Eu já fui daquelas mães “mete nojo” que, na hora de adormecer, bastava deitar o Vicente na cama, dar um beijinho, aconchegar e sair de fininho, pois ele adormecia sozinho. Lembro-me de ter sido “fácil” criar esta rotina quando deixei de amamentar,  o que foi logo ali por volta dos três meses. Ou, pelo menos, houve toda uma rotina que não consegui ter, mais tarde, com a Laura. Na verdade, com o meu primeiro filho deixei que fosse tudo muito mecanizado, as horas a que comia, as sestas, se estava ao colo, se não estava… foi como foi, mas se voltasse atrás, sem dúvida alguma que teria dado ao Vicente muito mais contacto pele com pele e tinha-me borrifado para uma série de coisas.

Mas adiante! A parte do adormecer corria bastante bem e havia uma parte do dia que ainda podia ser aproveitada depois de o colocar na cama. O lado bom das rotinas é este, temos tudo mais ou menos controlado, nós e eles e conseguimos ter algo previsão de como serão os nossos dias. Três anos mais tarde, nasceu a Laura e foi um total teste a tudo o que tinha aprendido enquanto mãe. Não consegui estabelecer propriamente uma rotina e, no início, foi algo que me fez alguma confusão, pois rapidamente os nossos dias transformaram-se no completo caos e cada dia era uma incógnita.

Amamentar uma filha e tentar facilitar o nosso dia-a-dia, inclusivamente o meu descanso, fez com que adoptasse o co-sleeping e que naturalmente adormecesse também muitas vezes na maminha. Ora, pelo meio, o Vicente começou a exigir também a presença de alguém até adormecer. Portanto, podem fazer uma pequena ideia de como eram os nossos finais de dia. Cada um de nós ficava com filho e, não raras vezes, acabávamos igualmente por adormecer. Com tudo isto, estava a deixar de haver tempo de qualidade entre o casal, o que tem outra série de consequências.

Estivemos assim um longo período, até porque após a amamentação, havia a necessidade de estar com a Laura. Mas não havia problema, mas a questão é o tempo que ela leva a adormecer… Muitas… No limite, cheguei a dar-lhe Melamil – mas depois partilho mais sobre este período.

Mas aquilo que realmente começou a mexer comigo foi o facto de hora de adormecer estar a transformar-se num momento de tensão, tensão entre mim e o meu marido e para com os miúdos.

E assim, decidimos alterar o quarto dos miúdos e ser rígidos numa rotina com ambos ao deitar e, ao mesmo tempo, que se habituassem a dormir um com o outro. Escolhemos uma cama com gavetão, o Vicente fica em cima e a Laura em baixo. Quem o adormece fica entre os dois e não falta atenção nem a um nem ao outro.

Nesta fase, estão os dois muito entusiasmados com a cama nova, a Laura já puxa a sua camita para se deitar e o tempo que leva a adormecer reduziu bastante. Agora, às 20h30 estamos no quarto, lemos uma história, pedem leite, bebem o leite e deita-nos. O Vicente é bastante rápido, em segundo adormece – meu rico menino – enquanto isso, a Laura ainda anda às voltas, pede-me para cantar e pede festinhas ora na barriga, ora na cabeça, ora no pé… onde ela se lembrar.

Estamos todos mais calmos agora nesta nova fase, os miúdos felizes e ir dormir é, finalmente, uma coisa boa! E assim por alto, consigo sair do quarto um pouco antes das 22h, isto é, se não adormecer e ficar lá até o meu marido me chamar. 😊

E, por aí, como fazem na hora de deitar os vossos filhos? Também ficam lá até adormeceram? Tentam sair de fininho, a rezar para que a porta não faça barulho? Dormem no mesmo quarto ou em quartos separados?

Contem-me tudo, incluindo os vossos truques para os adormecer mais rapidamente!

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