Tenho dois filhos e embora entenda e promova a individualidade de cada um, eu gosto de os ver brincar juntos. Gosto de ver como, em conjunto, se consegue entender e estar num mundo só deles. E, apesar da diferença de idades, nas brincadeiras a idade não importa, os dois entendem-se, acompanham-se e… crescem em conjunto. E com o aproximar do Dia da Criança, estamos em altura de reflexão sobre estes temas.

Portanto, quando o tema são brinquedos, eu não sou contra, mas sou muito mais a favor de brinquedos que promovam essas brincadeiras em conjunto, que puxem pela sua imaginação, que sejam desafiantes e não algo que os controle. Temos muitos legos, muitas caixas com animais, com carros, com bonecos e é, a partir daí, que criam as suas brincadeiras. E fico feliz porque serem esses os seus brinquedos preferidos, por serem esses que os deixam a brincar durante horas e que até os faz esquecerem da televisão.

Sei que não podemos controlar tudo, sei que à medida que vão crescendo e que vão interagindo com os seus pares, que, como qualquer criança, os meus filhos também me pedem coisas no supermercado. E sempre que há um brinquedo novo de algum amigo, lá vem um “pedidozinho”. Fazer entender o valor das coisas é importante e perceber que realmente os nossos filhos não precisam de tudo, também.

É por isso que, muitas vezes, faço com eles uma escolha de brinquedos para doar, para que percebam que há crianças que não têm nada e que eles não precisam de tanto. Deixo, especialmente, o Vicente ser responsável por escolher o que quer dar. E quando quer um brinquedo novo também falamos sobre as escolhas, procuro que perceba o valor do dinheiro e que a realidade é apenas uma: não podemos ter tudo! E mesmo assim, eu acho que os meus filhos têm muita coisa.

Portanto, quando o assunto é o Dia da Criança – o natal, a páscoa, o aniversário… – na verdade, quando o assunto são crianças, há sempre um lado material associado e hoje em dia comprar um brinquedo não é necessariamente mais barato do que comprarmos um acessório para nós. Com efeito, não os privo dos brinquedos e dos mimos, mas tento fazê-lo com consciência, ou pelo menos, eu tento e acho que consigo em parte.

Já ofereci um ioiô ao Vicente e ele não só adorou como ficou espantando como é que eu e o pai conseguíamos brincar com aquilo. Tenho alguns brinquedos vintage, um tetris, por exemplo, que era meu e que ainda funciona, recuperamos também os meus livros de criança que continuam a fazer sucesso. Com a Laura promovo as brincadeiras com os bonecos, porque ela gosta – deve ser realmente uma coisa de meninas – mas o Vicente brinca com a irmã, tal como ela brinca com carrinhos do irmão. Não gosto de separar as coisas por género, prefiro que brinquem com o que lhes apetece. Mas é natural que cada um tenha as suas preferências. Ainda assim, o caminho é criar uma área de brincadeiras mais uniforme, acabar de destralhar o que falta, ter um espaço para a cozinha e outras brincadeiras comuns. Na verdade, quero mais espaço para usarem a imaginação e ter menos brinquedos.

E, para além disso, aquilo que compro tem um rácio de investimento que eu me predisponho a fazer e vistas bem as coisas, com pouco dinheiro faz-se a festa. Querem ver?

Numa ida ao Jumbo e num dia particularmente bem disposto da minha parte, afinal, passamos tempos difíceis cá em casa, trouxe uns miminhos para eles. E com uma mala cheia de acessórios para o bebé mais novo cá de casa, um Playmobil (Ovo de Dinossauro) e o jogo Pesca as Piranhas fiz o dia deles. E o meu, admito, porque eu adoro mostrar-lhes com o que eu brincava. E quem não teve Playmobil e não jogou o Pesca as Piranhas, ou teve uma adoração pelo meu Pequeno Poney? Aiiii… é neste aspecto que eu consigo “perder” a cabeça.

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Mas, claro, que aceito as modas e percebo que o Vicente goste mais da Patrulha Pata do que, por exemplo, da Casa do Mickey Mouse ou que os Hatchimals sejam os Tamagochis do momento. O universo é infinito e cabe-nos a nós fazer o filtro e obviamente que não vamos privar as crianças de terem brinquedos ou de mesmo de terem os brinquedos dos bonecos que adoram.

Mas deixo-vos só um conselho, façam o que fizerem, tentem não ir às compras com os vossos filhos porque se há coisa difícil de explicar é a noção do limite! Um brinquedo não chega e há sempre alguma coisa que não têm. E convenhamos, já sabemos como é que essas conversas terminam… com birras e choros à mistura. E tudo o que eu posso evitar nesse sentido, evito. Sendo assim, mantenham as vossas crianças (ainda mais) afastadas dos corredores do hipermercados em altura de celebração do Dia da Criança, há todo um festival de brinquedos e todo um mundo de perder a cabeça num Jumbo perto de vós.

Depois não digam que eu não avisei! 😊

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Este conteúdo é um exclusivo para o Jumbo-Auchan.

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