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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Como fazer aproveitamento das sobras do frigorífico

29.04.18 | Vera Dias Pinheiro

Na nossa cozinha, um facto é que os restos de comida são inevitáveis. Outro facto é que não gostamos de deitar comida fora, no entanto, nem sempre (quase nunca) temos vontade de voltar a comer a mesma refeição do dia anterior. A comida perde a graça quando aquecida uma segunda vez, o sabor não é o mesmo e, por vezes, simplesmente aborrece-nos! E no vosso caso não sei, mas cá em casa são os restos de frango os mais frequentes e, assim, aqueles que nos obrigam a usar mais a imaginação.


Portanto, aproveitar sobras de comida pode tornar-se um grande inimigo no nosso dia-a-dia. Recriar um prato apetecível com base, por exemplo, nas sobras de peixe cozido, de frango churrasco, de legumes ou nas sobras de arroz pode não ser uma tarefa fácil. E acredito que muitos de vós façam como eu que dou por mim, algumas vezes, a escrever no motor de pesquisa da Internet “receitas para aproveitamento de comida”. Verdade ou mentira?


É que, no fundo, esta questão prende-se com uma outra muito importante, a do desperdício alimentar. Por isso é que actualmente, quando me deparo com os restos de frango no frigorífico eles são aproveitados até ao último pedaço. Porque é importante mudarmos a nossa atitude em casa e, para isso, o menos é mais e quanto mais simples forem as receitas melhor para o reaproveitamento dos alimentos e até mesmo das partes que não aproveitamos de todo e que são reutilizáveis (os talos e as cascas nomeadamente).


E embora o meu “pelouro” sejam os restos de frango, eu tenho algumas dicas para vos dar no que toca a receitas com sobras.


Neste artigo que escrevi para o Centro Comercial Alegro, encontrar várias receitas para aproveitamente de sobras de pão, arroz, frango, peixe. E ainda algumas opções que acabam por ser transversais a todo o tipo de sobras.


Aproveitamento das Sobras do Frigorífico


  • Como transformar os restos de frango numa nova refeição
 

Bom aproveitamento das sobras do frigorífico :)


 

Para este artigo pude contar também com as ideias da Mafabulous Cook. Obrigada!


Se ficaram inspiradas depois deste post, podem rever as sugestões da Mafalda Freitas para as refeições princípais - almoços e jantares.


     

Este conteúdo é um exclusivo para o Centro Comercial Alegro.


Quando a cesariana se torna o centro do problema

27.04.18 | Vera Dias Pinheiro

Uma pessoa é operada a um joelho e a seguir é-lhe indicado que deve fazer fisioterapia. Uma mulher faz uma cesariana e, se a cicatriz não tem sinais de infecção, é-lhe dito para seguir a sua vida e aproveitar ao máximo o seu bebé. Isto não pode estar certo quando a cesariana é uma cirurgia e não pode estar certo quando também exige cuidados específicos a seguir.


No entanto, nada disto me incomodava ou seria assunto se, desde há cinco anos atrás, não andasse a descobrir uma série de efeitos secundários devido à minha cesariana. A minha obstetra tirou-me os pontos e disse-me que estava tudo óptimo e que a cicatriz estava linda. Mas a verdade é que durante três anos, ela nunca desapareceu, nunca deixou de estar grossa, nunca deixou de ficar arrepanhada de um dos lados e a minha barriga nunca mais foi a mesma. E não, não era apenas uma coisa estética e não eram apenas coisas da minha cabeça.


E, se hoje em dia, a minha cicatriz está praticamente impercetível, é porque há dois anos atrás alguém olhou para mim com olhos de ver e alguém se importou com as coisas que eu dizia. E esse alguém foi a fisioterapeuta Soraia Coelho. Foi ela a primeira pessoa a quem as minhas queixas faziam todas parte de um mesmo problema, problema esse que tinha ficado por resolver há três anos atrás quando tive o meu primeiro filho de cesariana.


Felizmente, nem todos os casos são iguais. Felizmente nem para todas as mulheres a cesariana é motivo de trauma, é algo doloroso e algo que deixa marcas. Ainda assim, há mulheres que devem estar atentas e devem ser informadas da eventual necessidade de uma recuperação específica para que implicações a nível de saúde sejam evitadas.


Três anos após a minha cesariana, era este o cenário: 


Cicatriz com aderência à parede da musculatura abdominal, fáscia uterina e intestinal, provocando uma obstipação crónica. Barriga com sinais de desprogramação abdominal, diminuição do tónus abdominal, sinais de diminuição de colagéneo (pele seca) e ptsore umbilical (queda do umbigo). Escrevia a fisioterapeuta Soraia Coelho no meu relatório.

Esta semana tinha marcada uma consulta com um fisioterapeuta especialista para me ajudar com a minha subluxação da mandíbula. E esse fisioterapeuta, antes de qualquer coisa, quis saber toda a minha história para conseguir aferir se o que me tinha acontecido tinha sido apenas devido a extracção do dente do siso ou se haveria já algum problema para trás que, com o trauma daquela cirurgia, tivesse sido despoletado. A seguir fiz uma série de exercícios. Estive lá cerca de uma hora, tempo em que estive a descobrir o que se passava com o meu corpo e a perceber de onde vinham os meus problemas.


E se vos disser que a subluxação da mandíbula também é culpa da cesariana? Rir-se-ão, talvez, vão dizer que não estou bem. Eu talvez tivesse a mesma reacção se tudo isto não se passasse efectivamente comigo. Mas sabem? Com o facto de deixar de conseguir fazer força com o abdominal, porque estava – digamos assim - desprogramado, o meu corpo arranjou forma de ir buscar força a outro lado e assim continuar a funcionar. O meu corpo foi buscar força ao meu maxilar que começou a andar sempre em tensão e a minha própria resistência muscular estava assim camuflada.


Descobri igualmente que há uma coisa tão simples quanto respirar para a cicatriz e dessa forma estamos a soltar as fáscias e a permitir a nossa boa recuperação. Não imaginam o que tenho descoberto sobre o meu corpo nos últimos dois anos. Não imaginam as voltas que tenho dado para encontrar as respostas certas e para que eu consiga encontrar-me e conectar-me com o meu corpo a sério.


Volto a trocar neste assunto, pois ninguém nos avisa de nada disto. Ninguém diz a uma mulher para, a seguir ao parto, procurar ajuda para a recuperação do pavimento pélvico ou mesmo de uma cesariana. A mulher que acaba de parir é lançada às feras e quase que obrigada a deixar o seu corpo para segundo plano, ao mesmo tempo que se tenta convencer de que é tudo normal. Que depois de ter um filho não pode exigir que o seu corpo volte ao que era antes.


Contudo, a verdade é que todas as nossas queixas são válidas e tudo aquilo que nos incomoda é relevante. A verdade é que ainda há muito por fazer no que toca à saúde da mulher e a humanização que pedimos para o momento do parto, deve-se aplicar também à mulher, cujo corpo acabou de ser exposto a um esforço muito grande, seja em parto natural, seja em cesariana.


Porque é que quando partimos um pé somos encaminhados para a fisioterapia e porque é que passamos por uma cesariana continuamos a nossa vida como se nada fosse? Este procedimento médico continua a ter os riscos de qualquer outra cirurgia, continua a exigir cuidados de especialistas, continua a ser importante informar a mulher de tudo aquilo pelo qual o seu corpo passou.


Volto a deixar aqui o alerta! Se sentem que algo não está bem com o vosso corpo, não importam há quanto tempo foram mães, se sentem que alguma coisa não ficou como antes, peçam ajuda, procurem especialistas. O nosso corpo é uma máquina que arranja sempre formas de compensação. No entanto, nem sempre são as mais benéficas para nós.


O meu corpo encontrou as suas formas de compensação, continuou a sua vidinha e a funcionar aparentemente de forma normal. Mas só aparentemente, uma vez que no dia em que foi exposto a uma situação de risco, o ponto fraco estava lá e as consequências estão agora a vista.


Felizmente, sou teimosa o suficiente para não desistir e, acima de tudo, tenho que agradecer pelos profissionais de saúde que tenho conhecido e que me têm ajudado a ultrapassar tudo isto. E o meu desejo é que, num futuro muito próximo, estas especialidades possam andar de mãos dadas com a obstetrícia e que a recuperação pós-parto seja encarada com a importância e seriedade que lhe é devida.


 

Vencedores Artist Box Avon Portugal

27.04.18 | Vera Dias Pinheiro

Está na hora de revelar os nomes das quatro vencedoras do passatempo Artist Box Avon, mas antes disso, há que agradecer todas as participações naturalmente.


artist box da AVON

Recapitulando, cada uma destas Artist Box vem com os seguintes produtos:


  • 1 Finishing Powder
  • 1 Máscara de Volume de Pestanas
  • 1 Lápis preto de eyeliner
  • 1 Pump It Lip Gloss de brilho
  • 1 Sombra de olhos nude

E sem mais demoras, as quatro vencedoras são:


Raquel Trindade


Ana Laura Marques


Cátia Carrilho Pereira


Sofia Oliveira Amaral


Muitos Parabéns!!!!



Cada uma de vós irá receber um e-mail meu com o pedido da morada para envio da vossa Artist Box Avon. Espero que gostem e que seja uma forma de se mimarem mais um pouco todos dos dias.


 verniz gel avon

Boa sexta-feira!


O 25 de Abril pelos olhos do Vicente

25.04.18 | Vera Dias Pinheiro

 

Vivemos o 25 de abril sempre com muita seriedade e respeito. Cresci a ouvir a histórias que a minha mãe contava sobre o meu avô e como ele viveu este dia há 44 anos atrás. E actualmente, mantemos uma forte ligação, porque já nos habituamos a ter o pai a trabalhar sempre neste dia. Acompanhamos a cerimónia solene e vou explicando ao Vicente o que significa para todos nós o 25 de abril. E a verdade é que assim que se ouve o hino nacional, lá se coloca ele muito sério a cantar. À medida que vai crescendo, o seu interesse vai igualmente sendo maior e, pelo terceiro ano cumprimos a tradição de visitar a Assembleia da República que, neste dia, abre as suas portas a todos os cidadãos.

 

Bom, este ano, com muita pena minha, fiquei com a Laura em casa por causa da varicela, porém tratei de "encomendar" o passeio da avó com o neto. Ouvi-lo dizer, logo pela manhã, que estava muito entusiasmado por ir ao Parlamento e, no regresso a casa, que tinha adorado, deixou-nos a todos muito felizes – e, talvez, um pouco mais ao pai! :) Cinco anos é um marco enorme de diferença no interesse e na forma como uma criança se expressa e vive as coisas. E perceber a forma ávida como absorve tudo dá-me vontade de o alimentar cada vez mais e mais com coisas diferentes e novas para ele.

 

Para casa, não se esqueceu de trazer quatro cravos, um para cada um de nós. E explicou-me ainda que tinha viste um senhor a fazer uma jarra em barro, que tinha visto o Primeiro Ministro e cumprimentado o Presidente da Assembleia da República, na verdade, acho que lhe deu um "cinco" com a mão, tal qual um colega da escola. Mas sabem que mais? Viva a liberdade de se ser criança e viva a sua espontaneidade, que felizmente, os adultos não levam a mal e toleram.... Pena é que, quando crescemos, percamos toda a condescendência para com o outro.

 

Agradeço aos meus pais terem-me passado o respeito pelo 25 de abril, terem-me explicado o valor da nossa liberdade e que, de certa forma, me tenham educado a dar valor aquilo que temos, fazendo questão de me lembrar que nem sempre foi assim. Que os meus filhos, nascidos num mundo tão diferente do que qualquer um de nós imaginaria e que ainda não sabemos bem para onde se dirige, herdem igualmente esses princípios e noção da importância da revolução e do movimento dos homens por um bem maior. Mas claro que isto é um trabalho que depende de nós… O 25 de abril não é apenas mais um feriado, tem um valor, ditou aquilo que somos e temos hoje em dia. Farei questão de o assinalar sempre.

 

Para além disso, sou de santarém e, no dia de hoje, fico ainda mais orgulhosa de o ser.

 

E amanhã a vida continua, a semana segue e aposto que já está tudo a pensar no fim-de-semana. Verdade?

 

Boa noite a todos.


7 Produtos de criança de que gosto e porquê!

24.04.18 | Vera Dias Pinheiro

 

O universo das crianças é um mundo do qual só temos realmente a noção do complexo e da variedade que existe quando somos mãe… naturalmente. Contudo, quem deve "ditar" quais os melhores produtos de criança são os nossos próprios filhos. Nenhuma acção de marketing ou até gosto pessoal dos pais, se deve sobrepor às necessidades específicas da pele do nosso bebé, especialmente nos primeiros anos de vida.

 

Não somos obrigadas a usar toda a gama de uma única marca nem somos obrigadas a usar sempre os mesmos produtos. Podemos (e devemos) testar, só assim saberemos qual o melhor produto de higiene para os nossos filhos, qual o hidratante que deixa a pele mais hidratada, qual o champô que deixa o cabelo macio, qual o gel de banho que irrita menos a pele e por aí em diante.

 

E depois, há um segmento de produtos de criança que são, digamos assim, do dia-a-dia e que gostamos por diferentes motivos, adaptando-se a diferentes circunstâncias. E é precisamente sobre este que vou agora falar. Tenho um rol de produtos variados e de diferentes marcas, dos quais gosto bastante e que desde que foram testados, foram ficando.

 

1.Tea Tree Oil (compro nas lojas The Bodyshop). É o mais antigo de todos o que vou falar e já aqui foi mencionado outras vezes. E embora as suas funcionalidades sejam mais do que muitas, no caso dos miúdos, uso para prevenção de contágio de piolhos e lêndeas. Todos os dias, aplico uma ou duas gotinhas de Tea Tree Oil atrás das orelhas e nuca, quer no Vicente, quer na Laura, que passa muito tempo no parque, onde convive com muitas crianças.

 

2.Rest&Relax Spray da Puressential. É o mais recente da lista. A marca é também uma descoberta recente, encontram os seus produtos à venda em farmácias. A partir de um ano de idade, podem pulverizar a roupa de cama dos vossos filhos uns minutos antes deles se irem deitar.

 

Composto por 12 óleos essenciais, promove o relaxamento e o processo de adormecer. Podem inclusivamente, associar uma história a este spray e criar uma rotina com a qual os miúdos progressivamente se vão moldando na hora de dormir e consequentemente, adormeçam mais rapidamente.

 

Esta marca é uma excelente alternativa para quem procura produtos mais naturais. Encontram por exemplo, sprays para descongestionamento nasal e produtos para exterminar a piolhagem.

 

3.Spray para feridas Hansaplast. É um spray totalmente inofensivo no sentido em que não tem efeitos secundários e que pode ser usado em todo o tipo de feridas para uma limpeza anti-séptica. Vantagens: não arde, não faz impressão, não assusta, não deixa cor e pode ate ser usado na praia e no parque, pois desinfecta e limpa a ferida. Está indicado para crianças e peles sensíveis.

 

Para mim, é um daqueles must have no kit de primeiros socorros lá de casa, para além de ser super prático. Se quiserem, juntem ao kit a pomada de cicatrização de feridas. Esta pomada promove uma camada protectora respirável, contribuindo para uma cicatrização mais rápida. Pode ser usada em bebés, pele irritada, agredida, seca e sensível.

 

Sou apologista de sermos o mais praticas possível, mas a verdade é que é preciso encontrar produtos que correspondem às necessidades, ao mesmo tempo que seja facilitadores das nossas rotinas. Ambos os produtos vão encontrar à venda a partir do mês de maio.

 

4.Hidratantes de rosto da linha BABÉ Pediatric. Encontram esta marca também à venda em farmácias e digo-vos que tenho uma boa experiência com todos os produtos que experimentei da marca. É uma marca com se preocupa com as necessidades das peles atópicas e reactivas dos bebés e crianças e com os quais apresenta muito bons resultados.

 

Nenhum dos meus filhos tem pele atópica, e ainda bem, porém, o Vicente no rosto tem pele reactiva. Ou seja, fica muitas vezes com vermelhidão. E a verdade é que o facial Balm desta marca acalma de imediato a pele.

 

Entretanto, entre os produtos da marca, encontrei também um hidratante facial com factor de protecção FPS-SPF 30. Isto é ou não é excelente? Sem duvída que é um dois em um a adoptar na rotina dos miúdos, pois todos os cuidados com o sol são importantes.

 

5.A pensar no sol e nos cuidados a ter, destaco o protector solar FPS-UVA 50+ da Eucerin em formato de bolso. Para além de ser uma protecção solar que pode ser usada desde os primeiros tempos, tem todos os factores de protecção contra o sol e ainda os mecanismos para fortalecimento da reparação da pele. O facto de ser em formato mini, tem mesmo a vantagem de poder andar connosco para todo o lado e assim, podermos reaplicar sempre que for necessário, pois não é só na praia ou na piscina que precisamos de protecção solar.

 

6. Também tenho sempre a pomada Pruriced da Uriage em casa. Foi o nosso grande aliado nesta fase de varicelas. No fundo, é um creme apaziguador de alta tolerância e que acalma as irritações da pele.

 

7.E da mesma marca, não esquecer a Água termal, seja para higiene na muda da fralda, seja para refrescar no tempo mais quente ou mesmo quando têm febre. Levei algum tempo, mas agora somos inseparáveis.

 

Carreguem na galeria para ver todas as imagens dos 7 produtos de criança essencias cá em casa:

 

   

Se tiverem produtos de criança “chave” no vosso dia-a-dia para a troca não sejam tímidas e deixem nos comentários! 😊

 

E já agora, acham interessante fazer um do género, mas adaptado a nós?

 

Boa noite.

7 Factos sobre a maternidade!

23.04.18 | Vera Dias Pinheiro

 

Estou há praticamente um mês – mais coisa - em casa com filhos doentes. É certo que fomos tendo um ou outro dia livres em que parecia que íamos ter alguma normalidade, porém tudo não passou de falso alarme. E é nestes dias, em que passamos mais tempo com os nossos filhos, que fico com a sensação que eles ficam ainda mais exigentes de nós, do nosso tempo e da nossa atenção.

 

Passamos duas horas a brincar que, para eles, não foram mais do que quinze minutos. Abrimos a excepção para dormirem connosco e, a partir daí, já falam do quarto deles como sendo também o da mãe. Viver a maternidade às vezes pode ser uma encruzilhada e pode dar-nos a sensação de que quanto mais fazemos, mais exigente se torna. E como se não bastasse, o papel da mãe é crucial nos momentos mais decisivos. Só há um colo, só há uma pessoa a quem pedem tudo e a quem seguem para todo o lado. Dá vontade de rir não fosse o cansaço a que chegamos – verdade?

 

Esta ainda não vai ser a nossa semana do regresso à normalidade. A Laura vai ficar em casa até quinta-feira, o que para ela é o pior castigo que lhe podem dar. Já eu, que vou começar com a fisioterapia esta semana, de certa forma ainda não voltei ao meu ritmo normal. É uma desculpa, talvez, mas só agora é que estou a sair do "trauma" que tudo isto tem sido. E já percebi que o tempo é o meu melhor aliado. Nestes dias, as frases que mais se ouvem são "brinca mãe" ou, então, "olha a mim", de um lado, e, do outro, "mãe, combinamos que vais buscar-me à escola logo a seguir ao lanche?". E não adianta se a avó vem dar uma ajuda para que se consiga trabalhar.

 

Se calhar seria tudo mais fácil se saísse da casa para trabalhar. Se arranjasse um escritório ou se, simplesmente, altera-se o meu registo de "teletrabalho". Mas e depois? Iria perder todos os momentos que tenho tido com os meus filhos? Iria passar a deixa-los com terceiros quando estivessem doentes? Passariam a ser dos últimos a sair da escola? E eu passaria os dias a pensar no tempo que gostava de passar com os meus filhos e que não passo?

 

Nenhuma escolha é isenta de contras ou de consequências. É preciso ter calma e serenidade! E à medida que o tempo vai passando, há um desmame natural e um desprendimento sucessivo, pois, por um lado, eles crescem e ficam mais independentes e, por outro, a minha vida pessoal começa a ter uma consistência maior.

 


Quando me tornei mãe a tempo inteiro, a principal pergunta era: o que vais fazer quando os teus filhos crescerem?

 

Bom... cinco anos e alguns meses depois de ser mãe o que posso eu dizer? Digo que faço aquilo que uma pessoa adulta e com responsabilidades faz, que é trabalhar e criar algo que seja seu. Ao longo deste tempo, a vida continuou a acontecer sem que eu sinta que tenha perdido parte da minha vida, sem que eu tenha que recomeçar do zero. A maternidade foi a minha oportunidade de ser uma pessoa melhor e de ser mais realizada a nível pessoal e profissional. Sabem? A sociedade em que vivemos é castradora da nossa própria felicidade, impede-nos de lutar pelos nossos sonhos tais são os medos que nos impõe. É como se estivesse sempre a vaticinar a desgraça de quem ousa arriscar e enfrentar o desconhecido.

 

No entanto, abraçar a maternidade desta forma tão profunda foi também perceber o quão duro pode ser o crescimento de uma mãe a partir do momento em que tem o seu filho nos braços. Olhando para trás, rio-me porque obviamente que com o primeiro filho tive dramas que nem sequer foram hipótese com o segundo. Com o primeiro filho senti a minha pressão e a pressão dos outros em cima dos meus ombros. Com o segundo permiti-me ter mais calma comigo mesma, não exigindo de mim o impossível.

 

Contudo, a maternidade é um universo de clichés, é um lugar comum onde todas nós passamos mais ou menos pelas mesmas situações. A maternidade leva-nos a estado de bipolaridade que só nós entendemos. Ainda assim, uma coisa é certa, mesmo nos momentos mais desgastantes, não trocaríamos por nada a nossa realidade actual.

 

Passem as imagens da galeria para ficarem a conhecer 7 dos meus Factos da Maternidade:

 

Quais são os vossos?

 

Boa noite.

 


 

Imagens do slideshow retiradas do Pinterest.

Manual de sobrevivência (dos pais) para filhos doentes!

20.04.18 | Vera Dias Pinheiro

  1. Aceitar a prioridade!

Aceitar que isso vai tornar-se prioritário nas vossas vidas e, dessa forma, todos os vossos planos e os vossos compromissos vão acabar por ter que forçosamente ser alterados ou mesmo cancelados.


  1. Planear os dias!

Facilita, por exemplo, ter as refeições mais ou menos planeadas, assim como ter já algumas coisas já pré-feitas no frigorífico que aliviem as vossas tarefas diárias.


  1. Recrutar a ajuda necessária!

Peçam ajuda aos avós, a uma tia ou até a uma babysitter para se assegurarem que perante algum compromisso urgente e do qual não podem abdicar, têm imediatamente com quem deixar os vossos filhos (em segurança).


  1. Aceitar o caos!

Filhos doentes passam mais tempo em casa e, tenham paciência, mas é preciso ter alguma condescendência. Vão aborrecer mais facilmente, vão querer fazer aquilo que não podem, vão querer ver televisão mais tempo do que gostariam, vão desarrumar tudo muitas vezes ao dia, todos os dias…. É mesmo assim!


  1. Aceitar que vão passar noites em branco!

Filhos doentes é sinónimo de noites mal dormidas, para eles, mas especialmente para os pais. Para além disso, é à noite que as febres sobem, é ao fim do dia que estão mais birrentos, que choram mais, que implicam mais... São tudo factos e o melhor é aceitar, porque realmente custa menos.


  1. Mãe só há uma!

Mãe é mãe e quando há um “dói-dói” pode vir quem vier, mas na hora de pedir ajuda, de querer colo, mimo, atenção, de ter paciência e tudo mais, só há uma palavra que funciona: MÃE!


  1. Quem manda são os filhos!

Vão aperceber-se que realmente a vossa vida não é controlada por vocês – se é que ainda não sabiam - mas sim pelas pessoinhas pequeninas e aparentemente inofensivas, os vossos filhos!


  1. Não vão “googlar” doenças nem a correr para as urgências!

A melhor opinião e a de maior confiança e sempre a do vosso pediatra. Entendidos?


  1. Não se esquecam de vocês!

Arranjem maneira de não se esquecerem de vocês próprias. Prometam que jamais vão cair na tentação de ficar de pijama com eles ou de não tomar banho. Comecem os vossos dias o melhor possível e sem se esqueceram de tomar um bom pequeno-almoço.


  1. Arranjar cábulas!

Horas de medicamentos, dosagens, nomes de medicamentos, coloquem tudo nas notas e no alarme do vosso telemóvel. Poupem-se a alguma coisa. A seguir a eles, tenho a certeza que não vão querer ficar vocês doentes. CERTO?



E vendo bem, este é um tem por aqui mais recorrente do que gostaria, querem ver:


A realidade quando temos os filhos doentes


O direito do tempo para a assistência à família



Bom fim-de-semana :)


 

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