É verdade que, quem me conhece, sabe que eu até sou rapariga para me dar bem com o tempo mais frio e que até não me queixo do (mau) tempo. Viajamos por norma sempre em pleno inverno e isso não é impedimento de nos divertirmos e de aproveitarmos ao máximo a experiência. Vivemos em Bruxelas e, bom, coitada de mim, se a chuva e o tempo cinzento me aborrecessem e se o meu (bom) humor estivesse apenas dependente do sol.

Contudo, uma coisa é certa, cresci com quatro estações do ano, sou do tempo em que se faziam as mudanças gerais de guarda-roupa e em que se sabia quando é que chovia, quando é que fazia frio e quando é que fazia calor. Portanto, chegar a maio e ter frio, em Lisboa, é no mínimo estranho, para não dizer antes que é preocupante. Assim, chegados a esta altura do ano, já apetece arejar a roupa que vestimos e já não sei como explicar ao Vicente o porquê de ainda não poder vestir calções.

Com efeito, acreditam se vos disser que ontem foi a histeria total quando vestiram roupa fresca pela primeira vez? E que eu saí de casa ainda com meias, mas que as tive que tirar logo de seguida?

Bem-vindo sejas sol e calor. Preciso de sol como de água para viver. E não, não estou a brincar. Ando a tomar Vigantol, tal como os bebés, e o meu médico quer que apanhe vinte minutos de sol por dia. Deste lado, a coisa está séria e a minha responsabilidade pela minha saúde assumiu proporções nunca antes vistas. Não quero estar doente, não quero estar frágil por todos os motivos e mais alguns. Pelos meus filhos, pela minha vida, por mim e por toda a energia que preciso para fazer tudo aquilo que quero e desejo.

No outro dia, ouvi alguém dizer que a vida mudava sempre a cada sete anos e que os trinta e cinco anos eram de mudança. Tenho o nervoso miudinho de excitação dentro de mim, porque a verdade é que gosto da mudança, da renovação, de novos ciclos, das novas oportunidades e dos novos desafios. Sou assim, um “bicho” que não gosta de se sentir acomodado a nada. E sim, admito que para quem vive comigo, pode tornar-se cansativo, mas por agora vamos brindar ao sol e ao calor. Por favor, (sol) que tenhas vindo para ficar. Por favor, que tenhas vindo por tempo suficiente para me ajudares a equilibrar as minhas necessidades de vitamina D e para nos levares para a rua, para a praia, para os parques e para os piqueniques.

Vá lá. Agora precisamos de ti até setembro, pelo menos, fiel e cheio de força. Quero os meus meninos de braços e de pernas ao léu, quero vê-los a correr pela rua e correr com eles. Queremos ir de férias e ter muitos passeios. Queremos que leves embora esta nuvem negra e que nos faças esquecer esta fase menos boa, renovando as nossas energias. Combinado?

Boa semana para todos!

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