência.

Afinal, se está bom assim por que motivo devemos mudar? Não é verdade?

Não, não é verdade! O ser humano é um ser evolutivo. Um ser que precisa de ser constamente alimentado, que precisa da novidade e novos estímulos, por mais que nos custe pensar: "ora bolas, agora que estava tudo tão bom, vamos começar do zero!" Eu sei, eu sei! Senti na pele tudo isso, afinal, despedir-me, que parvoíce, posso não me sentir bem, mas tenho um ordenado fixo ao final do mês. Mudar de casa e voltar a ter que encontrar novas rotinas, novos horários, qual a necessidade?! Ir a um restaurante diferente porquê se comemos tão bem no habitual e ainda por cima temos sempre mesa, sem ter que esperar. E este aparente conforto vai-se multiplicando por todas as áreas da nossa vida, incluindo a dos nossos filhos.

Mas eu acredito que nada acontece por acaso e que o salto se dá quando em algum momento da nossa vida somos forçados a tomar uma decisão radical. No meu caso, despedir-me, sem qualquer direito ou regalia, foi uma espécie de grito do Ipiranga. Eu não queria nada dali a não ser ter a minha liberdade de volta.

Bom, mas tudo isto para vos dizer que tenho vindo a desenvolver uma relação crescente com o Pilates. Sim, isso mesmo! E por muito disparatado que possa parecer, tem tudo a ver com tudo isto. Eu sou uma adepta assumida de desporto de intensidade, gosto de sentir que estou no meu limite e de ter o tempo contado. Não melhor sensação do que a de acabar um treino completamente de rastos. Sim, eu sou essa pessoa.

Contudo, desde que vim descobrindo o meu corpo, a partir do momento em que percebi o impacto da minha cesariana e os seus múltiplos efeitos, que entrei numa viagem interior de procura por respostas muito grande. Duas gravidezes e dois filhos depois, com mudanças de país pelo meio, alterações profundas na minha vida, quer profissional, quer pessoal, estava na hora de me encontrar e de poder dar à minha família - a quem eu me tinha dedicado a 200% até então - a Vera, a pessoa que eu sou. Com o papel de mãe e de mulher de parte. O que tinha sobrado de mim? O que tinha mudando em mim? Eu precisava de respostas!

O culminar foi quando, na extracção de um dento do siso se deu uma reviravolta na minha vida. O melhor conselho era voltar ao básico, reaprender tudo do início e, assim, conectar-me de novo com o meu corpo. Estava a faltar isso, o tempo e a concentração para pensar na forma como respiro, onde estou a ir buscar a minha força e até que ponto consigo desligar de tudo realmente para me focar apenas em mim e no meu corpo.

E foi assim que há uns meses decidi iniciar o Pilates e levá-lo a sério. Tem sido uma relação crescente, não valeu desistir quando tomei consciente das minhas limitações físicas, de como era difícil controlar o meu corpo e até relaxar e esticar, sem tensão. O Pilates tem sido uma daquelas relações de amor que se vão intensificando com o tempo. Em que contamos os dias para voltar a estar juntos e quando estamos não queremos que o tempo passe de jeito algum.

Desligar a mente não foi imediato, mas à medida que fui conseguindo, apercebi-me do quanto eu preciso disso. Do quanto eu preciso de desligar o meu pensamento de tudo aquilo que me consome diariamente, do que me preocupa, do que me deixa ansiosa, do que me faz estar sempre a programar o que vem a seguir, etc… Durante 60 minutos sou apenas eu, a minha mente e o meu corpo. A mente completamente focada no corpo e vice-versa. E a sensação de ter ambos em plena simbiose é absolutamente maravilhoso. Perceber que é possível esticar só mais um pouco mais, que é possível o nosso corpo mover-se por partes em sintonia com os movimentos e as sequências do Pilates. Sentir que sabemos exactamente onde estamos a ir buscar a força e que está a ser no sítio certo é bom! Era disso que eu precisava.

Quero muito acreditar que esta era a peça que faltava no meu puzzle e que consigo finalmente encontrar o meu caminho. Que sei quais são as minhas respostas e que o meu corpo deixou de ser um mistério para mim. Não sei se isto que vos falo vos parece um tanto absurdo, mas nestas “viagens” todas que fiz, desde há cinco anos atrás, que me fui dispersando de mim e do meu corpo. Fui tendo sempre outras prioridades, foi preciso aguentar o barco, segurar a pontas e providenciar soluções para tantas mudanças familiares. Foi a minha escolha e o tempo passou sem que dela me arrependa, mas este reencontro pessoal e até espiritual tinha que chegar, mais cedo ou mais tarde.

Finalmente chegou! Deu luta, mas eu não nunca perdi o foco de mim. Eu sabia que, bem lá no fundo, este momento haveria de chegar e nem imaginam o bem que me sinto e o tranquila que estou. Sinto-me capaz de escolho bem as minhas batalhas, sabendo reservo-me para aquilo que é essencial. O estado de esgotamento e de cansaço extremo são um limite ao qual eu espero não voltar. Espero ter aprendido a lição! Boa noite!

Como fazem a distribuição do vosso tempo?

27.06.18 | Vera Dias Pinheiro

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Faço uma pausa em Monsaraz para vos dizer como me sinto nesta fase da maternidade. Escrevia que viva uma fase de cruzeiro, é verdade, mas sinto, ao mesmo tempo, que o meu tempo com eles é incompatível com qualquer outra coisa. Tenho a impressão que o meu tempo vai reduzindo significativamente à medida que os meus filhos vão crescendo. Torna-se cada vez mais difícil, por exemplo, fazer as mesmas coisas de sempre, que normalmente fazia sozinha, sem ajuda, ou, então, para conseguir que o dia-a-dia corra normalmente tenho que fechar os olhos a outras, que normalmente não acontecei. Por exemplo, habituar-me que nem sempre consigo arrumar tudo o que é desarrumado num dia, que para fazer umas coisas, tenho que deixar outras para trás, que é importante saber escolher as prioridades e parar com essa mania da perfeição, porque sinceramente ninguém quer saber disso, tão pouco os nossos filhos que ansiam sempre por mais atenção, mais cuidado, mais dedicação… mais de tudo.

A atenção que exigem é maior e mais constante e, se antes, eu ia de fim-de-semana ou de férias, e levava o computador, conseguindo dar um jeito para conciliar tudo. Actualmente isso é uma tarefa praticamente impossível. Aliás, eu já nem penso nisso para não sentir a pressão de mais um lado e ter aquele sentimento (injusto) de frustração por não estar a conseguir fazer as coisas. Sobretudo se estivermos a falar de dois ou três dias, como o fim-de-semana que passamos em Monsaraz, em que a intensidade com que se vivem os dias, não deixa tempo para nada mais. Todas as atenções são para eles.

E será que precisa mesmo de outra forma? Será que precisamos mesmo de andar sempre com a nossa atenção difusa em vários pontos ao mesmo tempo?

Ao mesmo tempo, difícil explicar, pois eu pensava que seria precisamente o contrário. Para mim, um bebé representaria toda a nossa dedicação e atenção. E sim, é verdade, mas agora não me sobra tempo para nada e sinto que há sempre alguém à espera que eu faça alguma coisa, que eu responda a uma pergunta, que eu trate do lanche, da roupa, que brinque, que conversa, que explique, que avise, que tenha atenção ao que estão a fazer e a forma como se estão a comportar e quando dou por mim, estamos já no final do dia ou, então. passou-se um fim-de-semana inteiro. Fim-de-semana esse que tudo o que eu tinha de lado para fazer, continua no mesmo sítio, sem que eu sequer tivesse tido oportunidade de lhe chegar perto.

E talvez não tenha que se de outra forma, talvez o tempo em família tenha que ser realmente para a família. Talvez tudo o resto possa esperar quando tenho a oportunidade de estar com os nossos. Talvez a pressa esteja do lado errado, a pressa tem que ser no sentido de nos fazer aproximar da família e dos filhos, dos momentos de lazer que, no fundo, nos permitem ter energia para enfrentar tudo o resto. Talvez seja bom pararmos para pensar um pouco como são vividos os nossos dias, de que forma distribuímos o nosso tempo e de que forma usufruímos do tempo que temos para nós e para a família. Talvez haja uma certa pressão para nos desviar do que é verdadeiramente essencial na nossa vida, talvez tudo o resto seja um meio para… e não o inverso. Talvez, não é verdade?

Boa noite! 

Onde Ficar: Vila Planície, Monsaraz

26.06.18 | Vera Dias Pinheiro

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Em Monsaraz fizemos belos passeios, comemos bem e também ficamos muito bem alojados. O Hotel Rural Vila Planície, localizado mesmo no sopé do histórico Castelo de Monsaraz, é acolhedor, proporcionando o ambiente de descanso, mesmo que o vosso o objectivo nem seja esse. A calma, a tranquilidade, o som da natureza, mesmo ali, faz-nos pensar que a vida não pode ser apenas "a correria a toda a hora de um lado para o outro".

Uma outra característica que nos fez sentir tão bem foi o facto de termos ficado alojados num apartamento T1 - existem várias tipologias para além desta: quartos, suites e estúdios. Todos eles equipados com ar condicionado – obrigatório para sobreviver aos 40 graus do Alentejo - e WC completo e privativo. Confesso que, para mim, é já com grande sacrifico que passamos férias ou fins-de-semana num quarto. A última viagem que fizemos os quatro já optamos pelo Airbnb e foi uma excelente experiência que tivemos.

As crianças precisam de espaço e, a partir de uma certa idade, é difícil a convivência pacífica de quatro pessoas entre quatro paredes. E na Vila Planície foi assim, tínhamos o nosso T1, com uma varanda privada, com uma mesa e cadeiras e ainda um espaço verde contiguo perfeito para as brincadeiras.

O que eu senti foi poder dar liberdades aos meus filhos, a mesma que eu tive em criança de poder brincar na rua, de sair de casa e ser livre para as minhas aventuras. Acho que isso, em parte, contribuiu para a minha autoconfiança e para a minha segurança, mais tarde, em adulta. E, no dia-a-dia, sinto falta de não poder dar isso aos meus filhos e cada vez mais sinto necessidade de ter férias assim. Na mala das brincadeiras só foram “brincadeiras de rua” - um disco, uma corda de saltar e uma bola - e alguns livros. E a regra era: não ligar a Tv.

Os espaços comuns são vários: duas piscinas exteriores, um parque infantil e ainda uma sala de refeições, onde é servido o pequeno-almoço. Não sei qual será a afluência nos meses de julho e agosto, mas sei que, neste fim-de-semana, estivemos muito bem. Algumas famílias, porém, uma tranquilidade que nos fez repensar os planos da semana seguinte. A vontade era mesmo a de ter conseguido ficar por lá mais alguns dias.

Imagens em carrossel :) 

 

 

Fica a sugestão!

 


Próximo post: Monsaraz, onde comer!

Ir | Monsaraz, "O Alentejo perto do céu"

25.06.18 | Vera Dias Pinheiro

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Começo a semana de baterias carregadas depois de três dias passados em Monsaraz, no Alentejo. O pretexto era aproveitar o aniversário do meu marido e fazer uma escapadinha em família. O destino calhou um pouco à sorte, já que o meu marido ficou convencido “apenas” com as fotografias das piscinas da herdade onde ficamos hospedados – da qual também vos irei falar, sim!

No entanto, rapidamente tornou-se um destino muito desejado por nós. As riquezas históricas e naturais da região deram-nos logo muitas ideias para passeios, a gastronomia prometia momentos bem passados à mesa e iríamos colocar no nosso mapa mais uma descoberta para o Vicente e para a Laura. Contudo, aquilo que eu não estava a espera era de sentir de imediato uma paz e um sossego que já raramente encontro, seja na rotina normal do nosso dia-a-dia, seja em férias. E eu, que ando numa luta renhida contra a falta de tempo, o tal tempo de qualidade que eu achava ser um dado adquirido com a minha mudança de vida, descubro que era ainda um pouco ingénua nessa altura. Não sabia que a falta de tempo era uma "condição" da vida adulta - daí ser extremamente importante a nossa realização pessoal na maior parte do nosso tempo e da nossa vida.

Mas voltando a Monsaraz, a vila pitoresca com as marcas da sua história bem presentes, tal como se o tempo, ali se tivesse demorado mais a passar. As suas influências militares e religiosas preservadas, o xisto e as muralhas que circundam a povoação, numa localização privilegiada no topo de uma colina, que nos absorve por complete com a sua vista sobre o Guadiana e a Fronteira com Espanha, são apenas alguns exemplos.

Hoje em dia, aliás desde 2017, que é reconhecida com um dos lugares a visitar no Alentejo por ter vencido na categoria “Aldeias Monumento” do concurso 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias. No entanto, Monsaraz não deixou que isso a fizesse perder a sua identidade dos tempos antigos. As marcas do tempo estão lá sem que o progresso e a modernidade descaracterizassem a sua alma e a sua essência. É uma vila museu que nos faz viajar no tempo de forma genuína. Monsaraz quer-se visitar sem pressas, a pé e despreocupadamente.

Sem que eu estivesse à espera, deixei-me enamorar por esta vila e foi um amor à primeira vista. Os três dias que lá estivemos souberam a pouco, tal a riqueza intelectual e emocional com que nos brinda. Ficou muito por ver, mas foi o suficiente para me fazer voltar e já muito em breve. Aos meninos, mostramos uma realidade diferente daquela que vivem diariamente. Oferecemos uma porta aberta para que se sentissem livres, para andarem despreocupados, para provarem uma das melhores gastronomias do nosso País, para explorarem e sentirem o tanto que há para descobrir. E para incentivar à curiosidade do Vicente, deixá-lo fazer todas as perguntas que lhe viessem à cabeça.

Sobre Monsaraz…

 

Entre por uma das quatro portas da muralha que circunda a vila e percorra as ruas e recantos. É absolutamente obrigatório desfrutar da vista esplendida sobre o magnifico espelho de água da Barragem do Alqueva, o maior lago artificial da Europa.

De seguida, caminhe até ao Largo D. Nuno Alvares Pereira e aproveite para visitar a Igreja Matriz da Nossa Senhora da Lagoa. Não se esqueça de lojas de artesanato alentejano e de produtos da região que não descaracterizaram a beleza arquitectónica e histórica dos edifícios da vila.

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Ficaram por ver as praias fluviais, a própria Barragem do Alqueva e tantas outras coisas. Mas em três dias, o nosso tempo abrandou, pois, como alguém comentava nesta fotografia do Instragam, os lugares sem pressa fazem-se notar e eu não podia dizer melhor. Os lugares sem pressa, como Monsaraz, fazem-se notar e fazem com que o nosso espírito encontre o seu lado certo e a sua essência.

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Vivemos num mundo que nos trouxe tantas coisas boas, assim como, muitas descobertas incríveis, um mundo que melhorou a nossa vida material. Contudo, para mim, tem, ao mesmo tempo, nos formatado um pouco para a perda de originalidade e de individualidade. Talvez, muito graças às redes sociais, em que olhamos para alguém e queremos ser os mais parecidos possíveis, vestir as mesmas roupas ou ir aos mesmos sítios. Porém, esquecemo-nos que aquilo que nos torna verdadeiramente únicos e especiais está somente dentro de nós, só assim os outros reconhecerão em nós o valor e a aprovação que tanto procuramos. 


Próximos posts sobre Monsaraz:

- Onde Ficar

- Onde Comer

Varanda: o espaço que falta na minha casa de sonho!

21.06.18 | Vera Dias Pinheiro

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A nossa casa tem tudo aquilo que precisamos, incluindo o espaço necessário para uma família de quatro. Tem o número de divisões que precisamos, tem duas casas de banho -algo que já considero essencial - e uma despensa - outra coisa que foi sendo suprimida com a renovação das casas e que, a meu ver, dá imenso jeito. Claro que podiam ser feitas melhorias. Adorava, nomeadamente, remodelar a cozinha e os armários do meu quarto. Mas não é o fim do mundo. Até porque encontrar a casa dos nossos sonhos, para quem vive, sobretudo em Lisboa, está praticamente num patamar irreal, tal são os preços quer para compra, quer para arrendamento. Porém, há uma coisa que me faz muita falta e que eu, lá bem no fundo, ainda não desisti de encontrar na tal “casa dos meus sonhos”: uma varanda!

Eu já não peço um jardim ou um terraço, gostava simplesmente de ter uma casa com uma varanda onde coubessem, pelo menos, uma mesinha e umas cadeiras ou um sofá ou, então, que desse para os miúdos brincarem. Cresci com o contacto com a rua, pois durante a minha infância vivi numa casa com espaço exterior. E, desde que me mudei para Lisboa, que nunca perdi a esperança de ter uma casa/apartamento com uma varanda simpática e que nos permitisse não sentir que vivemos fechados entre quatro paredes.

Como disse, não tem que ser necessariamente grande. Bastava que desse simplesmente para colocar uma mesa e duas cadeiras, por exemplo.

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Pode, igualmente, ser um espaço mais para decontrair e descansar. E, por isso, ter uma decoração mais cosy, mais dentro deste género:

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Ou, em alternativa, basta que seja um espaço arranjado com uma área suficiente para as crianças estarem à vontade e poderem brincar. Quem sabe, assim:

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Quem vive em apartamentos, o que me diz? É um espaço que é aproveitado, no sentido, em que é usado por vocês e pela vossa família ou acaba por estar mal aproveitado no dia-a-dia? é que, às vezes, queremos muito uma coisa, contudo, na pratica acabamos por lhe dar o respectivo uso.

E quem tem varanda e a usa, qual a sua principal finalidade? "Depósito" de flores? Pequenas refeições? Brincadeiras? Partilhem nos comentários, sim? Boa noite! :) 


Todas as imagens foram retiradas do Pinterest.

Noodles, uma viagem ao outro lado do mundo através do palato!

20.06.18 | Vera Dias Pinheiro

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Quantas formas de viajar conhecem? Temos a mais óbvia que é fazer as malas e apanhar um meio de transporte para um outro destino – e eu, particularmente, adoro a adrenalina da partida e o frenesim dos aeroportos. E temos todas aquelas outras viagens que fazemos sem sairmos do mesmo lugar e eu tenho essa mente (de viajante). Acreditem que a minha cabeça anda sempre a saltitar de um lado para o outro e que sou capaz de me imaginar nos mais diversos lugares. Aliás, o mote deste blog é precisamente o de partilhar essas viagens em sentido lato, enquanto experiências e vivências quotidianas que nos enriquecem.

E, para isso, nem é preciso muito. Para uma viagem espiritual e até sensorial, alimentando a nossa curiosidade e vontade, bastam, por exemplo, os livros, os filmes, as fotografias, as viagens inspiradoras de outras pessoas, as revistas ou, então, simplesmente, um prato de comida. Hummm… isso sim, faz-me viajar e, por vezes, é praticamente como se chegasse efectivamente a conhecer aquele país, aquela cidade ou aquela cultura somente através da sua gastronomia.

Eu descobri na minha última viagem, a Estocolmo, que tenho um padrão! Ou seja, que existe um destino que irei ter que conhecer mais cedo ou mais tarde, destino esse que literalmente alimenta as minhas aspirações gastronómicas... Porém, até que esse dia chegue, vou alimentado a minha alma (de viajante) com a sua gastronomia. Perco-me por comida tailandesa e vietnamita. Adoro a junção dos sabores, a possibilidade de comer até de forma saudável, a variedade. Gosto, pronto! Gosto mais do que da gastronomia italiana e olhem que eu adoro aquele país e vivi lá um ano de Erasmus que nunca irei esquecer. Vá-se lá entender! Talvez não seja para entender, apenas disfrutar e saborear enquanto a oportunidade de apanhar o avião com destino à Ásia (Tailândia, Japão, Vietnam…) não surge.

Contudo, sempre que fico com saudades, bastam-me alguns (poucos) minutos na cozinha para ser imediatamente teletransportada para uma praia paradisíaca num daqueles países. Com efeito, noodles é a palavra que liga tudo isto, encaixando ainda a rapidez! Como? Porque é perfeitamente possível fazer noodles em nossa casa, usar a imaginação e a criatividade para juntar os ingredientes que mais gostamos e tudo isso pronto em apenas 6 minutos sem necessidade de pré-cozer.

 

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E a Milaneza conseguiu reunir tudo o que acabei de dizer nas suas novas massas Milaneza Wok, um conceito que vem ao encontro de pessoas que, como eu e como vocês, precisam de soluções rápidas para o dia-a-dia, que permitam diversificar as refeições e, naturalmente, que estejam de acordo com uma alimentação equilibrada. Ora, com muitos pedidos de massas cá em casa e inspirada precisamente pela cozinha oriental, tentei recriar um dos pratos que mais gosto. E não sei porquê, é o amendoim que dá aquele toque “gostoso”, juntament com os noodles no ponto exacto de cozedura, com o sabor e a textura ideais.

Milaneza Wok Noodles com vegetais e molho de amendoim

 

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Ingredientes:

  • Brócolos
  • Cenoura
  • Peito de Frango
  • Sal e Pimenta q.b
  • Alho
  • Ananás
  • Noodles

 

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P/ o topping:

  • Pasta de amendoim
  • Sumo de meio limão
  • Água

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Preparação:

Começam por cortar os brócolos, a cenoura, o peito de frango e o ananás em pedaços mais pequenos. De seguida, num wok, colocam um fio de azeite e os dentes de alho. Deixem alourar. Juntam o frango, temperam a gosto e deixam cozinhar um pouco. Acrescentam a cenoura e os brócolos. Deixem cozinhar tudo (notem que os legumes devem ficar rijos). E, por fim, adicionam a quantidade de noodles e a água a ferver (deverão consultar as instruções na embalagem para saberem qual a quantidade certa para a quantidade de massa que têm).

 

 

E depois é só empratar, sem esquecer de juntar o ananás, que eu optei por não cozinhar. No total devo ter demorado cerca de 10 minutos, sendo que os noodles ficam prontos em 6 minutos. O resultado que acaba por ser algo diferente do que comemos habitualmente, como vêm não foi nada complicado de se alcançar.

A partir daqui é usar a imaginação, pois o processo é sempre o mesmo e sempre com o mesmo grau de certeza de que vai ficar muito bom! Vão experimentar esta receita?

  


Este conteúdo foi escrito em parceria com a marca Milaneza.

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