Quem me acompanha há algum tempo sabe que a grande mudança de mentalidade “alimentar” se deu no pós-parto do Vicente. Nessa altura, fiz inclusivamente uma dieta em grupo com outras recém-mamãs. E essa dieta, embora restritiva e idêntica para todas, foi o passo decisivo para me motivar a ter uma alimentação saudável. Conheci alternativas e novos alimentos e ingredientes que entraram na nossa dispensa. Com mais consciência da causa-efeito em relação aquilo que comemos. E, mais tarde, quando o Vicente inicia a sua diversificação alimentar, essa mudança ganhou pilares no nosso dia-a-dia, porque a preocupação aumentava com a responsabilidade de “ensinar” o meu filho a comer e a crescer de forma saudável. Foi assim que abandonei o termo dieta e passei a adoptar o estilo de vida!

Afinal, com que responsabilidade se exige às crianças que comam vegetais, se os pais não dão o exemplo? Como se quer restringir o consumo de açúcar, se para os pais é algo normal? Como fazer com que entendam o que é uma refeição saudável e equilibrada, se há um prato diferente para os filhos e outro para os pais?

Contudo, não sou uma apologista de fundamentalismos em nada e não pretendo educar os meus filhos pela privação. Na minha opinião, não é isso que resume a alimentação saudável. Eu procuro que entendam o porquê de determinados alimentos serem importantes e a razão pela qual se devem evitar outros. E um outro aspecto muito importante, na minha opinião, foi o facto de, logo desde o início, não ter caído na tentação de “adocicar” os alimentos e as refeições para que fosse mais fácil a sua introdução ou para que comessem mais.

Para além disso, a única certeza que realmente temos hoje em dia, relativamente à alimentação, é a de que o açúcar é prejudicial a todas as pessoas, independentemente do género e da idade. Mas, nas crianças, apresenta perigos acrescidos pela forma como prejudica o seu desenvolvimento, capacidade de concentração, crescimento, etc… e que estão já devidamente fundamentados.

E sei que, no seio de uma família, ir ao supermercado e fazer as escolhas mais equilibradas, agradando a todos, pode ser um grande desafio. E dou-vos o meu exemplo pessoal. O meu marido é aquela pessoa pergunta, de cada vez que estamos no supermercado, se não há umas bolachas que se possam comer ou se não há um snack mais convencional que não “faça tão mal” ou uma granola com menos açúcar para o pequeno almoço. Em contrapartida, eu adapto-me com maior facilidade e não tenho problemas em ficar saciada fazendo substituições mais “radicais”, como por exemplo, comer ovos ao pequeno-almoço ou atum ao lanche.

Ora, sabemos que a melhor forma para contornar esta questão, é fazer em casa. O pão nomeadamente, é um óptimo exemplo disso. E mais uma vez, dou-vos o meu exemplo, cá em casa, não comemos pão, mas os meninos ao lanche têm muitas vezes, panquecas saudáveis, outras vezes, também lhes faço pipocas, apenas com milho e canela… e adoram! Como vêm ninguém passa fome e não privamos ninguém das coisas de que gostam.

A resistência à mudança está, na maioria das vezes, na nossa cabeça e nos obstáculos que nós inconscientemente criamos. Assim, e uma das coisas que me orgulho é de poder receber e partilhar conhecimentos que me enriquecessem e que contribuem verdadeiramente para um dia-a-dia melhor. Porque em cada área há especialistas e embora eu estude, me interesse e leia muito, não é a minha área e respeito muito quem entende do assunto. Com efeito, foi na companhia de uma nutricionista que faz parte da equipa de nutricionista do Jumbo, que percorri os corredores do supermercado com o intuito de receber dicas muito gerais de como pequenas alterações podem ter um impacto grande na forma como nos alimentamos e que se pensarmos bem, não vão custar assim tanto.

E como eu acho que as grande dúvidas e inquietações se prendem com as refeições intermédias, lanches, snakcs e o pequeno almoço, deixei o almoço e o jantar de lado, para vos apresentar algumas opções equilibradas que podem fazer parte já do vosso próximo carrinho de compras. Vamos a isso?

Portanto, a pergunta que se impõe é: “Como é que, não deixando de comer nada que gostamos, pão incluído, podemos ter uma alimentação saudável?”

A primeira coisa é habituarem-se a olhar para os rótulos e saber interpretá-los. Neste sentido, alguns pontos fundamentais a ter em atenção são:

  • Optar por alimentos/produtos que tenham uma lista de ingredientes o mais reduzida possível;
  • Se nessa lista encontrarem nomes que não conhecem, não é bom sinal;
  • Os ingredientes seguem a ordem pela qual aparecem em maior quantidade;
  • Ingredientes a evitar: óleo de palma e todos aqueles que tenham uma elevada percentagem de açúcar;
  • Valorizar alimentos ricos em fibra, porque é a fibra que vai ajudar a manter os vossos níveis de glicemia equilibrados, ajudando a controlar os picos de fome;
  • Os alimentos integrais são importantes e devem privilegiar-se preciosamente porque não passaram pelo processo de refinamento que lhe retirou a fibra. Neste sentido, o arroz integral, por exemplo, é o mais aconselhado – Dica: juntar farinha integral, seja trigo ou outra, aos vossos bolos, cozinhados, etc…

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  • Outra “regra” importante é variar e comer alimentos o mais naturais possível e o menos processados possível (daí a importância de optar por produtos com uma lista de ingredientes mais simples e reduzida).

E agora, passamos à parte prática, o carrinho de compras. E é aqui que passam a haver mudanças interessantes nos supermercados. Ao abrigo do programa Vida Saudável do Jumbo, vão passar a encontrar nos vários corredores, produtos que vão estar seleccionados com uma etiqueta azul. Esses alimentos e produtos são aqueles que oferecem os melhores valores nutricionais e aqueles que têm ausência de ingredientes mais polémicos. O objectivo é precisamente ir ao encontro daquilo que acabei de dizer: ajudar o consumidor a encontrar os produtos mais saudáveis no momento em que estão às compras.

Esta iniciativa é suportada por uma APP, com o mesmo nome, que é super intuitiva e não é mais do que um apoio diário na gestão dos hábitos mais saudáveis. Mas para além de dicas de alimentos e produtos, encontram também receitas saudáveis e ainda dicas e sugestões de exercício físico. No fundo, é um incentivo a uma vida e alimentação saudável, mas sem radicalismos, à qual qualquer pessoa se pode adaptar.

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  • Opção válida para o pequeno-almoço dos mais pequenos:

Cereais tipo puff que não têm qualquer adição de açucar. Em separado, podem adicionar o “doce” e como alternativa saudável, o cacao puro em pó é uma boa opção.  A bebida não precisa ser obrigatoriamente vegetal, mas cá em casa não bebemos leite de vaca.

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  • Opção válida para o pequeno-almoço dos adultos:

Se procuram uma boa granola, esta é um boa opção.

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  • Os snacks mais equilibrados e que podem ser uma alternativa para resolver aquele ratinho no estômago entre as refeições:

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  • E o pão? Afinal, podemos ou não comer pão?

Depende, mas aquilo que é importante saber é quais as opções mais equilibradas para quem precisa do seu paozinho ou mesmo para o lanche das crianças. E, nesse sentido, devemos optar pelo pão integral, com sementes ou de mistura e acrescentar um pouco de compota sem açúcar ou, então, creme vegetal (que é preferível à manteiga).

Nota: O pão acaba por ser sempre uma melhor escolha se compararmos, por exemplo, com os bolos de pastelaria, as bolachas, barras de cereias, etc…

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Resumindo: 

Na alimentação, é preciso equilibrio, bom senso e direccionar sempre a dieta de acordo com aquilo que são as necessidades de cada um.

 


Este texto é um exclusivo para o Jumbo-Auchan.

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